Um desabafo sobre a greve e as universidades

ago 30, 2012 by     54 Comentários    Postado em: Educação

E chega o dia 31 de agosto e o Governo não mostra disposição alguma para negociar com os professores em greve.

Por outro lado, somos representados por dois sindicatos, um pelego e outro corporativista, que acredita que mérito acadêmico é algo que deva ser desprezado nas universidades. E não estou aqui falando do produtivismo bisonho que temos hoje, onde a produção científica tem menos impacto que um artigo da Revista Capricho, mas de um reconhecimento efetivo e amplo por parte do sistema.

O resultado de anos nesta situação dúbia, com representação sindical distorcida e um Governo autoritário, é esta universidade capenga que temos.

Orçamentos bilionários, como o da UFPE, e ao mesmo tempo salas de aula superlotadas e calorentas, banheiros que se assemelham aos de presídios, prédios caindo aos pedaços (como o CFCH) e professores desmotivados, já que não há diferença funcional entre ser um profissional comprometido ou relapso.
Sou professor há 16 anos e nunca faltei a uma aula sequer, e ao mesmo tempo, vejo colegas sem o menor comprometimento, que tratam seus alunos como se fossem pessoas desprezíveis, tendo a mesma remuneração e ainda com mais espaço porque serve aos interesses do “sistema”. O pior é que muitos desses não cabem dentro da própria vaidade.
Que futuro tem uma organização como essa?
Já nos comandos das universidades, centenas de professores duelam por um cargo comissionado, vendendo até a alma se preciso por uma gratificação. São os educocratas, que via de regra têm horror à sala de aula e aos alunos. É a politicagem em seu estado mais grotesco.
No fim de tudo, o resultado de uma greve justa acaba sendo pífio.
E tudo isto tem origem neste grupo que hoje ocupa o Ministério da Educação, em particular os senhores Aloísio Mercadante e Amaro Lins. Se mostram mais autoritários do que todos os que por ali passaram. Posso ter divergências quanto à visão de nosso sindicato, mas ele nos representa, e só posso considerar inaceitável encerrar as negociações sem nunca ter se reunido para um discussão efetiva.
O pior é que acaba-se a greve e a instituição volta exatamente da mesma forma: burocrática.
E nesta pisada quem sofre são os alunos. Justamente aqueles que deveriam ser o centro das atenções de uma instituição de ensino.
Triste o fim disso tudo.

54 Comentários + Add Comentário

  • “…salas de aula superlotadas e calorentas, banheiros que se assemelham aos de presídios, prédios caindo aos pedaços (como o CFCH) e professores desmotivados, já que não há diferença funcional entre ser um profissional comprometido ou relapso”.

    Imagina como se sentem os professores da educação básica. Os da PCR, por exemplo, estão reivindicando 1/3 de aula atividade que é lei determina e a prefeitura não cumpre.

  • Parabens pelo texto! Reflete exatamente a realidade da UFPE.

    • Um texto desse tamanho? Impossível refletir EXATAMENTE a realidade da UFPE. O próprio Pierre chamou de “desabafo”, o texto diz muito mais respeito ao que ele pensa, do que a uma realidade efetiva.

      Concordou? Quer elogiar? Tranquilo, mas com todo respeito a Pierre, ele não disse nada que um aluno do Aplicação não pudesse dizer, então não precisa forçar a bajulação.

      • Quanto ódio no coração, meu caro.

  • Finalmente um bom texto sobre esse embrólio. Só não concordo com a justeza da greve, mas a crítica a própria instituição é pertinente.

    O que fazer com os professores barnabés improdutivos e mal educados?? Muitos aparecem aqui para desqualificar as críticas ao invés de contra-argumentar.

    A pior coisa para um aluno é ter um professore barnabé e medíocre. Na UFPE tem muitos. Muitos mesmo.

    • Vou nem comentar o “Na UFPE tem muitos, Muitos mesmo.”

      Defina o que é ser produtivo, como se encaixam os cursos do CFCH, seria produção de pesquisa, artigos publicados?

      • zZZzzzZZzzz

  • O desastre era anunciado. Tudo mantido na base do fisiologismo, do clientelismo e do paternalismo, mas poderia ser pior… Poderiamos ter um Gustavo Ioschpe da vida ditando as regras do campo educacional.

    E agora, quanto a questão das cotas, seria bom de se tratar com maior pertinência, até porque isso é uma coisa que pode se virar contra aqueles que poderiam ser beneficiados por tal política.

    • A partir de agora, quando um negro for visto na universidade como estudante, ele pode até ser um “Alcides”, mas vão olhar torto para ele por que vão pensar que ele é da cota. O mesmo vale para pobres.

      • O governo age de acordo com as premissas :
        1) Branco= mauzinho ; negro = bonzinho.
        2) Rico= mauzinho ; pobre = bonzinho.
        3) hereto= malzinho; Homo = bonzinho
        4)capitalismo= malzinho ; socialista = bonzinho
        5) aluno de escola particular= malzinho; aluno de escola pública= bonzinho.

        Dada a origem dessa corja que por hora governa nosso país arcaico, nada surpreendente.

        • Já na universidade e ainda não aprendeu a diferença entre mal e mau! Com um professor desses, coitados dos alunos…

        • Agora junte tudo : Branco+rico+hetero+capitalista+escola particular, e vejamos que criatura pura de coração nós teremos…Parabéns você criou um unicórnio \o/

  • É impressionante como a política consegue estragar desde religiões até nações, passando pela educação, empresas…
    Onde tem políticagem… tem sacanagem e tem gente sendo enganada.

  • O que mais impressiona (por parte do governo): o silêncio.

    • Os maiores interessados ( os professores) não protestam, nem para a assembleia vão. O governo sabendo disso vai querer ganhar pelo cansaço e com certeza vai, se cortar o ponto, não deve passar de Setembro, sem ponto chegando em Outubro acaba !

  • Pierre, sinceramente: essa greve é irresponsável. Já estou vendo alunos perdendo prazo para estágio e intercâmbio, porque a oportunidade exige que estejam no período X e eles ainda estão no X-1 por causa da paralisação. Isso é certo?

    O caminho não é esse. Servidor público que ganha pouco se resolve ganhando cargo comissionado ou fazendo outro concurso. Sim, com salários melhores certamente a academia atrairia melhores cérebros, mas você sabe que o grande problema não é dinheiro, é política. Conheço muito mestre que daria aulas com prazer por quatro mil por mês. Porque gosta mesmo. Mas, enquanto os educocratas não forem desalojados para das espaço a esse pessoal novo, vai ficar isso que está aí.

    E o objetivo da greve não é a melhoria das condições. Greve só serve para os líderes sindicais exibirem o poder que têm sobre a categoria e pavonearem-se para a mídia. Aí, por conta disso, um é cooptado aqui, outro consegue um carguinho ali, e mais alguns lançam carreira política. Já tem figura do sindicato dando entrevista para jornal, aparecendo na TV… duvide que esse povo não vai estar com alguma boquinha nesses próximos meses!

    Resultado, eles conseguem a grana deles e os professores ficam como sempre estiveram: a ver navios. Ah, e de brinde os alunos também se ferram.

    O único jeito de mudar é pondo as pessoas certas no poder. Mas essa é uma longa estrada.

    • Podia ser uma estrada de 2 anos, já que daqui para 2014 mais de 90% dos governantes poderiam ser mudados, faltariam apenas parte dos senadores.

    • O salário deveria ser proporcional ao empenho, no caso dos professores isso seria decidido pelos alunos; imaginem só quanta dedicação :)

  • Pierre, você resumiu tudo.

    Que tal aproveitar a atualizar o seu CV e o Lattes e voltar os olhos para novas paisagens ?

    Uma PUC, Mackenzie da vida. Banheiros com ar-condicionado, estacionamento com segurança, salário justo para Doutor.

    Troca o Chip, Pierre !!!

    Abraços,

    Dalto

    • É isso aí, Pierre.

      Saia dessa barca, vc é um cara prestigiado no meio acadêmico, tem gabarito e plenas condições para arranjar coisa bem melhor e bem mais profissional.

      A melhor resposta que os (bons) professores podem dar é essa: sair das falidas IFs e ir para instituições privadas de reconhecida competência, onde poderão desenvolver seu trabalho com qualidade e profissionalismo. Consequentemente, a curto ou médio prazo, levarão os melhores cerébros do alunado com eles, deixando uma das pouquíssimas referências de qualidade estatal (que o são justamente graças a esses bons professores e ao alunado, em sua maioria, devido ao processo de seleção) entrar na grossíssima lista de serviços de péssima qualidade ofertado pelo Estado.

      • Eu acho que é uma castração para o professor de uma IF ir para um universidade particular, os alunos tudo filhinho de papai, querendo nada e botando o dedo na cara do Professor… e se reprovar muito aluno, a rua é certa !

        • Mas pelo menos iria parar de reclamar do salário das IFES e deixaria de viver amargurado.

          Se fosse você, preferia ter seu ego castrado com R$ na sua conta do Santander ou viver amargurado chorando pelos cantos, com medo de mudar a forma de viver?

      • Que utopia foi essa ae que vc descreveu, amigo? Já fui aluno de particular e agora GRAÇAS A DEUS sou aluno da UFRPE, te digo uma coisa, prezado professor: ensinar em particular é exatamente isso que o rapaz falou ali, aluno filhinho de papai metendo o dedo na sua cara, gente desinteressada, que só vai pra faculdade pra pegar um rabo de saia ou algum homem rico, que ficam na aula dormindo no fundo da sala o tempo todo e que só vão lá pra botar o nome na chamada e ir embora, eu pretendo talvez, ser professor um dia, mas vou preferir ganhar menos, mas tendo gente interessada no que eu digo, do que ganhar bem e me sentir um babaca, ensinando pra gente mais babaca ainda.

    • É isso mesmo? Você sugere que a rede publica fique com os “piores” e os interessados em mudar alguma coisa (vulgo incomodados) que se mudem? D:

  • Meu Deus, quando isso vai acabar ?!?!?

  • Pierre,

    Você tocou bem no ponto que eu queria. Eu estava discordando das suas opiniões quanto a greve, mas pelo visto não pensamos tão diferente assim. Acho baixíssimo um salário de professor da federal, um absurdo se comparado a outros cargos do serviço público que não tem nem de longe a mesma importância.

    Mas você sabe tão em quanto eu que muitos não estão nem aí para ensino. Sou aluno do CCSA e tive uma cadeira onde o professor apareceu três vezes para dar aula. E ainda teve o despautério de dizer que é porque ele fazia curso de alemão no horário da aula. Que moral um homem desse tem para pedir aumento? Ele acaba prejudicando imagem de professores dedicados como o senhor, que sempre está por lá para atender os alunos sobre o que quer que seja.

    Infelizmente, essa é a razão para eu não apoiar greves. A maioria fala que que melhoria das condições de ensino, mas depois que recebe o dinheiro na mão tudo volta para o mesmo lugar

    • Tem que explorar esse assunto, pq ocorre isso ? pq os Sarah Kubitscheck sao excelência ? conheço gente q trabalha la e diz q só é assim pq eles não tem estabilidade. Se for ruim é rua. Será que não seria a solução para o que vc ta falando ?

      • sim, seria. seria a solução pra muita coisa errada nesse país

  • Ontem estive no portal do Derby, em frente a Nassau.

    Como inocente que sou, aquela paisagem deve ter algo a ver com o que passa nas Federais.

  • Parabéns, aos professores pela postura frente a greve! continuem firmes! a luta continua!

    • Algo de útil a acrescentar?

  • A greve durou tempo demais e isso foi um absurdo pois o alunado foi muito prejudicado.

    Creio que os sindicatos deveriam estabelecer metas e verificar outros meios mais eficazes de negociação, inclusive promover greves com mais propriedade do que essa que me pareceu um improviso aventureiro.

    O Pierre é conhecido por ser um professor assíduo e acessível.

    Mas uma grande parte tem até prazer em decepcionar ou humilhar os alunos.
    Isso desmotiva e revolta e nem todos têm maturidade para reagir bem a isso.
    A maioria fica simplesmente reclamando e falando mal.

    Fora as aulas vomitadas e chutadas mas com cobranças crueis.
    Até Einstein se sentiria burro e incapaz diante desse quadro.

    No campo privado, hoje existem um monte de instituições
    Mas a concorrência é predatória e os critérios meritórios são contestáveis.

    Aluno se tornou cliente e com direitos ao código do consumidor
    E isso no pior aspecto.

    O professor disciplinado e exigente, ainda que excelente que lecione com excelência, tende a ser antipatizado e perseguido pois o que agrada mesmo é o simpático que faz de conta que exige mas passa todo o mundo.

    Conheço professores com pós doutorado em ótimas instituições.
    Que, na sala de aula, são horríveis.

    E conheço mestrandos que podem até ter muito o que aprender.
    Mas ensinam bem e motivam os alunos.

    Esses são os imprescindíveis!

    Em face do exposto, nota-se como é difícil a vida dequem quer ser professor.
    E além das dificuldades relatadas: “o salário, ó…”

  • Toda essa discussão é inútil enquanto parte dos pais acharem que estão fazendo um favor ao Estado ao mandar os filhos a escola e é obrigação do Estado recompensá-los ($$$$$$$) por isso!!!!

    A maioria da população , independente de classe social, diz que educação é tudo mas , no fundo, valorizam mais a escova de cabelo ou a “letra” do carro comprado em 80 X. Na hora de gastar com educação, posam de coitadinhos, vítimas de professores mercenários e malvados. Claro, tem muito professor fanfarrão, mas isso não é motivo para penalizar os que são sérios.

  • “salas de aula superlotadas e calorentas, banheiros que se assemelham aos de presídios, prédios caindo aos pedaços (como o CFCH)”

    Tenho certeza de que se sair o aumento (justo, diga-se de passagem) que os professores estão pedindo, a greve acaba no mesmo dia.

    E tudo vai continuar como está: as salas de aula superlotadas e calorentas, banheiros que se assemelham aos de presídios, prédios caindo aos pedaços (como o CFCH)…

    Ou seja, esse negócio de “melhorias de condições de trabalho” não passa de balela pra encher a pauta de reivindicações dos grevistas com palavras bonitas.

    Nunca vi nenhuma categoria deixar de encerrar uma greve porque as melhorias das condições de trabalho não foram atendidas pelo governo.

    Em suma, o governo garantindo o aumento (%), os grevistas esquecem o resto rapidinho…

    • Discordo, em parte. Não me considero grevista, e tampouco esquecerei aquilo que você resume usando a expressão “o resto”. Infelizmente, a burrocracia jurássica de uma IES como a UFPE exige aceitar temporalidades gregas até para consertar instalações simples.

  • Esse é o mal do funcionalismo público brasileiro, e lato sensu, do próprio Brasil: FALTA MERITOCRACIA.

    95% da população tem asco a essa palavra. Asco a dar mais a quem merece mais, a quem produz mais. Acha uma afronta premiar a competência em detrimento aos outros que “exercem o mesmo cargo”.

    Enquanto continuar essa mentalidade, vai ser essa m… que aí está: os bons nivelados por baixo e, consequentemente, o país nivelado por baixo em competência, seriedade e probidade.

    Vc foi vítima disso nas últimas eleições p/ a reitoria, sofrendo ataques dos parasitas temerosos de perder seus feudos (em especial no CFCH, aquele centro que não tem um intelectual de verdade – apenas prosélitos cretinos do marxismo – à exceção do prof. Ângelo Monteiro, por sinal constantemente prejudicado lá dentro por não aderir à “patota”. Seu grande mal é querer ensinar filosofia num centro de filosofia), quando ouviram alguém esboçar as palavras competência, meritocracia e – a última e mais importante – TRABALHO, coisas que muitos “dotôres” não lembram há muito tempo.

    • Minha nossa! Não jogue todos os professores daquele centro na mesma panela. Há vários colegas que já enterraram o barbudo faz muito tempo. Inclusive, os alunos contaram uma história de uma colega da Ciência Política que teria escrito no quadro “Marx = balela”. E na Copa Jorge Ventura, das Ciências Sociais, havia um time “Chega de Marx”. Confesso que gosto de Marx. Mas apenas como lembrancinha folclórica de lojinha na Alemanha.

  • acho que essa greve retoma e aprofunda o projeto de privatização das universidades ou esculhambação de uma vez por todas, assim como fizeram com o ensino básico. No governo Lula, os professores foram enrolados e agora, a cortina se abriu e não vai ter como escapar! Os anos de chumbo para as universidades públicas voltaram. Não se assuste se aparecer ministro falando da inviabilidade do orçamento para o ensino superior público e de qualidade, propondo a privatização do setor. Enquanto isso, é torcer para que as particulares melhorem e não continuem a mesma porcaria que está. Pois, não muito antigamente, o ensino básico privado era uma porcaria; e o público de excelência. E nem depois do desmonte do ensino público anos atrás, as escolas particulares se tornaram melhores. Em muitos casos, ficou até pior. E todo o ensino particular ou do governo ficou pior. Mas vendendo a falsa ideia que a escola paga era melhor. Acho que esse será o fim de todos. Aguardem!
    Essa greve vai bem mais além do que perder oportunidades de estágio, bem mais além mesmo.

    • Putz. É, o problema é a grande conspiração para sucatear e privatizar o ensino publico. Desculpinha que escuto há 20 anos para justificar a incompetência administrativa reinante na maioria das IFES. Aliás, as palavras “sucateamento” e “desmonte” sao barbadas em panfletos sindicais.

      Não tem nada a ver com os educocratas a quem Pierre se refere! A culpa é do Sport Governo.

    • Ah, e se você não liga de perder uma boa oportunidade, o problema é seu. Aluno que quer trabalhar e por em pratica o que aprendeu não tem nada a ver com a greve e não deveria ser prejudicado por ela. É uma injustiça.

  • O Brasil vai continuar sendo uma vergonha por essas e outras.

    UPE também, por exemplo, tem um déficit de servidores altíssimos…
    Uma universidade praticamente nula em pesquisa e extensão, que não estimula o crescimento profissional dos professores.
    As escolas técnicas jogadas as moscas…

    Uma pena.
    É tão fácil saber como fazer o país dar certo no médio prazo, mas quem tá no poder não consegue fazer o óbvio.

  • Se a educação brasileira está FALIDA há anos, porque seria diferente com as universidades federais? Sinceramente, qual a novidade nisso tudo? Há alguem ainda surpreso?

    Alias, surpreendente mesmo foi a FALTA DE ORGANIZAÇÃO dos professores universitários. Metade é pelego, a outra metade não foi às assembleias e ninguem se entendeu. Bem o retrato da situação atual mesmo.

  • “O pior é que acaba-se a greve”
    É verdade?

  • Pierre, sinto muito que você tem razão. Seja qual for o desfecho da greve, não mudará nada daquilo que criticamos faz muito tempo em termos de qualidade do ensino superior público. Voltará a ser a mesma coisa que conhecemos bem e nenhum problema sério resolvido, a não ser, talvez, a questão do topo da carreira, por não precisar mais esperar por concursos para vagas de professor titular.

    • Professor Peter, é o que falei lá no comentário anterior: – Troque o chip !

  • eu axu ki a educassao nu brazil eh muitu boa.

    na minha iscola todu mundu çabe portugeis.

    eçi anu eu istudei ki nóis pega u pexe.

    tia diuma diçe ki anu ki vein eu ja vo pra federau.

    • Aiin que transgressor…-nnnn

  • E essa greve termina quando?

  • Pierre, é verdade que há fortes indícios de que a greve acabe na próxima assembléia e que as reivindicações foram (em partes) atendidas????

  • Não é verdade. Pois o encerramento da greve não está nem na pauta da próxima assembleia. Então, nem há como ter votação deste tema. Haja vista que na última reunião, foram poucos votos favoráveis pelo retorno. Acredito que dure mais um mês, chegando até metade de outubro, quando a popularidade do governo começar a sofrer os primeiros prejuízos da greve e do baixo desempenho econômico nos indicadores. E o PT vai perder em muitas cidades, sofrendo um revés que vai marcar profundamente este governo. Agora, o pior disso tudo é que não existe nem oposição nesse país pra usar esse greve em campanha política. Cadê o doutor Cristovão Buarque nessas horas com o lindo discurso da Educação? Ninguém deu as caras! Agora, todos pagam o pato de ter colocado no poder a monarquia do PT e sem espaço pra democracia de fato, de vigilância e contestação. Ou seja, é a mesma historia da época do PFL, PSDB, ARENA, ou seja lá o que for. Sempre vai ser assim.
    E essa greve vai bem mais além dessa discussão vazia e imbecil de aluno perder vaga de estágio, disso e daquilo. Pois duvido que nenhuma empresa deixe de contratar aluno por conta desta greve. Se for melhor que os concorrentes, a empresa vai dar um jeito e ficar com o candidato à vaga. Isso é a grande desculpa para diminuir a discussão e simplificá-la com argumentos repetitivos.

    • CRISTOVAM BUARQUE? AQUELE SALAFRÁRIO QUE CONCLUIU A DESTRUIÇÃO DO ENSINO PÚBLICO EM BRASÍLIA?

      E VOCÊS AINDA ACREDITAM NO DISCURSO DAQUILO?

      Desculpa o desabafo, mas é horroroso saber que existe quem ainda acredita nele e não viveu a educação pública em Brasília de 1994 a 1998.

  • \\o Alguém que entenda do assunto, me diz quando termina essa greve? Grata

    • tem alguma noticia do fim da greve?

  • MAS QUANDO A GREVE TERMINA É A GRANDE PERGUNTA, ESSA JUMENTA DILMA NÃO FALA NADA REINA A LEI DO SILENCIO É UMA VERGONHA.

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Informação com Humor

MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).