MEC divulga nota oficial sobre a greve nas Federais

mai 20, 2012 by     9 Comentários    Postado em: Educação

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Depois de deflagrada a greve nas Universidades Federais, o Ministério da Educação soltou nota falando sobre a paralisação e sobre as providências.

É preciso ser honesto e dizer que a enrolação que marcou a Gestão Haddad em relação aos professores não está acontecendo com Aloísio Mercadante.

O anterior, antes de sair candidato a Prefeito de São Paulo, fazia de conta que o problema não era com ele. Já Mercadante, quando viu que a greve ia estourar, tratou de procurar Dilma para assinar uma Medida Provisória e começou a forçar o Ministério de Planejamento para buscar uma solução para honrar os 4% prometidos no ano passado, que até agora não tinha sido implantado.

Mas isso não é suficiente, já que desde 2008 estamos esperando a nova carreira. Vale salientar que outros já negociaram, como o IPEA e o MCT.

Agora é preciso agilidade para acertar o Plano de Cargos, que pode dar grande estabilidade ao setor a partir deste ano.

Se chegarmos a uma boa negociação, teremos muitos anos sem greve.

Segue a nota.

Nota oficial do MEC às universidades federais

1. Em agosto do ano passado, o Ministério da Educação negociou com as entidades sindicais ligados ao ensino superior, a proposição de um reajuste salarial de 4%, a partir                  de março de 2012. Encaminhou Projeto de Lei para o Congresso. Entendendo as dificuldades de tramitação no Legislativo, o ministro Aloizio Mercadante interferiu diretamente com a Presidência da República no sentido de retirar o PL e transformá-lo em Medida Provisória, assinada no último dia 11, assegurando desta forma os termos da negociação e a aplicação do reajuste retroativo ao mês de março passado, além das gratificações específicas do magistério superior (Gemas) e de atividade docente do ensino básico, técnico e tecnológico (Gedbt).

2. Com relação ao plano de carreira, a negociação prevê sua aplicação em 2013. Os recursos devem ser definidos na LDO até agosto deste ano, o que significa que temos tempo. As negociações entre o Ministério do Planejamento e as representações sindicais seguem abertas.

3. O Ministério da Educação tem se revelado sensível as reivindicações das categorias e, inclusive, o ministro tem recebido sistematicamente as representações sindicais. De tal sorte que, com a perda do negociador do Ministério do Planejamento, Duvanier de Paiva, o que atrasou o cronograma, o MEC solicitou prioridade na retomada das negociações, no que foi atendido.

4. O Ministério da Educação reafirma sua confiança no diálogo e no zelo pelo regime de normalidade das atividades dos câmpus universitários federais.

Assessoria de Comunicação
Secretaria de Educação Superior
Ministério da Educação

9 Comentários + Add Comentário

  • Pierre, qual a sua avaliaçao do Mercadante no ministério e voce acredita que dará alguma merda como praxe no enem este ano ?

  • ENEM foi criado para avaliação e não para seleção de alunos. As universidades têm poder para levar o governo a olhar com seriedade o ENEM. Qdo. as univeridades insistem em manter o ENEM como substituto, no todo ou em parte, de seus vestibulares, fazendo de conta que esta prova não apresenta problema algum a cada ano, apenas compactua e oficializa as fraudes e erros. Recusar o Enem, força o MEC (com qualquer ministro) a rever seu uso, rever os processos de licitação que o envolvem etc etc.
    Não gostava e continuo não gostando de Haddad, porém dar crédito a Mercadante pq ele ao contrário do anterior imediatamente levou o fato a Dilma, acho um pouco apressado demais. Claro que fez o que devia.Mas… só fez o que devia. Não devemos esquecer que Haddad foi péssimo e isso puxa a média para baixo.

  • Pierre, a deflagração da greve após a assinatura da MP que dá o aumento de 4% adia os efeitos dessa MP, ou uma coisa independe da outra?

    • Acho que independe, mas não sei.
      Na assembleia do ano passado minha posição foi de rejeitar esse aumento ridículo.
      Inclusive o Presidente da Adufepe colocou a proposta dele de aceitar e a minha foi vitoriosa na Assembleia.

  • Pierre, perante esse posicionamento do governo, qual é o seu prognóstico de duração da greve?

  • Há poucas mobilizações sociais tão covardes quanto as ações promovidas por sindicatos de cunho “revolucionário”. O supra sumo delas são as tais greves, paralisações entre outros nomes conhecidos.
    Na ausência de se conseguir dialogar diretamente com o governo, de tentar pressioná-lo mostrando a cara, cruza-se os braços. Muitos dizem que isso é simplesmente um resultado movido por circunstâncias as quais ninguém mais tem controle sobre tais – mentira! A idéia da greve já está inserida e solidificada na cabeça dos pregadores vermelhos tanto quão a cegueira crítica e o fetiche pelo popular e pela hedionda e frenética luta de classes. Um sindicato sabe que ao menos num regime “ultra-flexível”, para não dizer outra coisa, como o nosso, o direito a greve é plenamente concedido, bem como a ausência imediata de uma conseqüência nociva à classe. A inércia dos braços cruzados, mais a inexistência de um ônus por reivindicações eventualmente pérfidas não poderia pressionar o governo. E na verdade não podem. Os grevistas nada fazem além de empurrar o grosso da população que se serve de seus serviços contra o governo. É o declínio de apreço instantâneo por parte da população que eles exploram.
    Por inúmeros motivos sou contra a greve, mas dois se sobressaem: o primeiro é de cunho ideológico e o segundo de ordem prática. Penso que os setores públicos, em especial a saúde, segurança e educação deveriam ser proibidos de pararem, afinal são setores que lidam com casos e fatos imediatos, com o bem-estar de inúmeros indivíduos que nada têm e devem ter a ver com a classe grevista em questão. Por um lado prático, sabe-se, antes de entrar em qualquer emprego público, o seu respectivo salário bruto, gratificações etc. Sabe-se tudo isso. E mais: sabe-se que como é um cargo público num país repleto de seqüelas e flagelos, via ou outra vai se deparar com um crescimento salarial abaixo da inflação, o que acarretará em perda real. Se ainda assim a pessoa movida por pura vontade, livre de qualquer coerção, seguindo sua própria consciência, decide ingressar numa carreira pública, por que reclamar depois? Se pensa que merece mais, prestigie-se de alguma forma até a iniciativa privada estiver matando para te ter como empregado deles.
    A greve não é uma ação: ela é uma inação. Todo e qualquer movimento grevista, ainda que sustentado em princípios legais, é imoral e anti-ético. Sim! Engana-se quem acha que a ética está refletida nas leis e vice-versa – ao menos nas atuais leis. A greve é uma tentativa cômoda, covarde e cruel e de reclamar benefícios para uma minoria em detrimento de uma maioria. Toda a população acaba sofrendo e arcando com os ônus que os grevistas é que teriam de ter; a população é quem acaba por comprar a briga com o governo. E depois de conseguida as reivindicações, após usar a demagogia e o fervor do cotidiano? Bom, ótimo para os sindicalizados, mas para o resto tudo continua na mesma. Aliás, nem na mesma: aumentos de salários sempre dificultam o aumento de número de empregados. Então, ainda que de forma diminuta em certos casos, os sindicatos somam para o aumento do desemprego e/ou a sua estagnação.
    Não adianta fazer discursos aos choros, usar de sinônimos bonitos, fazer jogo de palavras: nada tapa o caráter vil de uma ação grevista.

  • A justa greve nas IFES não se limita a discussões envolvendo salários, mas na defesa de uma Universidade pública, gratuita e de qualidade. Perceba as condições nas quais se encontram os Centros da Universidade,o Hospital das Clínicas, entre outros.
    Sugiro acessar o blog http://forumestatuinteja.blogspot.com.br/ para compreender também que essa greve é resultado da luta pela defesa da própria UFPE.

  • Fico muito feliz em saber que a greve não está sendo tratada com total descaso e peço a todos envolvidos que resolvam o mais rápido possível. Esse é um apelo de uma mãe que está super preocupada. Não permitam que uma universidade Federal que é um sonho de todo jovem se torne um pesadelo. Que Deus dê luz , sabedoria e concenso nesse problema.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).