O coronelismo acadêmico

abr 9, 2012 by     60 Comentários    Postado em: Educação

educocratas

Hoje recebi um artigo do Professor Lucivânio Jatobá, meu colega na Universidade Federal de Pernambuco, e um eterno inquieto com as crescentes aberrações pelas quais passa o sistema educacional brasileiro.

O texto é de José Maria e Silva, um jornalista com mestrado em sociologia, e trata de um dos mais interessantes assuntos na educação: a politização do ensino.

De uns tempos para cá, tornou-se lugar comum falar em democratização das relações escolares, como se isso fosse solução para alguma coisa. Aliás, recentemente escrevi no Acerto de Contas sobre a inserção de novos conteúdos no currículo, como Educação para o trânsito, cultura afro-indígena, direito das crianças e adolescentes, religião, sociologia, filosofia, educação financeira, etc. etc. etc.

E mesmor econhecendo a importâncias destes conteúdos, questionei o fato destes subtraírem tempo disponível para disciplinas tradicionais, como português, matemática, geografia, história e ciências. Como o tempo é uma variável inelástica, obviamente para se colocar algo é preciso tirar de outro.

Mas o artigo em questão trata de duas coisas importantes: a presença de educocratas na educação, que do alto de gabinetes tentam impor sua doutrina educacional (vale salientar que a única coisa em comum entre todos os educocratas é o horror à sala de aula); e da perda de sentido de autoridade do professor em relação ao aluno.

Em relação a este segundo ponto, um dos nossos leitores assíduos, Paulo Alexandre, que é professor do Estado, fala com propriedade sobre o assunto. Da mania da educocracia em achar que aluno não pode ser reprovado, ou coisa do tipo. Esta aberração se acentua de tal forma, que no artigo o autor fala de uma avaliação profissional do professor, que em situações extremas pode ser feita por uma criança de 11 anos.

O artigo, motivo deste post, segue abaixo. Vale a pena ser lido.

As imagens foram colocadas por mim.

Por José Maria e Silva

analfabetismo

A greve dos professores da rede estadual de ensino fez aflorar uma tese recorrente no imaginário social — a de que os políticos não investem em educação para manter o povo na ignorância e, dessa forma, poder manipulá-lo com mais facilidade. Isso pode ter sido verdade no antigo sertão de Paulo Honório, o personagem-narrador do romance “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, que não gostava de ver a própria mulher, a professora Madalena, ensinando os cabras de seu latifúndio conquistado mediante esbulho. Hoje, a realidade é bem outra: quem deseja manter o povo na ignorância não são os políticos — são os mestres e doutores universitários. Eles criaram na pós-graduação das universidades uma ciência esotérica e inútil, mas paradoxalmente militante, cujo principal propósito não é o ensino, mas a manipulação. E as primeiras vítimas dessa educação malsã são os professores da escola básica — tratados com evidente menosprezo nas dissertações e teses da academia.

Encastelados especialmente nas universidades públicas, os coronéis do conhecimento (exibindo suas vistosas patentes de “doutor” na Plataforma Lattes) não costumam aceitar críticas. Sua reação a elas varia da fingida indiferença à descabelada indignação. E se a crítica parte de quem não é acadêmico, a a­titude dos coronéis de beca tende a ser a mesma dos velhos coronéis de bacamarte: “Você sabe com quem está falando?” Foi essa a reação ao meu artigo “O fracasso do mérito”, publicado na edição passada do “Jornal Opção”, tratando da greve dos professores da rede estadual de ensino. Imaginando que sou leigo no assunto, al­guns acadêmicos reagiram de modo risível nas redes sociais e no próprio espaço de comentários do jornal. Um deles, mestre em educação pela UFG e doutorando em educação pela PUC de Goiás, depois de indagar a um oponente que defendia o meu artigo se o mesmo ti­nha mestrado ou doutorado, chegou a afirmar textualmente: “Conversar sobre meritocracia com quem não tem nem currículo na Plataforma Lattes e são apenas graduados é difícil de­mais. Esta é a verdade”.

Como não chega a ser um coronel acadêmico de alta pa­tente, com um exército de o­rientandos na pós-graduação, o autor dessa afirmação merece ser preservado de si mesmo e não vou revelar o seu nome. Mas o menosprezo que ele ma­nifesta em relação a quem não tem título de doutor ou mestre é um espelho fiel da velha cultura do bacharelismo, que, ao contrário do que se imagina, ficou ainda mais grave com a expansão dos cursos de pós-graduação nas duas últimas décadas. Antes, a cultura dos bacharéis era um vírus que atacava apenas médicos, advogados e engenheiros; hoje, ela se disseminou por todas as áreas do conhecimento, a ponto de alunos de graduação e especialização lato sensu encherem a boca para falar do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e do título que ele possibilita, uma espécie de patente de cabo na hierarquia da caserna acadêmica. É o diploma substituindo o mérito em vez de expressá-lo.

Criança avalia professor

Paradoxalmente, essa universidade que se protege atrás de uma hierárquica barreira de títulos é a mesma universidade que despe o professor da escola básica de qualquer autoridade institucional e o obriga a se apresentar como um igual — ou até mesmo um inferior — diante de seus alunos. Hoje, nas escolas públicas, a inversão de valores é tanta que já não é o professor quem avalia o aluno, mas o aluno quem avalia o professor. É o que se constata no “Manual de Orientação para a Avaliação de Estágio Probatório dos Docentes da Se­cretaria Estadual de Edu­cação”, um documento de 57 páginas, elaborado por 19 gestores com formação acadêmica e publicado em 2008. Como se sabe, de acordo com o artigo 41 da Cons­tituição, todo servidor concursado só adquire estabilidade após um estágio probatório de três anos, em que passa por avaliações periódicas e, se não for aprovado, perde o cargo. Ou seja, o estágio probatório é algo extremamente sério, pois decide a própria vida profissional do servidor.

Agora, pasmem: na Secretaria Estadual de Educação, alunos de apenas 11 anos de idade, representando turmas de 5ª série (6º ano) do ensino fundamental, participam das comissões que avaliam o professor concursado em estágio probatório. Uma criança dessa i­dade é chamada a decidir o próprio destino profissional de um pai ou mãe de família que passou num concurso público, tem até pós-graduação e, sobretudo, é uma pessoa adulta, que — em nenhuma circunstância — pode ser avaliada por uma simples criança. Para se ter uma ideia da avacalhação a que o professor da escola básica é submetido — com a cumplicidade dos intelectuais universitários — a ficha de avaliação do professor que a criança de 5ª série preenche (Ficha II) é idêntica à que é preenchida pelo professor-coordenador da escola (Ficha I), pelo próprio professor que está sendo avaliado (Ficha III) e até pelo presidente da comissão de avaliação (Ficha IV).

O representante dos alunos — que, repito, pode ter apenas 11 anos de idade — atribui uma nota de 0 a 10 ao professor em cinco requisitos: idoneidade moral; assiduidade e pontualidade; disciplina; eficiência e aptidão. E a criança, a exemplo dos adultos, tem de justificar cada nota dada em um por um dos requisitos que estão sendo avaliados. Em relação à “eficiência”, o manual explica para todos os avaliadores, inclusive a criança, que se trata da “ação competente e criativa do professor para atingir com eficácia os objetivos propostos pela Unidade Escolar e pela Se­cretaria, na busca de resultados com qualidade”. Ora, como é que um aluno de 11 anos poderá saber se o professor que lhe ministra as aulas atingiu com eficácia as diretrizes propostas pela Secretaria de Educação? E com que critério uma escola aceita que uma criança seja eleita para falar em nome dos colegas num assunto de tamanha gravidade, instituindo uma espécie de meritocracia do acaso? Só mesmo uma pedagogia ideologicamente embriagada — que não tem o menor respeito por si mesma — pode obrigar um professor a se ajoelhar dessa forma aos pés da criança que tem por aluno. Os médicos concursados da rede pública de saúde também se submetem a estágio probatório; mas é possível imaginar um pediatra sendo avaliado profissionalmente por crianças de 11 anos?

Reizinho indisciplinado

Por que o Sintego (Sin­dicato dos Trabalhadores da Educação no Estado de Goiás) nunca denunciou essa forma de avaliação do estágio probatório da rede estadual de ensino? Não resta dúvida que esse tipo de tratamento dado ao professor — que é regra, não exceção — chega a ser mais deletério em sua carreira profissional do que os baixos salários. Muitos profissionais de comunicação, por exemplo, ganham igual ou menos do que o professor e não têm estabilidade no emprego, mas submetem-se a precárias condições de trabalho apenas pelo relativo prestígio que a profissão oferece. Já o professor, na maioria das vezes em que faz greve, pensa menos no aumento de salário do que no tempo que ficará livre dos alunos e seus celulares ubíquos.

Creio que muitos nem se dão conta disso quando aderem ao movimento grevista, mas só o descanso que a greve oferece pode explicar a insistência com que paralisam as atividades quase todo ano, mesmo sabendo que, ao cabo do movimento, as conquistas são ínfimas e muitas vezes se reduzem a não ter os pontos cortados. Se o professor se sentisse realizado em seu trabalho, com alunos e pais que o valorizassem, é provável que, mesmo ganhando pouco, relutaria em fazer greve.

Todavia, como é que pais e alunos vão valorizar o professor da escola básica se as próprias universidades não o respeitam e insistem em tratá-lo como um despreparado, que precisa não apenas ser capacitado por elas, mas até mesmo aprender com os próprios alunos? Infelizmente, o Sintego é parceiro das faculdades de pedagogia e demais cursos de licenciatura, com quem professa o pensamento dos derivados modernos e pós-modernos do marxismo, como Antonio Gramsci (1891-1937), Lev Vygotsky (1896-1934), Paulo Freire (1921-1997), Michel Foucault (1926-1984), Pierre Bourdieu (1930-2002) e Emilia Ferreiro (1936), entre vários outros. Todos os mestres e doutores contemporâneos que se filiam a essas ou outras correntes das humanidades têm em comum a crença de que a função da escola é “construir sujeitos” e “transformar a sociedade”. Daí a unção do cons­trutivismo de Jean Piaget (1896-1980), que se tornou uma espécie de religião pedagógica da esquerda, assim como o evolucionismo de Charles Dar­win (1809-1882) é a religião biológica dessa gente.

Nessa escola idealizada pe­las correntes pedagógicas hegemônicas não há espaço para a responsabilidade. O aluno é um “sujeito de direitos”, isento de qualquer dever. Logo, todo e qualquer fracasso desse reizinho indisciplinado é jogado sobre os ombros do professor. É o que se vê, por exemplo, na Resolução nº 4, de 13 de julho de 2010, do Con­selho Nacional de Edu­cação, que define as “Diretrizes Cur­riculares Na­cionais Gerais para a Educação Básica”. Composta de 60 artigos e uma infinidade de parágrafos, alíneas e incisos, essa resolução — sintomaticamente publicada na data de aniversário do famigerado Estatuto da Criança e do Adolescente — é um documento que oscila entre a insanidade e a arrogância, exigindo do professor o impossível e do aluno, nada. Seus autores — entre os quais estão algumas sumidades acadêmicas do país, como o professor Mozart Neves Ramos, um dos pais do movimento “Todos pela Educação” — deviam ser condenados a aplicá-lo pessoalmente numa escola de periferia brasileira, ganhando o que ganham os professores da rede básica.

As “Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica” inviabilizam qualquer proposta de uma escola meritocrática, pois não se pode cobrar mérito apenas do professor, deixando o aluno à vontade para fazer o que quer, co­mo ocorre hoje. Mesmo a proposta de premiar os bons alunos, como prevê o “Pacto pela Edu­cação” do governo Marconi Pe­rillo, tende a não funcionar. Se o aluno indisciplinado não pode ser suspenso muito menos expulso da escola, a sala de aula se torna insalubre para o aprendizado e não há a caderneta de poupança para o aluno que dê jeito nisso, como acredita o secretário estadual de Educação, Thiago Peixoto. Sem contar que, pelos critérios amorais — e até imorais — da pedagogia moderna, nada impede que um aluno indisciplinado, violento ou drogado, apenas por um rasgo de bom comportamento, venha a ser premiado com uma poupança escolar, em detrimento de um aluno bem comportado. A cultura da imoralidade — cultivada na academia — está arraigada na edu­­­cação e não será o esqueminha de aluno de administração da Bain & Company, importado pelo secretário, que irá mudar essa realidade.

Enganando os pobres

Se o professor tiver de cumprir as Diretrizes Curriculares Na­cio­nais da Escola Básica, ele não poderá conjugar nenhum outro verbo na vida a não ser “trabalhar”. E mesmo sem comer, dormir ou amar, cada dia do professor precisaria ser como um dia do planeta Vênus (243 dias terrestres) para que ele pudesse dar conta de todas as responsabilidades que lhe são impostas. Exemplo disso é o artigo 47 das Diretrizes, que reza: “A avaliação da aprendizagem baseia-se na concepção de educação que norteia a relação professor-estudante-conhecimento-vida em movimento, devendo ser um ato reflexo de reconstrução da prática pedagógica avaliativa, premissa básica e fundamental para se questionar o educar, transformando a mudança em ato, acima de tudo, político”. Reparem no caráter imoral dessa resolução: ela deixa claro que o objetivo da escola não é ensinar o aluno a ler, escrever e contar, mas usá-lo —“acima de tudo” — como instrumento político, a partir de um professor transformado em militante.

Os acadêmicos que escreveram essa resolução — entre eles, a goiana Clelia Brandão, ex-reitora da PUC de Goiás — deveriam ter a honradez de sustentar na cara do pedreiro e da faxineira que a função da escola não é dar ao filho desses operários a formação que seus pais não tiveram e, sim, usá-lo como massa de manobra da utopia de transformação do mundo. E quando o pedreiro e a lavadeira perguntassem a esses doutores universitários se seus próprios filhos também recebem uma educação “acima de tudo, política”, como a que é oferecida na escola pública, os acadêmicos deveriam ter a coragem de confessar a verdade: “Não, seu Zé, não, dona Maria, nossos filhos precisam passar nos concorridos concursos públicos e nos vestibulares de me­dicina e direito das universidades públicas, onde vão estudar de graça, por isso nós os matriculamos em boas escolas privadas, onde aprendem muita matemática, português, biologia e química”.

Mas esses coronéis do conhecimento só têm respeito pela própria patente de doutor, como fica  claro na linguagem utopicamente desabusada das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. O seu artigo 55 estabelece que a gestão democrática da escola “cons­titui-se em instrumento de horizontalização das relações, de vivência e convivência colegiada, superando o autoritarismo no planejamento e na concepção e organização curricular, educando para a conquista da cidadania plena e fortalecendo a ação conjunta que busca criar e recriar o trabalho da e na escola”. Como se vê, o Con­selho Nacional de Educação, in­fluenciado pelas universidades, impõe à escola básica a “horizontalização das relações”, que significa igualar completamente professor e aluno, retirando toda autoridade do mestre; no entanto, não existe nada mais vertical do que a hierarquia da pós-graduação nas universidades. Um aluno só chega ao doutorado de uma universidade pública se contar com o apadrinhamento dos coronéis de beca, pois as linhas de pesquisa nesse nível da pós-graduação são geridas de modo subjetivo, dependendo de cartas de apresentação de um doutor para outro.

Inventar a escola

Um exemplo das exigências sobre-humanas que são feitas ao professor está no parágrafo 3º do artigo 13 das Diretrizes Cur­ri­culares Nacionais da Escola Bá­sica. Diz o texto que “a organização do percurso formativo, aberto e contextualizado, deve ser construída em função das peculiaridades do meio e das características, interesses e necessidades dos estudantes, incluindo não só os componentes curriculares centrais obrigatórios, previstos na legislação e nas normas educacionais, mas outros, também, de modo flexível e variável, conforme cada projeto escolar”, e assegurando, entre outras questões, “a ampliação e diversificação dos tempos e espaços curriculares que pressuponham profissionais da educação dispostos a inventar e construir a escola de qualidade social, com responsabilidade compartilhada com as demais autoridades que respondem pela gestão dos órgãos do poder público, na busca de parcerias possíveis e necessárias, até porque educar é responsabilidade da família, do Estado e da sociedade”. Que norma prolixa e doentia é essa que manda o professor “inventar” a escola de qualidade social? Alô, Sintego e Faculdades de Pedagogia, o Conselho Federal de Medicina ficaria calado diante de uma norma do Ministério da Saúde que mandasse o médico “inventar” o hospital de qualidade?

Quando digo que essas diretrizes oscilam entre a arrogância e a insanidade, estou usando de eufemismo, para evitar um julgamento moral. Pois, no fundo não são loucas, são charlatãs. Ou é possível levar a sério uma resolução que fala em “escolha da abordagem didático-pedagógica disciplinar, pluridisciplinar, interdisciplinar ou transdisciplinar pela escola, que oriente o projeto político-pedagógico e resulte de pacto estabelecido entre os profissionais da escola, conselhos escolares e comunidade, subsidiando a organização da matriz curricular, a definição de eixos temáticos e a constituição de redes de aprendizagem”? Eu queria ver um dos autores dessa resolução, numa sala de aula, separando concretamente, em sua prática didático-pedagógica, o que é “pluridisciplinar” do que é “interdisciplinar” e do que é “transdisciplinar”. Eis o coronelismo acadêmico exibindo sua patente em forma de linguagem cuja suposta complexidade é apenas um disfarce para o vazio do cérebro.

A resolução diz que a “es­colha da abordagem didático-pedagógica” deve orientar o “projeto político-pedagógico” e, ao mesmo tempo, deve re­sultar de “pacto estabelecido entre os profissionais da escola, conselhos escolares e comunidade”, que, por sua vez, vai subsidiar “a organização da matriz curricular, a definição de eixos temáticos e a constituição de redes de aprendizagem”. Ora, um pacto entre os profissionais da escola e a comunidade já pressupõe a existência de um “projeto político-pedagógico”; logo, a “escolha da abordagem didático-pedagógica” vai derivar desse projeto e não orientá-lo. Inclusive porque a abordagem didática é um insumo da educação que pode variar de uma aula para outra, enquanto um projeto político-pedagógico é um conjunto de diretrizes gerais que norteiam todo o ensino num dado estabelecimento educacional. Co­mo se vê, os autores das Di­re­trizes Curriculares Na­cionais da Escola Básica, encastelados no Conselho Na­cional da Edu­cação, não sa­bem o que estão escrevendo. Juntam palavras apenas pelo seu valor ideológico, como “construção”, “sujeito”, “ci­da­dania”, “pluralidade”, “di­versidade” e outros abracadabras do gênero.

Entretanto, mesmo diante de todas essas exigências que o Conselho Nacional de Edu­cação faz ao professor da es­cola básica, o pedagogo José Carlos Libâneo — ao criticar o “Pacto pela Educação” do governo estadual — teve a coragem de indagar: “Onde estão as professoras que dominam os conteúdos, que sabem pensar, raciocinar, argumentar e têm uma visão crítica das coisas?” Sem dúvida, o próprio Libâneo — e não Thiago Peixoto — é quem deveria dar a resposta a essa pergunta diante um espelho. Afinal, quem tem de saber onde estão essas professoras são as faculdades de pedagogia, que não fazem outra coisa senão preparar seus graduandos para um mundo que não existe. Os cursos de formação de professores das universidades, na maioria dos casos, faz é deformar os professores, começando por incutir-lhes uma falsa ideia de liberdade, que os leva a romper com o mundo real para perder-se em utopias. Isso porque a pedagogia construtivista — que manda o professor respeitar a realidade do aluno — jamais respeita a realidade do professor. É, sobretudo, contra essa arrogância acadêmica que o professor da escola básica deve lutar. Ao contrário do que pensam os professores em gre­­ve, o governante de plantão é um mal passageiro — o coronelismo acadêmico é que é um mal permanente.
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José Maria e Silva é Jornalista e sociólogo, com graduação em Jornalismo (1995) e mestrado em Sociologia (2003) pela Universidade Federal de Goiás. Foi redator-chefe do “Jornal Opção”, de Goiânia, e comentarista do programa “Falando Sério”, da Rádio Interativa FM. Contato: silvajm@uol.com.br.

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  • eu fiz muito bem em desistir de ser professor! agora imaginem esses marginaizinhos nas universidades?

  • Certamente reprovar estudantes não é o objetivo do processo educacional, mas quem está na escola sabe das pressões para promover a aprovação massificada de estudantes que não conseguiram atingir nem comprovar a aquisição de parâmetros indicativos de aprendizagem qualificada. Tem ocorrido uma avalanche de resultados fantasiosos que visam “minimizar” (sendo eu bem benevolente) ou (para ser realista) encobrir a falência do ensino público e a consequente responsabilidade dos governos em relação a esta situação. O negócio agora é inventar números positivos.

    E quem são os culpados preferenciais para assumir o ônus? Claro que os professores! Os acusadores são geralmente os diletantes vomitadores de teses absurdas que partem também da Academia, e, claro, os burocratas que acompanham as escolas através de planilhas cruas e sem substância. Os burocratas tomam o comando das secretarias de educação e estabelecem seus planos absurdos, engendrando políticas dementes com o apoio de acadêmicos que não sabem o que é uma escola real, mas imaginam conhecer mais do que ninguém como elas devem funcionar.

    Neste universo, exigir que alunos comprovem aprendizado é quase um crime e o professor que exige isso é alvo de repressoras ações retaliadoras. Eu, por exemplo, vivo com a corda no pescoço porque imagino que um aluno de ensino médio deve, pelo menos, ser alfabetizado. Sou professor de História e o que mais vejo são alunos que não conseguem interpretar um texto dos mais simples. E não posso estabelecer um parâmetro de qualidade mínima, pois a vítima desta ação serei eu mesmo porque serei cobrado pelas notas baixas de meus alunos, mas sem ser questionado a respeito do que há por trás destes resultados. O que importa mesmo são números que agradem, mesmo que tais números encubram o caos real do aprendizado pífio.

    O fato é que professores DEVEM cumprir acriticamente e mecanicamente certos desígnios que viraram políticas de Estado, entre elas está a prática de admitir que a comprovação de qualidade na aprendizagem não é importante. Os índices de aprovação absoluta apresentados pelas escola já andam perto de 100% mas isso não implica em qualidade, pois a aprovação é praticamente garantida ao aluno sem o mínimo de esforço.

    Em julho do ano passado a própria UFPE divulgou o saldo preocupante de seu vestibular extraordinário de meio de ano, voltado para cursos de engenharia. O índice de candidatos eliminados pela insuficiência de notas (o ponto de corte) foi de quase 70%. No caso dos estudantes de escola públicas a lástima foi devastadora.

    A UFPE informou na ocasião que 1.137 candidatos inscritos no vestibular extraordinário solicitaram a bonificação de 10% da nota, isto é, eram oriundos da rede pública. Como o índice geral dos resultados foi baixíssimo, considerando que apenas 725 candidatos (26,6% do total de inscritos) escaparam do ponto de corte o quadro foi ainda mais grave considerando o fato de que deste montante apenas 30 eram de escolas públicas que faziam jus ao benefício da elevação de nota (o que excluiu, por exemplo, unidades como a Escola do Recife da UPE e o Colégio de Aplicação da UFPE).

    Se 1.137 candidatos requisitaram a bonificação exclusiva para estudantes de escola pública, é de causar desespero a verificação de que apenas 0,38% deles conseguiram escapar da eliminação. De forma objetiva, dos poucos candidatos classificados, apenas 4,1% eram de escola pública – e nem parei para verificar o saldo final desta seleção, pois entre escapar do ponto de corte e preencher a vaga há outros grande obstáculos, mas, enfim imagino que foram mesmo raríssimos os estudantes de escola pública aprovados naquele certame vestibular!

    Esta situação parece importar muito pouco as ditas autoridades educacionais, pois cada vez mais vemos implantadas políticas que agravam ainda mais o quadro de mediocridade do ensino. Estas políticas exploram discursos que colocam os estudantes em uma condição de superproteção que acaba ensinando que esforço para aprender não é algo importante, pois no final das contas eles serão benevolentemente agraciados com a progressão do ensino sem a necessidade de comprovar a aquisição de conhecimentos ou habilidades mínimas. Daí o fiasco nos vestibulares e a precariedade no curso da formação universitária. Mentalidade como esta não é aceitável em país que pretenda levar a sério seu desenvolvimento, mas aqui a coisa tomou ares de irresponsabilidade mesmo.

    Estamos comprometendo nosso futuro ao adotar uma perspectiva educacional adoçada com o excesso de proteção e a falta de rigor. A China, por exemplo, está fazendo exatamente o oposto.

    Por onde andamos, autoridades de instâncias governamentais, congressos de educação, especialistas e gurus da psicopedagogia sem resultados apregoam seus métodos e ensinamentos que desprezam a realidade e enaltecem a mediocridade. Ver tudo isso causa desânimo, frustração, alimenta até a vontade de abandonar o barco.

    • Imagine essas peças raras fazendo engenharia…

      • qq curso… os prof tem q começar a se preparar pra serem espancados, humilhados, pq pro aluno tudo e pro prof nada

  • Toda essa merda se chama revolução cultural….

    • Essa atual conjuntura nacional é apavorante. Está muito pior do que o ano de 1971. Nunca senti-me tão mal!

  • Puta que o pariu. Talvez o melhor texto que já li na história do acerto de contas. Esse texto deveria ser divulgado em todos os buracos desse país arcaico. Isso claro, para os que tiverem a coragem de lê-lo e a capacidade de entendê-lo.
    Nossa educação é ridícula e as escolas são patéticos folhetins de esquerda. As “universidades” são outros folhetins. E tudo regado na mais velha hipocrisia, pois o que vi em meus míseros anos de UFPE (ainda bem que já me livrei daquele lixo hipócrita) foi uma tuia de esquerdista de Nike, comendo Mac e bebendo Coca.
    É o velha escrotice de pregar esquerdismo pro povão enquanto se mora na beira mar, tomando vinho francês e comendo no Mingus.
    Pago pra ver é um burocrata de escritório botar criança pra avaliar profissional de saúde. Aí, eu quero ver se o esquerdista é foda e revolucionário. Imaginem : Uma criança com meningite, que precisa ficar internada, dando zero porque os profissionais vão mandar furá-la para aplicar uma medicação. Pois é, esses burocratas que vivem longe da sala de aula, inventam essas aberrações porque ninguém morre (pelo menos diretamente) com elas. E precisam justificar o gordo salário. Justificam inventado babaquices.
    Depois não sabem porque os números da educação precisam ser manipulados. Se nossos números na educação já são ridículos com tanta manipulação, imagina se não o fizessem!!!

    • Partilho da mesma opinião sobre o texto.

      Krish

    • Isso é muito comum hoje, Alexsandro, os burocratas inventam essas palhaçadas inúteis para justificarem seus altos salários pagos, é claro, pelo povo.

      Todo órgão público sempre tem uma cambada de desocupados (inclusive concursados) que ficam inventando merda pra justificar sua presença ali.

      A meritocracia nesse país é uma verdadeira piada. Só existe na teoria, na prática a putaria é que manda.

      Esse governo que está aí adora pregar pobreza para os outros. Eles (do governo), certamente, vivem muito bem em suas mansões e tomando whisky importado. Além disso, esse governo virou expert em manipulações. De números, então, são craques.

  • Uma vergonha!!

    Acompanhem ESCOLA SEM PARTIDO:
    http://www.escolasempartido.org/

    Texto de Carlos Alberto Sardemberg sobre o mesmo tema abordado antes pelo Pierre:
    http://www.escolasempartido.org/?id=38,1,article,2,339,sid,1,ch

    Artigos sobre EDUCAÇÃO SEM PARTIDO
    http://www.escolasempartido.org/?id=38,1,topico,2,1,new_topic,,

    • O único problema do movimento “Escola sem Partido” é o fato de que ele é obviamente partidário…

  • É lamentável saber que um texto como esse será apreciado por poucos, seja por conta da “alienação cultural” em que vivemos, ou seja por puro “analfabetismo funcional”.
    Ainda mais lamentável é a indiferença popular nas minimas injustiças cotidianas. Tenho a impressão de que a acomodação chegou a tal ponto que se a esfera pública oferece “lixo” no lugar dos nossos direitos fundamentais, o povo aceita, sem pestanejar. Exemplo clichês não faltam: Hospitais lotados, ônibus escassos, falta de saneamento básico (eu to falando saneamento nas capitais, não é nas tribos amazônicas), ensino público precário.. A ideia é mais ou menos essa: é de graça mesmo… não tenho do que/a quem reclamar!
    E, mais uma vez, se esquece dos recordes que o nosso “impostômetro” bate frequentemente. Simultaneamente, os bolsos e as cuecas dos magnatas da política nacional se fartam com o lucro do nosso sofrimento diário. Ao meu ver, a partir do momento em que eles se apoderam do dinheiro público, o que enche as contas dessas “sanguessugas insaciáveis” deixa de ser apenas “dim-dim” e passa a ser também a falta de estudo do Joãozinho, a frustração de Pedro que passa 4 horas em pé no ônibus todo dia, a fome e humilhação do José que não arruma trabalho há 2 anos, a morte de dona Maria que passou 2 meses num corredor de hospital esperando a sua vez..
    Eh, intimamente sinto pela minha impotência de mudar essa situação. Porém, sempre quando surge uma “luz no fim do túnel”, não perco a oportunidade de despejar minha indignação.

  • É um excelente debate, o autor traz muitas verdades sobre os improdutivos burocratas da educação, as relações patrimonialistas nas seleções de pós-graduação e sobretudo o caos que se tornou o ensino básico.

    Por outro lado faz uso do mesmo coronelismo dos títulos quando diz:

    ” Uma criança dessa idade é chamada a decidir o próprio destino profissional de um pai ou mãe de família que passou num concurso público, tem até pós-graduação e, sobretudo, é uma pessoa adulta.

    Ora passar em um concurso público ou “ter” pós-graduação não garante que o professor tenha “idoneidade moral, assiduidade, pontualidade, disciplina, eficiência e aptidão.” Digo mais, a matéria prima da educação é muito sensível, de forma que o professor deva ser submetido a um rígido controle externo. Mas, esse controle não pode ser mais importante que o mérito (os alunos). Estes, por sua vez, deve ser ouvido também, mas da forma correta.

    Eu defendo a educação, os professores e sobretudo os alunos, pois o objetivo final da educação não são os professores, são os alunos. Eu fui criança e sei que tem muito barnabé incompetente e irresponsável dando aula por aí. Só que existe uma questão fundamental, as escolas de ponta (em geral as mais caras), remuneram bem o profissional, mas o submete ao rígido controle externo. Por os professores são um meio para se chegar em um objetivo final: educar bem as crianças.

    Do jeito que os barnabés da educação (professores) falam, parece até que eles são o fim. Não são!! Por outro lado, os professores, em qualquer país sério, são os profissionais mais bem pagos e respeitados, mas são cobrados, controlados e monitorados.

    • O único controle deve ser o mérito… o resto é papo esquerdopata…

      • O texto analisa a gestão do Estado de Goias, Governo do PSDB, que é de direita.

        • Só se for a direita da esquerda…

          E o texto é um retrato da educação brasileira, a qual é uma merda em qualquer rincão….

    • O texto é bom, mas tem muita bobagem, como a citação sobre o “evolucionismo de Darwin”.

  • O que importa, além de carnaval, novelas e futebol, é que somos a sexta economia mundial. Educação é só um detalhe. [ironic]

  • Ótimo texto. Eu já fui professor e desisti. Senti na pele a sensação de impotência que os professores são obrigados a suportar diante das “ordens superiores”. Não há condição alguma de se fazer um trabalho sério. É de chorar.

  • A decadência da escola como instituição, tem como pano de fundo a decadência de uma outra instituição ainda mais elementar e mais importante que a escola que é a família (talvez a instituição mais básica da própria sociedade).

    A religião, o Estado e a escola estão sobrepostas à família de forma que a família termina dando o tom das outras instituições. A família é como se fosse o maestro de uma grande orquestra ou a fundação de um prédio. No momento em que se abala a família, a estrutura de todas as outras instituições que se edificam nela também serão abaladas.

    Como a família praticamente faliu em termos de valores e princípios, levou junto também a escola. O que se tem hoje são ajuntamentos, bandos de pessoas vivendo sob um mesmo teto por pura imposição social mas onde não há valores regentes entre essas pessoas. E isso hoje se chama de família.

    Sempre ouvi nos tempos de escola que os professores são os segundos pais. Se os pais perderam completamente o comando sobre os filhos, os professores também perderam. E o Estado tem um papel forte nisso já que ele é o grande indutor dessa erosão de princípios junto com sua grande aliada, a mídia, que só pensa no lucro fácil que pode obter com a decadência generalizada da sociedade, já que a família sai de cena e a mídia ocupa esse espaço e fatura alto com isso.

    O que eu mais escuto sobre o ambiente escolar são histórias tenebrosas. É aluno que bate em diretora, aluno que cospe em professora, aluno que leva arma dentro da mochila, aluno que estupra professora dentro de sala de aula… Isso pra não falar do domínio das drogas nas escolas, que é um capítulo à parte.

    • Roberto, o mais comum por aí é ver pais despreparados, que se sentem culpados pelas frustrações dos filhos e para compensar isso fazem tudo que o pestinha quer. Já vi mãe pedir desculpa ao filho por ter castigado o mesmo. Patético. Aí depois não sabem porque crescem sem conhecer limites!!!

      • Alexsandro, no final do ano passado presenciei o absurdo numa escola particular de bom nível no Rio de Janeiro de uma filha (devia ter uns 14 anos) mostrar o dedo, no popular, dar uma bela dedada, para uma mãe no pátio da escola diante de professores e alunos. A mãe teve uma crise de riso e depois disse que entendia a filha pois isso era “da idade”. Eu, que fui buscar um sobrinho, fiquei com vergonha pela mãe e sai até de perto para não pensarem que eu era parente dessa maluca. Imagina essa filha dentro de uma sala de aula. Essa bagunça na educação termina sobrando para o professor.

        A falta de limites hoje é total. É notável o despreparo dos pais para lidar com a educação dos filhos. Os pais hoje estão empurrando de barriga os problemas até se livrarem dos filhos, afinal a maioria dos pais sabe que é totalmente incapaz e incompetente para dar uma educação que preste aos filhos. É um verdadeiro jogo de empurra. Os pais empurram para a escola e os professores empurram o problema para toda a sociedade. Se os pais, que convivem com os filhos em casa são incapazes, imagina os professores.

        Uma vez, perguntei a um colega de faculdade que foi professor de escola pública e há alguns anos mudou de profissão, por que tinha desistido e ele, na lata, respondeu: “masoquismo tem limite”.

      • Pois, é. Esse é o resultado da cultura do “vale tudo”, do “tudo é possível”.

        O que vemos hoje é o resultado de uma educação completamente zoneada e avacalhada, sem limites, onde kit gay e português ensinado errado é mais importante que aprender a fazer conta e usar a tabuada. Só falta agora as aulas serem ministradas em bordéis onde quengas e travestis darão aulas.

        Aluno hoje manda na escola, manda na diretora, no professor, fuma crack e trepa no corredor da escola, ou seja, esculacha geral e ninguém vê nada. Ninguém bota ordem mais em nada. Os pais cada vez mais ausentes. Professor tem que apanhar na cara de aluno e ficar calado ou então ter uma arma apontada na cara por um “bebê” noiado e achar bonito já que os “mano doidão” dominam as quebradas (escolas). Quem conhece de perto/dentro a realidade das escolas (inclusive as particulares) sabe que a coisa tá (muito) feia e simplesmente não há perspectiva de melhorar. Só piora a cada dia. E o pior, como disseram acima, é a postura completamente omissa e irresponsável dos pais. Parece que os pais estão mais drogados que os filhos, estão anestesiados, perderam a força diante da bandalheira e preferem jogar os filhos nas escolas e dar uma de Lula, não veem nada, não sabem de nada, não ouvem nada.

        Escola tá virando budega, barzinho, puteiro, lugar de azaração, ponto de tráfico e prostituição. Material escolar vai ser camisinha, consolo, vaselina, cachaça, “bagulho” e pedra de crack. Alguns podem levar fuzis e metralhadoras se assim desejarem.

        Que me perdoem os professores, mas voces devem sofrer à beça pra levar essa zona nas costas, pelo menos os que levam a sério, já que tem muitos que também levam na bagunça pois a esculhambação generalizada serve de cortina de fumaça para a vadiagem e a falta de compromisso de muitos professores. No entanto, os professores, em sua maioria, são pobres vítimas da esculhambação.

        E as universidades vão na mesma bagunça. O que mais tem é professor que não quer porra nenhuma com a vida. Já teve até vídeo de professor ensinando uma turma a usar cachimbo de maconha dentro de sala de aula e em horário de aula.

        E o governo tá adorando essa anarquia toda já que isso garantirá eleitores imbecilizados por muitos e muitos anos com ajuda da mídia que só ajuda a disseminar a cultura da futilidade, da vagabundagem, da criminalidade e da imoralidade.

        Está se criando uma geração fútil, inútil, zerada em valores, vazia e perdida. Heróis nacionais não são mais Machado de Assis, mas Neymar, Ronaldinhos, putas do BBB e de novelas e traficantes como fernandinho beira-mar, que está cada dia mais rico dentro de presídio de segurança máxima. Esses são os grandes exemplos e ídolos do Brasil. Enquanto isso um Carlinhos Cachoeira fica também cada dia mais rico e um professor de escola pública leva bala em escola onde o teto cai na cabeça. E ainda tem que ouvir piadinha pra deixar a profissão e fazer concurso pra ganhar mais.

        É de deprimir. Lastimável a situação desse país.

  • O texto é cheio de fatos contundentes e denuncia com propriedade muitas bizarrices da nossa educação pública.

    Contudo, acho muito problemático a culpa recair sempre no colo do Paulo Freire, ou daqueles pedagogos que fizeram um grave esforço em pensar uma educação para além da reprodução robótica da transferência de conhecimento.

    Conhecimento deve sim ser construído coletivamente, e deve sim ser compartilhado, respeitando os processos de aprendizagem. Afinal, criança não é máquina e não é decoreba pra vestibular que educa alguém e o torna cidadão.

    Mas de fato – como querer que o professor acompanhe de perto os alunos, “construa” com eles o conhecimento e seja multidisciplinar com uma carga horária estafante, com milhares de alunos por turma (em milhares de turmas), com um salário imoral?

    Aí meu caros, o problema não está em Paulo Freire, nem em diretrizes cidadãs, mas em querer exigir que o professor seja esse agente do desenvolvimento do país sem ter a mínima infraestrutura e remuneração. Para mim professor a partir do 6º ano deveria ganhar como salário de professor universitário federal, dando aula em um turno e tendo por ano no máximo três turmas.

    Mas enquanto isso manter a aristocracia jurídica e parlamentar, e pagar 47% do nosso orçamento em juros e serviço da dívida pública são as nossas prioridades.

    • Thiago, PF não é o problema. Educocratas que tratam PF como senhor da verdade e se acham expert em educação por decorarem cegamente a obra do mesmo são culpados pelo panorama atual. Claro que não são os únicos culpados, pois os pais também têm grande parcela de culpa. Repetir cegamente obras consideradas verdades inquestionáveis é a mentalidade predominante em países arcaicos como o Brasil. Não só nesse caso específico. Isso leva distorções em todas as áreas. Até em universidades, onde, em tese, o conhecimento deveria ser gerado, há os deuses inquestionáveis e aí de quem tente questionar tais verdades. São logo perseguidos no meio acadêmico. Que dizer de educocratas ? Seguem uma tendencia, fazem merda na educação e creio que esse panorama não muda nem tão cedo!!!

    • Se o professor da educação básica souber o quanto ganha um professor de universidade federal ele vai preferir continuar com o seu salário.

  • O texto fala muita coisa com sentido, mas tem um viés muito conservador no que tange a abordar a filosofia de tornar os alunos transformadores de sua realidade em vez de robôs a serviço da ordem socioeconômica.

    Não existe abordagem pedagógica totalmente livre de ideologias. Mesmo aquela que tenta não dar qualquer opinião política acaba sendo uma pedagogia alienante, que não forma cidadãos comprometidos com a mudança de seu meio. E isso beneficia quem advoga em favor do conservadorismo, da conservação da ordem sociopolítica vigente.

    O atual modelo deve ser revisto sim, mas não com parâmetros que tentem despolitizar o ensino e voltar à época da educação a serviço da ditadura (se é que ainda hoje não há um ensino a serviço da ordem).

    • É incrível, mas desta vez, concordo integralmente com o Robson.

    • Robson, o objetivo da educação deveria ser o de fazer as pessoas aprenderem a pensar sozinhas.
      Isso implica em saber analisar prós e contras. Uma educação que vende os EUA e o capitalismo como o grande satá malvado e Cuba e socialismo ou esquerdismo como a salvação não torna ninguém mais crítico.
      Na hora que o filho de alguém está morrendo com uma meningite, a pessoa certamente vai querer um tratamento capitalista, independente de ideologia. Uma educação que vende certos dogmas uma verdade inquestionável e considera heresia tudo que a questione não torna ninguem mais crítico.
      A mentalidade da educação brasileira é ridícula : Se o aluno critica globo, Eua e o capitalismo malvado, ele é critico engajado. Se não, alienado. Agora, ele é incapaz de ver que ele calça nyke, toma Coca e come Mac apesar de todo discurso babacal. Digno de pena.

    • “O texto fala muita coisa com sentido, mas tem um viés muito conservador no que tange a abordar a filosofia de tornar os alunos transformadores de sua realidade em vez de robôs a serviço da ordem socioeconômica.”

      Eu acho essa parte meio ofensiva em que ela insinua que os alunos serão idiotas incapazes do mais básico raciocínio crítico sequer se não tiverem acesso à iluminadora máquina do Pensamento Crítico Progressista. É como se só a cartilha tivesse o poder de fazer a cabecinha da população funcionar — o aluno é “pensador crítico” mesmo que o que ele faça seja só REPETIR o que a cartilha diz.

      • Teo, eis a base do pensamento esquerdista : quem não concorda com eles é alienado, incapaz, dominado pelo vilão malvado (que pode ser a Globo, os EUA e etc).

    • Está aí um claro produto dessa tal educação: Robson Fernando de Souza

  • O texto do sr. José Maria e Silva contém um diagnóstico excelente da situação atual. Só discordo da colocação de que o construtivismo “se tornou uma espécie de religião pedagógica da esquerda, assim como o evolucionismo de Charles Dar­win (1809-1882) é a religião biológica dessa gente”.

    Primeiro por que evolução não é religião e está longe de ser de “esquerda”, mas isso é assunto para outro tópico.

    Segundo, e principal, é que, embora esse “pedagogismo” seja realmente originário da esquerda ele é silenciosa e alegremente “abraçado” pela direita. Todos os governos brasileiros, de todos os partidos e em todos os níveis, sejam de direita ou esquerda, adotam esse discurso por que é conveniente e permite “resolver o problema da educação” sem custos financeiros. O governo FHC fez isso e o governo estadual em São Paulo faz isso, mesmo estando nas mãos dos PSDB há décadas, e não vejo nenhum governo do DEM fazendo diferente. Não vejo os Mervais e Sardenbergs se incomodando com isso: se o discurso da “escola inovadora e revolucionária” vem de algum governo “do lado certo” é entusisticamente aplaudido, mesmo quando a realidade é de desastre.

    Caiamos na real: não é só culpa dos “esquerdistas” mas sim de todos!

    • Akaki, não seria porque esse negócio de esquerda e direita só existe da boca para fora, no Brasil ?
      Acho que esse papo só existe até a abertura da ultima urna. Após isso, os vencedores vão tomar Whisky importado e rir, juntos e abraçados da cara dos otários que vão sustentá-los por mais 4 anos.
      Vender esquerdismo é bom para quem tá no poder. Conseguiram implantar no inconsciente coletivo que esquerda é boa e direita é má. Então ficam com esse papo : Ah, o povo agora está no poder, tá com dignidade, afinal, agora compra coisas que só as elites tinham e etc e etc. cê sabe, esse velho blá blá blá.
      Pois bem, ai o cara se acha incluído porque compra bugigangas em 80 vezes. Se acha o foda porque paga um plano de saúde de 50 reais (que obviamente é insustentável) para ter um atendimento pior que o do SUS, enriquecer o dono do plano e ainda achar que é elite. Se acha o foda porque tem carro financiado em 72 x mesmo dando outro carro ao banco. E ainda elege o político que se diz responsável por “todas as conquistas do povo”. Enquanto isso a carga tributária entra com cerol e o otário se achando incluído. O povo brasileiro é digno de pena.

      • Na verdade, a pecha de “você é de direita” é dada quando se quer agredir alguém hoje em dia. É a própria esquerda quem define aqueles que devem carregar esse rótulo vergonhoso. O povão o escuta, e sem saber nem o que é, já pensa que aquele “direitista” é uma figura repulsiva.

        Vejam nos EUA, onde as posições são definidas, e os candidatos do partido republicano até disputam para ver quem é mais direita do que o outro.

        Ponto para o PT e os demais partidos ditos de esquerda, que souberam trabalhar isso na cabeça do povo ao longo de muitos anos, devagarinho, sem fazer alarde. Ponto para Gramisci.

        • *Gramsci

        • Alexsandro, concordo com seu comentário quanto ao whisky embora discorde da implicação de que não existe diferença nas políticas que são implementadas.
          Quanto à questão de “direita má” x “esquerda boa”, que tanto Alexsandro quanto Daniel mencionaram, diz mais sobre a imagem que a direita brasileira conseguiu construir para si mesma ao longo do tempo do que sobre a “competência” da esquerda em construí-la. É claro que sou suspeito para falar disso pois minhas posições políticas são de esquerda.
          Mas, ao menos nos últimos tempos, todos os males do Brasil são culpa dos “esquerdopatas”, não é mesmo? Ao menos é o que leio nos jornais e revistas…
          Mas o ponto básico do meu comentário é justamente que essa conversa de “petralhas” para lá e “tucanalhas” para cá só serve para distrair as atenções das besteiras feitas por ambos os lados como no caso desse discurso pseudo-pedagógico da educação, que no fim é encampado por ambos.
          Ao invés de discutir a saída discute-se a de quem é a culpa ideológica…

  • Excelente texto, principalmente: “Reparem no caráter imoral dessa resolução: ela deixa claro que o objetivo da escola não é ensinar o aluno a ler, escrever e contar, mas usá-lo —“acima de tudo” — como instrumento político, a partir de um professor transformado em militante.” (…) “Os acadêmicos que escreveram essa resolução — entre eles, a goiana Clelia Brandão, ex-reitora da PUC de Goiás — deveriam ter a honradez de sustentar na cara do pedreiro e da faxineira que a função da escola não é dar ao filho desses operários a formação que seus pais não tiveram e, sim, usá-lo como massa de manobra da utopia de transformação do mundo.” Era exatamente isso que queriam impor com a “cartilha gay” no ensino primário. Muito bom mesmo, o autor desmascarou toda a farsa.

  • É a revolução cultural, que segundo “martins” não existe. Esse eh o setor onde eles estão mais avançados – a academia e a educação básica. Mas tambem ja progrediram bastante em outras areas e impoem seus valores goela abaixo da população mediante propaganda (explicita e implicita) ou decisoes bizarras do STF. E assim vao construindo esse mundo caótico e cada vez mais amoral e acritico, onde tudo é politizado todos devem pensar da mesma maneira que o Partido determinou – é a ditadura do pensamento único, o sonho de Gramsci para facilitar a destruição total de qualquer oposição no plano político de modo a proporcionar a manutenção eterna desses canalhas no poder.

    E digo logo quais sao os maiores antros dessa cambada: a USP do Emir Sader e a outrora digna UnB.

  • Ah, reparrm na linguagem propositalmente prolixa das tais diretrizes que o autor cita. Parecem extraidas das teses inuteis que os educratas redifem, perdidos em seus devaneios academicos. E sempre desvalorizando o conteúdo tradicional em detrimento dos “novos conteudos” – sao aqueles que a esquerda impoe. A doutrinacao politica fica mais importante que o conhecimento. É preferivel que o aluno aprenda a criticar o capitalismo, aprenda que esquerda é boa e direita é ruim, a que ele domine o conteudo e saiba escrever, saiba matemática, saiba buscar conhecimento e formar opiniao propria (as aulas de historia e geografia sao uma comedia, ja vêm com aquela visao do mundo formatada).

    Agora o mais importante: hoje, no setor de educação, esse pensamento, além de dominante, é único. Mesmo governos de oposicao nao conseguem mudar esse panorama. Mas por quê? Porque nao existe mais direita no Brasil. Acabou-se. Chamar Merval Pereita de direita é lasca. Nos EUA, ele seria considerado, “liberal”, portanto, “esquerda”. Aqui todo mundo adora Obama e os democratas e a imprensa sempre passa a ideia que os republicanos sao radicais malucos.

    O que chamam de direita no Brasil é, no máximo, a “direita da esquerda”. Dizem que a Ed. Abril é de direita. Ja leram a revista Nova Escola? Pois é… Essa tal “direita” do Brasil – que sequer se afirma como tal porque parecem que tem medo da palavra “direita” – nao passam de oportunistas, de meros oposicionistas da esquerda no plano politico, pois do ponto vista cultural engolem tudo que a esquerda prescreve. Sao vigaristas oriundos da USP, que tinham uma formação esquerdista mais moderada e fundaram o patético PSDB, que pensa que é o oposto do do PT.

  • É a geração Paulo Freire… Palmas

  • Meu amigo, o buraco da secretaria estadual de educação é muito mais embaixo. Ali agora é alto nível, pensando o quê?

    Então achavam que a sede mudou da Siqueira Campos para a Várzea somente por causa do espaço, e para desafogar um tiquinho o trânsito no Centrão?

    Eles foram em busca de paz & sossego. Antes, toda semana era passeata terminando com protesto em frente à secretaria, interdição da Siqueira Campos e um inferno gerado ali no entorno. Agora não, a Várzea é meio lonjão e fica difícil reunir os bolcheviques de sempre, tem que dar muita passagem de volta, etc. e tal.

    Agora eles gozam de todo conforto e privacidade necessários para fazer a farra… e QUE FARRA! 8-)

    Todos esses “projetos” e “diretrizes” non sense continuam de vento em popa, com as mesmas coroas feias pra cacete, mal-comidas e recalcadas com os CHIFRES homéricos que levam dos maridos (porque vejam bem, elas se acham mulheres Top de Linha que não merecem isso) continuam fazendo e refazendo o inferno das vidas umas das outras em uma infinidade de cargos comissionados, torrando dinheiro em (in)capacitações cujo único propósito é mostrar umas às outras quem consegue o hotel/auditório mais caro do pedaço, posando de mártires de uma educação falida, e sempre fugindo da sala de aula, como o diabo foge da cruz. E tome falar mal umas das outras, chorar as pitangas pelos casamentos fracassados e pelos filhos gays e/ou fumadores de pedra.

    Mas eis que, de uns três anos pra cá, um novo elemento passou a fazer parte da equação: cabide de emprego é coisa do passado, a moda agora é armáriozão totalmente equipado!

    Nunca li e desconheço a vida e a obra de Paulo Freire, agora lá tem um tal de Projeto Paulo Freire que, meu amigo… só entra FILEZINHO. Só tem gatinha novinha show de bola, tudo burguesinha branquinha ou moreninha jambo com as coxinhas torneadas em academia. Babação de ovo é moeda de barganha, e ali você pode comprar a alma imortal de alguém com um cargozinho comissionado que pague qualquer dois milzinhos por mês, e nem adianta dizer que não acredita nesse negócio de alma… porque elas te fazem acreditar!

    É uma batendo na outra nos corredores, isso quando não se juntam em — isso não é brincadeira minha — grupos de estudo para concursos diversos lá dentro mesmo, durante o expediente. As bichinhas dão um duro danado estudando, rapaz… algumas merecem inclusive um comissionadozinho que pague melhor, tipo uns três contos/Mês pra segurar a barra, pois sabemos que concurso anda muito difícil e elas não podem ficar ali pra sempre… vai que os peixes saem.

    E tome mais projetos loucos com embasamentos teóricos não tão embasados assim, advindos de dissertações de mestrado do Centro de Educação — que agora parece mais uma ala de geriatria, onde as senhoras cujas famílias não querem mais vão lá batalhar um adicional de pós-graduação para complementar a aposentadoria, mais determinações surreais para o dia-dia escolar e mais licitações FABULOSAS, quase todas enquadradas nas hipóteses de dispensa e/ou inexigibilidade por causa do curto tempo para a execução dos projetaços.

    Tem também os comissionados de segundo & terceiro escalão, onde predominam os FILHOS E FILHAS DE RAPARIGA. Eu explico:

    Não tem os motoristas? Pois bem, motorista de órgão público é tudo cabra safado, como bem sabemos, e a modalidade favorita deles fora do expediente é fazer menino. Ocorre que, além dos herdeiros “oficiais” com a “titular”, a secretaria foi tomada de assalto por uma legião de filhos de fora dos casamentos, literalmente os filhos das raparigas dos motoristas que, sem muito a oferecer depois de torrar as diárias das viagens tudinho com cachaça, se veem pressionados pelas teúdas e manteúdas a arrumarem alguma ocupação para a COMPETENTÍSSIMA prole, e aí já viu… o secretário que se vire para arrumar onde encaixar esse pessoal, pois serão de enorme valia para segurar as bandeiras dos candidatos da coligação durante a campanha.

    • Gostei muito do conteúdo e do estilo do texto do Dedéu. Conheço um pouco daquele espaço e posso dizer que é exatamente como foi dito. O maior medo das “coroas feias pra cacete, mal-comidas e recalcadas” é ter que voltar a uma sala de aula. Agora uma coisa posso afirmar: são verdadeiras mestras na arte da sobrevivência política. Seja qual partido estiver no poder, estarão lá as mesmas criaturas.

      PS – Conheci uma dessas criaturas. Pragmática, quando Jarbas/Mendonça davam as cartas, usou descaradamente o cargo para ajudá-los nas eleições. Vendo a mudança dos ventos, hoje é capaz de espancar quem criticar Eduardo na sua frente.

    • É isso mesmo, Dedéu, essas porcarias de órgão públicos mais parecem verdadeiros puteiros, onde TUDO de mais podre e imundo acontece. É tudo igual essas porcarias. A inútil vida desses vermes que se arrastam por esses lixos se resume a babação de ovo (e de rola e cu também), politicagem no mais baixo nível, cheiração e prostituição. Essas novinhas tão dando muito e fácil. E cheirando muito também. Putaria geral. Competência e seriedade nota ZERO. E tome chifre.

  • Pois, é. Esse é o resultado da cultura do “vale tudo”, do “tudo é possível”.

    O que vemos hoje é o resultado de uma educação completamente zoneada e avacalhada, sem limites, onde kit gay e português ensinado errado é mais importante que aprender a fazer conta e usar a tabuada. Só falta agora as aulas serem ministradas em bordéis onde quengas e travestis darão aulas.

    Aluno hoje manda na escola, manda na diretora, no professor, fuma crack e trepa no corredor da escola, ou seja, esculacha geral e ninguém vê nada. Ninguém bota ordem mais em nada. Os pais cada vez mais ausentes. Professor tem que apanhar na cara de aluno e ficar calado ou então ter uma arma apontada na cara por um “bebê” noiado e achar bonito já que os “mano doidão” dominam as quebradas (escolas). Quem conhece de perto/dentro a realidade das escolas (inclusive as particulares) sabe que a coisa tá (muito) feia e simplesmente não há perspectiva de melhorar. Só piora a cada dia. E o pior, como disseram acima, é a postura completamente omissa e irresponsável dos pais. Parece que os pais estão mais drogados que os filhos, estão anestesiados, perderam a força diante da bandalheira e preferem jogar os filhos nas escolas e dar uma de Lula, não veem nada, não sabem de nada, não ouvem nada.

    Escola tá virando budega, barzinho, puteiro, lugar de azaração, ponto de tráfico e prostituição. Material escolar vai ser camisinha, consolo, vaselina, cachaça, “bagulho” e pedra de crack. Alguns podem levar fuzis e metralhadoras se assim desejarem.

    Que me perdoem os professores, mas voces devem sofrer à beça pra levar essa zona nas costas, pelo menos os que levam a sério, já que tem muitos que também levam na bagunça pois a esculhambação generalizada serve de cortina de fumaça para a vadiagem e a falta de compromisso de muitos professores. No entanto, os professores, em sua maioria, são pobres vítimas da esculhambação.

    E as universidades vão na mesma bagunça. O que mais tem é professor que não quer porra nenhuma com a vida. Já teve até vídeo de professor ensinando uma turma a usar cachimbo de maconha dentro de sala de aula e em horário de aula.

    E o governo tá adorando essa anarquia toda já que isso garantirá eleitores imbecilizados por muitos e muitos anos com ajuda da mídia que só ajuda a disseminar a cultura da futilidade, da vagabundagem, da criminalidade e da imoralidade.

    Está se criando uma geração fútil, inútil, zerada em valores, vazia e perdida. Heróis nacionais não são mais Machado de Assis, mas Neymar, Ronaldinhos, putas do BBB e de novelas e traficantes como fernandinho beira-mar, que está cada dia mais rico dentro de presídio de segurança máxima. Esses são os grandes exemplos e ídolos do Brasil. Enquanto isso um Carlinhos Cachoeira fica também cada dia mais rico e um professor de escola pública leva bala em escola onde o teto cai na cabeça. E ainda tem que ouvir piadinha pra deixar a profissão e fazer concurso pra ganhar mais. Professor nesse país tá valendo menos que lixo.

    É de deprimir. Lastimável a situação desse país.

  • Esses imbecis estão dominando tudo. A educação é uma parte facilmente visível por mim, que sou pai de uma criança e de uma adolescente. O ensino é dirigido e estúpido, carregado de ideologia, excessivamente detalhista (perdendo o foco dos ensinos fundamental e médio) e que vive alardeando direitos – mas pouco fala nos deveres; quando muito, trata de ecologia e pronto.

    Imbecis estão no poder no Brasil de uma forma espantosa, e não é de hoje; é uma crescente desde a década de 1990.

    Vou tentar lembrar algumas pérolas (não somente na educação, não ordem cronológica):

    - Kit primeiros socorros obrigatórios nos veículos (esta jamais esqueço)

    - Lei seca nos estádios de futebol (e as organizadas se matando fora, com crack e maconha)

    - Estatuto da Criança e do Adolescente (sim, muita merd* vem dele sim)

    - Lei da Palmada (Xuxa foi no Congresso, defender o projeto)

    - Erotização precoce (principalmente a partir do fenômeno Xuxa, a que defende a Lei da Palmada – um amor estranho amor, digamos assim)

    - Estatuto da Igualdade Racial (o projeto inicial criava uma supercasta)

    - Reserva do Sol, quando 10 índios ganharam um estado para chamar de seu

    - Proibição de qualquer mínimo constrangimento contra crianças (tudo é trauma agora)

    - Projeto da Conde da Boa Vista no governo JPLS (essa não dá para aguentar)

    - Moda de usar capacete em bicicleta. Não falo de quem pega a bicicleta e anda 50km, correndo pelas ruas ou em montain bike. É o cara imaginar que vai se salvar de algo pedalando no parque da Jaqueira ou na ciclovia de Boa Viagem (queria que alguém me apresentasse um caso de validade prática do acessório para estes casos)

    - Cotoveleira para uso em bicicleta

    - Mania de judicializar tudo, tudo virar processo judicial agora. Até humorismo vira ação judicial (vide o caso do antipático Rafa Bastos, sua piada sem graça e a reação desproporcional de Wanessa Camargo e do marido)

    - Bullying definindo qualquer chateação nas escolas

    - Endeusamento de tipos políticos, impedindo que qualquer erro possa ser creditado ao “endeusamento”

    etc, etc, etc.

    O Cachoeira vai nos lavar, do PSDB até o PT!

  • Fico feliz em ver a repercussão que esse artigo vem alcançando. De fato, é uma das melhores críticas já elaboradas a essa pedagogia que se diz “progressista”, mas que não passa de doutrinação ideológica travestida de ensino! E vale acrescentar que José Maria e Silva é colaborador do site Escola Sem Partido, o qual já publicou um outro artigo desse autor tão bom quando o que se lê acima. Trata-se de “Pedagogia da USP: a epifania do crime”. O artigo resenha uma tese de doutorado em Educação que, ao tratar da violência nas escolas, acaba passando uma imagem ideologicamente positiva dos alunos que integram gangues criminosas.

  • A Secretraria Estadual de Educação é uma esculhambação só. Uma criança avaliar um professor, é cada uma. A avacalhação já começa pelo valor do salário pago ao professor, em média R$ 1.000,00. Uma vergonha! Pernambuco ainda está entre os piores salários pagos ao professores. Um absurdo só!

  • Acho que cabe refletir um pouco sobre o significado real da palavra educação, não é? de que vale uma educação conteudística sem relações práticas? esse discurso é simplesmente a volta ao conservadorismo. E o mais engraçado é que ele se intitula “coronelismo academico” e caminha para a volta ao autoritarismo também academico. hehehe. Quanto aos teóricos ironicamente citados cabe talvez ao autor do artigo le-los com mais atenção porque quase todos partem de experiecias práticas e não são utópicos necessariamente. É claro que a educação que visa a formação do sujeito é mais trabalhosa, não é? mas se não for nesse sentido, não há outro possível. A educação conteudística e autoritária já não corresponde mais ao sujeito de hoje. Esse discurso conservador é extremamente simplista…. Vide a comparação entre Darwin e os teóricos…. hehehehehe peloamordedeus.

    • A lavagem cerebral funcionou direitinho…

      • É só isso o que você tem a responder a Paula? Uma falácia de apelo ao ridículo?

        • O produto em ação…

    • Enfim um comentário sensato por aqui, que não diz amém ao texto. Parabéns e obrigado, Paula.

      De fato o artigo fala umas coisas com sentido, como o fato de estar havendo no atual modelo distorcido de educação uma deixa ao desrespeito aos professores por parte dos alunos. Mas quando fala de ideologia, pende pra um conservadorismo um tanto raso no que tange a analisar a proposta dos métodos de educação politizada. Além de cair no mito da educação apolítica – que na verdade é de fato uma educação pró-conservadora, porque o apolitismo interessa apenas aos próprios conservadores interessados, que não querem que os estudantes pensem politicamente sua realidade.

      Como uma colega minha falou, o modelo de educação libertária é ótimo, mas não encontra espaço na estrutura educacional atual, falando-se tanto de infraestrutura física como de preparação pedagógica. Por isso vemos tantas distorções, que os conservadores veem e culpam logo o modelo de educação “doutrinária de esquerda”.

    • ” Quanto aos teóricos ironicamente citados cabe talvez ao autor do artigo le-los com mais atenção porque quase todos partem de experiecias práticas e não são utópicos necessariamente”

      Não minha filha, o que falta a esses teóricos é justamente experiência prática. Me fale qual deles deu expediente em escola? Qual deles enfrentou a labuta diária da sala de aula? Quanto cumpriram três expedientes diários de trabalho (das 7:00 as 22:00), com turmas de 50/60 alunos (as vezes mais)?
      Quantos tiveram que enfrentar a indisciplina e até a violência (disciplina essa, inclusive, para o qual os teóricos e suas teorias deram grande contribuição)?

      Na verdade, a solução é muito simples e posso resumir em 3 pontos:

      - Acabar com a ideia que estudar tem que ser sempre divertido, sempre um prazer. Sempre gostei de estudar, mas nunca fui doido o suficiente em achar que era melhor resolver questões de trigonometria a jogar futebol ou ir a praia.

      - Disciplina, disciplina e disciplina. Os” progressistas” podem estribuchar de raiva, mas vejam o resultado das melhores escolas em todos os exames de avaliação e verão que são todas instituições de ensino que valorizam a disciplina.

      - Professores bem preparados, conhecendo a fundo sua área de atuação e sabendo transmitir com clareza. Um professor que conta com uma turma disciplinada pode dedicar totalmente seu tempo em trabalhar os conteúdos com os alunos, sem precisar o tempo todo sendo interrompido para resolver questões disciplinares, desgastando-se e perdendo sua concentração

      O problema é que por ser muito simples, isso não rende livros e mais livros, teses de doutorado, palestras remuneradas, entrevistas e tantas outras formas que os nossos acadêmicos e teóricos arrumam para ganhar muito dinheiro e fama, sem ter que sujar suas mãozinhas com o “chão de fábrica” das escolas.

      • Exato Daniel, porém é pura perda de tempo gastar tanta lábia com esse pessoal, vivem no mundo da lua, sonhado com a revolução sei lá de que…

        Solução para educação básica: militarizar todas a escolas públicas, pra quem não aguentar profissão não faltará…

  • Viva Paulo Freire!

    Olavo de Carvalho
    Diário do Comércio, 19 de abril de 2012

    Vocês conhecem alguém que tenha sido alfabetizado pelo método Paulo Freire? Alguma dessas raras criaturas, se é que existem, chegou a demonstrar competência em qualquer área de atividade técnica, científica, artística ou humanística? Nem precisam responder. Todo mundo já sabe que, pelo critério de “pelos frutos os conhecereis”, o célebre Paulo Freire é um ilustre desconhecido.

    As técnicas que ele inventou foram aplicadas no Brasil, no Chile, na Guiné-Bissau, em Porto Rico e outros lugares. Não produziram nenhuma redução das taxas de analfabetismo em parte alguma.

    Produziram, no entanto, um florescimento espetacular de louvores em todos os partidos e movimentos comunistas do mundo. O homem foi celebrado como gênio, santo e profeta.

    Isso foi no começo. A passagem das décadas trouxe, a despeito de todos os amortecedores publicitários, corporativos e partidários, o choque de realidade. Eis algumas das conclusões a que chegaram, por experiência, os colaboradores e admiradores do sr. Freire:

    “Não há originalidade no que ele diz, é a mesma conversa de sempre. Sua alternativa à perspectiva global é retórica bolorenta. Ele é um teórico político e ideológico, não um educador.” (John Egerton, “Searching for Freire”, Saturday Review of Education, Abril de 1973.)

    “Ele deixa questões básicas sem resposta. Não poderia a ‘conscientização’ ser um outro modo de anestesiar e manipular as massas? Que novos controles sociais, fora os simples verbalismos, serão usados para implementar sua política social? Como Freire concilia a sua ideologia humanista e libertadora com a conclusão lógica da sua pedagogia, a violência da mudança revolucionária?” (David M. Fetterman, “Review of The Politics of Education”, American Anthropologist, Março 1986.)

    “[No livro de Freire] não chegamos nem perto dos tais oprimidos. Quem são eles? A definição de Freire parece ser ‘qualquer um que não seja um opressor’. Vagueza, redundâncias, tautologias, repetições sem fim provocam o tédio, não a ação.” (Rozanne Knudson, Resenha da Pedagogy of the Oppressed; Library Journal, Abril, 1971.)

    “A ‘conscientização’ é um projeto de indivíduos de classe alta dirigido à população de classe baixa. Somada a essa arrogância vem a irritação recorrente com ‘aquelas pessoas’ que teimosamente recusam a salvação tão benevolentemente oferecida: ‘Como podem ser tão cegas?’” (Peter L. Berger, Pyramids of Sacrifice, Basic Books, 1974.)

    “Alguns vêem a ‘conscientização’ quase como uma nova religião e Paulo Freire como o seu sumo sacerdote. Outros a vêem como puro vazio e Paulo Freire como o principal saco de vento.” (David Millwood, “Conscientization and What It’s All About”, New Internationalist, Junho de 1974.)

    “A Pedagogia do Oprimido não ajuda a entender nem as revoluções nem a educação em geral.” (Wayne J. Urban, “Comments on Paulo Freire”, comunicação apresentada à American Educational Studies Association em Chicago, 23 de Fevereiro de 1972.)

    “Sua aparente inabilidade de dar um passo atrás e deixar o estudante vivenciar a intuição crítica nos seus próprios termos reduziu Freire ao papel de um guru ideológico flutuando acima da prática.” (Rolland G. Paulston, “Ways of Seeing Education and Social Change in Latin America”, Latin American Research Review. Vol. 27, No. 3, 1992.)

    “Algumas pessoas que trabalharam com Freire estão começando a compreender que os métodos dele tornam possível ser crítico a respeito de tudo, menos desses métodos mesmos.” (Bruce O. Boston, “Paulo Freire”, em Stanley Grabowski, ed., Paulo Freire, Syracuse University Publications in Continuing Education, 1972.)

    Outros julgamentos do mesmo teor encontram-se na página de John Ohliger, um dos muitos devotos desiludidos (http://www.bmartin.cc/dissent/documents/Facundo/Ohliger1.html#I).

    Não há ali uma única crítica assinada por direitista ou por pessoa alheia às práticas de Freire. Só julgamentos de quem concedeu anos de vida a seguir os ensinamentos da criatura, e viu com seus própios olhos que a pedagogia do oprimido não passava, no fim das contas, de uma opressão da pedagogia.

    Não digo isso para criticar a nomeação póstuma desse personagem como “Patrono da Educação Nacional”. Ao contrário: aprovo e aplaudo calorosamente a medida. Ninguém melhor que Paulo Freire pode representar o espírito da educação petista, que deu aos nossos estudantes os últimos lugares nos testes internacionais, tirou nossas universidades da lista das melhores do mundo e reduziu para um tiquinho de nada o número de citações de trabalhos acadêmicos brasileiros em revistas científicas internacionais. Quem poderia ser contra uma decisão tão coerente com as tradições pedagógicas do partido que nos governa? Sugiro até que a cerimônia de homenagem seja presidida pelo ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, aquele que escrevia “cabeçário” em vez de “cabeçalho”, e tenha como mestre de cerimônias o principal teórico do Partido dos Trabalhadores, dr. Emir Sader, que escreve “Getúlio” com LH. A não ser que prefiram chamar logo, para alguma dessas funções, a própria presidenta Dilma Roussef, aquela que não conseguia lembrar o título do livro que tanto a havia impressionado na semana anterior, ou o ex-presidente Lula, que não lia livros porque lhe davam dor de cabeça.

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/120419dc.html

  • Um dos melhores textos que já li na vida!!!! Eu sou ferranha defensora da graduação com instrumento de formação de profesores. E vejo com certo nojo a atitude de muitos do meus colegas na universidade federal onde trabalho, principalmente o desprezo destes com a graduação. Todos os semestres é uma briga por divisão de carga horária porque 2 professores insistem que, por estarem na pós, merecem um “tratamento diferenciado”. Mas tão diferenciado ao ponto de um deles querer dar 5 aulas em 2012-2 a 20 alunos, de graduação, enquanto um outro pode ficar com 11 h e 120 alunos. É um desprezo total e absoluto destes professores pela GRADUAÇÃO, motivo aliás de ele trabalhar na universidade, já que os concursos públicos são para graduação. E é da graduação que saem os professores que lecionarão nos ensino médio e fundamental. Ora, chegamos ao absurdo de professor desprezar professores! Como você bem diz, todos educocratas com aversão à sala de aula.
    Que me batam, mas nesse aspecto, ainda sinto falta de como era no período militar/redemocratização. Entre 1980 e 1988, na Alagoas pré-Collor e ainda com forte influência do exército, os alunos podiam ser reprovados… e eram. Ora, se um aluno não estuda o suficiente e não retem o conhecimento necessário para ser aprovado, ELE TEM QUE REPROVADO. Lembro que uma vez uma professora me expôs a uma situação que segundo essa pedagogia idiota que jogaram a educação dentro, seria constrangimento. Ela me chamou e apontou um erro de português em uma redação na frente da sala inteira (ao invés de vivi eu escrevi veve). Tratei de estudar mais para não cometer erros similares. Hoje seria constrangimento… ora eu estava errado e a chamada pública serviu para me envergonhar de ter cometido a falha. Agradeço àquela professora até hoje.
    O pior é que estes alunos chegam na universidade com os mesmos hábitos do ensino médio e, pelo menos comigo, se não atingir a nota mínima (uma ridicula média 5 na UFS) o aluno VAI FICAR REPROVADO SEM CHORO NEM VELA.

  • Um outro fator importante é a ausência dos país na educação dos filhos. Na minha época, o profesor era como um segundo pai, hoje ele é visto como inimigo. Quando dei aula em uma escola privada, a mãe de um aluno reprovado veio reclamar e a diretora da instituiçao solicitou que fosse dado um jeitinho, que eu aprovasse o rapaz. Me recusei e tive meu diário alterada. Pedi demissão.
    Eu tenho colegas da universidade que receberam a visita de país de alunos que foram reprovados que tentaram convencer o professor a dar “mais uma chance” a seus filhos, ou achar um jeitinho, etc.
    São esses alunos mediocres, cotistas ou não, que estamos recebendo hoje nas universidades.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).