Salários dos Professores das Federais já estão piores do que no Governo FHC

ago 21, 2011 by     186 Comentários    Postado em: Educação

Durante o ano de 2011, as representações docentes se reuniram com o Governo Dilma com o objetivo de reorganizar a carreira, conforme foi pactuado no segundo Governo Lula. A ideia geral era de equilibrar a carreira docente com outras semelhantes no Governo Federal, a exemplo da carreira de pesquisador do Ministério da Ciência e Tecnologia e da carreira de pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Este texto se propõe a comparar os salários destas carreiras, desde o ano de 1998 até 2011, dentro de sua principal referência, que é o salário inicial de um pesquisador/professor com doutorado.

Metodologia

Para esta comparação, foram utilizados dados obtidos junto ao Relatório intitulado “Tabela de Remuneração dos Servidores Públicos Federais”, disponibilizado pelo Governo Federal em sua página do servidor.

Foram comparados dados de três carreiras distintas:

· Professor Adjunto 1 em Dedicação Exclusiva com Doutorado, das Universidades Federais, estando este na ativa e recebendo a Gratificação de Estímulo a Docência (GED);
· Pesquisador do IPEA;
· Pesquisador do Ministério de Ciência e Tecnologia, com doutorado.

Todas as carreiras tiveram como base o salário inicial, com as gratificações a que os servidores possuem direito, como a GED, durante o Governo Fernando Henrique. Esta gratificação foi incorporada posteriormente.

Para o cálculo da inflação foi utilizado o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), do IBGE, obtido junto ao banco de dados do IPEA.

O ano de 1998 foi escolhido como base pelo fato de ser o primeiro ano com o lançamento do caderno com os salários do Governo Federal.

Resultados

O que se vê no gráfico 1, com o salário nominal das três carreiras, é certa equivalência, estando inicialmente o pesquisador da carreira de Ciência e Tecnologia com salário abaixo das demais. O professor adjunto era o que percebia a maior remuneração em 1998 (R$ 3.388,31), quando calculado com a GED cheia (140 pontos).

Gráfico 1 – Salário nominal das carreiras, desde 1998.

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Fonte: organizado pelo autor, com dados do Governo Federal

Quando observada a evolução salarial das carreiras, verifica-se que os docentes das universidades federais tiveram seus salários reajustados bem abaixo das demais. O pesquisador do IPEA recebe em 2011, de salário inicial, aproximadamente R$ 13 mil, enquanto os docentes com doutorado pouco mais de R$ 7,3 mil. Os pesquisadores do MCT recebem pouco mais de R$ 10,3 mil. Quando calculado o percentual de distorção, verifica-se que para equiparar-se aos salários do MCT, seria preciso um reajuste no salário dos docentes por volta de 41,1%, e para equiparar-se aos do IPEA, seria necessário um reajuste de 76,7%.

Esta distorção se mostra ainda mais evidente quando descontada a inflação pelo IPCA, com base em 1998.

Gráfico 2 – Salário real das carreiras, descontada a inflação, desde 1998.

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Fonte: organizado pelo autor, com dados do Governo Federal e do IPEA.

Verifica-se que houve perda salarial dos professores quando descontada a inflação do período. O salário real do professor é 2,8% inferior ao primeiro ano da série (1998). As outras duas carreiras tiveram ganhos reais dentro deste período.

Quando colocado em Base 100, descontada a inflação do período, a distorção fica ainda mais evidente, como pode ser verificado no Gráfico 3.

Gráfico 3 – Salário real das carreiras com Base 100, descontada a inflação desde 1998.

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Fonte: organizado pelo autor, com dados do Governo Federal e do IPEA.

Dada a proposta do Governo de reajuste de 4% no próximo ano e posterior congelamento do vencimento, com discussão apenas em 2013, a perda em relação à 1998 é significativa, considerando a previsão de inflação de 6,5% para o ano de 2011 e 5% para os anos de 2012 e 2013. Caso a categoria aceite esta proposta, o Professor Adjunto 1 deverá receber por volta de 86% do que recebia em 1998, já descontada a inflação pelo IPCA, conforme pode ser visto no Gráfico 4.

É possível verificar certa estabilidade nos vencimentos dos professores, desde o ano de 1998. Não há ganho significativo do salário em nenhum momento, apenas a reposição da inflação, seja no Governo FHC, seja no Governo Lula.

Gráfico 4 – Previsão de salário real das carreiras até 2014 na hipótese de aceitação da proposta do Governo, com Base 100, descontada a inflação desde 1998.

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Fonte: organizado pelo autor, com dados do Governo Federal e do IPEA.

4 – Conclusão

A proposta oferecida pelo Governo Federal, além de não atender ao que teria sido acertado, de equiparação com a carreira do Ministério da Ciência e Tecnologia, ainda representa enorme perda potencial durante o Governo Dilma.

Os resultados mostraram que a realidade hoje é ainda pior do que em 1998, quando foi concedida a GED, para aqueles que a recebiam em sua totalidade, quando alcançado os 140 pontos.

5 – Referências

IPEADATA – www.ipeadata.gov.br
Dados do Servidor – www.servidor.gov.br

186 Comentários + Add Comentário

  • [Pierre, te passei e-mail esta semana fazendo uma consulta sobre imóveis. Chegasse a receber?. Abs.]

  • martins, deixei um saquinho de cicuta em pó na portaria do teu prédio. tome tudinho, abraços.

    • kkkkkkkkkkkk

    • HAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!

      “martins, deixei um saquinho de cicuta em pó na portaria do teu prédio. tome tudinho, abraços.”

      Faz isso não, rapaz!!!

      Quem vai continuar a nos fazer dar gargalhadas nesse blog com as piadas clássicas do tipo: “O Brasil é a maior potência do mundo” ou “O governo atual é o que mais investe em educação”, etc, etc?

      Quero ver se martins vai aparecer por aqui pra dizer que nunca antes na história do Brasil, o professor universitário ganhou tão bem.

      Boa Pierre!!!!!!!!! Belo post. Tem que botar essa máfia no porão.

      • Comentário abaixo, tudo embasado nos dados de Pierre.

    • kkkkkkkkkkkk

    • Sinto muito pelos despeitados sem argumentos (atestado pelos comentários picarescos, grossos e truculentos), mas O MARTINS TEM TODA RAZÃO.

    • Excelente matéria muito bem escrita!

  • Pierre, duas perguntas:
    a) o que é aquele salto sincronizado dos salário co MCT e do Ipea? Eles foram reajustados igualmente em 2008 e os professores não?

    b) a sensação que eu tinha era de que os professores de federal tinham sentido melhores razoáveis no governo Lula; essas melhoras foram somente dos repasses para as universidades e do aumento do número de professores, mas não do salário deles, é isso?

    • Igor
      Muitas categorias tiveram nova carreira, mas os professores não.
      É mais ou menos o que você falou. A Universidade contratou mais professores, aumentou o númerod e alunos, mas o salário continuou ruim.

      • Estão mais preocupados com números a despeito da qualidade.

        • Como sempre…

        • Igor, leia meu comentário abaixo.

          Resumindo:

          Segundo o gráfico 4 de Pierre, Lula entregou em 2010 o salário real acima do que era em 1998.

          E muito acima do que era em 2002, quando assumiu.

          A perda aconteceu de 1998 para 2002.

  • Poxa, eu entendi bem melhor o lado dos professores em fazer greve. Só acho que estas informações seriam mais bem vindas no início desta movimentação e que os professores podiam gastar um tempinho com os alunos explicando oq está acontecendo.

    • os professores podiam gastar um tempinho com os alunos explicando oq está acontecendo. [2]

    • Concordo plenamente contigo, pois realmente estamos desinformados sobre diversos temas acerca da greve, porque de fato so professores não conversam esse assunto conósco, ao invés disso tentam enganar-nos e sempre disfarçam fugindo da temática.

      • Caro Vinícius,
        Pois cobre do professor, junto à turma, esclarecimentos. O professor que foge do tema é, geralmente, aquele que não participa e não quer participar dos debates e das Assembleias organizadas pela Associação Docente de sua instituição. O professor compromissado com uma Educação de acesso Universal, Equânime e Integral jamais vai se furtar ao debate – sobretudo porque entende a importância desse debate para a formação humana (e intelectual) dos alunos. Um abraço!

  • Só a crise mundial é a razão pra essas propostas pífias do governo?

  • Daqui a pouco, vai aparecer gente brigando com os números.

    Ser professor (com doutorado), função esta de extrema relevância para a economia e desenvolvimento do país, leva pelo menos 11 anos a mais de estudo do que um técnico de nível médio (com todo respeito!).

    Seja por defasagem ao longo dos anos, seja por defasagem em relação a carreiras similares, o pleito dos professores é justo, muito justo, justíssimo.

  • Era bom que, aumentando salário, aumentasse também a cobrança para aqueles professores que, excelentes profissionais que são, ganham por não darem aulas, ou por pesquisas irrelevantes.

    • ???

    • Comentário que, até com menos ‘acidez’, está correto. É visível que há muitos que interpretam que fazer doutorado – ou pós-doutorado – é sinônimo de abandono da sala de aula, por ocupação com ‘brilhar’ na carreira. Mas nem é maioria. De qualquer modo, brigar por qualidade deve ser uma constante.

      • Concordo que tem muita gente que não veste a camisa da universidade de qualidade e que deve ser banido do sistema. Entretando, assim não deve ser feito também no congresso, no IPEA, na Embrapa etc. Moralização é otimo! Tão boa que deve ser para todos!!!

  • Quem manda estudar no Brasil ?? Agora chupa e engole !!!!

    • Gostaria de alguém que frequenta o Blog com mais inteligência do que a minha, analise o que quiz dizer
      Alexsandro com este comentário

      Como sou do PT, obvio que sou ignorante e manipulado.

      • O Alexsandro é jogador de futebol….

      • quis é com S.

  • Quando eu era aluno, se o governo me perguntasse: “Você acha que o salários dos professores deveriam aumentar?”

    Eu responderia, de pronto: NÃO. Os caras são uns barnabés profissionais. Coloca ensino a distância no máximo de cadeiras possíveis.

    Todavia os tempos são outros, estou mais maduro. Vejo com clareza, mesmo tendo péssimo professores nas universidades, que os salários dos nossos professores (em todos os níveis) deveria estar no topo da remuneração estatal. E as cobranças?? No mesmo nível, lógico.

    Por outro lado, acredito que o foco da sociedade/governo, neste momento, deveria ser no ensino público médio e fundamental. Este sim é um faz de conta. É péssimo.

    Por fim, não faz sentido atrair os nossos jovens brilhantes para carreiras que constroem muito pouco para sociedade. O foco de um país sério é educação, saúde, ciência e tecnologia.
    Se achar que estou mentindo ou exagerando. É só verificar quem são os profissionais que os país centrais vêm buscar por aqui no nosso rico país de terceiro mundo.

  • Pronto!!!!
    Pierre aderiu ao PIG: Partido da Imprensa dos Gráficos….

    Gozado foi ver o grande aumento no IPEA e no MCT ( parece que outras categorias também) justo no periodo pre-eleição de 2008…

    Sou servidor municipal!

    Esse ano é na base da bolacha cream cracker, mas ano que vem sai uma lagostinha…
    Se Deus quiser!!!!!

  • Um governo nazista é a solução. Socializando tudo e privatizando a UFPE

  • Parabéns pela análise.

    VERGONHA! GREVE JÁ!

  • Cadê martins para ficar de trololo aqui?

    Quero ver como ele vai defender o governo petista agora…

    Tá vendo Acerto de Contas? Por que mesmo vocês apoiaram esse governo?

  • Excelente estudo. Vale lembrar que o professor é Dedicação Exclusiva e por isso não pode ter outras rendas. As duas outras carreiras comparadas não possuem isto e portanto possuem uma vantagem maior ainda em relação aos professores.

  • Pierre está jogando com os números para dar a entender que os dois governos (Lula e FHC) foram igualmente ruins para os professores.

    Mas não foram não. Longe disso.

    A prova está no gráfico 4. Podem olhar lá e acompanhar o que eu digo.

    Em 1998, o salário real era 100. Em 2003, quando Lula assume, já estava em 88,25. Ou seja, o salário real perdeu 11,75 pontos apenas no segundo governo FHC.

    Vamos a 2007, quando Lula começa seu segundo mandato. Em quanto está o salário real? Em 100,36. Ou seja, o primeiro mandato de Lula COMPENSOU as perdas do segundo mandato de FHC.

    E agora vamos a 2011, quando Lula passa a faixa para Dilma. Em quanto está o salário real? Em 102,89. Melhor do que em 2007, muito melhor do que em 1998.

    OU SEJA: O governo Lula entregou o salário real bem melhor do que em 1998.

    Mesmo que em 2011 o salário real caia para 97,15, ainda é MUITO MELHOR do que em 2002.

    Concluindo, tudo com base no gráfico 4 de Pierre: entre 1998 e 2010, as perdas aconteceram no governo FHC e foram revertidas no governo Lula.

    Cabe à categoria lutar para que o governo Dilma mantenha a mesma linha adotada por Lula. De fato, a proposta apresentada é ruim. Mas com pressão aqui, negociação ali, dá para alterá-la.

    A luta dos professores é justa.

    • Martins, por favor faça a mesma análise agora para os outros dois cargos por favor e me responda por que eles têm tratamento diferenciado. Obrigado!

      • Faço minhas as palavras de Pablo Holmes, logo abaixo.

    • Lula peou um salário defasado e só fez voltar ao valor de 1998.
      Em resumo, os dois foram ruins para os professores.
      Indo além, para o Governo Lula, vale muito mais um pesquisador do Ipea ou da Fundaj do que um professor.

      • Pierre, pelo amor de Cristo!

        Como você pode dizer que “os dois foram ruins para os professores”, jogando ambos os governos na mesma vala comum?

        No governo FHC, só houve perdas. O salário real em 2002 era bem menor do que no começo do governo dele.

        Achei esse manifesto de professores em GREVE DE FOME no primeiro governo FHC, datado de 15 de junho de 1998, referente às perdas acumuladas nos primeiros três anos e meio de FHC. Ele diz: “Ao longo desse período, os docentes ligados às IFES tiveram seus vencimentos congelados, sendo obrigados a conviver com perdas salariais que hoje gravitam em torno de 50%”.

        http://www.apagina.pt/?aba=7&cat=70&doc=7393&mid=2

        50% de perdas em três anos e meio do primeiro mandato? Que beleza! Mais 11,75% de perdas no segundo mandato, segundo você nos mostra.

        Calcula pra gente de quanto foi a perda total no salário dos professores no governo FHC, Pierre. Compara o salário em 1995 e em 2002.

        Já no governo Lula foi MUITO DIFERENTE.

        Houve GANHO REAL, segundo mostram seus dados.

        Se o salário real era 88,25 no início do governo Lula e 102,89 em 2010, isso significa um ganho de aproximadamente 16% acima da inflação.

        Não é o paraíso, amigo. Mas daí a dizer que ambos foram igualmente ruins, há uma imensa distância.

        • Mas foram iguais martins.

          A diferença de 2 pontos no gráfico quatro é algo significativa?

          Esta quase a mesma situação de abandono…

          Ainda mais se você observar que o ano em que se chega a um incremento de 107% é bem pertinho das eleições, é tipo: ME REELEGE DOIDO!!! E depois volta a cair e ficar quase na mesma condição que antes…
          Mais claro que isso, só o sol!

        • Laccosta, é óbvio que a valorização salarial ocorrida no governo Lula tem que ser medida entre o primeiro e o último dia desse governo.

          E tá lá: 88 no início, 102 no final.

          Você há de concordar que é injusto comparar o valor pago no final de um governo com o valor pago no meio do anterior. Assim você faz Lula levar a culpa pela desvalorização ocorrida nos quatro últimos anos de FHC.

          Para saber o que FHC fez, compare 1995 com 2002.

          Para saber o que Lula fez, compare 2003 com 2010, nunca com 1998.

          Para saber o que Dilma terá feito, compare 2011 com 2014.

          FATO 1: O governo Lula propiciou valorização salarial real, acima da inflação, de 16% em relação ao salário que era pago no dia da sua posse.

          FATO 2: O governo FHC propiciou uma enorme e lamentável desvalorização salarial em relação ao salário que era pago no dia da sua posse.

          FATO 3: A proposta de Dilma gerará, caso seja efetivada, uma enorme e lamentável desvalorização salarial em relação ao salário pago no dia da sua posse.

    • meu querido, veja só (Pierre me corrija se eu estiver errado):

      Lula repôs a perda salarial do segundo mandato de FH (e é muito justo você salientar isso) e depois deixou por aí até o final do 8 anos. Enquanto isso, a remuneração para os pesquisadores do IPEA e MCT subiram muito, mas a dos professores não.
      Os professores querem que os salários aumentem, como os do IPEA e MCT, e não só “mantenha a mesma linha adotada por Lula”.

      A proposta de Dilma vai fazer com que o salário atual fique abaixo do final da era FH, mas atualmente ele já está menor do que o final do primeiro mandato FH.

      Talvez o título leve muito para o lado do “quem foi melhor presidente”, mas não é esse o caso. O importante aqui é mostrar que: no segundo mandato FH o salário caiu muito; em Lula, ele voltou ao patamar de 1998 e ficou estável; e agora ele *está decaindo novamente*, sendo que Dilma apresenta uma proposta que quer repetir a mesma curva descendente do segundo mandato FH.

      É óbvio que os professores tem que reclamar porque, mesmo que não caiam, os salários estão desatualizados, não houve as melhoras que o segundo mandato de Lula deu para outras categorias. Não é questão de só ficar onde estar, é continuar melhorando, martins, e no segundo mandato, Lula não ofereceu melhoras; agora, Dilma oferece um retrocesso.

      • Muito bem, Igor. Nada como um choque de realidade!

        Você reconhece que o que eu saliento é justo.

        Ainda quer que eu tome cicuta?

        Os dados de Pierre confirmam meus argumentos.

        • Mas de fato, como eu já disse, a proposta de Dilma é muito ruim. Os professores devem combatê-la.

        • claro que quero! cicuta é um santo remédio pra vários males como reumatismo, cretinismo, fanatismo…

    • Professor, note que além de não ter havido praticamente nenhuma valorização no governo do PT aumentou muito a carga de trabalho.

      • Continua no máximo oito horas de aula por semana.

        • Corrigindo-o Martins: Mínimo de oito horas de aula por semana.

        • me conta em que departamento você dá oito horas que eu vou pedir transferência pra lá… Lei é uma mas com REUNI e outras pérolas a realidade é outra, no meu departamento chegamos a ter professores com 22h/semanais! Só o salário é um motivo justíssimo para deflagrarmos a greve, mas as condições de trabalho… não há gráficos suficientemente claros. Entrem nos laboratórios nas salas de aula. Analisem o que tem sido feito com os currículos e somos obrigados a engolir o” ensino à distância”.

        • Com todo o respeito, duvido muito que tenha professor de universidade federal dando 22h de aula por semana.

          Qual é o seu departamento, Laura?

        • Não, Bruno. É MÁXIMO de oito horas mesmo.

        • querido martins, no geral, um professor em Cinema dá 3 ou 4 cadeiras, ou seja, no mínimo 12 horas, fora as orientações em alguns casos, bancas e tudo mais

          esse máximo seu é mínimo

          já provou o chá de cicuta? se tiver ruim, bota um pouquinho de gengibre ou arsênico

        • Caros, sou professor universitário Doutor Adjunto 2 e vejo os comentários com bastante preocupação.
          Vivo na pele esse desajuste com a carreira do MCT ( que ainda produz algo) e com o IPEA (que é importante para o governo e mais ninguém), pois tenho amigos nos dois órgãos. Estes sempre me questionam pq não faço outro concurso e mudo de ministério, pois o salário inicial de lá é maior que o meu com cerca de 7 anos de carreira!!!! Defendo minha posição com alguns números: passo 16h/semana em sala de aula (em péssimas condições) com uma média de 40-50 alunos por turma, orientei 4 monografias no 1o semestre de 2011 e mais tantas neste 2o semestre, 2 alunos de mestrado, produzi 3 artigos internacionais e 4 nacionais, e ainda tenho que confeccionar projetos de pesquisa para órgãos de fomento para poder arrumar um dinheirinho em uma concorrência ferrenha e nem sempre leal com os iniciantes, para laboratórios, etc.
          Pergunto: o que os meus “pares” fizeram neste período, e ainda querem os petistas ficarem pendurados numa “brocha”de um único argumento. Me poupem…

        • OK, amigos, claro que pode haver exceções à regra.

          Mas desde quando dar 16h de aula por semana é muito?

          Na imensa maioria das particulares, sabe quanto ganha um doutor que dá essa carga horária?

          A 20 reais a hora, dá uns 1300.

          E nem toda faculdade chega a esse valor.

        • martins:

          1) Você não pode comparar professor de “faculdade” com professor de”universidade”. O segundo também tem que realizar atividades de pesquisa, orientações, bancas e até de administração.

          2) O salário das faculdades particulares é maior do que isso

          3) O salário das UNIVERSIDADES particulares, então, é maior ainda se o professor for 40h (isso não quer dizer que ele dá isso tudo de aula!)

          4) 16h de aula é muito sim! Um bom professor, para cada hora de aula, ele passa uma hora (ou mais, dependendo do caso) preparando material/laboratório, corrigindo provas, etc.

        • Olá Martins,

          tu não tens a mínima ideia do que é ser professor, ou pelo mesno do que é dar UMA hora de AULA.

        • A respeito da carga horária, o MÍNIMO é de OITO horas, salvo exceções quando o professor atua em cargo de administração.

      • Não faço a mínima ideia de quem seja este Martins… mas sou Professor e o que sei é que gasto de 3 a 4 horas preparando cada hora-aula minha. Além do mais, na minha instituição nem laboratório tem, estão criando mais cursos e já ministrei disciplinas suficientes pra me dar mais uma Graduação.
        Vá falar do que você sabe meu amigo, não fique aqui tentando defender o indefensável!

        • ESTOU COM DAVID! DECERTO ESSE MARTINS NÃO FAZ A MENOR IDÉIA DO QUE SEJA O PROCESSO DE TRABALHO DO PROFESSOR! É UM DEBOCHADO!

    • martins, Copiei e colei seu comentário lá no nassif. muito esclarecedor.O Pierre foi tendenciosos pra carai, mas ,no fundo, é um bom rapaz.

      • Também fiquei com essa impressão (de tendenciosidade). Primeiro li o artigo e achei legal os gráficos comparativos. Li os comentários – deprimentes, na maioria – e as ponderações do martins (daí deu para reparar na ‘manha’ de se manter os valores absolutos, descartados as desvalorizações ‘normais’ das movimentações econômicas).
        Espanta as pessoas cobrarem equiparação salarial entre os três grupos SEM entrarem, antes, numa busca do porquê aconteceu assim – meandros da política que estão FORA do artigo. Nivelam, porque é conveniente para o que já defendem, independente do artigo. De resto, é claro que ninguém vai ganhar nada se não brigar por – e isto é assim no mundo todo! Luta política é um direito, não palco para cenas e ressentimentos preconcebidos.
        (ps. a paciência do martins quase vale mais do que seus argumentos) :)

      • Martins,

        16h de aula por semana tornam muito difícil fazer pesquisa, orientar alunos de iniciação científica, TCC, mestrado e doutorado e conseguir verba através de editais, verba essa que reverte-se em benefícios para o departamento. Muitos professores em particulares dão até mais que 16h de aula, mas muitos deles só dão aula. Além disso, as aulas cobram tempo para preparação e correção de trabalhos e provas. O tempo fora de sala de aula é muito maior do que pode parecer, se você quer que os alunos realmente aprendam. Também é gasto tempo atualizando o material das disciplinas, algo que tento fazer todo semestre. Adicionalmente, professores que levam a sério a carreira acadêmica (me considero um deles) não ficam muito tempo em uma mesma disciplina ou lecionam várias delas (às vezes alternando entre semestres), o que significa que essa carga extra de trabalho para preparação nunca some completamente com o passar do tempo.

        Sobre R$ 20,00 para um doutor em uma particular, bom, não é a realidade que conheço. Pelo menos na Nassau, na FIR e na UNIVERSO, os valores são pelo menos o dobro (ou quase: R$ 37,00, e isso é apenas na que paga menos) disso. E há alguns extras.

        • Mesmo nessas aí, o salário para 16h nem chegaria a R$ 2,5 mil.

        • Castor chama a atenção para um aspecto importante que vem sendo negligenciado no debate: aquilo que parece “invisível” no processo de trabalho do professor, mas que consome a maior parte do seu tempo e é condição necessária ao exercício digno da docência. Não sei se Martins está atento a isso, nem mesmo sei, realmente, se é professor. Não é possível estabelecer comparação com as instituições privadas, que exploram a força de trabalho do professor visando tão a somente a produção de mais valia. Se Martins, que me parece trabalhar para o Governo, for por aí, pelo caminho do falso problema, será realmente decepcionante.

    • Olá Martins,

      por favor, não defenda. Apenas veja os números. Não há melhora significativa. Houve melhoras na infraestrutura das federais, isso é claro, mas a qualidade do ensino e dos sálarios ficaram muito longe de algo satisfatorio.

      São todos iguais. Precisamos no Brasil de mais pessoas patriotas, pois o que temos são apenas partidários.

  • Pierre, vc há de convir que a carreira de professor é muito maior que essas outras. O impacto nas contas é muito maior. E aí deve entrar um cálculo que inclui os custos e benefícios de um investimento/despesa como esse.

    Sem dúvida que tem de haver melhoria nos salários. Mas ela não pode ser tão linear, como historicamente reivindica a categoria. Não há Estado de Bem-Estar no mundo que tenha uma carreira de professor universitário tão horizontal como a nossa. A diferença salarial entre um professor titular e um professor adjunto 1 é pequena. E a diferenca entre a maioria daqueles que estão no fim de carreira, como associados, e aqueles que são adjunto é menor ainda.

    A consequência é que os custos de melhorar a carreira e o sistema são altíssimos. E o motivo nós conhecemos. Há uma grande resistência de grande parte de professores de incluir critérios objetivos de mérito e produtividade para a ascendência na carreira e para determinar os salários. Os professores que publicam pouco e produzem pouca ciência acham que devem ganhar o mesmo que um professor que tem produtividade internacional alta. Isso leva a uma distorção absurda, em que um professor tem apenas que dar aula a vida toda, para terminar a carreira ganhando exatamente igual aquele que, além das aulas, produziu absurdamente ciência e tecnologia (a atividade fim da universidade).

    Eu conheço o argumento do movimento: “todos contribuem para a universidade”, “a atividade fim é educar”, “todos são importantes”. BEm, eu também sou socialista. Mas não entendo socialismo como sinônimo de burrice. E é fato que é burrice vc achar que a contribuição social de um professor que dá apenas aulas ou desempenha funções administrativas é a mesma daquele que tem alta produtividade científica. Cá pra nós, aula e administração, na maior parte dos sistemas universitários sérios do mundo, não é nem coisa de professor. Para administrar (coordenação, direção e reitoria) normalmente se escolhe alguém que é profissional nisso, ou então, um aluno de pós graduação. Um professor doutor, preparado, precisa estar formulando pensamento, orientando e educando. Por outro lado, aquele que dá apenas aula, na inglaterra, na alemanha, nos EUA, na frança, na china, na índia, no japão, nem o nome de professor recebe. Ele é um lecturer, um Lehrbeauftratgter. Ele é alguém que dá aulas, mas não um professor universitário de verdade.

    Vamos lá. Claro que os dois “professores” são importantes. Mas não há como negar que, para um projeto de desenvolvimento, ficar trancado na sala de aula é bem pouco. E num páis pobre como o nosso, é muito luxo pagar tanto para um professor para ele se dar ao luxo de simplesmente não estudar e produzir ciência. Sabe quanto ganha um doutor que dá apenas aulas na univerdade alemã? 1.300 euros por mês. Um professor ganha de 4.500 a 5.000. As coisas não muito diferentes em outros países. Para ser professor vc tem que ter um nível de produção bem mais alto, e aí vc ganha o direito de ganhar mais e trabalhar mais.

    Mas fale em qualquer mudança nesse sistema, no brasil, e haverá uma resistência tremenda. Eu conheço professores que são adjunto há 15 anos e publicaram 3 ou 4 artigos em todos esse tempo. Bem, ele tem todo o direito. Mas ele não pode achar que deve ganhar igual aquele que, além de dar suas 10 ou 12 horas de aula por semana, publica 2 a 3 artigos por ano, pelo menos um em publicações internacionais. Isso é uma loucura.

    Mas a que leva essa distorção? aquele que produz pouco desestimula aquele que produz muito a continuar produzindo, porque ele torna o sistema caro e o salário de todos baixos. E a idéia de uma isonomia nos ganhos com heteronomia nas responsabilidades impede uma maior diferenciação interna da carreira que permitiria aqueles que trabalham mais ganhem mais. O resultado é que muita gente que teria talento e podia contribuir para a ciência e tecnologia, no brasil, prefere ir para outras carreiras que pagam melhor.

    Ao mesmo tempo, como esses professores que produzem pouco são exatamente aqueles que tem tempo de reivindicar e ir ao sindicato, são eles que pautam as negociações salariais. O resultado? o governo, que não é trouxa, dificilmente apoia suas propostas extremamente horizontais. Seja por falta de recursos, seja porque elas são normalmente anti-econômicas (investem muito dinheiro em um sistema improdutivo). A consequencia final é esse sistema maluco de editais, que força aquele que quer produzir a passar 2/3 do seu tempo preocupado com a burocracia de pedir dinheiro e prestar contas. Talvez, se o sistema fosse mais racional, com uma carreira mais diferenciada internamente, fosse possível que o professor adjunto sem muitas aspirações acadêmicas ganhasse o que ganha hoje, e os outros, que se dedicam à ciência full-time, pudessem ganha mais e ter mais recursos para pesquisa e desenvolvimento, sem se ocupar tanto da burocracia.

    Mas achar que todos devem ganhar igual, sem distinção para a produtividade em pesquisa, desenvolvimento, patentes, é besteira. Se nenhum país rico do mundo se dá ao luxo de fazer isso, num país pobre como o nosso isso cheira a manutenção de privilégios e crime econômico contra a população.
    aí se faz a greve. No final, o governo dá algum aumento: novamente para uma carreira totalmente horizontalizada, que não diferencia o mérito, mas abandona novamente a carreira.

    Claro que é difícil mudar isso. Depende de uma decisão política de cima para baixo, porque dos professores isso nunca vai partir. Mas se o brasil quer realmente concorrer na ciência e tecnologia com aqueles países que produzem ciência e crescem baseados no conhecimento, ele vai ter se adaptar ao sistema científico mundial. E isso quer dizer uma carreira mais diferenciada, como qualquer país do mundo, em que há um lugar para o professor que dá apenas aulas, um lugar para o professor que administra, e outro para aquele que produz ciência e tecnologia. A idéia de indisossiabilidade é fundamental, mas ela só viável economicamente se o sistema se tornar um pouco mais racional.

    • Muito boa análise, Pablo.

      Vale lembrar também que o nível Associado foi criado por Lula, garantindo que o salário do professor aumente no final da carreira. Outro dado que Pierre convenientemente “esquece”.

    • Muito bom o texto. Concordo com grande parte do que foi escrito. Essa horizontalidade é péssima para os que trabalham e se dedicam de verdade ao desenvolvimento da Universidade e dos seus alunos. Porém acho que para alguns professores “falta” uma certa vivência no mercado, mas essa discussão não cabe nesse tema.

    • Pablo, muito bom o texto, mas pergunto se não seria o caso de extendermos essa sua análise para outras carreirras.

      Ou seja, por que juízes que apresentam grandes diferenças no ritmo de produtividade ganham o mesmo?

      A maioria das carreiras públicas atualmente valoriza a meritocracia apenas no papel. Na prática sabemos que se chega ao absurdo de um profissional com produtividade 10x ganhar MENOS do que um profissional com produtividade x, muitas vezes, inclusive, por questões políticas.

      • concordo que o que disse vale para todas as carreiras. O brasil é definitivamente a terra da jabuticaba. Só no brasil, um moleque de 25 anos pode ser juiz federal e ganhar 21 mil reais. definitivamente, só no brasil.

        • mas tem uma coisa… a produtividade do juiz deve ser medida de forma diferente da produtividade de um professor. Acho até que hoje já existem mecanismos, para um e para outros. No caso dos juizes, o CNJ tem normas de produtividade que estao comecando a ser respeitadas, no caso dos professores existem avaliacoes institucionais.

          Nenhuma das duas avaliacoes tem, porem, impacto no salario. E, por incrível que pareca, hoje, é mais provável que os juizes improdutivos sejam punidos do que os professores (veja o caso do TJ /SP, que hoje está na folha de sp).

          No que se refere aos juizes, qualquer tipo de mudanca na carreira com implicacoes salariais seria mais complicada ( e eu nao acho adequado, porque nao se trata de um trabalho cujo mérito pode ser medido, senao pela quantidade). Juizes tem direito a subsídio, pela constituicao. No caso dos professores, é possível alterar a carreira por lei. Além disso, no caso do professor, é possível também criar critérios que nao sejam apenas quantitativos, mas que sejam tb qualitativos (semanticos) de produtividade. O cara que publica um paper genial, depois de 3 anos, pode ser mais importante para a universidade do que aquele que publicou 10 papers fracos. Mas o sistema científico já mede essas coisas. Aliás, já existem mecanismos valendo para a avaliacao institutional. Esses mecasnismos, porém, nao tem nenhum impacto na progressao da carreira. Esse impacto é algo obvio em qualquer país sério do mundo. Se vc, nos EUA, na Alemanha, no reino unido ou na franca tem um contrato com a universidade, mas nao produz nenhuma pesquisa, vc nao tera chances jamais de progredir na carreira, ganhar um tenure, passar a professor etc.

          Eu pessoalmente acho que o governo nao vai querer enfrentar essa questao agora. Acho que isso vai vir com o tempo, naturalmente, com alguma reforma do ensino superior mais profunda (talvez isso fique para um futuro governo conservador, que vai vir em algum momento, talvez dentro de 8 anos). Mas é certo que do jeito que tá, com esse grau de horizontalizacao, a coisa nao funciona.

          Por outro lado, eu nao acho que o sistema inglês e americano de centros de excelência ou o alemao de “todo poder ao professor” sejam perfeitos. O primeiro concentra muito os recursos e gera um crescimento lento das desigualdades sociais que como se ve agora na inglaterra gera tb problemas economicos. Além desse ser um sistema por demais elitista e pouco democrático. Na alemanha, eles tem um sistema misto (ou sempre tiveram). As universidades sao mais ou menos equivalentes, nao havendo realmente centros de “excelencia”, pois todas as universidades sao razoavelmente boas. Por outro lado, a estrutura da universidade é por demais hierarquica, pois os “professores”, que ganham bem e tem todo o poder acadêmico, sao pouquíssimos (eles sao apenas os nossos titulares), enquanto todo o resto da universidade é composta por doutores contratados e pesquisadores que nao tem nem um contrato fixo, ficando na precariedade até os 40 anos, esperando uma possível vaga de professor.

          Eu acho que para o brasil seria legal algo misto. Um sistema descentralizado, com várias universidades tendo um minimo de verbas e, ao mesmo tempo, concorrendo por verbas de pesquisa do governo central entre si (por meio de editais), o que favoreceria o desenvolvimento regional, sem desmerecer a qualidade, e com mais escalonamento interno da carreira. A carreira podia ser algo parecido como é nos estados unidos. Vc tem o full professor, o associated professor, o assistent professor com tenure e o sem tenure. Do ponto de vista constitutional, nao teriamos como ter um “adjunto” sem tenure (sem ser funcionário publico). Mas poderíamos ter uma diferenca salarial maior entre as classes, possibilitando que aqueles que, por mérito, ascendam na carreira e cheguem a associado ou “adjunto com tenure” (eu diria que poder-se-ia criar uma outra classe intermediária aí, já que no brasil sao todos funcionários públicos, o que nao está no horizonte mudar) pudesse ganhar melhor.

          Sinceramente, é justo que o cara que vira professor cedo, aos 30 e poucos, mas se acomoda, fique ganhando um salario menor a vida toda, que corresponde a seu empenho. Nao se trata de elitismo, se trata de justica social Nao dá pra um país pobre como o nosso pagar igual pra todo mundo, sem fazer essa diferenca. Aliás, além de ser caro é injusto e desestimula a produtividade cientifica.

          Se agora chegou a hora de darmos a virada que paises ricos deram ainda no fim do século XIX, para uma sociedade do conhecimento, que produz inovacao, saber e tecnologia, isso tem que ser feito.

        • Pablo,

          Concordo com você, só acho muito difícil conseguirmos transplantar da o modelo universitário inglês, francês, americano ou alemão para nossa “tupiniquesca brasilis”.

          Com todas as disfunções e falhas, acredito que o sistema americano seria, EM TESE, o melhor para o Brasil.

          Digo em tese, por que sei que vou morrer e não vou realizar o sonho de ver as universidades brasileiras entre as que mais produzem ciência no planeta.

          Quanto à questão dos juízes, realmente é um absurdo ver uma “criança-adulta” de 25, 26 anos sendo juiz. O cara pode ser crescido para muita coisa, menos para decidir sobre a vida e o patrimônio alheios.

          O conhecimento para muita coisa na vida não se acha nos vade mecuns nem nos códigos, mas na própria vivência que só a longevidade traz.

          Acho qu

        • (continuação…)

          Acho que deveria ser estabelecida uma idade mínima para se assumir uma magistratura como existe para os cargos eletivos.

          Trocando em miúdos, se fosse pra escolher, preferia ter os destinos da minha vida num processo criminal nas mãos de um “macaco velho” vivido em justiça penal do que na mão de um recém-saído de faculdade que viveu de decorar “macetes” para passar em provas e concursos sem a menor sensibilidade e experiência com as questões mais profundas da vida que somente a idade é capaz de trazer.

    • Conforta-me vir ao blog e ler um excelente comentário, como costumeiramente são os produzidos por Pablo Holmes.

      Não aguentava mais ver Alexsandro falando “sacro” pra lá, “sacro” pra cá…

    • Muito boa a análise, Pablo.
      O Estado da Arte é nos compararmos com os países sério… Assim, veremos claramente como estamos presos em pré-conceitos, burocracia e uma falsa meritocracia.

      Digo mais, uma meritocracia que não produz nem dar resultados.

    • As visões de mundo são muito diferentes entre as pessoas…. e toda visão de mundo é correta para aquele que com ela observa. Por esse motivo, tento entender a visão do Pablo Holmes, mas tenho o direito de me indignar e de também expressar minha opinião e minha visão a respeito do que foi comentado.
      Acredito que a universidade é mais do que pesquisa…. acredito que por este motivo temos no pais não só universidades, mas também instituições voltadas exclusivamente à pesquisa. O que me surpreende é o fato de que alguns PROFESSORES vêemo ensino como “perfumaria”, colocando a pesquisa como foco principal de uma instituição que apresenta três pilares bem claros: ensino, pesquisa e extensão. Em meu ver, o peso destas três atividades, dentro da Universidade Pública, é o mesmo…. talvez o status é que seja diferente. Infelizmente convivo em um mundo em que as pessoas se inscrevem para concursos, prestam provas e até assumem cargos para ensinar, “extensionar” e pesquisar…. assinam um contrato de PROFESSOR (afinal não somos contratados como pesquisadores), e depois não gostam de assim serem chamados… ou ainda pior: acham que apenas pesquisar é ser professor. Não é à toa que o ensino dentro das Universidades é tão ruim. Me pergunto se não seria o caso destes “professores” repensarem suas vidas e partirem para uma instituição de pesquisa e se tornarem os PESQUISADORES que sempre quiseram ser. Desmerecer a docencia, sendo um PROFESSOR, é algo de uma irracionalidade enorme! É negar o seu próprio ser e sua função social.
      O Brasil realmente pode ser o país das jabuticabas… infelizmente tem jabuticaba que queria ser cereja, pineaplle, ou strawberry. Aí então me pergunto novamente: será que não seria o momento de vestir a camisa jabuticaba e buscar um padrão interno, e não se espelhar no que funciona para outros? Se até na medicina buscam-se tratamentos mais individualizados, porque adotarmos padrões estrangeiros para a nossa EDUCAÇÃO? Se é tão ruim assim ser jabuticaba, porque os “gringos” (tão reverenciados nos textos de alguns autores) vêm buscar tantos talentos “terceiro mundistas”? Porque alguns deles vêm para cá e não querem voltar? Sei que as mulatas são motivos para alguns, a caipirinha para outro, mas ainda acredito que temos algo de tão bom que vai além do talento para fazer tanto com tão pouco. Talvez os pesquisadores de plantão possam mostrar esse nosso atrativo com dados ou tabelas. Talvez os mesmos pesquisadores possam também descobrir um remédio para nossa “incompetência”, que por sinal também é a incompetência destes pesquisadores, que se gabam tanto, mas não são os maiores “publicadores” do mundo.
      Resumindo, concordo que temos muito o que melhorar! Concordo que existem muitos casos absurdos de “professores” que deixam suas funções de lado simplesmente por saberem que sua baixa produção (na pesquisa, ensino e extensão) não os impedirá de receber o seu salário ao final do mês…. Só acho que se o sistema está assim, em partes é porque nos negamos a assumir nosso papel social de fiscalizadores, fazendo com que todos consigam trabalhar em um nível satisfatório e que compense os gastos públicos. O que não posso concordar é que a Universidade deixe de ser uma instituição de ensino, pesquisa e extensão, e passe a ser apenas uma empresa de pesquisa. Não concordo que o PROFESSOR de verdade seja visto como um vagabundo, que não faz nada além de ensinar! Este “nada além” é a base para os senhores pesquisadores serem quem são (afinal, nem todo mundo nasce auto-didata). No mundo produtivista de hoje, publicações são mais comuns que pingos de chuva. Existem tantas revistas e tantas publicações que novas portas têm se aberto àqueles que se escondem atrás de número de publicações para esconder sua maior dificuldade, que é ensinar e desenvolver seu papel social de educar e criar uma massa crítica, capaz de melhorar o que existe, sem copiar modelos previamente impantados em outros países.

      • Bravo, Fábio!

    • polêmico, e muito bom.

      Acho que precisa ‘melhorar’ a distinção entre ‘dar aula’ e pesquisar – faltou considerar a extensão, outra falha, tratá-la como ‘algo menor’ (mas toma um tempo!!! e tem também as burocracias da pesquisa…).
      Concordo que o movimento NUNCA vai pensar seriamente em modificar a carreira internamente, considerando as diferentes funções. A reforma que resultaria de colocar em prática o que foi escrito acima modificaria substancialmente a universidade brasileira – o que poderia ser muito bom, mas “antes” seria preciso ‘curar’ o brasileiro do vício (de colonizado) do ‘elitismo’, os doutores ‘no me toques’ da supervalorização da pesquisa.
      O país é pobre e precisa de ampliar muito o acesso à universidade, sem gente para ‘dar aulas’…
      Mas ‘voto’ a favor da fala aí. Balançaria ‘velhas’ estruturas ineficientes…
      Ah, sim… mas o tópico é salarial…

    • Com o risco de uma previsão furada, pois são muito poucos e pouco representativos de uma população de mais de 53.000 professores das IFES os que aqui escrevem, li os comentários para sondar se existe disposição para uma greve. É o que de fato interessa.

      Entre os que pontificam juízos de valor sobre quem merece ou não merece receber um salário melhor do que os caraminguás da piada – lembrando o inimitável Professor Raimundo do Chico Anísio de tantas décadas atrás -, reina a ignorância do que os economistas chamam de “fundamentos”. O governo federal depende da emissão de títulos para os pagamentos de suas contas, além da arrecadação de impostos. Emitir títulos significa pedir dinheiro emprestado aos investidores ou rentistas, e os títulos do governo brasileiro são hoje os de mais alto retorno do mundo. Em razão deste “fundamento” – o governo brasileiro não tem como dispensar o capital estrangeiro em uma economia com reduzida taxa de poupança, e tem a obrigação de cumprir os contratos e pagar suas dívidas com os investidores -, a prioridade do Banco Central é garantir o pagamento destes títulos, mesmo que isto implique na redução da despesa pública. Considerados os contratos com as empreiteiras, o peso relativo da folha de pagamento do funcionalismo público é significativo. Resta ao governo federal cortar estas despesas entre aqueles com menor poder de mobilização e cuja atividade ou serviço tenham menores ou nenhum efeito direto sobre a balança de pagamentos.

      É aí onde os Professores Raimundos levam a primeira carga da cavalaria ligeira dos burocratas do Tesouro, fora as chamadas “unfunded liabilities”, para usar o termo técnico apropriado ao gosto de quem calcula as aposentadorias e pensões.

      Os que pontificam sobre o merecimento ou o desmerecimento argumentam em causa própria, o que é previsível. Assumem que o governo federal concorde com a auto-avaliação e lhes pague os melhores salários e as melhores bolsas. Sentem-se parte do poder. Mal sabem, raspando a rasa fluência no “primeiro mundo” no qual buscam proteção e familiaridade, que o grande empreendimento industrial e financeiro no Brasil vive sem eles, ou apesar deles. Pois é este empreendimento industrial que investe em ciência e tecnologia no decantado “primeiro mundo”, mesmo quando o investimento se dá pelas agências como a National Science Foundation, o US Army Research Office ou o CNRS. São aqui, em sua maioria, irrelevantes para a economia industrial brasileira as pesquisas destes sábios, produzidas para garantir-lhes o diferencial de salários. O que é, certamente, compreensível e indispensável para fazê-los sentir o pertencimento à sociedade e à cultura. Somente para eles, entretanto, pois o que está em jogo é a manutenção de um status quo ante que exige enorme pertinácia.

      É assim que o poder dos juízos de valor sobre os salários dos “professores que dão aulas” versus os “professores que fazem pesquisa” foram, exatamente por este motivo, um dos êxitos do governo federal dos últimos oito anos em detonar a capacidade de mobilização dos professores universitários por melhores salários. Barreiras burocráticas são o instumento preferencial e eficaz para a proteção deste satatus quo, o que explica a criação da anomalia do professor associado. Não se trata aí apenas de merecimento acadêmico: trata-se principalmente de um mecanismo para apoderar-se da receita insuficiente destinada às IFES, redistribuindo-a para amortecer a insatisfação generalizada com os caraminguás de sempre. Este é um fato reconhecido por muitos e repetido sempre, mas reclassificado pelos “professores pesquisadores” como expressão da hierarquização necessária e moralmente indisputável, pois sem um “downgrading” perde-se a referência para o que deve ser um “upgrading”, uma forma mais sofisticada de execrar a “horizontalidade”.

      Neste circo, os comentários dos que defendem este ou aquele governo são, por assim dizer, o que quer o poder. Estas discussões não o atingem. Ao contrário, o divertem. Nada mais autêntico a uma democracia que o ruído, desde que ele não se transforme em ameaça real. É onde buscar a motivação para uma greve por melhores salários. Tomara que dê certo desta vez.

    • Bem, “loucura” (com todo respeito aos loucos) é publicar 2 ou 3 artigos por ano e achar que essa quantidade significa qualidade! Milton Santos criticava essa exigência quantitativa, sobretudo nas Ciências Humanas e Sociais. Conheço muitos colegas que, desonestamente, “copiam e colam” num ritmo frenético de pseudo produção intelectual. Alguns artigos que chegam às minhas mãos para avaliação/encaminhamento são realmente decepcionantes e expressam essa sanha sem sentido de produção acadêmica em série. Amigos, temos que pensar seriamente sobre isso, senão, o futuro será ainda mais funesto. Ah, como eu gosto de trabalhar com os alunos a distinção entre trabalho concreto e abstrato (Marx). Estudo e pesquisa me consomem, no mínimo, oito horas diárias. Ministrar aulas, porém, é um momento inalienável desse processo, é parte indissociável daquilo que Florestan Fernandes (além de Gadotti, Freire, Ianni, entre outras pedras fundamentais) chama de “formação humana”. Considerar a sala de aula um momento “menor”, para mim, é um acinte!

      • Prof. Carvalho: Louvável seu comentário. Depois de ler as elucubrações do Sr. Pablo. Fiquei a questionar o que seria ser professor. Achei também um absurdo esta diferenciação entre quem dar aula e quem somente faz pesquisa ou finge que faz. Estou na carreira docente universitária há uns dez anos e tenho visto bons exemplos de professores pesquisadores (que não querem saber de sala de aula, porque esta lhe exige pensar, construir pensamentos, estudar e labutar vinte quatro horas por dia. Isso quando se busca qualidade e não quantidade…) reproduzindo o mesmo artigo, fruto da tese, duzentas vezes e somente trocando o título. Claro, e achando tudo o máximo… Creio que o senhor pablo está um tanto equivocado quanto ao que seja ser professor e ser pesquisador… Pesquisa deve ser algo relevante para a sociedade, para o meio ambiente, para a vida humana de forma geral… Agora apropriar-se da teoria do CTRL C e CTRL V ou dá uma de esperto e reproduzir o mesmo artigo n vezes, para mim, isso tem outro nome. Além disso, os órgãos finaciadores de pesquisa tem as cartas marcadas. A realidade senhor Pablo é bem mais embaixo e muito mais desleal e desigual. Pergunte a um avaliador… Bom questionamento, Fábio: Será que a universidae é só pesquisa? extamente, e o tripé básico que forma uma universidade, qual seja: ensino, pesquisa e extensão. Fico indignada com comentários deste tipo, bem como, me repugna ver um professor-doutor trancado em uma sala refrigerada fingindo que produz porque odeia sala de aula. Por que não procurar um centro de pesquisa para trabalhar e abandonar a carreira docente. Ou, então, acaba-se com a carreira docente e coloca todos os professores somente para pesquisar… E o ensino? E a formação de tantos jovens?

        • É isso, Edileusa! Sou “líder” (denominação do CNPq) de um grupo de pesquisa, mas NÃO ABRO MÃO de ministrar aulas na GRADUAÇÃO (sobretudo nos primeiros períodos!). Você e o Fábio estão certíssimos: a “formação humana” é a essência do trabalho docente!

    • Boa análise Pablo, até 2 anos não discordaria em nada do que falaste. No entanto, quais critérios devem ser usados?
      Mas, como comparar 1 pesquisador doutor em uma instituição estruturada, próximo de aeroportos, com grupos fortes e 15 anos de carreira, com outro colega em um Campus pequeno, que não tem transporte para visitar sua área experimental que se localiza a 130 km de estrada de barro e buraco, EM CARRO PRÓPRIO, e que fica até duas semanas sem internet e quando consegue acesso, a rede é tão lenta que quase não faz download de artigo?

    • Caro Pablo,

      Concordo contigo sobre o impacto orçamentário da folha das Federais. Contudo, não concordo que esse argumento seja usado para não oferecer o razoável retorno financeiro para aqueles que se dedicam a carreira. Ponho a seguinte questão: Educação – custo ou investimento? Sua linha obviamente segue a concepção de custo e creio que seja o senso comum desinformado sobre a matéria.

      Como gestor, posso dizer que a visão para tomada de decisão é meramente eleitoreira e qualquer resultado em educação só passa a ser sentido após, pelo menos, uma geração. Mas qual o tempo de mandato mesmo?!? Quem é que vai lembrar daquele político que mudou os rumos da educação nacional? Mais fácil lembrar daquele que oferece benécies assistencialistas, ou constrói um lindo viaduto ligando nada a lugar nenhum.

      Isso ainda piora quando vemos um tanto de pessoas de baixa capacidade crítica entoarem o mantra de que “professor trabalha pouco”, “quem sabe faz, quem não sabe, ensina”, ou outra imbecilidades de mesmo nível.

      Porém, se tomarmos a outra vertente, vemos que o investimento em educação está DIRETAMENTE ligado à justiça social, desenvolvimento econômico, qualidade de vida. É simples assim.Não requer muito esforço para obter dados factuais sobre isso. Países como Coréia, Japão, Canadá são alguns deles.

      Sou professor por franca opção! (e, acho, masoquismo!). Escolhi essa carreira pois é algo que me imagino fazendo para o resto de minha vida.

      PS: fui aprovado em dois concursos para o serviço federal, em cargos que hoje pagam o dobro do que recebo. Apesar disso, não me arrependo! Mas luto e quero lutar por minha carreira: mais respeito e melhor rendimento.

  • Bom, o que eu queria saber é quanto ganha e como é a carreira de um professor universitário com doutorado nos demais países, França, Reino Unido, EUA, China, México, Argentina etc. (Da Alemanha o Pablo Holmes já deu um toque.) Alguém aí poderia fazer a pesquisa?

  • Pierre/Bahé/Raboni,

    Acho que merece um post. E a defesa de Martins…

    Deu no Diario de Pernambuco:

    A faxina realizada pela Prefeitura do Recife nas unidades de ensino da Secretaria de Educação está saindo proporcionalmente muito mais cara do que a feita por uma dona de casa. E não é pela qualidade dos produtos, mas pelo que o município paga. A diferença de preço entre os materiais de limpeza comprados pela prefeitura e os vendidos nos mercados populares chega a 282% (ver quadro), considerando as mesmas marca e especificações. Tal fato aponta indícios de superfaturamento, ou seja, aquisição de um bem superior ao valor praticado pelo mercado.

    As atas de registro de preço 9 e 10/2011 celebradas, em 18 de abril deste ano, entre a prefeitura e as empresas Ednilson Pinho de Miranda ME e Estivas Novo Prado LTDA, que fornecem os produtos de limpeza, foram registradas no pregão presencial nº 002/2011. De posse das atas, o Diario foi conferir a distribuição dos “kits limpeza” em algumas escolas e creches municipais. Em seguida, realizou cotações em mercados de bairro e supermercados.

    Numa unidade de ensino, uma diretora, sem saber o conteúdo da matéria, comentou: “Não temos problema. Todo mês a gente recebe e, quando, falta podemos solicitar reposição.” Foi apresentada à reportagem também a “lista de abastecimento”, que consta: o produto, a apresentação da embalagem (garrafa, pacote ou unidade), a quantidade e os custos. “O documento serve para a conferência de quem o recebe”, explicou outra dirigente.

    Os valores contidos na lista são os mesmos da ata de preço e, consequentemente, descritos nos empenhos da prefeitura. É neste último registro, no entanto, que há a confirmação de que o pagamento será feito, e não mais uma pretensão de compra como sugere a ata. Foram licitados pelo governo municipal 38 itens distribuídos em três lotes, totalizando R$ 3,9 milhões para a empresa Ednilson Pinho Miranda ME e R$ 5,1 milhões para Estivas Novo Prado LTDA. Foram empenhados aos dois fornecedores, até agora, um total de R$ 1,4 milhão.

    A quantidade solicitada e o valor total também chama a atenção. Por exemplo: são 530 mil unidades de água sanitária, que contabilizam pouco mais de R$ 1 milhão – a unidade saiu a R$ 1,98. Não existe, no entanto, especificação da marca na ata de preço, mas os depósitos das escolas, apontam que a “Olimpo” foi a distribuída. Ela custa, no mercado popular, R$ 0,95. Uma diferença de 208%.

    • Não defendo nada. Se tiver irregularidade, punição neles! Mas seria bom o amigo colocar também os argumentos da PCR, que também estão na matéria, para termos uma visão mais completa.

  • Caros,
    realmente o Pablo fez uma boa análise. Mas ainda não justifica as discrepâncias entre as carreiras. Além disso, há de se convir que é óbvio que os pesquisadores do IPEA e C&T devem ter mais pesquisas que professores, afinal, eles não lecionam, não praticam extensão e não orientam. Certo?
    Mas há outro problema não colocado. A nova carreira docente (EBTT) dos IFs (Que teoricamente seriam os centros de tecnologia do país) nem mesmo consideram os títulos para progressão na carreira. Isso é um absurdo. Como estimular tecnologia assim? Como valorizar a educação assim? Mais que isso, quase todos professores das IFs chegam a 20 aulas por semana e ainda assim têm que obrigatoriamente desenvolver pesquisa e extensão. Dessa forma, tem como ser uma pesquisa tão boa assim? A ciência demanda tempo e dedicação, não é algo que se faz entre uma aulinha e o café da tarde.
    Entendo a posição do Pablo, que fez uma séria análise, mas não se limita a isso. É preciso olhar para a educação e a Ciência com mais cuidado, para não se julgar os professores apenas pelos erros estruturais de todo o sistema. Como as universidades e os IFs (principalmente) podem ter uma ‘seria produção se todas as outras carreiras de mesmo nível, no âmbito federal, oferecem carreiras infinitamente melhores que a dos docentes. Tomemos cuidado pessoal.

    ab

  • Caros,
    Não defendendo o governo, mas com o intuito de colocar a noticia de forma isenta, sugiro mudar a frase
    “Dada a proposta do Governo de reajuste de 4% no próximo ano e posterior congelamento do vencimento, com discussão apenas em 2013″
    por
    “Dada a proposta do Governo de reajuste de 4% no próximo ano e compromisso do Governo de que a reestruturação a ser acordada nesse num GT de modo a promover a equiparação das tabelas remuneratórias das carreiras de MS e EBTT com as tabelas
    remuneratórias atualizadas da carreira de Ciência e Tecnologia, com implantação dessa equiparação em janeiro de 2013″

  • [...] Do Blog acerto de contas, o gráfico abaixo, que apresenta o salário nominal de três carreiras federais (professor de Universidade Federal, pesquisador do IPEA e pesquisador do MCT): [...]

  • Pierre,

    O salário “achatado” do Adjunto 1 realmente é desistimulante para que novas pessoas entrem no mercado, no entanto, é preciso ver a carreira como um todo, e nesse ascpecto, a criação da figura do professor Associado é algo que deu uma boa melhorada no sistema. Seria bom ver essa comparação que você fez com o Adjunto 1, também para o final da carreira (excluído o Titular).

    Será que a situação seria tão ruim como você pinta?

    De qualquer forma, não há dúvidas de que há exagero nos salários de diversas carreiras existentes no serviço público brasileiro. Seja no comparativo com a iniciativa privada, seja no comparativo com outros países. E a questão passa a ser: o professor está ganhando pouco, ou os pesquisadores do IPEA e do MCT estão ganhando muito? Ou nada disso, e o certo é como está agora? Uma comparação com outros países pode dar uma pista de qual é a resposta a esta pergunta, bem como a análise do benefício que cada uma dessas carreiras traz para o país. Eu, sinceramente, não sei a resposta, ainda que eu ache que na realidade todos estão ganhando mais do que o país tem condições objetivas de pagar.

    • Muito boa a análise. Apesar de concisa, falou tudo.

      “Eu, sinceramente, não sei a resposta, ainda que eu ache que na realidade todos estão ganhando mais do que o país tem condições objetivas de pagar.”

      Eu também comungo dessa mesma opinião.

      Todas as categorias passaram a sonhar, de um tempo pra cá, com remunerações irreais e essa situação, caso se concretize, pode trazer prejuízos irreversíveis para as contas públicas do país no médio/longo prazo.

      As categorias não podem simplesmente sair pedindo o quanto quiserem. O problema é que muita gente quer realizar o sonho do primeiro milhão bancado pelo serviço público, já que não conseguiu de outra forma. Aí não tem erário que aguente.

      • Prezado,

        não sei bem o que quis dizer com “remunerações irreais” e muito menos com sua referência a outro post “mais do que o país tem condições objetivas de pagar”.

        Estamos caindo no discurso manipulado do governo e da mídia. Comungo da ideia de que há cargos com vencimentos excessivos (caso dos próprios políticos e outros servidores públicos), mas dizer que a grande maioria está ganhando demais, e que os profissionais da educação entram nesse bolo, me parece forçar um pouco. Qualquer país que se quer sério, precisa valorizar a educação (e não apenas a superior).
        O que me insulta é a gente imaginar realmente que o país não tem condições de pagar seus servidores ao passo que torra bil~hoes em festividades internacionais (COpa-Olimpiada), fora as corrupções que levam para o esgoto muito dinheiro público. É um tapa na cara dos servidores públicos aceitarmos esse discurso da mídia e do governo, como se fosse real.

        • Rodolfo F, a melhor maneira de paralisar uma discussão é começar a trazer elementos demais para ela. Mas vamos lá:
          O Brasil tem condições objetivas de realizar estes eventos internacionais (Olimpíadas e Copa)? Acho que não. Vamos gastar muito dinheiro para pouco resultado. Acho que esse dinheiro seria melhor aplicado em uma série de outras coisas que o Brasil precisa, inclusive uma drástica melhora do salário dos professores do ensino fundamental (principalmente) e médio. Obras de saneamento, investimento em transporte público e ciclovias etc. Mas, não é isso que se está discutindo agora.

          Com relação ao salário da educação, é preciso uma certa calma na análise. O salário dos professores de nível fundamental e médio são baixíssimos – principalmente, mas não exclusivamente, no setor público. É preciso valorizar o professor, sim. Pelo que eu sei, só para fazer uma comparação que nosso amigo Pablo Holmes poderia dar uma mão, um professor de jardim de infância na Alemanha ganha basicamente o mesmo que um professor universitário.

          Quando se olha para os salários dos professores universitários, a história começa a ficar um pouco diferente. Se compararmos com outros salários de servidores públicos, realmente ele é baixo e até muito baixo, mas se compararmos com o que um professor universitário ganha em outros países, de uma forma geral eu diria que os salários estão bons, talvez até mais altos que em países que se costuma chamar de primeiro mundo. Logo, vem minha pergunta: os salários dos professores estão baixos ou os outros salários públicos é que estão altos?

        • Sem falar, caro Rodolfo, no descaramento chamado DRU (Desvinculação das Receitas da União) e nas nefastas e ascendentes metas de superávit primário (em percentual do PIB) que somente se destinam ao pagamento de juros da Dívida Pública! Com essa política sonsa, sempre vai faltar para a Seguridade Social e a Educação.

    • Comparar com profissionais da mesma area em outros paises, ok.
      Mas porque nao fazer o mesmo com o salario dos politicos?
      Se compararmos o que ganha um politico (isso mesmo nas esferas municipais) e um professor-pesquisador veremos que é melhor virar humorista, jogador de futebol, cantor de pagode e tentar uma vaga nas nossas camaras do que ficar estudando a vida toda, formando profissionais que vao ganhar bem mais do que vc e tendo que aguentar comentarios como: ‎”Quem quer dar aula, faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado.” Cid Gomes, atual governador do estado do Ceará.
      E ainda ser obrigado a ver noticias como a seguir e ser chamado de preguiçoso por fazer greve:
      Salário do Governador Anastasia aumentou 30%: de R$13.400,00 para R$17.200,00. O salário do vice do Anastasia e de seus secretários aumentou de R$10.000,00 para R$12.900,00. Os professores estaduais, EM GREVE POR MOTIVOS SALARIAIS, tiveram aprovados um aumento de R$765,00 PARA R$803,25, ou seja, 5%.

      • Pois é esses políticos também deveriam trabalhar por gosto e não com esse salário, para que assim os que realmente trabalham pudessem receber salários mais justos…Quem sabe se eles doassem seus salários a miséria seria menor…

        • Com certeza, Denise. Aliás, vereador (pelo menos de cidade até 100.000 habitantes) não deveria receber salário e políticos em geral não deveriam poder nomear zilhões de cargos comissionados.

      • su,

        A discussão aqui é de salário de professor universitário, não de professor de rede estadual, que é baixíssimo. De qualquer forma, tenho quase certeza que esses valores que você postou para os salários dos professores estaduais está errado, por conta de uma “malandragem” muito comum no Brasil: coloca-se salário base, que é uma peça de ficção, como se fosse salário real. Ou Minas está desrespeitando o piso salarial da educação?

        • http://www.apeoc.org.br/extra/pesquisa.salarial.apeoc.pdf

          Sai da torre de marfin…

          Está parecendo alguns professores do DF-UFPE que não conheciam os salários de fome dos professores da rede estadual… hoje um deles e secretário de (des)educação…

        • Pois é. Todo esse cálculo de Pierre, por exemplo, é baseado nos ganhos em 1998 dos professores que recebiam a tal gratificação GED “em sua totalidade, quando alcançados os 140 pontos”.

          Aí eu pergunto: quantos por cento dos professores tinham a GED em sua totalidade?

        • Martins
          Quase todo mundo, menos os aposentados

    • É isso aí, Márcio.

      E na verdade o salário não é desestimulante.

      Porque a principal alternativa para os doutores seria trabalhar nas universidades e faculdades privadas, 99% das quais oferecem condições de trabalho e remuneração incomparavelmente piores do que as federais.

      E também porque nas Ifes há um sistema de progressão que vai aumentando o salário dos adjuntos de dois em dois anos, até que cheguem a adjunto 4. A partir daí, pulam para professor associado, situação em que ganham mais de R$ 11 mil, salário que levarão para a aposentadoria.

      • Não é verdade.
        Hoje já avalio com seriedade a ideia de ir trabalhar em um banco, como todos os meus colegas de doutorado.

        • Sim. Num banco é outra coisa. Aí o céu é o limite para os ganhos.

          Mas duvido que você cogite ir trabalhar numa Unicap.

        • E aí, Pierre…
          Encara a Unicap?
          Ou prefere continuar recebendo da viúva?

        • Se o cara pode ir para um banco privado ganhar uma fortuna, o que é que ele vai fazer numa universidade particular?

        • Pierre,

          Em qualquer lugar do mundo se ganha mais trabalhando no mercado financeiro que numa universidade.
          Até Harvard, considerada a melhor universidade do mundo paga salários relativamente baixos para seus professores (exceto, talvez, os big shots – ganhadores de prêmio nobel e coisinhas afim). Digo isso porque eu tenho um amigo que era professor de Harvard e resolveu ir para uma universidade menos renomada, mas que pagasse melhor.

          Um outro amigo meu desistiu de ensinar em uma universidade americana para ir trabalhar no ramo de consultoria para fundos de investimentos. A única coisa que ele reclama é que as férias dele ficaram bem menor e a carga de trabalho ao longo do ano bem maior. Ah, esse meu amigo ganhava menos nos USA, como professor, do que se ele fosse professor da UFPE (e isso sem fazer qualquer tipo de conversão baseada em paridade de poder de compra).

        • Pois, é Márcio. Tudo bem que no mercado o céu seja o limite.

          O problema é quando o pessoal quer levar esse raciocínio para o setor público.

          As pessoas tem que entender que um banco privado paga a um diretor o quanto achar que vale o trabalho dele. Pode ser R$ 3 mil, R$ 30 mil, ou R$ 3 milhões.

          No setor público, a lógica é completamente diferente.

          Não podemos usar os salários monstruosos de alguns executivos da área privada como exemplos para a atribuição de valor à remuneração do servidor público.

          Até por que em alguns (poucos) casos, o funcionário cresce tanto dentro da empresa, que em certo momento a empresa percebe que é mais vantajoso integrá-lo como sócio.

          Enfim, quer ter um salário milionário? Arrisque-se na iniciativa privada.

          Quer a tranquilidade do serviço público? Contente-se com o que ele pode lhe pagar.

      • Caros Senhores,

        Venho, há tempo, pensando em deixar a carreira do magistério e retornar à iniciativa privada, devido à baixa remuneração oferecida nas IFES (na minha opinião). Contudo, o contato com os alunos e o estímulo de poder contribuir para o desenvolvimento do Brasil, realizando atividades de pesquisa, costuma “compensar” a defasagem do meu salário como docente de uma IFES e me manter neste “vício”. Para que tenham uma idéia, boa parte dos alunos sem experiência alguma, recém graduados em engenharia mecânica pela minha instituição, recebe remuneração semelhante à minha. Pelo lado dos alunos, acho isto ótimo, pois indica a valorização da profissão que escolhi e leciono, bem como o reconhecimento (do mercado) pelo trabalho da universidade e pelo esforço destes alunos. Contudo, pagar este salário a um profissional experiente com mestrado e/ou doutorado, em engenharia mecânica, é um grave equívoco. Não creio que sua análise seja precisa e, vou ainda mais longe, creio que a atual política de remuneração afaste apenas os bons profissionais da docência. Gostaria, ainda, de tocar no assunto de que boa parte das atividades de pesquisa e formação de cientistas e técnicos altamente especializados passa pelas IFES no Brasil. No final, todos saem perdendo com a descrença de professores “produtivos” no estado: a universidade, os alunos, a indústria que precisa da mão de obra especializada, etc… O professor relapso nunca deixará a universidade, contudo com este tipo de política tendemos a perder nosso melhor material humano em médio e curto prazo. Vejo, pelo tom com o qual tentam estipular meu salário, que este tipo de perda não importa aos senhores. Talvez não conheçam tão bem quanto pensam nossas universidades, ou mesmo a importância delas no cotidiano do país.
        Em suma, queira ter a delicadeza de não julgar meu salário com base no seu.

        • O sistema universitário americano é bem diferente. Os salários dos professores dependem muito da área. Nas áreas de business e direito, segundo eu sei, os salários costumam ser bem acima das outras áreas. Mas na média os salários não são tão altos realmente, márcio. Mas suspeito que sejam sim melhores que no brasil. Se vc tem uma tenure, acho difícil vc ganhar menos de 60.000 dólares por ano. Em direito, é normal 100.000 mesmo para quem não tem tenure. Com tenure é um pouco mais. Fora isso, com tenure, vc tem secretária, assistente etc… Não é uma vida tão ruim assim, convenhamos.

        • Pablo, em geral são mais altos que no Brasil, sim e, sem dúvida alguma, há muito menos burocracia para um professor americano realizar que para um professor brasileiro.

          Para um professor pesquisador, o maior problema não é o salário, mas a burocracia necessária para continuar pesquisando, sem ter nenhuma apoio logístico por parte da universidade.

          Com relação a uma tenure, em tese, depois de 7 anos você a obtém, mas isso é em tese, na prática, é comum se passar muito mais tempo que isso para consegui-la. O amigo que eu citei que pensou em voltar para ensinar no Brasil, ele não tinha tenure e não era da área de direito nem de business.

          Isso leva a uma outra questão: devem todos os professores (mesma titulação, mesmo tempo de universidade) ganhar a mesma coisa? Ou, de outra forma: deve um professor de engenharia mecânica (como apareceu um aqui reclamando que seus alunos sem experiência ganham o mesmo que ele) ganhar o mesmo que um professor de filosofia? Ou um professor de medicina ganhar o mesmo que um de enfermagem? Eu acho que sim, mas a resposta a esta pergunta depende de como se enxerga o mundo. Sem dúvida alguma, na iniciativa privada, um engenheiro mecânico ganha mais que um filósofo e um médico mais que um enfermeiro. E daí talvez surja parte da indignação de alguns professores, ao ver seus colegas de profissão ganhando mais que eles. Mas isso não ocorre em todas as carreiras.

          Com relação à remuneração, mesmo que você considere 60.000 dólares, isso dá R$ 7.200,00 por mês (dólar a R$ 1,60, considerando-se 13º salário e 1/3 de férias), que é mais ou menos quanto ganha um Adjunto I. Talvez o problema realmente seja o quanto os outros estão ganhando, e não o quanto o professor está ganhando.

          Claro que, com as outras carreiras do serviço público ganhando muito mais, nada mais lógico que os professores pleitearem salários maiores, mas daí a dizer que os salários estão ruins, há uma grande diferença.

        • Concordo com Márcio quando diz: “Para um professor pesquisador, o maior problema não é o salário, mas a burocracia necessária para continuar pesquisando, sem ter nenhuma apoio logístico por parte da universidade”.

    • Eu não sou pesquisadora do IPEA, mas sou professora de IFES. Hoje eu dou 11h e tenho 100 alunos. Absolutamente adoro o que faço, mas concordo que hoje se abrilhantou demais a pós e a pesquisa em detrimento da graduação. Em “briga” interna no departamento, houve professor da mesma disciplina que queria dar 7h semanais… com o detalhe de somente atender a 40 alunos “porque estava na pós”. A CAPES prioriza o quanto se publica ao invés da qualidade do trabalho de forma que me pergunto se grandes gênios da pesquisa mundial conseguiriam bolsa da CAPES/CPq/FAPs, já que muitos deles se dedicaram a um mesmo tema por muitos anos e publicaram na vida toda o que muitos vão publicar em um ano na atualidade. Vários dos alunos que co-oriento juntamente com um colega me perguntam porque não estou na pós. A resposta é a mesma: com a publicação de “apenas” um artigo ano, eu não sou bem-vinda nos programas de pós aos quais tenho acesso porque a presença de professores “menos produtivos” pode vir a derrubar o conceito do curso. Na prática: prefiro ficar de fora desse sistema punitivo, pois não quero compactuar com ele. No fim, são eles… os números de novo. O referencial não deveria ser a formação decente de recursos humanos???

      Com tudo isso, eu acho que o professor merecia ser, em todas as instâncias o mais alto salário, mais alto até que o salário do presidente da república, que se fosse analfabeto (e vamos deixar o mollusco para lá) não se elegeriam por não saber ler. Some-se a isso, o fato de que, enquanto o pesquisador do IPEA/MCT vai levar pra casa somente os dados da sua pesquisa para analisar e o artigo para escrever, o professor leva isso e mais trabalhos, provas, texto dos alunos que estão escrevendo seus TCCs, etc. Se o professor faz pesquisa, deveria haver uma gratificação em separado, mas com metas mínimas a serem atingidas pelo professor, a serem fiscalizadas não por comissões departamentais “compostas pelos parees”, mas por alguma outra comissão externa. Assim, os “somente professores” seriam valorizados e os “professores pesquisadores” também. Corre-se o risco de se ter uma GED

      • Só complementando, corre-se o risco de ter uma GED. Sim, mas isso pode ser prevenido justamente pelo uso de comissões externas formados por técnicos que analisem friamente se o professor vai receber a gratificação. Os somente professores também devem ser bem remunerados justamente pelo que falei acima. Pela importância desta classe como um todo.

  • Acho que o Martins tá certo. Nada de greve, porque os professores estão ganhando uma fabula : Todos os anos viajam ( em classe executiva ) à Europa. Tem casa na praia ( e um sitio em Gravata )i, compram mais de 30 livros por ano, tem assinatura dos 3 jornais locas e dois nacionais, além, claro, de duas revistas. Possuem uma gorda caderneta de poupança e reside num belo apartamento de mais de 200 metros quadrados. O carro é sempre renovado todos os anos. O que desejam mais ? E ganham muito bem, graças ao PT do Martins.

  • Acho que o Martins tá certo. Nada de greve, porque os professores estão ganhando uma fabula : Todos os anos viajam ( em classe executiva ) à Europa. Tem casa na praia ( e um sitio em Gravata )i, compram mais de 30 livros por ano, tem assinatura dos 3 jornais locais e dois nacionais, além, claro, de duas revistas. Possuem uma gorda caderneta de poupança e residem num belo apartamento de mais de 200 metros quadrados. O carro é sempre renovado todos os anos. O que desejam mais ? E ganham muito bem, graças ao PT do Martins.

    • O marqueteiro da direitona finge não ter entendido que eu critiquei a proposta de Dilma e afirmei que a luta dos professores é justa.

      • Martins. Quem é você ? Eu assino o que digo… você é apenas Martins. Quem é você? Um servidor público? Deve ser. Quando deixei o serviço público, nos anos 70, para ser jornalista ,recebi de um amigo um belo conselho. Você fez bem em abandonar o serviço público disse ele, ao afirmar que o funcionário publico só pensa em três coisas : no aumento que vem ai… num atrasado… e conseguir um cargo em comissão. É ou não é um frtustado ? Para ele nenhum governo presta…porque bom mesmo é o próximo.

        • Não sou servidor público.

          E, ao dizer isso, você acaba criticando Pierre, servidor público que está reclamando do salário!

        • Ricardo,
          se você me apresentar esses professores que fazem tudo isso que você citou, seria interessante. Porque faz 10 anos que estou dentro da universidade pública (entre pós e agora professor) e essa não é a realidade que vejo.
          Pior: citar que compram 30 livros por ano como algo ruim, é descabido. Em dois sentidos: primeiro, porque ainda bem que se atualizam tanto assim e você criticando; segundo, porque têm que tirar do p’roprio bolso para se atualizarem, porque as universidades e os IFs sofrem co falta de investimentos.

          Seu discurso é contraditório e se esgota em si mesmo. Primeiro diz que o servidor só quer saber de salário e de comissão, e depois diz que compram 30 livros por ano (pra que comprariam então, se só pensam em salários?)

        • Fascismo barato.

  • [...] Salários dos Professores das Federais já estão piores do que no Governo FHC Publicado em agosto 22, 2011 por SESDUFT Fonte: http://acertodecontas.blog.br/educacao/salrio-dos-professores-das-universidades-federais-j-esto-piores-do-que-no-governo-fhc/#.TlGDdtTcfFg.twitter [...]

  • Porque não se inclui o período de 1995 a 1998?

    • Seria ótimo incluir esse período, para que todos tenham a certeza de como o governo FHC foi incomparavelmente pior do que o de Lula também nesse quesito.

    • Porque o caderno sobre servidores começou a ser editado em 1998. Sò tem dados a partir desta data

      • Deve haver outras fontes, ou não?

        • Talvez tenha, mas aí alguém que trabalha dentro da estrutura de governo poderia me arrumar, como algum assessor.
          Pode ser vc Martins?

        • Acho que Mr. Google poderia ser útil.

        • Cri…cri..cri…cri….

  • É óbvio que os gráficos mostram que Lula entregou o governo com um salário melhor do que o de 2002, quando entrou. Mas, também mostra que fez uma escolha de que profissão merece ser valorizada e isso tem relação com a nova definição da universidade: grandes colégios de 3º grau espalhados pelo interior do país. Professor dos novos campi não tem incentivo e, às vezes, possibilidade de fazer pesquisa, pois tem que dar aulas e mais aulas, para alguns dos antigos campi terem tempo livre.

  • Professor Pierre, eu sei que os bons professores não podem pagar o pato pelo que fazem os mals profissionais. Mas junto com uma remuneração ajustada, e um novo plano de carreira, precisa vir também mecanismos para que obriguem o professor a dar um mínimo de horas aulas por semana, e uma fiscalização mais rigorosa quanto ao desempenho e presença dos professores em sala de aula. Não basta só aumentar o salário, é preciso motivar os bons profissionais de forma que eles sejam recompensados pelo bom desempenho em sala de aula. Tem muito professor que nem pisa na universidade, que se acha estrela, e que não cumprem com suas obrigações de ensino (não tou falando de pesquisa e atividades extras como consultoria e etc), os professores devem sim se dedicar a pesquisas e consultorias, mas precisam cumprir obrigações básicas de ensino, o que não está acontecendo.

  • Não há dúvida de que os salários dos professores estão defasados e precisam de correção. Mas a análise omitiu um dado relevante: em 2006, o governo Lula criou o Professor Associado, permitindo a progressão funcional de quem estava estacionado em Adjunto 4. Os que eram adjunto 1 em 1998 quase certamente são pelo menos Associado 1 hoje em dia. E os salários dos Professores Associados são cerca de 45% maiores do que o dos Professores Adjuntos. Esta diferença é considerável e tem que ser incluída na análise. Para os valores exatos, favor consultar http://bit.ly/pxzQMY .

  • Caros Professores,

    Creio, eu, que este momento não é hora de brigar por partido e sim pela Educação, se FHC , Lula, Dilma, fizeram ou não, não é a questão. A questão aqui é a qualidade da Educação. É a falta de investimento pesado na Educação, pois qualquer país que diz em desenvolvimento, precisa possuir um investimento pesado na Educação. E nesse contexto entra o salários dos professores sim! Sou uma professora nova com muiat vontade de trabalhar, mas ao ver tanta discrepância no Brasil acabamos por nos desmotivar sim!! Faço questão de explicar aos alunos tudo o que está contecendo, pois eu não sou uma pessoa alienada politicamente. Sou a favor do povo, do coletivo, se é PT, PSDB, PR, ou qualquer outro P… não me interessa. Interessa saber se realmente se quer desenvolve um país!

    • Até que enfim um comentário desprovido de partidarismo. Enquanto o povo brasileiro ficar nessa briga de PT x PSDB como se fosse time de futebol, vai continuar tudo a mesma porcaria. Todo governo tem seus acertos e falhas, corrupção tem em todos os partidos, o negócio é saber reconhecer os ganhos e lutar para corrigir os sérios problemas que nosso país vive, independente de quem esteja no poder.

      Concordo com boa parte do que o Pablo falou lá em cima, exceto quando ele fala que o foco principal da universidade deveria ser a pesquisa. Acredito que tanto ensino, quanto pesquisa e extensão devem ter o mesmo peso. Afinal, um ensino de qualidade é fundamental para a formação de pesquisadores de qualidade. O problema é que tem muito professor nas universidades que nunca se interessaram por docência e só querem saber de pesquisa. Assim como existem professores que só querem saber de dar aulas. Na minha opinião, o professor deve ter o mesmo nível de dedicação para ambas as coisas. Um professor que não ensina não contribui para a formação de pesquisadores, ao passo que aquele que não pesquisa não se atualiza, comprometendo seriamente a qualidade e a atualidade do conteúdo dado em sala de aula.

      Quanto à greve, acho as reivindicações dos professores justas, mas fico me perguntando: até quando será preciso fazer greve? A saída é sempre a mesma: faz greve, consegue algumas coisas e volta ao trabalho, para dali a alguns anos fazer greve novamente. Por que essa vontade de parar somente quando o salário é afetado? Por que não parar quando são dados aumentos exorbitantes a deputados e outros cargos políticos? Por que os sindicatos de diversas categorias não se articulam nesses momentos para combater esses absurdos? Como o Pablo bem disse, o Brasil é um país pobre. Não adianta reivindicar aumento salarial para uma categoria extensa como a dos professores quando há discrepâncias tão grandes com relação aos salários dos políticos. Se não houvesse corrupção e não houvesse tanto abuso, acredito que haveria dinheiro de sobra pra aumentar os salários dos professores, mas da forma como as coisas estão atualmente, acho difícil acreditar nisso.

      Abraços

  • Esse artigo me parece muito equilibrado sobre o tema:

    http://nabruzundanga.blogspot.com/2011/08/para-entender-greve-nas-universidades.html

  • Vamos parar com esta brincadeira. Nos anos anteriores ao governo Lula, tinhamos uma universidade que vivia de “cuia” na mão, literalmente. Os funcionários e professores viviam com pires nas mão e entregues a agiotas que tomavam conta da frente dos bancos em dia de pagamento. A nossa situação está longe de ser a ideal (muito longe), agora querer dizer que estamos na mesma situação da época de FHC é apelar. Então, façamos assim, vamos coloca-lo de volta ou quem sabe trazer o Serra, assim melhora. Manipulação de números. o que vale é o dia a dia, estamos sim,melhores e muitos melhores que 10 anos atrás, embora estejamos longe do ideal.

  • [...] estar “sendo enrolados” pelo governo Dilma, como teriam sido pelo governo Lula – aqui, no Acerto de Contas, blogue pernambucano, que tem Pierre Lucena, professor da UFPE, como um dos [...]

  • Cara dilma ta sendo a presidente mais omissa que esse brasil ja teve. pelo que vi os professores merecidamente devem reinvidicar por suas melhorias.

    Dilma minha filha! Sai da MOITA!

  • Justiça federal libera pagamento de supersalários no Senado:

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/08/justica-federal-libera-pagamento-de-supersalarios-no-senado.html

    A cada dia eu me pergunto como é que esse país pode se esculhambar mais do que já está.

    E todo dia eu encontro uma resposta.

  • [...] Informações de Pierre Lucena, do blog Acerto as contas. [...]

  • Pierre!

    Refaça os cálculos com o valor de janeiro de 1998, igual a R$ 2.287,91 (Boletim 1) e o índice, em janeiro de 2011, é igual a 143,7. Se vc sair de julho de 1998, em julho de 2011, o índice é igual a 95,4. Porém, esse é o nível de professor adjunto I DE.

    Como o professor progride a cada dois anos, partindo de janeiro de 1998, o índice chega a 223,9, em janeiro de 2011.

  • Belo comentário de Pablo. Concordo demais. Seria bom que esse comentário aparecesse num governo do PSDB…

  • Resumindo,

    vale a pena ser professor adjunto ou nao?

    • É bem melhor do que ser professor doutor em 90%das universidades e faculdades privadas.

      E bem pior do que ser executivo num banco particular.

  • [...] é o gráfico publicado no  Blog Acerto de Contas  do salário real das carreiras do professor universitário das federais, dos pesquisadores do [...]

  • Apesar de respeitar a opinião de todos os seguimentos socias, culturais e etc, o Martins que aparece no cometário não sou eu, ou seja, não é o Zé Martins do IFRN.

  • [...] Salários dos Professores das Federais já estão piores do que no Governo FHC [...]

  • Não acho que conseguirei acrescentar mais nada além da análise extremamente lúcida do Pablo Holmes. Mas concordo que a discrepância entre carreiras como a dos juízes e de policiais federais e professores muito mais qualificados do que estes profissionais é absurda. Porém, Pablo tocou no verdadeiro problema da nossa Universidade: o corporativismo que defende os professores vagabundos sendo contra o estabelecimento de remuneração baseada em critérios de produtividade. A estabilidade no emprego que faz com que estes vagabundos possam dar 4 horas de aula/semana e ganharem o mesmo salário dos que além de dar 12-16 horas de aula/semana ainda concebem projetos de pesquisa, concorrem, atraem recursos para suas instituições, orientam alunos em nível de mestrado/doutorado, perdem tempo acompanhando a compra de material e a manutenção dos equipamentos de seus laboratórios e ainda precisam fazer a prestação de contas de tudo isso, participam de bancas examinadoras, comissões de especialistas…Isto é justo? Só na cabeça destes sindicalistas jurássicos…Para finalizar, gostaria de lembrar que a comparação dos salários levou em conta a classe de adjunto I, mas como foi lembrado aqui por alguns, durante o governo Lula foi criada a classe de Professor Associado. Caso a comparação tivesse levado em conta a classe de Associado I (também para professores com doutorado), teria ficado evidente o ganho salarial no governo Lula.

    • Gente, as normas determinam o mínimo de 8hrs por semana de aula. O máximo, salvo engano, é 20hrs. Por favor, se informem. Se eu soubesse de colega com carga menor que 8hrs, sem ocupar cargo de direção, eu moveria um PAD. Simples! Vejo todos os meus colegas pegando no mínimo 8hrs, sempre!!! Não acho justo uns terem que se matar para alimentar ócio de outros. Agora, que tem muito professor que não se qualifica para trabalhar na pós e depois fica desdenhando quem está lá… isso eu vejo sim!

  • Só se fala em ganhar mais, em mais “grana”…
    Engraçado é que ninguém fala em se trabalhar mais pela educação; em os professores ensinarem melhor; em se dedicarem mais nas suas explicações, etc…

    Essas coisas, dificilmente se ver.

  • Enquanto tanta gente que estuda ensino superior, tiverem o objetivo de serem professores(as), apenas pelo interesse de quanto irão ganhar, a educação em geral brasileira será sempre deficiente.
    Quem sabe o dia em que buscarem lecionar, pelo prazer de contribuir com a boa educação, os salários não serão melhores?!

    Isso fica para reflexão.

    • O dia que os políticos também governarem pelo prazer o país será ainda melhor.
      Esse papo de lecionar por prazer é balela.
      Quem dá aula com prazer se no fim do mês vai faltar grana pra viver.
      A situação vai mudar quando começar a faltar professor no ensino básico, já que ninguém mais quer fazer licenciatura pra morrer de fome.

  • Bem, esta pesquisa é simplesmente hilária e a chamada da matéria é um poço de parcialidade.
    A primeira pergunta é. Se o pesquisador está tentando comparar o governo Lula com FHC, no aspecto salário dos professores das feredrais, por que ele não computou a variação salarial dos salários no período 1995-1998 (primeiro governo de FHC). Resposta: porque neste período as perdas salariais acumuladas foram superiores a 70% (haja parcialidade). Durante todo este período não houve sequer um único reajuste de salário dos professores das universidades federais e a inflação acumulada foi de mais de 70%.
    Depois, porque não comparar o final do governo FHC com o final do governo Lula? Resposta: porque, neste caso, perceber-se-ia que a salário real de FHC entre 1998 e 2002 variou de 100 para 88 (para baixo) e que no final do governo Lula ele variou de 88 para 97 (para cima).
    Por que se considerou apenas o salário de quem entra na carreira e não de quem permanece na carreira? Resposta: com a criação da classe de professor associado, por Lula, os professores das universidades federais podem, após 8 anos de exercício na classe de adjunto (I a IV), ascender à classe de professor associado I, cujo salário é cerca de 40% (atualmente cerca de 11.000 reais, bem próximo aos salários de MCT e IPEA) superior ao de adjunto IV. Na época de FHC, o máximo da carreira (exceto para os que faziam prova para professor titular – que é outro concurso – cujas vagas são limitadissimas) era adjunto IV, cujo salário era cerca de 10% superior ao de adjunto I. Hoje, isso seria algo em torno de 8.000 reais.
    Poderia ainda seguir falando da progressão dentro da própria classe de associado, mas acho que estas inflrmações já bastam para que, pelo menos, paremos de ler a montoiera de bobagens que se escreve sobre este tema. No mais, a reinvidicação dos professores permanece justa. Não se pode achar que, porque recuperamos parte do valor do salário, esta luta se esgota. É imperativo que se reconheça a necessidade de haver um dissídio para a classe, de modo que a negociação dos reajustes salariais seja automaticamente aberta a cada ano.

    • Nossa! Ricardo, não sei o que é ou o que faz. Mas NADA desse “mimimi” partidário que você faz em seu comentário mascara o fato: A CARREIRA DOCENTE ESTÁ ESTAGNADA DESDE 1998!!! Seja FHC, LULA , NADA MUDOU!!!

      Simples assim…

      É assim que quem está preocupado com a carreira docente deve ler esse estudo.

  • Essa comparação de funções não deve ser fundamental.
    Reclama que um auditor fiscal recebe mais do que alguém que tem doutorado.
    As vezes é mais difícil chegar ao cargo de auditor fiscal, do que ao de doutor. Esforço nos estudos, sei lá.
    Não acho muito válido.
    Tem que lutar pela valorização da categoria sim, pelo fim dessa intransigência do governo também, mas sabendo que 7.000 reais inicial é um excelente salário.
    Eles terem mais não significa termos pouco, e sim termos menos.

  • [...] uma perde de aproximadamente 8% apenas nesta negociação. Isso porque hoje o Professor Adjuntorecebe menos do que em 1998, durante o Governo [...]

  • É importante interromper este processo de desvalorização do professor e da educação pública.
    A consequência de uma educação de baixa qualidade impacta diretamente a sociedade, a cultura e o desenvolvimento de nosso País.
    Infelizmente a qualidade de nossa política parace ser dependente da manutenção da ignorância das massas de votantes.
    O remédio é o reestabelecimento de uma sociedade inteligente, observadora da realidade e fiscalizadora.

    Portanto professores, mãos a obra!
    GREVE para EXIGIRMOS um ambiente de trabalho digno de nossa missão, salários condizentes com a envergadura de nossa importância.

    NÃO PODEMOS ACEITAR 200, 300 REAIS PARA CALAR A BOCA.

    • 200 – 300 reais eu cobraria numa hora de consultoria.

  • Senhores, a pesquisa não leva em conta que foi criada a categoria de Associado, que não existia em 1998. Assim, os doutores podem chegar a ter um vencimento maior que em 1998. Para apurar a diferença, deveria ser comparado o salário médio de doutores com 8 anos de carreira, em 1998 e 2011. Esses profissionais sentiram melhora de rendimentos com relação a 1998, o que poderia explicar essa mobilização menor de greves, comparando os 2 períodos.

    • Fala isso porque não conhece as condições para progressão na carreira. Sabia que, em geral, TODAS as carreiras progridem anualmente? A do docente em 2 anos, por mérito, e 4 anos, por tempo. A do IPEA, por exemplo, são 12 níveis e a progressão é anual.

      • então onde podemos encontrar informações confiáveis sobre as condições para progressão na carreira de professor, se vc realmente sabe…?

        • Fábio,

          Existem orientações legais comuns e normativos específicos (tratando mais de processo) que são editados por cada universidade.

          O que vale para todos:
          Lei 8.112/90 – “Lei do Funcionário Público”
          Decreto 94.664/87 – Carreira de Magistério Superior Federal
          Lei 11.344/2006 – Criou, dentre outras coisas, a classe de prof. Associado…

          Daí em diante, como os processos são tocados dentro de cada autarquia, deve-se consultar cada uma!

  • TENHAM ESPERANÇA SENHORES, COM A APROVAÇÃO DO PRO
    JETO DO SENADOR CRISTOVAN BUARQUE E COM AS BENÇÃOS
    DO SENADOR (MINISTRO ALOYSIO MERCADANTE), CESSARÃO
    OS TEMPOS DAS VAQUINHAS MAGRAS. CIÊNCIA E TECNOLOGIA
    É TAREFA DAS FEDERAIS E NESSE MINISTÉRIO CERTAMENTE A
    REMUNERAÇÃO DOS PROFESSORES DOUTORES E MESTRES, SE
    RÃO MUITO DIFERENTES DOS QUE HOJE SE NOS APRESENTAM.

  • Bom, estou fazendo pra trazer meu amor de voltaEntrei neste site e fiz esta prece. Fiz para ver se ia dar certo e deu, assim que acabei meu amor ligou. A pessoa que eu copiei também não acreditava mas para ela também funcionou! AGORA VEREMOS… Diga para você mesmo o nome do único rapaz ou moça com quem você gostaria de estar (três vezes)… Pense em algo que queira realizar na próxima semana e repita para você mesmo (seis vezes). Se você tem um desejo, repita-o para você mesmo (Venha cá ANJO DE LUZ eu te INVOCO para que Desenterrec de onde estiver ou com quem estiver e faça ele ME telefonar ainda hoje, Apaixonado e Arrependido, desenterre tudo que esta impedindo que c venha para MIM , afaste todas aquelas que tem contribuído para o nosso afastamento e que ele c não pense mais nas outras… mas somente em MIM. Que ele ME telefone e ME AME. Agradeço por este seu misterioso poder que sempre dá certo. Amém…). Publique esta simpatia por três vezes , basta copiar e colar por três vezes em in forum diferente esta simpatia abaixo e logo em 48hs você terá uma linda surpresa, beijos Ainda esta noite de madrugada o TEU amor dará conta de que TE ama, algo assim acontecerá entre 1 e 4 horas da manhã esteja preparada para o maior choque de sua vida! Se romper esta corrente terá má sorte no amor. Deus vai lhe abençoárá e sua vida não será mais a mesma LEIA SOZINHO porque no passado eu também não acreditava que ia dar certo, mas… funciona mesmo!!! Entrei neste site e fiz esta prece. Fiz para ver se ia dar certo e deu, assim que acabei meu amor ligou. A pessoa que eu copiei também não acreditava mas para ela também funcionou

  • Dear friends,

    muito justa a briga por melhores salários. Mas deixa de ter méritos o professor que não pesquisa? Será que somente quem faz pesquisa e publica em revistas internacionais é que tem contribuição social? Publico em revistas internacionais/nacionais desde o mestrado e acho que na maioria das vezes contribu-se muito mais socialmente no Brasil ensinando bem os estudantes em sala de aula, pois serão estes estudantes que produzirão para aumentar o PIB brasileiro e os beneficios que vem com ele. A realidade é que deve existir um equilibrio entre pesquisa, ensino e extensão dentro das universidades. Mas o problema é como mensurar isso. Além disso, pergunto porque as demais categorias que somente pesquisam são as que devem receber mais enquanto nós das Federais temos que fazer além da pesquisa, o ensino e a extensão? Meio injusto isso não? Bom, espero não estar equivocado em meus comentários e forma de pensar.

    • Fernando,

      Sua pesquisa não melhora o que você ensina? Comigo funciona!!! Sem pesquisa a gente fica pelo caminho… não vai ensinar o melhor…

  • O educador(Professor) pesquisador nesse século é uma das saida pra educação do Brasil, Nordeste e sendo mais específico no Estado do Ceará. esse professor teria só 120 horas aulas, e as outras 120 horas aulas seria pra estudos, pesquisa e planejamentos. Mas dava um pouquinho do tempo pra familia, muitos desses profissionais não usam mais os valores que é fundamental que seja acompnhado com o professor. Agora pra ser executado o professor passaria pelo um concurso e não poferia mais trabalhar em empresas privadas ou publica(Estado) ficaria exclusivo do Municipio corrigia um pouco mais esse salário e pronto dariamo um grande salto.

  • Eu li a matéria, olha eu acho que o salário que os professores universitários ganham é muito bom por sinal, o problema é que eles querem ganhar demais, pior os professores da educaçao básica que dão muito mais aulas que os federais, aturam salas superlotadas e mal equipadas, sem falar de tantas outras coisas ruins e não ganham nem um terço do salário dos federais, e como são da educação básica deveriam ganhar no mínimo igual já que estão formando os futuros candidatos a cursos superiores…

    • Realmente, o salário frente a realidade brasileira não é de todo ruim. Sim. os professores de ensino básico é ridiculamente baixo.
      Porém, deve-se considerar que o trabalho de um professor federal está bem abaixo de cargos similares no âmbito federal, e também está equivocado que nosso trabalho se resume a sala de aula. Pois fazemos pesquisa ( e muita) que gera conhecimento. Trabalhamos as noites e nos finais de semana orientando alunos de graduação e pós-graduação e ainda usamos as horas vagas e férias para escrever projetos e tocar nossos experimentos.
      Com nossa capacitação, só não abandonamos o barco porque amamos o que fazemos e porque há poucas coisas tão maravilhosas na vida do que formar um aluno.

      • Corrigindo o Post anterior. Minha intenção foi dizer que o salário dos professores de ensino médio e básico são ridiculamente baixos.

      • Concordo com isso, mas ainda acredito que eles tambem não ‘abandonam o barco’ porque não tem muitas opções não é? pelo menos nas biológicas, a gente (alunos) fica pensando ‘quem mais nesse país iria contratar um professor doutor?’ só mesmo uma universidade e raros centros de pesquisa que parecem não ser muito diferentes em relação a este descaso salarial. Há quem diga – e eu não sei até que ponto concordo – que o melhor que alguém pode fazer com seu doutorado é ‘abandonar o barco’ (o Brasil) e aceitar as oportunidades no exterior, principalmente aquelas que surgem durante um doutorado no exterior.
        Minha intenção foi apenas argumentar as ‘opções’ de um prof doutor.

  • Os deputados e senadores poderiam ajudar a conseguir verbas para educação abrindo mão de seus salarios de dois em dois anos…e dos beneficios tambem…seria patriotico e seria coerente com o discurso facil que a maioria faz sobre educação. Poderia ser o inicio para a EXTINÇÃO do legislativo, que na verdade…perdeu o sentido de existir com as novas tecnologias existentes e a velocidade da informação. Pelo fim de todos os legislativos Já!!!

  • Se ao inves de fazermos uma greve nacional, TODOS os professores entregassem a sua opção de dedicação exclusiva pro MEC, e passassem todos pra 20 horas como protesto pelo não pagamento do que os professores universitarios (e todos os outros merecem) , criariamos um caos no sistema publico de ensino superior e talvez quem sabe o Ministro da educação tomasse alguma atitude e sentasse para diminuir esta vergonha que sao os vencimentos dos professores universitários…Temos Coragem de fazer isto coletivamente e sem MEDO? Temos que receber vencimentos condizentes com o que exigem de nos dedicação total e irrestrita as nossas ifes…SE não somos obrigados a fazer bicos pra sobreviver e manter a qualidade do nosso trabalho… e ai vamos encarar?

  • Precisamos de leis justas que acabem com os privilegios dados ao poder legislativo e ao judiciario. Se formos mais longe pra que precisamos de legislativo? Alguem pode me dizer? As leis deveriam ser propostas por nos e certamente não seriamos pagos pra fazer isto…os orgaos de controle controlam mesmo alguma coisa ou so perseguem os assalariados? este pais ´precisa de um novo contrato Social, uma constituição mais simples e enxuta que todos pudessem entender…nem o nosso hino o povo entende…somos um pais elitista com as suas castas bem estabelecidas e que NUNCA saem do poder…NUNCA. Não se iludam com a falsa democracia que vivemos, os que estavam controlando o pais continuam la a mais de 500 anos e não vão sair enquanto nós todos não tomarmos atitudes drasticas…passeatas, protestos, greves gerais, pedindo o simples: a famosa igualdade de oportunidades e que a lei se vai existir seja sem privilegios…pra ninguem!!! Sugiro que o poder legislativo seja extinto e seja criado o poder paRTICIPATIVO: cada cidadao vote diariamente os projetos encaminhados pelo executivo (e proponha livremente as suas leis) via internet…não seria pior do que o que acontece hoje…maluquices aparte seria verdadeiramente democratico…o executivo esta mal eleiçoes imediatas…o judiciario tambem deveria ter membros eleitos pelo povo, chega de indicações e favorecimentos!!! Não são fiscalizados nunca e fazem parte de uma das castas mais antigas…procure saber os sobre nomes da maioria dos juizes de ultima instancia e la vc encontrara na sua quase totalidade as familias tradicionais que aqui chegaram no Brasil colonia ou na imigração do sec XIX e XX. Mudamos mas na verdade esta tudo IGUAL!!!

  • Ainda que intempestivo, aqui na UFPI no campus de Bom Jesus, em todos os cursos a maioria dos professores tem de 16 a 18 horas na graduação + projetos de extensão ou de pesquisa financiados + orientação de TCC e alguns ICV, ou 12 horas na graduação + 2 a 4 horas no mestrado, + projetos de extensão ou de pesquisa financiados + orientação de TCC e de mestrandos + PIBIC. NÃO HÁ NENHUM COM APENAS 8 HORAS, ISSO PARA NÓS É CONTO DA CARROCHINHA.

  • As imagens do post desapareceram após renovação do site!

  • A sfiguras dos gráficos nnao está carregando no browser. Poderias disponibilizar de novo?

  • Pierre, que tal vc publicar um quadro comparativo entre os salários pagos no Brasil para docentes e os salários pagos em outros países?

    um abraço,

    Marcos.

  • Caro Pierre,

    Gostei do seu artigo, mas gostaria de fazer apenas 02 (duas) observações:

    1.- A GED não “…foi incorporada posteriormente…” e sim EXTINTA, através do art.19, da MP nº 431/78, sendo criada no seu lugar a GTMS;

    2.- A Dedicação Exclusiva dos profissionais do IPEA é diferente da dos Professores, pois, mesmo tendo Dedicação Exclusiva, esta assegurado que o mesmo pode exercer atividades de Magistério, desde que haja compatibilidade de horário.

    Um abraço,

    Prof. Jair

  • Pierre, os gráficos não estão aparecendo mais, aparentemente não estão disponíveis no servidor.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).