Pós-graduações tradicionais da UFPE têm nota rebaixada pela CAPES
Anisio Brasileiro é o responsável
pela pós-graduação da UFPE
Há algum tempo estava tentando organizar uma planilha comparativa entre a avaliação trienal da Capes de 2007 e 2010, com as avaliações dos programas de pós-graduação da UFPE.
O resultado deste ano é muito ruim para a Universidade. Diversos programas tradicionais de pós-graduação tiveram avaliação rebaixada, afetando significativamente a imagem da instituição, que sempre teve como prioridade a sua pós-graduação, especialmente porque é a principal formadora de pesquisadores e de professores do Nordeste.
Exatamente 9, dos 60 programas, tiveram conceito diminuído, dentre eles o excelente programa de Física, que era o único 7 do Norte/Nordeste, e este ano caiu para 6. Deste programa saíram cientistas de renome internacional, como Sergio Rezende e Ivon Fittipaldi. O programa de Química, também de alta qualificação, caiu de 6 para 5.
O programa de Engenharia Civil caiu de 5 para 4, assim como a pós-graduação de Direito, Medicina Tropical e Ciências Biológicas, que tiveram semelhante queda na avaliação. Até Economia, em sua modalidade Mestrado Profissional, teve conceito diminuído de 5 para 4.
Alguns cursos, como Filosofia e Engenharia de Produção, aumentaram seus conceitos. Na média a UFPE piorou, saindo de 4,29 para 4,21.
Segundo entrevista do pró-reitor Anisio Brasileiro (foto) para um jornal local, a UFPE estaria recorrendo porque teríamos erros no preenchimento de formulários. Isso até pode ter acontecido porque cada coordenador que entra precisa aprender a manusear o sistema de avaliação, mas o problema é muito maior do que este.
Vou mais além. Falta na verdade política de auxílio às pós-graduações, especialmente no que se refere à internacionalização dos programas. As poucas iniciativas que deram certo foram resultado de muito esforço individual de alguns professores. Não há a quem recorrer na UFPE quando o assunto é este. Não há política eficaz e contínua de preparação de parcerias por parte da Instituição, e muito menos auxílio financeiro para publicação no exterior, como por exemplo o custeio de revisões de tradução por parte do pesquisador, que normalmente custeia com parte do salário. O próprio pró-reitor sabe que, para um programa estar no nível 6 ou 7, é preciso atuação internacional.
O resultado está aí.
A culpa é do formulário.
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Postado em:
E Computação, continua com 6?
Manteve o 6
Computação continua com 6.
Não sei se estou enganado, mas tenho notado que a maioria dos cursos de graduação ainda é melhor que a maioria das pós-graduações, principalmente as especializações. Tem curso de mestrado em que o professor ainda passa lista de exercícios como nota, parece ensino médio. O aluno leva pra casa e traz resolvido, o professor corrige e dá a nota. Simples! Uma tristeza! Uma vergonha! E na UFPE é que é fogo!
Pierre, e o Prodema (Desenvolvimento e meio ambiente) e o PPGS (Sociologia)? Sabe dizer com que nota ficaram? Subiram, ficaram estáveis ou desceram?
Robson, o PPGS subiu pra 5.
É…mas no conjunto da ópera vosmicê seguirá vice-reitor do Blog Acerto de Contas.
Pierre, você precisará de paciência para aguentar esses babacas da rádio até lá.
Ei Pierre, quero ver quando se tornar Reitor, hein. Aqui a gente lembra das reclamações, quando estiveres lá cuidado pra não cair na mesma sina dos antecessores. Vamos cobrar, viu??!!
E quando for Reitor, por favor, faz o pessoal de Direito abrir mais cursos de especialização, mestrado e doutorado.
. Não quero fazer no Espaço Jurídico que tem o diploma expedido pela Estácio de Sá, nem no ATF que é pela Maurício de Nassau (se bem que no caso do ATF o problema é só pra fins de mostrar um diploma forte, pois os professores são muito bons, a exemplificar, o Profº Mozart Borba e Josenildo Santos).
Fora esses tem o IDAJ (eca, Deusulivre), e as próprias faculdades onde só uma pode se dizer que se salva, a UNICAP. Mas também não quero nada com a dita cuja.
Abç.s
Maldito fomulário, hein??!!!
Carlos, tem uma ruma de pós lato senso na FDR. “Especialização” de IDAJ e ATF só se você quiser fazer um cursinho pra concurso e aproveitar para tirar o diploma, que a finalidade é essa mesmo e justiça seja feita ninguém lá esconde nem tenta dar um verniz acadêmico a esses cursos. Na FDR tem especialização, salvo engano quanto a alguma, em: penal, administrativo, tributário, decisão jurídica, direito civil e empresarial, direito de família e sucessões e direito imobiliário. Na pós stricto sensu as vagas até aumentaram, que são 28 pro mestrado e 14 pro doutorado. Há pós-graduações sérias na Unicap (processo é muito boa e tem direitos humanos – não sei se ainda tem penal) e na FBV, que tem bom curso de trabalho. A esmape tem pós de civil, uma excelente pós de família e pós de imobiliário. E a Damas tem pós muito boas em civil/processo civil e penal/processo penal. Em civil, por exemplo, dão aula Luiz Edson Fachin, Fredie Didier e Paulo Nader, álém de excelentes professores daqui de recife.
Com relação a didier e paulo nader, dispenso aula tele-transmitida. Questão pessoal
.
Não encontro nada no site da UFPE sobre esses cursos que você falou. Onde exatamente posso buscar informações sobre eles??
Certamente, as pós de cursinhos não valem a pena
, só valem pra quem quer apenas se mostrar pós-graduado ¬¬.
A pós de direito público da ESMAPE caiu muito de nível.
Mas voltando à UFPE, fala onde eu posso me informar melhor, pois caso realmente existam essas cursos, e caso o profº de Tributário não seja Adonis Costa, eu vou correr atrás pra fazer.
Abçs.
Carlos,
lá no Damas é presencial mesmo, os caras vêm e dão a aula aqui.
Se o site da UFPE é ruim, o da FDR é sempre pior. Não tente se informar no site, vá lá na pós, na Rua do Hospício, de frente para as lojas americanas, onde era a antiga escola de engenharia. Abraço.
Opa, valews!!!
não vai ser reitor nunca com essa metralhadora giratória… ainda bem
ELVIS NÃO MORREU!
“Elvis aparece (…)”
http://jc.uol.com.br/canal/esportes/futebol/noticia/2010/10/21/elvis-aparece-e-confirma-que-pos-o-santa-na-justica-241021.php
“Elvis aparece e confirma que pôs o Santa na Justiça”
Olha, MUDANDO DE ASSUNTO, achei que seria interessante trazer essa charge: http://charges.uol.com.br/2010/10/20/cotidiano-num-intervalo-comercial/
Desculpe Pierre, mas em um passado recente vocês consagraram esse artísta fantástico que é o MR, essa CHARGE merece algum destaque, principalmente aqui. Para mim, esse segundo turno segue esse lenga lenga.
Em comentário realizado por ele, ele disse que essas eleições estavam sendo mal debatidas, discutidas e que é a maior vergonha da democracia pós-ditadura…
Desculpe a intromissão, mas acho que vale um post só com a charge, pois ela é pra reflexão!
A nota de direito caiu? Tá 4 agora é?
O Direito, no Brasil inteiro, ta de 4. Uma zona so!
UHEAHUEAhuEAhuaehuAEHU!!! Concordo!
E sobre aquela suposta “farsa” do Serra, o “cabeça de papel”, que mereceu um post incisivo e exautivamente debatido?
Vai cair no esquecimento?
Que pisada na bola!!!!
Agora sim, depois da matéria do JN fica claro a diferença entre a farsa e os farsantes.
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/10/lula-acusa-serra-de-ter-mentido-sobre-agressao-tucano-reage.html
Continua um objeto pequeno que nunca vai ser um “objeto gigante” como o índio falou.. Ninguém percebeu que a bolinha é menor que a orelha do Serra??? O “especialista” contratado para “justificar” a farsa não convenceu com uma bolinha na mão e uma fita crepe na outra!!! A farsa continua!!!!
Pra acreditar nessa farsa de #Serrarojas e da #Globomente tem q ser burro ou mal intencionado. O “perito” da Globo é uma piada!
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1689
Não é o formulário, embora ele seja um sintoma de burocratismo; mas, não sei se a presença de uma política de pós-graduação, voltada à internacionalização dos programas, resolveria os problemas. Certo, é melhor tê-la do que o contrário.
Contudo, falta uma postura crítica em relação ao produtivismo da Capes. A sua numerologia, embora tenha no seu discurso a meritocracia, esconde a falta de uma política pública que enfrente a desigualdade na produção científica brasileira. Sinceramente, é muito mais fácil “internacionalizar” a produção das federais do sudeste do que das do nordeste, independentemente do apoio de uma política local. Por quê? Ora, problema de gestão não explica suficientemente o fenômeno; provavelmente, desigualdade regional, sim. Como competir, se a competição, no fundo, não se baseia na igualdade de chances?
Pierre, o qualis livro foi uma aberração. Não se pode avaliar livro por meio dessa avaliação objetivista. E, convenhamos, tem muita panelinha na Capes. A numerologia esconde muita relação de poder.
Enfim, gostaria de ver um sistema de avaliação inscrito numa política pública geral que enfrente a desigualdade regional no campo científico brasileiro. Gostaria que os programas de pós-graduação tivessem mais autonomia. Fomos capturados, academicamente, por uma agência de fomentos.
A Capes foi importante no desenvolvimento científico brasileiro, mas seu modelo centralizador e burocrático começa a dar sinais de esgotamento.
Artur
Boa idéia para um post específico
Abraço
Fico ansioso por este post, pois é fato que esse produtivismo esgota os professores e diminui a qualidade da formação dos pós-graduandos e mesmo das pesquisas…por outro lado é preciso uma dose de objetividade na avaliação. Aquela assertiva de Giordano Bruno de que a virtude é o meio-termo é difícil de ser aplicada.
Na verdade a assertiva é de Aristóteles e não de Giordano Bruno!!!
Esta sim é uma crítica pra lá de atrasada a ser feita a este modelo de pós-graduação implantado no Brasil. É a qualidade total que chegou com toda força. Quem não for “pesquisador-qualis” tá fora.
A qualidade da pós-graduação está subordinada a quem tem a chave do cofre, muito esperto isso.
Esse resultado da avaliação da UFPE é só começo de muitos outros que virão se não houver mudanças.
Acho que isso é sinal claro da atual má gestão da UFPE…
Com o antigo Pró Reitor, da gestão de Mozart, essas coisas não aconteciam… Poderiam existir outros defeitos da antiga gestão, mas esses não acontecia!!!!!!!!!
E a campanha começou!
Espero que sim, não se aguenta tamanha paralisação.
Tudo está parado na UFPE.
Quem sabe com a pressão das urnas esse pessoal de Fernando Ferro que ocupou a reitoria começa a trabalhar ao invés de viver de conversa mole.
Os técnicos-administrativos estão cansados
Porra, estais atrasado em Pierri, faz pelo menos 10 anos que Ivon Fittipaldi deixou o DF-UFPE (depois que aposentou-se foi praticamente expulso de lá) e uns 8 anos Sérgio Rezende entrou para política (ele não foi expulso do DF, pois é ministro e ainda aparece por lá nos finais de semana).
Esse 7 há muito tempo era só fachada e já deveria ter caído faz tempo…
Krishnamurti
Mas to falando do passado mesmo. Sergio Rezende também já se aposentou
Será que esse “formulário” não seria um cheque??? talvez quem resolve a nota não tenha gostado da “nota” que recebeu e mandou a mensagem dele uahuhauha. Agora o povo da UFPE tá correndo atrás de aumentar AS notas.
Com relação ao Direito (PGD) a culpa é multilateral. Recentemente, pedi dedicação exclusiva à UFPE e me foi negada, pois eu “já podia estar aposentado há vários anos”. Para a compulsória, faltam 7. Por que então não dar e exigir um termo de compromisso de que não me aposento antes de 5 anos?
Enquanto isto, tem havido constantes mudanças de regime, em prejuízo, claro, para o curso.
Ademais, publico uma média de 2 livros ano, faço conferências e publuico em outras formas. Este ano, já foram 3 livros. A secretaria da pós errou ao preencher o formulário de produção científica e eu não apareço com nenhuma produção (conforme fui ninformado!). Só pode ser amadorismo, pois nos anos anteriores, nunca houve erro tão infantil. Fico por aqui para não falar mais.
IVO DANTAS