UPE e a confusão no sistema de cotas

jan 5, 2011 by     67 Comentários    Postado em: Educação

Publico abaixo texto enviado por nosso leitor Edmar Lyra. Realmente é preciso ajudar para que não prevaleça a burocracia e a injustiça neste caso.

Por Edmar Lyra
para o Acerto de Contas

A Universidade de Pernambuco está criando um problema para os alunos oriundos de escola pública.

O aluno Fernando Almeida do Nascimento oriundo do CEFET foi aprovado no curso de Bacharelado em Engenharia Mecânica Industrial com a nota 579,5 ficando na décima sétima colocação do curso na Universidade de Pernambuco.

A aluna Talyta Valéria Siqueira do Monte oriunda da Escola Estadual Paulo Guerra foi aprovada no curso de Bacharelado em Enfermagem com a nota 551,83 ficando na quadragésima quarta colocação do curso.

O aluno Tássio de Souza Silva do Cícero Dias foi aprovado no curso de Bacharelado em Engenharia da Computação com a nota 523,29 ficando na trigésima colocação.

Os alunos Fernando e Talyta pagaram a taxa de R$ 100,00 de inscrição e colocaram que eram oriundos de escola pública, consequentemente, participaram do Sistema de Cotas, assim como o aluno Tássio que foi isento da taxa por participar do Prevupe.

O fato é que esses três alunos e muitos outros na mesma situação estão sendo prejudicados na hora de fazer a matrícula por conta de uma falta de informação no ato da inscrição.

A UPE não está aceitando fazer a matrícula porque considera que não há condições de os alunos ‘disputarem’ duas vagas.Atitude equivocada considerando que os três alunos obtiveram nota suficiente para serem aprovados independentemente do sistema de cotas.

A solicitação deles é que possam apenas ter o direito de se matricular na Universidade, tendo em vista que obtiveram êxito no vestibular, mesmo com todas as dificuldades do ensino público e por conta de burocracia terem esse direito cerceado.Acreditamos no bom senso do Reitor Carlos Calado e das autoridades competentes para permitirem que estes alunos possam exercer o curso de graduação que foi sacrificadamente conquistado.

O que entendemos é que o sistema de cotas em vez de ajudar está prejudicando e que se a atitude da UPE for mantida, beneficiará os alunos oriundos de escola particular e prejudicará jovens que não têm boas condições financeiras fazendo com que estes percam um ano de sua vida para fazer um novo vestibular, tendo conquistado de fato e de direito a vaga no ensino superior.

67 Comentários + Add Comentário

  • Não entendi direito o imbroglio…

    Parece que os alunos se inscreveram como cotistas oriundos de escola publica e tiveram nota para passar como candidatos não cotistas.
    É isso?
    Se for, o fato de terem tirados notas que lhes garantiram o acesso entre os não cotistas é sinal que facilmente também obterão vagas entre os cotistas.
    Portanto, Qual o problema?

    De toda sorte, se for esse o caso ( ou algo parecido…) a universidade está certa.

    Numa competição não se pode concorrer “duas vezes”, utilizar-se de “dois caminhos”, usufruir de “duas chances” para alcançar o objetivo.

    Nos concursos publicos algumas vagas são destinadas a candidatos portadores de deficiencia. Mas estes não podem concorrer às vagas destinadas aos demais candidatos. Apesar das provas serem as mesmas, é como se concorressem em outro concurso, paralelo ao destinado aos não deficientes.

    • Não, não é assim. O candidato portador de necessidades especiais (PNE) concorre todas as vagas e as vagas reservadas.

      Por exemplo, supondo que haja um concurso com 20 vagas, sendo reservado o percentual de 5% das vagas para PNE – 19 vagas seriam de ampla concorrência e 1 reservada para PNEs.

      Se um PNE fica em 6o. lugar geral, será nomeado como primeiro PNE. Mas se um segundo PNE fica em 17o, por exemplo, este sera nomeado entre os 19 da ampla concorrência.

      Os nomes dos PNEs devem ser publicados em ambas as listagens.

      Se entendi bem o caso, deveria existir uma regra parecida em relação ao sistema de cotas.

      Entretanto, se no caso ilustrado, eles estão sendo eliminados por terem “fornecido informações falsas” ou “tentativa de fraude”, aí é outra questão.

  • A partir do momento em que determinado aluno é oriundo de instituição de ensino pública ele tem direito ao sistema de cotas.

    No caso desses três alunos, Tássio e Talyta já estudaram em escola particular, mas não estudaram integralmente, portanto, impossibilitando-os de participarem do sistema de cotas.

    Enquanto Fernando foi aluno de escola pública a vida inteira e apenas no ensino médio conseguiu entrar no CEFET. Segundo a UPE, por conta do CEFET ser Federal, inviabiliza que ele entre no sistema de cotas.

    Como nos três casos, ambos obtiveram nota sem necessitar do sistema de cotas para tal.

    Naturalmente, se eles forem cortados da seleção, serão beneficiados os remanejáveis que estudaram em escola privada.

    Afinal, eles ficaram em décimo sétimo, quadragésimo quarto e trigésimo, todos dentro dos selecionáveis independentemente do sistema de cota.

    Se a decisão prevalecer, eles serão prejudicados por terem tentado desfrutar de um direito que está previsto em Lei para pessoas com pouca condição financeira.

    E também serão prejudicados, naturalmente, por terem obtido nota acima da necessária para ingressar no sistema de cotas.

    Vamos aguardar os desdobramentos.

    Eles só têm até a sexta-feira para que a UPE se posicione sobre o caso, que é quando encerra o prazo para as matrículas.

    • “Como nos três casos, ambos obtiveram nota sem necessitar do sistema de cotas para tal.”

      Se eles obtiveram nota suficiente para entrar sem precisar do sistema de cotas, qual o problema? Não estou entendendo.

    • De fato, se o problema for como o Edmar coloca, eles não podem entrar. Se concorreram às vagas destinadas aos cotistas, mas não tinham os requisitos necessários para serem beneficiados, a universidade não pode fazer nada.

      A responsabilidade recairia sobre a universidade se o sistema que diferencia cotistas e não-cotistas fosse automatizado, mas se cabe ao aluno comprovar o histórico escolar no ato de matrícula… não há o que ser feito.

      • Mas é uma coisa que não fica clara, Amanda.

        Eu creio que isso vai gerar um imbróglio muito grande para todos os alunos.

        Deveriam explicar isso antes.

        No que diz respeito a Fernando Almeida ele está sendo vetado de ingressar no sistema de cotas porque é aluno do CEFET.

        Apenas porque o CEFET é federal, mas não deixa de ser público.

        Há uma incongruência muito grande nisso aí. Inviabiliza para que o aluno de uma instituição federal possa disputar uma vaga pelo sistema de cotas, mesmo este aluno tendo estudado a vida inteira em escola pública.

        • Não adianta discutir as regras a posteriori, Edmar-147. Pode até ser injusto excluir alunos do Cefet das cotas. Mas são as regras estabelecidas. Essa discussão deveria ter sido feita antes.

        • O CEFET, o Colégio de Aplicação e o Colégio Militar estão fora porque são federais.

          No entanto, a Escola do Recife, que é uma espécie de “Colégio de Aplicação” da UPE, por integrar a rede estadual, está inclusa no sistema de cotas da UPE.

          O pessoal de lá tem bons professores, ótima infra-estrutura (similar aos colégios federais), pois estudam na FCAP/UPE. E aí, quando chega o vestibular da UPE, é a maior festa, aprovação sempre recorde porque podem usufruir das cotas.

          Na prática, é injusto. Mas, o vestibular é um processo complexo, que envolve muita gente e muitos interesses, logo, precisa de CRITÉRIOS, de normas objetivas. O critério utilizado para dar isonomia, então, foi o de excluir as escolas federais, o que de certa forma eu concordo. A estrutura e o ensino é comparável às particulares e o corpo discente é altamente qualificado (todo aluno faz seleção publica pra entrar em escola federal) e isso, logicamente, repercute no vestibular.

          No mais, acho saudável o regime de cotas da UPE. Já estudei lá, fiquei amigo de vários cotistas, todos pessoas esforçadas e que, apesar de passarem no vestibular com notas inferiores, logo se adaptam á universidade e muitos se destacam. O percentual também me parece razoável (20% da vagas). Mais do que isso, como querem alguns, é demagogia. Ah, e digo logo, só concordo com cotas por critério social (como no caso de alunos da rede pública). Cota “racial” não apenas é demagogia como é uma medida “racialista” que só faz aumentar a discriminação.

        • se as escolas federais não são públicas oq são?
          eu sou oriundo do cefet e fiz a inscrição como cotista,acho que já que passei como cotista eu mereço a vaga de um cotista,pq aquela porra não é privada,é pública

  • Creio que isso se baseia apenas em burocracia.

    O bom senso prevalecendo faz com que injustiças não sejam cometidas.

  • No que diz respeito a taxa, se realmente era pra que eles disputassem como cotistas a UPE deveria isentá-los do valor da taxa.

    A Universidade não fez isso.

    • Mas não era para eles disputarem como cotistas, você mesmo escreveu isso.

  • Pelo que percebi, nenhum deles poderia se inscrever como cotista, pois não preenchiam os requisitos. Dois por não terem cursado integralmente sua formação em escola pública estadual ou municipal e outro por ter estudado em instituição federal.

    De qualquer forma, foram aprovados com notas que garantiriam o acesso com ou sem cota. Mas não entendi se eles foram inscritos como cotistas. Se foi o caso – inscrição como cotistas – eles não atenderam o que determinava o edital, certo?

    Embora seja justa a aprovação, acho que havia uma regra previamente definida e os candidatos precisavam conhecer os critérios para concorrência no sistema de cotas antes da definição da inscrição. Vi agora o edital e os critérios estão expostos lá com clareza, ou seja, parece que não houve falta de informação por parte da universidade.

    De fato, se os candidatos forem cortados os remanejáveis de escola privada serão beneficiados. Mas a questão é: seria justo também impedir a aprovação dos remanejáveis com base no argumento de que foram de escola privada?

    Se os candidatos remanejáveis estão atendendo aos requisitos definidos pelo edital, deve-se então admitir a aprovação deles, correto?

    É uma situação complicada mesmo. Eu sou defensor ferrenho das cotas para estudantes de escola pública e até acho que os 20% de reserva da UPE são uma migalha, mas preciso considerar que formalmente a universidade, infelizmente, tem razão neste caso.

    • Como eles foram aprovados no sistema de cotas, as vagas serão desitinadas ao remanejáveis das escolas públicas estatuais.

  • É como se fosse assim: o aluno se inscreveu em Enfermagem e conseguiu nota suficiente para passar em Medicina. Obviamente não entrará em Medicina, apesar da nota.

  • O próprio Edmar-147 admite que eles não poderiam ter se inscrito via sistema de cotas por não atender aos requisitos. Então não há o que fazer. Não se pode ficar abrindo exceções às regras, senão o vestibular vira bagunça.

  • no meu caso aconteceu que eu estudei todos os anos em escola publica, porém por causa de um só ano que estudei na bahia sendo em escola publica, não consegui fazer a minha inscrição na upe pelo sistema de cotas. Eles alegaram que eu teria que ter estudado em pernambuco.
    ISSO É UM ABISSURDO POIS EU NUNCA ESTUDEI EM ESCOLA PARTICULAR, E EU TENHO DIREITO DE PARTICIPAR DO SISTEMA DE COTAS SIM!!

    • Isso é discriminação. É um absurdo que uma universidade do porte da UPE tenha uma atitude bairrista e medíocre. Se eu fosse entraria na justiça.

      • Se fosse eu teria estudado mais…
        Quem estuda com seriedade consegue, com cotas ou não.

        • só se for você que estuda sem seriedade.pois EU sempre estudei com muita seriedade,e tenho direito de competir como costista.

    • Desculpa, amigo, mas escrevendo a palavra absurdo da forma como o fez (ABISSURDO), vc não merece sequer passar pela porta de uma entidade de ensino superior. Esse negócio de estudar, como demonstrado, não é pra vc.

      • já que você é tão esperto e nunca digitou uma palavra errada entre você no meu lugar……

  • Se os alunos não cumpriram as regras do edital o chôro não tem sentido . Como disse o Martins, se fosse por isso o cara poderia se inscrever em Educação Física e caso tivesse uma nota que o qualificasse em medicina reinvidicaria sua entrada no mesmo.

  • Nada que um bom processo contra a UPE e seu reitor, para botar ordem.

    Mandado de segurança.

  • É preciso ouvir (ler), se possível, o outro lado.
    Uma coisa é certa: a burocracia é uma desgraça. E não adianta querer resolver com mais burocracia.

  • Eles concorreram como cotistas, mas não preenchiam os requisitos para concorrerem nessa modalidade. É isso?!

    Se foi, poderia tirar 10, mas não merecia passar, pois escolheram o caminho errado. Tentaram se beneficiar do sistema de cotas e se deram mal, pois demonstraram que tinha capacidade de concorrer em pé de igualdade.

    Quando li que o cara era do CEFET, é brincadeira pôr ele pra concorrer como cotista! CEFET, aplicação e esses colégios públicos que funcionam não merecem cotas!!!

    ====
    Carlos, pelo que entendi você é contra as cotas?

    “Quem estuda com seriedade consegue, com cotas ou não.”

  • “O que entendemos é que o sistema de cotas em vez de ajudar está prejudicando e que se a atitude da UPE for mantida, beneficiará os alunos oriundos de escola particular e prejudicará jovens que não têm boas condições financeiras fazendo com que estes percam um ano de sua vida para fazer um novo vestibular, tendo conquistado de fato e de direito a vaga no ensino superior.”

    Pois é, as cotas devem beneficiar quem precisa do sistema, e não quem estuda no colégio aplicação que é muito melhor do que muito colégio particular. Ignorar esse fato é ser muito injusto com a sociedade…

    Foram é espertos, querendo se beneficiar do sistema…

  • Vamos tentar raciocinar como os três alunos pensaram na hora da inscriçao do vestibular. vamos lá:

    Uma possibilidade é que esses alunos ou seus responsáveis, não leram corretamente o manual e por falta de informaçao adequada se inscreveram como cotista, pois achavam que tinham o direito como tal. passado o resultado do vestibular e na hora da matrícula academica, os servidores da UPE, informaram aos alunos que devido as normas técnicas eles estão impossibilitados de se matricular, pois ”a regra é clara”. está no edital o seguinte texto:

    ”Para concorrer ao percentual de vagas mencionados no subitem 1.2.1, o candidato deverá declarar, no momento da
    solicitação de inscrição, haver cursado o ensino FUNDAMENTAL – II SEGMENTO e o ensino médio, integral e
    exclusivamente, em regime regular, em escolas públicas estaduais ou municipais, localizadas no Estado de Pernambuco.”(página 18)

    Do ponto de vista legal, eles não podem ingressar de forma alguma na UPE e, infelizmente, a lei é nua e crua. Entretanto, se formos usar o bom senso na lei, isto é, sendo guiado pelo princípio da razoabilidade, o reitor deve analisar se existe apenas esses três casos, pois dentro de um universo de milhares de inscritos, sendo somente esses tres especificamente, estaria eliminada a possibilidade desses alunos agirem de má fé, ou seja, o famoso ”se colar, colou.”

    O problema de abrir uma exceção é ano que vem, muitos jovens agindo de má fé, por ver alguma brecha na lei, se inscreverem como cotista(não sendo cotista de direito) para ver se a nota daria pra ficar entre os não-cotistas e depois reinvindicar algum erro no ato da inscrição. E aí? nessa hora um monte de gente vai pedir socorro aos ”burocratas”!

    O engraçado nisso tudo é que na primeira página do edital está escrito: ”Não perca seu vestibular nem sua matrícula por falta de leitura cuidadosa deste Manual ou por desinformação.
    LEIA ATENTAMENTE O MANUAL!”

  • Que complicação! O que realmente está acontecendo? O texto não está claro.

    • Na verdade, na hora da incrição do vestibular quem poderia participar do sistema de cotas seria os alunos que estudaram o ensino médio em escolas publicas no estado de pernambuco,mas eles estão exigindo tambem o ensino fundamental ,ou seja os alunos que estudaram um ano na Bahia ou em outro estado estão perdendo a vaga,mesmo sendo pública.
      já liguei para upe, exitem varios casos como estes,já ligaram até para recife,mas por enquanto nada foi resolvido.

  • Edmar
    Talvez não tenha ficado claro, mas o caso é o seguinte.
    Os alunos erradamente disseram que teriam direito a concorrer pelo Sistema de Cotas, e por isso a UPE tomou a iniciativa de desclassifica-los.
    Esta atitude é equivocada, porque o correto é, caso verificado que não teriam direito, inseri-los na concorrência normal. Na UFPE já é assim. O estudante tem seu nome colocado com o bonus, e caso não tenha o direito verificado no ato da matrícula, ele volta para a lista para ser remanejado, caso tenha vaga.
    O que deveria ser feito era colocá-los novamente para disputar as vagas fora das cotas. Simples assim.
    O atrapalhado edital não é novidade pela UPE. À época que eu estava na Secretaria de Educação resolveram acabar com a eliminação das pessoas que tiravam zero na redação.

    • Infelizmente pelo visto eles perderam as vagas.

      Do ponto de vista legal, creio que o posicionamento da Federal é o mais coerente. Diante dos três alunos, dois fizeram Federal e provavelmente cometeram o mesmo equívoco.

      Por sorte deles, se eles forem aprovados na UFPE, não terão problemas para assumir a vaga.

      O que é equivocado é esse edital da UPE.

      É como se fosse assim: Você não tem o direito de disputar os dois, apenas um. Você não tem o direito de tirar nota boa, porque se tirar será vetado.

      Posso estar com o pensamento equivocado, mas acho que é errôneo e extremamente injusto com os alunos que conseguem tirar notas iguais aos demais alunos oriundos de escola particular.

      Creio que essa atitude deveria ser tomada se um aluno se autodeclarasse merecedor do sistema de cotas e fosse beneficiado por ele. Comprovado o não-merecimento de participação pelo sistema, o candidato seria automaticamente desclassificado. Essa atitude estaria extremamente coerente. Seria natural e seria até redundância falar nisso.

      Mas, uma pessoa conseguir se viabilizar independentemente do sistema de cotas e apenas por ter colocado sem realmente comprovar o merecimento do sistema ser eliminada é algo bem desconsertante para quem passa um ano ou mais estudando para tentar passar no vestibular.

      Espero que nos próximos vestibulares o edital fique um pouco mais claro e compreenda algum parágrafo explicando que o candidato cotista não pode disputar a vaga no todo, mesmo que tenha obtido nota suficiente para isso.

      E no que diz respeito a alunos oriundos de escolas federais, deixar claro que este benefício das cotas serão apenas para os que são oriundos de escolas municipais e estaduais, e em mais nenhuma instituição pública e também de outros estados.

      Creio que esses aspectos ficando claros, os alunos não repetirão o erro.

      Não foram poucos, creio que devam ter algo em torno de 200 ou mais alunos na mesma situação.

      Um ano jogado na lata do lixo.

      • Um ponto que poderia viabilizar…

        Distinguiria tranquilamente os cotistas dos não-cotistas.

        Quem pagasse a taxa de maneira integral não poderia, sob hipótese alguma, disputar as vagas como cotista.

        Assim ficaria mais fácil.

        Agora a UPE pega o dinheiro do pessoal, e eles entendendo que podem disputar as cotas, fazem a inscrição dessa maneira.

        No ato da inscrição se eliminam automaticamente por falta de informação.

        • Quem paga errado, paga duas vezes.

    • Perfeito Pierre, simples e meritocrático.

    • Acredito que o sistema da UFPE é melhor mas se os caras inscreveram-se na UPE sabendo que era assim, agora não adianta chorar. É a mesma coisa do teu Santinha chorar contra o regulamento após ter sido desclassificado.

  • Olha o PALAVRÃO!

  • Ao se inscrever como cotistas, os alunos pagaram inscrição ou tiveram gratuidade?

    • Pagaram.

      • Ah, só avisando, isso já ocorreu no ano passado! Inclusive eu postei a notícia no AC. Um aluno foi classificado, mas depois perdeu a vaga justamente porque outro aluno se inscreveu indevidamente no sistema de cotas (mentiu e não teve como comprovar no ato de matrícula). Resultado disso? O aluno de má-fé passou a concorrer ao sistema universal, foi classificado e tirou aquele outro que tinha passado antes (também no universal). Quem estava de boa-fé foi prejudicado e quem estava de má-fé foi beneficiado.

        Nesta reportagem explica o drama do rapaz:

        http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/02/06/urbana1_0.asp

        Não só ele, mas outros 6 alunos prejudicados pelo mesmo motivo. Felizmente, conseguiram a vaga nos remanejamentos, como foi publicado no mesmo jornal em 26/02.

        Como já era esperado a UPE, tomou medidas para evitar esse tipo de problema. Segundo a edição de 14/07/2010 do mesmo jornal, “O reitor da instituição, Carlos Calado, anunciou ontem maior rigidez nos critérios de seleção dos alunos cotistas, que têm direito a 20% das vagas por curso.
        Agora, os candidatos que não conseguirem comprovar as informações no ato de matrícula, ao contrário do ano passado, serão eliminados da seleção e não terão mais chances de concorrer às vagas da universidade.”

        Pelo visto, corrigiram o erro da seleção anterior. E agora, mais uma vez temos problemas, por motivos distintos, mas quem se lasca é sempre o candidato. Sinceramente, é muita incompetência da UPE, implementar o sistema de cotas sem prever essas situações bizarras. Espero que dessa vez, o final também seja feliz para esses candidatos. Processo judicial na UPE!

        • né o mermo caso não?!

          o cara é do CEFET e vai tirar onda nas cotas?!

  • Olhando o edital…

    Tem um ponto que me deixa intrigado.

    Se as cotas não forem preenchidas os alunos do sistema universal têm o direito, respeitando a ordem de colocação, de assumir a vaga dos cotistas.

    Já os possíveis cotistas não podem assumir a vaga do sistema universal mesmo tendo notas até melhores que a deles.

    Talvez isso seja um equívoco da UPE, talvez seja equívoco meu.

  • Porra de cota.

    • Deuses. Até num assunto trivial como esse, o cara vem com grosseria e palavrão.

      • Mimimi…

        • Apenas um fascistão boquirroto.

        • Vai se preocupar com os bandidos que estão de roubando, babaca.

        • *te

  • No país dos bananas, deixa para “discutir o assunto” depois do carnaval.
    Big Brother vai começar, menino.
    Quero é encher o carão no galo e receber o bolsa família para comprar meu abadá.

  • Sinceramente, a UPE está totalmente errada, essa atitude é contrária aos propósitos do sistema de cotas. Concordo integralmente com o Edmar, neste sentido.

    Ora, se o sujeito consegue com um nota suficiente para passar sem o sistema de cotas, deve ser aprovado, isso é óbvio. Mesmo que ele tenha uma nota inferior a outros cotistas e não consiga a classificação dentre estas vagas, passa automaticamente a concorrer às demais vagas, tal como foi descrito pelo comentarista Jullius, logo no início dos comentários, em relação aos PNE’s.

    Em outras, palavras, o sistema de cotas serve para FACILITAR, para dar uma chance a mais, para dar prioridade a determinadas pessoas que tiveram uma formação acadêmica deficiente em virtude da incompetência do Estado. Não é um vestibular paralelo! O candidato cotista não concorre à duas vagas, concorre a apenas uma, porém dentro de uma reserva especial. Caso não se classifique nessas vagas reservadas, concorre às demais, isso é óbvio!

    No mais, reitero o que disse em comentário anterior. Já fui contra o sistema de cotas, mas depois que estudei na UPE, passei a aprová-lo, desde que permaneça no patamar atual de 20%. Digo isso porque, como as vagas são reduzidas, só entram, de fato, os melhores estudantes da rede pública, aqueles que realmente tiveram mérito. Ampliar esse percentual para 50%, por exemplo, só vai contribuir para colocar na universidade alunos despreparados.

  • Resumindo todos os comentários: a UPE é uma piada.

  • Isso acontenceu ano passado também, acontece que, por não lerem o manual do candidato, alguns jovens que não possuem os critérios para concorrer como cotista acabam optando por concorrer como tal.
    Nesse caso, a UPE retira o bônus de 10% do candidato. Se ainda assim ele tiver nota para entrar no curso, o estudante faz a matrícula, caso contrario é eliminado. Alguns amigos meus passaram por isso ano passado. Não sei como está a situação neste ano.

  • Meu caro, é preciso ter uma análise antes de publicar uma notícia. Sinceramente, não dá para entender NADA lendo o texto. Tive que ler quase todos os comentários para conseguir entender.

  • Não entendo como as pessoas fazem confusões em coisas tão simples. O aluno oriundo do IFPE (antigo Cefet-PE) não pode participar do sistema de cotas e isso é justo e muito fácil de entender. Primeiramente, antes de prestar qualquer concurso, o vestibular não deixa de ser um, é preciso fazer uma leitura precisa no edital para saber quais são regras.

  • eu fiquei no remanejamento da UPE 2011 e coloquei que sou cotista sendo que estudei no IFPE ( federal) e não entendo por que a UPE não considera como publica?
    se alguem souber me informem por favor.

  • eu fiquei no remanejamento da UPE 2011 e coloquei que sou cotista sendo que estudei no IFPE ( federal) e não entendo por que a UPE não considera como publica?
    se alguem souber me informem por favor.
    obrigado

  • sou mãe de aluna que está sendo vítima de constranjimento pois, sistema esse que não é perfeito a colocou automaticamente como cotista porque ela informou que estudou parte de seu ensino fundamental II em escola pública e escola particular…ficou prejudicada por não poder concorrer como cotista ou universal. alegam que ainda que fosse bolsista seria impossível ficar com sua vaga.Mas não desistimos estamos lutando se preciso no tribunal.

  • Conheço Tássio, ele estudou na mesma escola que eu estudo. É um menino inteligente, sério e esforçado. Foi inclusive um dos premiados do Programa Microsoft Students to Business 2010.1 (S2B) – etapa Região Metropolitana do Recife.
    Concordo com Edmar e com Danilo com relação à injustiça da UPE, caso eles sejam cortados. As regras são estúpidas e incoerentes e não devem prevalecer sobre o bom senso.

  • Eu não entendi essa cota da UPE conheço alguém que cursou seu ensino fundamental da 5ª a 8ª na Paraíba e conseguiu se matricular, isso é permitido eu queria que alguém me informasse.
    Obrigado

  • eu não entendi essa cota da upe, os candidatos cotistas que estudaram todos os anos em escola publica, concorrem as vagas na ampla concorrência e no sistema de cotas, ou seja nos dois ?ou só concorrem a uma?

  • eu passei por está mesma situação que esses alunos estão passando perdi um ano vou ter que fazer outro vestibular de administração de empresa… isso por que eu optei pelo sistema de cotas no ato da escrição para o vestibular UPE 2011, pois não prestei atenção quando marquei a opção afirmando que conclui o de 5ª ao 3ª ano em escola de pernambuco exclusivamente em escola publica do estado de pernambuco… sendo que eu fiz somente a 5ª no estado de são paulo, e em escola publica de são paulo. Para eles´foi como se eu estivesse em pernambuco somente para despultar uma vaga na faculdade… sendo que nasci em pernambuco moro em pernambuco estudei somente um ano fora do estado de pernambuco e mesmo assim sofro um tipo de descriminação por meio do meu estado… eu pago imposto, eu tenho casa propria aqui nesse estado e no entato não posso usufrir do direito que é meu por ser da qui… eu voto ei vocês autoridades que me excluiram de um direito que deveria ser meu… eu não estou aqui para querer tirar a vaga de um alunos do estado eu sou do estado de pernambuco… por tanto devo ser tratada como tal…

  • Acredito,
    que estes candidatos agiram de má fé, já que o edital é bastante claro e não deixa nenhum tipo de duvida quanto aos critérios exigidos que tornam o aluno apto ao sistema de cotas.
    Pois o sistema de cotas é restrito a alunos que cursaram integralmente o ensino fundamental e médio em escolas públicas do estado de Pernambuco.
    *Espero que neste vestibular 2012 tenha dado tudo certo para eles, Já que não são meus concorrentes! :)

  • também não pude me matricular na upe, porque me escrevi no sistema de cotas, pois estudei toda vida em escola pública e pelo q sei as cotas são para esses alunos de escolas públicas q não tiveram condições de ter um ensino em escolas particulares, porém por ter estudado a sétima série em outro estado,em escola pública, por motivos de força maior, fui impedida de fazer minha matricula. Mas o mais interessante é q a desculpa q eles me deram é q essa nova norma foi feita para valorizar o estado, ms como valorizar o estado se eles tiram o direito dos q vivem nesse estado a educação, além de ser uma discriminação com o outro estado.

  • Sabem de uma coisa? quem está mesmo prejudicado e discriminado é quem só estudou em escola particular, parece até que não são gente e que necessariamente tem que ser algo sobrenatural, tirar 10. Quem disse que só porque estudou em escola particular tem que ser excluído? ou isso é garantia de que é mais inteligente? Pelo amor de Deus, cadê o direito dessas pessoas, desses jovens que não tem culpa se os pais fizeram um “mal” tão grande a eles. Ninguém percebe que tudo que se dá é ardido ou fedido? será possível que no momento em que eu for marcar uma consulta tenho que perguntar se o médico foi cotista para não querer, porque entrou sem saber? Investir na educação para todos é melhor GENNNNNNTE!

  • Li todos os comentários e não resisti a não dar opinião. O sistema de cotas é burro, sempre. Quem discorda ainda não entendeu o mal que se faz ao aluno que entra por essa janela.
    Do mesmo modo há preconceito com o aluno que estudou em escola particular mediana. Se o aluno de instituição federal teve acesso a um ensino melhor e é excluído, o de escola particular também é. O critério é semelhante. Então não queiram vir de instituições federais e ter o direito às cotas.
    Por outro lado, veio um dizer que concorda com cotas de 20%, mas é contra cotas de 50%! Qual critério foi utilizado para determinar esse percentual? Balela do mesmo jeito.
    E se o cara for totalmente de escola pública e fizer cursinho??? É justo?
    Essas palavram mostram o quão esse sistema de cotas pode ser injusto.
    E o texto, por fim, é confuso, pois não deixa claro qual é o problema dos candidatos enfrentam.
    Agradeço aos comentaristas que explicaram de fato o problema.

  • Se a pessoa colocou cota de escolha pública e não comprovou no prazo estimado, ela poderá fazer a prova, porém como concorrência ampla, ou não poderá fazer a prova(mesmo já estando pago e confirmado)?

  • se o aluno tiver condição de ser cotista, e ele no ato da inscrição se esqueceu desce requisito, e deixar não cotista pode mudar mas se o prazo estipulado passou o que acontece

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  • “O homem de bem é um cadáver mal informado. Não sabe que morreu.”
    Nelson Rodrigues.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).