Fiasco olímpico não pode ser atribuído a falta de investimentos

ago 11, 2012 by     67 Comentários    Postado em: Esportes

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Ao fim de mais uma olimpíada com resultado pífio, não faltarão argumentos de que falta investimento em esporte no Brasil.

Mas será que isso é verdade?

Neste momento em que escrevo, o Brasil conquistou 3 medalhas de ouro (a terceira com o vôlei feminino), e ainda pode vencer no vôlei masculino.

Mas mesmo assim, estamos atrás da Jamaica, Bielorrússia, Irã, Cazaquistão e Coreia do Norte. E estamos empatados em número de medalhas de ouro com a Etiópia.

Pode-se falar em cada caso como uma exceção, mas a verdade é que o Brasil não pode ser levado a sério em nenhum esporte individual.

Quando ganhamos, muitas vezes não conhecemos nossos atletas, como os caso de Sarah Menezes e Arthur Zanetti.

Mas respondendo à pergunta, pode-se afirmar que não.

Apenas no ano passado, o gasto efetivo (orçado e executado) do Ministério dos Esportes foi de R$ 1 bilhão.

Quando olhamos para o COB, entre 2008 e 2012 recebeu, entre recursos do Governo (como loterias e isenção fiscal), mais de R$ 2 bilhões.

Com isso, podemos ver que não está faltando dinheiro nessa história.

Todo este fracasso é um misto de amadorismo, incompetência, ladroagem e falta de planejamento.

nuzman

Será que o Cazaquistão investiu isso no esporte? E o que dizer do Irã e da Bielorrussia?

À exceção dos esportes coletivos como futebol e vôlei, não somos bons em nada. O que temos são casos isolados de sucesso.

Não há política profissional em nenhum esporte individual.

Hoje ouvia uma entrevista de Joaquim Cruz, medalhista de ouro nos 800 metros, e um dos mais lúcidos e decentes atletas brasileiros, que dizia que tudo estava feito de maneira equivocada.

Todo o erro começava da falta de jogos escolares e universitários, que seriam a forma correta de captação de talentos. Não se pode descobrir alguém do nada. Segundo ele, será inevitável o fiasco no Rio de Janeiro em 2016, já que não há tempo para descobrir novos atletas.

Completando o que fala Joaquim Cruz, pode-se ver que a aplicação de recursos em determinadas áreas seria muito mais eficaz, como faz a Jamaica.

Se observarmos o Irã e Coreia do Norte, percebemos que suas medalhas saem de poucos esportes. No caso do Irã da luta greco-romana e da Coreia do Norte do levantamento de peso.

Há alguns anos a Jamaica também vivia de casos isolados.

Com a ascensão do velocista Asafa Powell em campeonatos mundiais junior, aproveitou e colocou toda a sua disponibilidade de recursos (pouca) nos velocistas. Formou um grande centro de treinamento e popularizou o esporte no país.

O resultado está no excepcional time de velocistas.

Para se ter uma ideia do que estou falando, na seletiva jamaicana dos 100 metros, o velocista Nesta Carter ficou de fora (pelo limite de atletas de cada país). Ele já fez o tempo de 9,78 nos 100 metros. Classificaram-se Asafa Powell (que acabou se lesionando), Usain Bolt e Yohan Blake.

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Nosso Ministro do Esporte

Já no Brasil, a estratégia é distribuir a dinheirama entre federações, muitas delas cartoriais, levando o país a este resultado ridículo.

Podemos colocar como exceção o judô, e mesmo assim, ainda passou por problemas judiciais graves no passado. Sempre pesca medalhas em olimpíadas, e poderia ser colocado como prioridade. Aliás, a medalhista Sarah Menezes é um dos únicos casos de investimento público bem feito, já que participa do Programa Bolsa Atleta.

Fiz um breve relato, mas o buraco é muito mais embaixo.

Basta olhar para o COB, cujo presidente está aí desde sempre, tratando nosso esporte como um feudo. E todo mundo deixa.

Isso sem falar no Ministério dos Esportes, cuja administração está a cargo do PCdoB há 10 anos.

Para a alegria de alguns poucos.

Aliás, o Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, foi o responsável pela maior bola fora do ano, ao criticar a escolha de Marina Silva para a homenagem na abertura dos Jogos.

Será que 10 anos e bilhões de reais não são suficientes para mudar este quadro?

67 Comentários + Add Comentário

  • Fiasco só se for na casa do escritor do artigo… essa é a olimpíadas que o Brasil ganhou mais medalhas na história, aqui não é EUA !!

    • 1 – De onde você tirou que foi a melhor? Em Atenas ganhamos 5. http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil_nos_Jogos_Ol%C3%ADmpicos
      2 – Estamos atrás do Cazaquistão, Irã, Coreia do Norte, Hungria e por aí vai. Isso sem falar na Jamaica.
      http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/medalhas.html

      Fiasco total

      • Quantidade absolutas de medalhas, amanhã teremos 16 medalhas !!!

        • Realmente.. 16 né.. pode incluir nas 16 a medalha de Adriana do boxe que a Federação de Boxe sequer pagou a passagem dela de Salvador para SP em meio a toda essa dinheirama.

      • O problema é a síndrome de melhor do mundo do Brasileiro !!

        E essa comparação de que o Brasil está atrás do Cazaquistão é idiota… se for por isso estamos na frente do Canada, Finlândia, Suiça, Noruega, Suécia.

        Tas falando besteira, esse desempenho para os padrões do Brasil está ótimo !

        • Só se for para você! O Brasil como uma das maiores potencias econômicas do mundo e por ter uma diversidade étnica que favorece ter atletas para varias modalidades diferente, assim como acontece com os EUA, permitindo disputar uma grande variedade de modalidades deveria estar muito melhor colocado!

          Esporte, também é educação! E deveria ser incentivado com uma forma de educar milhares de jovens carentes, a medida em que você tira vários atletas de situações de risco e dá a oportunidade de viver do esporte, vai incentivar vários jovens a não cair na marginalidade! Além de uma questão de saúde pública!

          Não dá para aceitar um desempenho tão ruim, com tanto dinheiro! Mas que a corrupção e má gestão corroem tudo!

          Oscar Schimidt para ministro dos esportes!

        • Não esqueça que o forte de Canada, Finlândia, Suiça, Noruega, Suécia não conhecem muito verão.
          Eles são fortes nas Olimpíadas de Inverno.

      • Foi sim a maior quantidade de medalhas da história. Não de ouros, de medalhas no geral.

      • Fazer comparação com a Bielorussia e Cazaquistão e Hungria que foram paises participantes da União Sovietica que na época era a maior força esportiva do mundo.

        O post, mostra como temos no Brasil pessoas que vivem de plantão para denegrir a imagem do pais.

        Posso está errado, mas ouvi na Record que esta foi uma das melhores participações do Brasil em Olimpíadas.

        Não gosto de americanos, mas eles são patriotas. Nunca que seria publicada uma matéria como esta em seu pais.
        Ocorre que no Brasil, se passou a usar tudo de forma ideológica. Isto vem se acentuando, com o crescimento dos partidos sócias.

        • “Não gosto de americanos, mas eles são patriotas. Nunca que seria publicada uma matéria como esta em seu pais.”

          Mostra como você conhece pouco da cultura americana.

        • Luiz, a Hungria nunca fez parte da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

    • Meu caro Marcelo,

      você deveria saber o que é análise de custo-benefício. Pela dinheirama injetada nos esportes, qual o resultado amigo? Parabéns ao escriba do blog pela excelente análise.

  • A resposta é não!

  • Marcelo, vc é um FANFARRAO!

  • A MÁFIA DAS ONGS DO PC DO B PODE EXPLICAR (EM PARTE) O FIASCO? O DINHEIRO INVESTIDO CHEGOU AO SEU DESTINO?

  • a máfia das ongs do pc do b pode explicar (em parte) o fiasco? o dinheiro investido chegou ao seu destino?

  • FIASCO?

    Estamos na frente de muitos paises de primeirissimo mundo como, Dinamarca, Noruega, Canadá, Suecia, Suíça, Belgica.

    • Cazaquistão, Cuba, Coreia do Norte, Irã e Jamaica têm, todos, menos medalhas do que nós. A diferença é que conseguem mais ouros focando em esportes específicos.

  • E isso sem falar que os esportes que não são futebol praticamente não existem no Brasil e não recebem quase nenhum investimento (poucas exceções), ainda assim arrebatam algumas medalhas de ouro. E o futebol, que leva o grosso do investimento, em que são investidos talvez bilhões em patrocínio e publicidade, que é o esporte milionário (ou bilionário) do Brasil, não é capaz de conseguir um ouro em cima do México. Muita propaganda e pouco futebol.

    Nem quero ver a copa de 2014 nem as olimpíadas do Rio em 2016… fiasco total!

  • É um processo lento e estamos longe do ideal. Mas considerando que ganhamos duas medalhas em 1972, três em 1992 e dezesseis em 2012, a melhoria é inegável. As Olimpíadas no RJ são a chance de dar um salto qualitativo.

  • Você demonstrou que AINDA HÁ FALTA DE INVESTIMENTO.

    Quanto chegou aos atletas de verdade e a programas?

    Você só mostrou mais um caso de dinheiro público que se perde no caminho.

    O que é uma lástima, sem dúvida.

    E outra, o esporte é importante independente de medalhas.

    • Além do mais, investir 1 ano o que outros países investem há décadas e achar que isso tá bom é uma piada…

  • Mais do mesmo.

    Não houve nenhuma surpresa.

    Do ponto de vista do atleta, sim, continuamos sem investimento já que a grana não chega no destino final.

    Ser potência olímpica é fetiche de subdesenvolvido. A galera passa quatro anos sem saber que existe judô, ciclismo, canoagem, etc. Aí, com as nádegas obesas no sofá, vem com essa de cobrar resultado.

    Quem consome esporte olímpico? No Brasil vale a monocultura do futebol.

    O modelo clube é árido. O modelo escolar pode gerar ótimas consequências do ponto de vista social, mas daí a exigir resultados olímpicos vai uma distância. Coisa de superpotência expansionista.

    O esporte engrandece, agrega valores, distensiona um ambiente social desigual, retira da marginalidade, ajuda o indivíduo a se descobrir, se conhecer, se autoeducar.

    Noruega (dois ouros), Austrália (sete ouros), Holanda (seis ouros), Canadá (um ouro), Irlanda (um ouro), para ficar em alguns dos países com melhor IDH, não são necessariamente grandes campeões olímpicos.

    Vencer competições esportivas não deveria ser prioridade para um país em que ainda se morre de fome e forma analfabetos funcionais.

    O esporte é instrumento para desenvolver uma sociedade e não o inverso.

    • Grande exposição de argumentos. Realmente, há coisas muito mais importantes a resolver no Brasil do que resultado olímpico. A começar pela educação e saúde.

      • Na verdade, o esporte pode ser um grande instrumento para colocar saúde e educação em outro patamar. É uma questão de perspectiva.

    • “Vencer competições esportivas não deveria ser prioridade para um país em que ainda se morre de fome e forma analfabetos funcionais.”

      Muito bom! Concordo plenamente!

  • Voltando para o nosso Estado, desde que me conheço por gente a Pista do Santos Dumont nunca foi que se prestasse. Quem a utiliza pena e sofre, sem falar que o apoio é zero.

    • Colégio Santos Dumont…

  • O melhor retrato do esporte brasileiro já feito. Em 1996 Brasil e Reino Unido conquistaram 3 ouros cada um. Hoje, mesmo com um investimento inferior, mas bem aplicado eles estão próximos dos 30 ouros, enquanto o Brasil segue nas mesmas 3.

    O grande problema é que a maior fatia desse dinheiro vai parar nas mãos erradas, normalmente de dirigentes como Nuzman, que comanda um sistema literalmente feudal. Quantos aqui sabem que Nuzman é proprietário de uma agência de viagens? Agência responsável por levar boa parte dos atletas pra competir fora do Brasil.

    A corrupção está presente em todas as esferas do esporte brasileiro, do ministério dos esportes às menores associações esportivas brasileiras. O que dizer então das obras da Copa? Bilhões investidos em estádios enquanto os hospitais apodrecem, seja pela mesma corrupção, seja pela falta de investimentos.

    Tudo isso me deixa muito triste.

    • Eder, saúde não é prioridade para o brasileiro. Brasileiro acha que cuidar da saúde é frequentar serviços de emergência quando resfria ou tem uma caganeira. Brasileiro diz que saúde não tem preço mas reclama na hora de comprar um paracetamol embora não reclame da fatura do Ipad, do carro, da cachaça e etc.
      Educação ? Se valorizasse não iria a escola dar escândalo quando o filho levasse bomba. Resolveria em casa com o moleque.

  • Educação e esportes andam juntinhos…

  • EUA- 1 medalha para cada 3.030.000 hab.
    Brasil – 1 medalha para cada 13 milhões e 200 mil hab.
    Bélgica- 1 medalha para cada 3 milhões e 600 mil hab.
    Jamaica- 1 medalha para cada 233000 hab
    Noruega- 1 medalha para cada 1 milhão e 250 mil hab.
    China- 1 medalha para cada 15 milhões de hab.
    Canadá- 1 medalha para cada 1 milhão e 800 mil hab.

    • Detalhe:

      Canadá e Noruega são potências nas olimpíadas de inverno. Nas de verão eles são mais fraquinhos mesmo…

  • Ou seja, por esse critério de Alexsandro, estamos quase iguais à China.

    Somos o décimo sexto em número total de medalhas e o vigésimo primeiro em ouros. Não é ruim não, embora pudesse ser bem melhor. Somos o terceiro melhor das Américas e se o vôlei masculino ganhar provavelmente passaremos Cuba.

    Na América do Sul ninguém chega nem perto do Brasil. Estamos no mesmo nível da Espanha. Não me parece que haja “fiasco”.

    É a velha história do copo meio cheio, meio vazio.

    • É a síndrome do melhor do mundo, o Brasileiro tem que ser o melhor em tudo.
      Levando em conta o histórico do Brasil nos jogos tivemos um excelente resultado, o povo acha que olimpíadas é pan-americano !

  • Quem está de parabéns é o Estados Unidos da América!
    Até agora os EUA conseguiu 44 medalhas de ouro, 29 medalhas de prata e 29 medalhas de bronze.
    Os EUA já ganhou as Olímpiadas de Londres antecipadamente!
    Olhando o esporte como uma atividade econômica, nós podemos ver claramente que o modelo capitalista liberal dos EUA é SUPERIOR!!!
    Um detalhe: Os EUA alcançou esse enorme sucesso sem nenhuma violaçÃo dos Direitos Humanos. Bem diferente das ditaduras comunistas de Cuba e China!!!

    • Sem mais!

    • Fode sim, Tio sam!

    • Cristiano, e quem disse que China viola direitos humanos. Lá, os pais de potenciais atletas fazem uma concessão do filho ao estado. Tudo em nome do “povo”!!!

  • Tem Yane Marques, superando tudo, todos a as adversidades, neste instante no Pentatlo, ao vivo no SportTV.

  • Só queria ver se esse pessoal que está elogiando a participação do Brasil estaria dizendo o mesmo se o governo federal não estivesse há 10 anos nas mãos do PT. Partidarismo fanático é foda.

    • Seu comentário não tem nada a ver comigo. Não tenho nada a ver com partido nenhum e sei que o maior “salto” que demos em medalhas foi entre 1992 e 1996.

      Era só o vôlei não ter amarelado desse jeito (e eles recebem muuuuito investimento) que estaríamos agora em décimo sétimo no quadro de ouros.

  • O colégio onde estudei não tinha time de basquete, volei, futebol, não tinha espaço para se fazer Judô, atletismo e ginástica. Durante todo o tempo que estudei não escutei falar de nenhum tornei estudantil e nem recebi incentivo para praticar esporte ou arte. O grande gargalo vem da educação. Não temos educação esportiva ou artistica, temos educação mercadológica.

    Não adiante procurar atletas para o futuro que não queiram ser atletas no futuro.

  • Um dos maiores problemas do esporte no Brasil é primeiro a monocultura do futebol, vemos futebol o ano inteiro, nos Estados Unidos acaba o campeonato de Futebol Americano, ai vem o Basquete, acaba o campeonato de Basquete, entra o Beisebol e assim por diante, aqui é só futebol com alguns raros jogos de outros esporte e quando se é televisionado é a seleção Brasileira ou final de algum campeonato. Outro problema falta de estrutura geral, e quando temos algumas coisa é no Rio de Janeiro e São Paulo o resto dos Estados não tem praticamente nada, na Austrália eles construiram centro esportivo de ponta em cada região Australiana antes do jogos Olímpicos de 2000 e não apenas em Sydney, para que se fortalecesse o esporte no país, deveriamos ter feito o mesmo aqui e não fizemos, apenas o Rio de Janeiro recebera investimento, o resto do país continua sem nada com exceção dos estádios para Copa do Mundo, mas para os outros esportes nada, o governo se resumiu a um bolsa atleta e pronto achou que fez muito, que nem o bolsa família, onde o governo não cria condições para se sair da dependência. E o pior é que tem gente que ainda acha que o governo esta fazendo muito pelo esporte porque esta construindo estadio para Copa do Mundo, mesmo que seja um elefante branco ou que enriqueça construturas e políticos.

  • Temos que lembrar que uma Olimpíada é o maior evento esportivo que existe. Quem vai pra lá, vai por que alguém achou que ele é o melhor, ou está entre os melhores, já que nas Olimpíadas só compete a elite das modalidades, o fino do fino, a cereja do bolo do esporte. Do ponto de vista individual do atleta, estar ali, definitivamente, já é a vitória. Não é para qualquer um.

    Quantos atletas no mundo não conseguem sequer participar de campeonatos nacionais em seus respectivos países?

    Imagina o que é para um nadador competir na mesma piscina com o melhor nadador (e atleta) da história, Michael Phelps?

    Imagina o que é para um velocista correr na mesma pista com ninguém menos que Usain Bolt?

    Imagina o que é para uma saltadora de vara poder competir de “igual para igual” com a maior saltadora da história, Yelena Isinbayeva?

    Se pensarmos bem, o fato de se estar nas Oimpíadas já é, por si só, um grande feito. Não podemos subestimar isso.

    Quantos comentaristas aqui já tiveram, pelo menos, a oportunidade de concorrer com os melhores da sua área profissional numa disputa de elite de nível internacional? Quantos, ao menos, tiveram a chance de participar?

    Além do mais, também não podemos comparar a situação do Brasil com a dos Estados Unidos. Não dá pra comparar um atleta que viveu a pão e água no Brasil com um atleta que teve tudo financiado nos EUA, país onde praticamente se respira esporte. Tudo de melhor que existe na área esportiva está lá.

    PS: Não estou querendo de jeito algum partidarizar a questão. Na minha opinião, o mérito dos atletas brasileiros é TODO deles e não de partidos políticos ou do governo que pouco ajudam ou incentivam esses atletas, só querem posar na foto com os atletas. Os políticos brasileiros não passam de aproveitadores, parasitas, oportunistas e papagaios de pirata.

  • Infelizmente, no país da malandragem, ainda se pensa que o bundalelê leva à vitória. O que faz vencedores são a perseverança, a dedicação e o esforço.
    Não passamos de pobres jecas, e continuaremos assim por muitos e muitos anos.

  • O post está muito bom, parabéns. Mas ainda há alguns aspectos que podem ser muito explorados. Fora a questão que já foi ressaltada, que o brasileiro só olha para os outros esportes em época de olimpíadas, na minha opinião uma hipocrisia tremenda, há a total falta de interesse político para os esportes.
    Um simples exemplo é comparando o basquete x futebol:
    Futebol é o esporte mais popular na república das bananas do Brasil não porque nós brasileiros nascemos para o esporte com nossa ginga e espírito quente, mas porque é um esporte muito barato de ser praticado, uma bola dente-de-leite e quatro tijolos já fazem a alegria da molecada, e com isso, ratifica-se a “paixão” pelo esporte aqui.
    Já o basquete é um esporte que requer uma quadra em condições mínimas e duas tabelas, então já dependente de um investimento público também mínimo. Nos EUA, nas cidades médias/grandes há quadras em praticamente todas as escolas, universidades e em vários parques espalhados pelas áreas urbanas. E como esporte é uma questão de estatística, quanto mais praticantes, maior a chance de destacarem-se bons profissionais, como é o caso da NBA com o melhores jogadores do mundo. E fora isso há a liga universitária de basquete, que possui uma grande visibilidade nas terras do tio sam.

    Dessa forma, com os pés no chão, qualquer resultado que o Brasil tenha nas olimpíadas deve ser acolhido, pelos atletas, que com certeza lutaram, além dos normais adversários, também contra nossas péssimas federações, prefeituras municipais, estaduais e o governo federal para adquirir um lugar entre os melhores do mundo!

    Mesmo em época de olimpíadas, já que brasileiro é imediatista, nenhum, absolutamente nenhum dos candidatos a vereador ou prefeito desta cidade comentou quaisquer ações para melhorar o acesso a esportes no Recife por exemplo, e o povo, que reclama de quem ganha prata, bronze ou fica no caminho, também não cobra, achando que todos os atletas da delegação tem a obrigação de ganhar o ouro, sempre!

  • O Brasil é um fiasco olímpico, isso é fato.

    • O brasil é um fiasco em qualquer coisa.

  • O volei levou um fumo no masculino da Russia.

    Vamos ver se Bernardinho baixa a bola e deixa de ser boçal, agora que está com o c* cheio de dinheiro.

  • Deixamos de lado o complexo de vira-latas. Agora somos poodles com complexo de pitbulls.

  • Pernambucana arretada da gota !!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Valeu Yane. Emociona, principalmente sabendo de onde ela é (Afogados da Ingazeira) e de seu esforço.

  • Escrevi o seguinte no meu fcbk:

    Existem vários ângulos pra analisar nosso resultado nessas Olimpíadas. Terminamos com 17 medalhas e apenas treze países estão à nossa frente neste quesito. Porém, como a maioria foi de bronze (10), vamos terminar ali pela vigésima-primeira colocação entre 208 participantes. Se não fosse pelo fracasso do vôlei masculino e do futebol nas finais, terminaríamos na décima-quinta colocação geral. Por outro lado, temos população enorme e somos a sexta economia do mundo, ou seja, poderíamos fazer bem melhor. De qualquer forma, batemos nosso recorde em número de pódios….mas Phelps e Bolt têm mais ouros do que nós. A participação brasileira não foi excelente, nem um fracasso: é um copo meio cheio, meio vazio.

  • As visíveis caras de pau de Nuzman e Amaro Lins deixaram a página inicial do blog hilária. Deu vontade de rachar o bico com as expressões faciais que por si já descrevem os fatos.

    Cômico se não fosse trágico…

  • Toda Capital deveria ter um centro de excelência em alguma modalidade esportiva.

  • Pierre,

    seu comentário: “o Brasil não pode ser levado a sério em nenhum esporte individual” foi um deslize extremamente infeliz e viesado. Em nome da verdade e honestidade intelectual há que se desculpar! Creio que você apesar de excelente professor, pesquisador e colunista apenas não tenha um currículo esportivo que o qualifique a emitir esse tipo de comentário com propriedade. Sou atualmente professor universitário federal e ex-nadador. Não sou medalhista brasileiro mas já treinei ao lado de alguns dos grandes nomes desse esporte por anos. Por isso creio que posso assegurar-lhe com conhecimento de causa que nosso país tem sim muitos atletas sérios e uma equipe muito competitiva neste particular. Infelizmente, e apenas nisso posso concordar contigo: o dinheiro investido no esporte em geral vaza para muitas outras áreas, e a natação (e seus enormes benefícios) ainda são por isso pouco difundidos perante a população brasileira.

    Em tempo, a política (esportiva) deve começar a ser implementada pelo nível municipal, com uma visão de educação fundamental e de base. Nesse aspecto fico bastante feliz em ver que por aqui a prefeitura tem feito trabalho de 1o mundo na natação e ginástica. Veremos os frutos em 2016 !

    Abraços

    • Atum
      Uma coisa é termos atletas aue podem ser levados a serio, mas não temos nenhuma competitividade enquanto grupo em nenhum esporte individual.
      Me fale um esporte individual onde somos reconhecidos como potência.

      • Pierre,
        entre 2008 e 2012 César Cielo foi o principal nome da natação mundial nos 50 e 100 livres.

        • Pierre,

          Em tempos de Phelps é difícil mesmo competir. Contudo, o Dirceu já lhe respondeu com um nome (também poderia ter dito: Prado, Borges, Scherer, etc). Eu lhe aponto outro ponto: mostre-me um país onde a natação é tão pouco difundida como o Brasil que tenha resultados mais expressivos. Este é apenas um contra-argumento, você pode generalizá-lo para qualquer esporte individual que quiser.

          O ponto todo meu amigo é que seu raciocínio (“se investe muito em esporte”) é uma falácia pois considera uma quantidade absoluta, mas não per capita e per esporto. Investir muito é investir o suficiente em Educação (nesse caso física) e um pouco mais, correto? Mas como sustentar essa ideia se a própria disciplina (que dirá da infra-estrutura) foi suprimida de nossos currículos escolares?

          Abraços

  • Concordo em partes com o Blogueiro.

    Porém, não da para ser colocado apenas como FIASCO é um exagero. Em números absolutos tivemos nossa melhor participação, e se fosse levado em consideração que alguns favoritos nosso não conseguiram o esperado (Cielo, Futebol e Volei masculino) acaba refletindo na classificação.

    O Brasil por todo poderio econômico DEVERIA ter uma classificação melhor? sim. Isso é fato. Mas, não da para ser alarmista por essa posição atual. Ficar atrás do Cazaquistão, Jamaica, Coréia do Norte são casos PONTUAIS. Por exemplo, TODAS as medalhas de ouro da Jamaica tiveram a participação do Bolt, que é um fenômeno… é algo isolado. O programa olímpico da Jamaica não é melhor que o nosso por isso, o mesmo vale para o Cazaquistão, que, praticamente TODAS as medalhas (de ouro) foram no levantamento de peso. Ou seja, eles se resumem a UM esporte, praticamente. E o fato deles estarem na nossa frente é que tiveram a “sorte” de conseguir mais ouros. E esse é outro ponto. Por favor, nobre blogueiro, não leve em consideração quadro de medalhas como algo muito importante, porque, ele tem como critério medalhas de ouro, ou seja, é de certo modo o “imponderável”… por exemplo, Michael Phelps (e apenas ele) ficaria na frente do Brasil no quadro de medalhas (seria o 13° se não me engano). Ou seja, Michael Phelps é melhor que nosso “programa” olímpico? E se, por “sorte” Michael Phelps fosse brasileiro, nós deixaríamos de ser um “fiasco” devido a UM caso isolado.

    Outro exemplos de como avaliação por quadro de medalha é falho:

    CANADÁ: conseguiu 18 (DEZOITO) medalhas, sendo que apenas UMA de ouro. E terminou em 36°.

    em compensação a SUIÇA conseguiu 4 (QUATRO) medalhas apenas, E ficou à frente do Canadá…

    É justo, essa posição quer dizer alguma coisa?

    Outro exemplo… o JAPÃO (uma potência olímpica) terminou em 11° COM 38 (TRINTA E OITO) medalhas… porém, a HUNGRIA foi 9° colocada com 17 (DEZESSETE) e com UM ouro a mais… é justo?

    O Quênia conquistou 11 (ONZE) medalhas, ficando a frente da Noruega que conquistou apenas 4 (QUATRO)…

    Enfim, como disse, pelo investimento e poderio do país, sim, poderíamos (deveríamos) ser melhores, mas, dizer que é fiasco analisando apenas friamente os números de quadro de medalhas, é errado.

    Ps. sobre esporte individual o Brasil é uma POTÊNCIA no Judo (2° maior medalhista) merece uma errata aí…

  • Arretada a festa de encerramento de Londres 2012. Queen, The Who, David Bowie, Noel Galagher, etc …

    E o que esperar do Rio 2016 ? Michel Teló, Gaby Amarantos ?

    • Pense direitinho na besteira que você disse.

      Até parece que a música brasileira se resume a essas coisas…..Na cerimônia de encerramento estavam Marisa Monte, Seu Jorge, samba, maracatu, caboclos de lança, referência a Chico Science. Temos tamanha diversidade cultural e musical que a festa tem tudo pra ser linda.

  • Não é que essa grana toda seja roubada, o problema é que eles nos últimos anos estão investindo pesado em dar estrutura aos atletas ou equipes já consagrados e ”favoritos” a medalhas… Mas olimpíadas é auge é juventude o cara chega um ano arrebentando leva ouro não quer dizer que ele vá repetir isso daqui a quatro anos… O Brasil devia focar essa grana pesada na estrutura de base pra revelação de atletas. Como vocês sabem o Brasil é uma potencia em lutas, a popularização mundial do UFC, MMA que começaram do vale tudo criado no Brasil, assim como o jiu-jitsu que tem como protagonista lutadores brasileiros prova isso. Nas academias Brasil a fora o jiu-jitsu e o muay-thay são muito praticados, da pra direcionar a molecada dessas lutas para o judô e boxe que são modalidades irmãs desses esportes, e que dão muitas medalhas, além do taekwondo que poderíamos direcionar os milhões de karatecas. Se focarmos em lutas, natação, ginástica e atletismo que já temos boa base ficaríamos entre os 6 primeiros tranqüilamente.

  • caramba, pelo q li neste blog e em outros, é impressionante, tem gente q acha normal o brasil ganhar essa quantidade de medalhas mesmo com tanto dinheiro público, parece q corrupção ja virou normal neste país, a população é totalmente alienada. Na educação e na Sa´de tb é assim , ja faz tempo q não falta dinheiro neste país, o problema é a quantidade de intermediarios Governo passa pro COI q passa pra confederação que passa pra federação e ai chega um pouquinho pro atleta. A comparação com paises pequenos é muito feliz, mostram q com bem menos dinheiro e com mais inteligencia do q o NUZMAN, ate pq pra este o que realmente o faria feliz seria ter a quant. de medalhas destes paises, ta pouco se lixando pra melhoria da educação com a utilização do esporte para a população.ACORDA BRASIL.

  • Gente, sou ex-atleta de basquete e handebol, e devo dizer que nunca vi tanta gente sem conhecimento NENHUM do que é esporte olímpico no Brasil discorrendo com “propriedade” sobre o assunto. NENHUM dos senhores, aposto, teve que pagar do próprio bolso pra simplesmente competir num campeonato estadual de basquete, pois o clube não tinha estrutura. Pagar do próprio bolso para defender o CEFET em que estudei nos campeonatos pelo Brasil. Então, por favor, não venham falar do que nunca viveram.

    A Coréia do Sul, um país MINÚSCULO E COM UMA POPULAÇÃO 4 VEZES MENOR DO QUE A NOSSA, conquistou 28 medalhas, sendo 13 de ouro. A Coréia, que 20 anos atrás era um “país do futuro”, título que o Brasil ostenta ad aeternum. Então não venham com essa conversa medíocre de “fomos melhores que o Canadá”, um país com economia tão fraca que paga para os estrangeiros se estabelecerem por lá e com uma população muito menor do que a nossa. Um país da dimensão do Brasil, econômica, geográfica e socialmente, tem como obrigação um alto desempenho. A Grã-Bretanha, uma ilha que cabe dentro de Minas Gerais, ESCULACHOU o Brasil. o Brasil é sim, mal administrado e deliberadamente freado por quem governa. Porque todos nós somos máu-carater. É da nossa essência. A Coréia teve um crescimento absurdo, econômico e social nos últimos anos, porque tiveram a coisa que o brasileiro tem até alergia : vergonha na cara. Então vamos ser humildes e ver que o Brasil é o país com maior potencial inexplorado do mundo, em todas as áreas, mas praticamente nenhum dirigente brasileiro, seja de qual área for, sabe o que está fazendo. Então, por favor, pensem em quem tirou do próprio bolso a vida inteira, nem pra ser um grande campeão, só pra ter o prazer de ter praticado esporte competitivo um dia.

  • Discordo profundamente com relação ao Brasil intensificar somente algumas modalidades e nela investir para ter resultados. Poderíamos ser fortes em hipismo, esgrima ou vela? Isso são esportes populares? Em nada representa ou significa o brasileiro praticando esporte. O poder das federações deve ser quebrado, ganha milhões em dinheiro público e não investem nos esportes. Box e as argolas revelaram medalhistas que ninguém do grande público brasileiro sabia que existia, assim como 90% dos atletas nas olimpíadas. Deve haver uma mudança neste quadro, investimento (e aí concordo) em olimpíadas escolares e universitárias, mas acima de tudo, que os recursos públicos cheguem nas pequenas academias, com a dos irmãos boxeadores que treinavam socando um pé de bananeira. Escola normal não é lugar de criar atletas, educação física nas escolas tem outro sentido.

  • Quem lê essa matéria acha mesmo que é só por causa da ladroagem que nossos atletas não conquistam medalhas. Eles não falam nem podem falar, eles correm atrás desse “dinheirinho”, eles lutam para conseguir e, lutam de fato para tê-lo. Como assim, lutam, se o governo dá o dinheiro? O governo apenas disponibiliza e o atleta tem que ir atrás e, caso não tenha conquistado medalhas não consegue. Para piorar, mesmo os que conseguem esse dinhieirnho, é uma “merreca”. É uma vã esperança a nossa, essa que temos de ver nossos atletas conquistarem medalhas e mais medalhas se o governo só quer tirar fotos com vencedores e não investe para que haja vencedores. Estamos caminhando cada vez mais para resultados mais pífios em Olimpíadas. O BRASIL É UMA MERDA EM TERMOS DE INVESTIMENTO EM SEUS ATLETAS!!!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).