Sindicato pelego assina acordo, mas greve continua

ago 1, 2012 by     61 Comentários    Postado em: Educação

Está difícil entender onde o Governo quer chegar com esta inútil pressão sobre os professores universitários.

Hoje assinou um acordo com o sindicato pelego, chamado Proifes, formado pelo PT e PCdoB, como se isso fosse suficiente. Como o Proifes não representa ninguém, a greve vai continuar.

Agora o Governo, através dos secretários Sergio Mendonça e Amaro Lins, avisa que irá cortar o ponto dos professores.

Mais uma inutilidade, porque se cortar o ponto, não há reposição de aula. Ao contrário de outras categorias, o trabalho do professor é reposto nos dias que seriam de férias.

Apenas relembrando, o Governo apresentou uma proposta ridícula, que dava um aumento que apenas estaria repondo a inflação (de 2010 a 2015). Apresentou outra proposta dando R$80,00 a mais para os mestres em 2015, e R$ 0,00 para os doutores.

Talvez estivesse acreditando na ausência de cérebro alheio.

Assim fica difícil.

Vejamos o que saiu no IG.

Racha entre professores facilita acordo do governo
Após uma reunião com direito a bate boca a portas fechadas entre representantes do governo e dos professores universitários e de institutos tecnológicos federais, em greve há 77 dias, foi fechado o acordo formalizando um aumento salarial escalonado de 25% a 40% para os docentes entre 2013 a 2015.

Conforme antecipado pelo iG , o governo forçou o fim da negociação nesta quarta-feira (1º) sinalizando que irá descontar os dias não trabalhados. “Já mandamos uma ‘comunica’ [comunicação interna] recomendado o corte do ponto de grevistas do serviço público federal”, afirmou ao iG o secretário de relações de trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça.

Principal articulador do governo, Mendonça conduziu as negociações afirmando que o governo havia chegado “ao limite do que achamos adequado”. “Foi um longo processo de negociação. O governo recuou, cedeu e neste momento achamos que a proposta é adequada para os professores”, afirmou.

A presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira, rebateu afirmando que a greve segue ativa. “O governo não está assinando um acordo com a base docente. Vamos intensificar mais o processo [de greve]. Vamos ver quem tem mais força política”, disse sobre a segunda oferta feita na semana passada .

Apenas o Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta do governo, após fazer uma consulta eletrônica em seu site sobre a greve em seu site. Dos 5.222 mil professores participantes, de 43 Universidades e Institutos federais, 3.962 (74.3%) foram favoráveis ao reajuste e 1.322 (25,3%) contrários. Trinta (0,6%) docentes não se manifestaram. Para o presidente da entidade, Eduardo Rolim, era a hora de aceitar o acordo para encerrar a greve. “Acreditamos que o processo negocial tem etapas que avançam. O momento agora era de avançar e foi isso que fizemos”, disse.

O Proifes e o governo assinam o acordo amanhã. O documento será base do projeto de lei que o governo encaminhará para aprovação do Congresso Nacional até 31 de agosto, quando vence o prazo para votação do orçamento federal de 2013.

Racha não reconhecido

O fato de assinar um acordo com apenas uma base pequena dos cerca de 143 mil professores ativos e inativos do serviço de educação superior federal foi minimizado pelo secretário Sérgio Mendonça.

O Andes, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) rebateram, afirmando que faltou flexibilidade por parte do governo para ampliar os temas em debate.

Entre os pontos indicados como não atendidos está a reestruturação da carreira universitária. O governo se comprometeu a reduzir de 17 para 13 o número as categorias de carreiras para os professores. Os sindicatos defendem a criação de apenas um estágio, eliminando cargos como professor-adjunto e professor-assistente. “O governo do Mensalão acaba de fazer uma nova mancha na sua história”, afirmou o coordenador-geral do Sinasefe, Gutenberg de Almeida.

Apesar dos protestos e da promessa de continuidade da greve, os representantes do governo se mostram confiantes no fim da greve para o início das aulas nos próximos dias. “Esperamos que a comunidade acadêmica possa ver o avanço [da proposta] e rever [a posição]”, declarou o secretário de educação superior do Ministério da Educação, Amaro Lins.

61 Comentários + Add Comentário

  • Pierre, e agora, como fica? Beleza, já vi que você falou que a Greve continua, mas no caso, a partir de segunda os professores que permanecerem em greve terão os pontos cortados? Você sabe mais ou menos se a UFPE vai se manter firme e forte ao lado do Andes e continuar a greve? Grato desde já.

    • Também queria saber. Se o governo parar mesmo de negociar, como é que fica a greve? Vão segurar até sei lá quando?

  • Vejamos a planilha do tal “plebiscito” do Proifes: https://docs.google.com/file/d/0B3M-XVdI-MDsc0tDTU9RdUtGRlE/edit?pli=1
    O tal PROIFES contabilizou 5222 votos.
    Destes 1369 votos vieram da UFRGS, 976 da ADURN, 415 da UFSCAR, 677 da UFG e 330 da APUB (subtotal 2398). Das demais supostas 43 entidades, pingaram votos (votou 1, isto mesmo 1, professor da UFOP, 43 da UFMG, 2 da UFJF, e por aí vai). Mais da metade dos votos vieram de apenas 4 Universidades, sendo que uma delas sequer entrou na greve (a UFRN). Como pode o Governo Federal realizar tamanha desonestidade política? A quem eles acham que enganam?

    • E voçê esperava algo melhor com um interlocutor como Amaro Lins, especialista em arrogância que está deslumbrado em participar do quinto escalão do governo.

  • É, parece que o negócio tá complicado. O problema (insolucionável, acredito) é que o governo não tem de onde tirar dinheiro. Se o governo der o aumento que os professores querem, o país vai parar de vez, já que outras categorias, de forma justa, vão também querer ter suas reinvidicações amplamente atendidas como os prof federais.

    Por que só os professores federais vão ter seus anseios salariais plenamente atendidos? E outras categorias que estão há mais tempo sem aumento, ganham muito menos que os professores federais e estão numa situação muito mais dramática, não apenas de salário mas de condições gerais de trabalho?

    Se formos analisar o quadro mais geral chegaremos à inevitável conclusão que os professores federais são uma elite no país, aliás, como a maioria dos servidores públicos. Primeiro por que tiveram oportunidades de estudar muito, coisa que outras categorias não tiveram. E depois que os prof. federais ganham um bom salário e tem muitas regalias como viagens para o exterior bancadas pelo Estado (sociedade) etc etc. E fora que a maioria dos professores tem o famoso “por fora”, ou seja, tem ganhos em atividades fora da universidade que geralmente, são até maiores que o salário ganho na universidade. Muitos são até sócios/donos de empresas, ou seja, não tem do que reclamar.

    Se o governo for “abrir” para os prof federais vai ter que fazer o mesmo com os outros, o que seria impossível, iria quebrar de vez o governo O governo não pode arrecadar imposto só para sustentar sua generosa folha de pagamento. Ou seja, é muita boca para o governo alimentar, então vai a lei da racionalidade: se um ganhar demais é por que o governo está tirando de outros mais necessitados.

    • Até concordo com a maioria do que foi dito.
      Por outro lado o governo consegue, do povo, dinheiro o suficiente para aumentar em 100% os salários dos políticos (que, aliás, eles mesmos decidem sobre esse aumento), além de todos os facilitadores de vida que ele possuem, como bolsa-qualquer-coisa-que-podem-pagar-com-seu-próprio-dinheiro-fácil.
      Assim, se é muito difícil aumentar os salários de todas as categorias, sendo nenhuma menos importante, por que não diminuir os seus próprios salários abusivos? Isso eles não querem.
      Enquanto isso a greve continua.

    • Se o governo der o aumento dos professores, o país para? E por que ele ainda não parou com o absurdo orçamento de 72 BILHÕES para a Copa?
      Dinheiro o governo tem, e muito! Mas eles preferem dar aumento para os seus pequeninos salários, mudar a academia da presidente (enquanto essa assumiu em uma entrevista ao fantástico que só usa a academia em dias de chuva – E EM BRASÍLIA CHOVE QUANDO??!!), comprar ração para a fazendo da presidente e do vice… sem contar outras regalias com o dinheiro, porque essas são as pequenas, que custaram alguns poucos mil.
      Eu achava que o Brasil pararia por essas coisas que eu citei aí em cima, mas pelo visto ele continua se movendo.
      Ah, e você acha uma regalia o governo conceder o direito ao professor de 1 (UMA) viagem por ano? Me diga então o que você pensa das passagens e hospedagens em hotéis de luxo para a presidente, os senadores, deputados, assessores, amigos, parentes, agregados… O filho do Lula e o seu passaporte diplomático que o digam.

      • Ignorância. A Copa vai dá muitos lucros ao pais.

        • Que o diga a África do Sul. Procura ler notícias de como andam os estádios da copa de lá. Verdadeiros Elefantes Brancos no meio do nada sem nenhuma utilidade, só gastos para manter.
          Felizes estão as construtoras do Brasil que vão arrebentar com a maior farra do dinheiro público jamais vista no país que vai haver nessa copa.

        • Meu amigo, você só pode ser um petista doente, pra acreditar em tudo o que o governo diz. Afinal, os petistas não raciocinam por si.

      • Quebra tudo Riquinho Rico!

        • Racho o bico com os comentários.

    • O nó da educação nacional é histórico, secular, mas alcançou um ponto crítico. De tal maneira que o Brasil está atualmente entre as dez nações mais ricas do mundo, enquanto, em relação a investimentos em educação, alcançou apenas a 73a posição. Nos números do PIB, uma pista para entender as razões do problema: embora na média global o investimento em educação gire na casa de 10% do Produto Interno Bruto, a média brasileira não passa de mirrados 3% a 4% do PIB.Até a Bolívia com seus 6,3% investe mais que o Brasil. Esse descaso significa atraso tecnológico (falta de autonomia e subdesenvolvimento)perpetuação da miséria , saúde e segurança também são fortemente afetadas.Analisando os prejuízos socioeconômicos (que são de longo prazo) que a falta de educação no país representa é muito justa a reivindicação das categorias envolvidas com o ensino no país..OBS:Caros colegas favor consultar o IDH, publicações da CEPAL,UNICEF,OMS,OCDE,UNESCO,IBGE etc.

    • Sou contra aumentar o salário dos professores? CLARO QUE NÃO, mas é muita gente recebendo salário através de dinheiro público neste país.

      ISSO SIM deveria diminuir.

  • O PROIFES eh o braco sindical do PT, nao ha a menor duvida. Mas esta sacramentado o divorcio entre os docentes das IFES e o este partido. Eles queimaram as pontes! Mas o pessoal do ANDES foi de uma enorme incompetencia. Somente diziam nao, nunca levaram uma contraproposta!

    Daqui pra frente, nossa carreira so atraira fracassados, que nao conseguem nada em outras carreiras. Com estes salarios, eh o fim!

    • Que exagero!!!!!

      A carreira dos professores federais é muito valorizada e atrai apenas pessoas de classe média/alta até por que são pessoas que tiveram a oportunidade de passar anos estudando. E isso é um raro privilégio nesse país atualmente, ao contrário do que dizem as mentirosas propagandas do governo. Educação de qualidade ainda é coisa para elite no Brasil.

      Além disso, se os servidores estão tão decepcionados com a situação por que simplesmente não saem do serviço público? Já sei!!! Por que não querem deixar a mamata. E no caso dos professores federais a maioria só permanece na universidade para ostentar o título. Muitos se envolvem até o pescoço em atividades fora da universidade, atividades essas muito mais lucrativas do que o ensino na universidade. E o pior é que muitos desses professores pertencem ao regime de dedicação exclusiva (!!!!!!!!!!!), nem sequer aparecem na universidade, colocam outros para dar aula no lugar, mas não largam o filé da UFPE por nada e ainda fazem greve reclamando do salário.

    • “Daqui pra frente, nossa carreira so atraira fracassados, que nao conseguem nada em outras carreiras. Com estes salarios, eh o fim!”

      De jeito nenhum, Wagner. Que loucura você disse. Ser professor de federal continuará sendo o sonho de consumo de 95% dos acadêmicos do Brasil.

      • Pois eu sou docente de IFES, inclusive com bolsa do CNPq, e tô pensando seriamente em pular
        fora. O salário só compensa a partir de associado, mas eu estou em início de carreira e ainda
        terei que esperar alguns anos (agora é que estou indo pra adjunto 2). Penso em fazer algum
        concurso pro MCT ou ir para o exterior. Do jeito que tá, fica difícil…

      • Você é de instituto federal, correto? Estou falando das universidades federais. De qualquer jeito, a postura certa é essa: em vez de passar a vida reclamando sem tomar uma atitude, você pretende tentar outros caminhos melhores. Está certo.

        • Não, sou de universidade. IFES = Instituição Federal de Ensino Superior.

        • Tem mestrado ou doutorado? É efetivo ou substituto?

        • Logico que ele tem doutorado e é efetivo, pois é adjunto 1->2.
          Deve estar em estágio probatório. Vai demorar ainda no mínimo 6 anos para ter um
          salário parecido com o das universidades privadas – só que essas maximizam o
          numero de aulas e não trabalham com pesquisa de verdade e, na maioria dos casos,
          nem com extensao.

        • Conversa.

          Tirando algumas poucas instituições de elite no Sudeste, as privadas pagam muito menos
          do que as federais.

  • Desde quando o Proifes representa esse universo citado no realese?

  • Todas as carreiras do serviço público federal estão cada vez mais unidas, o movimento vai ganhando volume e corpo e me aparece essa daí…

  • Essa greve não passa de uma disputa política entre partidos. O sindicato ligado ao PT aceitou o acordo. E o sindicato ligado aos partidos mais radicais (PSTU e PSOL) rejeitou.

    A categoria fica à mercê dos interesses políticos dos líderes sindicais e seus partidos.

    Sobre o mérito da proposta, aumentos consecutivos de 4%, 10%, 10% e 10% são um boa conquista, sim senhores. Muito acima da inflação, ao contrário do que diz Pierre.

    O PSTU/PSOL são marcados pela intolerância.

    • Outra bobagem. Os aumentos parcelados precisam repor as perdas desde 2008. Perdas anteriores
      foram parceladas entre 2008, 2009 e 2010, na mesma estratégia aplicada agora. A ideia
      é sempre fazer com que o índice pareça grande, mas na verdade as perdas ocorrem antes que
      esse aumento seja efetivado.

      Mas é triste e complicado esse aparelhamento dos sindicatos pelos partidos políticos.

      • Bobagem sua, amigo.Segundo os dados de Pierre, houve perda de 6% no salário de 2008 a 2012. Essa perda está bem mais do que recuperada pela proposta apresentada, que ainda pode melhorar bastrante, claro…até pelo bem do meu orçamento!

  • Não entendo como uma pessoa, se achando competente, chega para o patrão pede aumento pedindo aumento, dizendo que não é respeitado e etc, etc, etc, etc,. Não pede demissão para ir trabalhar para outro empregador que no minimo lhe pague melhor.
    Nós só escutamos esta turma reclamar e fazer greve, mas não partem para outra.
    Na verdade não devem ter muito a oferecer. Sabem que não encontraram quem lhes pague igual ou melhor que o atual patrão.

    • Nem todos querem viver debaixo de um chicote, sendo tratadas como lixo, descartáveis.É isso que a inciativa privada pensa sucatear o serviço público para depois fazer a farra.Cuidado com os esteriótipos, a maioria dos servidores públicos são pessoas altamente qualificadas ( que não desejam por dinheiro nenhum do mundo voltarem para o setor privado),pois desempenham muito bem seu papel de servir a população.Já estive dos dois lados, sei que o setor privado valoriza muito menos a capacidade do trabalhador e o trato das relações humanas.

      • Sim Oikos (deve ter o rabo preso para não se identificar), se o empregador governo é melhor que o privado, não faça greve.

  • Segundo os dados que o próprio Pierre coloca, em 2010 os professores estavam recebendo salário 102, em comparação com o salário 100 que recebiam em 1998 e o salário 88 que recebiam em 2003. Portanto, é justo dizer que não houve perdas entre 1998 e 2010 e que houve recuperação significativa durante o governo Lula.

    De 2010 pra cá houve perdas sim, na casa dos 9%. Mas a proposta do governo (para os professores que já estão lá) é de 34% de aumento entre 2012 e 2015. Considerando inflação de 5% ao ano, há sim ganho salarial em relação a 2010.

    Claro que, para os desavisados, os sindicalistas e Pierre focarão num único ponto da proposta: para os professores que entrarão na universidade a partir de agora, o governo oferece apenas reposição da inflação. Isso é fato. Mas para os professores que já estão (ampla maioria, claro), os ganhos são visíveis.

    Fora que a maioria deles passaria a ganhar R$ 13 mil em pouco tempo, quando chegasse a professor associado.

    • Associado em pouco tempo, não senhor! Em oito anos! E associado não é para qualquer um. Tem que ter produção e atuar em pós. Muitos ficaram o resto da vida como adjunto 4!

      • ficarão.

      • Exato, oito anos após o concurso. Ou seja, a maioria dos professores será associado em pouco tempo. E como você pode dizer que “muitos ficaram o resto da vida como adjunto 4″ se o nível associado é criação recente, não sendo possível fazer esse tipo de balanço?

        • Só pode ir a Associado quem tiver produção científica de certo nível e atuar na pós. Portanto, os improdutivos não subirão (o que eu acho correto, aliás).

        • Ótimo. Quem quer que não haja avaliação de desempenho são os sindicatos. É excelente que apenas os bons professores tenham chance de ascender na carreira.

  • A ditadura voltou? Falar em cortar ponto me lembra epoca passada.
    Como bem Pierre salientou descontar dias parados significa não reposição de aula, e dai consequentemente, repetição do semestre. 2012.1 vira 2012.2, ou mesmo 2013.1.
    É reveladora a foto do ex-reitor Amaro conchavando com o Rolinha (ops, digo Rolim) do Proifes.
    Também é revelador o pronunciamento do atual reitor da UFPE ao Correio Brasiliense (logo após a reunião da ANDIFIFES – Associação dos reitores) apoiando a proposta do governo federal. Na planicie ele fala uma coisa e no planalto diz outra. Atenção docentes, fiquem ligados sobre estes personagens que foram eleitos com seus votos, para depois detona-los, em particular os aposentados que foram rifados por ambos neste pseudo acordo. E mais, vamos ficar vigilantes com outra federação dos docentes, agora em gestação pelo PC do B (mais um cavalo de troia a ser introduzido no movimento docente).
    Assembleia da Adufepe nesta sexta-feira as 9:30 horas. Vamos lá!!!!

  • O PRIFES desde o início se caracteriza como plataforma e mando desmando do governo federal. Como uma organização poderia defender o trabalhador se é pensado e mantido pelo próprio governo? Acho muito difíci (quase impossível)l o PROIFES agir de maneira diferente ao que o governo federal deseja. O ANDES representa e defende a categoria, e pelo que foi dito entre as disussões aqui não é composto apenas por membro do PSOL e do PSTU. Essa afirmação não procede, até porque quem se utiliza dessa jutificativa para não fortalecer ainda mais o ANDES, esgota-se na falta de argumentos plausíveis. O PROIFES é uma vergonha, um vexame, além de um exemplo prático de como controlar parte de uma categoria que julga-se pensante.

  • Quem defende esse aumento absurdo só pode ser petista. Afinal, petista não pensa por si próprio. Então, se o governo diz que esse aumento é bom, a ptzada diz que é bom também.

    Esse é, de longe, o pior governo que o país já teve.

    Só quer ser professor de IFES hoje em dia, com esse salário, dois tipos de professores: 1) os idealistas, que sonharam em ser só professor, em tempo integral, e ainda acreditam que podem fazer pesquisa de verdade (já que as instituições privadas investem pouco) e melhorar algo, ou; 2) os incompetentes, que não arrumam outra atividade além da de professor (consultor, advogado etc) e são péssimos professores, poi querem ir pra a IFES só pra ter estabilidade já que são tão ruins que estão com seus empregos ameaçados a qualquer hora.

    Não sou professor, mas espero que um dia a categoria seja valorizada.

    • Nada disso. A imensa maioria dos doutores, os professores mais qualificados, sonha noite e dia em entrar pra uma universidade federal – e quando entra não sai mais. Sei disso porque minha mulher e minha mãe são da área, professoras da UFRN e da UFSE.

      • Elas tem alguma outra atividade além da de professor?

        • Não.

          Apenas uma vez minha mulher foi contratada pelo Ministério Público, como especialista em patrimônio histórico, para dar um parecer remunerado.

        • Então bate com o que eu disse acima: ela se enquadra na categoria dos que são “só” professor. Prefere a IFES por causa da estabilidade.

        • Antes de passar no concurso da UFRN, ela era coordenadora de um curso em faculdade particular.

          E não quer nem pensar em voltar a ser.

          Como coordenadora do curso particular, ela ganhava a mesma coisa que ganha como
          professora de federal.

          Ela adora a estabilidade. E nas palavras dela, “não ter chefe não tem preço”.

          Como professora da particular, ela teria que dar 300 horas de aula pra ganhar o que ganha na federal.

        • Mas o que você disse acima não bate DE JEITO NENHUM.

          Minha mãe, doutora pela Oxford Brookes University, e minha esposa, mestra pela UFBA e doutora pelo MDU/UFPE, são, modéstia à parte, excelentes professoras.

          E nunca ficariam desempregadas na iniciativa privada.

          Só que as federais são muito melhor pra se trabalhar.

  • Quem mandou votar no PT

    Quando forem votar pra presidente daqui a dois anos se lembrem disso.

  • Aonde o Governo quer chegar ? É fácil, Pierre, o Governo olha soménte para o lado dele e sempre só quer prevalecer, levando a melhor, para os outros, não está nem aí.

    Só resta dá o troco nas próximas eleições.

  • Essa não é a primeira vez que se fala que greve de professores é diferente daquelas de outras categorias. Diferente em que mesmo, hein? Se os professores têm que repor as aulas, as outras categorias tb têm que dar conta de todo o trabalho que ficou acumulado. Ou você acha que as demandas cessam quando se está em greve?
    A situação dos professores é muito mais cômoda, pra falar a verdade, e disso posso falar pq enquanto estive na universidade ocorreram diversas greves (acho que foram 4), quase uma por ano. O resultado disso é que as férias ficavam prejudicadas (afinal, estão gozando agora, né?), mas o trabalho semanal dos professores continuavam os mesmíssimos.
    Outras categorias, quando do retorno da greve, têm que dar conta do recado, e não tem essa de continuar com a mesma carga de trabalho não: tem que fazer plantão pra deixar tudo nos trinques.
    Esse argumento de que em greve de professor não pode ter corte de ponto, sob esse argumento do texto aí, pra mim não cola.

  • Alguém duvidava que isso aconteceria???? Não entendo a grita geral. Essa proposta foi escrita pelo PROIFES. Sinceramente, por mim… a greve deve continuar. Essa patuscada patrocinada por essa gentelha desse grupelho, escrita pela cambada pelega, e que o governo só fez encampar é a prova cabal da ação criminosa dos mesmos. Por fim, se a proposta é tão boa para os sindicalizados do ProGov, pois então que o governo só a aplique aos sindicalizados desta entidade. Ou agora terei que ter nojo de pegar meu próprio contracheque?!

  • O problema é que o que o ANDES/ADUFEPE quer é a extinção das classes e a distribuição linear e equitativa das faixas remuneratórias. Ou seja, entre a faixa 1 e a 13 haveria um crescimento “vegetativo” simplesmente por tempo de serviço. Acaba-se, desta forma, com a valorização do mérito e com a motivação para galgarmos as faixas mais altas. Isso interessa apenas a professor aposentado e desses que mal aparecem na universidade.

    • Olha a fala da ANDES (fonte: http://ne10.uol.com.br/canal/educacao/noticia/2012/08/03/greve-de-universidades-federais-vai-continuar-diz-andessn-359014.php)

      “O governo quando veio com a proposta dele, em nada considerou a proposta colocada pelo Andes-SN. Nós trabalhamos com reestruturação de carreira. Queremos o mesmo percentual de aumento entre os níveis (5%), progressão de carreira segundo critérios de titulação, por tempo de serviço e desempenho que sejam definidos em cada instituição e não como o governo propõe, definido posteriormente. É como se você tivesse assinando um cheque em branco para tua progressão”, disse Marinalva.

      Que medo é esse dos critérios para a progressão. Quem trabalha não tem medo disso!

  • O problema é que o que o ANDES/ADUFEPE quer é a extinção das classes e a distribuição linear e equitativa das faixas remuneratórias. Ou seja, entre a faixa 1 e a 13 haveria um crescimento “vegetativo” simplesmente por tempo de serviço. Acaba-se, desta forma, com a valorização do mérito e com a motivação para galgarmos as faixas mais altas. Isso interessa apenas a professor aposentado e desses que mal aparecem na universidade.

    Olha a fala da ANDES (fonte: http://ne10.uol.com.br/canal/educacao/noticia/2012/08/03/greve-de-universidades-federais-vai-continuar-diz-andessn-359014.php):

    “O governo quando veio com a proposta dele, em nada considerou a proposta colocada pelo Andes-SN. Nós trabalhamos com reestruturação de carreira. Queremos o mesmo percentual de aumento entre os níveis (5%), progressão de carreira segundo critérios de titulação, por tempo de serviço e desempenho que sejam definidos em cada instituição e não como o governo propõe, definido posteriormente. É como se você tivesse assinando um cheque em branco para tua progressão”, disse Marinalva.

    Que medo é esse dos critérios para a progressão. Quem trabalha não tem medo disso!

    • Seu argumento não se sustenta. Era ou não era um processo de negociação? O desgoverno tinha a nossa proposta, então porque não fez uma contraproposta em cima dela? Ou até mesmo em cima da do Prolixo, que aliás, jogou no lixo a própria proposta, suas bases, nesse engodo? O governo tinha que dizer o que aceitava ou não… E NÃO VIR COM OUTRA PROPOSTA QUE DESESTRUTURA DE VEZ A NOSSA CARREIRA! Esse absurdo, inclusive abre brechas para que no futuro o governo só dê aumento para determinadas classes e/ou níveis de professores, afinal de acordo com o Prolixo, vale dar 5% para um, 15% para outro e por aí vai. Porque o governo não disse que não aceitava? Porque o governo não sugeriu a estrutura em classes?

    • Você não está falando sério está???? Sua instiuição deve ter critérios de progressão que se adequam a realidade da mesma não é? Como impor os critérios de progressão de uma IFE em outra? Volte aqui para dizer que está tudo ok quando você tiver que se matar para publicar uma patente, sob pena de não progredir, ou ainda tiver que publicar 10 artigos em um intervalo de 2 anos. Lembro que a governanta andou falando em aumentar o número de patentes produzidas aqui. E como nosso govenro adora números…
      Não sou contra avaliação de progressão, mas não acho justo que um professor que não se dedique a pesquisa, mas que dê aula e seja um bom professor, não possa progredir apenas porque não publica ou faz patente. E é extamente por isso que as instituições tem uma pontuação mínima a ser atingida para aprovação, de modo que se permita aos professores progredirem de acordo com suas aptidões, sendo que estas contribuem para o desempenho geral da instituição.

      • É claro que um professor doutor que não se dedica à pesquisa não deve progredir. O nome disso é acomodação!

        Afinal, aula é o que os professores menos dão nas federais. Dez-doze horas por semana no máximo.

  • O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB) publicou edital de retificação antecipando o período de inscrições do recém-laçando concurso público da Câmara dos Deputados.

    Como esperado, os salários são bastante generosos e prometem ser o chamariz para a realização de milhares de inscrições: vão de R$ 7.438,62, para técnicos, a R$ 14.825.69, para analistas legislativos.

    Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/economia/2012/08/03/internas_economia,388990/camara-antecipa-inicio-de-inscricao-para-esta-sexta-feira.shtml

    • Esses salários são absurdos. NADA justifica pagar 14 mil contos prum analista legislativo.

  • A ANDES pode não ser isso tudo, mas cabe a nós mudarmos o que não gostamos. Depois das cenas explícitas de ilegalidade cometidas pelo Prolixo, fica provado que ruim com a ANDES, pior, muito pior, com o Prolixo, que nada mais é que um câncer dentro do movimento docente. Veja o que diz a APUBH, que já foi base delles, ao explicar porque estava caindo fora. Era uma Cilada, Bino!

    http://apubh.org.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=975

    “Os “Proifes” se tornaram um projeto de poder de alguns. As decisões dos Encontros Nacionais do Proifes-Fórum têm que ser referendadas pelos filiados dos sindicatos e AD’s através de um sistema de votação eletrônica. O resultado da consulta eletrônica, favorável à transformação do Proifes-Fórum e Proifes-Federação, teve 715 votantes, de um universo de mais de 14.000 votantes. Mas o que mais impressiona foram os erros relatados pela empresa que fez a consulta eletrônica: no total, 2314 erros, três vezes mais que os votos válidos, sendo cerca de 500 apenas da Apubh. O pior erro, no entanto, foi que uma filiada da Apubh, Júlia Maria Andrade, foi computada como sendo filiada da Adufrgs. A conclusão é que o processo eleitoral deveria ter sido invalidado, apenas por este último erro, mas não foi.”

    Não sou contra sindicatos, a própria APUBH, junto com ADUNB e ADUFSC estão criando um novo movimento, chamado MDIA. Sou contra aglomerações PELEGAS que não defendem aqueles que representam!

  • O que podemos esperar de um PROIFES ou dessas instituições fantasmas que se julgam representantes da classe docente, como as que estão fantasiadas de uma mula controlada através da manobras assombradas para tentar desastibilizar a luta do ANDES ?
    Penso que com a saída do PROIFES do fronte (apesar de saber que nunca estiveram realmente nesse fronte), a mobilização pode se tornar ainda mais forte, uma vez que agora está mais fácil saber com quem estamos andando.
    Abaixo o PROIFES!

  • Fui professor universitário substituto por 2 anos e quando vejo estes movimentos pedindo somente aumento de salários e sem pedir uma universidade igualitária, universal e com professores e funcionários comprometidos realmente com educação. No momento em que fui professor, muitos professores titulares nem apareciam para trabalhar, mas estavam nos movimentos grevistas pedindo aumento salarial. Creio que momentos de refelxão devem ser propostos mas com coerência e sem prejudicar a população. Queremos um país melhor para todos e não somente para uma classe exclusiva.

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

XHTML: Você pdoe usar as tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Enquetes

Em relação às punições de corruptos...

Ver Resultado

Loading ... Loading ...

Frase do dia


  • “O homem de bem é um cadáver mal informado. Não sabe que morreu.”
    Nelson Rodrigues.

ARQUIVO

junho 2013
S T Q Q S S D
« mai    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Informação com Humor

MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).