Reduzir a burocracia na UFPE é prioridade

mar 2, 2011 by     46 Comentários    Postado em: Educação

A palavra mais comum na comunidade universitária atualmente é “burocracia”. Não no sentido teórico, onde o burocrata é visto como alguém correto e exigente nos afazeres, mas no sentido pejorativo, onde os processos administrativos são tumultuados por procedimentos diversos, tornando a organização mais ineficiente.

O caso da UFPE é emblemático. Não há quem não sofra com esta cultura organizacional nefasta. Alunos, técnicos e professores são vítimas do aprofundamento da malha burocrática nos últimos 15 anos.

Formou-se uma cultura de criação de comissões, editais e fracionamento de despesas que simplesmente não levam a instituição a lugar algum. Ficamos presos nesta teia burocrática, e perdemos muito mais tempo cuidando do sistema do que dos fins, como dar aula e fazer pesquisa.

Vamos dar alguns exemplos. Para um professor conseguir fazer uma progressão, permitida de acordo com alguns critérios, a cada dois anos, este junta papel de comprovação de tudo o que já existe no próprio sistema de informações da própria instituição. Não raro um professor passa de 2 a 3 semanas juntando comprovações de cada orientando que teve, de cada aula que deu, ou ainda dos papers que publicou.

Depois dessa maratona, começa um show de ineficiência administrativa. Pega-se uma comissão de 3 professores do próprio departamento para somar sua pontuação, em um processo que leva horas de trabalho. Isso segue para aprovação do Pleno do Departamento, com a presença de dezenas de colegas. Isso segue para outra comissão do Centro analisar, com mais alguns professores. Achando pouco, ainda segue para a reitoria, para mais uma comissão de alguns professores somarem novamente a pontuação e dar parecer.

Vejamos quantas horas foram perdidas em trabalho inútil, quando todas as informações estão no próprio Sistema da UFPE. Tudo isso desviando o professor de sua real função, que é ensinar e pesquisar. Perdemos um precioso tempo em reuniões onde apenas burocracia desnecessária é decidida, relegando a segundo plano assuntos importantes. Não é de estranhar a desmobilização verificada na UFPE. No fim, deixamos de aproveitar as diversas oportunidades que o sistema educacional nos oferece, porque nos perdemos pelo meio.

O resultado disso é que a UFPE tem hoje o salário médio mais baixo, entre todas as universidades federais do país. Em quase todas as outras Ifes, basta um ofício ou um simples clique no computador para progredir funcionalmente. Na UFPE a cultura da desconfiança está disseminada entre os colegas, e isso precisa ser revertido rapidamente.

No caso dos alunos, é de dar pena. Apenas para dar um exemplo, um aluno para conseguir uma declaração de vínculo, precisa enfrentar uma fila gigantesca no Banco do Brasil, para pagar a fabulosa quantia de R$ 1,00. E mesmo tendo conta no BB, não é permitido realizar transferência.

O custo desta transação não paga a burocracia do processo, enfurece e desmotiva o estudante, que precisa de documentos comprobatórios como esse.

Neste caso, mesmo sob protestos da Reitoria, eu mesmo tenho emitido as declarações para meus alunos gratuitamente, evitando esse absurdo administrativo. Em primeiro lugar deve vir a eficiência e o tratamento correto das pessoas. Conseguir um documento não pode se transformar num martírio.

Imersos nessa teia burocrática, não é de se estranhar a queda na avaliação trienal da Capes nas pós-graduações da UFPE, já que o professor tem que se preocupar muito mais com a atividade–meio do que com sua efetiva contribuição em sala de aula e em publicações. Ou ainda nas muitas obras inacabadas nos últimos anos, que se espalham pelo campus, como se isso fosse normal.

É preciso reverter isso rapidamente, extinguindo procedimentos desnecessários e reduzindo a escala burocrática. Quando falamos em processos de gestão, ainda estamos no começo do século passado.

E para isso basta vontade.

46 Comentários + Add Comentário

  • Reduzir a burocracia na UFPE é URGÊNCIA!!!!!

  • É mais fácil aumentar…

  • Essa do recolhimento da GRU de R$ 1,00 no Banco do Brasil ainda rola na UFPE?

    Jesus Amado!

    E ainda tem Ex-Reitor apoiando a chapa da situação.

    Para “burlar” a burocracia só tem um jeito. Ter paciência de Jó, ser bem articulado, doce e simpático quando encaminhamos qualquer solicitação junto aos servidores da UFPE, porque, “sem zona” nenhuma, se você der um piu, vai tudo por água abaixo, sua requisição, requerimento, solicitação, etc, vai render para ser atendida.

  • Provavelmente o Pierre não vai concordar com o diagnostico, mas a melhor explicação que vi sobre “o problema da educação” veio de funcionário da Secretaria de Educação do Municipio:

    – Todos estão de acordo com a importância da educação!
    Mas é que existe duas categorias que detestam aulas: Alunos e professores….

    • Ah tá. E os gestores são todos bonzinhos, né?
      Daqui a pouco aparece outro funcionariozinho de secretaria para dizer que a culpa do caos no SUS é das pessoas que adoecem. Se não adoecessem, o SUS não estaria lotado!

    • Ah,tá. Só faltou eles dizer que os gestores são todos bonzinhos, né? Daqui a pouco aparece um funcionariozinho de secretaria para dizer que a culpa do caos no SUS é das pessoas que adoecem. Se não adoecessem, os hospitais não estariam lotados.

  • Gente, a burocracia foi drasticamente reduzida na gestão do Professor Amaro Lins. Os critérios para o uso do dinheiro público estão mais fortes. Alguém já ouviu falar do Tribunal de Contas, da Controladoria Geral da Uniao etc. Se o Reitor e os gestores em geral não seguirem a UFPE é punida. O pessoal só reclama do Siga, do sistema de informação da COVEST, etc. Gente, então vamos voltar à máquina de escrever e à papelada. Em 2002 a gente consultava a biblioteca usando cartões de papel com o nome dos autores e livros. As universidades já detinham alguma tecnologia já havia 5 anos. Informática dá pau, também. É preciso eliminar os virus dos computadores coletivos, atualizar os sistemas. Para isto não é preciso reitor. É função de cada Departamento. Tem candidato a Reitor dizendo que irá fazer tudo. Quem pensa que faz tudo nao faz nada.

    • Pierre,

      Este comentário me faz questionar uma coisa:
      - Afinal de contas, qual o papel do NTI (Núcleo de Tecnologia da Informação) na UFPE? Os caras de lá não poderiam aplicar inteligência nos processos da Universidade?

      • ??????????nos processos da universidade?????? eles devem estar antenados com o que ocorre no resto do mundo sob risco de ficarem para trás, aplicar o saber nos processos da universidades cabe a quem administra a universidade, eles estão lá para acompanhar a evolução tecnológica sem perder tempo com esse tipo de coisa que é típico de quem administra. E cada um que aparece por aqui que só rindo.rsssss

      • Nos dias de hoje em que a informática é universal, o NTI não passa de: 1) um provedor de internet muito mal operado; 2) uma lan house gratuita e 3) um serviço de hospedagem do sistema de gestão SIGA.

        Dentro do NTI existe muita resistência a se criar novos serviços (perimetrizar o campus para conter vírus, por exemplo) e organizar as coisas. A postura do departamento nunca foi das mais humildes (vide entrevistas da gestão durante o recente problema da Covest).

        Gerir um bom NTI é coisa simples, mas se você perguntar a eles, vai parecer mais complicado do que gerir a UFPE.

    • Não Carlos, a UFPE ainda é muito atrasada assim mesmo. Não compare a UFPE com o que ela era em 2002, compare com o que ela já deveria ser em 2011.

      • Perfeito, Arthemisia!

  • Concordo!!!

    No entanto, nosso amigo Weber não deve estar muito feliz agora… É preciso diminuir o Excesso de Processo, os processos desnecessários e que não levam a lugar algum, só fazem travar a máquina pública.

    A Burocracia é uma coisa linda! É a padronização dos processos!

    Infelizmente não é um termo muito bem compreendido por todos…

    Pierre, podemos fazer propaganda da candidatura no Orkut? Tipo, na comunidades dos cursos e na própria comu da UFPE?

    Abraços e vamos à luta!!

  • Um exemplo de burrocracia da federal é a solicitação de diploma. Quando se entra na universidade eles pedem uma porrada de xerox de documentos, quando se termina eles pedem exatamente os mesmos documentos, o que aconteceu com os que eu entreguei antes, tocaram fogo?

    • Até onde eu sei (pode ser que tenha mudado o fluxo) TODOS os diplomas emitidos por universidades e faculdades em Pernambuco, até onde sei, passam pela Divisão de Registro na UFPE, onde há uma validação do MEC.
      É como se a Divisão de Registro de Diplomas (não sei se é esse o nome) fosse uma sucursal do MEC em Pernambuco.
      Com a proliferação de IES no Estado, a emissão de um diploma demora meses, mas meses meeeeeeeeeesmo, e há uns 15 anos o setor tem a mesma quantidade de servidores, ou melhor, são na sua maioria os mesmos há varios anos.
      Quer diploma rápido? Anexe uma declaração da empresa que você trabalha para que o documento seja apresentado em um processo seletivo em que você esteja participando, promoção para um novo cargo, etc.

  • A proposta é boa.

    Outra coisa que tem que mudar Pierre: REVISÃO DE PROVA.

    Como é que quem revisa a prova é o próprio professor??? e depois caso o aluno ainda não concorde, uma comissão de nobres COLEGAS praticantes do COLEGUISMO?????

    Esse é mais um fato do cotidiano que estressa e torna insuportável a relação aluno x professor.

    • Caro Carlos Carrilho, olha, se isso um dia mudar, haverá uma revolução naquela Universidade. Torço para que isso mude, pois é pau pedir revisão de prova.
      Reza a lenda que se seu argumento não for procedente, a nota é reduzida.
      Nunca precisei “pagar” prá ver, mas é o que dizem.

      • Dizem mesmo. Mas na realidade, o que dizem é que se o professor percceber algum detalhe que ele nãoi havia percebido, sua nota baixa.

        Não que apenas por não concordar com vc sua nota vá baixar, aí acho impossível :P .

    • Carrilho,

      Eu ja estive nos dois lados da revisao de prova na UFPE, primeiro como aluno depois como professor, ambos na Area II. No meu primeiro semestre como aluno ouvi muita “estoria” de professor que abaixava a nota em revisao. No entanto, isso *nunca* aconteceu comigo nem com meus colegas. Tambem nunca vi um professor abaixar a nota de um aluno durante as revisoes de prova de que participei. Em geral, em disciplinas com varias turmas e professores, cada professor eh responsavel por corrigir uma questao especifica. Isso garante uma certa igualdade na correcao de todas as provas. Se o sujeito eh carrasco, ele vai ser carrasco com todos os alunos, se ele eh bomzinho, vai ser bomzinho com todos os alunos tambem. Colocar um professor para revisar a correcao de um colega geraria mais problemas, comecando com a falta de igualdade nos criterios de correcao.

      Reconheco que o problema eh um pouco mais complicado nas disciplinas com avaliacoes subjetivas, mas pelo que me lembro a questao eh quase sempre relativa a pontuacao parcial de uma ou outra questao. Se o professor aplicar um criterio homogeneo na correcao de todas as questoes nao deveria haver problema.

      • Mas há um problema, não há??? Acho que o próximo reitor poderia se esforçar sentar com as partes e chegar a um meio termo, quem sabe conversando saia alguma ideia surpreendente :) .

        Que bom que já estiveste dos dois lados, espero que não tenhas se tornado aquilo que, quando estudante, recriminaste.

        Área II é sistema de informação, engenharias???

      • Eu já vi professor revisar prova de aluno que faltou a revisão e aumentar a nota dele.

        • é tipo, eu vi um OVNI. Pra sempre vc vai dizer que viu, e vão dizer que é papo, tão longínqua a possibilidade de acontecer :| .

  • Paguei muita GRU da UFPE para dois dos meus irmãos pelo internet banking do BB.

  • O sistema de GRU pela net facilitou muito. Eu fui ao corpo discente pedir um documento de transferência e veio com uma notinha dizendo que porque a xérox estava quebrada eu deveria solicitar nas escolaridades as ementas. Ora, a UFPE me cobrou R$7 por isso e pelo que conversei com outros companheiros há muito tempo que isso acontece. Quando finalmente vou as escolaridades eu tenho que pagar a xérox de todas as ementas e esperar que o pessoal da secretaria carimbe tudo. Isso é um absurdo.

    • Ainda posso mostrar a notinha com carimbo e assinatura de uma senhora do corpo discente para que eu pudesse mostrar na escolaridade.

  • Como se não bastasse a burocracia, ainda existe alguns funcionários, chatos e impacientes. Muitos acomodados no serviço público, esquecem que estão ali para servirem a professores e ALUNOS. Acredito que todos vocês já se depararam com alguns deles. Que tal um curso de reciclagem de como atender o público da univerdade. Que povo chato e abusado!

    • Realmente, isso tudo por causa da estabilidade, falta de perspectiva e estágio probatório que não serve pra nada.

  • Uma Universidade que não usa o que existe de mais moderno em termo de gestão está ensinando o que no curso de Administração? Os cursos de Administração e Informática deveriam está inseridos na gestão da Universidade. A Universidade tem obrigação de ser exemplo de Gestão, um centro de excelência ou então não se pode confiar no que ela ensina.

  • Sugiro a leitura de transcrição de parte do discurso do ínclito deputado Protógenes no blog do Juca Kfouri….. O rapaz está começando bem seu mandato….

    • [Off-Topic]

      É, Pierre, é bronca … seu amigo o nobre parlamentar.

  • o que é pior é que essa cultura encontra-se incorporada em toda sociedade, e quase todas as instituições brasileira. A nossa gente e cultura ainda da passos lentos. Realmente precisamos avançar. Vamos mudar a cara desse Brasil.

  • Sugestão.
    Tem troça e bloco de tudo quanto é jeito, o Acerto de Contas bem que podia fazer sua troça, fico aqui pensando os foliões do Acerto, alguns só folia, outros resmungando o tempo todo. Sem contar na mistura de cores, azul, vermelho, verde…

  • Um ótimo carnaval para todos:

    “Vampira”, por Alceu Valença

  • Esse negócio de diminuir nota nunca vi. Pelo contrário, já vi muitas vezes o professor aumentar a nota do aluno as vezes até sem o aluno precisar argumentar muito. Isso mesmo, o próprio professor olhava a prova sozinho e chegava a conclusão de que tinha que aumentar a nota do aluno.

  • Gostaria que Pierre comentasse. o post abaixo extraido do blog do Jamildo.

    Prezado Jamildo,

    A nota do Nova UFPE é mais uma vez mentirosa. Peço que publique o meu direito de resposta a nota em questão.

    Em relação ao documento “É hora de uma Nova UFPE”, quando incisivamente o chamado Movimento Nova UFPE tenta atacar-me por emitir uma opinião resguardada na própria Constituição Federal e nos tratados internacionais relacionados à questão dos direitos humanos, os autores da nota esqueceram-se de citar que sou bolsista do CNPq e pesquisador em grupo de pesquisa da instituição, atuando em projetos de pesquisa e extensão, o que me garante a realização formal das minhas atividades como pesquisador da UFPE.

    O candidato a Reitor pela chapa Nova UFPE escalou militantes de partidos políticos para opinar no contexto da campanha, inclusive membro de sua própria família (que não se encontra envolvido em nenhuma atividade acadêmica, extensionista ou científica na UFPE) para tocar sua campanha no tocante à promoção de ataques pessoais a pessoas que só querem usufruir do direito democrático de manifestar sua opinião. A nota insiste em trazer dados errôneos sobre a história da UFPE, que destaco abaixo:

    1) O grupo que liderou o processo que tirou a UFPE do sucateamento assumiu em 2003, cuja gestão conseguiu atuar em parcerias com diversos níveis de Governo para renovar a UFPE e promover ações jamais vistas ao longo de sua História (os 16 anos é outro dado errado que tentam passar à opinião pública;

    2) Os ataques às pessoas da instituição tem sido uma constantemente na campanha do Sr. Pierre Lucena, que utiliza-se inclusive do blog “Acerto de Contas” e do Twitter (http://twitter.com/pierrelucena) para tentar acertar em cheio seus adversários e opositores na UFPE, o que gera perdas para a boa imagem da UFPE;

    3) A nota do Nova UFPE mais uma vez escondeu a omissão do Sr. Pierre na defesa dos estudantes, professores e funcionários ao longo de sua carreira na UFPE, partindo para o ataque novamente, agora como alvo um ex-Reitor da instituição;

    4) Detalhes sobre o fechamento do RU podem ser vistas na própria entrevista que fizemos recentemente com o Sr. Pierre Lucena, o que mais uma vez não bate com o que ele fala, pois é uma pessoa que sempre muda suas opiniões e versões dos fatos no calor dos acontecimentos. Confiram aqui:

    5) Considero que começou muito mal a campanha do Sr. Pierre Lucena, pois na emissão de suas opiniões não percebemos um conjunto de nomes suficientes para respaldá-lo a dizer que estejam de fato identificados com sua campanha, pois o Nova UFPE é mais uma rede de relacionamentos na “internet” do que pessoas de carne e osso identificadas com a transformação da sociedade brasileira.

    Por fim, a comunidade universitária já possui um primeiro conjunto de vídeos produzidos por nossos projetos na UFPE com a falas dos três nomes que se ofereceram como candidatos à Reitor: Anísio, Gilson e Pierre. Estão aqui:

    A leitura das propostas, a análise das falas dos candidatos, a identificação dos nomes que sustentam as candidaturas e a avaliação da experiência como gestores na administração superior da UFPE por parte da comunidade universitária decidirão de fato os rumos que a instituição irá tomar nos próximos quatro anos.

    Continuarei o trabalho visando informar a comunidade universitária sobre a história da instituição e a biografia dos candidatos a Reitor, bem como não me intimidarei diante de ameaças colocadas ao longo do caminho quando emitir minha opinião e as minhas idéias sobre a UFPE.

    Atenciosamente, Otávio Luiz Machado, Pesquisador da UFPE e bolsista do CNPq

    Em defesa da informação correta aos estudantes da UFPE

    É hora de uma Nova UFPE

    • Pelo que li, pareceu um discurso de quem se sente dono de algo e assim quer continuar. Fazendo chacota da pouca “cadeia de contatos políticos” dentro da UFPE que Pierre tem (óbvio, nunca foi do grupo que domina a instituição há anos).

      Percebi um menosprezo pelos blogs e pela comunidade que se utiliza dela, quando induziu o leitor a achar que por que a maioria de seus apoiadores ser da internet, não seriam de carne e osso (ridículo).

      No mais, não sei de qual assunto ele estava falando. Trata-se de uma resposta a algo dito pelo Pierre. O que? aí já não sei.

      • “Orgulho ferido” do Sr. Otávio, será?

        Avesso a mudanças?

        Defensor do continuismo?

        Defensor de chapa única?

        Não é favorável a debate das propostas com os demais candidatos?

        Quer atuar como “regulador” da forma de pensar e se manifestar dos demais?

        Não tô dizendo que Pierre é o “Salvador da Pátria”, é o “tampa de Crush”, “salvação da lavoura”, o “maioral”, e nem que é “100% perfeito” como gestorl, mas foi o primeiro a buscar inovação e propôs dias atrás um debate entre os candidatos, para que os demais venham a público e manifestem o porque querem ser Reitor, o que pensam, quem os apoiam, se acham que está bom do jeito que está, se tem o que melhorar, etc e tal.

        Vamos em frente.

        • Aliás, Pierre tem dado as caras no http://www.novaufpe.com.br/, dedicado a divulgação dos seus projetos.

          Um espaço onde ele pode ser devidamente questionado.

          Vale a pena conferir o artigo onde ele relata a situação ridicula a qual alguns alunos de engenharia tem que se submeter.

  • Uma vez a UFPE fez um recadastramento de seu quadro de pessoal (professores e funcionários) e o absurdo burocrático foi tão grande que essas pessoas tinham que provar (com documentos) que eram servidoras daquele órgão. Até o ato da posse teve que ser apresentado, ainda que a pessoa estivesse trabalhando e recebendo salário lá há anos. Ou seja, o servidor tinha que provar que existia e que trabalhava lá legalmente. E a universidade pagava alguém que não tinha certeza se era funcionário de verdade.

    E o pior é que o serviço público no Brasil existe em função da burocracia e não da prestação do serviço para a população. É um verdadeiro monstro.

    • IXE.

      Pra você ver como era o Brasil antes da Constituição de 88 por fim nas mutretas do serviço público.

      Claro que fim ela não conseguiu totalmente, mas reduziu drasticamente as safadezas que ocorriam.

      Burocracia tem de ser entendida no bom sentido, no sentido de organizar, para facilitar e agilizar.

      Mas o que se vê é um meio sendo tratado com fim. Burocracia pela burocracia.

      • Carlos,

        O recadastramento que citei ocorreu bem depois da Constituição de 88, inclusive com servidores concursados.

        • Quando foi??? E te garanto que ainda haviam muitos servidores fantasmas, ou mortos ou que nunca trabalharam, tudo fruto da zona administrativa que era esse país.

          Pode ter sido até uma década ou mais depois, mas, mesmo assim, ainda em função daquilo.

        • Ops, corrigindo: “Havia”

    • Arthemisia,

      Sendo fato o que você cita, a impressão é que o próprio servidor que criou este “fluxo” de recadastramento resolveu sacanear os próprios colegas.

      Já chega de papel, carimbo, assinatura!

      Estamos na segunda década do Século XXI !!!

      • Dalto,
        Um dos problemas do serviço público e da burocracia é exatamente este: papel, carimbo e assinatura garantem a vaga de muita gente. E tem muita gente fazendo concurso hoje contando com esse serviço.

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).