Sorteio de vagas no Colégio de Aplicação é mais justo que vestibular para criança de 10 anos

out 17, 2015 by     93 Comentários    Postado em: Educação

Depois de passar desapercebido durante anos, a discussão sobre o Estatuto da Universidade Federal de Pernambuco finalmente começou a chamar a atenção. Confesso que não vi, muito menos me envolvi na discussão sobre o processo estatuinte, pois estou de licença não-remunerada da UFPE e não tive tempo para observar melhor o documento. Mas fico feliz com o fato da discussão ter tomado o campus.

Dentre as mudanças propostas pelo Congresso Estatuinte, uma foi direto na ferida da autodefesa da Universidade: o sorteio de vagas para o Colégio de Aplicação.

Para quem não sabe, o Colégio de Aplicação figura com frequência entre os maiores resultados do Enem, e claramente defendido (por causa deste resultado) como um dos melhores colégios do país.

Mas para direcionar o debate, algumas perguntas precisam ser respondidas, se é que temos respostas para elas:

  1. Será que é justo colocar crianças de 10 anos para disputar vagas? Ou melhor, será que isso mede algum mérito?
  2. O resultado do Enem deve ser atribuído ao colégio ou à qualidade dos alunos que ali estão? Ou ambos?
  3. Será que ao fazer um filtro por “mérito” o colégio está cumprindo seu papel social?

Antes de tudo é bom lembrar que um dos papéis do Colégio (pelo menos deveria ser) é o de servir como uma espécie de laboratório para o curso de Pedagogia. Infelizmente as coisas vão se perdendo com o tempo na Universidade brasileira, como por exemplo o as rádios e TVs universitárias que não tem quase relação com os cursos de comunicação, e estes “laboratórios” acabam ganhando vontade própria, sendo um fim em si mesmo, ao invés de uma atividade-meio na formação dos graduandos.

Voltando ao sorteio de vagas…

O economista Claudio Moura Castro, um dos maiores especialistas em educação no mundo, uma vez brincou que a única forma correta de selecionar alunos para as universidades federais seria o sorteio de vagas. Esta afirmação do educador parece fazer sentido.

Vi durante esta semana uma série de reações das pessoas quanto ao fato de “tirar o mérito” de entrada no Colégio. Ora, desde quando uma criança de 10 anos pode ser medida por algum mérito? Na prática o que acontece é que pais que possuem recursos acabam colocando seus filhos em cursinhos preparatórios para a escola federal, em um vergonhoso processo de filtragem que nada tem com o papel social e de “laboratório” que o colégio precisa cumprir. No fim o processo nada mais é do que o mesmo filtro que acaba selecionando endinheirados (ou filhos destes), como se isso fosse algo a ser estimulado com escolas públicas onde dinheiro público é colocado.

Duas declarações me chamaram a atenção: a do representante dos pais e a de um dono de cursinho.

O pai reclamando que não teriam sido consultados e que o Aplicação era uma ilha de excelência. A consulta deveria ter sido realizada, mas apenas isto. O pai de um aluno tem o mesmo direito que qualquer pagador de impostos tem.

A declaração do dono do cursinho é simplesmente surreal: “ “A falta de um concurso para a seleção de novos alunos tornará o Aplicação mais uma escola pública, dentre tantas outras que existem”.

Sim…o Aplicação é uma escola pública como as demais e deve servir ao público. O fato de ter seu custeio pago pela população deve privilegiar o filtro da forma mais democrática, se é que podemos falar isso, possível.

E desde quando devemos incentivar a formação de cursinhos e preparatórios para crianças? Que ideia de país é esta, onde quem tem dinheiro para preparar o filho deve levar vantagem em alguém que sequer tem acesso à educação mínima por não ter recursos? Será que devemos ensinar às crianças que quem tem dinheiro para se preparar poderá ser “protegida pelo Estado pagador”? Esqueceram que o colégio é pago com dinheiro público? Claro que mostrar que o caminho do esforço sempre é o melhor para uma criança, mas tudo tem seu tempo.

No fundo isso remete ao simples fato de que a universidade brasileira se acostumou a fechar em torno de si mesma, com dinheiro (muito dinheiro mesmo) público, criando um ciclo virtuoso de qualidade que nunca seria alcançado caso não houvesse o filtro, ou melhor, caso não privilegiasse quem teve dinheiro para pagar por seus estudos. Isso acabou criando uma espécie de ilha de qualidade que mascarou quase todos os problemas que existem.

Na prática as públicas são boas porque os alunos são bons. E esta mesma lógica foi repassada aos colégios de aplicação espalhados pelo país.

Particularmente acho que a entrada deveria seguir o mesmo processo das escolas públicas, pela proximidade com o local de estudo, mas o sorteio já é um avanço significativo para quem se acostumou a fazer filtro pelo “mérito”.

Mas não esperem os incentivadores desta mudança a simpatia da maioria da Universidade. Meus 25 anos de casa (como aluno e professor) me fazem crer que o conservadorismo vai emergir sem pena para privilegiar o “mérito” de uma criança de 10 anos, como se ela tivesse idade e discernimento para entender o que é isso. E esquecerão que a sociedade é que sempre paga a conta.

No fundo estou curioso para saber a nota do Enem de 2023, caso a medida seja implantada a partir do próximo ano.

93 Comentários + Add Comentário

  • Tecnicamente esse texto chama-se FLATO MENTAL ESCRITO.

    O autor acha que uma criança de 10 anos não tem discernimento para saber o que é mérito, talvez porque o próprio não tinha ou aprendeu muito tarde o significado.
    E pelo “texto”, que eu chamaria de textículo, não entendeu corretamente até hoje.

    Democracia também é outro conceito que lhe fugiu o entendimento.

    • Claro, não sei o que é mérito.

      • Risível a resposta como argumento de autoridade do pierre:
        Sou professor da UFPE, portanto conheço muito bem o CAP. Kkkk silogismo perfeito sr. O segundo argumento de autoridade nem vou me referir…..kkkkk
        Eu só queria lembrar ao profundo conhecedor do Colégio de Aplicação que a sigla é CAp.

        • Meu deus, Ledjabo, comentando uma única letra como se fosse um erro crasso,

    • Concordo plenamente com você Renato, esse tipo de pessoa que escreve textos como esse é muito influenciada por uma ideologia que tem surgido nos ultimos anos, fruto de ideias da psicologia, que insiste em dizer que crianças não sabem o que fazem, não tem conciência, não são capazes de saber o que é certo e que tem sido um grande câncer na educação. Crianças são capazes sim de saber o que é certo e são capazes de superar desafios se incentivadas a fazer isso. Dizer que quem entra no CAp é quem tem pais que tem dinheiro é não ter noção que o CAp não tem só “filhilhos de papai”, existem muitos alunos que os pais nao tem condição de pagar cursinhos, mas que se esforçaram, que são muito inteligentes e passam no concurso, não só pq seus pais quiseram, pq eles proprios decidiram fazer isso.
      por outro lado se formos pensar no intuito do CAp, como o autor do texto citou, as vagas serem sorteadas faz todo sentido.

  • Agradeço pela oportunidade de conhecer uma visão diferente da que a mídia vem nos massificando.

    Começo agora a questionar: o mérito é do colégio ou do dinheiro “investido” pelos pais? Esse pais pensam no melhor para os filhos ou para seus bolsos? Será que na tentativa de minimizarem seus custos com a educação dos filhos, a longo prazo, não estariam plantando uma semente de neurose nas crianças?

    Agora entendo que o sorteio é mais justo, pelo menos socialmente.

  • Sou morador do bairro da Várzea, não sou rico e trabalho muito para meus filhos estudarem em uma escola que acredito ser boa. Com muito esforço poderia colocar meus filhos nesses cursinhos preparatórios.
    Mas acredito que esse modelo de disputa entre os desiguais, é muito injusto mesmo, pois sabemos que as condições dessa disputa são extremamente dediguais, gerando mais desigualdades. Acredito que neste contexto o sorteio seria o caminho mais adequado.
    Bom texto Pierre.

  • Interessante que quem mais é contra o sorteio, nao vê problema algum em crianças competirem em condições desiguais.

    Gritam logo que vai ter desonestidade no sorteio, jeitinho para uns e etc. O mesmo valor ético nao fala alto quando botam seu filho, cindo do cursinho com outra criança de escola que falta professor o ano todo.

  • Não fui aluno do CAp, mas tenho 3 primos que estudaram lá. Uma coisa é certa: só entra no CAp quem tem dinheiro pra pagar cursinho (e caro!). Salvo, raríssimas exceções!
    Tenho outra prima que estuda no CAp da UFMG e fiquei surpreso quando soube que conseguiu a vaga através de sorteio. Até aquele momento, não sabia que fora de Pernambuco existia esse tipo de seleção.
    Confesso que não sei se o sorteio é mais justo. Acredito que a implantação de cotas, como existe hoje no IFPE onde 50% das vagas são para alunos oriundos de escola pública, seria uma alternativa a ser discutida. Quem sabe assim leve em consideração o mérito tão aclamado.

    “Justiça é tratar os iguais de forma igual e os diferentes de forma diferente”

  • Parabéns, Pierre. Texto muito lúcido. Convence quando toca na questão da função social.

  • Pierre,

    É importante eviter achismos. Não existe uma única fonte que comprove a impossibilidade de se auferir mérito em crianças de dez anos. As escolas fazem isso desde cedo, e o processo de direcionamento pedagógico e vocacional em vários sistemas educativos de primeiro mundo já opera nessa idade.

    Como ex-aluno do CAP, oriundo de uma família, na época, de paia desempregados, na iminência da pobreza, tenho boas e amargas lembranças do esforço que tive de fazer para passar na prova, com ajuda de uma tia minha, dona de casa. Naquela época, como hoje, era óbvio que uns garotos se esforçavam mais do que os outros.

    Sorteio não parece nem de longe um método justo de seleção. Probabilisticamente, não garante maior inclusão social do que cotas, por exemplo, um mecanismo de política afirmativa que ainda leva em conta o mérito dos indivíduos. Afinal, sorteio pode cair o moleque que quer estuda e estudar, e o que não quer. Uma seleção, mesmo por cotas, exclui esse último caso.

    Afinal, discutir as coisas no âmbito abstrato não parece muito util. Um caso concreto diz muito mais sobre a falta de bom senso de um sorteio. Duas crianças, ambas pobres, mesma condição psicológica, estrutura familiar etc. Uma passa o dia estudando, deixa de brincar com os amigos e assistir televisão. Outra não faz nada disso. Sob que condições selecionar a segunda, e não a primeira, mediante um sorteio, para usufruir de uma escola privilegiada, poderia ser justo? Sorteio não favorece excluídos. Favorece quem tem sorte. Jamais pode ser utilizado como mecanismo de justiça distributiva.

    • Melhor comentário. Também sou ex-aluno do CAp e concordo plenamente. O próprio Pierre diz que o tal economista falou “brincando” que o sorteio seria a forma mais justa de selecionar para universidades federais. Imagina qual seria a motivação de um estudante de ensino médio para estudar, se sabe que no final das contas tudo vai depender de sorte? Basta fazer uma analogia para um contexto mais próximo. Pegue o seu trabalho, por exemplo. Imagine se o seu chefe lhe diz “próximo mês eu vou sortear entre você e outro funcionário para ver quem eu demito”. Que motivação você teria para continuar melhorando sua performance no trabalho?

      Concordo que o acesso ao Aplicação deva ser mais democratizado, mais justo. Mas nem de longe o sorteio é a melhor opção na minha opinião. Talvez um mix de sorteio com seleção (sortear acima de uma média mínima), ou sistema de cotas. Mas sorteio por sorteio, não.

      • Como disse, em minha opinião o melhor seria por localização, como nas outras escolas.

        • Pierre, os conservadores não têm argumentos aí estão tergiversando. eheheh

        • Pierre,

          Primeiro ponto, de onde você tirou a informação de que os alunos do cap são, na sua maioria, de classe média, ou que necessariamente passaram por cursos preparatórios? Você por acaso se deu o trabalho de olhar os dados sócio-econômicos dos alunos?

          Segundo, qualquer um com um conhecimento básico de estatística sabe que sorteio não resolve o problema.

          Se é pra opinar sobre algo é bom se informar primeiro.

        • Celso
          1 – Sou professor da UFPE, portanto conheço bem o Colégio.
          2 – Quanto ao conhecimento básico de estatística…eu sou professor disso na UFPE

  • Muito bom o texto, tira do campo mitológico a realização de um sorteio.

    Porém, acredito que não só diante de um sorteio as vagas serão democratizadas. Temos outras formas de ingresso em que as vagas poderiam ser mais diversificadas como cotas e sorteio mediante uma prova de nivelamento.

    Em tempo, o texto fala que o o colégio serve como laboratório para o curso de pedagogia, isso não é uma verdade. As turmas se restringem ao fundamental 2 e ensino médio e formand@s em pedagogia têm sua atuação em docência limitada ao fundamental 1. Dessa forma, o laboratório funciona para as turmas de licenciatura. Isso sob nenhuma hipótese quebra a pertinência do texto para um debate mais amplo.

  • Tô pensando em virar petista pra ver se subo na vida. Esse negócio de estudo e trabalho não dá em nada. É melhor arrumar uma carteira de filiado de partido, nessa birosca comunista chamada brasiu só com muita “peixada” e politicagem pra se dar bem.

  • Desde quando uma criança de 10 anos pode ser medida por seu mérito? Desde de quando vivemos numa meritocracia!
    Mas a hipocrisia paira sob todos! Eu tenho dois empregos e trabalho bem mais que outras pessoas para pagar, inclusive, um cursinho para minhas filhas! Enquanto vários pais não sacrificam seus finais de semana trabalhando para conseguir algo mais para seus filhos! Caso minhas filhas passem é mérito delas sim, porque se esforçaram e meu, que paguei os estudos!
    Porém, parece que há uma gota de hipocrisia no discurso de cada brasileiro que desconhece o capitalismo e a meritocracia.
    Da mesma forma que o senhor, por mérito, como funcionário público, consegue retirar entre outra vantagens sua licença sem perder o vínculo com a instituição. Todos os empregados não deveriam ter estas mesmas vantagens? Mas por MÉRITO através de um concurso poucos detém!

    • Graças à Deus você pode ter dois empregos, nem todo mundo teve possibilidade. Meu pai é quase um analfabeto, veio do interior, trabalhou duramente a vida inteira e hoje é aposentado com um salário mínimo. Foi falta de esforço da parte dele? Claro que não! Ele não pôde pagar boa escola e cursinho pra mim e pro meu irmão porque não teve condições, não foi por falta de esforço. Sou favorável ao sorteio, mas desde que sejam analisados outros fatores, como por exemplo, o histórico escolar do aluno, entrevista, e uma uma prova básica, sem o rigor que se aplica hoje.

      • No meu texto o verbo esforço se referem ás crianças, e para designar pais eu utilizei o termo “alguns”, enfim, mas concordo com sua opinião de utilizar alguns requisitos específicos como balizadores.

  • Finalmente, um texto inteligente diante de tanta baboseira conservadora. Daqui a pouco aparecerão os descendentes dos escravocratas para reclamarem a injustiça que sofreram. ehehe

    Sobre o colégio público com cotas para ricos. É uma piada!! Seja como for, não dá para estender essa cultura decoreba do concurso até para as nossas crianças.

    Enquanto isso, nos países centrais, Japão por exemplo, as crianças trabalham na escola: limpando seus lixos, preparando seus almoços e etc. Tá na hora de acabamos com a cultura de servidão que reina neste país atrasado.

  • O pior de tudo é o aluno passar a vida inteira estudando um monte de MERDA INÚTIL que não vai usar NUNCA na vida.

    O cara estuda química orgânica, química inorgânica, física mecânica, elétrica, geometria, biologia, trigonometria e o caralho pra depois fazer uma faculdade de direito, administração ou contábeis e terminar a vida como servidor público que só pensa em licença, feriado imprensado, greve, férias, verbas indenizatórias e aposentadoria.

  • Creio que seu argumento é incoerente Pierre. Como você mesmo coloca o colégio aplicação é um laboratório da UFPE, logo ele não é um colégio público como os de mais como você mesmo defende a seguir. Como um laboratório a seleção dos alunos deve seguir os parâmetros do que se está pesquisando, e se é quais métodos são mais adequados para um colégio de referência então usar o “vestibulinho” é totalmente coerente com a proposta de pesquisa.

    É claro que pode se defender que a proposta de pesquisa seja alterada, ou que haja outras, mas fazer sorteio sem considerar a proposta do laboratório é incoerente.

  • Acho que foi infeliz o comentário desse senhor, ao dizer que se tornará “apenas mais uma escola pública” na verdade ele devia dizer que será mais um instrumento de “política” sorteios, por favor, serat uma distribuição de vagas para candidatos já selecionados, não o aluno necessariamente, mas filhos destes.
    Vamos criar hipóteses para o sorteio:
    1 – Coloca o nome de todos os candidatos e sai tirando o papeizinhos?
    2 – Ao se inscrever o candidato receberá um número e esse será sorteado pela loteria federal.
    3 – me ajudem a pensar

  • Como minha pergunta sobre como o sorteio poderia ser justo nas condições levantadas não foi respondida, e nem vai ser, já que responder que SIM, o sorteio seria justo ao selecionar o menino pobre que não QUIS estudar nada em detrimento do menino pobre que o QUIS e o FEZ, equivaleria a ingressar no clube seleto dos loucos e canalhas, acho que ainda vale uma última provocação.

    Ao que parece, o brasileiro anda tão desesperado pela crítica, que procura enxergar injustiça em tudo, o que o leva a um anseio da destruição ou substituição de qualquer coisa que exista na nossa sociedade, inclusive as boas. Ultimamente, qualquer proposta que se diga mais democrática, mais justa, mais igualitária ao que está estabelecido parece ser aceita a priori, sem uma análise crítica. Tudo o que se levanta contra ela é conservadorismo, elitismo, reacionarismo ou algum “ismo” demoníaco do vocabulário politicamente correto.

    Nesse reino das boas intenções e resultados desastrosos, Dom Quixote não é mais ridículo por investir contra moinhos de vento pensando que matava gigantes. Errado é o sujeito que ri dele, o realista obtuso que quer que moinhos continuem sendo moinhos e gigantes continuem no mundo da imaginação.

    É legítimo pensar que o CAP, por ter professores bem pagos, com excelente qualificação, boa estrutura e localização seja um privilégio pago com dinheiro público, que acaba sendo usufruído por uma minoria que tem mais condições de se preparar para tal. Obviamente, se comparado às mesmas condições das demais escolas públicas, o CAP é, sim, uma ilha de excelência, para além da qualidade dos alunos que entram lá.

    Já que se trata de dinheiro público e recursos escassos, também é legítimo pensar que pode haver formais mais racionais de se direcionar sua aplicação. Nesse ponto, também parece difícil discordar que possa haver um direcionamento das vagas para pessoas socialmente menos desfavorecidas, como mecanismo de justiça distributiva, já que os localizados mais acima da pirâmide social teriam recursos o suficiente para suprir as vantagens auferidas com o ingresso na instituição.

    Excluindo o fato óbvio de quem NEM TODAS as crianças ingressas no CAP advém das elites, ficam ainda as perguntas não respondidas, que merecem repetição, em caixa alta:

    1) ONDE ESTÁ ESCRITO QUE O MÉRITO DE UMA CRIANÇA DE DEZ ANOS NÃO PODE SER AUFERIDO DE FORMA ALGUMA?

    2) EM QUE MEDIDA SORTEIO PODE SER MAIS INCLUSIVO QUE COTAS?

    3) COMO O SORTEIO PODE SER JUSTO AO SELECIONAR, ENTRE DUAS PESSOAS DA MESMA CONDIÇÃO SOCIAL, AQUELA QUE NÃO QUIS ESTUDAR NADA?

    4) QUE TIPO DE MENSAGEM UM SORTEIO PASSA PARA A CRIANÇA EM CONDIÇÕES SOCIAIS DESFAVORECIDAS QUE PROCURA ESTUDAR COMO FORMA DE ASCENDER SOCIALMENTE?

    Quem não responder essas perguntas, objetivamente, sem tergiversar, ou não tem resposta, ou é desonesto. Quem ler esse comentário e preferir um adjetivo ou ismo qualquer, ou repetir algum chavão do politicamente correto que lhe confira um ar de santidade mediante os amiguinhos ou sua má consciência, sem dar respostas objetivas ao que foi colocado, é, para dizer o mínimo, um covarde.

    • 1 – A pergunta por si só é idiota “Onde está escrito…” eu vou dizer aonde está escrito: No teu rabo! Submeter uma criança de 10 anos a uma carga competitiva dessas, já sujeita a frustração, pois a maioria não passa pela escassez de vagas é normal?

      2 – Cotas existem para reequilibrar os pesos da competição, mas, acesso a educação básica não é competição, é uma obrigação do estado. Infelizmente nossas escolas não possuem o mesmo padrão educacional, senso assim existem algumas melhores que outras. Escola não é um fim, e sim um meio. Nela não tem que obrigatoriamente entrar os melhores, mas sair os melhores! É formação!

      3 – Porque na escola é aonde ela é incentivada a estudar mais. Desejo pelo estudo não é algo que a gente tem que esperar que seja a vocação da criança, mas sim algo que podemos incutir na criança.

      4 – Ela vai acender socialmente com ou sem sorteio, ou por acaso todo mundo que evoluiu na vida passou pelo Colégio de Aplicação? A fase adulta já é muito competitiva para estendermos também para infância!

      Você é um ser humano raso meu querido! Aceite!

  • Esse texto é uma verdadeira ode à mediocridade. Lastimável!

  • Sorteio seria justo para crianças que estivessem começando a vida escolar, que nunca estudaram antes. Ai quando essas crianças chegassem no enem saberíamos o potencial do aplicação.

  • Cara, se eu tivesse lido esse texto a uns anos atrás talvez eu até teria concordado, mas hoje não. Minha namorada dava aula num desses cursinhos e eu convivi com muitas dessas crianças na época, e o que vi foi exatamente o contrário do que é dito nesse texto. A maioria dos alunos eram pobres, eram pais que se esforçavam bastante para pagar um cursinho, porque apesar de caro, um cursinho desse é infinitamente mais barato que um bom colégio de ensino médio. Claro que tinham pessoas de classe média e classe média alta, mas não era a maioria como você tá dizendo aqui.
    Quanto ao stress que estamos submetendo a uma criança de 10 eu acho errado, mas até criarem uma solução melhor que sorteio eu prefiro o que está agora.

  • Complementando José: prova básica – redação de 20 linhas e 3 questões de matemática que toda criança nesse estágio deveria resolver; com sorteio para os que tiveram 100% de aproveitamento. Isso eliminaria os que não estudaram por qualquer motivo e ainda aproveitaria alguns hiperpreparados.

  • Sou egresso do Cap!
    Apoiado!
    Um colégio em que negros são exceções, assim como pobres! Poderíamos usar mil argumentos… Mas basta usa o sentido pelo qual o colégio foi criado! Um laboratório de pedagogias, que porém usa um universo que não da respaldo para a aplicação ( repara no nome: Aplicação) dessas pedagogias na escola real, com as características comuns a maioria das escolas. Tarde de um laboratório que trabalha com alunos que representam uma minoria! Dinheiro público jogado fora com alunos que tem muitas outras boas oportunidades, ocupando o lugar de alunos que realmente precisam do colégio para mudar sua realidade histórica de exclusão!
    Hoje sou músico e professor graças a esse colégio!
    Pois pude escolher, msm não sendo a melhor opção em termos financeiros, mas a melhor para minha vida!

  • Parabéns por levantar este tema tão delicado. Posso afirmar que como ex-aluno do CAP acredito ser válida a iniciativa de modificar a forma de seleção dos novos alunos. Meu testemunho é o de que a avaliação por prova apenas mede a capacidade do aluno decorrente de sua condição social e financeira. Sobre o sorteio não se pode afirmar se será positivo ou não para instituição. Apenas é possível afirmar que será mais democrático. Também acredito que o potencial da escola e auferido em turmas onde existam diferenças e sem duvida com um vestibular para crianças de 10 anos isso não se obtém. Outra alternativa interessante seria o sistemática por cotas como já é utilizado pelo vestibular.

  • Texto interessante, mas seria totalmente inexistente o mesmo e consequentemente, este debate, se e somente se, analisarmos a verdadeira raiz do que gerou o tema do debate….Por que existe este “vestibular” que segrega não Ricos e Pobres, mas quem pode e quem não pode pagar um cursinho para seus filhos? Espera, vou melhorar, as vezes não consigo articular minhas idéias claramente. Porque os pais precisam pagar cursinhos para seus filhos estudarem em “ilhas” de excelência no ensino público? Simples: porque o erro está no sistema do ensino público!!!!! Quem pode, coloca seus filhos em escolas particulares, quem não pode fica se esbofetando para pagar cursinhos, e seus filhos tenham uma chance nas raríssimas escolas públicas que se prezem.
    Não se trata de capitalismo x socialismo, ou de PT x PMDB/PSDB e etc.
    Uma coisa que eu afirmo e não vi uma exceção neste Brasil: TODO político é igual, uns fazem mais outros menos, mas num item eles atuam de maneira extremamente coordenada e afinada:
    NENHUM DELES INVESTE NA EDUCAÇÃO BÁSICA!!!!! Se tivéssemos boa educação básica fornecida pelo ESTADO, essa indústria da educação (em todos os níveis, básica, fundamental, superior, concursos públicos, etc) não existiria, vestibulinho, ENEM e etc não seria necessários!!!
    Porque cotas? Porque só rico entra na universidade pública e blablabla!!! Todos com boa educação básica, todos com as mesmas chances de passar no vestibular (claro que os que não optarem por estudar, automaticamente reduzem suas chances).
    Mas eles tem que ter o povo nas mãos, reféns, então uma coisinha boa aqui e outra acolá, o resto deixem eles ficarem debatendo vários temas e assuntos, extremistas de um lado xingando extremistas do outro lado e vice versa, no final eles nem tocarão no real motivo e causa de centenas de debates Brasil afora: FALTA DE EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE PROVIDA PELO ESTADO, PELA NAÇÃO!!!!

  • Acho que se for para o acesso ao colégio Aplicação ser por sorteio, então o acesso a UFPE e todas as universidades ee escolas públicas, inclusive os colégios militar e da polícia, também deveria ser.
    Menos injusto seria o acesso através de cotas.

  • Que absurdo é ver pessoas que concordem que Crianças disputem vagas para Educação de qualidade, isso é um Direito que elas têm e um Dever do Estado. O caminho mais eficaz seria (por que não?) elevar o nível das Escolas Públicas ao do Colégio de Aplicação. Torço para que haja uma mudança nos processos eletivos que proporcione mais chances para quem não possui recursos financeiros possam ingressar no meio acadêmico de qualidade.

  • Olha, eu estudo no CAP, entrei esse ano, estou terminando já. Passei um ano inteiro me matando de estudar, me estressante, chorando e fazendo tido que é loucura para conseguir passar. Claro, fiz cursinho. Não sou rico nem classe média alta. Passei porque eu me esforcei. Qualquer um pode fazer isso, não importa aonde. Esforço não depende se você é pobre ou rico. Ou se é adulto ou criança. Para entrar em um colégio bom como o Aplicação é preciso esforço, tanto da criança quanto do adulto. A criança é muito capaz, mas não em tudo, sempre precisamos de alguma ajuda. Esse sorteio é injusto, pois eu que me matei de estudar, poderia ter esperado para ver se dava um golpe de sorte. Eu próprio já estava empolgado da idéia de eu ajudar meu irmão como um preparatório para o Colégio de Aplicação. Meu irmão é muito estudioso e aplicado, mas se fosse sorteio, preferiria que ele não entrasse. Ele ia ser apenas o merd da turma, talvez dividindo o posto com mais uma ou duas pessoas. Em sorteio, pode entrar qualquer analfabeto que não sabe nem escrever direito. Pois a realidade das escolas públicas (em geral) de hoje é péssima. Ao invés de igualar o Aplicação a elas deve-se igualá-las ao Aplicação. Para os adolescentes, pensem como um daqueles joguinhos. Você tem vários poderes, um bem mais evoluído e poderoso que todos. Você preferiria evoluir os outros poderes e se tornar mais poderoso, ou igualar o mais poderoso aos outros poderes e se tornar mais fraco? É assim que penso. Pierre, para mim seu texto não faz sentido algum, me desculpe.

  • Se vocês encontrarem alguma palavra escrita errada é porque eu tenho corretor automático

  • Tive uma sobrinha que passou no cap. Eu a ensinei matemática e, às vezes, a levava ao cursinho. Sempre que ele perdia a condução. Só uma detalhe: as correções das provas não vale cálculo mental. Tudo tinha que ser rigorosamente escrito. Nada de criatividade, o foco da prova pauta-se em uma sistemática bem formal e burocrática.

    É tudo muito sistemático. A professora do cursinho, em uma conversa reservada, me falou que ela passaria na prova. Disse que com muita certeza. Fiquei curioso: perguntei um monte. Ficou claro que o cursinho pegava as crianças com disciplina, foco e conhecimento prévio dos assuntos e, simplesmente, canalizava para atender os requisitos da correção da prova. Tarefa muito simples: pegar um aluno disciplinado e fazê-lo passar em uma prova. E os alunos que não são tão “bons”? Meros figurantes no cursinho. Mas, claro, segundo a professora, eles terminariam o ano mais disciplinados e metódicos.

    Mas, continuo a observar a criança. É minha sobrinha. Quando pequenina era mais criativa, mas após o foco e a disciplina do cursinho se tornou muito metódica e menos criativa. Ah, e muito burocrática.

    Eu disse várias vezes ao meu irmão e cunhada que ela precisaria, depois dessa competição, voltar a ser criança: criativa, alegre e com pensamento voltado para liberdade e inovação. Ou seja: desfazer o foco excessivo na disciplina em detrimento da criatividade.

    Mas, tudo isso é fruto de um país burocrático que persegue o empreendedor, a inovação, a criatividade. A sociedade está muito doutrinada nessa lógica de concurso, decorar para arrumar uma teta pública estável e nunca mais trabalhar na vida. Construir algo? Nunca!! A vida se resume a fazer provas decoradas sem nenhum tipo de criatividade e/ou inovação. As grandes conquistas para os brasileiros se resumem a marcar “x” em um pedaço de papel.

    O problema é muito mais grave. É muito maior que educação, É uma doença social fruto de um passado escravocrata, de uma sociedade servil e, sobretudo, de uma cultura excessiva da forma e da burocracia em detrimento da liberdade, das ciência naturais (física, química, matemática), da produtividade, da livre iniciativa. Em suma, aqui nada se produz vedemos matéria prima (commodities) extraída pelos pobres que jamais passariam no cap e produzimos burocracia. Muito burocracia!!

    • Concordo 100%.

      O “sistema” quer robôs burocratizados que decorem regras. Os “cursinhos” caça-níqueis, seja de vestibular seja de concursos públicos, são apenas selecionadores desses futuros robôs do “sistema”.

      Quanto menos questionadores forem os robôs, melhor. Imagine um auditor fiscal questionando a política partidária e a ideologia do governo federal ao qual serve… seria um pesadelo para qualquer político.

      As únicas pessoas que tem o direito de pensar, questionar e agir da forma que bem entendem são os donos e controladores do “sistema” (políticos, banqueiros e grandes capitalistas) que manipulam os robôs escravizados (burocratas e servidores públicos que passam a vida decorando 10 milhões de leis, súmulas, códigos, decretos, portarias, resoluções, atos normativos, emendas, medidas provisórias e outras inutilidades do gênero).

      O cidadão-padrão para o “sistema” é exatamente o tipo que segue regras sem questionar, apenas se limita a bater continência obedientemente, ou seja, o completo idiota cuja capacidade mental foi deformada desde a mais tenra infância pelo “sistema”.

  • Pelas minhas condições financeiras e sociais não posso pagar um cursinho para meu filho. Falar em esforço, quando se tem grupos sociais preparando seus filhos em escolas especiais é, no mínimo, não querer reconhecer a defesa de interesses próprios. A proposta pode não ser a melhor, mas pelo menos posso sonhar com a possibilidade para meu filho.

  • Como escola pública o Colégio deveria seguir os critérios adotados pela rede pública e não privilegiar quem tem condições; os alunos pobres que tem acesso tanto ao colégio como a UFPE é uma minoria, devido a concorrência ser acirrada, valendo-se quem frequenta os cursinhos e/ou tem uma base adquiridas em escolas particulares; A desvalorização dos professores tem tudo a ver com a qualidade do estudo publico vigente. Em último caso, seria menos injustos o acesso ser feito por sorteio, dependendo como e por quem será feito e o modelo a ser utilizado. Acho um avanço do acesso ser por sorteio. O que está em discussão não é o mérito da criança discernir ou não, o que está em discussão é o modelo de acesso ao colégio. O censo de justiça, igualdade e oportunidade deve ser a primeira lição a ser dada a nossas crianças. Parabéns pelo texto escrito, e perdão aos que não entenderam o mérito da questão.

  • O modelo de “educassão” que vigora no Brasil ainda é a bosta do sócio-construtivismo dos “jênios” comunistas Paulo Freire e Jean Piaget.

    A esquerda adora esse modelo pois emburrece e cria gerações de retardados mentais dóceis e altamente manipuláveis por Lulas e Dilmas da vida.

    Tem que abolir esse lixo de método “didático” o mais rápido possível e voltar o bom e velho método dos ditados, da estrita observância à normatividade gramatical etc, fórmulas pedagógicas que deram certo durante anos.

    Fora sócio-construtivismo e leve junto o esquerdismo que está acabando com o Brasil.

    • Perfeito! A questão da educação brasileira não é apenas falta de verba. É metodologia!! Não há professores. Há adestradores em marxismo de meia tigela. Os alunos não aprendem ciência. Se tornam militantes de esquerda. Mal sabem português e matemática básica mas criticam o capitalismo malvado em facebook.
      Ou seja, enquanto a esquerda (des)educar o povo, podem jogar todo PIB na educação que permaneceremos fazendo vergonha em testes educacionais mundo afora!

  • Kkkk, desculpem pele riso, mas não pude evitar de achar graça em como a carapuça serviu em tantas cabeças “diferentes” se é que me entendem o diferente, talvez não, enfim deixa pra lá, vamos de fato a questão em si apresentada, seria o CAp uma escola realmente boa pela qualidade dos professores ? Ou pela preparação e esforços dos alunos, ou devo dizer dos pais? Quem tem na verdade o mérito, os mestres, os alunos ou os pais? A função da escola, ou seja dos mestres não seria a de ensinar e preparar o aluno para seu futuro? Quando me refiro a aluno quero dizer qualquer um que tenha o desejo de aprender, a inteligência requer prática e ensino, precisa apenas de oportunidades, oportunidades estas que muitas vezes são negadas pela injustiça social tão comum no nosso meio, nunca haverá um sistema perfeito, como você deixou subentendido Pierre, apenas vãs tentativas de acerto, mas concordo com você na real questão que você propôs, quem sabe num futuro distante haverá realmente igualdade e justiça social.

  • mais uma do super liberal.

    antes de defender x ou y, esse colégio não deveria existir. com o custo por aluno bem acima da média das outras escolas públicas. A existência do mesmo, caracteriza um privilegio em si, independente da forma de entrada.

    ja falando sobre a forma de ingresso, que visão super liberal desprovida de preconceitos marxistas hein? sera que as crianças q entram são filhas apenas de pais com dinheiro, ou são filhas de pais que valorizam educação como grande caminho para o sucesso na vida? não a toa, é cheio de filho de professor da ufpe lá.

    • Pra você que não sabe, a escola é necessária como laboratório da escola de educação da UFPE.

  • Eu com dez anos n tinha noção do que era meritocracia ou mesmo vestibular. A única coisa que eu sabia é que eu queria sair do meu antigo colégio, mas minha família n tinha condições de bancar um colégio melhor. Foi aí que descobri a existência do colégio aplicação e colégio militar… Estudei dois meses e garanti minha vaga nos dois colégios no ano de 2003. Olho pra trás e vejo quão sábia e inocente foi minha decisão. Posso garantir que valeu cada esforço.

  • Reproduzo o comentário que fiz na minha página do Facebook:

    “Vi vagamente uma história de que o Colégio de Aplicação da UFPE ia deixar de ter aquele vestibular para entrar e ia fazer um sorteio (não sei com que critérios, mas pelo que li seria para dar igual oportunidade para pobres, ricos, brancos, negros, etc). Na minha época existiam 3 escolas públicas que as crianças se matavam pra entrar: Aplicação, Colégio Militar e Escola do Recife. Consegui entrar na Escola do Recife onde terminei estudando da 5ª série ao 3° ano. Penso que essas três escolas juntas respondem por um percentual muito pequeno do total de alunos nessa faixa etária no Recife. Sinceramente, vejo o sistema do “vestibulinho” como pesado para uma criança. É até questionável se uma criança precisa passar por um concurso tão estressante, mas não o vejo como reprovável por si só. Escolas e universidades conceituadas pelo mundo afora são difíceis de se entrar, com ou sem vestibular, e isso deve ter alguma influência nelas.

    Agora, podem até exterminar o vestibulinho nessas três escolas, tirar o sorteio e instituir o ingresso só de crianças de escola pública e até adotar algum critério racial para preencher as vagas, que o resultado final para a educação no Recife será ínfimo. Os estudantes “de elite” (não acho que me enquadrava nisso, mas tudo bem) que poderiam entrar nesses colégios continuarão estudando em seus colégios caros, os estudantes de escola pública, em geral, continuarão com um ensino ruim. Essas três escolas podem eventualmente melhorar, ou piorar, o que é relevante para elas mas não tanto para o conjunto da educação pública/privada da cidade. Pode ser chover no molhado dizer isso, mas o correto seria se investir na educação pública “regular”. A existência de 3 escolas públicas boas (com ou sem alunos de elite por lá) é interessante pra os que eventualmente estarão nelas, mas irrisória para o quadro educacional geral.”

  • Pierre,

    Parabéns pelo texto. Aguardo um sobre a desocupação da reitoria da UFPE.

  • Rapaz, o sorteio é uma idéia tão boa que deveríamos expandií-lá para aplicarmos nos concursos públicos para vagas de professores, médicos, juízes, auditores fiscais, etc. Poderíamos aproveitar e abolir eleições caras pelo sorteio ! Vejam só : todos teríamos a chance de darmos nossa contribuição para o desenvolvimento da melhores políticas públicas além de evitarmos caixa 2, me salões, lava jato e os cama!

    • Que cara mais bobo! Comparação mais idiota… Educação é garantia constitucional, e em tese deve ser igualitária e universal.

      Querer levantar tal comparação para algumas outras áreas é a mesma coisa que dizer que o justo é sortear quem vai trepar com Bruna Marquezine ao invés de deixar a cargo dela escolher….

      Larga de ser mobral!

  • Finalmente Pierre! Finalmente! Agora sim vejo que você tem um pé no conservadorismo e um pé no liberalismo! Gosto mais de quando você usa o pé esquerdo!

    Eu lembro bem nos idos de 2001, quando estava no curso de Administração, que um aluno de nossa sala se apresentou como marceneiro… Bem, ainda respirando os ares de um governo federal conservador, o aluno em questão se tornou um Dalit. A turma era praticamente de mauricinhos e patricinhas, os quais jamais admitiriam um relés marceneiro sentar ao lado deles.

    Depois fiquei sabendo que o querido amigo havia juntado dinheiro do trabalho para pagar um cursinho no finado PANORAMA, conseguindo assim ingressar na UFPE.

    Na visão de sociedade de hoje – implantada diga-se de passagem pelo PT – pedreiros, marceneiros, filhos de catadoras de lixo, empregadas domésticas e etc… ingressam na universidade e se tornam quase celebridades, ao contrário de antigamente quando eram praticamente uma aberração entre as moçoilas de pele rosada.

    Se a aplicação é um bom colégio, a hora de provar é agora! Ser bom no bom, filtrando os melhores, até eu sou! Quero ver pegar uma criança desinteressada pelos estudos e transformá-lo em um doutor! Aí sim a escola é boa!

    No mais… apenas chororô de dono de cursinho e de papais e mamães que se amostravam dizendo: “Meu filho passou no colégio de aplicação” (Que não é demérito, lógico!), mas que são contra o sorteio apenas por vaidade!

  • Li o texto e embora tenha fundamento na defesa do sorteio, a questão é a que ponto podemos confiar na credibilidade deste sorteio. Se hoje já vemos resultados de provas e bancas já são fraudadas todo ano, imagina o resultado de um sorteio. Não confio.

    • Sabemos bem como serão os $orteios!

  • Talvez a melhor avaliação devesse levar em conta toda a trajetória escolar até então. Assim como na avaliação de currículos em faculdades que a admitem em processos de seção – com vistas a tentar atender à complexidade do ser humano e de sua capacidade de produzir/comprometimento.

    • Obrigada por nos mostrar o outro lado dessa grande discussão.

  • Quem deve estar adorando essa ideia de sorteio são os donos de colégio particular.

    O raciocínio é simples: todo setor onde entram essas ideias comunistas, a falência é certa, ou seja, esse negócio de sorteio vai avacalhar um colégio que é tido como de excelência e quem sai ganhando são os colégios particulares de renome. O colégio de aplicação vai virar uma zona onde entra qualquer um, a qualidade vai cair e os melhores alunos vão para os colégios particulares de excelência.

    Que pai vai querer o filho num colégio que utiliza a técnica do sorteio como “seleção”?

    É óbvio que essa loucura esquerdista vai destruir o CAp que vai virar mais uma escola pública esculhambada como as outras desse prostíbulo chamado brasil.

    • Veja… veja… veja até aonde vai a imbecilidade humana… veja!

      Ter uma educação de qualidade é defendida como “prêmio”, o qual deve ser ofertado àquele que se esforçou mais. Vejam como esse raciocínio é fascinante e deixa gente ignorante fascinada!

      A superficialidade, algo muito em moda no Brasil, nos faz ter soluções simplistas para tudo.

      Uma escola de qualidade deveria trabalhar com o seguinte fluxograma:

      Criança desacreditada -> Escola de Qualidade -> Cidadão formado e consciente, e culturalmente rico.

      No molde proposto pelas almas sebosas, fica assim:

      Bom estudante -> Concurso -> Escola modelo.

      Clica nesse link e vê quantos negros e pardos aparecem na foto:

      https://www.google.com.br/search?q=perfil+dos+estudantes+do+col%C3%A9gio+de+aplica%C3%A7%C3%A3o+pernambuco&biw=1600&bih=740&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0CAYQ_AUoAWoVChMI_b-Pv9LRyAIVwg-QCh39YwfS#tbm=isch&q=estudantes+do+col%C3%A9gio+de+aplica%C3%A7%C3%A3o+pernambuco

      Se tem um lugar, um único lugar que deve ser defendida a isenção total de “meritocracia”, chama-se INGRESSO NAS ESCOLAS DE BASE E FORMAÇÃO!

      Por que o Colégio de Aplicação, que é tão bom, não se propõe a mostrar sua excelência, admitindo 100, 200 crianças de até 10 anos que se continuarem na perspectiva que estão não terão futuro algum, e moldam um cidadão culto e produtivo?

      Será que a excelência e a qualidade deve ficar restrita as outras crianças (que não tem culpa, lógico, pois foram agraciadas com pais que tem condições e investem na educação dos filhos) cujo o sucesso profissional e acadêmico seria alcançado por outros meios?

      É o hiato que vocês querem? Vocês lá em cima e os outros embaixo perpetuamente? É isso?

  • Eu escrevi lá em cima, mas vou repetir:

    A escola de qualidade não é aquela aonde entram os melhores alunos, mas aquela de onde saem os melhores cidadãos!

    É que nem um filtro: Entra-se água barrenta, turva, e sai água cristalina!

    Agora dizer que um filtro é bom com você alimentando ele com água mineral é lasca!

    • Bom argumento!

    • E os pais não tem nenhuma responsabilidade na formação dos tais “bons cidadãos”, caro Mané Vermelho ?
      Tá sertu!!!

      • Para Manés Vermelhos, “bons cidadãos” são pessoas que mal sabem as operações básicas da matemática mas vivem de criticar o capitalismo no facebook, com a camisa do Che Guevara matador de negros e homossexuais achando que esse marginal é um herói! Cuidado com os conceitos desses Manés Vermelhos!

        • Alexsandro, em nenhum momento foi comentado o papel da família nos comentários a cima. Qualquer um sabe o papel fundamental da família na formação do cidadão. O que foi comentado é o que significa uma boa escola. Uma boa escola é aquela que faz a diferença na vida das pessoas, pois suponho que a escola tenha papel fundamental na vida das pessoas, assim como a família e os amigos. E sim, a escola de qualidade é questão de prêmio aqui no Brasil, já que em muitas falta o básico. Portanto, dependendo qual é o seu colégio você não tenha nem professores na área de exatas como acontece em Porto de Galinhas!
          E sobre o Aplicação, uma informação ninguém tem é se o Aplicação faz a diferença na vida dos bons alunos que entram lá ou esses alunos continuariam a ter um bom desempenho escolar nas escolas que estudavam antes do ingresso. Uma forma de saber era colocar crianças do bairro que nunca estudaram antes em nenhum colégio e compararem o resultado desses alunos com a de outros alunos de outras escolas.

        • Melo,

          Esse débil mental chamado Alexsandro é um frustrado da vida. Só participa do debate para relinchar o ódio que tem de tudo e todos! É um pereba, contador de lorota…

          Até inventar que é um “investidor” ele já inventou pra justificar o porquê não faz nada da vida além de ficar comentando neste blog e curiosamente chamando os outros de vagabundo.

          Isso é um meninão…

        • Caro Manés Vermelhos, obrigado por explanarem o que vocês acreditam ser um mau cidadão. Se o cara não concordar com essa papagaiada marxista que vocês vomitam aqui já está no grupo dos débeis mentais, não ? Aquele “professor” lixo que prega o fuzilamento de quem não concorda com essas papagaiadas representa bem quem são vocês.

        • Alexsandro e os argumentos? Você discorda de tudo, mas não apresenta um único argunento. Você xinga porque não consegue convencer? Só chama quem discorda de você de socialista.

        • Melo, os argumento estão nos comentários mas resumirei :
          1) Eu até seria a favor do sorteio se viesse num contexto de reforma escolar a médio prazo. Porém do jeito que querem fazer não passa de demagogia esquerdista.
          2) Professor é uma entidade cada vez mais rara no Brasil. O que temos em grande parte são adestradores em marxismo.
          3) Bom cidadão na visão esquerdista é um papagaio que detesta a capitalismo, lambe bolas no assassino do Guevara, mas não abre mão de férias na Disney.
          4) Portanto, o ensino brasileiro deve abandonar lixos achistas como a tal pedagogia do oprimido ou preconceito linguístico e formatar um currículo científico. O problema não é só grana.

          Em tempo: A única forma de “discutir” com o Mané Vermelho Demétrios é essa. O problema é que ele está acostumado a xingar de coxinha e não ter resposta. Por sinal ele entende mais do estilo de vida coxinha que os próprios coxinhas. Ou é inveja ou é um esquedinha caviar que posa de pobre mamando nas tetas!

        • Volta a xingar mesmo…pelo menos tu fazendo tuas babaquices é mais engraçado! Hahaha!

  • A verdade é que quem faz a qualidade de uma instituição educacional é o corpo discente (alunos). Claro que o nível da docência é muito importante, mas ter alunos bem selecionados, capacitados e preparados é imprescindível para o êxito da instituição.

    A UFPE tem a boa reputação que tem (inclusive internacional) por que sempre priorizou uma seleção rigorosa dos seus alunos. Tenho muito orgulho de ter sido aluno lá.

    Imagina se o curso de medicina da UFPE ou os cursos de engenharia do IME e do ITA fossem na base do sorteio, a zona que seria, se duvidar até bebê no berçário seria sorteado por engano (ainda mais levando em conta que estamos no Brasil, o país onde a bagunça é a regra).

    Seleções disputadas e criteriosas são fundamentais para se ter um alunado qualificado e de alto nível.

    Esse negócio de sorteio vai anarquizar o Colégio de Aplicação.

  • Concordo com muita coisa que o Demétrius diz, mas acho o sorteio puro uma furada…
    Como muitos já disseram, nem deveríamos estar aqui discutindo as formas de seleção de alunos (baseada em mérito/prova ou sorteio).
    É obrigação do Estado garantir educação básica de qualidade para todos, e ponto.
    Mas infelizmente vivemos em cenário diferente, temos uma escassez de vagas, e isso leva naturalmente a uma disputa (quer queiramos ou não).
    Se uma escola dispõe de 100 vagas (tem estrutura), eu não posso obrigar a escola a aceitar 500 só porque o Estado tem que garantir isso…
    Dado que hoje as crianças são obrigadas a disputarem vagas, e como eu já disse, isso não é o ideal, ao menos o processo deve ser justo e amplo para todos.
    Seleção por prova tem seus prós e contras, assim como o sorteio. Por que não fazer um híbrido dos dois?
    Do tipo que quem tem mais mérito tenha mais chances de ser sorteado e obter a vaga.
    Exemplo: criança A, baseado em suas notas, tem 10%, e a criança B tem 5%. ‘A’ não está garantido, mas tem MAIS CHANCES, e B não pode ser considerado um excluído.

    Ainda preciso fazer uma ressalva ao que chamo de ‘mérito’. Não acho tão apropriado avaliar crianças por conhecimentos, e sim por habilidades.
    Muitos até podem dizer que pobres e desfavorecidos não tem condições de desenvolver nos conhecimentos, mas o que dizer de Comprometimento, Iniciativa,
    Criatividade, Disciplina, Raciocínio (não se ensina em cursinhos, aprende-se por experiências, boas ou ruins)… para mim estes é que deveriam ser os critérios para chegar no ‘mérito’.

  • Essa história de sorteio é a maior maluquice. Isso não tem a menor chance de dar certo. Sortear aleatoriamente alunos não resolve nada. A tendência é a qualidade do CAp piorar assustadoramente, será um tremendo retrocesso. O CAp é um patrimônio de PE e chegou onde chegou justamente por ser rigoroso na seleção de seus alunos. Conheci até professores estrangeiros na UFPE que elogiavam a seriedade do CAp. Será uma lástima se implantarem essa história de sorteio, vão esvaziar a credibilidade do colégio. Se o governo quer que todos os adolescentes brasileiros tenham uma boa educação, que invista nas outras escolas e use o CAp como modelo. A solução é melhorar o nível de todas as escolas e não piorar o nível do CAp.

    • Vai perguntar no Conservatório Pernambucano como é o ingresso dos alunos…

  • Eu fui aluno concursado do Colégio Militar de Fortaleza aos 11 anos de idade. Passei imune a toda pressão e mantive um bom desempenho no decorrer dos anos. Contudo, sei muito bem o que eu vi desde o cursinho preparatório, dentro do colégio e depois que virei “referência” para mães amigas da minha que também queriam que seus filhos lá estudassem. Digo com convicção que é uma aberração com crianças de 10 e 11 anos. Vi colegas surtando em prova, crianças de desempenho exemplar que tiveram de carregar a precoce frustração de um “fracasso” com aquela idade, crianças que aprendiam a competição e o individualismo com aquela idade, transformando colegas e amigos em meros concorrentes. Isso para mim é um absurdo ao qual não quero submeter meus filhos.

  • Se o “sorteio” estivesse inserido num contexto de melhora do ensino básico, a médio prazo ( ou seja, ensinar ciência às crianças e não baboseiras marxistas), eu seria a favor. Mas o fato é que não está. E o colégio de aplicação se tornará algo semelhante aos cursos de exatas da UFPE, onde os alunos não dominam matemática básica e daí criaram matemática zero, cálculo zero e etc. Mesmo com concurso, o CAp atende a sociedade, afinal, qualquer um pode se inscrever nas provas. Agora, falar em melhorar o ensino básico como um todo nenhum Mané Vermelho fala! Ninguém questiona nossas metodologias ridículas que cagam para ciência e se limitam a jogar baboseiras marxista nas cabeças das crianças. Sem contar baboseiras como Metódo Paulo Plágio Freira, Pedagogia do Oprimido e blá blá blá, lixos que mantêm o Brasil, Cuzil ou Cubão, como queiram, nos últimos lugares em avaliações internacionais!

  • Ah, e Pierre, já está ficando feio colocar esse desenho toda vez que se discute assunto semelhante. Você fez vestibular contra pacas ou toupeiras ? Quando eu fiz, disputei vagas com pessoas , cujos cérebros têm a mesma capacidade que o meu!

  • Pierre foi perfeito. Parabéns!

  • O dilema da educação brasileira não se limita a dinheiro injetado em escola. O problema maior é o que se ensina. Alunos que mal dominam português e matemática saem da escola como verdadeiros ativistas de esquerda, com ódio aos ricos e ao capitalismo, mas pateticamente destilam esse ódio em facebook através de smartphone. E em rede wi fi COM SENHA. O Mané Vemelho não socializa a senha!

  • Querem transformar o CAp em mais uma escola pública “padrão Brasil”, do tipo que aluno bate em professor, entra armado, usa droga e faz sexo dentro da sala de aula.

    Espero que as pessoas que tem algum juízo na cabeça não permitam que essas loucuras marxistas se infiltrem numa instituição altamente respeitada e produtiva como o CAp-PE.

    Não podemos permitir que as poucas coisas boas que restaram no Brasil sejam destruídas por ideologias nefastas como esse lixo de esquerdismo.

  • Aha, Uhu… O Pierre é nosso!!!
    E a reaçada pira!
    O CAp vai ser nosso!!! Vai ser sorteio, mô véi!!!
    Hahahahahahaha!!!

  • É até bom que adotem o sorteio no CAp, assim vão entrar os analfabetos lá dentro, o nível do colégio cai e a concorrência diminui, é menos um colégio de qualidade no Recife.

    Quem vai ganhar com isso são os alunos dos colégios particulares caros que vão ter menor concorrentes qualificados no vestibular.

    Enquanto isso os analfas que se acham espertos vão entrar por sorteio num colégio falido pensando que estão entrando num colégio de qualidade. Como sempre os analfas achando que tão pagando de gostosão, mas no final se lascam.

  • Se o nível dos alunos do aplicação cair por causa do sorteio, os bons professores do colégio vão sair e migrar para os colégios e cursinhos particulares atraídos por melhores condições de salário e alunos mais capacitados. Esse sorteio vai ser um tiro no pé, ao invés de melhorar, vai destruir o colégio.

  • Querem fazer demagogia esquerdista até no CAp… vão acabar com o colégio. Pra avacalhar de vez deviam criar vagas especiais para “estudantes” do MST no CAp.

    • Exato. Quanto criam cursos e programas específicos para marginais que permanecem “sem terra” mesmo em 16 anos de governo vermelho nenhum Mané Vermelho aparece para se preocupar com a desigualdade.

  • Pra esculhambar geral, só falta aparecer algum socialista defendendo cota pra gay e lésbica no colégio de aplicação.

  • Enquanto aqui temos que levar a debate o quesito sorteio para ingresso no Colégio de Aplicação… lá na Escandinávia, aquele antro de comunistas e vagabundos, sai uma destas:

    “Governo pagará uma renda mensal mínima a todos os cidadãos!”

    https://br.noticias.yahoo.com/na-finl%C3%A2ndia–s%C3%B3-trabalhar%C3%A1-quem-quiser-a-partir-do-ano-que-vem-121059718.html

    Que absurdo! Os tentáculos lulodilmistas estão em toda parte! Por isso que sou contra o Bolsa Família, um projeto inútil que nunca será copiado por países sérios!

    A Finlândia me matando de vergonha… em breve se tornará uma Cuba ou Venezuela da vida!

    • Putz… o cara quer comparar esse favelão chamado Brasil com a Escandinávia.

      É como querer que um Fusca tenha o mesmo desempenho de uma Lamborghini.

      Tá serto.

    • hahahaha só falta demétrius querer que o Brasil pague uma renda mínima a cada brasileiro, afinal somos igual à Finlândia.

    • Demétrius, suas comparações não procedem.

      A situação do colégio de aplicação é uma questão de MÉRITO. O Brasil poderia ser um país tão rico como a Finlândia, mas não poderia sair dando vaga de colégio para qualquer um, as pessoas tem que provar que tem MÉRITO para provarem que estão à altura de estudar na instituição.

      Os EUA são o país mais rico do planeta e nem por isso Harvard, Stanford ou o MIT saem por aí dando vaga pra quem quiser, pelo contrário, as seleções para essas instituições são dificílimas e super concorridas.

    • Gilberto, não procedem? OK.

      E aos demais, eu estou com vocês! Políticas assistencialistas são para países de primeiro, e não para um “favelão” como o nosso!

      Ajudar pobre é coisa de comunista imbecil! Aliás, ajudar é coisa de imbecil!

      Vamos esperar esse paiseco, esse bananal socialista chamado Finlândia se tornar uma Venezuela com essas idéias tipicamente cubanas!

      Anauê!

  • Políticas assistencialistas, no Brasil Vermelho, visam manter os pobres na pobreza e dependentes do Estado. Tanto é que os vermelhos em 16 anos poder federal, sugam grande parte do recursos, terceirizam o problema da educação básica nas costas das prefeituras mas nada fizeram para acabar com a política do pires nas mãos em Brasília. Pergunto : Por que a corja vermelha, do governo federal, nunca fez reformas abdicando de impostos em prol dos municípios ? É muito cômodo dizer que educação básica é problema municipal sugando grande parte dos recursos!

  • Palmas de pé para o excelente texto, Pierre Lucena.

  • Cara, eu até acho que o mais lógico seja uma seleção por sorteio. Se o colégio tem como objetivo servir de laboratório para o Centro de Educação, que as “cobaias” sejam o mais próximo possível da realidade das escolas brasileiras. Aí quero vê neguinho com papo” construtivista-paulo-freiriana” resolver a bronca de um aluno que entra no ensino fundamental I completamente analfabeto, vindo de uma contexto familiar pobre e, muitas vezes, completamente desestimulante aos estudos. Acho que os esquerdistas do CE (lá, até as baratas sãos comunistas) preferem ficar com a elite mesmo……

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).