Futebol em Pernambuco, mais razão que emoção

jan 30, 2011 by     65 Comentários    Postado em: Esportes

Tive a honra e o prazer de ser colega de turma de Bruno Abreu. Formado jornalista, concursado diplomata, Bruno é um consumidor voraz de informação e um ótimo agregador de ideias. A partir de um comentário meu no Twitter, ele desenvolveu o texto abaixo, que achei oportuno compartilhar com tdo@s aqui.

Meu amigo Marco Bahé, do blog Acerto de Contas, postou em seus Twitter e Facebook, que, segundo uma pesquisa do Instituto Maurício de Nassau, apenas 4,7% dos pernambucanos torcem para times de outros estados. A isso acrescentou a harshtag #orgulho. Em resposta, uma pessoa que conheço respondeu que a torcer por Sport e Santa Cruz preferiria os times de outros estados. Já discordei, mas ainda em tom meio de chacota, mesmo que para mim esse assunto seja sério, muito sério. Meu primo, João Paulo, resolveu entrar na discussão com o seguinte comentário:

“Joao Paulo Pereira Nacle: É isso o que acontece quando a emoção sobrepõe a razão. Dois times na segunda e um na quarta divisão. Realmente é para se ficar orgulhoso.

about an hour ago · “

João, paulista e corintiano, quis ser irônico, claro. Não percebeu que, para nós pernambucanos, o fato que mencionou: Náutico e Sport na segunda divisão do campeonato brasileiro e o Santinha na quarta são consequência de uma deliberada política esportiva e torna ainda mais motivo de orgulho o fato da enorme maioria dos pernambucanos apenas torcerem pelos times do estado.

As organizações que dirigem o futebol brasileiro, CBF, clube dos treze e, indireta mas poderosamente, a Rede Globo de Televisão têm como objetivo aberto, declarado, concentrá-lo entre 10, 15 clubes do Rio, São Paulo, com sobras para Minas e Rio Grande do Sul. Acham que esse é o único caminho financeiramente possível para o esporte. Tem seus argumentos e montaram toda a estrutura de financiamento dos campeonatos brasileiros foi montada para isso. Qualquer movimento que vá em outra direção é implacavelmente combatido. O esforço deles para o desmonte da Copa do Nordeste há alguns anos e o pay-per-view que exclui os campeonatos estaduais senão os daqueles 4 estados são exemplos desse combate férreo.

Acompanhei o esforço da Liga do Nordeste e a ameaça de exclusão pela CBF dos demais campeonatos dos times que ousassem participar da edição de 2004. De nada adiantou as falações de Luciano Bivar e outros dirigentes para levar o campeonato adiante. Sem a televisão para transmiti-lo, ele foi cancelado, a despeito do enorme sucesso das edições anteriores. O jogo foi pesado e as ameaças nada veladas.

No pay-per-view a forma de atuação é mais sutil mas não menos efetiva. Eu mesmo ajudo a concretização dessa política e não há maneira de me livrar disso sem prejudicar ainda mais o Náutico, meu time. Pago R$ 60,00 por mês para ver o Timbú jogar por oito meses na segundona, nos demais 4 meses sou obrigado a escolher entre os campeonatos paulista, carioca, mineiro ou gaúcho. Além disso, não posso optar por excluir a primeira divisão do pacote. Assim, tenho em minha TV dois campeonatos, o da primeira divisão e o Paulista, que não faço questão de assistir. Para quem quer ver apenas esses outros, são necessários somente R$ 40,00. Ou seja, pelo esquema da Globo-CBF-clube dos 13, financio campeonatos de que não tenho interesse. Se os meus R$ 60,00, ou R$ 40,00 que sejam, fossem apenas para a Segunda Divisão do brasileiro e para o Pernambucano no meu caso ou para a Segundona e o Campeonato baiano ou paraense ou cearense, para o caso dos torcedores de Vitória, Remo e Fortaleza, posso assegurar que o Náutico e esses times estariam em situação bem melhor e em condições de ascender de “divisão”. Seria criado um círculo virtuoso de financiamento, bom futebol, público, títulos, renda. Era isso que estava acontecendo no Nordestão e acabou por pressão de fora.

A partir do momento que os torcedores de um estado passam a torcer por times “de fora”, acabou o futebol ali, perde-se uma marca de identidade. Quando isso acontece, quem perde não é apenas o estado, mas todo o futebol brasileiro, ao concentrar ao invés de diversificar suas fontes de bons jogadores, para citar apenas uma, das inúmeras consequências. Por conta disso, jovens que poderiam fazer o clássico caminho que começa no time de várzea e acaba na seleção brasileira por jogar nos grandes times nacionais, vão, ainda das várzea, para times de fora do país, empobrecendo todo o nosso futebol. É a “africanização”, pois trata-se da reprodução exata do fenômeno que ocorre naquele continente de bons jogadores e infames campeonatos. O nosso futebol merece coisa melhor do que isso.

Tente achar um basco que não torça para o Atlético de Bilbao, ou um catalão que não seja Barcelona, um milanês que não seja Inter ou Milan. Tenho amigos ingleses que não estão nem aí para o fato de seus times jogarem na Second League, continuam a ir aos jogos e não “escolhem” outras equipes para torcer por conta do mal desempenho dos seus clubes. Daí vem parte da força do futebol destes países, com populações e consequentemente capacidade de recrutar talentos bem menores que a nossa. Seríamos imbatíveis, de fato e não apenas de lorota, se voltássemos a fazer o mesmo.

O campeonato italiano ou o espanhol ou o português não são maiores do que os nossos estaduais em número de jogos e clubes. Em recursos, no entanto, não há termo de comparação. Estes países optam por fortalecer de todas as formas seus próprios campeonatos e clubes, vão a África buscar jovens talentos para suas divisões de base e ao Brasil recrutar jogadores um pouco mais velhos e já prontos. As vezes, fazem grandes negócios as nossas expensas. Sobretudo quando um dos times que vendem são como o Náutico, o Sport ou o Santa. Ontem mesmo, o Diário de Notícias, de Portugal, cogitava chamar Ciro do Sport para o Sporting. E, pelo texto, o leitor sabia exatamente tanto quem era Ciro quanto que time era a Coisa.

Campeonatos de 100 clubes, como eram o antigo e delicioso Brasileirão dos anos 1970 e 1980, talvez não seja a saída, mas as explicações que deram para a sua extinção também não eram causa da situação econômica dos clubes naquela época. Outras idéias, como era a da Copa do Nordeste, estaduais fortes devem ser tentadas em minha opinião. São alternativas. A falsa ilusão de sucesso do Campeonato Brasileiro hoje embute o fim do esporte em muitos lugares e o enfraquecimento no futuro às custas do ouro de tolo de agora.

O fato dos torcedores de Pernambuco não caírem na falsa premissa de que para termos bom futebol ele tem que ser concentrado em poucos times e continuarem a torcer para as equipes do estado apesar da falta de recursos, dos parcos títulos e da perda constante de talentos é sim motivo de orgulho. Pois ajudamos a deixar o futebol do Brasil um pouco mais vivo. Por tudo isso, João, além do orgulho que Bahé menciona, há muito mais razão do que emoção em, a despeito de toda a estrutura ser voltada para times que se querem “nacionais”, torcemos para os de nosso estado apenas.

65 Comentários + Add Comentário

  • Uma pesquisa rápida mostrou que existe uma falha no raciocínio do Bruno Abreu pela indecorosa quantia de R$47,90 por mês ele assisti apenas a série B e um estadual, pena que não o pernambucano. Mas não é obrigado a assistir a série A.

    • Filipe,

      Não aqui em Brasília. Já tentei inúmeras vezes e não me dão a opção de excluir a primeira divisão da Net daqui.

  • “E, pelo texto, o leitor sabia exatamente tanto quem era Ciro quanto que time era a Coisa”.

    Gostaria que respeitasse mais o glorioso Sport Club do Recife, o maior clube de futebol do N-NE. Clube detentor da 11º maior torcida do país e da 8º entre os mais jovens.

    http://www.lancenet.com.br/futebol/noticias/10-06-01/764244.stm?futebol-nordestinos-crescem-entre-mais-jovens-sao-paulo-quer-passar-fla

  • O texto é bom, a ideia é essa mesmo, concordo com sua tese central.

    Mas faltou um pouco de revisão (talvez porque tenha sido postado diretamente no tumbir).

    Enquanto os investimentos e a transmissão de jogos estiverem concentrados somente no eixo Rio-SP, continuaremos com campeonatos nacionais medíocres. E o pior é que o pessoal do Sudeste ainda não entendeu isso, eles acham que nós temos a obrigação de torcer para os times de lá e abandonar os nossos porque “não prestam” (leia-se, tem muito menos recursos e beneficios que os de lá).

    O ideal seria implantar algo parecido com o campeonato inglês por aqui. Pelo menos lá a distribuição de recursos não é tão desigual e há a devida atenção para segunda divisão e campeonatos “menores” (leia-se, com menos dinheiro).

    • Danilo,

      Tem mesmo uns erros de português. Culpa do autor mesmo, não do Tumblr. Quando o reli, percebi de pronto logo três. Mas acho que eles não invalidam a idéia central.

  • Ótimo texto.

    Porém… no interior do estado, sinto dizer que a estatística, pesquisa ou coisa-que-o-valha apontam para este fato entristecedor: a maioria dos matutos torcem para os times do sudeste.

    • Bahé, acho que o título correto do artigo é: “Futebol em Pernambuco, MAIS razão que emoção”. Provavelmente, um erro de digitação do autor (também está assim no blog dele)

      • Coberto de razão, Anizio. Displicência minha.

    • É verdade, Anizio. Com a expansão das parabólicas os torcedores não acompanham o campeonato pernambucano pela televisão e sim o carioca. Muitos acompanham pela net ou pelo rádio. Mas isso enfraquece muito os times pernambucanos. E dá-lhe Central, líder do campeonato.

  • [...] This post was mentioned on Twitter by Blog do Santinha and Evandro Dunoyer, Camila Nadedja. Camila Nadedja said: Texto bom pra refletir: "Futebol em Pernambuco, mais razão que emoção" http://bit.ly/ggqHYy via @acertodecontas (FUI) [...]

  • Por mim o Náutico, o Sport, o Santa, Fortaleza, Ceará, Bahia, Vitória etc, poderiam muito bem fazer um belo campeonato entre si (nordestão ou Copa Norte-nordeste) e deixava o campeonato brasileiro de lado.

    O pessoal do sul/sudeste não nos quer por lá. Ou será que não entenderam isso ainda???

    E nós ainda ficamos “lutando” só pra poder estar entre eles ¬¬, estar na 1ª divisão (aqui não me refiro ao santinha uhuhauhauhau).

    Acho que o futebol do Norte-Nordeste (mais do NE até) é bem auto-suficiente. Mas, pra não haver essa cisão, poderiam muito bem manter um Nordestão por rank (3 de cada Estado), o brasileiro como se tem e a Copa do Brasil.

    Difícil seria colocar os estaduais nesse calendário. Mas entre estaduais e o nordestão, ainda fico com os estaduais.

    • Basta fazer o estadual com fórmula de Copa do mundo. Dava para fazer entre a segunda metade de Janeiro e a primeira de Fevereiro. Aí sobraria tempo para o regional.

    • Quem disse que “a coisa” concordaria com isso?
      e dinheiro que vem do clube dos treze?
      muita ingenuidade de vcs……

  • Bahé,

    A honra e o prazer de ter estudado contigo são meus. Obrigado pela publicação. O texto é apenas para dar uma idéia de como, quando fora de Pernambuco, somos vistos como estranhos ao apenas torcer por nossos times, algo que deveria ser absolutamente normal. Sinto pena de quem nunca pode ir ao estádio ver um clássico já que seus times não jogam na cidade.

  • Acho que o campeonato brasileiro, deveria adotar o modelo da NBA, seria o mais justo, em um país de tantos clubes representativos em seus estados, assim como o Brasil, os EUA têm dimensões continentais, nunca ouvi críticas aquele modelo e que ele seja elitista, pelo contrário faz com que todas a regiões sejam contempladas. Aqui o atual brasileiro está concentrado em 4 estados, com alguns convidados temporários de outros. Pior ainda, em alguns momentos, praticamente 50% dos clubes da primeirona pertenciam a SP.

    • Só um destaque: na NBA os clubes são franquias que pertencem a grupos privados, o que não acontece (ainda) no nosso futebol …

  • Blá-blá-blá-blá. A turma gosta de chorar contra o “sudeste malvado” mas esquecem que cometem as coisas com os clubes do interior de Pernambuco. Esquecem que temos uma mídia bajuladora do Sport Recife como se tem uma mídia bajuladora de Flamengo e Corinthians por lá. Não vejo, por exemplo, ninguém ninguém chorar e defender que um cara de Caruaru torça para o central quando ele torce por um dos 3 da capital Pernambucana. Isso que vcs gostam de chamar de discriminação é só uma questão de onde está a grana. Se a grana estivesse por aqui, a mesma coisa seria feita. Além disso, clubes como flamengo, corinthians,palmeiras e etc são clubes nacionais. Tudo recalque. Se um cara do Acre escolhesse o Sport, ninguém estaria chorando. Não vejo problema em alguém do Acre torcer pelo palmeiras, por exemplo. Agora, quanto ao campeonato brasileiro, acredito que não tem sentido um país continental como o nosso ter apenas 20 clubes na série A. Poderiam fazer uma primeira fase regionalizada e uma fase final unificada.

    • Acho horrível o que fazem com os times do interior tb, alex.

      Não é por que fazem por aqui que está certo o que fazem por lá. A reformulação tinha que ser geral.

      Mas não falo nem em questões de mídia televisiva, mas, sim, das entidades responsáveis pelo futebol.

      O que move os programas esportivos é a audiência (quantidade), mas as entidades do desporto nacional não deveriam se submeter a interesses escusos de ninguém.

      E quem é do cabo pode torcer pra quem quiser, mas seria muito mais honesto, torcer para a cabense, por exemplo.

      Mas dentro do estado, não vejo tanto problema, o problema é torcer por times de outros estados. Aí é barra.

    • Alexsandro, concordo em tudo.

      Não vejo problema em torcer para time de outro estado. Eu mesmo, apesar de pernambucano, torço e SEMPRE torci para o São Paulo (vale ressaltar que TODA minha família é de São José do Rio Preto – SP). Mas enfim, sempre convivi com esse fato e não vejo problemas. É o clube que a pessoa se identifica e acho que ninguém te que contestar nada.

      Outra coisa, conheço alguns valencianos que torcem para o Atlético de Madrid. Conheço alguns franceses de Lyon que torcem para o St. Etienne. Qual é o problema?

      • Uma coisa é se identificar por opção como você que tem familiares de Sampa. Outra coisa é o que acontece no Brasil, que em alguns estados, por não haver estaduais fortes, com equipes boas, as pessoas acabam sem opção, e acabam, em uma cultura colonialista, agregando, para si, valores de outrem.

        Isso acaba por tirar qualquer chance de se implantar futebol nesses estados.

        Acho que os melhores exemplos são Tocantins e Piauí. Sem preconceito nem nada. Apenas como exemplos.

    • Alexsandro,
      Ainda posso acrescenta a narração dos jogos, bem parcial. Sport, Nautico ou Santa Cruz quando faz gol na voz do narrador – Gooooooooooooooolaaaaaaaaaçooooooooooooo!!!!!!!!!!! Um GOL DE CRAQUE, uma PINTURA!!! time do interior – gol.

  • Se nossos inimigos estivessem apenas fora de Pernambuco, ainda vá. Mas a falta de razao e excesso de emocao imperam nos dirigentes locais. Senao, vejamos:

    a) o classico de ontem (Nautico X Santa Cruz) tinha motivacao das duas torcidas e poderia render um publico de 50 mil no Arruda. Mas vai pro acanhado Aflitos, onde nao havia nem 20 mil. Resultado: menor renda, menos dinheiro em caixa. Tudo por burrice da Federacao.

    b) havia uma chance de PE ter outro time no clube dos 13 com a entrada do Santa Cruz, mas justo o Spot vetou este ingresso (recentemente Homero Lacerda deu uma entrevista na FolhaPE alegando q fez isso para nao prejudicar o Sport). Assim, perde-se dinheiro e competitividade do campeonato (para os dois, diga-se).

    c) os clubes ainda nao sabem fazer um esquema profissional para atrair e fidelizar socios (vejam como é dificil pagar mensalidades, conseguir rede de descontos, nao ha opcao de socios de uma categoria entrar de graca nos estadios, etc).

    Ou seja, nao da pra se fazer de coitadinho sempre. Tb nao somos profissionais e deixamos de fazer nossa parte. Nas negociacoes do PFC, p. ex., o pernambucano foi dado de graça, isso mesmo, de graça para a TV por assinatura, q nao transmite nem os classicos.

    • A questão é que o Sport quer ser o único para posar de clube bem administrado quando na realidade sabemos que a diferença se deve somente as maiores cotas que ele recebe. O cômico é quando aparece “jornalista” da imprensa bajuladora para exaltar a “sapiência administrativa” do Sport.

      • Quanto amargura vive este rapaz.

    • O fato inconteste é que o Sport é cúmplice de tudo isso, pois faz parte do famigerado Clube dos 13 e sua diretoria tem sistematicamente trabalhado de todas as formas lícitas ou não para inviabilizar o Náutico e o Santa Cruz, contando infelizmente com a colaboração de muitos dos dirigentes dos dois primos pobres, ora por incompetência, ora por desonestidade mesmo.

      Desde a entrada da “suzi-coisa” no C13 que o futebol pernambucano se desequilibrou completamente, basta ver os números de antes e depois de 1997 e a proporção de títulos que cada clube ganhou.

      Infelizmente a tramoia da CBF/C13 de criar algo cada vez mais exclusivo para o eixo sul-sudeste conta com a colaboração direta dos “sportistas” em nome de um monopólio exclusivista que a longo prazo talvez prejudique a própria “cachorra louca de peruca”, vulga “coisa” ruim.

      Vocês rubronegros ainda sofrerão por colaborarem com a destruição de clubes tão tradicionais como o Náutico (vulgo barbie) e o meu Santinha.

      O Pernambucano hoje é um campeonato sem graça, uma monótona repetição do mesmo filme, ano após ano.

      • O glorioso Sport Club do Recife tá sofrendo em 6º lugar, com uma campanha muito ruim. O interessante é que essa primeira fase é de amistosos. O que vale são os quatro jogos finais.

  • Bem que eu desconfiava que a Platinada estivesse por tras de mais esta.

    Ai meu jesuscristinho….

    É o “coitadismo” aplicado ao futebol!

    Quer dizer que os times não conseguem mudar de serie ( e olhem que nem é tão dificil assim…) e a culpada é ELA, Sempre ELA!!!!!

    Anos atras, quando estavam Nautico e Sport na série Especial não havia essa teoria conspiratória.

    Desceu Corintians, Desceu Palmeiras, Vasco, Fluminense, ( flamengo ficou no “quase-quase” ano passado…) e não apareceu ninguem – ao que me consta – pra explicar que se tratava de uma tentativa de extirpar do Brasileirão esses grandes times com grandes torcidas.

    Tenham Paciencia….

    As regras estão aí.
    O Futebol é muito simples: “Quem desloca recebe, quem pede tem preferencia”

    Que tal os times daqui cuidarem de ganhar mais e perder menos????

    Garanto que ninguem evitará que ascendam a serie “A” e até mesmo venham a ser campões.

    • simplória e sem analisar a conjectura. Ganhar mais e perder menos??? tudo isso é consequência.

      Corinthians caiu,l palmeiras e flu, blz!!! Mas eis que eu digo, aí sim é pura incompetência.

      Assumimos a nossa incompetência como futebolistas, mas daí a querer dizer que nada do que fora contestado neste debate é real, aí vc já tá brincando com a nossa inteligência, ou então com a vossa.

      Abçs

  • Quando o assunto ‘e torcida por times locais, deve reconhecer que os torcedores ingleses ( falei torcedores, pois hoolingans nao sao torcedores) sao um exemplo a ser seguido.
    Times como o Newcastle, manchester city, Aston Villa etc… que estao sem ganhar nenhum titulo por mais de 50, 60, 70 anos e praticamente em todos os jogos os estadios estao cheios. O Newcastle por exemplo, nunca tem menso que 55 mil torcedores em cada jogo. Isso sem falar nos grandes times de antigamente como que mesmo em baixa, tem seu publico fiel.

  • Bruno Abreu.

    antes de mais nada, concordo em muito com seu texto apesar de, ver um saudosismo grandioso nele.

    só existe essa disparidade hoje devido a televisão que massifica os produtos para o maior número de consumidores, tipo, é financeiramente mais viável empurrar o Flamengo no NE que mostrar por exemplo o campeonato paraibano.

    e não se atenha como pernambucano somente o pessoal que mora em Recife e RMR, pois, essa pesquisa se fosse feita no agreste ou sertão teria um empate técnico concerteza.

    e antes de mais nada, vc como “barbie” deveria evitar comentários tendenciosos dentro da rivalidade nossa aqui.
    por quem quando nos chama de “Coisa” abre-se o precedentes pra lhe chamarmos de Alvi-rosa e coisas do gênero, caso vc não se importe, então ta tudo de boa.

  • Acho que provocações como “barbie”, “alvi-rosa”, “coisa”, “cachorra de peruca” e por aí vai são brincadeiras dentro da rivalidade esportiva – desde que isso não parta para a violência, acho que faz parte e não me incomodam.
    Não torço para times do sul simplesmente porque não sou tão fanático assim por futebol – embora goste de assistir a uma boa partida.
    E quando tem time de Pernambuco jogando fora, eu deixo de ser rubro-negro e passo a ser pernambucano.
    A falta de compreensão dessa minha atitude por parte de algumas pessoas próximas foi o que me afastou das discussões sobre futebol. É mais fácil debater sobre religião e política.
    Eu torci de verdade pro Santinha sair da quarta divisão e comemorei bastante com a subida do Salgueiro para a série B; fiquei puto porque o Sport e o Náutico não conseguiram subir prá série A.
    Eu entendo pouco de futebol e sou um torcedor atípico, mas não vejo mudanças em tudo isso que foi discutido no post e nos comentários. Não temos força para virar a mesa – a não ser que nossos dirigentes tenham peito para bater de frente com a Globo, Clube dos 13, CBF e toda essa cartolagem que está aí.
    Alguém acha que o nosso nobre presidente vitalício da FPF, Sr. Carlos Alberto Gomes de Oliveira tem disposiçao prá isso?

    • Concordo com o meu Xará Alves. Chamar o Náutico de Barbie e o Sport de Coisa é uma brincadeira saudável para o futebol de Pernambuco.

      É sinal de vitalidade. E realmente não me importo com Esse “carinho”.

      • Bruno Abreu e Alves, se vcs leram a ultima linha do meu post, então esta tudo ok, correto?

        “…caso vc não se importe, então ta tudo de boa….”

  • E dá-lhe Náutico!

  • Tá muito engraçado e realista, vejam aí:

    http://charges.uol.com.br/2011/01/31/assalariados-milla/

    • uhauhauha, gostei. DA CHARGE.

    • Esse cara eh muito bom.

    • Muito bom.

      Só oe petistas de varejo que não vão achar engraçado!

  • Não gosto de post sobre futebol, pois descamba para uma baixaria. Vou abrir uma exceção e comentar o momento atual de Pernambuco.

    Primeiro, futebol no Brasil é uma nojeira. Os juízes param muito o jogo para interferir nos rumos da partida. Compare com o futebol europeu.

    Segundo, a Globo, C13 desequilibram o futebol. Uma pena.

    Terceiro, aqui é Pernambuco o nível é baixíssimo. Tudo é ainda pior. O nível dos juízes são os piores. Eu soube até que são policiais militares. Então tem que desmilitarizar o futebol pernambucano. E ainda tem um presidente da FPF vitalício.

    Isso sem falar nos comentaristas daqui que torcem para os três times grandes. Proibindo os times do interior de ganhar.

    Além disso, rouba-se descaradamente os times pequenos com a anuência da impren$$$a local. Quase todos os jogos os times menores jogam com um jogador a menos. Que coisa feia. Mas a impre$a local tem a ousadia de dizer que é uma coisa justa.

    Conclusão, o nosso futebol é uma nojeira. Só corrupção, mentiras e desonestidade.

  • Permitam que um humilde goiano se intrometa nessa discussão regionalista. Estou com Alexsandro e Emanuel Rego Lima em suas análises. Acho isso recalque absoluto, e mais uma vez acompanho-os condenar o “sudeste malvado” e a “Globo golpista”… tsc tsc . Mas tem sido interessante pra mim esse convívio pois me faz compreender o raciocínio da maioria de vocês pernambucanos. Temos por aqui apenas um time na série A, o Atlético, e antes tínhamos dois, já que o Goiás caiu ano passado, e outro na série B, o Vila Nova, talvez o time de maior torcida. Nem por isso vamos sair demonizando a CBF, o Sul, o Sudeste ou a Globo. Parcialidades nas arbitragens e na imprensa em favor dos grandes são previsíveis, já que o que manda é o poder econômico, como bem colocou o Alexsandro, e, da mesma forma como pensam ser temeroso acusar desmandos e falcatruas de poderosos do Governo, também profissionais da imprensa e da arbitragem se intimidam diante do poder das grandes equipes.
    Querem saber de mais uma coisa? A leitura de comentários neste blog tem me feito acreditar que alguns nordestinos são bem mais regionalistas e corporativistas que boa parte dos sulistas. O fato de alguns minimizarem ou até ignorarem os casos de improbidade do governo de um conterrâneo é sintomático. Curiosamente, por aqui é comum a torcida por um time local e por outro de fora, sem que isso signifique desprestígio às equipes locais.

    • Pois é, Carlos….

      Aqui no Nordeste o Ceará ficou ( depois de ter um belo inicio de campeonato) e parece que o Bahia subiu para “compensar” a queda do Vitória.

      Mas é isso mesmo, vc foi ao ponto. O “Coitadismo! está espraido por todos os lugares deste paraiso tropical. Mas aqui no Nordeste encontra solo fertilíssimo….

      Ora, as mazelas apontadas como causas para a má fase do futebol pernambucano não se sustentam.
      Se temos um dirigente “vitalicio” o que dizer do Ricardo Teixeira?
      A Globo não gosta dos times daqui desde quando? Sim, porque há pouco tempo atras tinhamos o Sport na primeirona e antes tivemos o Nautico também.
      Juizes Roubam?
      Ora…. Mas onde isso não ocorre. Acho mesmo que em materia de “choro” ninguem supera o Muricy e o Luxemburgo, sempre “prejudicados” pelas arbitragens….

      Enfim, como dizia o fanático tricolor Nelson Rodrigues: “torcer é dar razão pra quem não tem”.

      Taí… Se meu time perder a culpa é do Juiz, do campo ou da bola. Nesta ordem….

      PS- Não acompanho futebol com estes detalhamento, mas parece que um dos times baianos ( e ambos estiveram rebaixados recentemente) foi campeão absoluto em espectadores nos estadios. Se não me engano o Sport também andou bem nesse quesito.

      Mas o choro é livre….

    • Na verdade, existem as duas coisas: a) um processo de concentracao de renda em favor de poucos clubes (a distribuicao de verba das TVs é prova disso); e b) incompetencia gerencial dos clubes pernambucanos de fazer frente a isso.

      Hoje o Zero Hora publicou um artigo interessante do CEO do Internacional, Aod Cunha (sim, o Inter conta com um executivo de seus executivos, profissional e mt bem pago – algo em torno de R$ 100 mil por mes). Enquanto o colega de Goias fala em coitadisto do Nordeste, Aod, um dirigente de um clube do Sul, ganhador de titulos e membro do clube dos 13, alerta que o foco de quem organiza o futebol brasileiro é concentrar mesmo no Rio-SP, relegando poucas oportunidades aos demais do RS, MG e PR (Norte, Nordeste e Centro-Oeste nem pensar). A saída seria profissionalizar.

      Vejam so: um dirigente de um clube importante, mas fora do Eixo da midia, parte da mesma conclusao do texto – o objetivo da atual organizacao é concentrar ainda mais. A saida seria se organizar (o Inter conta com mais de 100 mil socios em dia e sempre revela e vende grandes jogadores).

      Entao, nao se trata de puro e simples coitadismo do Nordeste. Mas que temos nossa parcela de culpa por falta de gerenciamento, ah, isso temos.

      • Pois é, mas antes de chorar contra o “bicho papão do sul malvado” o clubes daqui deveriam abandonar o status de feudo, onde uma minoria pinta e borda dentro dos clubes. Eu não seria sócio, nem daria um centavo ,para um clube organizado dessa forma. Além disso, os clubes daqui preferem ficar no amadorismo exatamente para usarem como desculpa o “complô do sul malvado” quando fracassam. Em gestões profissionais cabeças rolariam, em gestões amadoras é só usar a imprensa para alegar complôs e maldades de “entes” sulistas que vivem conspirando contra os coitados clubes nordestinos.

        • O problema é que ao invés de se tomar uma postura digna, acusa o outro de ser malvado, é mais fácil, dá menos trabalho e ganha ibope…

        • Por isso que acho que náutico, sport, st cruz, fortaleza, etc, deveriam se juntar e sair da série b, c, d e a, para criar um campeonato próprio.

          Todos do sul/sudeste ficariam felizes, e todos do N-NE tb ficariam. Mas aí é aquela história de separativismo, que não deveria existir em um país.

          Diria para manter a separação, até que a CBF se tornasse uma entidade preocupada com o futebol brasileiro, e não com o futebol da SELEÇÃO brasileira, apenas.

          a CBF meio que passou ao clube dos 13 a gerência sobre os campeonatos nacionais e só se preocupa com a granja comarim (sei lá se é assim que escreve).

          O ato de reclamar, querer mudanças, não pode e não deve ser diminuído ao status de “coitadismo”, ou choro de perdedor.

          Ora, se tem coisa errada, por mais que sejamos culpados do lao de cá tb, devemos querer mudança.

          Agora querer deixaqr do jeito que tá, apenas pra não “parecer” choro de perdedor, aí é jogar fora o papel de cidadão de cada um.

        • Enquanto ficar na fase do choro é coitadismo. Eu particularmente sou a favor ou de um brasileiro mais amplo, com uma primeira fase regionalizada, ou duas ligas, uma com clubes do centro-oeste, norte e nordeste e outra com clubes do sul-sudeste onde cada uma classificaria 2 clubes para libertadores. Na Copa do Brasil, juntaria todos. Não vejo a existência de 2 ligas como “separatismo”. Apenas uma solução para um país continental como o nosso. Não tem sentido que um país gigante como o nosso adote o modelo europeu, onde os países são menores, para o futebol. Os clubes poderiam se juntar e negociar isso com a CBF. O problema é que enquanto o futebol depender do ditador Teixeira isso se torna difícil mas não é impossível.

        • e enquanto isso ficamos taxados de chorões? Aí é que está o problema. a mudança começa com a reclamação, algumas ações fracassaram, mas as tentativas ocorreram.

        • Quantas federações do norte-nordeste votam pelo poder perpétuo do Ricardo Teixeira na CBF ? Depois é fácil chorar e posar de coitado discriminado!

        • Sei lá alexsandro, po. e sou eu que voto??? não, são os caciques. E são eles que tão reclamando??? não. Sou eu. Então não venha colocar nos que aqui reclamam, a culpa pelos que detêm o poder de voto.

          Ora pois.

        • A questão é que são os clubes que elegem os caciques e esses elegem o Teixeira, que mantem essa situação.

  • Enquanto esses ”nordestinos” não tomarem vergonha na cara e pararem de torcer para clubes do sul e sudeste que ficam nos chamando de ”mortos de fome, flagelados, paraíbas sujos” o futebol daqui vai continuar a mesma #$%&, na europa os moradores de uma região não torcem para times de outra nem a pau!! têm orgulho do seu time que representa as pessoas da localidade. Aqui um time feito o Central e o Petrolina vivem implorando para a torcida ir a campo, o cara não compra um ingresso de R$ 10,00 para ajudar o time, mas tem R$ 200,00 pra ajudar o flamengo comprando camisa oficial!!!MATUTOS RIDÍCULOS merecem é serem chamados de flagelados, pau de arara, jumento entre outras coisas do gênero

    • Pois é, então não coma fast food, não use automóvel, não vá a shoppings, cinemas e etc.
      Para valorizar “o que é da terra” não é necessário “odiar” aquilo “que “não é da terra”.
      O cara de Caruaru torcer para Palmeiras não faz dele mais ou menos Pernambucano que ninguém.
      Até porque, se o cara de Caruaru torcer pro Sport, por exemplo, ninguém chora. Isso é recalque . Na hora que o governo federal priorizou pernambuco a despeito de outros estados, em questão de investimento, não vi um pernambucano achando ruim e exigindo uma “divisão mais justa”. E fique claro que não acho isso um pecado. É questão de onde está a grana, só isso. Se a grana do futebol estivesse aqui, os clubes daqui fariam a mesma coisa. Se a Globo fosse sediada aqui, o Sport seria o Flamengo e aposto que niguém daqui choraria nem posaria de coitado. Faria as mesmas coisas que os “malvados do sul” fazem.

    • O fato de vc chamar seus conterrâneos de “matutos ridículos” mostra que preconceito e arrogância não é algo exclusivo de uma região, no caso a sudeste, é algo que existe em todos os lugares. E ainda tem a cara de pau de posar de discriminado.

  • Bahé.
    O PFC deverá no próximo ano incluir Pernambuco, Bahia e Goias, no pacote de venda.

    Ontem assisti o jogo Sport X Vitória pelo PFC, pois para este ano
    está programada a transmisão como teste, de 18 jogos do Pernambucano.

    Quem adequerir o pacote do Brasileirão A ou B (em maio) tem direito a escolher um estadual, podendo ser o Pernambucano.

    A Via Embratel vai disponibilizar o Brasileirão + um Estadual.

  • O que ainda sustenta o futebol pernambucano é a (sadia) rivalidade entre Sport, Náutico e Santa Cruz. Se não fosse isso, estaríamos como os demais estados do Nordeste (com exceção da Bahia), onde a maior torcida do estado é a do Flamengo. O campeonato estadual (assim como o regional) servem para acender essa rivalidade, posto que são, salvo raras exceções, a única oportunidade para nossos times ganharem alguma coisa.
    Isso é muito mais flagrante no Recife. No interior, vemos com frequencia pessoas torcendo pelos times do sul. Não os culpo. Todo mudo tem parabólica e os jogos transmitidos são os do time do sul. Eles praticamente não tem acesso a qualquer notícia do “trio de ferro” e não querem torcer por um time que não dispute verdadeiramente um campeonato, como acontece com os clube do interior.
    E o que podemos fazer para evitar que nossos clubes definhem ainda mais? Cobrar! Cobrar dos dirigentes que administrem os clubes e a federação de modo transparente e eficiente. Cobrar das emissoras de TV que disponibilizem os jogos dos clubes pernambucanos na programação aberta e no pay-per-view. Cobrar das autoridades que os estádios sejam lugares confortáveis e seguros para levarmos nossas famílias.

  • Mimimimimi…
    O choro é livre.

  • A finada Taça Brasil e o Robertão eram regionalizados e classificavam os “campeões regionais” (assim informalmente denominados) para uma fase final de mata-mata.

    Surgiu, então, o modelo do Campeonato Brasileiro com mais de uma divisão, copiando os países europeus que são minúsculos comparados com o Brasil.

    Agora, se fala em criar ligas regionalizadas com classificação para playoffs, como na NBA americana. Ora, meus caros, de certa forma, estamos na verdade, retornando à origem, o modelo é parecido com a época”pré-Brasileirão”!

    Brasileiro é compicado, tá sempre copiando os outros ao invés de se preocupar em criar um modelo adequado para atender às especificidades do nosso país. Até aqueles campeonatos malucos com não sei quantos times da década de 80 (que também tinham playoffs e finais) são melhores que o modelo atual.

    Eu simplesmente não engulo esse negócio, essa frescura de europeu, chamada pontos corridos. Simplesmente porque, em um campeonato longo, quase sempre, ganha que tem mais dinheiro para manter um elenco inteiro que mantenha a regularidade por 38 rodadas. Sou jovem, tenho apenas 27 anos, mas lembro da emoção que sentíamos nas FINAIS de antigamente, hoje em dia, tem time que é campeão com vários jogos de antecedência (a primeira divisão do ano passado foi a exceção e a segunda geralmente só fica uma vaga em disputa na última rodada).

    Está na hora de trazerem de volta o verdadeiro futebol brasileiro e abandonar esse arremedo de campeonato europeu que temos por aqui.

    • Pois é, lembro desses aí :
      Palmeiras 2 x 0 Vitória, 1993.
      Santos 1 x 1 Botafogo, 1995.
      Grêmio 2 x 0 Portuguesa,1996.
      Os 3 jogos entre Corinthians e Atlético em 1999.
      Oa grandes jogos do São Caetano em 2000.
      O título do Atlético-Pr em 2001, em grandes jogos contra o São Caetano nas finais.
      Além do Santos de robinho nas finais de 2002.
      Foi na década de 90, com formulas diversas que o Sport teve sua melhor fase na série A. Quem não lembra dos 3 confrontos com o Santos em 98? Ou da excelente campanha na Copa João Havelange , de 2000?

      Com pontos corridos, quantos jogos “épicos” tivemos ? Com certeza poucos. É um campeonato burocratico que beneficia clubes que podem se dar ao luxo de ter 2 elencos. Ao resto? Só resta oscilar entre as séries A e B. Fora os que se perdem na C e agora D e os “sem série” : Santa Cruz, Paysandu, Remo, CRB, CSA e etc.

      • Sempre gostei do estilo semifinais-finais. Mas os mais ricos sempre reclamam desta forma de competir PRINCIPALMENTE O SR. SPORT CLUBE DO RECIFE.

        Eles alegam que chegam em primeiro lugar com muitos pontos à frente do 2º e acabam perdendo um campeonato inteiro em 2 ou 4 jogos, os quais, mesmo somando os pontos do vencedor, não seriam suficientes para suplantá-los.

        É a defesa dos que têm condições de manter grandes elencos com viagens longas durante um longo período.

        lembro dessa reclamação do Sport em um campeonato pernambucano recente ¬¬.

        • É mas os “ricos” sabiam das fórmulas deste o início e se a maioria dos clubes concordaram não tem porque chorar.

        • Não entendi. Tá falando desse campeonato atual ou do que eu falei que o sport reclamou??

  • Ora,ora,ora… quanta irpócrisia por parte desta “bela colocação” Srs. Bruno Abreu e Marcos Bahé. Então estão dódói por que o sport, santa e nautico são discriminalisados!? Ehm ehm… interessante que a sua colocação tem “DOIS TIMES NA SÉRIE B E UM NA D” Cadê o Salgueiro senhores?
    Olham para o próprio rabo e discriminam o interior! “Bonito hem!?”

  • é o que eu sempre digo… seria muito bom o retorno dos regionais, assim o ano ja começaria com grande jogos. os estaduais poderiam continuar como uma forma de classificação para os regionais.

  • [...] This post was mentioned on Twitter by Fabio Riato, Bruno Valle, Eduardo Vieira Nunes, Flavio Gomes, Flavio Gomes and others. Flavio Gomes said: @EdgarBorgesJr Aqui: http://is.gd/YivrOj [...]

  • Bem, em primeiro lugar parabéns ao Flávio Gomes que nos deu a chance de conhecer o blog e suas idéias. Agora quanto ao tema concordo em partes. Que eu saiba, o sistema de votação do presidente da CBF são votos federativos, ou seja, toda a comunidade do N/NE/CO e outros que se sentem discriminados começariam a mudar tudo isso se seus clubes não elegessem presidentes de federação que são capachos do Sr Ricardo Teixeira. Concordo que a Globo pressiona e quer financiar o futebol do eixo Rio SP mas toda mudança começa de baixo, então se o presidente da CBF fosse do eixo N/NE/CO e mais alguns estados q não estão sendo priorizados poderia vetar o contrato com a Globo, uma vez que mesmo o clube dos treze detendo direitos de transmissão o fazem de acordo com a CBF, pois a mesma pode mudar regras. Abracos

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).