Você é a favor das cotas sociais? E das cotas raciais?

mai 10, 2012 by     149 Comentários    Postado em: Educação

brasil_negro

Nas últimas semanas o debate sobre cotas raciais começou a ser fomentado, a partir de uma discussão do Supremo Tribunal Federal a respeito sobre a legalidade do processo utilizado na UNB.

Não gosto de tomar posicionamentos partindo do pressuposto apenas por questões legais pois é preciso antes de tudo perceber a eficácia econômica e social das medidas tomadas.

Durante a eleição de Reitor da UFPE defendi a adoção de cotas sociais no ingresso na universidade, como forma de reduzir a enorme disparidade entre escola pública e privada.

Só para situar o debate, na UFPE existe uma bonificação de 10% sobre a nota dos alunos oriundos da escola pública, que é uma distorção que apenas serve para o Governo ficar dizendo que os primeiros lugares no vestibular saíram da escola pública, e para falar que melhoraram a educação pública, o que qualquer energúmeno sabe que não é verdade. Esse sistema de bônus, no fundo, é uma esmola a quem precisa de reconhecimento. Minha proposta era reservar um percentual por curso para oriundos de escola pública. Desta forma, garante-se o acesso em cursos muito concorridos, como Medicina, Direito e afins.

Essa breve introdução é apenas para saberem qual foi minha posição.

Para começar a pensar nas cotas, é preciso ter alguns pressupostos importantes.

  1. Reservar vagas para alunos é uma aberração justificável. Uma aberração porque mostra nossa completa incompetência com a educação pública. Estamos tentando resolver por cima, quando deveríamos resolver por baixo.
    Mas isso se justifica porque há um urgente déficit social a ser resolvido, e não adianta pensar que em poucos anos irão melhorar substancialmente a escola pública.
    Isso não vai acontecer tão rápido. Todos os Governos, TODOS, trataram educação como lixo. O salário dos professores é uma porcaria, a ineficiência gerencial é grande e as escolas estão aos pedaços. Então falar em melhorar a educação pública antes de oferecer algo a quem teve de se submeter a esta bagunça é brincar de fazer política social e condenar toda uma geração à pobreza.
    Dentro dessa perspectiva, as cotas sociais se justificam, mas não devem ser permanentes. Deveria ter uma transição, até que as notas médias entre alunos de escola pública e privada se equiparassem.
  2. Cotas raciais também se justificam
    Um trabalho antigo, porém seminal até hoje, conduzido pelo economista sueco Gunnar Myrdal, tratava das desigualdades entre brancos e negros americanos, e as ações afirmativas.
    Myrdal escreveu na década de 40 o livro An American Dilemma: The Negro Problem and Modern Democracy, e na década de 60 estendeu seu raciocínio em Economic Theory and Underdeveloped Regions.
    Myrdal, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 1974, desenvolveu o chamado Princípio da Causação Circular e Acumulativa.
    Seu raciocínio servia para os negros e para países também. Inclusive já falei sobre isso aqui no Acerto de Contas.

Segundo Myrdal, um país era pobre simplesmente porque era pobre, assim como o negro. O negro nascia pobre, não conseguia se alimentar e educar adequadamente, e não conseguia sair do círculo vicioso chamado por ele de Príncipio da Causação Circular.

Desta forma, era preciso uma ação econômica externa capaz de romper este círculo vicioso. Não se pode condenar eternamente um povo, ou mesmo um país, à pobreza.

Por este raciocínio se justificam as ações afirmativas.

No caso brasileiro das cotas raciais nas universidades, podemos encarar o problema de duas formas: colocando o indivíduo pobre como vítima, ou colocando um grupo de indivíduos pobres ou negros como vítima do sistema.

Se encararmos que a Universidade é uma forma de fazer justiça social, apenas as cotas sociais se justificam, já que estamos dando a oportunidade às pessoas pobres de estudarem em uma universidade pública, e melhorarem suas possibilidades empregatícias futuras.

Se encararmos a Universidade como uma forma de fazer justiça social com eficiência econômica, o correto seria pensar em grupos de indivíduos que precisam ser atendidos. Desta forma, tanto os pobres como os negros deveriam ser atendidos separadamente, já que são grupos excluídos de formas diferentes.

Talvez a definição não seja a mais clara, mas foi a que consegui pensar no momento.

Por um lado você rompe o círculo vicioso em que o negro está submetido pela sociedade e oferece a ele a oportunidade de ascender economicamente via educação. E se considerarmos que são excluídos pelo fato de serem negros, ao criarmos ações afirmativas, estamos aumentando a eficiência econômica ao intervirmos.

american black

O grande problema está no fato de que a maioria dos negros são pobres, então há uma dificuldade nossa em aceitarmos que um negro pobre teria mais dificuldade na vida que um branco pobre.

Dada a enorme correlação entre negros e pobres, creio o resultado do vestibular não apresentaria diferença significativa caso fosse criada uma cota específica para negros. No fundo criaria algumas diferenças pontuais que só ofereceriam argumentos para os mais conservadores criticarem as cotas.

Mas como disse, isso seria apenas uma crença. Não tenho números para discutir a eficiência disso.

De qualquer forma, não é um debate fácil.

E você pode estar pensando: mas o vestibular é uma forma de justiça, onde os melhores entram.

Mas hoje só há justiça para as classes média e alta, que podem pagar cursinhos caros e poderiam se virar muito bem em faculdades privadas.

Só que nesta esquizofrenia chamada educação brasileira, enquanto o filho do ricaço vai estacionar seu carrão na universidade pública e gratuita, o pobre trabalha o dia todo e pega o busão para estudar na faculdade privada e paga.

149 Comentários + Add Comentário

  • Meritrocacia…

    Há inúmeros exemplos de pobres fodidos que cresceram por mérito…

    • *Meritocracia

      • Meritocracia pressupõe condições de igualdade, e isto é uma coisa que não há no Brasil. Precisa-se corrigir isto, mas é no longo prazo; mas não se pode por isso punir a geração atual, por isso as políticas afirmativas.

        • Politicas populistas de merda…

          Só maquiagem…

        • E meritocracia não tem correlação nenhuma com igualdade, muito pelo contrário…

        • 1)Recém completou 10 anos do sistema de cotas no Brasil?Qual foi o impacto positivo no Ensino Médio? O interesse dos alunos do Ensino Médio das escolas públicas em cursar uma Universidade cresceu?

          Para especialistas, exame não motiva estudantes de escolas públicas, nem democratiza acesso deles ao ensino superior

          http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/taxa-de-participacao-de-alunos-da-rede-privada-no-enem-2010-supera-a-da-publica-em-85

          Qual é o papel da Universidade?
          Instrumento para a redução das desigualdades sociais ou produção de conhecimento de ponta?

    • Fiz engenharia Elétrica em universidade pública sou filho de uma costureira analfabeta e um torneiro mecânico semi-analfabeto, 9 irmãos, passei no vestibular da escola técnica sem fazer cursinho e no vestibular da universidade também sem fazer cursinho. Não admito em hipótese alguma cotas que sejam sociais, raciais ou de gênero! Isto é pacto pela mediocredade e uma ofensa a mim e aos demais ques se esforçaram para melhorar de vida pelo por mérito próprio.

      • Caro Divanílson, não queira fazer da sua experiência um modelo eficiente a ser seguido por toda a sociedade…Orgulhe-se, lógico, das suas capacidades cognitivas e psicológicas para sair do
        círculo vicioso, mas não pense que todos na mesma situação agiriam da mesma forma. Cada cabeça é um mundo…e cada um ver um problema no qual está inserido de uma maneira diferente…você, por
        exemplo, agiu de uma forma, enquanto que outros reagiriam diferente, dada as condições físicas, psicológicas, sociais e econômicas em que estão inseridos. Você conseguiu entrar em engenharia sem cotas, mas isso não quer dizer que todos conseguiriam. E se falarmos de um curso mais concorrido feito Medicina ou Direito, aí é que a coisa engrossa amigo…uma política pública afirmativa é feita para
        uma maioria e não para uma exceção.

        Não leve para o lado pessoal, mas será que vc passaria em Medicina sem cotas? quantos alunos bons deixam de entrar em Medicina ou Direito(cursos hoje ocupados pela maioria rica da sociedade) por alguns pontos? Será q uma pessoa q tira 7,0 ou 6,8
        não estaria apta a cursar medicina? Quantos ”semi-analfabetos” entram nas engenharias com notas baixas e nem passam do 1 período? Vários! Então, muitos deixam de entrar e é aí q entram as cotas amigo…acontece que quando a classe média e rica veem suas vagas ameaçadas nas universidades públicas em cursos feito medicina e direito, eles enlouquecem…Será que se resolvessem aplicar cotas
        somente para o curso de letras, esse debate seria tão reverberado? Claro que não, pois a elite da sociedade não quer ser professor, amigo…

        • Divanilson não é da tua laia Rodrigo, você é mais um adepto do coitadismo e não me venha dizer que quem passa em Engenharia Eletrica, um dos cursos mais difíceis que existem não passaria em Medicina sem cotas! Você é mais um desses detestáveis humanistas recalcados! Dizer que entra semi-analfabetos em Engenharia já é apelar demais.

          Vá se F*

        • Ivan, semi-analfabeto pode até nem entrar, mas é cada absurdo que eu vejo no ensino superior que até Deus duvida.

          Há dois anos selecionei estagiários de direito e lia de tudo que você puder imaginar. Aluno que escrevia “petissão”, “lejislatura”, “ezequente”, “auvará”, “prossedimento”, “enquérito” e tantas outras aberrações vocabulares, coisa grosseira mesmo. Daria até pra escrever um livro de pérolas jurídicas.

          Ainda aceita-se que a pessoa cometa uns erros mais discretos já que a língua portuguesa é um tanto complexa e ninguém consegue escrever com absoluta perfeição (até mesmo desembargadores cometem erros inacreditáveis), mas certas coisas beiram o absurdo ainda mais para alguém que se propõe a advogar.

          Eu ficava com vergonha por eles já que eles pareciam nem se importar. Você vê isso e fica se perguntando o que esse pessoal fez durante anos de vida escolar e anos de vida universitária.

          Meu primo é professor do departamento de engenharia e também me relata coisas inadmissíveis para um aluno de engenharia numa universidade federal. Nós nos divertimos comentando os absurdos cometidos pelos alunos.

          E o governo, achando pouco essa bagunça, ainda quer liberar o “nóis vai”. Aí é pra esculhambar o resto de educação que existe no país.

          Em todo curso tem aqueles alunos que você fica se perguntando como conseguiu chegar ali.

          E o pior é imaginar que essa situação pode piorar mais ainda com a história dessas cotas que definitivamente não ajudarão a melhorar a qualidade educação brasileira. Só irão produzir número que é tudo o que o governo mais quer. Demagogia total. Mais pão e circo pro povão. E o governo ainda vai dizer que fez uma revolução na educação brasileira e que “nunca antes” a educação esteve tão maravilhosa.

        • Roberto você colocou a situação sem denegri o esforço alheio como vez esse idiota do Rodrigo e por isso obrigado.

          Também não concordo com as cotas por essas e outras coisas. Nas escolas de engenharia militares o ponto de corte é uma nota absoluta e não um percentual da maior nota tirada. Assim mesmo quem passa com nota mínima pelo menos entra com um mínimo de conhecimento necessário para cursar a faculdade. No caso das demais universidades públicas o ponto de corte é um percentual da maior nota o que faz com que em determinados cursos o candidato passe com uma nota diferente de zero o que é uma aberração. O pessoal tá interessado apenas em preencher vagas e não com a preparação do candidato.

        • Sou negra e estou no mesmo barco do Divanilson. Como bem disse outro dia no Ratinho
          o Agnaldo Timóteo, o negro e/ou pobre não é impedido de progredir na vida, basta
          procurar. Estudei pra passar em escola técnica e na universidade, e sim, teria passado no
          curso de direito/medicina se fosse do meu interesse. E sim, acho que exemplos como
          os nossos devem ser seguidos. Desde a lei Aurea, essa foi a política que mais
          afrontou o negro no BR. Na lei Aurea, negros foram jogados na rua sem qualquer
          direito, mas eles estava livres não é mesmo? O mesmo ocorre agora com as cotas, o
          ensino médio é uma bosta, mas o importante é que os negros estão na universidade, não
          é mesmo? Não importa que eles não tenham a bagagem necessária para tal? Então vamos fazer nada pelo ensino médio, que está tudo ok.
          As cotas apenas nos transformaram em coitadinhos incompetentes que
          precisam da ajuda do estado para se virar na vida. Qual a diferença para um bolsa família
          da vida mesmo? Aqui em Aracaju, o estado colocou um belo outdoor no caminho da
          universidade no primeiro ano das cotas informando a população que “A QUALIDADE DO ENSINO
          PÚBLICO ESTAVA MELHORANDO, PORQUE MAIS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO
          TINHAM CHEGADO A UNIVERSIDADE”! O comentário foi tão grande na própria população
          contra a mentira dessa propaganda enganosa, que o outdoor sumiu no dia seguinte. Para
          tudo na vida, existem regras. Será que deveria haver cota no detran para tirar CNH
          porque o negro não saber ler? Será que os cartões de crédito deveria criar cotas para
          os negros coitadinhos? Será que deveria haver cotas no SUS para os negros
          porque estes são mais coitadinhos do que os outros usuários do SUS (brancos,
          asiáticos, etc)? Será que deveria haver cotas nas vagas ofertadas em uma empresa para
          os coitadinhos dos negros? Não! Não! Não! Ninguém é impedido de buscar seu lugar
          ao sol. Outro dia já ouvi falar me criar cotas para concurso público e para pós-graduação.
          Aí eu pergunto. Os negros que saem das universidades estão em condições de igualdade
          com todas as outras pessoas. Então criar cotas para pós ou concurso com base em quê?
          Ou agora o governo vai instituir que os negros formados de universidades públicas,
          reconhecidamente ainda as que formam a melhor mão de obra, são mais burros que
          os não negros formados na mesma universidade? As condições não são as mesmas?
          E os negros das IFES são piores que os negros das universidades privadas também????
          Há preconceito, há sim, e ele deve ser combatido de acordo com a lei, mas
          não segregando os negros em guetos, como estão fazendo com as cotas, mas dando a
          estes condições reais de competir no mercado de trabalho.

        • Concordo integralmente com o comentário do Divanilson e com o da Cil.

      • Você é um maravilhoso exemplo. Parabéns.

      • Divanilson e Cil, parabéns pelos exemplos que vocês trouxeram.

        Que a sociedade se espelhe em exemplos como esses e não fique esperando cotas para melhorar de vida.

        Essas cotas são uma afronta à capacidade dos negros.

        O que eu conheço de pessoas negras geniais não é brincadeira. E isso vale para todas as áreas, na ciência, na arte, na política, na academia, nos esportes, na economia, na medicina, na engenharia, na tecnologia.

        Pelé e Milton Santos precisaram de cotas???????

        Quem é bom não precisa de cota.

        A pessoa mais inteligente que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente na vida foi um professor negro que tive na universidade.

        Os negros não precisam de esmolas e de ajudinha. Aliás, NINGUÉM precisa.

        Dar essas cotas é partir do princípio que os negros são menos capazes, o que é um gigantesco absurdo.

        Espero que os negros continuem provando que são fodões e conseguem o que querem sem essas cotas pra mostrar o quanto elas são absurdas.

        É bom que muitos negros continuem passando nos melhores vestibulares sem cotas, só pra mostrar que podem fazer o que quiser sem muletas do Estado.

        E outra, esse negócio de raça não existe mais. Raça só existe uma, a RAÇA HUMANA.

    • Aquestão fundamental acerca das quotas é que elas criam uma solução (inclusão), mas geram um problema, que é a exclusão de quem teve mérito para estar lá.
      No final das contas quem está errado é o governo, que, se desse educação pública no ensino fundamental e médio de qualidade acabaria com o problema, pois não se cogitaria a necessidade de quotas e deixaria todos em condição semelhante de disputa.
      Temos então mais uma situação social em que o cidadão é penalizado pelos erros do estado.
      Ou então que o Estado a cada vaga de cota criada, crie uma para aquele estudante que foi alijado por ela.

    • A questão fundamental acerca das quotas é que elas criam uma solução (inclusão), mas geram um problema, que é a exclusão de quem teve mérito para estar lá.
      No final das contas quem está errado é o governo, que, se desse educação pública no ensino fundamental e médio de qualidade acabaria com o problema, pois não se cogitaria a necessidade de quotas e deixaria todos em condição semelhante de disputa.
      Temos então mais uma situação social em que o cidadão é penalizado pelos erros do estado.
      Ou então que o Estado a cada vaga de cota criada, crie uma para aquele estudante que foi alijado por ela.

    • Sim.. há exemplos. Mas o problema é que os exemplos, são EXCEÇÕES!

      Acho que o Brasil tem uma divida histórica com negros e indios. Sem falar que hoje em dia, ainda com a população supostamente mais esclarecida, os salários dos brancos são em média maiores que os dos negros.

      Sou a favor de cota para negros. O problema é que pros nossos excelentes governantes isso é solução, enquanto deveria ser um paleativo.

  • É de fato uma discussão séria e que precisa ser ponderada. Os negros ainda vivem no Brasil uma sociedade racista e conservadora, basta ver a posição social da maioria dos negros na nossa sociedade. Com a percentagem de negros na sociedade contrastando com a percentagem de negros nas universidades não há outras conclusão: é questão de justiça social “enegrecer” a universidade, no sentido de fomentar as mesmas oportunidades para os jovens.

    É a partir daí que a cota racial se justifica. Pelo dado objetivo da condição do negro na sociedade brasileira. De todo modo, como essa cota vai ser feita é uma questão a ser refletida. Tem quem fale em cota racial dentro de cota social, enfim…mas penso que temos de subverter a trágica realidade dos jovens negros e pobres que geralmente morrem antes dos 24 anos nas nossas grandes cidades, e isso não pode esperar por outra geração.

    • Além de negra, morrei minha vida inteira na periferia. Só quem não conhece os jovens desses locais
      fica falando em justiça social e romantizando os coitadinhos dos jovens da periferia que não tiveram oportunidade. Estes jovens NÃO QUEREM NADA COM NADA. O que dizem
      muitos deles é “ESCOLA PRA QUÊ?” ou “ESCOLA QUE NADA MEU!” e por aí vai. Eles não faltam
      aulas, brigam com professor, usam drogas e por aí vai. E é por isso que eles morrem. São nada mais
      que um bando de desocupados que querem viver no bem bom. Falta pai, falta mãe, falta uns bons gritos e boas palmadas quando necessário, e esses jovens vão se envolver com o que não presta porque eles querem. Se eles morrem aos 18-24 anos, morrem porque querem! Todos eles são responsáveis pelas escolhas que fazem! Eu preferi estudar pra melhorar de vida. Minha amigas preferiram se prostituir pra ganhar dinheiro fácil ou se encher de filho, cada um com um pai, e viver de bolsa família, porque é muito bom viver sem dar o duro no dia a dia. Na minha periferia, sempre fui tratada como um peixe fora d´água porque eu preferia não ir pro baile funk porque tinha prova na segunda. Ou você acha que ninguém sabe que droga faz mal em pleno século 21, ou que andar de carro em altas velocidade pode provocar um acidente, que quase sempre mata algum inocente. Fique certo… as oportunidades existem para os jovens que se interessam por elas. Para os jovens que querem vencer na vida.

  • Sou radicalmente (radicalmente mesmo!!!) contra as cotas.

    Esse país só vai tomar jeito de nação desenvolvida, rica e civilizada quando conseguirmos colocar sob o mesmo teto escolar o filho do presidente, o filho do bilionário e o filho do operário. Aí sim, eles terão condições dignas de concorrer igual e meritocraticamente às vagas da faculdade e ao mercado de trabalho. Não adianta facilitar pro cara na escola e na faculdade e dificultar no mercado de trabalho. Mercado de trabalho não tem essa conversa mole de cota. Essas cotas criam a idéia que agora tudo está resolvido e que o negro está tendo seu compensação por anos de exclusão social. É uma verdadeira ilusão, um faz de conta pra maquiar o verdadeiro e grande problema, aliás, como quase tudo nesse governo que é de pura fachada pra inglês ver.

    O governo tá facilitando geral a educação pois sabe que não tem como dar uma educação decente para todos. Daí vem essas idéias “brilhantes” como: aprovação automática, cotas etc. É como o sistema prisional, o governo tá liberando geral o tal do indulto pois sabe que não tem como segurar o bandido, já que não tem mais presídios e os que tem o governo muito mal consegue colocar o mínimo de ordem na zona. Conclusão (do governo): liberal geral. É uma lástima ver que o melhor que o governo consegue é inventar soluções meia boca pra fingir que está tudo resolvido.

    As cotas são um atestado de incompetência do governo quando o assunto é educação (da básica à universitária).

    Eu que não queria carregar pro resto da vida a idéia de que tudo que eu consegui foi por que facilitaram para mim, já que se eu tivesse que ter enfrentado o processo convencional eu nunca teria chegado onde eu cheguei. Essa idéia é horrível. Imagina: o cara exercendo a sua profissão e todo mundo apontando e dizendo que o cara só está ali por causa das cotas. Isso só aprofunda ainda mais a questão do preconceito e da discriminação. O governo prestou (pra variar!!!!!!) um grande desserviço à questão racial e à educação no Brasil. O problema já vai começar na escola: o cara vai estudar menos por que sabe que tem as cotas que irão facilitar tudo. Além do mais, como definir quem será o beneficiário das cotas? Ser apenas descendente de negros ou ser negro?

    E outra: eu descendo de judeus, então quero cotas para judeus já que eles foram perseguidos a vida toda. Se todo mundo pensar assim, lascou. Vai ter que ter cota pra todo mundo. E aí? E as cotas específicas para indígenas que foram os habitantes originários desse país?

    Esse país é um caldeirão de cultura e de raças (se é que esse conceito ainda está de pé) o que nos leva à óbvia, sensata e prudente conclusão que TODOS temos que lutar por uma educação gratuita, de qualidade, laica e UNIVERSAL (para TODOS).

    Eu acho que daqui a uns 10, 15 anos começaremos a ver se essa idéia das cotas foi uma boa escolha. Vamos ver a qualidade dos dois profissionais (os cotistas e os não cotistas) no mercado de trabalho, que é onde o bicho pega, faculdade é fácil. O cara só vai conseguir ser um bom profissional se estudar e não por que as cotas ajudaram.

    E também eu acho que a aprovação dessas cotas teve um grande viés politico por trás. Isso vai render capital político eleitoral para o governo que vai aproveitar e dizer que nunca antes a educação foi tão valorizada no país.

    • Eu nem entrei no mérito jurídico da discussão pois, pra mim, o STF é hoje um órgão totalmente sem credibilidade bem como o próprio Poder Judiciário.

      Como muitos ministros que estão no STF foram indicados pelo governo petista, é claros que as decisões serão sempre favoráveis ao governo. Em última análise, os ministros devem seu status de “ministro do STF” ao presidente da República e não vão querer tá desagradando o governo o tempo todo.

      O STF virou um órgão eminentemente político, ou seja, tudo o que NÃO deveria acontecer a bem da democracia e do princípio da separação dos poderes e de tantos outros. E isso terminou por esvaziar completamente a sua credibilidade perante a sociedade.

      • O Supremo sempre foi composto por ministros indicados pelo Presidente da República. Então sempre foi um órgão sem credibilidade? Sempre decidiu de acordo com o interesse do Governo? Ou só agora que a Presidência está com o PT?

        O certo é acabar com o Judiciário?

        • Sim.

    • Enquanto isso não acontece seu filho continua fazendo o curso fundamental na escola particular e a facutade na escola publica.
      Mas vc esta lutando muito para que esta mudança aconteça.

      Quando vi o titulo do post, já pensei: la vem mas um que não sabe o que é ser pobre, não sabe a diferença de ser pobre e negro, cheio de teorias para melhorar a vida do pobre e do nebro.
      Pessoal, não existe estes 02 cidadões (o pobre e o negro), isto é, ele existe para vcs da classe media para cima.
      Vc já morou ou mora em uma favela? Vc já tomou uma cachaça com um favelado? Bateu uma pelada?
      Coversou sobre futebol, politica, religião?
      Vcs veram que este favelado chama seu amigo de negão porque ele é negro. Chama seu amigo de amarelo poeque o cara é totalmente sem cor.
      Não existe o preconceito entre os pobres. Existe apartir do momento em que ele se relaciona com o pessoal da classe media em diante. Ai sim, uma empregada não negra é melhor que uma empregada negra. Mas o sinhozinho não paga um salario melkhor a ela.
      Hoje não sou mais um favelado, sou simplesmente um pobre. Não, vcs não me deram nemhuma migalha não. Moro ainda muito proximo a ela, ali bem perto do canal do arruda. Morei la dentro de chão de estrelas, na rua da boca de fumo, tenho amigos lá.
      Quando a gente lê um comentario dizendo que tem que ter cota para negro, porque este é descriminado.
      Outro comentario dizendo que tem que é contra a cota que o certo é investir em educação e um dia quem sabe, todos teram a mesma oportunidade.
      Poxa cara, tem que ter cota para POBRE, aquele camarada que estudou na escola publica o tempo todo.
      Tem que ter investimento em educação, para o neto deste mesmo camarada não conte com a cota.

      Mauro Guerra
      Conhecido como azeitona em Chão de Estrelas.

      • Mauro,

        Não sei se você sabe mas existem, no Brasil, escolas públicas melhores do que escolas particulares.

        No último ENEM teve aluno de escola pública de excelência que pontuou mais do que aluno de escola particular.

        No passado (50 anos atrás) as escolas públicas eram as mais bem conceituadas, basta ver os nomes que estudaram nelas.

        Conclusão: ter uma escola pública decente não é um sonho. Poderia ser uma realidade no Brasil como é em outros países menos corruptos. O problema é que aqueles milhões que um deputado desviou serviriam para construir 3 escolas e reforma 2 hospitais, entende?

        Esse país não vai pra frente por que a coisa pública aqui é tratada como lixo.

        Se todo (repito, TODO) dinheiro da corrupção fosse investido SOMENTE na educação teríamos escolas públicas melhores do que as da Coréia do Sul.

        Ou seja, meu caro, educação de qualidade não é uma utopia, mas precisa de seriedade para fazer dela uma realidade.

        E reafirmo, sou visceralmente contra as cotas. Temos que melhorar a educação para todas as pessoas.

        Ter uma educação pública de qualidade nese país é puramente uma questão de vontade política.

        • SIm, Meu amigo….
          Pare para pensar pelo amor de Deus.
          Mesmo que todo este seu projeto seja posto em andamento hoje (11/05/2012), teremos um determinado prazo para ele começar a apresentar resultados.
          Neste meio termo vc colocaria seu filho na escola publica?

          Não, não existem escolas publicas melhores que escolas particulares. Existe escolas particulares piores que escolas publicas.

          Ha então vc quer que se escolha uma entre cem escolas publicas, para propaganda eleitoral eo problema esta resolvido.

          Volto a dizer para vc entender, agora mas claro:
          A COTA (PARA POBRE ORIUNDO DE ESCOLA PUBLICA), TEM QUE ANDAR JUNTO COM OS DEMAIS INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO.

        • Tá certo. Então eu vou cobrar do nosso “maravilhoso” STF cotas para: judeus, índios, deficientes físicos, gays e para os brancos pobres, afinal, todos esses grupos minoritários foram humilhados e privados de seus direitos ao longo da história. O vai dizer que foram só os negros que sofreram privações ao longo da história?

          Lembre-se que os milhões de judeus que foram assassinados na Segunda Guerra eram brancos e pobres.

          Como eu concordo com você e acho que um futuro melhor para todos vai demorar muito para acontecer, acho que todos os grupos que citei acima tem o direito a cotas, não só os negros. Já que vamos demorar muito a construir uma educação decente para todos, quero que todas as minorias tenham suas cotas e não apenas os negros.

          Além do mais, se o critério for descendência, eu vou exigir cotas para mim também já que sou descendente de negros apesar de ser pardo.

          Se o critério for auto-afirmação, vou me declarar negro e exigir minhas cotas, afinal, em Brasília entre dois gêmeos idênticos um recebeu cotas e outro, não.

          E, sim, existem escolas públicas que sao melhores do que as particulares. São as escolas pública modelo. Dê uma olhada:

          http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u19223.shtml

          Uma escola pública decente pode ser sim um projeto de curto prazo. O problema é que o governo não tem o menor interesse nisso por razões óbvias.

        • Quem teve mais dificuldade na vida para estudar: um negro rico ou um branco cego e pobre?

          Se a resposta for o branco cego, então o STF deveria dar cotas para os deficientes que, em sua maioria, encontram inúmeras dificuldades diárias para conseguirem se manter na escola. Não são só os negors que podem dizer que tiveram dificuldades na vida.

      • Eu negra que sou, também ex-favelada, sou também contra as cotas. As pessoas adoram romantizar os favelados. Os coitadinhos que não tem nada e que precisam de eterna ajuda do estado. Não é criando cota que o problema será resolvido, mas cuidando daquilo que manda a constituição. Garantindo a saúde das crianças, para que elas possam aprender melhor, já que muitas doenças prejudicam o aprendizado. É fomentando o esporte nas escolas. É garantindo a segurança dentro e nos arredores das escolas, além da segurança pública em geral. É fomentando um ensino de qualidade, sem pantomimas desnecessárias, como tablets e afins, mas com bons professores, cadeiras, carteiras e um bom quadro (o que sempre funcionou prefeitamente). Que tal boas bibliotecas nas escolas? Que tal aulas de pintura, desenho atividades ligadas ao solo (que eu tive)? Minhas amigas de favela preferiram se prostituir pra ganhar dinheiro fácil ou ter uma porção de filhos e viver hoje de bolsa família. Estudar dá trabalho para esse povo, que só pensa em homem, namorar, roupa e sexo. O Brasil hoje tem muitos reprodutores, MAS FALTA MESMO É PAÍS!
        Ninguém é impedido de progredir. As oportunidades estão aí, quantos negros ou pobres agarram-nas? O ensino fundamental e médio foi imensamente prejudicado ao longo dos anos, mas não me lembro de ver qualquer entidade ligada ao movimento negro, por exemplo, se fazer presente em qualquer manifestação por uma educação de qualidade. Onde está o movimento negro, que saliva quando se fala em cotas, quando se pede que 10% do PIB seja aplicado em educação????
        As cotas chegaram, estão aí e qual foi a melhoria no ensino fundamental/médio?
        Não se engane, o filho do cotista de hoje, será cotista (se ele estudar em escola pública) também porque o ensino fundamental/médio NÃO VAI MELHORAR enquanto a classe política que aí esta continuar roubando dinheiro público que deveria ir pra educação, e enquanto ex-presidentes que dizem que a poluição só se espalha pelo mundo porque a terra é redonda e gira estiverem por aí ganhando título de doutor Burroris causa. Aí, é como eu dizem muitos de meus amigos da periferia. Estudar pra quê mesmo?

        • Cil eu te amo!

        • Cil, sua linda! Falou TUDO.

          Não sei se na sua frase “O Brasil tem muitos reprodutores, mas FALTA MESMO É PAÍS” o acento saiu por engano. De qualquer forma, mais uma vez vou concordar integralmente com você.

          PS: Sou branco, filho de pais brancos, não nasci em berço de ouro, fui ensinado desde pequeno a valorizar o estudo e o trabalho e tenho esperança de um Brasil melhor para o meu filho se existirem mais pessoas pensando igual a você.

  • Sem contar a maior complicação, do meu ponto de vista, é definir negro no Brasil. Isso é muito mais fácil em países pouco miscigenados, como nos EUA. A maior aberração foi o caso da UNB, que aprovou a cota para um gêmeo e negou ao outro.

    • Sou contra todos os tipos de cotas (principalmente a racial que pra mim é a maior das aberrações), pois acho que é só mais uma forma de prorrogar ações realmente eficientes no combate ao péssimo ensino público.

      Quer ver a educação pública, meteoricamente, se tornar referência de qualidade? Se o projeto dei do senador Cristovam Buarque fosse aprovado, o que acredito ser impossível.

      PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480 , DE 2007

      Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais
      dependentes em escolas públicas até 2014. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

      Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
      Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
      Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas(…)

      PS – Acrescentaria apenas a obrigatoriedade para todos aqueles que ocupassem cargo comissionado. Os nossos nobres defensores das cotas deveriam usar sua energia na defesa desse projeto.

  • “Todos são IGUAIS perante a lei” (Art 5º, caput, CF/88)

    • Exato…

  • Não entendo boa parte das críticas que são feitas às cotas. Todo mundo concorda que as oportunidades devem ser igualadas, ou pelo menos que as discrepâncias sociais do país (estas sim aberrações) sejam diminuídas. Penso que as cotas funcionam também como uma solução de longo prazo. As oportunidades que são dadas pelas cotas sociais e raciais inserem no mercado de trabalho (com menos desigualdade pelo menos), pessoas que muito provavelmente não estariam ali naquelas condições. Pessoas que podem lutar pelas “políticas de longo prazo” para a educação, já que sentem na pele os processos de exclusão social, mas que tem a oportunidade de fazer mais neste nosso sistema capitalista. O que te faz pensar que uma empresa lobista vai se preocupar com estas questões? Política é luta de interesses.

    Por falar nisso, onde já se viu uma lei que obrigue políticos a matricular filhos em escolas públicas? Isso é totalmente ilógico, é um raciocínio não admitido na organização social que temos hoje. Neste sentido, minha solução legislativa simples para as desigualdades do país é pegar a herança de toda a pessoa que morre e dividir proporcionalmente entre os brasileiros. Faz sentido, né?

    Cotas sim, políticas afirmativas fazem sentido neste país que consegue a façanha de ser um dos mais ricos e mais pobres do mundo, ao mesmo tempo.

    • A folha de respostas de leitura óptica não faz distinção de raça, religião, sexo, etc. Só faz distinção em quem soube responder ou não.

      • Pois é…

    • Não sinto muito em lhe informar, mas eu, que me incluso nessa lista de “pessoas que não estariam lá se não fosse as cotas”, cheguei lá e fui mais longe… e sem cotas, mas com meu esforço pessoal em sair da pobreza em que vivi.
      Aliás, esse seu comentário por isso já explica porque muitos de nós, negros, temos aversão ao sistema de cotas, que criou um novo gueto para os negros, que coitadinhos e burrinhos, não chegariam na universidade não fosse a mãozinha do estado.
      Ora, sabemos que o ensino público não é dos melhores, mas ele existe. Será que nenhum conhecimento é passado ao alunos? Se for assim, melhor demitir todos os professores. A menos que o aluno seja um zumbi ou tenha qualquer problema mental, nada impede ninguém, branco, preto, amarelo, de fazer nada. Tudo é escolha na vida.
      Se um negro decidir que ele vai estudar, vai aproveitar o conhecimento que ele ganha na escola, ele vai chegar tão longe como o branco ou negro que estudou em condições melhores. Vale
      ressaltar que nestas condições, o negro/branco de “melhor ensino” ainda faz cursinho. O negro não
      pode pagar? Isso é desculpa? Não é não. Ora, se os cursinhos duram em média 1 ano, faça um calendário e estude o mesmo ano, o conteúdo. Ou melhor ainda, estude o máximo que pude ao longo dos 3 anos do ensino médio, que você passará do mesmo jeito que o cara que foi pro cursinho, não aprender, porque esses lugares não ensinam nada, mas pegar macetes para fazer as provas.

  • Cotas sociais na minha opnião é mais justa que as cotas raciais, mas as duas se justificam. Não existe meritocracia quando não existem igualdades de oportunidades. O problema da escola pública é muito mais complexo do que simplesmente aumentar o salário dos professores e aumentar os investimentos, melhora sim, mas um professor ruim não vai deixar de ser ruim porque ganha mais, porém a medida pode atrair excelentes profissionais que desistiram do magistério por conta do baixo salário. O meio social que o estudante de escola pública vive é muito diferente, a maioria possuem pais que estudaram muito pouco ou nada, a maioria trabalha e estuda, e muitos convivem com a violência, a fome e a humilhação diariamente, dentro e fora de casa. A grande maioria nem sonha em entrar na universidade, não têm estímulo nenhum para estudar, o sistema de cotas seria uma luz no fim do túnel, uma ponta de esperança na vida de alguém que nunca teve oportunidade de mudar de vida. O rico sempre terá melhor formação que o pobre, por mais que a escola pública melhore. Hoje, a única chance do rico estudar ao lado do pobre é em uma Universidade Pública através do sistema de cotas.

  • Só vim deixar isso aqui http://www.youtube.com/watch?v=63qUsDiywqg
    É bem interessante.

  • Pierre, o problema está na base educacional no nosso país. Ensino fundamental.
    Infelizmente os olhos só se voltam para o ensino superior.
    Um professor de escola publica ganha uma miséria, trabalha em locais inseguros, afastados, sem estrutura fisica (cadeira, energia, wc), material didatico inadequado, sem merenda escolar para os alunos, e o governo acha que se der notebook e tablet o problema se resolve.

    Cotas para mim é o mesmo que tratar um paciente com câncer terminal na base da água benta.

    • “Cotas para mim é o mesmo que tratar um paciente com câncer terminal na base da água benta.” [2]

      Esse negócio de cota é a maior tapeação.

      O governo não consegue resolver a causa dos problemas e aparece com essas “soluções mágicas” do fundo da cartola que não resolvem nada e só pioram ainda mais a situação. É assim na saúde, na segurança, na educação, na infra estrutura etc.

  • isso é tudo conversa pra boi dormir zzzzz oque falta é educação de base, ensino fundamental, base, fundamentos, principios, educação, respeito, educação de base, ensino fundamental, base, fundamentos, principios, educação, respeito, educação de base, ensino fundamental, base, fundamentos, principios, educação, respeito, educação de base, ensino fundamental, base, fundamentos, principios, educação, respeito, educação de base, ensino fundamental, base, fundamentos, principios, educação, respeito, educação de base, ensino fundamental, base, fundamentos, principios, educação, respeito, educação de base, ensino fundamental, base, fundamentos, principios, educação, respeito, educação de base, ensino fundamental, base, fundamentos, principios, educação, respeito…..

  • Até tentei, mas nunca consegui concordar com as cotas raciais. Ou cotas sociais, ou cotas do ensino publico.

    Mas se o Brasil é o pais das muletas: Empresas grandes+BNDES, Subsidios agricolas, creditos tributarios bizarros, Dividas perdoadas, Aposentadoria pra governadores, etc.

    Pq nao mais uma?

  • Repito: e os judeus? E os índios? E os deficientes físicos? E os gays? E os pobres em geral? Todos esses foram historicamente excluídos, por que não dar cotas exclusivas a cada um deles também?

    E os brancos pobres? Vão continuar excluídos só por que não são negros? Entre um negro rico e um pobre branco o negro receberá cotas, mas isso vai resolver o problema da educação ou cria a exclusão para o pobre branco?

    Como definir quem será o beneficiário das cotas? Qual o critério?

    As cotas resolvem de fato ou apenas mascaram um problema muito maior e mais grave que é a péssima educação como um todo no país?

    Será que o cotista não sofrerá ainda mais preconceitos e discriminação por ser negro e cotista?

    Será que essa aprovação de cotas não foi um “cala a boca” do governo para a partir de agora os negros não terem mais o que reclamar quando o assunto for exclusão da educação mesmo a educação ainda estando muito fraca?

    Será que os alunos cotistas serão tão valorizados e respeitados no mercado de trabalho quanto os não cotistas?

    • Wanderlei, meu brother, concordo com vc. É exatamente assim que penso.
      Se é pra criar cotas, que crie-se para os hispanicos, asiaticos, ruivos, pardos, indios, loiros, canhotos, os comerciários, os industriários, os bolsa-governo da vida, etc etc etc x1000.
      E por falar em cotas de cor, quantas temos no brasil? Nem eu sei.
      Quantos excluídos? Tb não sei.
      Então era só divirdir por igual e todo mundo tava na facu.

      Ou seja, alguém queria “jogar pra galera” e conseguiu.

      • Todos esses que você cita foram escravizados durante quatro séculos pelo Estado brasileiro e até hoje sofrem as consequências disso?

        • Aceitam porque querem! Sou negra com muito orgulho e não sentei pra esperar a boa vontade do governo. Na escola pública, tratei de ouvir o que minha professora falava, ao invés de me preocupar com qual roupa usar para o baile para impressionar algum fulano que depois poderia me engravidar e me deixar com um filho a tiracolo. Me preparei um ano inteiro para o vestibular e passei. E sem cotas! Felizmente, tanto a minha pessoa, como meu irmãos, saímos da vida de miséria que vivemos. E isso graças a uma coisa que acabam esquecendo. MÃE E PAI! Estes sempre valorizam a educação como forma de se sair da pobreza e sempre insistiram que nós estudássemos. Os país de hoje, com essa bobajada toda de conversar e psicologia e pedagogia e blá blá blá, estão criando cobras que não querem nada com nada. Na periferia, o negócio é as mocinhas se prostituirem para poder comprar aquele anel da mocinha da novela das 6,7,8 ou 9h (dependendo do canal) e os rapazes vender drogas para pode comprar o tênis da Nike. Pais ausentes não criam cidadãos com necessidades de melhorar e crescer na vida. E a escola sozinha não faz milagre.

    • As pessoas com deficiência têm cotas no mercado de trabalho, pois a lei obriga a iniciativa privada a contratá-las e ao serviço público a reservar vagas nos concursos para estas pessoas.

  • 1) Só sei que os caras do STF rasgaram a constituição e limparam a bunda!!!!

    2) A cota racial significa :” Negros, vocês são mais burros que os outros. Precisam sempre de um empurrrãozinho.” É difícil perceber que a cota é racista ??????

    3) As cotas deveriam ser para pobres e com prazo de validade, paras aqueles que já passaram pelas escolas públicas. O governo deveria investir na educação básica e,quando ela estivesse decente, acabar com as cotas.Porém, em nosso país arcaico, o que deveria ser um meio se tornou um fim. É como o bolsa família, que deveria ser um meio mas tornou-se um fim, tudo com caráter eleitoreiro. E por sinal, uma pergunta que faço aqui mas ninguém nunca me respondeu : Se os Brasileiros realmente melhoraram de vida por que o bolsa família ainda não foi extinto ??? Por que os beneficiados não diminuem ??

    • Alexsandro, vou dar +1 pra vc. Curti.
      Isto tudo só existe pq o brazil é mesmo um país de tolos.

    • Cirúrgico como sempre!

      • Grosseiro, como sempre.

        • Sensível demais…

        • Fresca como sempre.

  • Não precisamos de cotas e sim de ensino fundamental e médio de qualidade.

    • +1

  • Pierre, acredito que uma boa pauta de discussao aqui no blog seria o suicidio do Tenente-Coronel e as pressoes que os oficiais da PMPE vem sofrendo por parte do governo para melhorar as estatisticas (Pacto pela vida), entretanto, sem os devidos recursos necessarios.

    • Esse pacto pela vida é uma verdadeira palhaçada.

      O governador-ditador quer se promover subindo nas costas dos subalternos.

    • Rafael, esse é o governo aprovado bovinamente em 90%. Ou seja, o povo gosta é de propagandas e maquiagens. Portanto, trouxas são os policiais que se deixam levar por tais pressões.

    • Raphael
      Evitamos falar de suicídios aqui

      • ?

  • O problema é que esse governo nada sério está usando essa história das cotas para angariar votos.

    Eu trabalhei durante um tempo com educação para deficientes físicos (cegos, portadores de síndrome de down, tetraplégicos etc) e vi a dificuldade diária que esse pessoal enfrenta para conseguir vencer na vida. É uma dificuldade pior do que a do negro pois é uma dificuldade motora, funcional. Esse pessoal tem que ter uma força muito grande para vencer as limitações FÍSICAS que a vida lhes impôs.

    Ora, por que não dar cota para essas pessoas também? Os negros são mais merecedores do que os deficientes? Só os negros merecem as cotas?

    Se os negros precisam das cotas os deficientes também precisam tanto quanto ou muito mais. Imagina um deficiente físico branco pobre que estudou em escola pública? Ele tem todas as dificuldades do negro pobre (que estudou em escola pública) e por cima ainda é deficiente. E vai ficar fora das cotas.

    Eu pergunto: é justo isso?

    • +1; +1; +1; +1; +1; +1; +1; +1; +1; +1.

  • Cotas são necessárias sim.

    Elas existem até nos EUA, pátria-mãe da tal “igualdade de oportunidades” e do liberalismo.

    • São necessárias por certo tempo. O erro está em torná-las fim quando deveriam ser meio.

      • Elas existem há pouquíssimo tempo no Brasil. Cerca de dez anos. Portanto, ainda são um meio.

        • Eu diria que eram um meio se eu visse alguma movimentação para melhorar a QUALIDADE da educação básica no Brasil. O que vejo são meios de aprovarem alunos analfabetos ou analfabetos funcionais para gerarem QUANTIDADE, tudo para usarem em politicagem.

  • Belíssimo texto do Pierre, num pequeno ensaio, uma verdeira aula. Parabéns!

  • PIERRE,
    Estás sabendo da movimentação de um processo de joão da costa de 2005 no TCE? Parece que isso tornaria-o inelegível já nas prévias, caso vc consiga confirmar isso daria um belo post, principalmente sobre Rands e TCE-PE, joão da costa seria um detalhe.

    Dá um checada nisso se possível, repercutirá bastante pode ter certeza.

    • Vi no jornal hoje apenas.
      Na boa…assim comp tudo no TCE, será resolvido politicamente

  • Pierre, os desníveis da “base” desses alunos que foram levados sem mérito ( de conhecimento) pode levar ao nível mais baixo de ensino? Segue uma reportagem sobre a UNICAMP
    http://www1.folha.uol.com.br/saber/1082887-alunos-com-bonus-por-raca-repetem-mais-na-unicamp.shtml

  • Pierre,

    Na minha opinião, apenas cotas raciais nada mais são que a prova da imbecialidade que parece crescer a cada dia no país, em um misto de hipocrisia e medo de plateia.

    Surgiram as cotas? Ótimo, que sejam por critérios objetivos: sociais, alunos advindo de escolas públicas (mas que sejam pobres) e pronto.

    Colocar raça no meio, logo raça que era conceito afastado pelos movimentos negros há algum tempo, é simplesmente um absurdo.

    Na verdade, o Brasil é apenas uma tentativa eterna de ser os EUA COVER. Tudo de lá é correto, não vale a nossa experiência própria.

    Quem lê Darcy Ribeiro, tão elogiado, sobre o povo brasileiro, fica atônito sobre essa conversa de cota racial.

    TEM ALGO AINDA MAIS GRAVE: a quantidade percentual de cotas.

    O estúpido hipócrita Paulo Paim tem projeto de lei de reserva para 50% das vagas nas universidades federais, por exemplo!!! Piada total.

    Por outro lado, desde 1988 a Constituição Federal prevê reserva de vagas para deficientes em concursos públicos e os percentuais de reserva – até 5% no máximo – jamais foram objeto de tanta indignação, tampouco ninguém jamais falou em privilégios ou absurdos, porque existiu uma moderação positiva baseada em critério objetivos e reais.

  • Nos Estados Unidos não existem mais cotas racias..

    • Ainda bem que eles foram sensatos e acabaram com isso.

      Devem ter chegado à conclusão que não deu certo.

      Esse negócio de cota é típico de país que quer tapar o sol com a peneira. Sabe que não consegue acabar com a raiz do problema e fica agradando o povo com esmolas. E o povo parece que gosta (aqui no Brasil).

      • http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5739572-EI8266,00-Apesar+de+cotas+serem+ilegais+EUA+tem+acoes+afirmativas.html

      • Gostaria de saber se todos os comentaristas contrários às cotas raciais acreditam piamente que todas as pessoas brancas que frequentaram todas as universidades públicas na história desse país assim o fizeram por mérito próprio? Se acreditam nisso, lamento informar, mas não é verdade. A diferença é que as pessoas brancas nunca precisaram de cota porque a universidade lhes pertencia por inteiro.

        Pierre, seu post é bem interessante. Só faltou acrescentar que os negros são descendentes de escravos, povo deliberadamente esquecido pelo governo e pelas elites quando da “abolição” da escravatura. Povo jogado literalmente na rua, sem direito a nenhuma indenização pelos anos em que foram tratados como animais. Esqueceu de dizer que este país sempre funcionou para os brancos e é um país racista, e o racismo se reproduz mesmo entre os pobres e à despeito de toda nossa miscigenação.

        Para quem acha que não existe racismo quando o negro é bem sucedido, lamento informar, mas isso também é uma ilusão. Eu convivo com racismo no trabalho, na UFPE, no prédio onde moro. Ou seja, a hipocrisia do brasileiro é infinita: quando é para discriminar, todos sabem quem é negro; quando é para favorecer, aí somos todos mestiços.

        Respondendo à sua pergunta: por enquanto sou a favor apenas das cotas raciais. E, confesso, fui surpreendida por esse posicionamento unânime do STF.

        • Pois é, já que alguns branquelos entram na universidade pela porta dos fundos sem mérito nenhum, quero também ver alguns negrinhos fazendo o mesmo…

          Fodam-se os branquelos que agem assim e igualmente os negrinhos…

        • Teste,
          Se você é tão inteligente quanto acha que é, não deve se preocupar com as cotas, pois o seu mérito vai lhe levar longe.

        • 1)Por que as universidades pertenciam por inteiro aos brancos RICOS (Sim, porque os brancos pobres também se lascam como os negros pobres) ? Porque eles sempre tiveram acesso a uma educação melhor que os demais. Por isso que sou a favor da cota para pobres (pois o negro pobre não é mais burro que o branco pobre), com prazo de validade (durante o tempo que levariam para corrigir os erros da educação fundamental).

          2) Não se está discutindo aqui se há racismo ou não no Brasil. Em qualquer lugar há pessoas racistas. O que se está discutindo é a eficácia dessas cotas para resolver o problema da educação no Brasil. Veja o absurdo : Os pobres (seja branco, seja azul, seja negro) não têm acesso a uma educação decente. Mesmo com as cotas não vemos nenhuma movimentação no sentido de incrementar QUALIDADE na educação dos mais pobres. Ou seja, vão usar as cotas para continuarem enrolando os mais poobres, como sempre fizeram na história desse país!!!
          Além óbvio, de estarem assinando o atestado de que os negros pobres são inferiores aos demais pobres.

        • Que “reparar” um possível erro do passado, então encham os Colégios Militares de negrinhos, ou então os Colégios de Aplicação.

          Os Colégios Militares não serão achincalhados e prepararão os “oprimidos” que aguentarem par competir de igual por igual por vagas nas universidades.

          Quanto aos colégios de aplicação tenho lá minhas dúvidas…

          Agora aleijar as universidades mais do que já estão com gente despreparada é medida populista e eleitoreira…

    • Mais um retrocesso da era Bush.

  • Pierre,

    Qual o efeito prático e o impacto desta medida no Ensino Superior ?Mínimo.O impacto das cotas no Ensino superior não ALTERARÁ o quadro de desigualdade do Ensino Superior.Além da representatividade do Ensino Superior público ser relativamente pequena(cerca de 25%), sua expansão estar limitada a disponibilidadde de recursos do tesouro, ainda temos uma baixo números de egressos e egressos qualificados no Ensino médio.Segundo dados do Censo da Educação Básica, onúmero de alunos e egressos do Ensino Básico se manteve estável: matrículas estão na faixa de 8,3 milhões, enquanto os egressos são cerca de 1,8 milhão.Em Pernambuco,pex, 40,8 % dos jovens até 19 anos terminam o Ensino médio.Muito pouco,convenhamos.Desses, quantos se inscrevem para o vestibular?E depois de ingresarem na Universidade quantos se formam? nosso sistema educacional é uma verdadeira “peneira”.Do pré a colação de grau.Poucos “sobrevivem” e podem se beneficiar do sistema de cotas.
    A Ong Educafro divulgou recentente que mais de 110.000 Cotistas nas universidades públicas beneficiados com alguma polítca afirmativa.Mas, enquanto isso os 26 milhões de crianças e adolescentes, que não sabem o mínimo necessário para a sua seriação aconselhada, esperando a mesma atenção dada a aquele contingente por parte do Estado. É que as crianças não têm a mesma influência que os universitários e não podem votam. As autoridades educacionais preferem fazer vistas grossas, ao problema e adotar medidas paliativas para “fazer média” com determinados grupos.

    Mesmo com todos os gargalos conhecidos do Ensino Básico, conseguimos que um grande contingente de pessoas ingressasse numa Universidade nos últimos anos.E uma parcela significativa desse contingente foi de pessoas pobres e negras que estão, não nas Universidades públicas, e sim nas privadas, segundo reportagem da Folha de SP, publicada no ano passado.Á medida que o Ensino Superior se expande, absorve mais pessoas, independentemente de qualquer ação afirmativa

    http://www1.folha.uol.com.br/saber/935820-cresce-n-de-negros-em-universidades-particulares.shtml

    “….No ensino superior público, o aumento foi de 314 mil para 530 mil, uma variação de 69%. No privado, o crescimento foi de 264%, de 447 mil para 1,6 milhão.
    No total da população, a proporção desses grupos variou de 46% para 51%.

    O sociólogo Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, lembra que o aumento da proporção de pretos e pardos já havia acontecido no ensino médio por causa da expansão das matrículas nesse setor…..”

    Ela não cresce mais porque está limitada pelas deficiências do ensino médio, em termos quantitativos e qualitativos, já que a um número destes egressos do Ensino Básico não possui não tem as qualificações para estudos de nível superior.Dai nem cota resolve.
    .
    Esperava uma resposta do STF para o Governo, Sociedade e Universidades no sentido de que a verdeira ação afirmativa é no Ensino Básico, que todos os esforços deveriam ser direcionados para a melhora dos índices da qualidade da formação na educação básica.E que as Universidades encontrassem um modelo de ação afirmativa á brasileira, aliando Mérito e Inclusão, nos moldes da USP e Unicamp, em substituição do modelo importado ejá em desuso nos Estados Unidos

    • Concordo com o Amorim. Está se fazendo um enorme barulho para uma medida de pouco impacto no Ensino Superior. STF quis fazer média com alguns setores da sociedade

  • 1)alguém acha msm que essa medida vai melhorar a vida dos negros e pardos?? Ou só dos q se beneficiarem?.

    2)alguém acha q institucionalizando o cotismo e exaltando a mediocridade vamos melhorar os índices educacionais?

    • O pacto pela mediocridade!

  • E outra, Pierre.

    3)Quantos outros grupos “injustiçados” vão se achar no direitode pedir seu quinhão??E será só nas universidades?Concursos públicos ?Iniciativa privada?

    4)Pq essas ONG,Movimentos Sociais etcetcet não utilizam sua influência política, bom trânsito para cobrar dos governantes melhorias nos índices educacionais.Só vejo protesto por reserva de vaga.Grande parte dos estudantes, que sequer terminou o Ensino fundamental vislumbra prestar vestibular estão esperando a “ação afirmativa” do Estado.

    • Pois, é Renata, é o que penso. Esse negócio de cota vai virar a maior zona, como quase tudo nesse país.

      O que vai ter de gente alegando que é negro pra entrar pelas cotas não é brincadeira.

      Eu mesmo sou amarelo (descendente de japoneses) mas se eu pudesse iria tentar alegar que era descendente de negro pra não ter que me sacrificar tanto no vestibular. Se vão facilitar para os negros, vão ter que facilitar pra todo mundo. Eu que não iria querer ficar fora dessa. Se o governo aprovou as cotas, ele que se vire para colocar todo mundo pra dentro com com as cotas.

      O negro vai lá e passa com 5 no vestibular de medicina e eu vou me acabar pra tirar 9?????? Dane-se os estudos, eu quero mais é entrar na moleza com as COTAS, afinal, para efeito de vestibular, me considero negro!!!!!!!! Quero uma vaga fácil na federal sem ter que me acabar de estudar. Se os negros tem direito eu também tenho, afinal jogaram uma bomba atômica no Japão e meus avós poderiam ter morrido e eu quero ser compensado por isso com uma vaga na federal.

    • Qualquer um pode se achar no direito de pedir qualquer coisa.

  • O sistema de bônus da UFPE é mais justo, ao meu ver, do q a reserva de vagas.O bônus equilibra as condições de competição entre alunos egressos de escola pública e privada, sem prejudicar os últimos.É importante, sim, criar formas de inclusão social na Universidade, mas SEM prescindir do MÉRITO, importante para se manter a excelência acadêmica.Não vai resolver o problema de desigualdade social e educacional, que é estrutural(nem a cota resolverá), muito menos de racismo, mas vai possibilitar o acesso ás pessoas q teriam dificuldades de ingressar na Universidade e não penaliza quem pode pagar pelos seus estudos.O resto é demagogia

    • Sávio, concordo com você que talvez o sistema de bônus funcione melhor do que o de reserva de vagas. Mas pensa bem na discrepância que é o sistema brasileiro. Não existe essa tal de meritocracia, eu mesmo, tirei uma nota muito superior a um aluno cotista com bônus, e sei que embora tenha sido um bom aluno, tive acesso a bons colégios, cursos de línguas, cursinhos pré-vestibulares, livros, acesso a arte, tudo que jovens de classe média costumam ter. Me diz quem tem mais mérito, eu que tive acesso a tudo isso, a um conforto social, ou aquele aluno que em razão do próprio suor conseguiu passar a peneira social do sistema educacional e chegou a prestar um vestibular? Na boa mesmo, vale lembrar que essa “meritocracia” tão alegada ocorre entre os alunos de escolas públicas que recebem o benefício, só os “melhores” entram. Igualdade mesmo é tratar igual os iguais e desigual os desiguais.

      Outra questão importante, o conceito de raça não deixou de existir. Só porque ele não é mais admitido na biologia, não significa que desapareceu. O conceito de Raça usado para explicar as cotas é o sociológico, que diz respeito à identidade racial. É só olhar as cadeias brasileiras e colocá-las em confronto com os doutorados das universidades públicas. Onde é que prevalecem negros e brancos? Acho que as políticas públicas afirmativas devem existir sim, cotas para deficientes em concursos, leis de proteção à mulher, leis contra a homofobia, etc. Contudo, o problema da raça no Brasil atinge proporções tão grandes que deve ser tratado de forma urgente. Por isso esta política existe no país, e vale ressaltar, a pouco tempo.

      • Desde quando Brasil o que é temporário tem prazo para terminar??Aqui,o temporário épermanente

  • Deixando um pouco de lado a discussão de teorias abstratas, eu quero que os defensores das cotas me respondam uma simples questão de cunho mais prático:

    Digamos que eu sou pardo do cabelo crespo. Não sou negro, tenho a cor de pele de Ronaldo (“fenômeno”). Ronaldo não é negro, nem é branco, ele seria o típico pardo, cor de 60% dos brasileiros (inclusive a minha).

    Brasileiro adora dizer que é branco, mas branco caucasiano mesmo no Brasil deve ser uns 5% da população e olhe lá. Somos um país de pardos e negros.

    Pois bem, minha avó paterna era negra. Meu pai é “pardo-escuro” e eu sou “pardo-claro”, não me considero branco, ou seja, provavelmente tenho DNA escravo em mim, nem que seja menos do que minha avó tinha, mas tenho.

    Sendo assim, posso pedir o benefício das cotas? Tendo em conta que o Brasil é um país extremamente miscigenado, qual será o critério para definir quem entrará nas cotas? Se o cara for pardo do cabelo afro (como eu) pode usufruir das cotas, mesmo tendo sido oriundo de família classe média?

    Eu quero apenas que alguém me diga qual vai ser exatamente o critério utilizado para definição dos cotistas. Se eu não sei qual será o critério utilizado, como posso achar que vai ser uma coisa séria?

    Pra mim, esse negócio de cota vai ser a maior furada. Isso não vai dar certo. Vai ser quase impossível estabelecer um critério minimamente sério e objetivo para determinar quem vai ser cotista. A chance de isso virar bagunça é grande. Na teoria é tudo muito lindo quando o assunto é a questão racial, já na prática o bicho pega.

    Conhecendo a índole malandra do brasileiro, vai ter gente branca como papel, do cabelo loiro e liso e olho azul alegando na maior cara de pau que é descendente de escravos. E se não aceitarem é capaz ainda de o cara entrar na justiça alegando discriminação e pedindo danos morais, coisa bem típica de brasileiro, o cara tenta dar um golpe, não consegue e vai chorando bancar o coitado na justiça e ainda achando que tem direito a fortunas de indenização.

    Essas cotas vão dar margem a muita malandragem e gente tentando levar altas vantagens, como é costume no Brasil.

    • Caro Diego, existem diversas experiência em universidades brasileiras. É verdade basta se declarar de uma determinada raça, contudo, em diversos regulamentos você pode ser submetido a uma entrevista. A subjetividade dessa entrevista é que fragiliza esse sistema, mas em linhas gerais pela análise de resultados o números de negros nas universidade subiu. E outra, não são só negros, existem também cotas para índios em algumas universidades. A questão aqui é a identidade racial (raça como conceito sociológico e não biológico), a superação do racismo. Acho inclusive ótima essa polêmica em torno das cotas, só assim podemos discutir a questão racial brasileira, que muitos pensam ter sido superada.

      • OK, Miguel, mas se TODO estudante do ensino médio a partir de agora, sabendo da possibilidade de entrar com mais facilidade na universidade, quiser alegar que é negro ou se considera como sendo descendente de negro?

        Veja bem, se os primeiros começarem a fazer isso e der certo, começa o efeito dominó. Todo mundo vai conhecer alguém que alegou que era negro e que entrou na universidade pelas cotas e aí a coisa vai virar festa. Vai ser deus e o mundo dizendo que é negro pra entrar pelas cotas.

        Não tem quem me convença (mesmo eu sendo descendente de avó negra) que esse negócio de cota vai dar certo. Isso vai ser um verdadeiro balaio de gato.

        E pra piorar ainda mais o quadro das coisas, as cotas podem gerar o chamado “efeito rebote”. Ou seja, os cotistas vão carregar a má fama de serem menos capacitados e já vão entrar no mercado de trabalho com o estigma das cotas. Ao invés de as cotas resolverem, agravam ainda mais a situação de discriminação (já imagino o tipo de coisa que vão falar: “Ah, fulano é cotista, deve ser um profissional menos qualificado…”). Claro que ninguém vai falar isso na frente do cotista já que esse país é super-hiper-ultra hipócrita, mas por trás vão lascar o pau, como sempre se faz por aqui. Conhecendo os hábitos brasileiros, já dá pra imaginar como vai ser.

        • A intenção na cabeça de quem apóia as cotas pode até ser boa, mas o que me preocupa de verdade é o resultado prático da aplicação dessas cotas.

          Na prática, a coisa vai se desviar muito se seu objetivo principal.

          O risco de não dar certo é muito grande de uma coisa que já começa cheia de erros, subjetividades e dúvidas sobre a sua validade.

          Nesse país, pra uma coisa objetiva dar certo já é complicado, imagina uma coisa com uma alta carga de subjetividade onde a própria pessoa se afirma isso ou aquilo.

          Sinto muito, mas até agora nada me convenceu a botar muita fé nessas cotas.

        • Miguel, veja um pequeno exemplo da bagunça que vão ser essas cotas na prática:

          http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI1651840-EI8266,00.html

          Nem as autoridades conseguem se decidir de forma precisa sobre os critérios de definição. É um verdadeiro “chutômetro” pra adivinhar quem é negro e quem não é.

          Esse caso da reportagem que indiquei vai ser uma coisa muito comum.

  • Primeiro sou totalmente favorável as cotas, sejam sociais, sejam para afro-descendentes.

    Quanto a educação básica, no sistema público, lastimável que a tese do Darcy Ribeiro e defendida pelo pernambucano Cristovam Buarque, não entre na cabeça de nossos docentes, principalmente do ensino básico.

    Ao ponto: a educação básica deveria ser FEDERALIZADA. Enquanto não for, não estamos educando brasileiros. Estamos, na proporção das condições pedagógicas e materiais de municípios, pobres e ricos, educando, manariense ou recifense, blumenauense ou florianopolitano, paulistano ou baiano, gaúcho ou paraibano, piauiense ou mineiro. Cada qual segundo as possibilidades.

    Essa FEDERALIZAÇÃO implica inclusive que a docência do ensino básico seria remunerada, de norte a sul, pela UNIÃO.

    Assim da mesma forma que um funcionário do Banco do Brasil, ou de universidade federal, esteja em Curitiba ou em Aracaju, faz jus a um mesmo padrão de vencimentos, com o professor e professora, do ensino básico, ocorreria o mesmo. Equalização de condições.

    • Federalizar ainda mais? Ja tiraram os bancos, as universidades, os vestibulares, a autonomia tributaria, etc etc dos estados.

      A nossa ideia de republica federativa é mesmo estranha… Nunca entendi essa “mania” de centralização total em Brasilia. Lá eles conhececem TODAS nuances culturais do pais? Todas as necessidades? As dificulades?

      • Não tem recursos suficientes no érario.Até o autor da proposta está ciente disso

  • Os indígenas foram expulsos da sua terra (eles foram os donos originais das terras brasileiras durante séculos até o europeu chegar), os índios tiveram suas mulheres estupradas por brancos europeus, os índios foram decepados e queimados vivos , suas riquezas foram roubadas, sua cultura e religião foram destruídas (e foram obrigados a se catequizarem na religião católica), a população indígena foi quase que completamente dizimada. Isso tudo durante pelo menos 400 anos. Estima-se que mais de 3 milhões de indígenas foram exterminados durante esses 4 séculos.

    E aí? Os índios merecem cotas também como uma forma de compesação histórica? Se merecem, como vamos definir quem é indígena/descendente de índio?

    • Nada mais justo do que dar cotas aos descendentes dos primeiros habitantes do continente americano.

      Os índios historicamente perderam muito mais do que os negros. Os negros não tinham terras no Brasil antes de os europeus chegarem. Toda a vasta extensão do território brasileiro era ocupado pelos índios e eles eram os proprietários de fato das terras brasileiras.

      Os negros foram segregados, escravizados, açoitados, humilhados, excluídos, discriminados e considerados animais. Os índios também. E os índios ainda eram os donos das terras em que foram exterminados.

      Não há uma forma de sofrimento pela qual o negro tenha passado que o índígena não tenha sofrido também.

      O sangue indígena foi tão derramado quanto o sangue negro. Não dá pra dizer que o negro sofreu mais que o índio na história brasileira.

      Os índios e seus descendentes merecem cotas também. Seria uma injustiça dar cotas aos negros e não dar cotas aos índios. O que coloca o negro numa situação preferencial em relação ao indígena no sentido das cotas? O que faz do negro mais merecedor das cotas? Sofreram mais? Foram mais humilhados?

  • DIDATICAMENTE: OS DEZ ARGUMENTOS FAVORÁVEIS ÀS POLITICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS E COMPENSATÓRIAS

    1) O Estado brasileiro promoveu e ajudou a promover a escravidão no país por quatrocentos anos. Logo, este mesmo Estado é sim, responsável em reparar este erro. O Brasil foi, não apenas, o último país do mundo a abolir a escravidão, mas também, o que mais teve escravos na História moderna da humanidade.

    2) A abolição da escravidão em 1988 não foi acompanhada de nenhuma iniciativa do Estado em reparar o dano cometido a essa população. Pelo contrário o debate no século XIX girava em torno da indenização aos donos de escravos, pois os escravos eram considerados objetos. Nenhuma medida específica “positiva” foi tomada pelo Estado em relação aos negros – diferentemente das políticas de fomento à imigração, utilizadas a fim de “importar” brancos para o Brasil, dando-lhes terra, dinheiro e apoio estatal. Os negros brasileiros conhecem somente a face repressora do Estado, que promoveu a perseguição de suas manifestações culturais e religiosas (samba, capoeira, candomblé e etc.), bem como a coerção física e moral dos próprios negros, praticadas até hoje.

    3) A discriminação racial é atestada ano após ano pelas estatísticas que comparam a vida de brancos e negros (pretos e pardos) no país: índice de mortalidade, analfabetismo, anos de educação escolar, salários, expectativa de vida, população carcerária, etc. Em TODOS esses indicadores sociais, os negros aparecem em situação de DESVANTAGEM em relação aos brancos. Se as desigualdades sociais têm diminuído em pequena escala no Brasil, as raciais permanecem inalteradas. Não é possível pensar, portanto, que a situação em que vivem os negros é mero resquício de nosso passado escravagista e que tende a desaparecer ao longo do tempo. A desigualdade racial, após 120 da abolição da escravatura, continua quase inalterada.

    4) As cotas raciais, entre outras medidas de reparação previstas, não atentam contra a Constituição brasileira, pois nesta está prevista não apenas a igualdade processual perante a lei, mas igualdade de RESULTADOS. Afinal, não é a primeira vez que o país adota medidas de discriminação positiva, compatíveis com a Constituição de 1988, por exemplo: reservas de cargos para portadores de deficiência física, proteção do mercado de trabalho da mulher, reserva de vagas para mulheres nas candidaturas partidárias e a Lei 5.465, “Lei do Boi” que reservava 50% das vagas nos cursos de Agronomia e Veterinária para os agricultores e seus filhos.

    5) Ainda que pontuais, tendo que ser compatibilizadas com outras políticas, as cotas raciais são uma medida eficaz no combate à discriminação racial. A educação apresenta-se como uma variável determinante na desigualdade de renda entre negros e brancos. Em países como o Brasil em que o diploma de ensino superior funciona como critério de exclusão social, não ter acesso às universidades, é estar impedido de ocupar os postos sociais mais importantes da nação. Nos países onde já foram implantadas (Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Índia, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia e Malásia, entre outros), elas visam oferecer aos grupos discriminados um tratamento diferenciado para compensar as desvantagens devidas à sua situação de vítimas do racismo e de discriminação. Daí as terminologias de “equal oportunity policies” ou ação afirmativa, ação positiva ou políticas compensatórias.

    6) As cotas raciais não diminui a qualidade das universidades brasileiras. Muito pelo contrário, como mostram os 12 anos de estatísticas e números aputados pela Uneb, UNb, UFBA e UERJ e nas outras 35 universidades que já adotaram esta política, os estudantes cotistas tem um desempenho idêntico ou até superior aos estudantes não cotistas. Mais do que isso, elas tocam em um ponto a ser discutido no país: os modos de ingresso no ensino superior brasileiro. Contra a naturalização do mérito, contra a dogmatização do vestibular que criou universidades elitizadas, elas, entre outras medidas, podem servir para aumentar a diversidade cultural das universidades.

    7) Contra aqueles que acreditam que as cotas sociais resolvem o problema com um ônus menor, alguns dados revelam que alunos negros comparados a alunos brancos de mesmo nível socioeconômico, do ensino público e privado, têm proficiência menor do que os alunos brancos. Assim, políticas sociais não terem o mesmo impacto que as raciais. As cotas não criam o racismo. Ele já existe. As cotas ajudam a colocar em debate sua perversa presença, funcionando como uma efetiva medida anti-racista
    9) “No Brasil todo mundo é um pouco negro, pois somos um país de mestiço”. Como dizia o bom e velho Florestan Fernandes, miscigenação não implica em ausência de desigualdades sociais. Se a tipologia racial brasileira não é binária (branco versus negro), isso não significa que não sejamos capazes de diferenciar, mesmo que de modo mais complexo, “brancos” e “negros”. Como diz ironicamente, um defensor das cotas, basta chamar um policial que sistematicamente aborda mais negros que brancos em suas “batidas” para resolver o problema. Como definir quem é negro no Brasil?”. Ora, o negro que tem direito às cotas é aquele que, há mais de 80 anos, não vê modificado o percentual de 2% de seus iguais nas universidades brasileiras. O negro que tem direito às cotas é aquele que representa 70% dos 22 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza.

    10) “Raça não existe”. Se, de fato, o conceito de raça é contestado pela medicina, biologia e pela genética (embora, curiosamente, essas ciências tenham no passado ajudado a legitimar a ideia da superioridade branca), o conceito de raça como categoria política e social é plenamente legítimo. Implica apenas no reconhecimento à diversidade cultural e histórica de indivíduos que se identificam entre si. Na cotidianidade, as pessoas são discriminadas pela sua cor, sua etnia, sua origem, seu sotaque, sua opção sexual entre outros fatores. Quando se trata de fazer uma política pública de afirmação de direitos, a cor magicamente se desmancha. Mas, quando o negro pretende obter um emprego, ou simplesmente, não ser constrangidos por arbitrariedades de todo tipo, a cor torna-se um fator crucial para a vantagem de alguns e desvantagens de outros.

    Resumo: O dia em que eu pegar o meu livro do convênio de assistência médica/odontológica e procurar aleatóriamente por um dentista. Achar um, agendar uma consulta e ao chegar ao consultório, depar-me com um(a) dentista negro…aí sim, a partir deste dia, eu serei sumariamente contra as cotas raciais, por entender que elas já terão atingido o seu objetivo. Até lá….sou fortemente favorável.

    Amplexos,
    Giovani

    • Cultuemos a mediocridade…

      • Teste, não é bem um culto.

        É mais um reconhecimento mesmo.. Vide o ranking brasileiro frente a outros países…

        • Aqui no Brasil,nunca houve reconhecimento ao mérito..muito pelo contrário

        • https://www.youtube.com/watch?v=3rV5eYC54aY

          Como diz o poeta:

          ….

          Ei bacana,
          Quem te fez tão bom assim,
          O que você deu,
          O que você faz,
          O que você fez por mim?

          Eu recebi seu ticket,
          Quero dizer, kit.
          De esgoto a céu aberto,
          E parede madeirite,

          De vergonha eu não morri,
          Tó firmão,
          Eis me aqui,

          Mas voce… não!!!
          Você não passa,
          Quando o mar vermelho abrir,

          Eu sou o mano
          Homem duro,
          Do gueto, brow,

          Obá !!!

          Aquele louco,
          Que não pode errar,
          Aquele que você odeia amar,
          nesse instante,

          Pele parda,
          Ouço funk,

          Venho de onde vem,
          Os diamantes,

          Da lama,

          Valeu mãe,

          Negro drama,
          Drama, drama….

        • PG e Teste,

          Realmente é reconhecimento….

          Reconhecimento de que vocês não suportam a verdade e que vocês não tem conhecimento e inteligência para articular uma resposta, minimamente razoável, aos 10 tópicos relacionados por mim.

          Aguardo as “sábias” palavras dos senhores de engenho…

        • Seus 10 tópicos não são verdades, são falácias…

          http://charges.uol.com.br/2011/09/05/cotidiano-questao-pedagogica/

    • 1) O erro será reparado quando o governo tomar vergonha na cara e passar e oferecer uma educação de QUALIDADE para o povo, seja, azul, vermelho, negro ou branco.

      2) O estado Brasileiro NUNCA se importou com os mais POBRES. Independente de credo ou cor.
      Por isso nunca sanearam esse país tão pouco transformaram a educação pública em um serviço de QUALIDADE. Só de quantidade, com números maquiados para angariarem votos desses mesmo pobres que o estado negligencia.

      3) Os pobres estão em desvantagem. Acontece que entre esses a percentagem de negros é maior. Mas o negro pobre não é inferior ao branco pobre a ponto de precisar de empurroezinhos governamentais.

      4) Todas essas citadas não existiriam se a educação básica fosse de qualidade.

      Bom, vou precisar sair, depois comento o resto.

      • Continuando…
        5) As cotas RACIAIS não vão diminuir o racismo porque elas são racistas. Elas significam :
        Negros, vocês são inferiores por isso precisam desse empurrão.

        6) Creio que não vão piorar o que já é ruim. A maioria das universidades brasileiras são medíocres.

        7) Vide 5.

        9) Novamente : Isso seria REALMENTE resolvido se a educação básica fosse de qualidade para TODOS.Além disso, os brancos pobres de hoje não têm culpa disso.

        10) E as cotas vão impedir atitudes racistas ? Creio que não. Vai gerar coisa do tipo : Fulaninho só tá ali porque é cotista.

        Em suma: Creio que nossos objetivos,em relação ao tema, são os mesmos. Só discordamos do meio.
        Se oferecerem a todos uma educação básica de qualidade, certamente você pegará o livrinho do convênnio e encontrará médicos e dentistas negros, índios, brancos filhos de lavadeira e carpinteiro e etc.

        • Talvez você esteja certo Alexsandro….
          Tem 500 anos que o Brasil tenta oferecer, uma educação básica de qualidade a “todos”
          e não consegue…Quem sabe o certo seja esperar mais uma 500 anos ???

          Quando você diz: “….Fulaninho só tá ali porque é cotista….”
          É nessa hora que a máscara de vocês, racistas, caem…rsrsrs
          Eu dou risada da ignorância de vocês !!!

          Eu poderia dizer também: “….Fulaninho só tá ali porque o estado brasileiro deu terra,
          dinheiro e abrigo para o bisavô italiano, medroso, pobre e faminto dele, que não teve competência
          para vencer a guerra lá na europa e veio corrido para o Brasil….”

          Mas claro, não vou descer ao seu nivel….

          Mais de 12 anos de políticas de ação afirmativa em 50 universidades e em NENHUMA
          delas, houve redução da qualidade do ensino ou do nível dos formandos.

          E agora ?!? Qual será a próxima mentira que vocês vão inventar ?!?

        • Já desceu…

          E os seus “dados” maqueados não valem nada, servem apenas para enganar bestas, as univerdidades já andam com nível baixo e caindo ainda mais com as políticas condescendentes e paternalistas…

        • “Quando você diz: “….Fulaninho só tá ali porque é cotista….”
          É nessa hora que a máscara de vocês, racistas, caem…rsrsrs
          Eu dou risada da ignorância de vocês !”

          Tá aí o que já esperava que acontecesse. Se você é contra a cota racial você é racista. Daqui a pouco vão querer cotas para homossexuais. Daqui a pouco não, já estão querendo. Vejam o que disse o presidente do grupo gay da Bahia (GGB):

          “Todas as populações e grupos apartados historicamente deveriam ser beneficiados, como obesos, homossexuais, travestis (…) os mais feios, os negros deficientes físicos. Muitas afro-descendentes pardas, bonitas e ricas sofrem muito menos discriminação do que uma branca, pobre, gorda e lésbica”.

  • Cotas para negros, aulas para negros, trabalhos escolares para negros, provas escolares para negros, diploma de negro e trabalho de negro…

    Grande vantagem!

    • Verdade, Teste!Seria bom se eles também divulgassem o banco de dados das pesquisas. Desconfio desses resultados, ainda mais considerando que foram divulgados por grupos pró-cotas.

      O único relatório/estudo,além da Unicamp, q encontrei completo foi o da UFJF que demostrou diferença entre o desempenho dos cotistas e não cotistas.

      http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/…/anexo/Magrone.ppt

  • quinta-feira, 10 de maio de 2012
    VOCÊ É BRANCO? Que azar, hein? O negócio tá ficando preto…

    Se Vc fosse Afrodescendente, Indio ou Homosexual teria mais direitos…
    Ives Gandra da Silva Martins*

    Hoje, tenho eu a impressão de que o “cidadão comum e branco” é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se autodeclarem Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles!
    Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

    Os índios que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado.
    Menos de meio milhão de índios brasileiros – não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios,
    uruguaios, que pretendem ser beneficiados também – passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nessa exegese equ ivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.

    Aos “quilombolas”, que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada,também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

    Os homossexuais obtiveram do ex-Presidente Lula e da Presidente Dilma Roussef o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências (algo que um cidadão comum jamais conseguiria!)

    Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse “privilégio”, porque cumpre a lei.

    Desertores, assaltantes de bancos e assassinos que, no passado participaram da guerrilha,
    garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para “ressarcir” aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo ou se disseram perseguidos.

    E são tantas as discriminações, que é de perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

    Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.
    *Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
    Recebido por e-mail – Enviada em: quinta-feira, 10 de maio de 2012 12:39

    http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2012/05/voce-e-branco-que-azar-hein-o-negocio.html

    • É como eu já disse antes.

      Se digo que sou branco com ascendência europeia, sou “preconceituoso!”
      Se digo que sou heterossexual, sou “quadrado!”
      Casado, “antiquado!” ou até “louco!”
      Trabalhador e pagador de impostos, “otário!”
      Se falo corretamente o português, “pedante!”

      Percebo que estou fora do padrão. Então eu realmente faço parte de uma minoria. Acho que vou criar uma OnG para defender os meus direitos.

      • Pode contar comigo! Inclusive em outro post eu também propus a criação de uma.

      • Raphael,

        Falou tudo. Conta comigo nessa ONG!
        Esse negocio de cota , puro populismo e enrolacao.

  • Uma reflexão.

    No dia em que forem criadas cotas para homossexuais 100% dos candidatos sairão do armário mas 90% dos egressos após acordarem para Jesus se tornarão ex-gays.

  • Sociais NO MÁXIMO. Racial, JAMAIS.

    E social com parâmtros bem definidos. Não pode alguém que ficou em 1300º tirar vaga de quem ficou em 100º, só pq tem bônus ou percentual de vaga reservada. Deve haver razoabilidade em tudo.

    A vida de alguém não contemplado pelas regras das vagas sociais também está em jogo.

  • Aos ignorante racistas, assistam:

    https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Tnrh7KRMiU8

    Encerro a minha participação por aqui… estes comentários preconceituosos fazem mal para a minha inteligência….é tanta burrice junta que a gente acaba emburrecendo tambem…

    Vou ali conversar com PESSOAS inteligentes….ah…e não volto !!!

    • Racista pq discorda de vc?

    • Tão espertinho…

    • Pede pra cagar e sai!

    • Esse negócio de cota já começou errado.

      É só uma questão de tempo pra isso vai avacalhar de vez.

      Ninguém sabe responder quais serão os critérios usados. Nem o governo.

      Eu tenho três sobrinhos pardos e já disse a eles pra quando forem fazer vestibular tentarem entrar com as cotas que será bem mais fácil. As notas serão menores.

      Como ninguém sabe definir como vai ser isso, então o negócio é a pessoa tentar pra ver se consegue.

      Pra mim, vai ter mais branco e pardo se beneficiando dessas cotas do que negro. O tiro vai terminar saindo pela culatra devido a falta de condições do governo de estabelecer critérios objetivos.

      As universidades vão fazer o que? Colocar alguém na porta determinando quem é negro e quem não é? Em um país miscigenado como o Brasil é impossível fazer isso.

      Todo mundo vai se auto afirmar negro a partir de agora. É capaz de a próxima pesquisa do IBGE sair dizendo que 100% da população brasileira se afirmou negra.

      Na minha opinião, essas cotas não vão resolver o problema da educação e da discriminação. Só vão servir pra uns espertos entrarem na faculdade sem muito esforço. Além de não resolver, as cotas vão aprofundar ainda mais o problema racial no Brasil.

  • Duvido nada isso aí virar um novo apartheid

  • Sou a favor de todas as cotas: raciais, sociais, sexuais…tudo que desaloje essa elite sem-vergonha de alunos riquinhos que estudam de graça na faculdade de direito da UFPE, posam de socialistas de salão, tem uma intolerância de tacão e praticam um capitalismo de balcão, enquanto os pobres tem que ir para as privadas, pagando ou dependendo de financiamento do governo…

  • É a primeira vez que estou lendo e vendo o blog de cara nova. Parabéns. Tá bem mais dinâmico. Mas ao ler os comentários dos leitores, apenas para ficar num só assunto, sobre cotas, dá um embrulho no estômago. Que formadores de opinião a Universidade está formando? Evidentemente essa pergunta se faz premente, porque acredito que os leitores do blog ‘acerto de contas’ ou são universitários, ou já foram, ou têm alguma formação acadêmica. Bom, deixando de lado esses detalhes sui generis, vamos ao que interessa. Confesso que não li todos os comentários, porque eles são repetitivos na fórmula. Daqueles que embasaram suas teses através de ‘opiniões’ de revistas e jornais, parabéns, pois nos direciona de qual caminho está vindo a nova ‘inteligenzia’ contemporânea. Como diz o ditado: seria cômico se não fosse trágico. Ter como base conceitual a Veja e a Folha de São Paulo, bem como alguns dos blogs com links neste blog: (parafraseando o comercial do cartão de crédito) Não tem preço. É correr contra a maré. Infelizmente fica difícil o debate de um assunto delicado, sem que tenhamos consciência do contexto histórico mais abrangente que nos leva a falar sobre isso. Pierre Lucena é feliz na sua análise. Lamentável são que alguns de seus seguidores, ou leitores, como queiram, em um número bem expressivo, não comungam da sua opinião. Que não comunguem, tudo bem, é claro que não queremos que todos pensem iguais. Que pensem diferente, mas que tenham uma retórica convincente. Infelizmente isso não se ler nos comentários. Nem mesmo as exceções. Senão vejamos: os comentadores chamados Divanilson e Cil, tentam justificar a não concordância das cotas pelos seus próprios exemplos de vida, ou seja, um pobre e uma negra ‘conseguiram chegar lá pelos méritos próprios’. É a nossa educação que nos leva a pensar dessa forma. Em vez de usar suas experiências de vida em prol de que mais pobres e negros consigam ‘chegar lá’, eles simplesmente ‘enriquecem e embraquecem’ um discurso já consolidado pelo pensamento hegemônico dos nossos meios de comunicação. Que pena. Mas, sempre há uma luz no fim do túnel. De grão em grão, enche-se o papo. Por exemplo: abaixo disponibilizo o link de um artigo escrito por Ana Maria Gonçalves. Vale a pena ler simplesmente porque é uma aula para todos aqueles que são contra e a favor das cotas. Boa leitura: http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2012/05/05/a-midia-as-cotas-e-o-sempre-bom-e-necessario-exercicio-da-duvida-por-ana-maria-goncalves/

    • Como assim Bial? Acaso insinua que sou traidor das minhas origens? Nada disso complacente criatura!

      Enquanto eu estudava os coleguinas gazeavam as aulas para ir jogar futebol. Enquanto eu chagava em casa e ia fazer minhas lições os coleguinhas iam assistir tv ou para rua brincar. Enquanto eu fazia tudo para não acumular matéria os cologuinhas estudavam de véspera. Enquanto meus trabalhos escolares estavam prontos com antecedência os coleguinhas faziam em cima da hora. O resultado é que passei nos vestibulares da Escola Técnica Federal e UPE sem fazer cursinho.

      Por isso seu mal caracter não insinue que enriqueci e embranqueci como se cuspice no prato em que comi! Por causa de tipos como você o Brasil é um País travado cheio de gente querendo uma tetinha, tipo cotas para passar por cima de gente como eu e Cil que se esforçaram e se dedicaram.

      É cada criatura que a gente tem que aguentar!

  • Desculpe, Divanilson, por não lhe fazer entender em minhas palavras. Eu não disse que você traiu suas origens. Eu não disse que você enriqueceu e cuspiu no prato que comeu. Nada disso. Não leve para o lado pessoal e individual o que se deve ser analisado numa abrangência histórica nacional e coletiva.

    Eu apenas citei o seu exemplo e o de outra pessoa, porque são os principais que li, em minha opinião, que justificam a análise que Pierre Lucena escreve em seu artigo, compreende? O problema não é quem é pobre, negro, branco, rico, azul ou amarelo. O problema é o sistema. É o nosso sistema.

    O discurso de quem é contra as cotas apenas reafirmam (enriquecem) o discurso hegemônico de que não somos um país racista (o discurso hegemônico é aquele que é difundido pelos grandes meios de comunicação e por alguns formadores de opinião do nosso país).

    O discurso de quem é a favor das cotas apenas convida para o debate, para a reflexão, e estão incluídos aí alguns meios de comunicação e alguns intelectuais do nosso país.

    Por isso, meu caro, ler sua frase “Não admito em hipótese alguma cotas que sejam sociais, raciais ou de gênero” repercute na minha concepção de igualdade social, porque, como diz Ana Maria Gonçalves, no aritgo do qual postei o link no meu comentário anterior: “Cotas não seriam necessárias se não houvesse racismo”, só pra citar um dos pontos.

    O que Pierre Lucena escreveu não foi uma enquete para saber as opiniões dos seus interlocutores. Ele colocou um título no seu texto. E o título é uma pergunta, mas logo abaixo vem todo um pensamento reflexivo, que infelizmente não foi valorizado por alguns leitores.

    Mas tudo bem. Eu continuarei sendo a favor da igualdade entre os seres humanos. Igualdade de oportunidade, é bom frisar. Diferente de igualdade forjada pela meritocracia.

    Eu admiro pessoas como você que, em suas palavras, “se esforçaram e se dedicaram”. Eu acrescentaria mais: e tiveram “oportunidade”. Mas, infelizmente, meu caro, essa não é a regra, é a exceção.

    Só para terminar. Não, eu não sou ‘mal caracter’ (sic). Eu respeito a opinião das pessoas, mesmo não concordando, o que também não me dá o dever de aceitá-la, mas sim, o direito de refutá-la quando necessário, se achar cabível.

    Só lhe peço uma coisa, a você e a todos os que estão lendo: deem uma rápida lida no texto de Ana Maria Gonçalves. Não mudará sua opinião nem a de ninguém, mas servirá como reflexão daquilo que queremos para os nossos filhos e netos, um Brasil com menos injustiça.

    E não precisa responder este comentário. Pois este é o meu útlimo comentário. Muito obrigado pela atenção.

    • “Diferente de igualdade forjada pela meritocracia.”

      É um fanfarão mesmo, como se a meritocracia fosse um lugar-comum numa sociedade paternalista e condescendente como a brasileira… típica tentativa de inversão de valores esquerdopata…

      Krish

  • Demetrio Magnoli passa vergonha para responder, em inglês, porque é contra as cotas:

    http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2012/05/17/debate-na-al-jazeera-sobre-o-racismo-brasileiro-e-as-cotas-para-negros-na-universidade/#comments

    http://alexcastro.com.br/o-peso-da-historia-a-escravidao-e-as-cotas

    O Peso da História: A Escravidão e as Cotas

    A História ainda é uma bola de ferro que os descendentes dos escravos arrastam pelos tornozelos. Os efeitos nocivos da escravidão continuam afetando os bisnetos de suas vítimas diretas.

    Eu (n.1974) cursei o ensino fundamental no Colégio Santo Agostinho, o médio na Escola Americana do Rio de Janeiro e, depois, História no IFCS/UFRJ (’99) porque meu pai cresceu em Botafogo, fez o ensino médio no Colégio Andrews e se formou bacharel em Economia (’70) pela mesma UFRJ.

    Meu pai (n.1946) estudou na UFRJ porque meu avô estudou engenharia no Instituto Eletrotécnico de Itajubá, atual Universidade Federal de Itajubá (’38) e trabalhou durante muitos anos para a Chesf (Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco), inclusive nas obras do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso.

    Meu avô (n.1909) foi engenheiro porque meu bisavô (n.1876) saiu do Mato Grosso (onde seu pai, veterano do Paraguai, estava servindo desde a guerra) pra estudar no Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde foi comandante-aluno de 1897, depois formando-se engenheiro militar, participando do episódio dos 18 de Forte e reformando-se coronel.

    Em 1888, com 12 anos de idade, meu bisavô estudava na capital do Império, em um dos melhores colégios públicos do país, com bolsa integral, soldo e emprego garantido após a formatura.

    Se, ao invés disso, nesse mesmo ano, ele tivesse sido libertado (leia-se posto pra fora de casa) com a roupa do corpo, analfabeto e despreparado, sem conhecer pai e mãe, desprovido de qualquer poupança ou bens*, teriam seus descendentes estudado nas melhores escolas e universidades do país e feito parte da elite brasileira?

    Sem esse capital socio-econômico e cultural acumulado pelo meu bisavô em 1888 (para não irmos mais longe), onde teria ido parar a cadeia de acontecimentos que desembocou na minha vida? Estaria eu, nesse momento, sadio e medindo 1,80m, cursando um doutorado em Nova Orleans e escrevendo essas linhas? Dentre minhas realizações, quantas são exclusivamente por mérito meu e quantas são consequência direta da vida privilegiada que eu e meus antepassados levamos? Que tipo de dívida EU tenho com as pessoas que não tiveram tanta sorte? Será ético simplesmente dizer “sorte minha, azar deles, e foda-se, hoje já nivelou tudo e no vestibular todos têm chances iguais”?

    Dado que os efeitos nocivos da escravidão ainda se fazem sentir na pele dos descendentes das vítimas, não é tarde demais para serem indenizados pelo Estado.

    E as cotas são um bom começo.

    * * *

    *Riqueza [wealth] é um indicador mais importante de desigualdade racial do que renda pois, ao ser transmitida de uma geração a outra, acaba reproduzindo injustiças históricas ao longo do tempo. Por exemplo, nos Estados Unidos hoje, enquanto a renda dos negros é 75% da dos brancos, sua riqueza líquida é de somente 18%. (Telles, 116, Mills, 37-38)

    • Mais falácias querendo jogar a meritocracia no lixo…

      • Realmente tem TODO o “mérito”, uma adolescente de familia de classe média-alta, que tem o
        pai e mãe com ensino superior, que teve os avós como “tradição” política no interior do estado e
        que teve os bisavos GANHANDO, do estado brasileiro, terras, financiamento e escravos para
        desenvolver a terra.

        Do outro, a jovem negra, que acorda de madrugada, pega ônibus, trabalha durante 10 horas e vai
        a noite para uma escola estadual qualquer, que sofre com o desgaste do dia-a-dia, com as greves
        de professores, greve de onibus, com a separação dos pais. Que não conheceu os avós, pois os
        pais migraram para outro estado para tentar condições melhores de vida e que não ouviu de sua mãe,
        nenhuma história de sua bisavô, pois a mãe não queria passar para a filha, as sofridas histórias da
        sua avõ, filha de escravos…os mesmos que trabalharam de graça para a familia da jovem citada acima.

        Essa é a sua meritocracia, Krish…insistir em dizer que essas duas jovens devem concorrer em
        condiçoes iguais, quando a vida delas é tão desigual.

        As cotas não são para obtenção do diploma, imbecil !!!

        As cotas são apenas para o acesso aos ensino superior !!!

        Os fatos mostram (mesmo que voces racistas não queiram aceitar os numeros) que um jovem negro
        que obtem 5 ou 7 pontos, abaixo da nota de corte, não terá um desempenho inferior aos demais
        alunos.

        O fato do jovem negro ter obtido, por exemplo: 2 pontos a menos em Inglês, 3 pontos a menos em biologia e 1 ponto a menos em matemática, pontuação esta que o deixaria fora pela nota de corte, não tornarão este jovem improdutivo ou menos capaz de cursar a faculdade.

        Ao longo do curso ele se igualará aos demais e tirará de letra está diferença…assim como tem
        feito ao longo de toda a sua vida…Porém, agora, ele começará a sonhar com o lado de dentro do muro.

        Como diz o poeta: http://letras.terra.com.br/racionais-mcs/63447/

        …..

        Olha só aquele clube que dahora
        Olha aquela quadra, olha aquele campo…
        Olha, Olha quanta gente…
        Tem sorveteria cinema piscina quente!
        Olha quanto boy, olha quanta mina
        Tem corrida de kart dá pra ver.
        É igualzinho o que eu ví ontem na TV
        Olha só aquele clube que da hora,
        Olha o pretinho vendo tudo do lado de fora
        Nem se lembra do dinheiro que tem que levar
        Do seu pai bem louco gritando dentro do bar
        Nem se lembra de ontem, de hoje e o futuro
        Ele apenas sonha através do muro…

        • Ter mérito é não precisar de cotas…

  • O Governo precisa assumir (e não sumir) seu papel de promover uma educação de qualidade e igualitária; Sanar as deficiências do sistema de assistência médico-hospitalar; bloquear as ações bancárias que exploram juros e taxas indevidas sobre o trabalhador, etc. Há tanta coisa necessária a ser feita. Enfim, criar uma nação justa e igual para todos os brasileiros, mas, sem essa de política assistencialista. O povo precisa de dignidade e respeito, não de esmolas.

  • Certo que o Brasil deve muito ao seu povo pobre e negro, mas a política assistencialista não pode ser de caráter permanente, senão o país acomodará sua população no conformismo, na alienação e na inferioridade. Isso representa o domínio do Estado para com a maioria de eleitores que inconscientemente estarão perpetuando esse sistema. Se o governo quer mesmo se preocupar com a população sofredora, distribua cotas, bolsa família etc, mas, também mova ações radicais e acabe com a corrupção, o abandono das escolas e hospitais públicos. Invista nessa sociedade de uma forma eficaz e duradoura.

  • “Tratar os desiguais na medida de suas desigualdades”. (Randolfe Rodrigues):

    http://www.youtube.com/watch?v=RvFZCjSWTlM&feature=BFa&list=UUEOdo_6AyipmO7vSkW0RWug

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).