Para professor enrolão, seminário é a solução

ago 27, 2009 by     107 Comentários    Postado em: Educação

girafales

Fui estudante de graduação entre os anos de 1990 e 1994, e um dia desses estava me lembrando dos seminários que tive que apresentar em sala de aula. Lembro-me com detalhes, pois isso aconteceu em apenas duas ocasiões.

Semestre passado perguntei a um formando do mesmo curso, qual teria sido a quantidade de seminários, e este me confidenciou que não sabia ao certo. Encontrou-me posteriormente, e disse que foi contar, e que teria apresentado por volta de 40 seminários. Em algumas disciplinas chegou a apresentar 3 trabalhos, em um mesmo semestre.

É preciso pensar com cuidado o que isso significa. E principalmente em que momento esta virada aconteceu com tanta força.

É inegável que um bom trabalho de pesquisa com apresentação pode agregar muito valor ao aluno, tanto em relação ao aprendizado quanto ao desenvolvimento pessoal, já que no cotidiano profissional será necessário fazer apresentações em público.

Mas quando observamos que em grande parte das disciplinas os conteúdos são ministrados por estudantes, alguma coisa está errada.

Em algumas disciplinas é normal a apresentação e orientação de trabalhos, como por exemplo, as disciplinas de Metodologia, ou mesmo de pesquisa. Em outros casos são seminários para conclusão, com poucas horas-aula, justificando pela motivação que pode gerar nos alunos, além do conteúdo que pode ser trabalhado.

Mas o que dizer quando são disciplinas teóricas, do tronco principal da grade de ensino, com mais da metade da carga horária sendo de seminários? Ou ainda quando o próprio livro-texto é dividido entre os alunos para que estes apresentem o conteúdo?

Um aluno de direito me relatou o caso de um professor de Processo Civil que chegou no primeiro dia de aula com o código, dividiu o mesmo em capítulos, e avisou aos alunos que a partir da próxima aula seriam chamados em ordem alfabética para apresentarem o texto durante as duas horas.

Uma parte dos professores acredita que o aluno pode ter um bom desempenho na apresentação de seminários, mas para outra parte, o seminário “comendo” parte significativa das horas-aula de uma disciplina é apenas um pretexto para esconder sua incompetência em desenvolver 60 horas-aula de estudo por completo.

A verdade é que uma parte dos professores se esconde terceirizando suas aulas aos alunos, até porque não têm leitura e didática suficientes para enfrentar 60/70 alunos durante o semestre inteiro.

Outros acabam repassando a forma de ensinar nos programas de pós-graduação, onde a dinâmica é totalmente diferente, e pouco se importam se os estudantes estão ou não aprendendo o conteúdo obrigatório.

Nos cursos de administração e direito a situação é mais dramática, pois no país houve grande expansão do número de faculdades e alunos, sem que a formação de professores acompanhasse este ritmo.

Por exemplo, há 15 anos eram 5 mil professores de administração no Brasil. Hoje existem por volta de 30 mil profissionais. É simplesmente impossível multiplicar por 6 o número de bons profissionais em tão pouco tempo. O resultado está aí.

Como as Federais possuem pacotes mais atrativos (salário e estabilidade), é natural que consigam os melhores professores, mas o que dizer no caso das demais?

E se para o aluno que perguntei, os 40 seminários apresentados por ele foram em uma Universidade Federal, o que dizer do restante das instituições?

Como sou um professor “antiquado”, utilizo minhas 60 horas da melhor forma possível, dando todas as aulas e aplicando as provas, pois ainda não consegui encontrar um método mais adequado de avaliação. Mesmo reconhecendo que o mundo está mudando rapidamente, e que será preciso uma nova metodologia, ainda não mudei minha forma de ensinar.

Talvez o errado seja eu.

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* Post publicado originalmente às 23h55 de ontem.

107 Comentários + Add Comentário

  • Bem analisando o texto e comparando com a minha rotina na minha FACULDADEZINHA, particular e que anda em bastante evidência ultimamente. Acredito que posso considerar que estou bem. O aluno citado acima apresentou cerca de 40 seminários durante todo o curso, tratando-se de ADM, são 4 anos cursando, logo uma média de 10 seminários por ano. Eu me encontro cursando o segundo ano de direito e apenas apresentei dois seminários.

    • Dani, você faz Direito e não sabe regras de pontuação?

      • Parabéns, Maria. Você acabou de contribuir com um comentário muito bem fundamentado, que levou em consideração o ponto que se quis mostrar no comentário anterior.

        Porque o requisito maior pra ser um estudante competente de Direito é saber todas as regras de pontuação. É isso aí!

      • Observação no mínimo infeliz. Incrível a falta de educação das pessoas

  • Pierre, talvez alguns desses professores já tenham notado que seus alunos fazem um trabalho melhor do que eles…

    • Ha Ha Ha,

      Deve ser isso mesmo Rodolfo, afinal entre seminário de aluno e leitores de transparência…

      O pior é que as notas de seminário geralmente são em grupo, o que cria uma geração de “arregões” que nunca fizeram um mísero trabalho individual.

    • Realmente, concordo com vocês. Estou fazendo especialização numa universidade pública, e o que tenho constatado é que os meus amigos de sala, os quais são professores; são melhores que os doutores e PHDs que nos ministram aulas. Mestres que se escondem por trás de títulos, mas que não possuem didática, apenas teorias ocas, com aulas enfadonhas e ao estilo “embromation”.Nem bem começam as aulas, jogam seminários, os quais no meu caso, todos ministrados em lingua inglesa.Aí o tal mestre, que gosta de formar discípulos puxa-sacos, logicamente expressa sua preferência por esse , ou tal aluno, o qual já fora seu discípulo na graduação.
      Falando nisso, vamos sugerir uma reportagem sobre o assunto nas revistas semanais, tais como, veja, época etc…
      E meus parabéns ao professor “antiquado.” Será?

  • Vocês comentaram muito pouco os efeitos de uma possível candidatura Marina aqui em Pernambuco. O que acham Marco e Pierre?

    http://www.horoscopo.blogspot.com

  • Pierre,
    Apoiado!! Essa abordagem em relação aos novos métodos pedagógicos que leva a uma desvalorização das aulas expositivas muitas vezes se constitui como uma justificativa para os professores enrolões que não gostam de ensinar com seriedade. Esse tipo de “docente” tem os alunos à sua disposição para trabalhar em seu lugar, acomodando-se à sua falta de embasamento teórico para a ministração dos conteúdos. O seminário é bom, desde que se constitua como atividade COMPLEMENTAR (de acordo com a natureza da disciplina), e não pretexto para aqueles que se dizem “docentes modernos”, os quais deveriam, na verdade, procurar exercer outra atividade, porque: PROFESSOR TEM QUE ENSINAR!!

  • E temos que considerar também que muitos “doutores” que dão aulas, só estão esperando o tempo para aposentar-se e muitas vezes ensinam sem motivação, sem entusiasmo e já entram em sala com o intuito de sair, e se fosse por eles não via a cara dos alunos, aquele tipo “semi-Deus” ou “PhDeus”. Existe também aqueles que não se enquadram na categoria dos que estão pra se aposentar, ao contrário, novos na universidade, estão se acomodando pois já conseguiram um emprego federal (grande coisa….) se acomodam, dão a mesma aula a cada semestre……o mesmo exercício…uma mesmice…..alguns priorizam a aula do mestrado profissional, tá pouco se lixando para a graduação……outros lêem powerpoint a aula toda, sem didática nenhuma, uma amiga disse-me que à noite, se a aula não for boa, olhar pro powerpoit dá sono, se fosse pra ler os slides mandava pro e-mail……são os enrolões.
    Considero que os seminários têm seus objetivos didáticos quando bem empregados.

  • Falta meritocracia e profissionalismo na universidade. Professor acomodado virou clichê.

    • Amigo….vc comentou as 04:52 da manhã?…Nossa….ou vc não dorme, ou eh viciado no blog….ou então acorda cedo meeeeeeeeeesmo…hehehe….abraços.

  • Retroprojetor, sem ele a UFPE não seria UFPE.

  • Pierre,
    &*&& *&&&, sim, ele mesmo, fez isto conosco quando “ministrou” a disciplina “Gerencia e Consultoria Organizacional”. Não lembro o ano, mas acho que foi em 2000 ou 2001, no curso de administração.
    Dividiu a ementa da disciplina pela quantidade de aula e “nós” que iamos lá na frente dar a aula.
    1º exercicio capitulos de 1 a 5, 2º exercicio capitulos de 6 a 10. Prova final, o óbvio, todo o assunto, bastando apenas que nós fizessemos um pequeno resumo “decobeba” com palavras chave de cada tópico para desenvolver as respostas da prova.
    SITUAÇÃO FINAL: “Aprovado”.

    • Caio! Que boa lembrança! Foi isso mesmo! Um horror! O ideal seria que o salário do professor fosse partilhado com os alunos…

  • Muito bom. Este post deve ser fixado nas paredes das faculdades. Vai deixar muita gente envergonhada. Gostaria de comentar a opinião de “mar”, acima.
    Digo o que já disse antes. Acho um despropósito a existência dos cursos profissionalizantes em universidades públicas e gratúitas. Não sou versado no assunto, mas acho que é ilegal um professor com dedicação exclusiva dar aulas em um mestrado profissionalizante. No caso, esses professores recebem, em minha opinião – se eu estiver errado, por favor me informem – duas vezes: o salário que têm direito pelo concurso que fizeram e um complemento de renda. E pior, utilizam as instalações de uma universidade pública e gratúita para receber este trocado a mais por cursos pagos. Se esta é, como penso, uma prática ilegal, até quando ela será mantida? Em que esta prática difere das tais sucumbências que alguns advogados públicos recebem?

  • Pierre,

    Isso só me lembra de uma disciplina que cursei na FDR, em que o professor era tão ruim, mas tão ruim, que em um dado momento eu e mais alguns colegas chegamos para ele propondo que a gente apresentasse o resto da matéria em seminários – que não valiam nota, diga-se de passagem -, para ver se melhorava o “nível das aulas”. Nesse caso, até que funcionou.

    Mas concordo com você, é uma prática absurda. E o que é pior, como normalmente o seminário substitui a prova escrita, quem não está apresentando o seminário termina sem estudar o assunto que foi apresentado pelos colegas – independente da qualidade das apresentações e do absurdo em si que é essa “terceirização” da aula.

  • Já vi muitos professores passar a responsabilidade de dar aula aos alunos através de seminários.

    Eu mesmo, que ainda não concluir estou no último ano, já tive no mínimo 4 professores que fizeram dos alunos os professores da sala de aula. Sem falar que um deles foi meu “professor” por duas vezes.

    Já paguei uma disciplina com você Pierre (Adm. Financeira 1) e foi a disciplina que mais agregou conhecimento.

    Acredito que a metodologia depende da disciplina que o professor leciona, no seu caso e para essa cadeira não acredito que esteja nem um pouco ultrapassado.

  • Falando nisso Pierre, tem uma professora esse semestre em Administração q tá ministrando pela primeira vez uma cadeira. E ela simplesmente resolveu não dar aula. Até agora ela só deu duas aulas: a de apresentação da cadeira e a segunda, o resto é seminário. E olhe que ela é bem capaz, doutora e tals, antiquissima no Centro. E a cadeira que ela dá, na minha opinião, deveria ser em formato de debate, trazendo a experiência dos alunos e mixando com a teoria, que é maior do que eu pensava.

    Enfim, gosto de apresentar seminário, tenho facilidade pra falar em público, mas muitos alunos são fracos pra isso, o que compromete a qualidade do assunto discutido. E assim cadeiras excelentes são perdidas por causa de alunos e professores.

    • Sei quem é a professora! hahahaa

      É de uma cadeira do 6º período, eu acho.

      Se for quem estou pensando… sem comentários para ela… Uma negação.

    • Luciano, a carga “tributária”, digo, trabalhista anda por demais apertada… Os professores precisam descansar…
      rsrs

    • Ela também é minha professora desse período. Teremos que aprensentar 3 semenários, absurdo.

      • ahh

        não é de Tributária nem trabalhista.
        ela gosta de “Decidir” mesmo.
        o Giovanni acertou, é do 6º período. :P

    • Acho q eh a mesmo prof. que esta com o 6º periodo de Secretariado.
      Ela dividiu a sala em grupos, e cada qual terá que apresentar 4 seminários durante o período.
      Boa parte da turma “se revoltou” e foi falar com ela que ninguém tava disposto a apresentar vários seminários numa única disciplina (até pq É ELA quem recebe salário para dar aula). Ela nos respondeu que ela aplica essa mesma metodologia em TODAS suas turmas, e que a nossa era a única que estava reclamando…
      Pode uma coisa dessas???

  • Esses professores que repassam a responsabilidade do conteúdo da aula p/ alguns alunos através de seminários acabam prejudicando os demais. Os alunos entendem a atividade como algo p/ conseguir aprovação e mais nada. O conteúdo é copiar-colar-decorar, sendo o conhecimento agregado mínimo. Talvez com relação às provas tb seja a mesma coisa, mas ao menos cada aluno é responsável individual por seu estudo. Quando um grupo não comprometido apresenta um conteúdo ainda não dado em sala de aula, prejudica o aprendizado dos demais. É uma minoria nas faculdades os alunos que realmente apresentam seminários com um bom trabalho de pesquisa, agregando conhecimento p/ ele mesmo e p/ turma toda.

    Na Fcap/UPE perdi as contas de quantos trabalhos tive que apresentar no lugar de professores, e nesse semestre tem mais. Já tem dois marcados, com tema e data definidos. Em algumas cadeiras, o pessoal teve dificuldades em assimilar determinados assuntos de natureza…complicada, pois o professor responsável não deu aula e repassou essa função p/ turma.

  • Ótima colocação, Pierre.
    Na UFPE, principalmente nos cursos da noite, ainda acontece isso em larga escala. Podiam, pelo menos, ratear o salário deles com os alunos que, despreparados, são os que dão aulas.

    • Boa ideia! Mas pode ser retroativo?

      Se não, já perdi um dinheiro besta!

      kkkkkkkk

      • kkkkkkkkkkkkkkkkk Muita boa essa sua colocação Giovanni.

  • A educação foi banalizada. A começar pelo exemplo. Sugiro a leitura de “A celebração da ignorância é um insulto aos pobres que estudam”

    “Povo é com ele, gabou-se outra vez nesta terça-feira. No meio da aula, Lula recomendou o estudo de português. ”É muito importante para as crianças não falarem menas laranjas, como eu”, exemplificou. Mas não tão importante assim: ”Às vezes, o português correto as pessoas nem entendem. Entendem o menas que eu falo”.

    Mesmo os que não se expressam corretamente entendem quem fala menos. Não falta inteligência ao povo. Falta escola. Falta educação. Falta gente letrada com disposição e coragem para corrigir erros cometidos por adultos que nasceram pobres. Lula deixou de dizer menas quando alguém lhe ensinou que a palavra não existe. O exemplo que invocou foi apenas outra esperteza”.

    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/a-celebracao-da-ignorancia-e-um-insulto-aos-pobres-que-estudam/

  • Mais, especificamente, ao post “Para professor enrolão, seminário é a solução” concordo em muitas questões colocadas. Sem esquecer que:

    1. CONTRATAÇÃO DE PROFESSORES: O mau profissional de educação hoje nas univerisidades, de regra geral, passa por concurso público onde é avalidao por prova de títulos, prova escrita, e por uma banca de especialistas na prova didática;

    2. COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA – A aprovação do Programa da Disciplina (conteúdo programático, método, estratégia, didática, etc) de qualquer professor universitário precede (ou deveria) de um Plano de Curso semestral que é aprovado pelas coordenações dos cursos;

    3. DEFINIÇÃO DE SEMINÁRIO: Segundo Juan Bordenave: “A palavra seminário tem a mesma etimologia de semente, o que parece indicar que o seminário deve ser uma ocasião de semear idéias ou de favorecer a sua germinação”. Talvez seja por esta razão que nas Universidades o seminário constitui, em geral, não uma ocasião de mera informação, mas uma fonte de pesquisas e de procura de novas soluções para os problemas. Basicamente o seminário é um grupo de pessoas que se reúnem com o propósito de estudar um tema sob a direção de um professor ou autoridade na matéria. A sua finalidade é:
    - identificar problemas
    - examinar os seus diversos aspectos
    - levantar informações pertinentes
    - apresentar os resultados aos demais membros do grupo
    - receber comentários, críticas e sugestões dos alunos e do professor. No seminário os alunos são os agentes da sua própria aprendizagem.

    CONCLUSÃO: O que fica claro a partir do post é que as universidades passam por uma crise de qualidade na gestão do ensino. O professor enrolão esconde sua incompetência aplicando “Seminários”. E o Coordenador do Curso , o Pró-Reitor de Ensino, responsáveis diretos pelo corpo docente? Onde e como escondem suas incompetências???

  • Pierre, você como coordenador do curso de administração da UFPE, deve ter o conhecimento de que em muitas, eu disse muitas, cadeiras o seminário compõe,por várias vezes, a segunda nota do aluno, ou seja, os professores dão aula, fazem a primeira prova e na segunda avaliação “enrolam” pedindo a apresentação de trabalhos em grupo. Claro que existem as exceções, pois algumas disciplinas exigem uma pesquisa “apurada”, e o trabalho até mesmo colabora para um maior conhecimento acerca do tema proposto, no entanto, na maior parte das vezes, esses seminários são um “alívio” para os alunos que temem as segundas avaliações, e para os professores ,que por sua vez, não terão a obrigação de corrigir aquela quantidade de provas. Ah, vale ressaltar que existem professores que nem “sequer” cobram a chamada “parte escrita”, quando pedem apresentações de seminários. Aí vira tudo uma festa… os alunos fazem simples apresentações em power point (pois em data show só quando o professor exige) e no final do período aquelas notas baixas da primeira avaliação são compensadas com notas acima de 8,0 dos seminários.
    Não vou citar nomes, mas o único professor que eu vi fazer seminários realmente complicados, fazer perguntas, e assim exigir um nível de conhecimento adequado à uma turma de graduação, é aquele temido professor de S.I. que você conhece muito bem, esse sim está de parabéns, mas isso não significa que eu não tenha suado frio (literalmente) durante a apresentação do meu seminário. (risos)
    Enfim, não acho uma má idéia essas apresentaçãoes de seminário, mas só é bom quando realmente o tema vale a pena, pois eu posso dizer de “carteirinha” que nesses 4 anos e meio de administração na UFPE, perdi as contas de quantos seminários sobre liderança, por exemplo, eu assisti e/ou apresentei, e me digam isso colabora para o nosso crescimento como profissionais? (detalhe: existem alunos que guardam os trabalhos e os utilizam nos períodos seguintes, pois sabem que os temas se repetem)
    Acho que o plano de aulas deveria ser revisto, principalmente nas disciplinas que são apenas “teoria”, pois muitos dos professores, principalmente os que não são titulares, não se importam muito com aprendizado, e querem sim cumprir sua carga horária e muitas vezes acabar o período antes de todo mundo e para isso usam os seminários para acelerar esse processo.

    Abraços.

  • Pierre,

    “Como sou um professor “antiquado”, utilizo minhas 60 horas da melhor forma possível, dando todas as aulas e aplicando as provas, pois ainda não consegui encontrar um método mais adequado de avaliação. Mesmo reconhecendo que o mundo está mudando rapidamente, e que será preciso uma nova metodologia, ainda não mudei minha forma de ensinar.
    Talvez o errado seja eu.”

    Não, vc não é antiquado. Nem está errado.

    Antiquados são os professores que acham que uma técnica, neste caso o seminário, vai garantir a aprendizagem. Isso se chama (em pedagoguês) de “tecnicismo”: a crença de que as técnicas garantem a aprendizagem, colocando-as como o centro do processo. Nada mais ultrapassado.

    As técnicas de ensino apoiam o processo de ensino-aprendizagem, mas não garantem nada por si mesmas. A intervenção pedagógica do professor é fundamental em qualquer prática de ensino, inclusive na educação a distância.

    • Falou e disse!

      Concordo contigo Amanda, mesmo não sendo pedagogo como você.

      Apesar do meu limitado conhecimento sobre a pedagogia, já senti na pele e já vi muitas pessoas sentirem na pele que essa técnica por si só não garante a aprendizagem.

      • Pois é, Giovanni.

        Eu também já tive desses professores seminaristas, e o que os caracteriza é o despreparo e a preguiça. Todo professor preguiçoso e/ou despreparado quer dividir a responsabilidade de seu fracasso com os estudantes atoloando-os com seminários.

        Isso é inadmissível.

        E também não dá para usar a desculpa de que “os estudantes devem ser protagonistas”. Ora, é claro que os estudantes devem ser protagonistas de sua aprendizagem, mas isso só é possível com uma prática pedagógica bem planejada e orientada pelo professor. Se o professor não orienta, não trabalha os conteúdos, não dá o ponto de partida para que o aluno desenvolva sua aprendizagem, o que acontece é o protagonismo do fracasso didático: o professor finge que ensina e o aluno se vira pra fazer milagre sem ter as bases necessárias que o professor deixou de oferecer.

        Ninguém aprende por osmose. É necessária a intervenção didática. Mesmo o autodidata não aprende por osmose; ele tem um perfil cognitivo que já traz embutido uma espécie de “tratamento didático da informação”, o que lhe permite aprender sozinho já que seu modo de pensar traz uma estratégia “epistemológica” embutida. Isso pode até ser genético, mas não é regra para todo mundo. A maioria das pessoas não é autodidata, e mesmo o autodidata aprende melhor quando conta com um orientador experiente e comprometido.

        O professor deve esperar do aluno a disponibilidade para aprender, mas o aluno também deve esperar do professor a disponibilidade para ensinar e orientar.

        O professor quer passar seminários em série? Ótimo. Mas que se disponha a ter o trabalho de atender CADA GRUPO DE ALUNOS em separado para orientar-lhes em TODO o processo de construçào do seminário. Receba os alunos em sua sala, oriente-os em TODO o processo de estudo e planejamento do seminário, tanto para garantir a aprendizagem de cada grupo quanto para garantir que a apresentação do seminário seja equivalente a uma EXCELENTE aula sobre o tema abordado, pois cada grupo fica com um tema diferente, mas todos devem sair da cadeira dominando TODO o conteúdo, não apenas o tema de seu próprio grupo.

    • Amanda, não lhe conheço pessoalmente, mas pela posturas dos seus comentários, não acho que vc. se considere um professor antiquado, creio que vc tem bastante carisma e que suas qualidades será brevimente notada, é terá efeitos positivos e benéficos na sua vida profissional, é só esperar e continuar perseverando, porque a vida é tb cheias de surpresas agradáveis.
      Grande abraço

  • A grande maioria dos alunos quer é isso mesmo. Estudar para provas toma muito tempo que poderia ser gasto com baladas.

  • Pierre,
    Por favor continue com sua linha “antiquada” de ensino.
    Alunos (que aprendem) agradecem.

  • Faço administração na UFPE e neste período estou em uma disciplina em que o professor não dará NENHUMA aula. Apenas apresentou o programa na primeira e TODAS AS DEMAIS são seminários com alunos ou convidados “especiais”.

    Em contrapartida, tem uma professora que merece só elogios. É nova, tem várias turmas e há dois períodos paguei outra disciplina com ela – materiais – e é possível notar que ela melhorou muito. Está ganhando experiência e confiança como professora e você vê que ela faz seu trabalho com dedicação. Não recordo dela ter faltado uma única aula e sim, tem seminário na disciplina dela que eu estou pagando agora, mas ocupará apenas metade da aula DEPOIS dela falar sobre o assunto, daí os grupos apresentarão estudos de caso sobre o assunto dado.

    • Eu sei de quem você está falando.

      Paguei duas disciplinas com ela, Qualidade e Materiais, realmente ela tem um problema de confiança quando dá aula. Demonstra insegurança em alguns momentos, no entanto, a didática dela é muito boa.

      Gostei muito dela como professora, acredito que ela tem tudo para ser uma ótima professora. Só depende dos esforços dela em descobrir em que precisa melhorar.

      • Se é para elogiar podemos citá-la….será Daniella Didier?…é boazinha sim…

    • Terminei adm em junho/09…mas se vc souber das disciplinas em Secretariado…aff…e´o terror…ng merece…alguns professores que não tem tanto conhecimento assim, mas querem fingir que tem….”menosprezam” as alunas do curso enfim….e quando os alunos de administração estão na aula, são considerado semi-deuses….aff…péssimo.

      • Isso parece um comentário de alguém bem magoada, será que você terminou administração mesmo?
        E quanto ao comentário, eu acredito que esse preconceito seja verdade, alunos de administração são comparados de vez em quando aos de secretariado e os professores sempre falam que o pessoal de secretariado é desinteressado, que não entendem o assunto etc..

        • Claro que terminei…..vc acha que eu tenho idade de fingir meu querido?….Compareça lá no teatro da UFPE na proxima terça….eh minha colação de grau….meu poupa neh…
          “Isso parece um comentário de alguém bem bobo…”

        • Ah, e não tenho mágoa nenhuma…até pq a crítica foi ao professores de secretariado….e não ao meu curso.
          Critiquei meu curso, ou melhor, alguns professores-seminários em um outro posto acima…procura e vai entender Luiz.
          Abraços.

        • Corrigindo (afff)…
          critiquei alguns professores de secretariado que menosprezam seus alunos…quanto ao curso que fiz, administração, fiz críticas em outro comentário…..é só dá uma olhada.

  • Esse problema é algo que sinceramente me irrita muito e que me faz sentir desrespeitada enquanto aluna de graduação. Esta é minha segunda graduação; desde a primeira, me deparo com esse tipo de postura e, creiam, não há nenhum exagero no número de seminários estimado pelo colega (são 40 ou mais). Por importante que seja um seminário, até mesmo para a desenvoltura de um aluno, isso não significa que ele possa substituir uma aula expositiva.

    Há seminários e seminários. Uns realizados depois de vasto conteúdo expositivo, devidamente orientados; e outros, lamentavelvente, substituindo POR COMPLETO o conteúdo expositivo, sem a devida orientação e com critérios de avaliação discutíveis.

    Há de se descobrir um meio-termo, e pessoalmente gosto de atividades que exploram várias potencialidades dos alunos, como debates, seminários, estudos de caso, etc., desde que para isso sejamos devidamente instuídos, orientados e munidos de conhecimento.

    Parabéns pelo post e pela eficiente atuação como coordenador.

  • É pura hipocrisia em más traçadas linha: escrever no presente e depois olhar para trás.

    • * más traçadas linhas (corrigindo)

  • parabéns pelo texto…

    infelizmente “professores de seminários” existem aos montes por aí…

    deveria ser papel do aluno, também, cobrar uma atitude diferenciada dos professores, que deveriam orientar, incentivar a discussão, a criticidade e uma atitude voltada para a realidade entre seus alunos.

    isso requer preparação, experiência, dedicação e vontade de verdadeiramente formar profissionais competentes.

    espero que de alguma forma este texto provoque reflexão em nossos colegas docentes.

    abraço

  • Boa tarde!
    Isso é uma pura verdade! Faço administração na Universidade Federal e tem uma cadeira teorica – que prefiro não citar o nome nem o Professor(a) – em que se chegou o absurdo q na segunda semana de aula já teriamos q apresentar seminários, sem ao menos ter-mos 2 ou 3 aulas completas.
    E o pior, toda aula tem 2 apresentações de seminário, q nem sequer se muda o tema dos grupos nem o texto, isto é, os 2 grupos apresentam o mesmo trabalho e texto. Isso pra mim se chama mais do que ser enrolão, e sim uma cara de pau imensa.
    Espero q isso mude um dia, mas enquanto isso vou correndo atras do meu diploma de graduação em seminário.

    Abraços!

  • Pessoas,
    Hoje encontro-me na posição de professor (graduação/DCOM) e aluno (Doutorado/Linguística, com mestrado em Comunicação), na UFPE. Muito bom chamar a atenção sobre seminário x enrolação, porém cuidado para não demonizar o seminário como uma interessante estratégia de ensino/aprendizado. Participei como aluno de péssimos seminários, como os descritos acima, pois o professor, quando comentava, quase repetia os autores em que se fundamentavam. Eu queria o “pulo do gato”, a contextualização. Em contrapartida, tive ótimos seminários, para citar um na pós, com a Dra. Silk Weber: primeiro ela fazia uma exposição do tema com riqueza de detalhes sobre as condições de produção da teoria e sobre o autor estudado. Em seguida dois ou três apresentavam o resultado da leitura e em seguida ela fazia uma apreciação crítica. Durante as falas, era possível interromper e fazer perguntas.
    - Também me achava antiquado por empregar o método socrático, fazendo perguntas e respondendo, como fazem muitos autores (Marshall Berman p.ex), olhando no olho de cada aluno.
    - Um dia achei que era “preguiça” e preparei uma aula com roteiro e imagens com data show e transparencia, “super dinâmica”… mas os alunos da manhã e da tarde tiveram um sono que jamais vira, e olha que eu explicava.
    - Penso que deixar a sala à meia-luz e diminuir o contato olho-a-olho, além de girar o corpo para mostra as coisas na tela, ao contrário do que poderia parecer (viva a tecnologia) – tira a concentração do aluno ou causa alguma dispersão.
    - Não proponho a eliminação de qualquer aparato extra oralidade, só chamo a atenção, pegando carona, que a velha oralidade ainda funciona.
    - Por último: cuidado com o outro lado: o aluno enrolão, que não quer pesquisar, nem expor, nem ler um capítulo de livro, ah, mais aí temos como avaliar.
    Abraço em todos!

  • Estas discussões entre situação e oposição são ridículas. Os lulistas não sabem dar o crédito das reformas economicas do governo anterior nem avaliar o contexto economico vivido pelo mundo na epoca. Fernando Henrique criou o modelo economico vigente hoje no país. Os tucanos não coseguem ver o lado positivo da mudança de mãos do poder. Esta mundança oxigena e consolida a democracia. Lula é um democrata e é um dos principais responsáveis por esta consolidação. Ele será estudado como um icóne do processo de democratização do país. Má administração e corrupção existe e existiu em ambos governos. Ser imparcial é não vistir a camisa de nenhum dos lados e discutir com franqueza o que melhor para nós, para a sociedade. Independente de onde venha a solução.

    • Cara, concordo 100% com você.

      Mas qual a oxigenação está havendo com o governo Dilma? A situação continuou e teremos (pelo menos) 12 anos de governo com as mesmas pessoas.

      Podendo até ser 16.

      Isso é perigoso..

  • Esse período estamos fazendo 3 seminários na disciplina de Processo Decisório com a professora &¨&¨%¨%¨%. As aulas são inteiramente ocupadas pela apresentação dos alunos, que se encarregam de “ministrar” o assunto. Como se não bastasse ainda terão 2 provas.

  • Todo semestre sempre aparecem esses seminários e é uma coisa que irrita qualquer aluno. Alguns grupos apresentam bem, outros nem tanto, e o conteúdo da disciplina fica seriamente comprometido.

    Alguns alunos que possuem mais desenvoltura para apresentação, geralmente, conseguem passar o conteúdo para os outros, porém nunca passarão com a mesma profundidade que um professor deveria, teoricamente, repassar os assuntos. Porém, para alguns alunos, é difícil apresentar em público e, sinceramente, com essas apresentações (não querendo menosprezar o esforço dos outros) um monte de alunos presentes na apresentação “perdem o tempo”. Os professores fingem que todo mundo compreendeu o assunto e todo mundo finge que aprendeu.

    Sei que todos deverão, em sua carreira profissional, realizar apresentações constantemente. Mas será que é justo para todos os alunos que os próprios colegas de turma abordem os conteúdos teóricos importantes em sala de aula (seja bem ou mal), de forma superficial e sem o aprofundamento que um professor especialista deveria realizar?

    Então surge um questionamento: será que os professores realmente estão capacitados para ministrar as aulas?

    Com toda certeza o embasamento teórico e conhecimento técnico eles possuem. Na minha opinião, o que falta são professores mais bem capacitados para dar aulas. Como os professores podem exigir que os alunos exponham os conteúdos que eles mesmos deveriam repassar quando muitos deles (professores) não tem habilidades didáticas para repassar o conteúdo aos alunos?

    Não é raro encontrar na Federal muitos professores com muitas graduações e especializações que não conseguem passar o conteúdo de forma clara para os alunos.

    E o que acontece? Alguns desses professores dão as aulas sempre assim e nunca são conscientizados de que precisam mudar. Outros preferem repassar aos alunos a responsabilidade pelo conteúdo das aulas. E essas cadeiras se tornam “perdidas” em um período. Se o aluno parar e estudar sozinho, muitas vezes aprende mais do que comparecendo às aulas desses professores.

    Se perguntar aos alunos do curso de Administração, tenho certeza de que muitos afirmarão que apenas 2 a 3 cadeiras no período são “aproveitáveis”.

    O fato dos professores repassarem para os alunos a responsabilidade das aulas é reflexo da falta de capacitação e didática para ministrar aulas. Se uma ordem superior obrigasse esses professores a ministrar as aulas, provavelmente elas não seriam tão boas, provavelmente devido à deficiência didática dos doscentes. Essa é minha opinião.

  • Como estudante de Ciências Sociais, sinto na pele como é a tosqueira de mandar apresentar seminários.

    Alguns professores, pra não parecerem incompetentes, botam um misto de aula expositiva e seminário, em que tanto nós como o prof. falamos.

    E essa imagem do Prof. Girafales foi a melhor… huahuaahuahuahuaahua

    • Robson, como assim um misto de aula expositiva e seminário para não parecer incompetente? Seminários são estratégias (uma das) que podem ser empregadas, sem abusar do recurso, para treinar o aluno a ler, compreender e transmitir. Mesmo os que têm dificuldade ganham com isto. O que talvez seja condenável é ficar a maior parte do conteúdo por conta do discente.
      O professor, realmente deve fazer as ponderações, críticas e conclusões e liderar as discussões. Devemos pensar também em trocas, o aluno pode ser inexperiente mas por ser uma nova geração muitas vezes trás contribuições interessantes, inclusive em forma de dúvidas, que devem ser satisfeitas.

      • Errata, perdão, senhores: traZ contribuições (…)

  • O que falar dos professores, que ainda com métodos antiquados, passa grande parte de seu tempo se dedicando a um blog com claro interessos de promoção pessoal, chegando ao ponto de divulgar aqui até mesmo conversas de reunião de departamento? algo que por sinal merecia até punição.

    Enfim, não seria mais esperado que uma pessoa com sua bagagem, pelo menos de currículo, tivesse comentando temas menos sensacionalistas? Não seria um blog voltado para pessoas esclarecidas da sociedade recifesse? então porque está dando continuidade a conversas de corredores que deveriam ao invés de discutidas aqui serem levadas ao departamento pelos próprios alunos?

    Cada um no seu quadrado né meus caros!

  • Texto com correções, meu teclado está muito ruim

    O que falar dos professores, que ainda com métodos antiquados, passam grande parte de seu tempo se dedicando a um blog com claros interesses de promoção pessoal, chegando ao ponto de divulgar aqui até mesmo conversas de reunião de departamento? algo que por sinal merecia até punição.

    Enfim, não seria mais esperado que uma pessoa com sua bagagem, pelo menos de currículo, tivesse comentando temas menos sensacionalistas? Não seria um blog voltado para pessoas esclarecidas da sociedade recifense? então porque está dando continuidade a conversas de corredores que deveriam ao invés de ser discutidas aqui serem levadas ao departamento pelos próprios alunos?

    Cada um no seu quadrado né meus caros!

  • Uma breve estatística de um aluno em curso:
    Estou no 4 período de Adm
    E já foram apresentados 13, isso contando com os que apresentarei este ano.

    Concordo que a organização de Seminários deve ser um recurso complementar da nota final. O problema está em que muitos professores afirmam que essa é a “nova tendência pedagógica”, que parte do princípio de que o aluno só precisa ser “estimulado”, estando o professor responsável apenas pela mediação, fazendo “observações quando necessário”. Essa prática é extremamente danosa ao aprendizado disciplinar. Até o período em que me encontro, ja tive contato com 2 professores que se encaixam nesse perfil “pós-contemporâneo de ensino”.

  • Seminário é muito ruim,a pior metodologia (e mais enrrolona!) que existe!!Semestre passado tive o absurdo de apresentar na disciplina de Contabilidade Geral (!!!), a mesma em que fiz apenas um exercício! Este, das 5 disciplinas em que estou matriculado, 3 terão seminários comendo metade da carga horária!!Absurdo!A unica que apresentou uma “didática” mais participativa do professor no seminário foi Filosofia,com Prof Elias, em que não se resume a um seminário exclusivista do aluno,mas uma troca de experiências,debates…enfim..

  • Fui professor de uma dessas faculdades de direito, do tipo pagou passou, minha remuneração era baixa em relação ao que é pago no mercado de trabalho e as condições para o desenvolvimento de uma boa educação era precária. Logo, aplicando o jeitinho brasileiro, a faculdade fingia que me pagava e eu fingia que ensinava, exigindo dos alunos mais e mais seminários. O interessante disso tudo é que eles gostavam e até argumentavam que era uma forma de estudar para a prova.

    Isso é Brasil, vivendo e aprendendo!

  • Avisa isso ao Professor Tarcísio de Economia Brasileira…

    • rsrsrrs……………com ele não tem boquinha não….e se você conhecer a Thurma do 7º período de adm:
      Operações, SI…..hum….sente o drama !

  • Ei Pierre, minha namorada cursa o 2º período de Nutrição na UFPE e advinha……

    Bioquímica = 7 seminários e 2 estudos dirigidos!!!! Quer mais ou tá bom????? Tá pouco ou quer mais??????

    Microbiologia = 1 trabalho que deve ser feito pela TURMA TODA. Não tem grupos, ou melhor, tem, mas é um grupo só, formado por todos que fazem parte da turma. Agora me diz, como se faz um trabalho desse????

    O professor teve a cara de pau de argumentar que neste tipo de trabalho todos os alunos aprende. Putz, só queria lembrar uma coisa, professor de Federal pode perder o cargo sim, mas não tem ninguém que olhe pelos estudantes daquela instituição. Pena.

    • *aprendem

  • A quantidade de posts em resposta imediata a esse assunto levantado pelo Pierre mostra o quanto ele toca a realidade da sala de aula nos cursos de graduação em ciências sociais ou sociais aplicadas. Excelente, parabéns, Pierre, pela coragem de tocar no ponto.

    Tocou na ferida, sim, mas é preciso ir além e falar da doença. Vou apresentar meu ponto de vista, resumidamente como tem que ser em um blog assim. Sinto-me credenciado a fazê-lo agora porque, na disciplina que dou atualmente para o primeiro período do Curso de Administração da UFPE (Ética e Filosofia para Administradores), 1/3 da carga horária é de seminários de pesquisa apresentados e discutidos pelos alunos. (Então sou “candidato a enrolão”…)

    Grosso modo, nos cursos de administração, há dois tipos de didática: o que é centrado no professor e o (que gostaria de ser) centrado no aluno. Ambos incluem abusos, e o Pierre falou de um deles, referente à didática centrada no aluno. Existe o outro abuso também, mais frequente anos atrás: o do “professor auleiro, baseado em manuais”. Não sei qual dos dois abusos é o pior. No primeiro, o do “seminário” (entre aspas) o aspecto vicioso está do lado do professor; no segundo, o do auleiro, o vício está do lado do aluno, que se acomoda na posição passiva de “estudar (geralmente na época da prova) o ponto do dia”, revivendo a didática a que sempre esteve submetido no ensino de primeiro e segundo graus. Mas tenho certeza de que o ruim mesmo é dissimular esse problema sob a máscara do autoritarismo do professor e da estrutura de poder da escola onde a avaliação, a nota e o controle de frequência são armas fortíssimas de um lado das partes.

    Para mim, é preciso repensar o estado atual de coisas com base no conceito de aprendizagem autônoma pela pesquisa. Isso não “alivia” nem torna secundário o professor. Pelo contrário: exige “outro” professor, diferente desse viciado ou “viciante” do aluno. Ensino superior é essencialmente trabalho individual e pesquisa, porque a finalidade é a formação em um campo do saber. Não é treinamento profissional, não é um “mini-MBA” (no caso de administração). Não é fácil elaborar um programa centrado na pesquisa do aluno. O professor tem que pesquisar antes e durante a disciplina. Tem que fazer introduções (“aula”) a cada tema a ser pesquisado. Tem que trabalhar com o aluno que pesquisa, ensinar-lhe esta arte, fundamental para a autonomia e criatividade profissional, hoje.

    Ora, isso dá muito mais trabalho que repetir sua aulinha bem esquematiza no ano anterior. Então se pende para um dos dois extremos-abusos de que falei acima. E quer saber o que induz ou facilita justificar esses abusos? -A sessão de trabalho de 1,5 hora (duas horas-aula geminadas) e não uma sessão mais extensa, em que se use didática diferenciada e aprofundamento da atenção a um tema, ou seja, uma sessão de trabalho de 3 ou 3,5 horas (4 horas-aula). Duvido que o professor “auleiro” queira isso (não chega nem a entender como seria isso).Também duvido que a farsa dos “seminários” se ajustasse a uma sessão longa. O faz-de-conta ficaria patente, artificial, não resistiria ao tentar “encher” tanto tempo. Ou seja: uma sessão integral exigiria repensar nova didática, em que houvesse, integradamente, participação do professor e do aluno, pesquisa e apresentação por parte de ambos, com recurso a estudo em grupos e até momentos de leitura e reflexão individuais. Na falta de uma didática mais rica assim, é, inclusive, que os professores competentes e honestos têm certo sentimento de culpa de não darem “sua aula”, como de costume.

    Finalmente, há dois aspectos levement tocados pelo Pierre no post inicial, que eu quero lembrar aqui. Primeiro: cada disciplina (de administração, de direito, de contábeis, de economia, de serviço social, etc.) comporta características didáticas próprias. Mas uma coisa se diga: tem que haver uma forma qualquer adequada para promover o encontro com as situações reais da vida profissional, para levar o aluno a investigar e descobrir, por ele mesmo, que o saber não é formal, é assimilado ou não funciona, para levá-lo a refletir, ter o encontro consigo mesmo (que pensa que sabe, pelo senso comum, mas não sabe). Segundo: o uso da didática de pós-graduação (stricto ou lato sensu) na graduação. Desculpem-me os colegas “cujo coração” está, de fato, na pós-graduação, mas não é tudo a mesma coisa… Já briguei muito (inclusive teoricamente) por esse ponto e receio que inutilmente.

    Essas coisas todas são muito importantes, coisas sérias. E é preciso falar de coisa séria, que blog não é (só) para amenidades e papos descontraídos. Parabéns, Pierre, pela provocação.

  • Apresentação de seminários não visa a INFORMAÇÃO, visa a FORMAÇÃO, ou seja, didaticamente, os resultados ocorrem na dimensão do desenvolvimento de qualidades de desinibição e capacidade de organização pois o mercado não avalia só conhecimento, avalia segurança interior, desinibição e outras qualidades. Tratando-se de disciplinas que estejam com carga horária excedente e que o assunto do conteúdo programático se esgota precocemente podem aproveitar o TEMPO DE SOBRA para seminários. Na cadeira de filosofia jurídica, por exemplo, após trabalhar a questão da argumentação, raciocínio e linguagem jurídica, por que não realizar um Júri Simulado? Não recomendo seminários, mas quando sobra tempo, aprovo que algumas cadeiras realizem júris simulados e recursos teatrais para melhorar a desinibição e capacidade de organização dos alunos, atributos que fazem o diferencial no mercado. Cadeiras não só de Metodologia, mas sociologia e filosofia podem e devem fazer esses seminários, sendo não muito adequado esse recurso em cadeiras dogmáticas, práticas e da formação específica do curso de Direito.

  • Euzinha, parabéns pela sua colação de grau nesta terça-feira, realmente vc. fez um importante curso que é administração.
    Vai nesta tua força, e sucessos para vc. no mercado trabalho em grandes empresas.
    Nunca desanime e confie no seu talento.
    Grande abraço.

    • Ai meu Deus que lindo……………Obrigada…. fico feliz pelo seu comentário….nossa valeu mesmo.
      Um xero enoooooorme….Jorge Melo

      • Outro para vc. Euzinha, e sucessos para uma futura carreira em gerencia de empresas.
        Grande abraço.

  • A verdade é que todos sabem quando um professor faz seminário para enrolar e quando o faz para que o aluno se supere e busque o conhecimento.

    Bastaria bom senso de quem não tem vocação para ser professor e pronto, tudo se resolveria.

  • Acho o seminário importante para o desenvolvimento da pesquisa e da explanação oral do conhecimento, mas eles devem ter SEMPRE orientação e acompanhamento do professor.
    Se os alunos fazem o trabalho do professor, este deveria distribuir o salário para a turma!!

  • o meu caso é bem parecido, estou cursando o 4º ano de administração na Estadual, e já perdi a conta de quantos seminários já apresentei ao longo do curso… só agora no 4º ano éque temos uma matéria especifica de seminários, depois que já apresentei trabalhos horriveis no 1º ano! ah e sem contar uma professora que utiliza um método muito engraçado de dar aulas, ela pega as apoatilas do “wikipédia” e manda a gennte apresentar… toda aula dela é a mesma coisa! eu nunca vi ela dar aula, isso que faz 3 anos que ela da aula para a minha turma! a gente já lutou para tirar ela da facull, mas todos os esforços foram em vão, daí no final do ano passado descobrimos que ela é parente do coordenador do curso!

  • Conhecer bem um determinado conteúdo não significa necessariamente que se sabe como repassar esse conhecimento para outras pessoas. Enquanto as pós-graduações ensinarem apenas a fabricar o maior número de artigos no menor tempo possível ao invés de “ensinar a ensinar”, as coisas continuaram feias assim.

  • Tive uma professora numa das melhores federais do país que deu uma única aula durante todo o semestre. Todas as outras foram seminários de alunos e depois uma prova sobre um livro que ela havia mandado a gente ler, mas sobre o qual não proferiu uma palavra em aula.

    Em outra federal de renome, também tenho um professor adepto dessa metodologia: alunos “dando aula” e ele só fazendo comentários. Bom, pelo menos esse comenta…

  • Formado em Administração em 2003.2, passei por tudo isso relatado por vocês. Hoje, trabalhando ao lado desses profissionais, “senhores absolutos do conhecimento”, vejo que a situação é realmente preocupante. Lembra aquele episódio de Os Simpsons que alguém some com os livros-textos e os professores se recusam a dar aulas? Acontece a mesma coisa, hoje. Acrescento apenas o datashow: já presenciei um desses profissionais dizer que se recusava a ministrar aula, pois não havia um daqueles equipamentos disponíveis. Ridículo!

  • Opa, alguém disse Gilson Ludmer?

  • Concordo com Pierre que reduzir as aulas à apresentação de seminários, no mínimo, reduz o nível de aprendizagem dos estudantes. Porém, reduzir os momentos de avaliação a 3 provas aplicadas durante um semestre é um tanto preocupante!

  • Fiz minha graduação em História na UNICAP entre os anos 1996 e 1999, seminário era no máximo dois por semestre em algumas disciplinas que exigiam aprofundamento do tema.
    Hoje faço apenas um por ano e apenas no 3º ano médio. Concordo com Pierre sou também um professor “antiquado”.

  • Pierre, é bom avisar lá em cima que esse post é antigo.

  • Uma das coisas que me faz orgulho do curso de Economia de UFPE (entre tantos defeitos):

    - Na maioria das cadeiras não há chamada (porém o aluno que não frequente tem a grande chance de se dar mal), a escolha é sua!

    - Quase não há trabalhos, as notas são na “munheca” mesmo, provinha (e que provinha!!!) sem enrolação.

    - Não há esses seminários pra enrolar o aluno, quem dá aula é o professor.

  • Excelente tema. Só faço uma observação em relação às universidades particulares: nas particulares, os alunos pagam – e muito caro – para estudar; por isso, desenvolvem uma espécie de “consciência” de seus direitos, senão enquanto estudante, ao menos enquanto consumidores, o que os leva, mais frequentemente do que se vê nas federais, a rebelarem-se contra os professores enrolões.

    As vezes, chega-se ao extremo oposto. Nas particulares, faltam atividades complementares do tipo seminários, estudos dirigidos etc. Os alunos entendem que “pagam para assistirem a aulas” e que os professores são seus “prestadores de serviço” – para não dizer “seus empregados”. Se um professor propõe um debate ou estudo dirigido em sala, la vem “abaixo-assinado pedindo a cabeça” do mestre; “pagamos para termos aulas”, bradam os “consumidores.

    Como as escolas privadas, quase sempre, assumem uma postura empresarial (“o freguês sempre tem razão!), o resultado é que os alunos se formam com defasagem em algumas habilidades importantes para seu desenvolvimento profissional. O resultado são alunos em vias de formatura que não sabem elaborar uma monografia (compram de terceiros), advogados que não sabem fazer uma sustentação oral em audiência, administradores incapazes de elaborar (que dizer de apresentar) um plano estratégiso ou algo do gênero… Enfim, são algumas considerações para reflexão.

  • Pierre, concordo parcialmente com o texto.

    Acredito que o seminário é muito importante para estimular o gosto pelo debate e pela oratória nos alunos.

    Até concordo que em cursos da área de exatas as provas escritas ainda sejam a melhor opção. Mas nos cursos de humanas (direito, ciências sociais, jornalismo, turismo, administração, pedagogia, economia etc) acredito que os seminários forçam o aluno a estudar o assunto e, além disso, expô-lo publicamente o que leva o aluno a, também, perder o famigerado medo de falar em público.

    Conheço vários advogados (antigos, inclusive) que até hoje tremem só de pensar em falar diante de uma platéia, o que chega a ser ridículo para um profissional que deveria estar acostumado a lidar com grendes públicos.

    Sou muito grato aos professores que, sem enrolação, fizeram seminários logo no primeiro período do meu curso. Eu era tímido e esses seminários me fizeram ter mais desenvoltura em público e até argumentar melhor.

    Tem aluno que se acha o esperto por que consegue passar o curso todo fugindo de seminário. Quando chega o dia de, na atividade profissional, o cara ter que fazer uma apresentação é aquele deus-nos-acuda.

    Agora, tenho que concordar com você, Pierre, que o que mais existe é professor malandro que adora enrolar e colocar os alunos para dar aula. Eu me lembro uma vez que um professor chegou a roncar na sala de aula durante a apresentação de um seminário. Ele chegou atrasado sentou numa cadeira atrás da sala e ainda colocou os pés em outra cadeira. Durante a fala de uma aluna o animal começou a dormir e roncar alto até que alguém o acordou e ele pediu desculpas e disse que estava “morto” de cansado. O cara ainda estava cheirando a johnie walker. E pra piorar, ele disse que ninguém se preocupasse pois ninguém ia ficar com menos de 7, ou seja, ele tentou “comprar” os alunos aprovando todo mundo pra ficar conhecido como o professor bonzinho. É o cúmulo da esculhambação e do mau exemplo. E isso foi nas primeiras semanas da graduação. O aluno já entra na universidade tendo essa “recepção”.

    A grande verdade é que tem muito professor que leva a sala de aula na zoação. Tem professor que avacalha mais do que os piores alunos. E isso é nos colégios e nas faculdades. Aliás, em todas as profissões isso acontece. Tem gente que pensa que trabalho é uma brincadeira.

  • Acho que as pessoas deviam desistir da UFPE, to pra ver alguem falar alguma coisa boa de la…
    Nao existe um post neste blog que fale alguma coisa legal de la…
    e os alunos preguiçosos de la so reclamando por aqui…
    Seminario enrolar aluno? so acontece isso se o professor for uma porcaria e nao sabe aplicar.
    Uma pessoa disse que sente orgulhosa do curso de economia da UFPE pq so tem provinha e nao tem seminario…ehehehhehe
    é uma escola… as pessoas nao crescem mesmo…

    • “Uma pessoa disse que sente orgulhosa do curso de economia da UFPE pq so tem provinha e nao tem seminario…ehehehhehe… é uma escola… as pessoas nao crescem mesmo…”

      Pelo contrario, babaca! Seminário eu fazia na escola! Faculdade é teoria, precisa saber decifrar (e mostrar nas provas) para levar à pratica.

      Os seminários agora eu deixo para apresentar no lado profissional: apresentação institucional aos bancos, apresentação de resultado para o conselho etc etc!

      No mais, fica com teus seminários…

      • ehehehehehe
        fez seminario na escola e acha que ta preparado pra fazer na vida profissional…
        teus seminarios vão ser nota 10…
        não esqueça de fazer um mestrado profissional… voce vai precisar..
        menino da teoria…

        • Caros colegas debatedores,

          não é preciso tanto radicalismo. Seminários, provas, estudos dirigidos, debates, congressos etc. etc. etc. são FERRAMENTAS a disposição do processo educacional – ferramentas podem ser bem empregadas ou mal empregadas, depende da habilidade do “mecânico”.

          O texto do Pierre não condena os seminários, mas sim os excessos e a maçandragem de professores preguiçosos e despreparados, que usam os seminários para fugir do trabalho.

        • beijo em voce Yusuke.
          Perfeito, so acho que todas as ferramentas deveriam ser empregadas.
          Se os professores se reunissem para dividir a aplicação dessas ferramentas entre eles seria no minimo interessante. Já pensou um aluno cursando economia, tendo a oportunidade de desenvolver uma habilidade em uma cadeira, outra habilidade em outra?
          Mas é assim mesmo, nunca estamos satisfeitos, principalmente com os professores…rsss
          Mas so provinha é foda, é pedir pra nao crescer…

  • E quem disse que me senti preparado porque aprendi na escola? E tu acha que seminario de faculdade também vai te ensinar a fazer um seminário corporativo? No minimo deve ser funcionário publico…

    Sem falsa modestia, meus seminários são excelentes!

    E sobre o mestrado, preferi, para iniciar, uma MBA em finanças.

    Forte abraço!

    • É o que da, ficar fazendo so provinha..
      Teve que fazer MBA pq no mestrado não dá…

  • Sou estudante e nao me sinto nada confortavel em fazer seminarios, muitas vezes utilizados como metodo de avaliacao da cadeira, mas, pensando… E lendo alguns comentarios detonando com a instituicao resolvi dizer o q eu penso. 1.que a UFPE assim como todas as instituicoes federais ou nao, precisam sim de periodicas revisoes no quesito metodologia de ensino. 2.existem defeitos mas existem qualidades, eu por exemplo nao posso pagar por uma faculdade, recorri conscientemente a universidade federal, cabe a mim o esforco na absorcao e aprendizado de todo o conteudo proposto. 3.concordo com quem pensa q se ta achando ruim a porta da rua eh serventia da casa. 4. Tem muita gente esforcada querendo estudar de verdade e fazer seminarios provas ou que for e concluir o curso de graduacao, que ja nao eh o bastante pra te garantir um futuro profissional promissor. 5.o caminho eh por ai professoro pierre, nao o considdro o errado. escolheu o caminho q a pratica e a vocacao o encaminhou! 6. Achei a palavra, aos professores cujo o objetivo, nao for o de transmitir o q sabe e aprender ensinando por VOCACAO! cabe apen as a auto avaliacao da consciencia.

  • Pierre, como fica a questão da manutenção desses professores no exercício da docência?
    Não existe um aprimoramento?
    Ou os concursos de seleção do quadro é auto-contido em todos os quesitos, inclusive docência?
    E quanto ao contrato de um adjunto recém-contratado ele oferece essa liberdade do cara nem se dar o trabalho de elaborar uma aula?
    Sei que é difícil, mas eu penso que o concurso não deveria determinar apenas uma aposentadoria futura pessoal, mas sim oferecer um serviço de qualidade pra sociedade.

  • Acredito que o senhor está completamente equivocado quando coloca nesses termos, o trabalho do gênero seminário. Isso me parece mais uma desculpa de aluno preguiçoso e prepotente. Aluno preguiçoso á aquele que não aprende, não se mexe, um banco para depósitos sem remetentes, desses de paraísos fiscais, não se sabe quem fez e por que fez! Aluno preguiçoso é assim mesmo, quer tudo mastigado, pronto, regurgitado, difícil é construir o conhecimento, dá trabalho, cansa…Há um mal crasso em curso, uma grande praga se aproxima, pensávamos que ela estava morta, mas ela é difícil de morrer, a peste sedentária do consumo vazio de informações,sem diálogo, sem práxis. Sócrates e sua oralidade, coisa que se perdeu, saber vivo, palavra viva, porém, como tem gente que ainda defende e dissemina essa praga do monologismo, raiz de toda verticalidade institucional, mãe do pensamento autoritário, ainda vivo em nosso mundo…

  • Acho que O ensino das Universidades Federais têm mais respaldo teórico do que prático. Tenho acompanhado o curso de minha esposa que é Economista e agora faz serviço social, ambos pela federal. A didática de alguns professores é obsoleta e demasiada enfadonha. Os professores não aceitam críticas, são presunçosos e incompreensíveis com os alunos que precisam conciliar trabalho e estudo. Acho que as “federais” precisam se atualizar, sintonizar-se com a nova realidade social e deixar pra trás a morosidade dos tempos antigos. Uma instituição que deveria servir a sociedade como um todo, apenas serve os que podem ficar em casa, sem trabalhar, aos cuidados dos pais. Enquanto, os que precisam se manter as próprias custas, a esses são reservados os programas educacionais como Fies, pro Uni…etc..que no final das contas acabam pagando uma particular. É inaceitável um professor federal dizer para um aluno que não pode conciliar uma disciplina por causa do trabalho ” se vire ” ou “então deixe de trabalhar”. Isso é um péssimo exemplo para quem quer formar cidadãos dignos.

    Com relação a avaliação, uma prova não avalia completamente o aluno. Ele deveria ser analisado no decorrer do curso, que deve induzi-lo a ter consciência disso. A prova avalia o momento, e nesse momento o aluno pode ser prejudicado por fatores como nervosismo, problemas em casa, no emprego, alguém doente na familia ou mesmo por falta de confiança em si mesmo. Existem alunos que colam do 1º ano à faculcudade e isso não é incomum.

  • Isso está acontecendo no CTG no curso de Engenharia Civil e por irônia do destino na disciplina de Administração, a professora Lilian Ottis(acha que é esse mesmo o nome) simplesmente deu os dois primeiros capitulos do livro de maneira ridicula lendo os slides e quando percebeu que não era capaz de exercer aquela função resolveu dividir o resto dos capitulos da I Unidade entre os alunos para seminários, no dia da primeira prova uma aluna perguntou se ela faria o mesmo na II Unidade , Lilian simplesmente respondeu:”Oque é que vc acha?”.
    Essa é a primeira vez que ela da aula nessa disciplina la nesta discipliayna do 6°periodo de Civil, e nós só estamos sendo prejudicados por essa professora que gosta de se gabar de ter estudado fora do Brasil(coisa que hoje não é mais privilégio de poucos) e nada disso a fez uma professora capaz de dar uma boa aula.
    Deixo aqui registrado minha indignação, eu sempre esperei bem mais dos professores da UFPE, isso antes de ingressar, agora vejo como é ruim o método de admissão de professores, se analisa muito mais o curriculo carimbado em alguns dos paises e não se leva tanto em conta a capacidade de se ministrar uma boa aula e desenvolver o raciocinio do aluno.

  • Eu gostei muito do que li parabenizo quem escreveu também concordo,a educação no brasil é ruim não por culpa dos governantes mas sim dos professores que estão se torando cada vez mais preguiçosos, ao invés de passar provas como antigamente, eles passam trabalhos, então os alunos ou colam dos outros ou compram os trabalhos prontos ou se escoram em algum integrante do grupo e a prova não tem como isso acontecer a pessoa precisa mesmo saber o que estudou!

  • Pierre, algumas vezes fiquei apelando para o professor – da mesma disciplina que você mencionou e muito provavelmente na mesma faculdade – passar uns seminários para a gente produzir. Porque as aulas dele me deseducavam na matéria! É sério: eu conhecia a disciplina mais que o professor, somente pelas minhas andanças na vida!
    Parecia que “o empírico superava o acadêmico”. E fechei os os olhos e os ouvidos a todas as aulas a que fui obrigado a estar de corpo presente.
    De outra parte, na mesma faculdade, vi professores muito competentes utilizarem essa ferramenta de modo bastante eficiente.
    “A diferença entre o remédio e o veneno é somente a dose”.

  • Também leciono ( para o curso de arquitetura, em faculdade particular,a qui em SC), e também tenho esta insatisfação de ter dificuldades em manter “o aluno“( na verdade são alguns poucos, mas que por sua “atividade“ em sala de aula, tira a atenção de outros) comprometido em participar das aulas. Me considero um professor aberto, dinâmico, atualizado, e minhas aulas são cheias de informação que forneço via imagens, textos, mas principalmente reforçando através de exemplos e experiencia pratica.
    Mas mesmo assim, sinto um grande problema de que alguns alunos nao se comprometem a apreender, nao estao nem ai com o assunto/ tema abordado,….a ideia deles é apenas de cursar a disciplina, e ganhar o canudo! Um abssurdo e uma irresponsabilidade que ele vai pagar caro na sua futura vida “ profissional“. Depois vai ter que recuperar este tempo.
    Mesmo assim eu tambem costumo fazer 2 seminários por semestre, onde os alunos sao convidados a demonstrar se estao dominando a matéria,…..e assim identificamos melhor os alunos que se restringem ao CONTROL C – CONTROL V,…….!!!!! Mas nao se pode exagerar, e nem deixar de dar a materia aos alunos ! ….

  • Cara, vc disse tudo que sempre pensei. Na minha faculdade é desse jeito, tem professor que nunca dá aula, pq só tem apresentação de trabalho, uma atrás da outra. Acho abusivo e um saco! Odeio esses seminários, prefiro mil vezes fazer uma prova, mas infelizmente a grande maioria prefere esses trabalhinhos que de nada servem para avaliar o aluno.

  • E eu achava que era impressão minha….pois é assim mesmo que ocorre em muitas faculdades,….não é de admirar que o Brasil esteja entre as últimas colocadas em educação e estejam formando profissionais de pouca qualificação….

  • Eu queria saber SE existe alguma faculdade que não precise tanto de seminários ou apresentações orais?

  • Seria maravilhoso se esses seminários fossem apenas complementares! Eu amo aulas expositivas, mas elas estão em extinção!

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Informação com Humor

MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).