Ministério Público Federal obriga UFPE a mudar seleção de mestrado e doutorado

ago 4, 2009 by     63 Comentários    Postado em: Educação

marcelino-prova

A seleção subjetiva para o mestrado e doutorado na UFPE está com os dias contados. Pelo menos é o que reza o acordo assinado hoje entre o Ministério Público Federal e a UFPE.

Em 2008 a Procuradoria da República ajuizou uma ação, tentando impedir a UFPE de fazer seleção com critérios subjetivos, como entrevistas como fase eliminatória, e também a realização de seleçào em única etapa.

Agora toda fase precisará de pontuações claras nos resultados, além dos pesos que cada prova terá no resultado final.

Na prática será quase como um vestibular, porém pode ser atribuído ponto a cada item do currículo, contanto que deixe isso claro no Edital. Isso já é praticado em alguns programas, como por exemplo o Pimes (Economia). Utiliza-se o resultado de uma prova nacional (Anpec), e também com a opção de uma prova local.

Na verdade o MPF analisou vários processos seletivos, e chegou à conclusão que a seleção acabava sendo muto “pessoal”, o que não é anormal em processos de pós-graduaçào, já que envolve intenso trabalho de orientação.

A vantagem nessa decisão é realmente a transparência no processo. Fica mais claro para os candidatos que querem entrar na pós-graduação, inclusive a preparação. E evita a famosa entourage, tão comum no meio acadêmico.

A desvantagem está justamente no fato de que o mestrado e doutorado tem uma forte interação entre professor e aluno. A orientação pode durar 2 anos, no caso do doutorado, e a entrevista é fundamental. Sem contar que o trabalho de preparação de um aluno de mestrado começa na graduação, na orientação de iniciação científica. Não será uma prova que avaliará a capacidade de pesquisa do candidato.

E a decisão mais agressiva foi a de não permitir mais a carta de recomendação. Em qualquer lugar do mundo isto é exigido para se fazer uma boa pós-graduação. Só em Pernambuco vai ser diferente. Essa foi uma completa bola fora.

63 Comentários + Add Comentário

  • acho que nada muda, a não ser as falas.

    e sou particularmente favorável a “aproximação” entre as partes durante a seleção. É importante saber por experiência de trabalho as reais capacidades do candidato em cumprir os cronogramas/prazos e a capacidade de pesquisa.

    Não vai “Virar um vestibular”, pode ter certeza. O que vai acontecer é os mesmos “metódos” atualmente empregados, serem disfarçados pelos “pontos”, o que também já acontece.

    nada muda.

    • Realmente “Obrigatório” refleti sobre seu pensamento, e, minha animação inicial, já se evaporou.

    • Concordo,

      A preparação de um edital pra atribuir pontos ao currículo e a análise do cv em si são processos tão subjetivos quanto, e tão fáceis de manipular quanto uma entrevista. Na prática não vai mudar nada, só vai burocratizar a seleção e gerar ações na justiça questionando o porquê de “item tal” de um cv não ter recebido X pontos.

      Aliás, esse foco no currículo “lattes”, que é puramente quantititativo e só valoriza algumas experiências de vida – não todas, é uma vergonha. O foco deveria ser nas habilidades do candidato e no seu potencial (coisa que a entrevista ajuda a descobrir).

      O Brasil realmente é o país onde todo sujeito é ladrão ou potencial praticante de fraudes até que se prove o contrário.

  • Oh, Pierre, vais deixar passar a oportunidade de postar um artigo sobre o fim da greve dos professores da rede estadual ???
    Se a rede já continha tantos furos, imagine agora, que a verdadeira face do pseudosocialista se revelou !!!!
    Abraços.

    • Átila
      Estou sem tempo de apurar, porque estou em modificação de matrícula aqui na UFPE, e mal consigo olhar o blog.
      Se quiser pode escrever um artigo que publicamos
      abs

  • Talvez isto detenha a perpetuação da família Correia de Andrade, Caldas Lins e outras mais no Departamento de Geografia. Gostaria muito de tentar o mestrado nessa disciplina, mas, todos sabem que quem não é apadrinhado ou não “babou” o professor na graduação, não tem vez.

    • Prezado Professor, sou estudante do mestrado há dois anos e recém aprovado na seleção para o doutorado em 2010. Não sei há quanto tempo o senhor teve contato com a pós-graduação em Geografia da UFPE, mas as coisas são bastante diferentes hoje.
      Basta verificar que grande parte dos ingressos nos cursos de mestrado e doutorado nos últimos anos é proveniente de universidades de outros estados (Paraíba, Ceará, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, etc.).
      Acho que o senhor desconhece o atual corpo docente do PPGEO UFPE e o modo como as coisas vêm acontecendo por aqui. O PPGEO/UFPE é uma das pós-graduações mais respeitadas do Brasil (4º lugar na avaliação da CAPES – conceito 5). Abrigando o desenvolvimento de alto nível do conhecimento geográfico no Brasil e que está muito além do domínio de família A ou B, principalmente em suas circunstâncias atuais (os referidos professores que foram por você, citados há muito não fazem parte do Programa). Basta avaliar a composição do corpo docente do programa http://www.ufpe.br/posgeografia/?pg=paginas|relacaodosdocentes-html
      Neste sentido, comentários similares ao seu soam como ultrapassados e caluniosos no âmbito da situação atual do PPGEO-UFPE. E uma vez que ganham espaço na mídia (que deveria ser mais criteriosa) terminam por constituir uma agressão injustificada contra pessoas que trabalham sério para o desenvolvimento do conhecimento geográfico no Brasil. Peço encarecidamente que antes de tecer qualquer comentário que procurem conhecer a realidade atual do PPGEO-UFPE, a fim de evitar comentários injustos. Por fim lhe convido a conhecer o PPGEO-UFPE e tentar o mestrado.

  • Não sei se acaba com os feudos, mas com certeza torna o processo de seleção mais difícil. A idéia de um exame (prova ou o que for) completamente imparcial e objetivo vem sido arraigada pela cultura do concurso público, mas os nobres procuradores do MPF deveriam pensar um pouco mais antes de impor um modelo que não casa com a maneira que a pesquisa é feita em nenhum canto do mundo. Em todo lugar há entrevista, há cartas de recomendação. Há subjetividade. Se a subjetividade é usada com fins nefandos, isto não é problema das regras, e com certeza não será resolvido com a mudança das mesmas. É mais uma mostra de que no Brasil tenta-se por decreto fazer o crime impossível ao invés de punir alguém. Falha-se miseravelmente, mas torna-se a vida de todos que tentam seguir com seus afazeres e pecúlios um inferno.

    De mais, se objetividade resolvesse alguma coisa, a avaliação da CAPES e CNPq dos programas de pós-graduação e pesquisadores seriam incontestes. Quantos números para substituir uma simples avaliação de comissão independente!

    • Acredito o fim da subjetividade dá igualdade de condições a quem pleiteia uma vaga nos cursos de mestrado e doutorado. Porque muitas vezes a entrevista, como meio de eliminação, tendencia a seleção a aprovar projetos de alunos que já tenham uma vivência acadêmica com os professores orientadores – veja bem, tendencia, isso não quer dizer que ocorra – visto que os mesmos tem uma facilidade a escolher temas que possam despertar o interesse destes orientadores na pesquisa. É fato que quando se é apresentado uma pesquisa sobre um tema de interesse do professor orientador esta por sua vez tem chances muito maiores de ser aprovada na entrevista que outras que não desperte um interesse maior. Faço este comentario não afirmando que isso ocorra, mas que o fato é de que não podemos fechar os olhos para as possibilidades, já que vivemos em um país que, como diz Ubaldo Ribeiro, é culturalmente influenciado pelo “jeitinho brasileiro”.

  • Muitos alunos falam que tem famílias donas de departamentos. Isso é verdade?

    Nossa maior instituição de ensino usando metodos tão atrasados.
    Por que só agora, quase na segunda década do seculo XXI, é que se percebe que as seleções de mestrado/doutorado são passiveis de fraude????

    Deveriamos acabar com as seleções subjetivas porque elas são “não naturais”. São dirigidas e tendem a privilegiar, discriminar e fraudar.

  • Ei,

    E o Ministério Público Federal por acaso vai agir pra acabar com as entrevistas nos processos seletivos da CAPES e CNPq por acaso?

    A seleção de bolsistas de doutorado no exterior da CAPES, por exemplo, é completamente subjetiva (ou era até recentemente, não sei como está agora). A entrevista pode reverter e mudar todas as etabas anteriores (plano de trabalho, cartas de recomendação, CV, etc.). Pra piorar, uma comissão decide quantas vagas vão para cada subárea. Ou seja, não só podem botar um pra dentro via entrevista, como podem “aumentar” as vagas pra incluir outro via distribuição de bolsas.

    E aí, é só na UFPE que tem subjetividade? Ou a regra vai valer pra todos?

  • Eu sempre achei que o sistema atual favorece muito os alunos que durante a graduação participa de iniciação científica, pois, eles estão vivendo o dia a dia com os professores que depois serão os responsáveis pela seleção subjetiva o que abre margem para o favorecimento, isso é natural da condição humana, buscar favorecer mesmo que inconscientemente aqueles com que o indivíduo conhece ou tem uma maior afinidade.
    Mas, de fato, esses bolsistas de iniciação científica normalmente tem maior conhecimento e prática na condução das pesquisas, o que não significa que uma pessoa que não participou da iniciação científica não possa aprender rapidamente como fazer.
    Por fim, eu ao longo da graduação sempre convivi em sala de aula com várias pessoas que participaram de iniciação científica e é notável que existe uma grande diferença entras estas pessoas, diferença no sentido que existe algumas que se destacam muito e outras que estão até abaixo da média da sala em todos os sentidos não apenas com relação a nota.
    * sou aluno da graduação em administração na UFPE, cursando o último período.

    • Mas, o que fazer com alunos que tinham que trabalhar para se manter? Eu não tinha tempo, pois precisava trabalhar. Tenho vontade de fazer o mestrado agora, pois estou em outra realidade. Será que por não ter feito iniciação cientifica ou não ter *babado ovo, vou ser condenado a ter apenas a graduação?
      *babar ovo no caso do Departamento de Geografia, isso é cultural lá.

      • Uma experiência profissional pode trazer mais bagagem do que apenas ficar lendo livros e ficar internado na faculdade.

      • Concordo com você. Nada mudou: nem lá e nem em nenhum outro departamento da UFPE. Passam só aqueles que o “grupo” quer que passe. são boicotadores mesmo. Quem respondeu que não era assim, estão mentindo.

  • Pierre, a minuta disponibilizada pela propesq admite a etapa de entrevista ser eliminatória ou classificatória. A diferença é que chama-a de defesa oral de pré-projeto, com fala do candidato e arguição. Na prática, retira de pauta perguntas de ordem relativa a comprometimento, dedicação, ou algo assim, já que a arguição se dará em cima do pré-projeto. O chato é a ordem fixa estabelecida para a sucessão de etapas, com prazos recursais a cada uma. Tornará o processo um tanto remoso.

    • O fato é que ainda há programas de pós-graduação fazendo – durante o que deveria ser a defesa oral do pré-projeto – questionamentos sobre a dedicação de tempo e o comprometimento do candidato. Isto, obviamente, tem impacto determinante sobre as notas obtidas nesta etapa do processo seletivo.

      O processo ser “remoso”, não é problema. Mais importante que qualquer lentidão é que ele seja lícito, transparente e livre de qualquer sombra de suspeição.

  • Há casos e casos. Mas na UFPE o importante é anular sua opinião e bajular um professor que se acha deus. É assim na maioria dos casos. Quem viveu lá sabe disso!

  • Fico feliz, que o Ministério Público tenha tomado essa atitude, pois, estudar para mestrado e doutorado é um direito de todos, que é o que não vem acontecendo a muito tempo aqui em Recife. Quero muito que analisem os critérios usados também na UFRPE, pois conheço vários casos de pessoas que desistem, por não conseguirem ser classificados nessa “seleção”, e nunca sabem a verdade por não ter entrado na classificação. Um exemplo recente, foi numa classificação em que os engenheiros agrônomos concorreram para o mestrado na área de terra, e que entrou foi um biólogo, ainda em término da graduação. Não dá para entender isso. Inclusive, conheço de caso, que desistiram de entrar na seleção aqui em Recife, por nunca ser classificado, e na 1ª tentativa na USP, entrou em 1º lugar. Aí eu pergunto, que seleção é esta?

    • gloria, teu exemplo da usp sugere que você entende que os programas de posgraduação de uma mesma área são iguais. Não há nada que estranhar em uma situação como essa descrita. Em outras palavras, o fato de alguém não se classificar em um programa A da área X, e se classificar em 1º lugar no programa B da área X, não é indício de um processo de seleção viciado. É perfeitamente normal. Há um entendimento que as pesquisas realizadas nos programas são dos alunos candidatos, mas a rigor, as pesquisas são dos pesquisadores do programa, os quais orientam os candidatos selecionados naquele projeto de pesquisa. Se não for assim, os orientadores terão que fazer pesquisa como atendente de balcão. Chega uma pessoa e diz: quero pesquisar tal coisa, aí o orientador responde, pois não, qual a sua base teórica? Temos de tudo por aqui. Não é possível se fazer pesquisa séria desta forma. E mestrado e doutorado não é uma titulação, é uma formação para pesquisa.

      • Bons alunos de Geografia estão indo fazer o mestrado na UFPB. Já pensei nisso, só ainda não fui por pura falta de recursos.

        • É verdade, alunos de outras áreas também. Tenho vários amigos que estão em João Pessoa e em Campina Grande fazendo mestrado.

      • É Sílvio, acho que pelos seus comentários neste caso, ou vc não entende nada de seleção, ou vc faz parte da cúpula, e realmente, não vou dá atenção as suas palavras, pois, não são nada coerentes. Inclusive, acho que li acima, que o Ministério Público Federal está trabalhando na mudança dest “seleção” que vc defende. As suas comparações são totalmente ridículas e sem lógica. Pois entendo muito mais que vc do que é pesquisa e titulações.

  • Continuando a indignação acima, a bióloga, não tinha especialização na área de terras, detalhe.

    • Bom dia, Glória. Vejamos bem. As vagas que são disponibilizadas para os programas de Pós-Graduação são poucos e nem todos contemplam bolsas, as quais ajudam o aluno durante o programa. Coloquemo-nos no lugar de um professor ( orientador ) da Federal e Rural: Sobrecarga de aulas, pesquisas com prazos e estrutura de laboratório precárias, pelo menos para a maioria. Você ainda teria que começar do zero com um aluno que nunca teve contato com os meios científicos, não sabendo desenvolver um projeto, nem artigo, entre outras coisas relativas à pesquisa. Acho que você iria querer um aluno já iniciado no meio e mais dedicado à pesquisa científica. Devemos lembrar que pesquisa na universidade requer dedicação quase que exclusiva, embora tenhamos ótimos alunos que conciliam trabalho para manter-se e faculdade ( que não é o ideal ). Concordo que todos deveriam ter oportunidades iguais, porém a realidade é outra. Não quero terminar meu ponto de vista sem lançar uma solução: O governo deveria investir mais nas universidades e contratar mais professores dando-lhes mais condições para absorver mais alunos iniciados ou não), para que todos alcancem seus objetivos. Um grande abraço.

  • Acho um absurdo a intromissão do ministério público nos processos seletivos da universidade. Discordo com o comentário de que mestrado e doutorado é direito de todos; já não basta essa mania de achar que a universidade é para todos, agora a atividade científica também. Mas esse país não tem jeito mesmo; só juizes e promotores é quem sabem como o estado deve agir, seja lá em que área for!!! Pós graduação não deve ser para qualquer um não. A entrevista servia para verificar, dentre outras coisas, se o candidato tinha escrito o projeto ou se o tinha comprado. Admito que existem erros no processo, mas é a própria comunidade científica que deve corrigi-los e não o ministério público.

    Quem é o ministério público para dizer qual é o melhor processo para selecionar futuros cientistas? Eu sugiro que a ocupação de cargos comissionados no ministério público federal também seja pública e com prova, sem QI nenhum. Depois de trirarem toda a autoridade dos professores de ensino fundamental e médio, agora também querem retirar dos professores universitários. Uma maravilha, agora ciência será feita por decreto também no Brasil.

    • Vc estudou na UFPE? sabe como são feitas as seleções? Vc sabe o que passa em determinados departamentos? Vc sabe que no Departamento de Geografia existem 3 famílias que dominam tudo? Vc sabe o que é ter que se submeter a bajular profssor se quiser ter uma pequena chance no mestrado? Não? Dá uma passada no 6º andar do CFCH que vc vai aplaudir de pé o MP.

      • este raciocionio é o mesmo que me penaliza por me pautar pela ética. O argumento é simples, como todos são desonestos, complique-se a vida deles, os poucos honestos prejudicados serão tão mínimos que não há porque se preocupar com eles. Ou seja, admitindo-se tal nível de desonestidade na sociedade, para que tomar qualquer atitude? será efetivamente inóqua, pois por definição, serão os próprios desonestos que irão redigir e aplicar as leis. Na minha opinião, é preciso se indignar diante deste tipo de raciocínio. Se há problemas no departamento de geografia que se resolva o departamento de geografia. Não se coloque a canga em cima de todos indiscriminadamente. Tal atitude apenas refoça a tese de desonestidade generalizada, que além de inverídica é prejudicial à sociedade.

        • É isso, Sílvio. Na cabeça deste povo, devemos todos servir à burocracia, e não o contrário.

        • Tomo como exemplo o DP de Geografia porque é de lá que tenho referência. Talvez vc não precise contar com a ética dos professores para conseguir uma vaga. Apoio a intervnção sim do MP. Talvez vc não foi prejudicado como eu fui, sou e continuarei sendo se não houver nenhuma intervenção! Lembro de um amigo que fez um comentário numa comunidade do Orkut sobre os melhores professores do departamento, foi parar na reitoria e queriam tirar a bolsa dele como represália. Como vc se sentiria numa hora dessas? esperar? talvez não precise contar com a ética do professor. Não vejo mal nenhum numa prova mais objetiva. Aos críticos, acredito que se beneficiam nesta verdadeira segregação como a colega escreveu num comentário acima: “mestrado e doutorado não é para todos” só para os clãs, né? se eu não juntar uma grana e correr para Paraiba, nunca entrarei no mestrado de Geografia.

    • Arthemísia,

      O MP é o fiscal da lei e defensor da sociedade, entre outras atribuições constitucionalmente previstas, neste caso ele tem sim o dever de fiscalizar e se necessário for intervir para que a “subjetividade”, vulgo, arbitrariedade não tome conta das cátedras das entidades de ensino superior, inclusive no que diz respeito a pesquisa. O controle externo de uma instituição é legalmente previsto e desejável…diferentemente das arbitrariedades citadas nos comentários desse artigo!

  • Professor,

    Sei sim. Estudei na UFPE, fiz mestrado lá também e não precisei bajular ninguém. O problema da pós em Geografia não é o problema da pós em toda a UFPE. Os programas têm processos seletivos diferentes porque são autônomos para isso. Na USP tem programas nos quais o candidato é aprovado na seleção, mas nenhum professor aceita orientar, então o candidato não entra. E isso também acontece em várias universidades pelo mundo.

    O que eu não acho adequado é o ministério público determinar como vai acontecer um processo deste, porque isso não é concurso público; a maioria dos alunos de pós não tem bolsa, então não há nenhuma apropriação indevida de dinheiro público. A realização de provas não vai garantir que o aluno tenha perfil para a pesquisa, o que pode complicar na hora de fazer a pesquisa e escrever a dissertação/tese.

    • concordo plenamente com você arthemisia. O ministério público vem se achando o justiceiro dos pampas e trata a todos como se fossem párias. Mas como se admirar disto se o próprio presidente da mais alta corte passa por cima dos procedimentos jurídicos e por isso fica-se?

      • É verdade, mas quando o assunto é o governo o Ministério Público se cala. Hospitais e escolas públicas funcionam de maneira precária e até desumana….e o MP não faz nada. Aliás, qual a função do MP? Alguém pode me dizer? Por que não cumpri seu papel em todos os casos?

    • Até concordo com vc, mas para casos excepcionais, é necessário intervenções também excepcionais. Acho que mais burocrático ou não, vai dificultar a lambança no 6º andar do CFCH.

      Obs: Neste departamento temos professores seríssimos que não compactuam com tais práticas.

  • Vamos ser práticos, dependendo do departamento, para fazer mestrado/doutorado na UFPE tem que pedir “por favor”. E mais, não é para qualquer um não. Tem que conhecer algum professor (ser apadrinhado) ou ser um babão.

    Para quê criar um processo imparcial? Os donos dos departamentos só querem estender os novos títulos de nobreza para seus amigos. É isso.

    E tem gente que acha isso bonito. Tudo as custas de dinheiro público.

    Vamos abrir as caixas pretas desse Brasil a fora!!!

  • isso é ridículo.
    ofensa à autonomia universitária e típica arrogância de juristas (falo como alguém que estudou direito e fez mestrado em direito, hehe). O problema não é se é subjetivo ou objetivo. Com uma boa avaliação da pós-graduação isso se resolve. Aliás, as melhores universidades do mundo funcionam, em grande medida, por critérios que o MPPE teria de chamar de “subjetivos”.

  • entourage,
    com esse nome você deveria saber melhor francês

  • Ingressei no mestrado em História na UFPE em 2005. Fiz graduação na UFRPE e não conhecia ninguém na UFPE que pudesse me “apadrinhar”. Fiz a seleção como franco-atirador porque tinha esta perspectiva de que eu não entraria porque não fazia parte de nenhum círculo de relações do Dpto. de História. Estudei, elaborei um projeto razoável (acho isso porque ele foi aprovado) e encarei o processo seletivo. Fui aprovado mesmo sem ter orientador previamente articulado (porque não fiz contato com ninguém e era desconhecido pelo corpo docente). Apesar da subjetividade, passei na seleção sem fazer parte de nenhuma “panelinha”.

    • No período que passei por lá, o DP de História sempre foi muito elogiado.

  • Pelo que soube, em algumas áreas o negócio era meio esculhambado mesmo. Esse é o problema. Certos professores tomam conta do centro e só entra quem é amigo.
    Em Direito, na minha opinião, a subjetividade está nos limites razoáveis. Afinal, devemos reconhecer, muitos dos critérios previstos no próprio edital são subjetivos em algum sentido.
    Acho que o que deve prevalecer é a clareza nos critérios. É evidente que a avaliação de um projeto de pesquisa pode ter aspectos subjetivos. Mas se os critérios são previamente conhecidos e pontuação é claramente divulgada, não vejo como a decisão pode interferir na autonomia da Universidade.
    Acho que o modelo da pós em Direito já obedece ao critério de impessoalidade proposto pelo MP.

  • Pierre, procurei o texto da minuta e não achei na rede.
    Gostaria de saber se o texto prevê seleção com base em avaliação de projeto. Pelas notícias, falam em provas somente.
    Acho que eliminar o projeto seria demais. Afinal, o projeto não é subjetivo. Como avaliar sem projeto?
    Bom, vou tentar encontrar o texto.

  • Em muitas seleções um dos elementos primordiais do processo seletivo de pós-graduação são cartas de recomendação. Essas cartas são de teor confidencial, note-se. 1) Como dar “transparência” a elas em tais processos seletivos se são confidenciais? 2) Como pontuar “objetivamente” seus conteúdos?

    Será um enorme retrocesso se os processos seletivos de mestrado e doutorado não puderem incorporar análise de cartas de recomendação (de conteúdo confidencial).

    Parece-me que o Brasil, mais uma vez, deseja reinventar a roda.

  • entourage, você quis dizer.
    Veja, por favor, como se faz seleções em Universidades européias ou norte-americanas. O fazer ciência é algo absolutamente artesanal e foge completamente à idéia da impessoalidade e objetividade na avaliação do candidato. Afinal de contas, a empatia é o ingrediente fundamental na longa e às vezes conflituosa relação entre orientador e aluno. concordo com Francisco, há a idéia de inventar a roda…. só que quadrada.
    Há, é certo – e nisso concordo com o ministério público – a busca pela garantia de seleção justa e não orientada por quaisquer critérios que escapem à excelência acadêmica (apadrinhamentos, perpetuação de feudos, etc). Mas não creio que se possa aplicar critérios de seleção de concursos públicos em um processo tão particular quanto o de escolha de candidatos a mestre ou doutor

  • NOssa pelos comentários de alguns aqui parece que as pessoas que fazem mestrado e doutorado são eleitas e marcadas ao nascer pelos Deuses do Olimpo….por favor né… muita mediocridade esse elitismo rídiculo! Vamos evoluir pessoal!

  • Muito perninentes os comentários de Arthemísia, Sílvio e Augusto. O pior de tudo é que o MP fere claramente a Autonomia Universitária e a Reitoria baixa a cabeça.

  • Autonomia é bom, e todo mundo gosta.

    O MP é omisso e corrupto, sim. Se mete onde acha que irá “causar” mais repercussão, mas deixa passar todo tipo de farra de cargos comissionados, e ainda dilapidam o erário público imprimindo cartezes “contra o nepotismo”. O MP não tem moral NENHUMA para quase nada. Fato.

    Agora, independentemente disso, a pós-graduação da Ufpe, DE FORMA GENERALIZADA, é conhecida (famosa, falada) NACIONALMENTE por ser um antro de apadrinhamentos em seleções e bolsas concedidas aos amigos, parentes e que tais dos encarregados dos departamentos, sendo conhecidos casos de aceitação de projetos OS MAIS ESTAPAFÚRDIOS possíveis, tudo em nome das panelinhas historicamente estabelecidas ali.

    É caso de inquérito, não tenham dúvidas. Sim, as exceções existem mas a REGRA é esta.

  • Acho acertada essa decisão. Se o MP tomou uma decisão dessa é pq ele ja foi acionado algum vez pra se meter na avaliação da POS. E como assim Pierre, que o mestrado começa na graduação com a iniciação cientifica??? Todo os professores que me falaram isso, foram os que proporcionaram as avaliaçõews mais vergonhsas do Dep onde estudei e era contra alunos de outra faculdades e alunos de outros cursos nos programas da pos. PE QUE VC PENSE ASSIM

  • Talvez as mudanças ainda precisem de ajustes, mas a verdade é que o alvo do MPPF é o tradicional apadrinhamento. A questão da afinidade professor – aluno, nem sempre é o que define a vaga. Outras questões estão envolvidas. Coisa de brasileiro.

  • Bom dia, Glória. Vejamos bem. As vagas que são disponibilizadas para os programas de Pós-Graduação são poucos e nem todos contemplam bolsas, as quais ajudam o aluno durante o programa. Coloquemo-nos no lugar de um professor ( orientador ) da Federal e Rural: Sobrecarga de aulas, pesquisas com prazos e estrutura de laboratório precárias, pelo menos para a maioria. Você ainda teria que começar do zero com um aluno que nunca teve contato com os meios científicos, não sabendo desenvolver um projeto, nem artigo, entre outras coisas relativas à pesquisa. Acho que você iria querer um aluno já iniciado no meio e mais dedicado à pesquisa científica. Devemos lembrar que pesquisa na universidade requer dedicação quase que exclusiva, embora tenhamos ótimos alunos que conciliam trabalho, para manter-se, e faculdade ( que não é o ideal ). Concordo que todos deveriam ter oportunidades iguais, porém a realidade é outra. Não quero terminar meu ponto de vista sem lançar uma solução: O governo deveria investir mais nas universidades e contratar mais professores dando-lhes mais condições para absorver mais alunos (iniciados ou não), para que todos alcancem seus objetivos. Um grande abraço.

  • Olá, meus caros,

    Infelizmente, esse negócio de fiscalizar a entrada dos acadêmicos a mestrado e doutorado por meio de avaliação mais “numérica” e não subjetiva não surtirá nenhum efeito. Temos uma péssima orientação sobre isso: a) somos impelidos a acreditar que a Academia (seja ela qual for) irá nos acolher; b) somos estimulados a pensar que os professores (sejam eles quais forem) irão nos orientar como achamos conveniente; c) somos convidados a participar de um concurso cujas regras são quebradas às escâncaras. Recentemente, entrei em uma seleção de mestrado em uma universidade federal. Depois de levar 8,0 pontos na prova específica e 9,0 na prova de lingua estrangeira. Fui à entrevista bastante confiante: em praticamente 10 minutos, os membros da Banca concluíram que eu “não estava apto” à vaga. Outros candidatos, com pontuação muito inferior à minha nas duas fases anteriores, saíram aprovados no final. Detalhe cômico: o mestrado da federal era em DIREITO! Esse negócio de dizer que o meu projeto “estava ruim” não cola, pois a grande maioria das perguntas que me fizeram nem diziam respeito ao projeto. Fico pensando em quantos alunos, tal como eu, não são submetido ao engodo dessas universidade que, sob o manto de um falso “concurso sério”, discriminam candidatos competentes em detrimentos de “amigos de plantão”.

    Parabéns a esses derrotistas das nossas universidades e demais instituições públicas… é por causa de vocês que temos a educação que aí está.

  • Meus caros,

    Esqueci de dizer uma coisa última: você que se acha muito satisfeito e orgulhoso de si mesmo por ter passado em um mestrado/doutorado numa federal, pode ficar certo de uma certeza bem terrível: as vagas que sobraram (ou não foram preenchidas pelos padrinhos e amigos de plantão) permitiram a entreda da sua nobre pessoa no curso. Acho que você deve agradecer a Deus todas as noites pelo fato de os “amigos de plantão” terem-se esgotado antes que um deles usurpasse a sua merecida vaga! Pense bem… se eles fossem muitos, heim, que aconteceria? Talvez, você não estivesse no local em que está, fazendo o que está, feliz como está…

    Parabéns! Você merece a sua vaga, pelos menos, por duas razões: a) por seus méritos pessoais indiscutíveis e b) porque os “amigos de plantão” eram poucos!

    Não se esqueça: Agradeça a Deus por isso esta noite…

  • Para todos.

    Até onde sabemos o MP é uma instituição seria a qual não defende par A ou par B. Ao entrar na seleção para filmar / registrar todo o processo seletivo do M/D será uma boa para realmente saber o que acontece nesses bastidores UFPE. Um programa d pós-graduação que tem 80 vagas e apenas 46 conseguem aprovação, deve ter algo estranho não? Sabemos que é difícil a questão de orientação para os professores, mas o cargo deles requer isso mesmo, dedicação exclusiva, não ficar apenas rodando os corredores dos centros sem fazer nada. E porque não um aluno sem ter participado de iniciação cientifica não vir a entrar no M/D? Será que esta criatura não poderá se sobressair e aprender melhor ou igual aos que fizeram um PIBIC? Gente vamos deixar de ter mente pequena, a academia é para todos sim, direito nosso.

  • Estou participando de um processo seletivo de mestrado em determinada área. Sou profissional da área há 12 anos e modéstia a parte, bastante atuante. Passei nas 3 primeiras fases com a 2ª maior média global. Para minha tristeza e decepção, na minha entrevista apenas questões sobre tempo e deslocamento (não moro em Recife mas estou disposta a arcar com qualquer mudança, pois me preparo há 2 anos para este momento), nenhum questionamento sobre minhas competências versus a contribuição que eu poderia dar aos projetos vigentes, nem mesmo as perguntas já dispostas num questionário preenchido no processo de inscrição e que segundo o edital, seria o objeto desta etapa. Estranhamente, alunos que saíram aos prantos da sala e tremendo de nervosismo, tiraram 9,3, quando os critérios de julgamento eram segurança, desenvoltura, e eu, que estava muito bem, infelizmente não consegui responder nada que não fosse me justificar por não ter 22 anos e não ter 100% do meu tempo livre, tirei 3,0!!!!!!
    Entrei com recurso e torço para que o bom senso e a justiça imperem neste processo, pois não vou calar diante deste absurdo. Estou sem palavras…

  • Deveriam moralizar o acesso ao mestrado, pois infelizmente há corporativismo. Experimente participar de um processo seletivo e verá que claramente as vagas estão reservadas para os alunos da instituição… Estudantes profissionais.
    Enquanto isto, se você for um trabalhador que pagou impostos para que outros estudem e nunca estudou em universidade pública, mas sempre em escola (1º e 2º graus) públicos e pagou pela sua formação superior, você pagou o pato! E numa seleção para mestrado é mais uma vez “sacaneado”, pois um “profissional estudante” não tem vez nas nossas univerdades públicas, mas estudantes profissionais que muitas vezes não contribuirão com a inovação esperada e tão logo terminam seus mestrados vão se aproveitar um pouco mais da sociedade através de um emprego público, estes sim são bem vindos e incentivados! Lamentável… Pelo menos na USP é assim.

  • E NA UFPB (MESTRADO EM DIREITOS HUMANOS) A SELEÇÃO ESTÁ IMORAL!
    CANDIDATOS QUE JÁ PASSARAM EM DOIS ANOS NA PROVA ESCRITA SÃO ELIMINADOS NA DEFESA DO PROJETO! SEM DIZER QUE OS PROJETOS SÃO DE TODO ALINHADOS AO PROGRAMA! IMORAL, ILEGAL E DIGNI DE REVOLTA!!

  • ESSA DECISAO VAI DE ENCONTRO AO QUE HA DE MAIS MODERNO EM POS-GRADUACAO. PROVAVELMENTE O PROCURADOR DA REPUBLICA NUNCA FEZ UM MESTRADO. E ESSEP ROCURADOR E UM PREGUICOSO, AO INVES DE BRIGAR PELO MELHOR INTERESSE DA INSTITUICAO FICA FAZENDO ACORDO.
    NAS MELHORES INSTITUICOES DE PESQUISA DO MUNDO,AS MAIS AVANCADAS, AS QUE MAIS PRODUZEM PREMIOS NOBEIS, A SELECAO E SUBJETIVA, NAO EXISTE OBJETIVIDADE,SIMPLESMENTE PORQUE PESQUISA E PARCERIA, NAO E CONCURSO PUBLICO. PRA FAZER DOUTORADO EM MEDICINA EM UNIVERSIDADES DE PONTA NOS EUA PASSA POR 5 ENTREVISTAS, ALTAMENTE SUBJETIVAS, E ANALISE CURRICULAR E NADA MAIS. E NA ENTREVISTA QUE SE VE O OLHO NO OLHO. E SE APESSOA NAO GOSTA DO PROGRAMA, SEJA HUMILDE, VA PROCURAR ALGUM PROGRAM QUE LHE AGRADE AO INVES DE QUERER ENFIAR GOELA ABAIXO O QUE ACHA QUE E CERTO.
    E POR ESSAS E OUTRAS QUE O BRASIL, VIA DE REGRA, POSSUI O NIVEL INTELECTUAL E A PRODUCAO CIENTIFICA EQUIVALENTE A NAIROBI E SOMALIA (RESGUARDADAS AS ILHAS DE EXCELENCIA). PORQUE SE QUER LEGALIDADE E OBJETIVIDADE EM UM AMBIENTE ONDE, POR EXECELENCIA, HA DE IMPERAR A OBJETIVIDADE.

    E TENHO DITO

  • Processos seletivos são complicados, normalmente os aprovados são os alunos das próprias instituições, ou seja, se vc é aluno de outra, provavelmente não será aprovado até tentar umas 2 vezes no mínimo.
    Outro fato é necessário ter padrinhos sim.
    UFPR e UTFPR aprovam somente alunos de suas instituições pelo menos na primeira tentativa, após a segunda tentativa, vc consegue a sua vaga….
    é necessário maior transparencia, ~porque já vi bancas dizendo que são soberanas e nao divulgam nada, fato ocorrido nessas instituições. Somente o resultado e mais nada. Vergonhoso o processo, sem direito a rever a prova ou processo de um modo geral..

  • Concordo com Voces: Fernando e Flávia.
    Este ano o mestrado da UFPE em DIREITO foi uma vergonha três meninas tirarm na priemra fase 6,0 e depois ficaram com nota 9,0 e a desculpa que a banca nos comunicou que foi erro de digitação.
    Outra postura errada da banca uma das meninas estavam defendedo a tese del e Falou no nome do professor Damaia e a banca perguntou quem é Damais ??? quem Damais pensa que é ???
    E pasmem no final das 4 vagas tres ficaram com as meninas que tiraram 6,0 na primeira fase ou seja só uma vaga de fato foi correta.
    è um vergonha por isso estou entrando hoje no MP Federal.
    Chega de apadrinhamentos!!!

    Ainda Acredito do DIREITO

  • A seleção de mestrado foi uma vergonha este ano na UFPE no curso de DIREITO.
    Três meninas tiraram abaixo de 7,0 e entaram com recurso e ficaram com 9,0 pasmem, a resposta foi , erro de digitação !!!
    É uma vergonha!!!
    Das 4 vagas tres foram ocupadas por essas meninas .
    Sim e a banca interrompeu a candidata só porque a candidadta falou da posição do professor DAMAIA. E a Banca peruntou quem é Damaia ?????

  • Bom dia a todos ! Sou graduando em Geologia pela UFC, bolsista do CNPq(IC), tinha até o momento um grande interesse em fazer minha pós-graduação na UFPE em Argueologia, mas pelo que vejo diante dos depoimentos, acho mesmo que vou ficar aqui no Ceará ou buscar outra instituição!!!

  • Terminei o mestrado a 10 anos e estou com dificuldades de ingressar no Doutorado porque perdi o contato com os antigos orientadores. Acho pertinente a interferência do ministério público para dar mais transparência aos processos, mas a pós graduação é um namoro entre orientador e orientando, infelizmente, e isso precisa existir por causa da escassez nos programas de pós. O grande entrave é a avaliação enfrentada pelos programas que perde recursos governamentais para pesquisa caso o aluno não conclua o curso. Desta forma os orientadores tem que conhecer bem o aluno para evitar desistência. Deveria acabar essas avaliações, ampliar a entrada e afunilar a saída. Ex. o aluno entra, paga o créditos como na graduação, corre atrás da pesquisa independentemente da ajuda de um orientador e tira o diploma com a publicação de um artigo em revista de reconhecimento da área nacional ou internacional.

  • Meu Deus! E eu que achei que no dep. de cirurgia da UFPE fosse diferente…..lêdo engano!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).