Para o professor, o piso. Para o promotor e o juiz, o teto.

mar 25, 2012 by     80 Comentários    Postado em: Educação

chico-anysio

Com toda pompa possível, o Governo do Estado anunciou algumas semanas atrás que irá dar um aumento percentual substancial (22,22%) no salário do professor, cumprindo o piso nacional. Com isso Pernambuco, pelo menos por enquanto, sai do patamar de pior salário médio pago aos professores no país. Fica com o segundo pior salário.

Isso significa um impacto de quase 300 milhões de reais em um ano.

Números pomposos, de um Estado que aparentemente coloca educação como prioridade.

Mas vamos ver o outro lado.

Com esse aumento no salário dos professores, estes irão ganhar pouco mais de R$ 1.524,53 por uma jornada de 200 horas. Em outras palavras, isso é o máximo que conseguem, já que com essa jornada não há tempo disponível para fazer a dupla ou tripla jornada, que é o comum para o professor não morrer de fome.

Ah! Esse valor é se tiver o curso superior completo. Aqueles que ainda possuem apenas o magistério receberão menos. Na verdade estes nem deveriam estar dando aula.

Isso é menos que 3 salários mínimos.

O esforço do Governo parece louvável, não há dúvidas. Mas indo além do que o Governo pensa ou faz, é preciso estar atento para o que ocorre ao Estado brasileiro e como a sociedade se acostumou a aberrações em nome da “legalidade” dos que deveriam zelar pela decência no trato com os gastos públicos.

Enquanto a preocupação dos Governos com a educação é não pagar menos que o piso aos professores, nas carreiras jurídicas a discussão sempre está em não pagar acima do teto.

Basta verificarmos as matérias dos jornais nos últimos anos.

De um lado professores brigando para receber um piso cujo valor é menor que a remuneração de um camelô.

Do outro promotores, juízes, parlamentares e auditores sempre se justificam com os pagamentos que são feitos tomando como base o teto do serviço público. Isso quando não acontece como agora, com promotores ganhando o Auxílio Spettus, parlamentares, promotores e desembargadores recebendo retroativos de Auxílio Moradia, em uma verdadeira farra com o dinheiro público.

E a desfaçatez é tão grande que se você conversar com algum deles a argumentação é a mesma: não somos nós que deveríamos ganhar menos, mas os professores que deveriam ganhar mais.

Como se uma coisa não tivesse relação com a outra. Como se os cofres públicos fossem um saco sem fundo.

Apesar da educação ser o tipo de situação onde é muito para quem paga e pouco para quem recebe, é preciso encontrar uma solução que coloque o setor como prioridade. Se a relação entre o maior e o menor salário não ultrapassasse uma razão de 5 ou 6 vezes, assistiríamos a uma luta gigantesca pela valorização dos professores.

E ao contrário de muitas carreiras no setor público, o professor trabalha muito. Muito mesmo. Já trabalhei na Secretaria de Educação e sou testemunha da dedicação da grande maioria.

Aumentar o salário dos professores pode até não melhorar a educação no curto prazo, mas esta falta de perspectiva salarial já comprometeu os próximos 30 anos de melhoria da educação no Brasil.

Cada vez menos jovens são atraídos pela desinteressante carreira de professor.

E eles têm razão, pois não há perspectiva de mudança neste quadro perverso. Até hoje não apareceu um Governo sequer que levasse educação a sério.

Nenhum!

Não há uma melhoria significativa sequer que possa ser comemorada. Tudo é ruim. Desde a carreira de professor até as condições de trabalho.

O inevitável resultado é a catástrofe educacional que vive o Brasil.

Já dizia o professor Raimundo, no longínquo ano de 1957: E o Salário Ó!

80 Comentários + Add Comentário

  • PIERRE, ninguém (justo e sensato) aguenta mais a sua INVEJA dos profissionais concursados das carreiras jurídicas.

    Concurso público está aí, é só estudar.

    • na verdade ninguém mais aguenta vocês, parasitas jurídicos.

      • Meu amigo, na verdade pela importância do trabalho de um magistrado e de um promotor de justiça, eles ganham até pouco, só porque os professsores são mal remunerados não devemos menosprezar as outras profissões, realmente esse tipo de comparação é inútil e só gera a discordia, e se existem juízes que trabalham pouco também é outra história, mas pela importância do cargo, lógico assim como dos professores também poderiam ser melhor remunerados!!!!

        • Quem recebe 20 mil reais não recebe apenas um “bom” salário, recebe o salário dos outros, e o artigo é ótimo porque denuncia justamente esse parasitismo.

    • Olha o raciocínio “brilhante” desse servidor.

      Quer dizer que agora o cara pra melhorar de vida TEM que prestar concurso para cargos que remunerem bem?

      Ô, meu amigo, já pensou se todos os policiais, bombeiros e professores fizessem isso? Quem ia prender bandido, apagar fogo e ensinar as crianças?

      E quem tem vocação pra ser bombeiro, professor e policial, vai ter que sair da profissão pra prestar concurso para juiz só por que paga bem?

      A reivindicação de Pierre está mais do que CORRETA e JUSTA.

      TODOS tem direito a serem bem remunerados. Profissão é profissão. Trabalho é trabalho. Depois reclamam do nível da nossa polícia.

      Pelo “brilhante” raciocínio do servidor, os melhores profissionais devem ser juízes e nenhum quer ser policial já que é mal remunerado. Então como reclamar do nível dos policiais?

      Pelo nível apurado e elevado de pensamento desse servidor, imagino por que o serviço público está do jeito que está.

    • Você quis dizer “mamadores das carreiras jurídicas”!
      A visão critica de Pierre não é preconceituosa, muito pelo contrário é bastante realista, se por acaso a situação fosse o inverso, os professores tivessem o teto e os juízes e promotores o piso?

      “Pimenta nos olhos dos outros é refresco no da gente” e a pimenta só arde nos olhos dos professores!

      Do piso ao teto, o endereço da imoralidade é a legalidade em causa própria realizada pela turma da toga.

      E a “saudade da professorinha”, só fica na sentimento da musiquinha de Ataulfo Alves, no refrão que diz: “Que saudades da professorinha que me ensinou o b a bá”, e todos lembram da profissional tão importante em nossas vidas e esquecem que ela precisa ter um excelente teto com qualidade de vida respeitada não só na lembrança, mas principalmente na valorização profissional e financeira que ela precisa.
      Brasil, um país de trouxas! de trouxas de roupa para serem lavadas…

    • Servidor publico, vá dar aulas no Estado ou na prefeitura! Se você tem filhos, coloque-os para estudar nessas escolas.

    • Que inveja? Pierre não é professor estadual. Ele está defendendo uma categoria que nada tem a ver com a carreira dele. Se informe primeiro antes de vomitar seu veneno aqui.

    • Tenho pena de vc e da sua mediocridade, estampada nesse comentário! Para seu governo, um professor tb é concursado! Um professor estuda tanto ou mais até que um profissional do setor jurídico.
      Então, se Pierre expõe de forma tão simples e brilhante o retrato atual da educação, fazendo uma comparação com os profissionais das “carreiras jurídicas” é pq está visível para todos, o disparate que é o salário e o tratamento dado a essas duas categorias de profissionais.
      Ademais, a não ser que vc tenha sido auto didata a vida inteira, vc dependeu de vários professores concursados, para está aí se “achando”…. rrsrs…
      Como dizem os mais jovens: FICADICA!!!

      • Pois, é servidora, o argumento do cara é tão obtuso que ele é incapaz de ver que foi um raro privilegiado de ter tido uma educação. E hoje, a retribuição dele é essa opinião para com os professores.

        É aquela velha história: subir nas costas dos professores para aprender e quando está em cima dá um chute na cara dos mestres.

        Grande “exemplo” de servidor!!!!! Infelizmente, é esse o padrão do serviço púbico. E não é de se espantar já que esse papo de meritocracia no serviço público brasileiro não passa de lenda urbana já que muitos passam em concurso sabe Deus como. É cada coisa que se vê no serviço público de aterrorizar a alma mais destemida. Quem vê de fora até pode pensar que é uma maravilha, mas, de dentro, a coisa é macabra.

    • Isso não e inveja. Melhor vc ter vocabulário e argumentos. Opa!! Mas isso são coisas de pessoas inteligentes, talvez não seja o seu caso, servidor público.

      • Correção: Mas isto “é” coisa. Você é burrinho e não sei como passou no concurso público. Não participe mais ou uso o “Word” para não cometer outros erros que revelam as aulas que faltou!

    • Pierre, cadê o post sobre professor prestando consultorias?

      Desapareceu…

      • Apareceu.
        É que neste modelo novo toda vez que eu coloco um post em destaque tenho que desabilitar o destaque do outro senão ele some.

    • Corruptos graduados e concursados, ainda mais na área jurídica, são mais competentes, de fato. Grande aconselhamento este!

  • Eu, formado em Letras, com Mestrado, sem dar aula na Rede Pública, ganhando muito menos do que esse piso vergonhoso aí, finalmente joguei a toalha. Cansei de ver amigos com calos nas cordas vocais (eu próprio descobri que tenho essa semana que passou), apanhando ou sofrendo humilhações em sala de aula, (um, no Rio, sofreu infarto), não somente pela falta de estrutura ou projeto pedagógico, mas principalmente pela total falta de educação familiar que essas “crianças” possuem. Acabem com os colégios, são inúteis.

    • Eu diria: acabem com as famílias, do jeito que estão hoje, são totalmente inúteis.

      O maior problema desses bandidinhos mirins são as famílias completamente incompetentes e despreparadas para dar uma educação decente.

      Pais completamente imaturos e indisciplinados geram filhos inseguros, mal educados e sem limites.

      Resultado? Esses pais, assumindo a própria incompetência, jogam os filhos de mala e cuia nas escolas na esperança de alguma alma caridosa educar os bandidinhos.

      Quem lida com pais e filhos percebe o óbvio: muitos pais hoje são mil vezes piores que os filhos. Olhando para os filhos você vê os pais no passado. Os filhos são exatamente o reflexo dos pais e do ambiente familiar. Às vezes dá até pena da criança pois além de terem tido o azar de herdarem os péssimos genes dos pais ainda tem que conviver com eles. Provavelmente serão tão problemáticos quanto os pais no futuro. Imagino para muitas crianças a tortura que é conviver com pais desequilibrados e descompensados.

      Como não existem mais valores, princípios, respeito e a disciplina foi pro ralo, tenho pena desses projetos de doidinhos que as “famílias” estão criando atualmente, pois sabemos que as famílias, por pura ignorância, podem até achar graça nos filhos maloqueiros, mas a vida é dura e não perdoa. Vão pagar pelos pais.

      • Esses pais certamente já foram crianças. Eu diria que estamos num looping e enquanto não levarem a educação básica a sério, não sairemos dele.

        • Dar este tipo de educação não é papel da escola. É papel unica e exclusivamente da FAMÍLIA.

          Sobre os salários dos professores, esse país é uma vergonha! Estamos caminhando rumo à barbárie muito rapidamente e é um caminho sem volta.

        • Esse é o X da questão.

          Pedagogos esquerdopatas morderninhos de M***A que dizem barbaridades do tipo “palmada é crime”, “não existe hierarquia vertical formal”, “o pai aprende junto com o filho, não é uma relação de comandante e subordinado”, “não se deve levantar a voz para uma criança”, “crianças pequenas não têm plena consciência do que fazem”, e nego acredita.

          Tá aí a besteira feita, agora.

          Minha mãe sempre disse: filho que não apanha da mãe hoje, vai apanhar da polícia amanhã.

          Não poderia estar mais certa.

        • Pois é, Raphael. Com criança não há negociação. Adulto manda, criança obedece.
          Quando levo meu filho ao pediatra (no meu eu mando ele obedece), vejo a diferença.
          Um monte de criança pintando e bordando e os pais adulando!! Cena patética.
          A turma acha que criar filho é fazer o que oi mesmo quer. É não deixar a criança se contrariar por nada. O resultado : Esse que vemos todos os dias.

      • Raphael falou tudo. Nós nem imaginamos o mal que esses doentes esquerdopatas já fizeram a nossa sociedade.

  • só pra não perder o costume, post brilhante.
    pra mim, nunca é demais encher o saco dos juristas, concursados e mamadores da teta estatal.

  • Belo texto, Pierre, mas me permita uma correção: as 200 horas de um vínculo não limitam a jornada dupla e até tripla. Essa é uma constatação em tom de melancolia, vivo nessa maratona. No município de Olinda, por exemplo, são seis aulas diárias, isso permite cumprir as 200 horas lecionando apenas num período, restam mais dois para o professor se enforcar. Tenho amigos com 550 horas. Isso afeta a família e a saúde do professor. Absolutamente desumano!

    PS: Em Olinda o piso não foi implantado, o prefeito Renildo Calheiros está com o mesmo discurso de Tasso Genro.

    • Caro colega. Caso seja professor do Estado, como eu, acredito que você esqueceu da aula-atividade, o que acrescenta mais 12 h/a por semana – ou 2 turnos e meio (escolas com 5 aulas diárias por turno). Sendo aassim, nas escolas onde se exige o cumprimento integral delas, o professor ficaria pelo menos, 1 turno completo e quase a metade de outro, apenas com 1 só vínculo de 200h!!!!! Como preparar aulas, corrigir atividades, planejar e executar projetos, preencher as cadernetas, atender pais, alunos com dificuldade, e como se não bastasse, inserir no SIEPE, as médias e faltas bimestrais de cada aluno!!!!!!!! (Eu, como professora de História, possuo 17 cadernetas, pelo menos 450 alunos (pois tenho turmas com mais de uma disciplina), caso não considerasse isso seriam 620 alunos no total, no mínimo! Como cumprir com suas obrigações, com compromisso e qualidade tendo mais de 1 vínculo? Não que critique quem possui, mas acredito que a qualidade do trabalho será bem menor. Dificilmente cumprimos fielmente aquilo que registramos. Mas, fazer o quê? Se é exatamente isso a que somos submetidos? Que querem que façamos?

  • Pierre, estava esperando um poste desse faz algum tempo. Acho um assunto extremamente relevante e não poderia ficar de fora, sobretudo pela sua formação. Houve, recentemente, um movimento nacional dos professores , o qual foi amplamente divulgado nas mídias. Porém, o que a imprensa mostrava nada mais era do que uma briga entre patrões (prefeitos e governadores) e empregados (professores) por melhores salários, quando na verdade essa reivindicação vai muito além de um piso salarial. Isso ficou claro quando o Sr. secretário de educação, Anderson Gomes, anunciou na imprensa que cortaria o ponto dos professores porque a greve não fazia sentido,uma vez que o Estado já havia anunciado o mísero reajuste. Da mesma forma, João da Costa tentou desmobilizar a categoria anunciando o tal reajuste ás vésperas do movimento.
    A situação educacional brasileira atual é alarmante.

    • Perfeito o primeiro tópico!!!
      Sempre me pergunto : Se bancos estatais e certas instituições como o INSS , por exemplo, seguem o mesmo padrão, porque nossos postos de saúde e escolas básicas ficam a mercê de prefeituras que os usam como bem entendem com fins eleitoreiros ? Claro que podem ficar a cargo das prefeituras desde que fossem padronizados e fiscalizados!!! Segundo : No Brasil, os gestores de educação e saúde só estão preocupados com números para mostrarem nas próximas eleições. De que adianta uma UPA atender 700 pessoas no dia se a resolutividade é baixa e as pessoas são vistas como meras máquinas na assistência técnica ?
      De que adianta a direção de uma escola manipular números para aprovarem analfabetos funcionais ??
      Não é a toa que país nórdico é país nórdico. Brasil é Brasil!!!

  • Sempre um prazer ler vosso blog.

  • Parabéns pelo post!

    Se quisermos realmente dar a este país e seus cidadãos um futuro decente, com emprego, saúde e segurança, precisamos investir em EDUCAÇÃO.

    É hora de mudar as prioridades!

  • Quando há promotores e juízes, não é? Porque aqui no interior só conhecemos por nome! A carência é imensa. Precisamos que olhem para a gente, pois estamos abandonados! Até quando?!

  • Só babacas acreditam que estamos em uma democracia. O que temos é uma nobreza sustentada pela plebe e o judiciário faz parte dessa nobreza. No sistema feudal, a nobreza fazia questão de se mostrar superior a plebe.
    No sistema brasileiro, a nobreza vende para plebe a ideia de que o plebeu é da elite. Afinal, o plebeu pode parcelar um Ipad em 15 vezes, pagando um preço superior que a maioria dos países do mundo mesmo tendo um salário medíocre. Assim ele se cala e sustenta um serviço caro e medíocre como o judiciário brasileiro.
    Ora,se o judiciário, um serviço caríssimo presta um serviço bosta, não me espanta a saúde pública e e ducação pública serem medíocres. E o cômico é que quando a plebe usa o serviço público(da educação e saúde), ainda ficam dando escândalo como se os funcionários (massacrados pela gestão medíocre) fossem os responsáveis pelo caos. Cansei de ver pobre metido a rico dando piti no serviço público. É a graça de frequentar o serviço público. KK. Se tem gente que merece respeito é profissional de saúde e educação do serviço público. pois além de trabalharem em ambientes insalubres e perigosos, muitas vezes precisam tirar do próprio bolso para conseguirem exercer a função. Enquanto isso, a mesma plebe,quando frequenta o judiciário, fica deslumbrada com o marmorezinho e ar condicionado e mesmo diante de um serviço bunda, fica com rabinho entre as pernas pois acha que o fato de um lugar ter ar condicionado é sinônimo de bom atendimento. Embora o fato é que, diante do serviço merda que presta, p judiciário é um assalto a nação.

    • Alexsandro, TODOS merecem respeito, inclusive os barnabés e mamadores parasitas, acomodados, escorados, preguiçosos, oportunistas, marajás, bon vivants, e sanguessugas do goverrno, por mais absurdo que pareça. Toda profissão deve ser valorizada.

      O que é acintoso é um juiz ganhar 10 vezes mais do que um professor e ainda querer fazer greve por que acha que é um injustiçado na vida. Classe média faz charminho por que não foi nomeado pra concurso. Filho de pobre anda 10 km com fome e em estrada de barro pra ir para escola assistir aula no chão úmido e sujo de uma sala sem luz elétrica e ainda acha bom e agradece a Deus. (isso quando tem aula e a escola não está alagada ou o teto não desabou).

      Isso é que é ultrajante num pais como o Brasil que, apesar da propaganda mentirosa do governo, é um país rico, mas majoritariamente pobre, já que a riqueza está abusivamente concentrada na mão dos Eike Batista da vida que ficam cada dia mais bilionários explorando o povo e os recursos do país em complô com os corruptos e picaretas do governo.

      E o pior é que os caras ainda criticam Pierre por ele falar umas verdades que doem aos ouvidos de muitos.

      • Sergio, concordo. Um salário de 12.000 como teto do judiciário estaria bom demais.

        • Em alguns casos, ainda seria muito!

  • Em muitos Municípios, os Juízes chegam atrasados no Tribunal, ficam uma horinha e vão embora, atrasando diversos processos por preguiça de lê-los. Já o professor, leva o trabalho pra casa, sacrificando seus feriados e finais de semana, muitas vezes, o sono.

    • Professor que faz isso é um verdadeiro otário.
      Veja, não é um professor massacrado que vai mudar todo um sistema.
      1) Não tente dar educação doméstica para os alunos. Se você fizer isso ainda vai sofrer a ira dos animais dos pais, que vão dar um piti na escola pois você “humilhou” o animalzinho.
      2) Corrigir provas ou trabalhos em casa ? Divida sua sala em jardas, com notas, Jogue tudo pra cima e dê a nota conforme a jarda que caia. Pra quê perder tempo lendo trabalho ou prova ? Se você der a nota que o animalzinho merece ainda vai ter ouvir os animais dos pais culpando você pela nota medíocre. Isso sem contar que a direção ainda vai te obrigar a passar a criatura.
      3) Não sacrifique sua voz. Quando você ficar doente, vão te substituir. Simples assim !!! E você, que sacrificou sua saúde, por um salário merda, para tentar educar a boiada simplesmente estará fora.
      4) Sociedades animalescas como a brasileira não valorizam educação. Então, não espere melhoras. Se adapte, se estresse menos que a maioria dos alunos só serão futuros plebeus alienados!!!

  • como se esse babaca que se intitula “servidor público” tivesse 1% da capacidade de Pierre.É mais um parasita mamador sustentado pelo dinheiro do nosso trabalho.

  • Parabéns, mais uma vez, Pierre, por expor aqui os dramas pelos quais passam os professores pernambucanos, e porque não dizer, brasileiros.
    Tenho jornada dupla: passei em dois concursos públicos de professores nesse estado: um em 93 e outro em 96. São 350 h.a. mensais. Numa jornada de quase 15 aulas por dia, pouco tempo me resta para conviver com a minha família, com os meus filhos.
    De todos os problemas que vc citou, acrescentaria: os problemas que um servidor do interior enfrenta para usar o plano de saúde, SASSEPE, o qual já vem mensalmente descontado em nossos contracheques, mas que não temos como usufruir dele, a menos que tenhamos dinheiro para irmos a Recife, para sermos atendidos pelos médicos daí.
    Pesquise, informe-se e poste aqui algo sobre isso, quem sabe se depois de vermos o SASSEPE sendo motivo de críticas e indagações, não haja uma moralização em seu uso e nós, servidores públicos, não possamos nos tratar de todas as enfermidades que adquirimos durante as nossas duplas jornadas?
    Um abraço.

  • Tô achando que esse “servidor” é um troll.

  • Não meu amigo, você está enganado, o juiz brasileiro é um dos mais caros do mundo, quando comparado a países europeus como Alemanha, e a produtividade uma das piores! Esse negócio de valorizar demais carreiras públicas está tirando os melhores cérebros da universidade que poderiam produzir riqueza para o país diretamente para um concurso público, no entanto a carreira mais importante no Brasil é sub valorizada e outras supervalorizadas, juízes são importantes, mas recebem um valor maior do que mereciam.

  • Do que adianta essa insatisfação toda se depois o governo cria o “Professor Conectado 2″, dá notebook para todos e uma grande parte se cala com um sorriso no rosto achando a educação top de linha? Nosso sindicato é um belo exemplo da vontade imensa de não querer essa “melhoria” para a classe ao qual “defendem”. Nós precisamos mudar nossas armas! Chorar e se lamentar não dá mais certo.

    • Esqueci: Pierre, parabéns pelo post.

    • O sindicato dos professores é do partido do governo, por isso que há dois governos de Eduardo Campos não luta por nenhuma causa dos professores.

  • O Governador toda vez que fala sobre os professores, fica nervoso e começa a enrolar. Vejam que enrolada, do governador no vídeo abaixo.
    http://www.youtube.com/watch?v=WvgXxXh4Q0Y

    • Governador, qual o impacto de teus comissionados ??? Qual o impacto pela terceirização da saúde ?
      Tá nervosinho porque é mais difícil privatizar a educação!!!

  • Pernambuco tinha o pior salário do país, agora tem o penúltimo! Parabéns Pierre, pela matéria. O auxílio alimentação não passa de R$ 160 reais. Para atingir os 25% gastos em educação em 2011, tiveram que gastar com notebooks, uma verdadeira bagunça financeira. As obras das escolas estão literalmente paradas, as 47 escolas técnicas prometidas na campanha de Eduardo Campos, só tem 1 construída e 1 com a obra parada. Muitas mentiras que vão à mídia, e o povo acredita. O professor recebe em média 2 salários mínimos, mas há quem receba menos que isso. O fardamento novamente chegou nas escolas com péssima qualidade, tecido fino novamente, provavelmente tenha mutreta na compra dos fardamentos, o kit escolar também de péssima qualidade. Na educação pública de Pernambuco, só mentiras.

    • Mar, esse é o governo da propaganda. Não espere muita coisa que fuja a isso!!!

      • Qual o impacto social gerado pela má qualidade do ensino público de PE?

  • “Professores são profissionais de alto nível, como médicos ou economistas. Eles precisam de uma sólida formação teórica e treinamento prático. Em todos os sistemas educacionais de sucesso, professores são formados em universidades de excelência e possuem mestrado. O salário dos professores deve estar no mesmo patamar de outras profissões com o mesmo nível de formação no mercado de trabalho. Também é importante que professores tenham um plano de carreira, com perspectivas de crescimento e desenvolvimento.” Pasi Sahlberg, diretor de um centro de estudos vinculado ao Ministério da Educação da Finlândia – 3º país no ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos)

    • Meu querido, não queira comparar nosso pobre, deseducado e sofrido Brasil com qualquer país escandinavo onde a taxa de analfabetismo é tecnicamente nula.

      Realmente, não dá nem pra comparar, a começar pela visão tacanha e atrasada dos nossos “gestores”.

      Veja a visão do sujeito que se identifica como servidor lá em cima, que coisa mais rudimentar, pobre e anacrônica, genuinamente tupiniquim.

      Nós estamos na pré-história da educação, da democracia, da civilização, da cidadania, da consciência política, da transparência, da accountability (prestação de contas), do controle externo (da sociedade), da justiça social, da tolerância e do entendimento, do colaboracionismo, da convivência harmoniosa, da disciplina, da paz social, da organização social e política, da representatividade política, do coletivismo, do respeito à coisa pública etc.

      Comparar Brasil com Coréia do Sul, é como comparar bijuteria safada com diamante puro de 500 quilates lapidado a laser.

      • Gabriel, se isso fosse uma comparação, estaríamos desmerecendo a Finlândia. Concorda?
        Eles começaram a investir e pensar assim nos anos 70. Ou seja, em 40 anos mudaram um quadro.
        Aqui o problema é que nem sequer chegam a pensar em mudar.
        Triste mesmo!

        Mas tá aí o governo e o povo se vangloriando de sermos a 6ª economia mundial. Viva!

        Temos dinheiro pra comprar eletrodomesticos e eletrônicos. Tb para comprar carros pelados e inseguros, financiados em 60 prestações, que no final triplicam o preço (já caro).

        Enfim, educação é só um detalhe.

  • Eu mesmo enfrento esse impasse:

    De um lado o sonho e a vocação de ser professor de História, transmitir conteúdo de forma não puramente para aprovar em processos seletivos, mas para auxiliar os estudantes a formarem suas próprias opniões, a serem cidadãos críticos.

    Do outro… O pensamento de que talvez seja melhor investir meu tempo em concursos públicos para me tornar mais um burocrata (tudo que esse país precisa é de burocratas). Salários iniciais para alguem que meramente terminou o ensino Médio acima dos 4000 reais… O pensamento de que talvez eu deva me importar mais com minha futura família do que com os meus futuros alunos e minha vocação.

    Salário justo aumentaria sim a qualidade dos professores. Bastasse pagar o mesmo que se paga a um burocrata de nível médio, já se veria uma substancial melhora em poucos anos.

    Mas a situação deplorável desse país que só melhora nas pesquisas dos políticos continua, junto com meu dilema, que não é só meu, tenho certeza.

    • Adriano, vá por mim : pense na sua futura família!!!
      Na hora em que você for ao supermercado, não levarás nada de graça se disseres :”Dou aula por vocação,uma nobre missão de formar cidadãos com senso crítico”. Isso aqui é Brasil,meu chapa. Tudo aqui é como é porque muitos ganham com isso, a despeito da plebe alienada que se contenta com bugigangas!!! E não vai mudar nem tão cedo!!

  • Os orçamentos são independentes.
    Os próprios Juízes e Promotores deliberam sobre os seus salários.
    Os professores, não.
    Essa é a bronca. Por mais que seja necessária a sanção do Executivo,
    quem estaria louco de deixar Suas Excelências tristinhas…

    • Não. Não é assim.

  • Meus caros: contra fatos não há argumentos. Dito isso, portanto, vamos aos fatos.

    1) Professor, em média, ganha mal mesmo, e isso é péssimo para a nação.

    2) O bom do ideário liberal é que cada um ganha em função de sua valia. Ser raro é condição de valia. Juiz e promotor, são poucos, são raros. Professores, são muitos. Entenderam?

    3) Concurso para carreira de ponta não é para quem quer, é para quem pode. Dito isso, todos podem tentar, mas só o 0,5% de sempre é que vai passar em concurso para a Magistratura ou o Ministério Público.

    4) Juiz e promotor, dada a importância do resultado de seu trabalho, ganham pouco. Hoje, deviam ser remunerados à base de não menos que R$ 40.000,00 mensais.

    5) A vida é assim mesmo: quem quer mais, deve tentar mais para si. Sobre isso, é péssimo que brasileiros gostem de diminuir o outro, ao invés de aumentar o seu. (ah que falta faz a ética protestante em nossas plagas). PS: não sou crente não, tá?

    6) Por fim, pela nação, lastimo a situação geral dos professores. Mas aconselho os que podem a se tornarem magistrados ou procuradores.

    Enfim, meros fatos, como eu disse.

    • “1) Professor, em média, ganha mal mesmo, e isso é péssimo para a nação.
      2) O bom do ideário liberal é que cada um ganha em função de sua valia. Ser raro é condição de valia. Juiz e promotor, são poucos, são raros. Professores, são muitos. Entenderam?”

      Pois é. Países de terceiro mundo pensam assim. Concordo e acho que essa tendencia não muda tão cedo!!

    • E o raro professor primário que tem phd? Por que não ganha mais?

    • Essa lógica deturpada é o que mantém nosso status quo.

      Você toma a raridade como condição de valia, não acho equivocado, só penso que existem muitas outras a serem levadas em conta e algumas sobram aos magísteres e faltam aos magistrados.

      Não diminuo a importância de um juiz, mas a sociedade os superestima… O que é típico da nossa cultura já que adoramos um título e nada deve inflar mais o ego dos familiares do que dizer que é parente de tão nobres funcionários do judiciário.

      40.000 de salário é de mais para qualquer servidor público… é surreal.

      Além disso seu argumento leva em conta a comparação com juízes, mas e se compararmos professores com muitos funcionários públicos de nível médio que dão suas módicas 6 horas de trabalho diárias e depois estão livres para aproveitar seu dia e o seu salário 4x maior do que o de um professor, que deve suportar todos os problemas psicológicos e físicos que a profissão pode causar e ainda levar trabalho para casa (preparar aulas, corrigir trabalhos, corrigir provas…)?

      Enquanto esse tipo de mentalidade não mudar a situação vai continuar a mesma…

  • É claro que o magistério superior tem seu mérito, mas enquanto houver um grande percentual de pessoas que assumem esses cargos com dedicação exclusiva e só comparecem ao trabalho 2 ou 3 vezes por semana, fica complicado pagar bem.
    Uma outra questão complicadíssima que deve ser enfrentada é modo de ingresso para provimento dessas vagas: é comum ainda, em faculdades de ponta, inclusive, o apadrinhamento de alunos e o direcionamento escancardos. Em um concurso aberto, apostaria que um grande percentual dos que assumiram cargos de professor não teriam sido aprovados.
    Achar que professor universitário ganha pouco no Brasil é, no mínimo, ignorância em relação ao que ocorre na Europa, por exemplo.
    Ocupantes de cargos em carreiras jurídicas assumem funções que exigem GRANDE responsabilidade.
    Cabe a cada um colocar a mão na consciência e fazer valer a remuneração que percebe do Estado.

    • Existem profissões cuja responsabilidade é maior que a de um juiz… ainda assim seus salários estão longe dos nobres magistrados…

      Médicos, Policiais entre outros têm em suas mãos uma responsabilidade muito maior e salários bem menores.

      • Não, não estão. Você desconhece a atividade de juízes e promotores, bem como a dimensão da responsabilidade, dos problemas, valores e repercussão de suas ações.

        Essa campanha de desvalorização é ridícula.

        • Concordemos em discordar…

          Não pretendo desvalorizar o ofício dos magistrados, só creio que são supervalorizados. Apenas isso.

          Até porque acho que o principal foco do post não é apenas no fato de que enquanto os juízes ganham o máximo possível, os professores não ganham nem o mínimo.

          E aproveitando suas próprias palavras: se cada um deve botar a mão na consciência e fazer valer o que ganha, os altos membros do judiciário deveriam ser workaholics e os professores deveriam apenas sentar em suas cadeiras e observar enquanto os alunos dormem, zombam uns dos outros e praticam tiro ao alvo com bolinhas de papel… Mas é de conhecimento público que muitos desses altos funcionários são relapsos e enquanto muitos professores cumprem suas funções apesar do salário de miséria.

        • Errata: “…o foco do post é…”

        • Permitam-me um breve comentário.
          Se tivéssemos uma Educação de primeira qualidade (resultante de professores bem remunerados, nem de longe os 40.000,00 sugeridos pelo iluminado lá em cima), com pessoas que absorveram estes ensinamentos. Precisaríamos de mais/menos juízes e promotores?
          Pela resposta teremos a importância de cada profissão.

  • Professores,

    Ou vocês continuam fazendo o que gostam ou se tiverem achando o salário pouco, beneficios zero e apurrinhação demais, que tal começarem a mudar o jogo?

    Tem Chesf e Petrobrás aí, com um monte de vagas. Salários excelentes.

    • Trabalhar sem condições, em locais insalubres e sem condição financeira de se atualizar de forma alguma é amor a profissão. É ser otário. Só que talvez professor seja gente e tem contas a pagar. Talvez por isso se submetam a tamanha de mediocridade de salário e condições de trabalho. Quando analisamos o serviço público como um todo, é absurdo um magistrado receber 25000 e um professor 1500. Tanto é absurdo que não vejo magistrado algum colocar o filhinho em escola pública. Conhecendo seu histórico aqui no blog, espero que seja uma ironia!!!!

    • Acredito que seja ironia também… Só pode…

    • E os seus filhos irão estudar na Suécia, Noruega? Quem daria aulas para eles tornarem-se melhores e mais inteligentes que você?
      Pense mais antes de propor bobagens. Seus filhos podem estar vendo você digitar estas besteiras.

  • Outro dia, conversando com nossos colegas, percebi que o problema sobre a remuneração das carreiras jurídicas residiria sobre a falta de parâmetro para pesar o valor dessa: qual o valor da hora de trabalho de um juiz ou promotor, ou advogado público?

    Enquanto todas as demais carreiras no Estado, e fora dele, possuem por parâmetro remuneratório o valor da hora de trabalho multiplicado pela quantidade de horas de trabalho semanal/mensal, em regra, as carreiras ditas jurídicas não parecem não o possuir. Ao menos, eu desconheço esse tipo de parâmetro, já que nos editais dos concursos ele não consta explicitamente.

    Meu problema para o caso é: sem um parâmetro remuneratório claro, determinado, qualquer discurso é válido para criticar essas carreiras ditas jurídicas. Tanto criticar para defender quanto para atacar.

    Para mim, se eu ganho R$ 12,79 a hora de trabalho (considerando uma jornada de 220h mensais), é mais fácil brigar pelo aumento real salarial, porque eu sei o valor que o mercado paga pelo meu trabalho. Um professor universitário, empregado e horista, no mercado privado ganha em média R$ 16 reais (considerando uma jornada de 84h mensais). Porporcionalmente, ele trabalha menos e ganha mais do que eu ganho. E tanto ele quanto eu temos controle de jornada.

    Agora, qual é a jornada de um magistrado, promotor, advogado público? Possuem controle de jornada?

    Acho que esse tópico já apareceu no Acerto de Contas.

    • O caso dos PROFESSORES: enquanto não houver condições e salários para a carreira atrair os melhores, dificilmente esse estado de coisa muda.Não adianta apontar essa ou aquela carreira como privilegiada; tem é de lutar pela melhoria da categoria de professor (e nem pensem que é fazendo greves todos os anos que vai mudar).

      Daqui a pouco o poder público estará pagando o teto para manter engenheiros, por exemplo.

      O próprio aluno tem de lutar pelo ensino. Há alguns anos, saiu reportagem em revista semanal dizendo que o ensino público estadual em São Paulo tinha melhorado porque a classe média, em crise, tinha partido para os colégios públicos – entrando uma mentalidade mais esclarecida e que exigia mais qualidade.

      Salvo engano, nos EUA já existem programas em que brilhantes alunos, recém-formados das faculdades, até de outras carreiras, dão aulas por um ano. O contato com alguém com conhecimento e a comparação com, mais das vezes, um professor mal preparado e desmotivado já ativa o aluno a requerer o melhor sempre.

      Sobre produtividade, áreas como a jurídica não necessariamente podem ser aferidas de forma correta. Não dá para dizer que um juiz que passe a tarde no fórum seja mais produtivo.

      Verdade, contudo, é que se houvesse menos preguiça, menos despreparo (principalmente na área estadual) e menos boçalidade, muito da demora cairia. Via de regra, o servidor não atende bem, o promotor é mero acessório e o juiz não está nem aí.

      • Pois é , SPC. Mas os EUA são o grande Satã. Certamente eles estão errados e nós, como nossos sacro salvadores é que estamos certos.

      • Concordo com você… O sem número de alunos talentosos que decidem entrar para burocracia é grande fator para essa desvalorização da classe (e não é culpa deles).

        Só discordo um pouco quanto a aferição da produtividade no judiciário, embora concorde que, como deveria ser em todas as áreas, ela não seja muito exata. Deveria sim haver gerência, fiscalização… Não dá pra garantir que um juiz que passe a tarde no fórum seja mais produtivo, verdade, mas se tal raciocínio é verdadeiro o juiz que mal aparece ou só passa para dar um “alô!” tende a produzir bem menos. Essa falta de compromisso também afeta a área da licenciatura: Tive uma professora da UFPE que só foi dar 8 aulas em todo o semestre, se valendo da impunidade que é praga no serviço público.

        Concordo também que os professores sozinhos não vão mudar nada, greves todos os anos podem garantir apenas aumentos tímidos em salários muito parcos, mas não vão reverter a situação. Acredito, como você, que a sociedade pode mudar isso (não se valendo apenas do sufrágio universal, mas da capacidade de se mobilizar e cobrar efetivamente), mas sou cético quanto a NOSSA sociedade. É mais cômodo simplesmente taxarmos professor como uma “profissão de gente com a corda no pescoço” e simplesmente encorajarmos as carreiras públicas. Não acho isso errado, de fato vale mais a pena ser funcionário público mesmo… Só acho que devemos iniciar a mudança de agora. Ser professor pode não valer a pena para nós, mas pode ser uma profissão de salário justo no futuro.

  • TUDO BEM QUE O PROMOTOR E O JUIZ GANHE BEM.. PORÉM TEM QUE MOSTRAR SERVIÇO!! NUM É POR QUE PASSOU NUM CONCURSO DIFICIL QUE TÁ COM A VIDA GANHA E TRABALHA A HORA QUE QUER..!! A IMPRESSÃO QUE DÁ É ESSA , POIS VEJO MUITO DESSAS PESSOAS COM AGINDO COM CERTA SOBERBA E, AS VEZES ATÉ COM ARROGÂNCIA POR CAUSA DO SEU STATUS.

    O MINISTÉRIO PÚBLICO COMEÇOU A CRESCER DEPOIS DA CONSTITUIÇÃO DE 88 , POIS ANOS DEPOIS DO SURGIMENTO DA CONSTIRUIÇÃO OS MEMBROS DO MP CONSEGUIRAM A TÃO QUESTIONADA EQUIPARAÇÃO SALARIAL COM OS MAGISTRADOS.. DEPOIS DESSE EPISÓDIO MUITOS MEMBROS DEIXARAM DE SER MILITANTES EM PROL DA SOCIEDADE PARA SE TORNAREM MEROS INSTRUMENTOS DE FORMALIDADE, FAZENDO SEMPRE O “FEIJÃO COM ARROZ” POR ACHAREM QUE ESTÃO COM A VIDA GANHA E NÃO QUEREREM PEGAR EM BRONCA. ALIÁS, O MP ULTIMAMENTE É TÃO “CARA DE PAU” QUE APROVOU O MAIOR AUXILIO-ALIMENTAÇÃO DO ESTADO, MESMO A INSTITUIÇÃO TENDO UMA CARÊNCIA ENORME DE SERVIDORES E PROMOTORES.. E TENDO BEM MENOS $$$ EM CAIXA QUE O JUDICIÁRIO, MAS POUCO SE IMPORTARAM COM ISSO.., O QUE FIZERAM FOI RASPAR A “PANELA” SÓ PARA AGRADAR SEUS PUPILOS.. OU SEJA, SE TORNOU UMA INSTITUIÇÃO POLÍTICA E MAIS PRIVADA DO QUE PÚBLICA!!

    NÃO TOU NEM QUESTIONANDO O SALÁRIO DESSAS AUTORIDADES E, SIM O COMPROMETIMENTO COM O TRABALHO!! PQ TEM MUITOS QUE ESTÃO SÓ “MAMANDO” NAS TETAS DO ESTADO E PRIUUU.. O RESTO QUE SE DANE!!
    ESPERO QUE O ‘CNJ’ E O ‘CNMP’ PEGUEM NO PÉ DESSES ÓRGÃOS ATÉ PRA VER SE ESSA JUSTIÇA ANDA MAIS RÁPIDO!! E FISCALIZEM ATÉ O FISCALIZADOR MP!!

  • TUDO BEM QUE O PROMOTOR E O JUIZ GANHE BEM.. PORÉM TEM QUE MOSTRAR SERVIÇO!! NUM É POR QUE PASSOU NUM CONCURSO DIFICIL QUE TÁ COM A VIDA GANHA E TRABALHA A HORA QUE QUER..!! A IMPRESSÃO QUE DÁ É ESSA , POIS VEJO MUITO DESSAS PESSOAS AGINDO COM CERTA SOBERBA E, AS VEZES ATÉ COM ARROGÂNCIA POR CAUSA DO SEU STATUS.

    O MINISTÉRIO PÚBLICO POR EXEMPLO_ COMEÇOU A CRESCER DEPOIS DA CONSTITUIÇÃO DE 88 , POIS ANOS DEPOIS DO SURGIMENTO DA CONSTIRUIÇÃO OS MEMBROS DO MP CONSEGUIRAM A TÃO QUESTIONADA EQUIPARAÇÃO SALARIAL COM OS MAGISTRADOS.. DEPOIS DESSE EPISÓDIO MUITOS MEMBROS DEIXARAM DE SER MILITANTES EM PROL DA SOCIEDADE PARA SE TORNAREM MEROS INSTRUMENTOS DE FORMALIDADE, FAZENDO SEMPRE O “FEIJÃO COM ARROZ” POR ACHAREM QUE ESTÃO COM A VIDA GANHA E NÃO QUEREREM PEGAR EM BRONCA. ALIÁS, O MP ULTIMAMENTE É TÃO “CARA DE PAU” QUE APROVOU O MAIOR AUXILIO-ALIMENTAÇÃO DO ESTADO, MESMO A INSTITUIÇÃO TENDO UMA CARÊNCIA ENORME DE SERVIDORES E PROMOTORES.. E TENDO BEM MENOS $$$ EM CAIXA QUE O JUDICIÁRIO, MAS POUCO SE IMPORTARAM COM ISSO.., O QUE FIZERAM FOI RASPAR A “PANELA” SÓ PARA AGRADAR SEUS PUPILOS.. OU SEJA, SE TORNOU UMA INSTITUIÇÃO POLÍTICA E MAIS PRIVADA DO QUE PÚBLICA!! ESSE TIPO DE MENTALIDADE É UM PROBLEMA ATÉ PARA POPULAÇÃO, POIS ESTAMOS NAS MÃOS DESSAS PESSOAS.

    NÃO TOU NEM QUESTIONANDO O SALÁRIO DESSAS AUTORIDADES E, SIM O COMPROMETIMENTO COM O TRABALHO!! PQ TEM MUITOS QUE ESTÃO SÓ “MAMANDO” NAS TETAS DO ESTADO E PRIUUU.. O RESTO QUE SE DANE!!
    ESPERO QUE O ‘CNJ’ E O ‘CNMP’ PEGUEM NO PÉ DESSES ÓRGÃOS ATÉ PRA VER SE ESSA JUSTIÇA ANDA MAIS RÁPIDO!! E FISCALIZEM ATÉ O FISCALIZADOR MP!!

  • Desculpem-me a franqueza, mas que post ridículo!
    Aprecio as matérias desse blog, tanto que o acesso frequentemente, mas não posso concordar com esse raciocínio que, nas entrelinhas, diz que o juiz não merece o salário que ganha, sendo o mesmo equivalente ao de executivos de empresas privadas. Será que quem tem por missão julgar questões relacionadas à liberdade e ao patrimônio das pessoas não merece ganhar o que um executivo percebe como remuneração? Como atrair bons profissionais com salários aviltados? Além disso, dizer que juiz não trabalha ou trabalha pouco é desconhecer, por completo, a realidade do Poder Judiciário brasileiro.
    É lógico que um professor recebe muito menos do que merece, mas não é desmerecendo o justo subsídio pago aos magistrados que a situação do professor será resolvida. Querem nivelar por baixo???

    • Acho que o que o post questiona é o porque de para algumas profissões os salários se nivelam por cima (pelo teto) enquanto o professor tem que lutar para ganhar o mínimo previsto na lei para a classe (piso) e esse questionamento é sim muito válido.

  • Parabéns Pierre!!!
    Sem professores não haveriam advogados, juízes, promotores, concurseiros….

  • As carreiras típicas de estado têm seus cargos ocupados por pessoas que deram MUITO duro para ingressar no serviço público, em sua maioria.
    Fato: o nível de dificuldade em um concurso para professores da rede pública é baixíssimo, o que faz com que nivele por baixo, sim, os ocupantes destes cargos.
    Não é à toa que o serviço público tem recrutado pessoas, em cargos melhor remunerados, que estudaram nas melhores escolas e universidades do país.
    Deve haver controle e meritocracia! Professores apaixonados pela profissão e que querem se especializar devem ser valorizados.
    Servidores e membros de poder bem remunerados que não trabalham têm que ser demitidos. Vitaliciedade é uma estupidez, assim como dar a professores vínculo estatutário.
    Fato: deve-se rever, profundamente, a bandalheira que foi instituída com a promulgação dessa CR/88.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).