O abandono da graduação na UFPE

ago 28, 2008 by     88 Comentários    Postado em: Educação

UFPE 3

Grande parte de minha vida tenho estado na Universidade Federal de Pernambuco. Entrei em 1990, e desde o começo tive uma vida intensa lá dentro.

Já estou na UFPE há mais de 18 anos. Fiz minha graduação em administração, e meu mestrado em economia, também na UFPE. Só me ausentei durante os 4 anos de doutorado, mas já ligado à UFPE como professor. Fui presidente do DCE e também do DA do meu curso. Convivi em diversas fases, algumas boas, outras ruins.

Mas uma coisa vem me incomodando muito nos últimos anos: o completo abandono da graduação na UFPE. Isso vem acontecendo de uma forma generalizada.

Grande parte dos professores querem se dedicar apenas às pós-graduações. A estrutura da Universidade também privilegia as mesmas, esquecendo por completo da grande maioria dos alunos, que estão na graduação.

Sempre gostei de dar aula na graduação. Acho que é uma fase especial da vida dos jovens, que os professores deveriam se dedicar com afinco. Mas reconheço que sou minoria.

Em março deste ano, após pedido de alguns professores do meu departamento, resolvi aceitar assumir a coordenação do curso de administração, que é um dos maiores da Universidade.

Pensei que lá poderia fazer algo de útil para melhorar o curso. Principalmente porque a UFPE entrou no REUNI do MEC, o que força um maior esforço para atender aos milhares de alunos adicionais que estudarão na Universidade.

Logo de cara encontrei uma situação constrangedora. Alguns professores substitutos que não apareciam, ou mesmo que mandavam outros para substituí-lo. Era o substituto do substituto.

Em conjunto com os alunos comecei a publicar a frequência dos professores, já que a falta é um problema crônico. Rapidamente diminuiu a ausência.

Mas tudo isso sendo feito com muito esforço individual, sem a menor infra-estrutura.

O que é uma coordenação de curso hoje no meu centro (CCSA)?

Simplesmente não existe a coordenação, apenas o coordenador. Parece piada, mas um curso com 1.300 alunos não possui um funcionário sequer para atendê-los. Nenhum!

Sem estrutura o trabalho atual de coordenador é completamente burocrático, apenas assinando e encaminhando papéis que poderiam ser encaminhados por um técnico-administrativo.

Imagine a imensa demanda burocrática que um curso como esse possui. Com centenas de alunos solicitando dispensas de disciplinas, além da melhoria e acompanhamento do curso.

Resolvi atender todos os alunos durante o período de modificação de matrícula, já que alguém precisa se disponibilizar a isso. Foram mais de 800 atendimentos em 3 semanas, sem que ninguém ajudasse.

Virei praticamente um vereador de interior, oferecendo vagas gratuitas para os alunos com problemas.

Como se pode fazer educação deste jeito? É absolutamente impossível qualquer melhoria numa condição como essa.

Vocês podem perguntar como isso foi acontecer. Eu me pergunto isso todos os dias. Em determinado momento, a Diretoria do Centro (em outra gestão) resolveu acabar com as secretarias, e colocar todos os atendimentos em uma escolaridade, e os coordenadores passaram a se virar sozinhos. O impressionante é que ninguém reclamou. Todos baixaram a cabeça.

Há 10 dias atrás fui conversar diretamente com o Diretor do Centro, Sergio Alves, explicando da impossibilidade de fazer qualquer coisa significativa na graduação sem estrutura. Sugeri que voltasse à estrutura antiga, acabando com a escolaridade, e as coordenações assumindo o papel da mesma. Era preciso realocar os funcionários.

O diretor me disse que não teria condições, por falta de funcionários. Na minha idéia, precisaríamos de dois funcionários para os cursos de dois expedientes (Administração, economia e contábeis), e um para os restantes, Serviço Social (só funciona no período diurno), e Secretariado (noturno).

São 6 funcionários na escolaridade. Além disso, poderia diminuir seu próprio gabinete, que hoje conta diretamente com 7 funcionários, além de 3 que serão incorporados no concurso já realizado.

Esperava o mínimo de sensibilidade em relação à graduação. A única coisa que escutei foi um pedido para esperar outra pessoa assumir.

Hoje todos os departamentos e pós-graduações possuem sua própria estrutura de atendimento.

Vale perguntar como um departamento com 30 ou 40 professores têm 3 ou 4 funcionários para resolver os problemas, e um curso com 1.300 alunos não tem nenhum para atender os alunos ou mesmo acompanhar o funcionamento do curso.

Hoje os cursos funcionam mais ou menos assim. O professor recebe uma caderneta, sem nenhum acompanhamento. Se ele está dando aulas ou não, não se sabe ou controla.

Os alunos se sentem completamente abandonados, já que não há ninguém que os acompanhe ou mesmo os atenda.

É dessa forma que a graduação se encontra na UFPE, pelo menos no meu centro.

É honesto de minha parte reconhecer o esforço que o meu departamento vem fazendo para apoiar a graduação, e também a Pró-reitoria de Assuntos Acadêmicos. A atual pró-reitora, Ana Cabral, e seu diretor, Alberto Mesquita, desde o começo foram muito corretos, e têm se esforçado para que esta situação mude.

Para melhorar a graduação sou capaz de enfrentar dificuldades e até colegas de Universidade, mas não dá para lutar contra a estrutura. É perder tempo.

Na próxima terça marquei uma reunião com todos os alunos do curso, para explicar a situação. Estou esperando um gesto de boa vontade até lá. (Ver aqui os horários)

Acredito que não tenho mais o que fazer na coordenação, se quem deveria me dar apoio deseja que as coisas continuem exatamente no mesmo marasmo e no mesmo abandono.

Não aceitarei ficar de cabeça baixa, fazendo papel subalterno.

Se querem um subgestor, que arrumem um subprofessor.

* Texto publicado originalmente às 22:18h de ontem.

88 Comentários + Add Comentário

  • É frustrante ver esse descaso com a graduação. Pela primeira vez, em basicamente 4 anos de graduação, vi um coordenador que de fato atuasse. Nos últimos meses, foi publicado para os alunos a frequência dos professores em aula, resultando em uma maior frequência dos professores em sala. Além disso, dimunui-se consideravelmente o número de estagiários a docência que davam basicamente toda disciplina no lugar do professor. Também houve demissões de alguns professores substitutos que “fingiam” dar aula. Isso foi algo que nunca aconteceu na gestão de outros coordenadores. O aumento do horário de atendimento aos alunos também mudou complemente. Pela primeira vez havia alguém sempre disponível para atendimento.

    É uma pena ver a inércia da direção do CCSA na tentativa de implementar mudanças dando estrutura de trabalho às coordenações.

  • Nada mais justo que esse post…
    Quem conhece o trabalho de Pierre dentro de sala sabe do que estou falando.
    Ficaremos órfãos mais uma vez… Mas é muito injusto pedir a ele que fique sob essas condições…
    Não é preciso citar nomes, mas quantas vezes precisamos recorrer a “a, b, e c professores” e eles não podiam fazer nada, não podiam ajudar ou isso não é certo… Pura má vontade! Até mesmo nossa antiga coordenadora, de todas as vezes que precisei, sabe quantas consegui encontrá-la??? UMA!!! E ela resolveu meu problema? NÃO!
    Quantas vezes um coordenador colou em todas as portas, que durante o período de modificação deveríamos falar com ele antes de modificarmos as cadeiras???
    A escolaridade é um caso a parte… ela foi criada, porém, não funciona… Você se esgüela até alguém atender… São informações partidas, ou erradas, ou um “preencha o requerimento”.
    Aí para quem recorremos??? Para quem faz alguma coisa…. E quem faz mais do que pode?? Pierre!!!
    É uma pena o que está acontecendo… temos os melhores professores, temos uma boa estrutura, temos oportunidades ali dentro.
    Se nosso ensino superior continua nessa decadência, nossos filhos viverão o que nossos pais viveram. Colégio particular era para quem não tinha capacidade. Escola pública sim, media quem era capaz. E com essa proliferação de faculdades particulares… Alguém duvida???

    Se coubesse um pedido aqui, seria a voz de pelo menos 99% da UFPE hoje… Não gostaríamos que Pierre deixasse a coordenação… Porém, se viramos a moeda e passamos a enxergar o profissional Pierre, não nos cabe esse direito.

    Próxima terça estarei presente, espero sair de lá com boas notícias.

    Mas desde já, fica o agradecimento por algumas mudanças. Fica também um pedido, não a Pierre, mas sim a Sergio Alves… Repensar o rumo de nós, alunos.

  • É lamentável. Se a Federal está assim imagina a Federal Rural de Pernambuco. Alguns departamentos vivem “fingindo” que existem para não fechar. É lamentável.

    • Márcio, sou estudante de economia da rural, lá está milhões de vezes melhor a situação, a universidade e seus setores estão muito mais organizados.

  • Realmente é carregar uma cruz pesada. Estarei participando ativamente em seu apoio. Sua atuação é realmente importante e estarei presente.

    Vladir Pio

  • Eu admiro e apoio totalmente a iniciativa do professor Pierre, um exemplo de atitude e de gestor

  • [...] Desabafo por Pierre Lucena, publicado originalmente no seu Acerto de Contas [...]

  • Para mim que já fui aluno de Pierre e tenho orgulho de ter sido formado há muito tempo naquele Centro, também me sinto com se estivessem me abandonando.

  • Caro Pierre,

    Muito bom seu desabafo. Parabenizo-o também por sua coragem de abertamente falar dos problemas do curso de administração e da gestão do CCSA. A graduação de economia também tem feito um belo esforço para melhorar. Vale a pena enfatizar Pierre, que o que você está fazendo é por puro altruismo, pois a remuneração de um coordenador é uma esmola.

    Existe, contudo, ao meu ver, um problema crônico nas federais, que é o incentivo perverso a baixa produtividade dos professores. O governo, além de pensar na expansão das Federais deveria pensar em seriamente melhorar o sistema de incentivos dos professores e funcionários. O baixo salário hoje só vai atrair os piores profissionais. Assim, vai ser difícil melhorar a educação.

    Um abraço,

    Tiago

  • É constrangedor, mas não vejo nenhuma novidade nisso. Sem querer ofender Pierre, mas isso não é de hoje, nem de ontem…

    Se ainda o maior problema estivesse na estrutura burocrática, seria facilmente resolvido. Acredito que a Universidade brasileira está afundando em sua expansão, que nem chegou a ocorrer ainda. A questão é que nossa universidade não possuí o tão referido “plano de sociedade”, já que nosso país tambem não o tem.

    As graduações, em sua maioria, formam profissionais despreparados, não só para o mercado de trabalho, mas para o próprio desenvolvimento de um pensamento crítico e autônomo. Todos os anos milhares deixam a Universidade, e não é pela Colação de Grau, e sim pela desistência e abandono de seus cursos. O que é em grande medida justificável. Não é difícil encontrar ex-estudantes que encontraram no trabalho “desqualificado” (aquele que não exige uma especialização de nível superior) maiores oportunidades de levarem suas vidas que dedicando-se aos estudos. Nem ao menos técnicos estamos formando; esses, são resultantes dos estágios, ou escrágios, que, na ação prática, acabam dando melhor formação que a Universidade. Acho que seu curso, Pierre, Administração, é sem dúvida um desses, assim como a Com. Social, e mais um dezena de enumeráveis.

    Me graduei na UFPE e vivi de perto todo esse drama da “Universidade Brasileira: o caso de Pernambuco”, participei ativamente do movimento estudantil em busca de alertar para a falta desse “projeto de sociedade” mas não fui muito feliz em minha obra. Acontece que não temos problemas só com professores irresponsáveis e técnicos incompetentes, os a-lumnos da UFPE são, em grande maioria, espécies de antas falantes, algumas até mudas. Não estão preocupados com sua formação profissional, e muitos, não tem a menor idéia do que fazem na Universidade.

    Vivemos em um modelo de universidade importado, que não reflete as condições de nossa sociedade, e que não tem a menor intenção de mudar essa estrutura.

    Digo ainda, que não é só nossa “graduação” que tem problemas,como já dito, é a Instituição Universitária que se encontra em desmonte. Nesse bolo, vai também as “pós-graduações”, onde encontramos os mesmos professores e ânimos da graduação, propostas desencontradas de produção e reflexão do conhecimento em desenvovimento. Professores incompetentes de títulos inconformáveis para quem observa uma aula. Acontece que cada um faz seu trabalho e pronto, nada de trocas e debates, produção coletiva de conhecimento…

    Não são poucas as vezes que penso de desistir de minha formação universitária e tentar começar de novo minha vida profissional, com o tom “quem sabe dessa vez eu acerto! Ainda há tempo”. Antes sonhava em ser professor, hoje, será uma grande vitória se conseguir terminar o mestrado. Estou cansado de ver os absurdos que exponencialmente surgem a todo momento na UFPE.

    O grande problema, é que talvez esse problema, não esteja restrito a universidade, e seja um verdadeiro “câncer social” que assolapa toda nossa metástica sociedade.

    Meus pêsames à todos nós e a nossa sociedade.

  • Caro Pierre

    Estou 100% solidário a sua posição de reagir ante a indisposição da gestão atual em lhe auxiliar na solução de um problema que deveria ser o principal objetivo da instituição, que é o ensino de graduação.

    No entanto, contudo, todavia, não deixa de passar pela minha cabeça que isto é em parte um reflexo desta sistema de seleção de gestores que acabou levando a consolidação do Centro em um local de picuinhas políticas e troca de favores. E foi o próprio Departamento de Administração que acabou com o último traço de sanidade na escolha do gestor, sendo o atual inclusive professor do mesmo.

    Eu diria que há uma alta correlação entre o resultado a última eleição e a sua dificuldade em conseguir funcionários, e que a única forma de reverter isto é colocar o alunado do seu lado para pressionar a direção.

  • “As graduações, em sua maioria, formam profissionais despreparados, não só para o mercado de trabalho, mas para o próprio desenvolvimento de um pensamento crítico e autônomo”

    Concordo. Olha aí o monstrengo que a UFPE formou:

    “Falta de louça pra lavar…

    Queria ver todo essa manifestação pelos direitos femininos no Irã, ou na Arábia Saudita… seriam acusadas de pertubar a ordem pública…

    sequer teriam acesso a internet…

    E se a sociedade é patriarcal e machista, vai ver que deve ter motivo… conheço uma centena de mulheres que não se sentem submissas aos homens, mas adoram uma submissão nas horas certas…”

    Considerando que são todas palavras de uma mesma pessoa…

    Agora, concordo com que a situação do apoio técnico na universidade é grave. Ou a Universidade toma uma atitude em relação a isto, ou o trabalho dos professores ficará inviável.

  • É impressão minha ou você faz parte do corpo doscente da instituição em falência?

    assume alguma responsabilidade?

  • Faço, sim, parte do corpo docente, mas não de uma instituição em falência. E assumo total responsabilidade diante da minha incapacidade de fazer com que algumas pessoas pensem de forma coerente. Mas também me recuso a ficar de cabeça baixa. Pense! Faz bem para todo mundo.

  • Será que na Faculdade de Direito ocorre isto?por ser um dos cursos mais privilegiados, acho que não? e os da area de Informática?pelo que sei o de Bacharelado em Biologia da Rural é cheio de professores estrelas que acham desnescessário ensinar e perseguem os alunos que pensam o contrário.
    Para os Invejosos, Vamos eleger Pierre Reitor! Não foi meu professor, porém o que escutamos dele , só merece elogios, Parabéns pierre, continue assim!

  • Obrigatório.

    Diante do seu português castiço, concluo que você provavelmente não pertence ao corpo “doscente” (sic) da UFPE.

  • Eu sou aluno atualmente do prof. Pierre e acho ele um dos melhores professores que já tive, eu estou no 6o do turno da manhã e até agora não tenho muitas reclamações quanto aos prefessores, é verdade que tive alguns professores substitutos fraquinhos (sem querer ofender) e outros doutores digamos não muito aplicados, de modo geral eu gosto dos professores de lá, eu tb acho que os alunos devem ter um papel mas ativo nesse processo…

    Quanto a questão da infra-estrutura realmente eu acho que a universidade está afundada na burocracia um exemplo é que eu precisei em épocas diferentes dispensar umas discíplinas que trago de outra faculdade, o fato é que em todas as vezes eu preciso de um novo histórico com exatamente as mesmas informações… dentre vários outros exemplos ..
    O nosso centro realmente merecia um laboratorio de informática decente, e/ou uma rede wireless tb decente… e defato eu observo um certo privilégio para a pós-graduação, principalmente os MBA pagos…

    De certo há uma situação de abandono, você fica sem saber a quem recorrer quando precisa de alguma coisa…

    Pra finalizar, eu acho que deveria haver um maior aparato para o atendimento do aluno… descentralizado ou mesmo unificado, mas que tivesse mais funcionários e uma estrutura mais profissionmal em suma, fosse mas eficiente ! Não creio que isso seja inviável, talvez falte vontade por parte nos nossos professores mais influentes que ficam fechados nos seus “mundinhos de pós-gradução no 1o andar” e esquecem de nós simples graduandos.

    Pierre,

    Quero lhe parabenizar pela iniciativa, foi o primeiro professor que se mostrou verdadeiramente preocupado com nossos problemas. Gostaria de saber se vc está divulgando essa ‘reunião com todos os estudantes’ pois, não estou sabendo de nada.

  • Infelizmente o curso de administração hoje é mais um mito que uma realidade no que tange a qualidade de suas aulas. Já havia conversado com outros colegas a ausência dos “Grandes” professores na graduação, a proliferação de aulas de péssima qualidade e a falta de estrutura burocrática e de meios físicos a serviço do CCSA. Tão distante do sonho de qualidade e diferenciação que tínhamos enquanto alunos de cursinho, tentando através do renome vigente da UFPE fazer parte de um de seus cursos. Estrutura engessada, retrograda e não atenta a realidade de mercado, propiciando a criação de um curso não atento ao que realmente interessa, que é formar profissionais de excelente capacitação que perpetuem seu nome ao se destacarem, seja através de pesquisas ou de ações empresariais. Que o nosso diferencial seja positivo, não negativo, como ocorre com muitos curso de Administração em faculdades privadas.

  • Filadelfos,

    Por uma excentricidade que existe na UFPE, a Faculdade de Direito ao menos tem funcionários para apoiar o coordenador (pelo menos no período da noite). É que a Faculdade de Direito é um Centro de um curso só. Então a escolaridade do centro é a escolaridade do curso. Lá tem professores sérios (acho que uns 70%) e não sérios. Tem professores que dão aula (acho que uns 85%) e os que mandam orientando da pós-graduação dar aula em seu lugar, além dos que não aparecem (uns 2 ou 3) ou chegam super atrasados (uns 2 ou 3, também). Mas substituto do substituto, eu nunca vi por lá, não.

    Com relação à Informática, não sei dizer, mas acredito que não haja maiores problemas. Eu conheci bem a situação da Física (durante a década de 90), e era excelente. Nenhum professor faltava e apenas um chegava atrasado para as aulas. Havia uma secretaria da graduação que funcionava bem e atendia às demandas do corpo discente. Mas há uma grande diferença: o número de alunos, que era (e ainda é) bem reduzido, incoparavelmente menor que os dos cursos do CCSA.

  • Eu discordo do post anterior não acho que seja bem assim…

    Em 1o lugar quando entrei na UFPE não esperava que fosse nenhuma maravilha mas um lugar de pessoas mas engajadas intelectualmente, ou mais ‘estudiosas’, com professores bons e ruins… pois, eu sinceramnete acho que quem faz a graduação são alunos… Há um mitode que nossa faculde é menos voltada para o mercado, ou coisa do tipo, o que eu discordo. A nossa grade curricular de fato está defasada mas as discíplinas são bem voltadas para o mercado com muitos trabalhos práticos, até demais pro meu gosto rsrs .. De fato uma infra-estrutura mais ‘moderna’ poderia ajudar a mudar esse conceito…

    Sinceramente, ter uma placa de patrocínio na porta da sala de aula, e fazer muita propaganda não quer dizer ser mais atenta a realidade do mercado (ironia minha).

  • opa, por post anterior me referiao ao do – UFPE – CCSA – VIVENDO DE APARÊNCIAS

  • No CCSA acontece de tudo; tem professor que não cumpre o regimento interno da universidade e deixa de dar aulas na graduação; isso é proibido até para reitor. Pode ser a estrela que for, tem que ter uma turma na graduação, mas nem todos os departamentos obedecem a regra.

    Há muito tempo que acho que os professores devem ser coordenadores apenas das áreas referentes ao ensino, pesquisa e extensão; toda a parte admnistrativa-burocrática deveria ser de responsabilidade de funcionários concursados para cargos de gestão, o que daria uma maior eficiência a toda a universidade. Mas o que vemos são Doutores que vivem atrás de limpeza de banheiros, conserto de computador, cotas de telefone, como se não tivessem pesquisas para fazer, aulas para preparar e ministrar. Meu marido é professor da UFPE e já faz parte do orçamento familiar os gastos com a universidade, pois falta até papel para os alunos fazerem provas.

    Agora, capítulo à parte é o comportamento dos funcionários técnicos da universidade. Quando um departamento encontra um que seja assíduo, pontual e trabalhador, este vale peso de ouro e é cobiçado por todos, porque a maioria trata o serviço público como se fosse a casa deles. A coisa praticamente impossível de acontecer é um funcionário desses ser punido e, por isso, a desgraça só faz aumentar.

    Márcio, não conheço a Faculdade de Direito pessoalmente, mas todos os alunos e alguns poucos professores que conheci de lá só falam mal. Os alunos dizem que aula é coisa rara de acontecer e a parte administrativa também é caótica. Ou seja, há controvérsias.

  • Parabéns pelo blog e pela luta lá no CCSA. As mudanças já são notórias a nós alunos!!

  • Estudo no CCSA atualmente e também sou aluno de Pierre. Acho que ele vem sendo um coordenador muito melhor do que os últimos foram, inclusive pessoas em que eu esperava bem mais. Isto porque faz o mínimo que lhe cabe, com o pouco que é possível fazer. Único que realmente foi/é ativo e aberto aos discente.

    Claro, o post foi mais um desabafo, mas vale o recado para a situação do ensino superior público no Brasil como um todo. O que há de melhor está se deteriorando…

  • Parabéns Pierre

    Acho que sua atitude é uma das melhores coisas que já vi na UFPE onde fiz graduação e mestrado, idem para minha esposa (atualmente meu filho entrou em medicina).
    Trazer esse debate isso para o seu blog é muito corajoso e admirável.
    Quem sabe isso não é o começo de uma grande revolução necessária e urgente?
    Mais uma vez meus parabéns!
    Eduardo

  • Infelizmente seu texto é um retrato de nossa realidade na UFPE.
    Eu apenas, talvez, não culparia tanto a direção do Centro ou a reitoria.
    O que passamos é reflexo de uma política para educação iniciada já há tempos e que permanece, com pequenas particularidades, no governo Lula.

    E, para piorar, não temos boas perspectivas. Quem se atreveria a apontar algum indicio de mudanças positivas no ensino superior no Brasil?

    No curso de medicina da UFPE até trabalhamos com algumas idéias e propostas que possam potencializar a gestão e, por tabela, contribuir com fortalecimento do ensino.
    Mas seria fazer mágica imaginar qualquer alteração estrutural significativa enquanto persistir essa política de verdadeiro descaso com a educação superior pública.

    No mais, tenho escutado boas notícias sobre seu trabalho a frente do curso de Administração.

    As Universidade Públicas precisam disso. Estudantes, técnicos e professores lutando pela educação. Embates ideologicos fazem parte e devem ser trabalhados da forma mais fraterna possível.
    Mas aceitar a morte do ensino superior público por inanição não dá!

  • Caro Pierre,
    Fui seu aluno na UFPE, fui do D.A. entre 97/98, nesta mesma época, quando houve espaço fui colaborador da nossa coordenação em épocas crônicas como matricula. É bastante triste este seu relato, principalmente pelo fato de você ter dedicado estes ultimos anos à nossa Universidade e hoje, ao assumir a coordenação do nosso curso (falo “nosso” pois este curso faz parte do nosso curriculo) você, no dia-a-dia, se depara com o caos. Lamentável a atitude do Sergio Alves, que, estes dias, pretendeu ser Reitor e que hoje dá um péssimo exemplo de administração frente a Diretoria do CCSA e falta de força para reverter este quadro. Triste, muito, mas muito triste este relato, e torço para que esta nova geração de alunos que fazem o nosso curso de administração se manifestem em beneficio proprio e mudar este cenário.
    Um abraço.
    Caio Neves

  • Sou Graduado desde 2001, mas assim como as questões políticas no Brasil, os problemas nas universidades federais são atemporais. Confesso que na época que estudei, as coisas apesar de caóticas, não estavam a esse ponto. Como seu ex-aluno, e sobrinho de um professor ( Natanael) me faço solidário a este comentário.
    Conheço o caráter, e também a dedicação de vários professores, e em especial ao do professor Pierre. Que esse desabafo não seja “abafado” por àqueles que querem a extinção das universidades federais. Pois hoje me orgulho de ser um bacharel formado por essa instituição.

  • É lamentável a situação em que nos deparamos, o sucateamento dos cursos de graduação da UFPE, é louvável o trabalho do prof Lucena, porém nós como alunos não nos posicionamos contra esses problemas e deixamos o coordenador sozinho nessa luta, a solução que vejo é a mobilização dos alunos da graduação para reinvidicar melhorias ou o Pierre se candidatar a diretória do CCSA, porém acho que depois dessa experiência e dos seus afazeres, que são muitos, acho difício, de antemão agradecemos professor seu empenho em tornar a graduação melhor.

  • Com este ambiente caótico, futuros profissionais de alta qualificação que estudam em uma das melhores universidades do Brasil já passam por uma formação degradada. O relato é um testemunho do descaso.

    Frqüentei as duas universidades federais que funcionam em Recife. Verifiquei o abandono em ambas, porém a partir de perspectivas ligeiramente diferentes.

    Na graduação cursei História na UFRPE. Um curso de licenciatura numa instituição de perfil agrário já sugere o grau do abandono que lhe caracteriza, portanto, imperaram em minha graduação o improviso, as carências estruturais e as deficiências de todas magnitudes. Alguns professores abnegados tentavam minimizar o drama, porém a luta era quixotesca. Fiz parte do D.A. e até cheguei a ser ameaçado de expulsão e processo por um certo diretor de departamento (um milico que entrou na universidade durante sua “Era Dourada”, a ditadura).

    Continuando meus estudos, ingressei no mestrado na UFPE. A situação era outra. A pós-graduação é preferida pelos professores, que fazem questão de guiar este patamar de ensino de forma impecável. Enquanto cursava o mestrado, uma greve arrastou-se por uns dois meses na universidade. Os professores que cruzaram os braços e não davam aulas na graduação não faltavam suas atividades no mestrado. Dois pesos e várias medidas!

    O fato é que a negligência verificada em relação aos cursos de graduação representa bem uma mentalidade que é vista mesmo nas universidades: prevalece um elitismo burro inclusive nos mais altos escalões de nosso sistema educacional. A universidade reproduz, ao seu modo, o nosso estigma da arrogância banal que monta casas grandes e senzalas em tudo que fazemos.

    Um efeito que merece até ser considerado: estas mentalidades que esnobam o ensino também estão produzindo (ou ruminando) as perspectivas que se instituem como norteadoras dos parâmetros e diretrizes da educação básica. Isto é, gente que despreza a educação assume a condição de “consultores” das políticas educacionais fora da universidade. Estes iluminados fabricam seus dogmas e os vendem como se fossem coisas dignas de consideração e vemos o resultado por aí: as políticas maquinadas na academia são parte das causas de nossa crise educacional generalizada.

    A universidade escolheu o caminho do academicismo do devaneio. O diletantismo que muitas vezes tem seu “lar-doce-lar” nas pós-graduações vai acabar corroendo de vez a universidade.

  • Mas voces queriam o que? nao ha avaliacao da qualidade do ensino e a universidade tornou-se mon-criterio: so vale publicvar. O sistema de incentivos explica tudo. E infelizmente nao é só a UFPE. É generalizado e vai além do Brasil. Só é pior aqui prque mais de 90% dos nosss pesquisadores estao na universidade e naonas empresas como em outros paises.

  • Eu moro em Boston USA, e um dos motivos que vim morar aqui foi nao suportar ver o descaso com tudo na vida do Brasileiro, desde o atendimento em um banco ( uma coisa corriqueira) como num hospital(caso de vida e morte) . Ja foi provado que um Pais que se desenvolve depende de uma boa qualidade da educacao.A UFPE sempre foi um exemplo de uma execelente faculdade, fiz meu curso na Universidade Catolica me formei em Administracao de Empresa, na epoca o vestibular era unificado e minha nota nao deu para passar na UFPE como gostaria.Varias coisas no Brasil eh ridiculo e imagino como o Professor (com “P”maisculo) Pierre Lucena tem sofrido com sua essa luta. E um recado para o Diretor do Centro Dr. Sergio :apoie o professor
    Pierre ,os alunos so tem a ganhar e quem paga o salario do senhor
    somos nos brasileiros que pagamos os imposto, mas respeito com os alunos da UFPE.

  • Professor, fui sua aluna e agradeço seu trabalho na coordenação do curso. Estou na graduação ainda, oitavo período, e sofri muito com minha turma durante os cinco primeiros períodos e boa parte do sexto. As coisas melhoraram muito no período passado, mas também tive a sorte de pegar professores excelentes do sétimo periodo. Foi o período mais feliz que tive dentro da universidade, porque tive 4 disciplinas onde os professores eram dedicados, aulas ótimas e não faltavam. Foi um suspiro de alivio depois de tanta frustação. Não desisti da universidade 1º por conta da consultoria júnior do CCSA e, quando já estava a quase dois anos nela e me vi na hora de sair, me deparei com o final do sexto período, totalmente frustrante. Mais uma vez pensei em sair, mas pensei: “já passou da metade… quase acabando”. Então veio o sétimo e as esperanças se renovaram.

    Dizem que o 7º período de administração é o mais difícil, mais exigente, o pior peíodo. Para mim foi o melhor. Foi o único período em que eu senti que estava me preparando para minha profissão dentro da graduação.

    Esse comentário é mesmo um desabafo. Fiquei muito feliz com a sua candidatura e com a eleição, porque sabia que o senhor ia tentar dar um jeito na bagunça e arrumar a casa.

    Além de desabafo é agradecimento. Obrigada.

  • E VAI PIORAR, NÓS ESTUDANTES DE LICENCIATURA JÁ ENTRA NA FACULDADE DESMOTIVADO EM SABER QUE O FUTURO SALÁRIO E BAIXO, DAÍ SE LEVA O CURSO NA BARRIGA, SEM INTERESSE ALGUM.

  • Arthemísia,

    O curso de direito é esculhambado, mas o que eu disse foi como eu percebi a FDR entre 2002 e 2007. O grande problema é que os professores que não querem nada com nada contaminam a percepção de todos, fora que dentre os que eu classifiquei como sérios, vários não têm uma real vocação para o ensino, mas, no geral, era apenas 1 professor por semestre que não prestava, o que dá mais ou menos 85% dos que prestam.

    E quanto ao apoio administrativo, de uma forma geral, nos departamentos (a Faculdade de Direito é dividida em 3 departamentos, para justificar ser um Centro) a situação é bastante ruim, mas no apoio à coordenação de graduação há duas funcionárias excepcionais, que ajudam e muito no andamento do curso de direito. Uma delas, que só trabalha à noite, já se envolveu em várias confusões com professores medalhões, por controlar as faltas e atrasos.

  • poxa, é desmotivador para qualquer um, professor e aluno, saber que está ao léu, lutar contra o sistema, uma pessoa só não pode.

  • Caro Pierre! Parabéns pela coragem de mostrar e reivindicar, nem todos na UFPE têm esta determinação. O curso de Economia, por exemplo, tem professores de anos que parecem estar fazendo um favor em aparecer na sala de aula, se existesse frequência para alguns estes estariam reprovados por falta. Sem meniconar no alto índice de reprovações e abandono de curso, muitas vezes ocasionados por falta de estusiasmo por parte dos alunos e pelo completo desinteresse dos mestres, que deveriam ter amor por sua profissão.
    Li o comentário do Tiago mais acima e não concordo que os baixos salários ou a falta de estrutura se torne um motivo para o descaso da UFPE. Vocês professores escolheram ser professores, escolheram ser funcionários públicos, escolheram a UFPE, como nós escolhemos a UFPE, portanto dêem aula da melhor forma possível, nos preparem para o mercado e não desviem o foco como muitos fazem, ou seja dão mais atenção aos compromissos de fora da universidade.
    Soluções poderão ser encontradas desde que um compromisso seja assumido por todos, professores, funcionários, alunos…todos que fazem a UFPE.

    Abraços Pierre e mais uma vez parabéns.

  • “…Deixa eu brincar de ser feliz… Deixa eu pintar o meu nariz…”

  • Meus Parabéns pela coragem e pela atitude!!!

    Há tempos não tinhamos um coordenador que realmente se levantasse em favor da graduação.

    Ainda existe outros pontos negativos decorrentes da sobrecarga do coordenador: defasagem do currículo e redundância de assuntos estudados.

    Tenho percebido que muitos assuntos e disciplinas se sobrepõem e várias vezes estudamos o mesmo assunto em disciplinas diferente, e pior, sobre o mesmo ponto de vista. Por exemplo, já estudei “Burocracia” três vezes ao longo de 8 períodos e agora em Seminário de ATUALIZAÇÃO em Adm estou estudando pela 4ª VEZ. Desculpem a expressão mas, é um saco!!!

    Alguns professores não quero nem ver, por que nas aulas ensinam o mesmo assunto não importa a disciplina estudada, e ainda mais, usam as mesmas piadas período após período, nem nas piadas se reciclam. É um duplo: Q saco!!!

    Mas uma pergunta acho que ficou no ar:
    O QUE NÓS COMO ESTUDANTES PODEMOS FAZER PARA AJUDAR VOCÊ, PIERRE?

    Mais uma vez, parabéns e um abraço.

  • Tenho acompanhado de perto a trajetória de Pierre na Universidade desde que fui seu aluno de Adm. Financeira I há mais de um ano, época em que comecei a trabalhar como seu bolsista de iniciação científica e manutenção acadêmica. Ele tem sido um grande referencial em minha vida profissional; um professor que, pelo seu exemplo de compromisso e seriedade, tem todo o direito de cobrar dos outros docentes que realmente assumam sua função de educadores, valorizando o trabalho realizado com os alunos da graduação. É lamentável que muitos destes alunos apreciem professores que os tratam com descaso, faltando as aulas e não transmitindo o conteúdo da forma como se deve. A fonte essencial da força para a mudança dessa estrutura é a pressão dos alunos, já que a administração do centro não se mobiliza e mantém disfunções burocráticas que não caracterizam os verdadeiros atributos de um coordenador. Portanto, não nos conformemos com essa situação e façamos a nossa parte, apoiando um professor que realmente se importa com os alunos, que teve inciativa, mas não pode lutar sozinho.

    Pierre, parabéns por sua determinação!!

    Odilon Saturnino

  • Parabéns!!!!pela coragem em divulgar o descaso com os cursos de graduação da nossa UFPE, e principlamente em denunciar as ausências de professores não só substitutos mas os efetivos que entregam suas disciplinas aos substitutos sem nenhuma vivência acadêmica, na sua grande maioria. Vamos realmente assumir a nossa condição de SER PROFESSOR.

  • Comecei como prof da UFPE em 1966 e aposentei em 1991, quando era Chefe de Departamento e Titular no Conselho Universitário apenas para localizar minha posição Administrativa. Vi a UFPE crescer quando os Cursos de PG foram implantados e achei q quando existisse uma massa crítica de pesquisadores seria o grande salto. Isso não ocorreu, no início da década de 90 pelo menos 800 professores com tempo de aposentadoria foram para casa (inclusive eu, sai para não morrer o q não evitou uma depressão q se estendeu por 15 anos e atualmente em espera devido a um câncer) por imposição das condições criadas pelo Governo Central e intensa politização em todos os segmentos docentes e discentes. Foco no PT toda esse destruição e fico chocado todo aniversário quando tenho q ir a Reitoria, ao Dep. de Pessoal para mostrar q ainda estou vivo e encontro uma placa avisando q posso ser preso caso me comporte mal com os funcionários… q tristeza… Eu gosto mesmo é da Graduação, local menor, e da pesquisa, não tão desprezado, tb gosto da PG mas a minha direção e sentido para um Brasil mais igual é sem dúvida alguma a Graduação.
    A quem interessa um Brasil ignorante, sem saúde e loteado? Até o final do ano uma certa brasileira q amo estará indo para o exterior… minha filha… Tendo morado um ano nos EUA, um ano e meio na Alemanha e um ano na Holanda não acredita no Brasil, mesmo tendo laços familiares fortes. Tristemente entendo e sinto o pêso do fracasso como proif universitário.
    Atenciosamente triste, Miguel

  • Prezado Professor Pierre,

    Parabéns pela sua iniciativa em melhorar as condições do nosso curso de Administração na UFPE. O Sr., como Professor e batalhador que é, não merece arcar com todo o trabalho decorrente da coordenação do curso sozinho, sem que ninguém o ajude. Nós, enquanto alunos, também devemos ajudar o Sr., pois afinal de contas nós somos os maiores beneficiados com todo esse esforço.

    Mas então fica a pergunta de Hedirlan: O que nós, estudantes, podemos fazer para ajudar o Sr.? Sim, eu sei o que nós podemos fazer.

    1° – Vamos todos comparecer a esta reunião que Prof. Pierre Lucena vai fazer na terça-feira da semana que vem, pela manhã. Aos que trabalham, façam uma força para ir, eu mesmo vou pedir aqui no trabalho para ir e compensar as horas depois.

    2º – Vamos preparar um abaixo assinado solicitando melhores condições para a graduação em administração, solicitando funcionários e recursos. Eu mesma me encarrego disso, não tem nenhum problema. Caso estejam de acordo, cada turma da graduação, por favor, escolham um representante e mandem os contatos do mesmo para o meu e-mail: vlouiseam@gmail.com. Eu me responsabilizo em distribuir e recolher as folhas do abaixo assinado nas turmas da noite, e Odilon, meu noivo, que trabalha com Prof. Pierre, se responsabiliza em distribuí-las e recolhê-las nas turmas da manhã.

    Vamos se mexer gente! Não devemos apenas ficar aqui no blog criando comentários sem tomar nenhuma atitude! DEVEMOS TOMAR ATITUDES acerca disso! Afinal de contas, é nosso futuro, nossa formação acadêmica que está em jogo!

    Aguardo retorno!

    Abraços, Valéria

  • Pierre
    Lembro que um professor repetiu varias vezes em sala de aula que uma vez foi reclamar a diretoria do CFCH que em frente a entrada do prédio, havia camisinhas, sacos plasticos e varias PETS vazias, e que o diretor teria lhe dito que o problema era que “o governo FHC havia transformado as universidades (do brasil inteiro) em cloacas”. Isso para esconder a sua omissão em relacao a sua tarefa especifica de manter a entrada livres de camisinhas, radios em ultimo volume na portaria, camelôs etc .
    Acredito que o problema é essencialmente gerencial. Enquanto os alunos nao fizerem avaliacoes e estas forem publicas, colocadas na internet, nomeando professores, o problema nao acaba. Meu medo é que apareçam argumentos de que a causa é o carater dos brasileiros (e porque não dos latino americanos, ou talvez até da mestiçagem), ou quem sabe até da cruel globalização!!!

  • Olá, Pierre Lucena

    Sou formado em Administração pela UFPE. Num tempo onde o triplo A, para os professores, coordenadores e diretores de cursos era bem significativo. Mais do que um MBA.

    Amigo de longa data, profissional íntegro, honesto e, sobretudo, dedicado ao que faz. Esse é o Pierre Lucena.

    Tive a grata oportunidade de trabalhar ao seu lado montando uma das mais importantes estruturas acadêmicas do CCSA.

    Fui, ao teu lado Pierre, precursor do MBA Executivo e desde aquela época já conversávamos sobre a importância de um atendimento diferenciado ao aluno, seja de onde for, graduação, pós, ou mestrado.

    Pelo menos, naquela época, quando não eram administradores ou executivos, e sim professores dedicados aos alunos, quem regiam as batalhas diárias, os próprios alunos se reuniam e reivindicavam, apoiavam, ajudavam.

    Quantas vezes, nos corredores do CCSA, víamos Lilian, Débora, ou outros, correndo para atender as solicitações.

    Quantos de nós, alunos mais antigos, como eu, Caio, Guilherme, Paula, Débora, e muitos, mas muitos outros, agiamos para ajudar uma coordenação sem uma estrutura definida mas interessada.

    E já naquela época, falávamos de sucateamento da estrutura.

    Bravo seu comportamento, Pierre. Esse é o mínimo de comportamento que esperaria de vc. Pelo caráter que tem.

    Mas se o CCSA, com sua parca “Escolaridade” que já não funcionava naquela época, 1995-1999, não atende aos alunos, que os professores de administração, mostrem que o que nos ensinaram não era apenas para fazer valer a caderneta e o salário, mas o engajamento transmitido tenha feito ultrapassar as gerações.

    Convoque, sim, estes mesmos. Não fique apenas no desabafo.

    E se ainda me lembro do Pierre que não desistia de um desafio, mesmo numa reunião de colegiado. Mesmo que saia da coordenação, não se conformará com o descaso.

    E, mais uma vez, lembro de uma frase dita por uma saudosa amiga, SC: “Para termos um grande prédio, é fundamental termos um bom alicerce”. Cuidemos da Graduação com carinho e cuidado. Eles serão o futuro deste departamento. (referindo-se ao DCA)

    Um abraço do distante amigo, mas inconformado com o sucateamento de um curso que trago com grande satisfação em meu currículo.

    Edson Gil

  • Caro Pierre,

    É evidente que o seu esforço é louvável, deve ser reconhecido e incentivado por nós alunos. O coordenador do curso hoje está bem mais acessível o que é muito importante para nós. Os professores tão indo mais.
    Só gostaria de saber pq tem professor que usa da tribuna da sala para humilhar os alunos?como Jair Dornellas, Marcus Primo etc…
    o que podemos fazer qdo isso ocorrer?

    No mais muito obrigado e se atitude isolada já avançamos tanto,imagino quando unirmos forças.

  • Gostaria de parabenizar o professor Pierre pelo seu esforço em melhorar o curso.
    Em algum momento entre os comentários, o curso de Computação foi citado, pois bem, fui aluno do Centro de Informática na graduação e agora estou fazendo mestrado por lá.
    Não conheço bem ou outros centros, departamentos e cursos, portanto, minha declaração não pode ser muito comparativa.

    O Centro de Informática é sim um lugar privilegiado dentro da UFPE.
    A infra-estrutura física é muito boa, assim como o secretariado.
    Com relação ao quadro de professores, acredito que temos os mais qualificados (o que acho que não seja diferente dos outros cursos), mas padecemos de um problema citado aqui anteriormente por Geber Ramalho: só vale publicar.
    Para ser resumido, acredito que essa idéia de que professor tem que dar aula na graduação deveria ser repensada. Muitos profissionais da UFPE têm o perfil de pesquisador apenas. Não se enganem eles são muito importantes, tanto pra instituição como pra a sociedade. Só não podemos esquecer que os “professores que ministram aula” também tem sua importância elevada, já que são os formadores.
    Enfim, acredito que deveria ser criado o cargo do professor pesquisador, que ficaria responsável apenas pela atividade que mais lhe agrada, além de ser responsável por coordenar grupos de pesquisa e alunos, desde a “Iniciação Científica”.
    Nesta mesma corrente, um novo “pacote” de incentivos seria criado para abonar os grandes “professores ministradores de aula”, que não estariam proibidos de realizar sua pesquisa, mas que teriam na aula sua atividade principal.
    O que vocês acham disso?

  • É realmente lamentável a situação dos cursos de graduação da UFPE. Apesar de todos os professores qualificados e dos alunos selecionados, a falta de comprometimento de muitos docentes e a inexistência de uma estrutura adequada impedem que nossa Universidade desenvolva todo o potencial que possui. No entanto, fico feliz de saber que ainda existem pessoas lutando para mudar essa situação.
    Sou aluna do curso de Administração e de Pierre, e como todos os alunos do curso tenho acompanhado todo o seu esforço para tentar melhorar a graduação. Ele poderia, assim como a maioria dos professores, fechar os olhos para os nossos problemas e apenas se preoucupar com suas pesquisas. Porém, preferiu arregaçar as mangas e trabalhar para que tenhamos um curso de melhor qualidade.
    Por fim, gostaria de expressar a minha extrema admiração por Pierre e desejar que os outros professores sigam o seu exemplo, pois no dia que todos tiverem o comprometimento dele com certeza nossa Universidade não enfrentará metade dos problemas que enfrenta hoje.

  • Com relação aos técnicos-administrativos, tenho a dizer que, as decisões na estrutura da universidade vem de cima para baixo (professores). A Universidade tem o dever de garantir as atividades nos curso de graduações na melhor forma possível. Não sei como são feitas as avaliações do MEC!

  • Caro Pierre,

    Não dá para generalizar. Fui aluno de Geologia entre 1978 e 1983 e passei a fazer parte do corpo docente em 1988. Sem querer puxar sardinha para a própria brasa, acho o ensino de graduação, as oportunidades de bolsas, estágios, etc. atualmente incomparavelmente melhores que no passado, mesmo recente. Acredito, ainda, que o mesmo pode ser dito com respeito ás engenharias.

  • CONSEQUÊNCIA DE ANOS DE APADRINHAMENTO E FALTA DE INCENTIVO AO ENSINO SUPERIOR O QUADRO DEMONSTRA APENAS ALGUMA DAS VÁRIAS MAZELAS DO NOSSO SISTEMA EDUCACIONAL,MAS,FIQUEM TRANQUILO QUE VÊM MAIS POR AÍ

  • Professor,

    Não sou graduanda da UFPE, mas fiquei muito sensibilizada com o seu desabafo, pois se isso esta acontecendo com essa universidade centro de referência, imagino o caos que pode vir a acontecer a uns tempo no ensino de Pernambuco.

    Esse granduando que agora passam por essa situação serão os profissionais do futuro que irão nos orientar.

    ESSE É O MEU MEDO MAIOR!

  • Pura verdade o desabafo, belo texto.

  • Professor tem que dar aula e ponto final!

    Quem não quiser dar aula que pegue a reta! Vá fazer outra coisa e não fique enganando os alunos.

    Falam muito mal do governo, mas tem muito professor que não leva a sério o magistério. E isso não é só na UFPE.

  • Pierre,

    Primeiramente, preciso dizer que já fui seu aluno e como tal posso atestar aqui seu compromisso e empenho com a graduação e com a Universidade Federal, sendo dentro desses (muitos) anos federal um dos professores e pessoas mais coerentes com que tive contato aqui na UFPE.

    Em segundo lugar, preciso ratificar suas palavras, como aluno da Federal, sinto na pele o resultado de todas as mazelas relatadas e de mais algumas que não saíram no seu desabafo por pura bondade sua.

    Em terceiro, sendo também profissional com mais de 20 anos de mercado, já tendo consolidado meu nome e capacidade no mercado à custa de muito trabalho árduo, respeito e correção; além de muitas noites em claro à busca de cumprir os compromissos firmados, muito me assusta ver num grande número de pessoas que se dizem profissionais do ensino o descaso com a graduação, devido (ou não) à preferência pela pós-graduação. Esquecem-se eles que profissionais mal formados serão o cartão de visita da UFPE no mercado nacional e isso por si só já depõe contra esses mesmos profissionais quanto à sua capacidade e competência em exercer suas tão valorizadas profissões; como se não bastasse isso, graduados mal formados serão os pós-graduandos de logo mais então esses profissionais estarão enfrentando logo a seguir as deficiências que eles próprios criaram ou deixaram que acontecesse, o que depõe contra a inteligência dessas pessoas.

    Finalmente, mas não menos importante, como empreendedor e aspirante a empresário, muito me estranha que a graduação de Administração da UFPE pretenda formar uma geração de administradores voltados à relação ganha ganha tão vital a todas as organizações da atualidade, baseada numa relação perde perde perde, pois na atual conjuntura a universidade desestimula os professores, que desestimulam os alunos que, por sua vez revertem toda sua frustração contra a universidade e os professores na forma de descaso e desinteresse, desestimulando a universidade e os professores sérios.

    Como sou apenas um aluno, posso dizer-lhe com segurança que: de parte do corpo discente da graduação de administração da UFPE existe sim a vontade de fazer uma graduação forte e de qualidade, que existe também grande respeito pela sua figura precisamente pela coerência e comprometimento que sempre pautou suas ações como professor e coordenador; portanto posso de pronto garantir que haverá o apoio dessa parte da graduação, se conseguirmos também mobilizar os docentes e a administração da universidade, poderemos reverter esse quadro.

    Conte comigo, segunda-feira encontrarei um horário para lhe procurar e conversarmos melhor (agora vou voltar pra aula…).
    Abraços

  • Estou na graduação desde 2004 e é justamente essa sensação de desamparo descrita aqui a realidade do Departamento de Comunicação.
    A priorização da pós é clara, óbvia.
    Uma enxurrada de professores substitutos claramente despreparados para as ementas propostas (por vezes a própria ementa em si já é um manual do que não se deve fazer na prática da comunicação) tomam o departamento e principalmente o curso de Rádio e TV.
    O aluno que achar algo ruim ou tiver algo pra reclamar, rapidamente é alertado pelos outros alunos da perda de tempo da ação.
    Pessoalmente, no começo isso me incomodava demais.
    Hoje, vou pra universidade pra cumprir carga horaria, porque aula, é raro, escasso, quiçá inexistente.

  • Professor, estou muito triste com sua saída. Gostarámos que ficasse.

  • Sinceramente quando passei pela UFPE em meados de 2003, sentir uma estrutura arcaica em relação aos professores matusalém que lá existem e querem virar estátuas em sala de aula não deixando espaços para outros graduados como ele ou que queiram seguir a área que poucos têm na UFPE. Em relação a condições dos alunos e professores na UFPE, é precária em relação as salas de aula, estrutura física dos prédios, segurança insuficiente com casos que não são egistrados via PMPE e PCPE, ficando a cargo da PF averiguar casos que só chegam a tona quando publicados em meio impresso, e olhe lá quando alhguém se interessa em lê-los!!!! Não estou criticando o trabalho da PF e de nenhuma polícia, pois o estado e a união é que tem que melhorar as suas estruturas de pessoal e de logística, bem como, os professores que relaram para chegar no topo da pirâmide intelectual e valorizam os seus estudos, mas esses mesmos professores devem ter a cabeça aberta para dar lugar aos mais novos com pensamentos pós-modernistas e também pesquisadores sociais como eles. Casos chegam a tona por aqueles que não tem medo de enfrentar o sistema acadêmico atrasado a hoje em cerca de 20 anos. Hierarqui e disciplina em toda organização pública e particular existem, mesma que imperceptíveis.

  • Rafael,

    Concordo com você e isso já acontece em muita universidade lá fora. Creio que devem existir vários tipos de contratos na universidade, pois as demandas são bem distintas. Deveria existir professor para as diversas atividades da universidade e com diferentes salários e cargas horárias. Dessa forma, acredito que os professores seriam muito mais dedicados ao trabalho e os resultados seriam infinitamente melhores.
    Mas a ideologia dos sindicatos é um dos maiores entraves para que isso aconteça, porque eles acham que todos devem ter contratos de dedicação exclusiva e devem receber os mesmos salários. Da forma como está hoje, a maioria dos professores recebe (muito mal) para dar aula, fazer pesquisa e extensão, publicar, administrar e tudo mais. Por isso também a maoiria não faz nem um terço disso tudo.

  • Ei Pierre, essa reunião com os alunos terça-feira, é pra comunicar tua saída da coordenação, é?
    Aquele CCSA é uma zona mesmo, assim como todos os centros da UFPE.
    Mas se serve de consolo, teu esforço pode até não ser reconhecido por professores/funcionários incompetentes, mas está sendo pelos alunos.
    Pelo menos eu, só escuto elogios pela tua atuação na coordenação.
    Se precisar do apoio da gente, isso ja está garantido :)

    Abraços

  • Sou aluna da graduação (3º período, manhã) e posso dizer que grande parte da minha turma se sensibilizou com esse desabafo.

    Nós estamos tão perdidos que nem sabíamos dos problemas que a coordenação enfrenta! Quando temos alguma dificuldade no curso, ouvimos os colegas mais experientes dizerem coisas do tipo “Federal é assim mesmo…”, “lá ninguém está nem aí pra você”, mas eu sou otimista! Acredito que unindo nossas vozes a universidade tem jeito!

    Estaremos lá no auditório terça-feira, dando nosso apoio.

  • QUAL A HORA E LOCAL DA REUNIÃO TERÇA??

  • Pierre, saiba que admiramos muito o seu trabalho. Vc é um dos professores mais competentes da Universidade. Sabe dar uma boa aula, cumpre a carga horária e é um excelente professor. Não é igual a alguns que ficam humilhando os alunos pq possuem doutorado e etc. Estaremos sempre com vc. A sua saída vai ser uma grande perda para o centro.

  • Às vezes a gente fica sem estímulo, uma jornada de 8h de trabalho, e depois ainda a faculdade e quando chegamos lá nos deparamos com professores que “fazem questão” de dizer que não somos nada!! Ou professores que abertamente não ligam para a graduação… tudo o que Pierre coloca é verdade. Como aluna do CCSA vi o seu empenho e dedicação!

    Aos professores que renegam a graduação, lembro-lhes que é de lá que virão seus mestrandos, é essa a hora de estimulá-los, de atrair essas pessoas à pesquisa, se não veem isso, mostram o quanto são inteligentes…

    Quanto aos professores que, como Pierre, valorizam o aluno e a instituição, só tenho a agradecer e dizer que vocês mudam nossas vidas, vocês transformam pensamentos e meninos e meninas em homens e mulheres, e principalmente em pessoas conscientes!!!

    Parabéns pra vocês!!!
    Parabéns Pierre por uma das coordenações mais atuantes do centro!!!

  • Vale salientar que essa não é uma luta utópica, mas sim uma daquelas que de fato vale a pena entrar de cabeça.
    Agora é ir nessa reunião, ver os meios pra se conseguir alguma melhoria e ir atrás sem cansar!

  • Prof. Pierre,

    desde já gostaria de agradecer o seu compromisso e dedicação não só como professor, mas como coordenador do curso de Administração.
    Vejo o seu empenho em modificar o perfil da nossa Graduação e acho muito louvável a sua iniciativa. Me orgulho muito de ter sido sua aluna, acho que foi a segunda caderia mais proveitosa até o momento, uma vez que estou na metade do curso.
    Tomando como exemplo o caso do nosso amigo que citou o CIN como um centro privelegiado; lá nós temos uma estrutura bastante aprimorada (COM LABORATÓRIOS DE INFORMÁITCA QUE FUNCIONAM, LIVROS E RECURSOS DE PONTA PARA TRABALHO*), mas isso só ocorreu devido a busca incansável de pessoas como você, Prof. Pierre, que gostam de fazer a diferença e da melhor forma possível.
    *Falando nisso… Acho que pelo menos um, desses sete servidores que trabalham com a Diretora do Centro, poderia controlar o nosso fantioso laboratório de Informática que nunca supri a demanda dos alunos.
    Como dito anteirormente, é fato os alunos da UFPE sairem mais críticos para a sociedade, mas infelizmente não é isso que traz o diferencial deles para o mercado de trabalho.
    Alunos, sem embasamento algum para executar determinada função, adquirem o seu diploma às custas de professores (grande maioria) pouco interessados em dar aula na gradução. Professores estes que preferem passar 50 minutos escrevendo no quadro, falar 15 no decorrer da aula e cobrar questões em prova do tipo “maliciosas” (jamais abordadas em sala de aula ou que possuem as suas respostas nos rodapés do livros). Perfis como os citados anteriormente estão pouco interessados com o real aprendizado do aluno e acabam contribuindo, mesmo que involuntariamente, para que os alunos saim “mais críticos” da universidade.
    Apesar de existirem pessoas que não saibam explorar o potencial do ser-humano, ou melhor, dos seus alunos ( Como aqueles que falam: ” a-lumnos da UFPE são, em grande maioria, espécies de antas falantes, algumas até mudas.”), AGORA EU FALO : “Meus pêsames à todos nós e a nossa sociedade”, pois estamos desperdiçando o trabalho de um grande profissional na sua busca de formar profissionais mais vinculados com a realidade e menos alienados, no que diz respeito ao mercado de trabalho.

  • [...] do desabafo que fiz aqui neste blog, a respeito do abandono da graduação na UFPE (ver aqui), prometi uma reunião com os [...]

  • Pierre,

    Sou aluno do curso de Administração da turma de 2004.2. Estive matriculado na sua disciplina de Administração Financeira 1 por três vezes. Infelizmente em nenhuma das três vezes pude concluir a disciplina. Mas nas poucas aulas que assiti pude conhecer um dos cinco professores que realmente, ao meu ver, atendiam as minhas expectativas ao entrar na Universidade.

    Estou afastado do curso a mais de um ano por motivos profissionais. Apenas me matriculo para garantir o vinculo. Nem sabia que você era o coordenador do curso. Mas adimito que a grande insatisfação e desapontamento que tenho com a UFPE também contribuem para esse afastamento. Na realidade mesmo que tivesse tempo não sei se teria motivação suficiente para levar o curso em diante, e olha que gosto muito de administração.

    É triste chegar na faculdade e ter que depender de professores que ou estão mais preocupados em se manter conhecido com seus artigos e pesquisas ou com professores substitutos que estão ali só para garantir seu salário enquanto não terminam seu mestrado.

    Concluindo, numca esperei que alguém fosse se manisfestar sobre o assunto. Por isso meu pedido, não abandone a coordenação!!! Sei de sua frustação em não fazer o que é necessário e o que sua competência permite, mas não enfraqueça mais um curso que apesar de todo seu tamanho já está ficando pequeno a muito tempo.

    A meses que não vou na universidade mas amanhã estarei presente nesta reunião, pois acho que nosso curso já perdeu oportunidades demais de se estruturar e andar com as próprias pernas. Fui diretor da empresa junior A.C.E Consultoria e sei do que estou falando.

    Obrigado Pierre pela coragem de mostrar a verdade e pelo bem do curso continue a frente da coordenação!!

  • Pierre e demais comentaristas,

    Acho que tem um trecho da música dos Titãs (é bom explicar que a música é “Homem Primata”, porque hoje o povo só conhece Créu) que descreve bem o CCSA:

    “…..
    Eu aprendi que a vida é um jogo
    Cada um por si e Deus contra todos
    Você vai morrer e não vai pro céu
    É bom aprender que a vida é cruel
    …”

    Gostei de um dos post logo no início que nos descreve como antas falantes. Está bem perto. Poderia também ser membros da noite dos mortos vivos, brincando de zumbis pelos corredores.

    Parabéns, não pelo esforço, mas sim pela transparência. Êta coisa difícil ser transparente hoej em dia…..

    Estarei lá!

  • Você é um patético, professor!
    É reacionário e desce o pau nos movimentos (docentes e estudantis) que buscam a transformação na Universidade e na sociedade.
    Agora, que o problema sobrou pra você, vem pousar de paladino dos estudantes e da graduação.
    Paciência!

  • Ih…acho que apareceu alguma viúva da antiga Adufepe ou do PSTU para protestar…duvido que se chame Victor.

  • Não acho que seja patético, pelo contrário. Ele visa melhorias para nós, e para ele próprio, por que não? Vamos todos aproveitar que ele está propondo mudanças que beneficiarão os discentes, ora bolas!

  • Eu não entendo essa falta de funcionários, pois no concurso de 2004 para técnicos foram chamados mais de 120 pessoas, e recentemente foi realizado um novo concurso.
    O que acontece é que na hora de lotar o pessoal, tem lugares que ficam inflados e tanta gente, enquanto outros…além do que servidores que deveriam trabalhar 8 ou 6 horas muitas vezes só querem dar meio expediente e não têm nenhum compromisso com a Instituição, muitos defendem até a volta da ascenção funcional. Infelizmente a UFPE encontra-se numa situação degradante e os seus alunos são verdadeiros auto-didatas. Força Pierre!

  • [...] Da nossa audiência hoje, 17% vem do Recife. Rio e São Paulo somam aproximadamente 25%. Na semana passada o recordista de acessos foi um post sobre “O abandono da graduação na UFPE”. [...]

  • Prof. Pierre,

    É um alento sabê-lo coordenando departamento. Venho questionando meu filho, aluno do 3º período de Ciências Contábeis sobre as constantes não-aulas desde o início deste semestre.

    Acompanho sua insatisfação diariamente chegando mais cedo em casa por vários motivos e todos concentrados num único: praticamente não está havendo aula no curso.

    Recebi esse “Desabafo” por e-mail (hoje) do meu filho e já o respondi. Resovi lhe encaminhar a resposta como comentário. Nós pais, que tivemos tanto orgulho na aprovação de nossos filhos no vestibular UFPE sentimo-nos ludibriados com tanto descaso e tamanha hipocrisia que se generalizou (salvo exceções) dentro desse campus.

    Meu filho,

    Com depoimento tão triste (e sem esperança, o que é desolador) e de um coordenador impotente diante do descaso dos seus superiores hierárquicos e, a consequente falta de respeito pela formação profissional de toda uma geração de jovens desiludidos e cabisbaixos diante de tamanho abuso, questiono: onde está o orgulho de estudar na teoricamente “Universidade mais preparada de Pernambuco”?

    Estudar com quem? Os substitutos dos substitutos? De profissionais que se comprometem com o “nada educacional/profissional”? Que ganham para não trabalharem, que , hipocritamente, fazem greve em “prol de melhorias na UFPE” e chegam ao absurdo de questionar salários (que embora irrisório para um profissional de educação) nem mesmo fazem jus?

    Que deixam ir para o mercado de trabalho jovens profissionais despreparados porque não assumem seus papéis profissionais? Que são irresponsáveis ao ponto de cobrar dos alunos o que não lhes doaram no exercício de sua livre opção profissional? Que chegaram ao absurdo de não mais precisar fingir que trabalha porque não há cobrança? Que estão sendo geridos “por ninguém”?
    Lembro até de um texto muito popular que conta a história de quatro pessoas:

    - TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM E NINGUÉM.

    Havia um importante trabalho a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria.

    QUALQUER UM poderia ter feito, mas NINGUÉM o fez.

    ALGUÉM zangou-se, porque era um trabalho de TODO MUNDO.

    TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.

    Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.

    Enfim, todos sabem o que deve ser feito, mas ninguém o faz : É um tal de “fingir que trabalha, fingir que tem aula, fingir que estuda, fingir que a UFPE é a melhor Universidade do Estado, fingir… e fingir!”

    Que temos os melhores professores concursados e os melhores alunos selecionados, ninguém duvida. A questão é: de que adanta ter o melhor (professor e aluno) se não fazemos nada com todo esse potencial humano?

    Parece mesmo estar faltando “vergonha na cara” , como diriam os mais antigos. Tenho até saudade do tempo que estudava na UFPE. Os casos omissos (e vergonhosos de disciplinas sem professor em que todos eram aprovados após a aplicação de uma suposta avaliação que só faltava vir com gabarito) eram exceções. O problema agora é que a excessão virou regra e vice-versa. Os casos de professores comprometidos (e empenhados) com os alunos (sejam de graduação, lato sensu ou stricto sensu) são muito poucos – e como todo bom profissional, continua ser respeitado (e admirado) por seus alunos e seguidos como se fossem modelos que ultrapassam a linha profissional e ganham dimensão de conduta ética profissional e pessoal.

    Essa pirâmide da injustiça precisa ser invertida, vocês que estão na base (graduação) são maioria e precisam ter consciência do seu papel e de sua força enquanto grupo.

    Mas, para essa força ganhar a dimensão da mudança, precisa ser discutida incansavelmente e precisa envolver pessoas conscientes como o professor desse depoimento (desabafo) e que, decepcionadas ou não, ocupam espaços na infraestrutura administrativa da UFPE.

    Unam-se a esse tipo de professor. Discutam, avaliem, lutem ! Ele sozinho está cansado e perdendo força (e ânimo, principalmente). Vocês precisam dar a esse profissional tão consciente, o motivo para gerar a ação (motivo + ação = motivação) que ele necessita para não desistir de vocês, alunos da graduação.

    É a situação incômoda que promove mudança, filho. Quando deixamos como está, lê-se: estão todos satisfeitos.

    É assim que você se sente?

    Rita.

  • [...] A reunião era para discutir a situação na qual encontrei o curso quando assumi, em maio, e as providências que estão sendo tomadas. Antes da reunião publiquei um texto, chamado “O Abandono da Graduação na UFPE”. [...]

  • Pessoal
    Gostaria de agradecer a todos.
    Fiz um breve relato relato da reunião.

    http://acertodecontas.blog.br/educacao/relato-da-reunio-com-os-estudantes-na-ufpe/

    Abraço a todos

  • Pierre para diretor!!!!!!

  • Gostei muito da atitude de Pierre!!!

    Estamos precisando de pessoas assim que movimentem o CCSA , que está consieravelmente parado!!!

    Vejo sinceridade nos atos e na forma que ele fala!!!

    Com certeza, nós ( os alunos) estamos prontos para apoiá-lo em tudo!!

    Valeu!!!!

  • Li toda a matéria de forma atenta, de logo, lamento toda essa situação enfrentada pela graduação na UFPE, além dos alunos abandonados. Daí, questiono. Por que os alunos abandonados não se mobilizam com a edição do acerto de contas, no sentido de ampliar esse movimento, usando outros meios de comunicação, para denunciar tal descaso?
    Fica a minha sugestão aos alunos, como também a outros movimentos que desejem apoiar a iniciativa da edição do acerto de contas. Procurem a televisão.
    Parabéns ao Jornalista e editor do Acerto de Contas.

  • Prof Pierre,

    Já me formei em ADM, mas era aluno quando o sr postou isso. Fica minha dúvida:

    O que mudou desse dia para cá? Melhorou?

    Abraços!

  • Já abandonei esse curso faz tempo!!!

  • Prof Pierre,

    E agora, o que mudou depois de éons temporais???

    Abraços!

  • Caro Pierre.

    Achei maravilhoso o seu trabalho e espero que siga em frente, pois não há luta sem dor, infelizmente. Estou certa de que com sua competência você vencerá.

    Gostaria de lhe pedir um parecer como coordenador “polivalente” de uma grande universidade.

    Estudo em uma faculdade de São Paulo, no 2º módulo de direito e estamos enfrentando todos estes problemas que você menciona.

    Gostaria de saber como você analisa a atitude de um professor universitário que ao ser questionado por um aluno quanto ao entendimento de um texto lhe diz que este aluno NÃO TEM MASSA CRÍTICA SUFICIENTE para entender a leitura.

    O aluno que já havia pesquisado que os Stuarts era uma fammília real da Inglaterra, pois nenhuma explicação fora dada sobre isto anteriormente no livro e nem em sala, pediu uma explicação do Professor a respeito desta colocação, pois em sua opinião o texto dava a entender que”os monarcas” e “os Stuarts” tratavam-se de pessoas diferentes.

    Leia o parágrafo:

    “Embora não houvesse acordo relativamente à enumeração das regras que compunham esse corpo, a doutrina das leis fundamentais teve ampla divulgação e aceitação, tendo penetrado também na Inglaterra, onde TANTO o brandiam como arma OS MONARCAS contra PARLAMENTARES,QUANTO OS PARLAMENTARES contra OS STUART.”

    Psicologicamente, que efeito isto poderia causar neste aluno, tendo sido humilhado diante de toda a classe por estas e outras palavras cruéis do professor. E constitucionalmente, será que isto não fere a sua dignidade?

    Como você o classificaria este professor? Que medidas tomaria se fosse o aluno? E se fosse o coordenador?

    Obrigada,

    Cida Vasconcelos

    • Cida
      Isso não é um professor, pois professor é aquele que se propõe a ensinar, e não a massacrar.

      • Agradeço a sua atenção, mas gostaria de saber se pode orientar. Ele me pediu opinião sobre o que deveria fazer pois ficou nervoso e bateu de frente com o professor, pois é muito inteligente e contestou a ofensa. Pensa que pode sofrer retaliações ou que, se não fizer algo o professor pode gostar do efeito causado e humilhá-lo ainda mais.
        Por favor, Pierre. Quero ajudá-lo, mas não sei o que dizer.
        Desde já agradeço.

        • A primeira coisa é procurar o coordenador do curso. Ele é que pode ajudar.

  • Queria saber como faço para ficar sabendo, quais os curso que tem mais vagas? E se eu tenho possibilidade de transfirir de uma particular pra federal. Por favor me ajude!

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).