Será que fomos mesmo salvos pelo Capitão América?

mai 27, 2015 by     6 Comentários    Postado em: Esportes

por Jairo Lima

Ainda com o orgulho ferido desde os famigerados 7×1, acordo hoje com uma sensação precoce de alma lavada. A casa caiu, José Maria Marin, ou melhor, Zé Medalha. Hoje, o vice-presidente da FIFA foi detido em hotel nos Alpes Suíços ao lado de outros seis acusados de corrupção generalizada, fraude, extorsão e lavagem de dinheiro. Quando a barraquinha de malandro cai, cai logo 100%. E pensem numa biografia angelical.

Marin presidia a esculhambada Confederação Brasileira de Futebol em plena Copa do Mundo do Brasil. Ao lado de Dilma, recebeu chefes de diversas nações. Aliás, receberam muitas vaias também. Para nossa vergonha.

Você, Marin, que discursou a favor da ditadura e contra liberdade de imprensa na Assembleia Legislativa de São Paulo, apenas 16 dias antes do covarde assassinato do jornalista Vladimir Herzog. Você que foi vice-governador de ninguém menos que Paulo Maluf (diga-me com quem anda e te direi quem és). Você que engabelou a medalha de um atleta do Corinthians na premiação da final da Copa São Paulo de juniores, em 2012. Você que é um dos piores dinossauros que nosso futebol já teve… O que falar de você?

Muitos acham que fomos “salvos” mais uma vez pelo Capitão América…. Que foi preciso o FBI para detê-lo… Talvez não seja exatamente assim.

Faz tempo que os Estados Unidos querem o maior mercado esportivo do mundo, o soccer. Há três anos os órgãos de inteligência americanos investigam esquemas de corrupção de dirigentes da Concacaf, Commenbol e FIFA, e hoje acusam 15 figurões das confederações latinas.

A Major League Soccer já teve David Beckham, tem Kaká e tem Ronaldo Fenômeno comprando um time em Los Angeles. Há tempos que pleiteia uma vaga na Libertadores da América. Ano que vem é sede da Copa América dos 100 anos. Pegou os ratos e deixou a América Latina de veias abertas – salve, Eduardo Galeano.

Capitão América, o herói bom de negócios.

O momento é de eleição na FIFA, na própria Suíça, sexta-feira, da qual o presidente Joseph Blatter não larga o osso desde 1998. Ele também é investigado, mas não é acusado. Ainda. Então, Blatter que se cuide porque o FBI investiga esquemas das próximas Copas do Mundo 2018, na Rússia, e 2022, no Qatar, supostamente favorecidas no esquema para sediar os jogos. Mesmo na presidência da UEFA, Michel Platini nada pode fazer.

Marin dançou aos 83 anos. Agora temos a esperança que a CBF e quem já passou pela presidência da entidade seja investigado também. Uma medalha para quem começar.

Mas cadê a medalha?

6 Comentários + Add Comentário

  • O melhor de tudo é que o Brasil e a América Latina vão ficar mais uma vez a margem da evolução do negócio que é o futebol.
    A UEFA já é grande, agora a MLS irá usar mais essa “arma” (fora os dólares para contratar) para crescer.
    Em alguns anos, a UEFA e a MLS terão um lugar de destaque, talvez até com uma integração grande.
    Enquanto isso… Ah Brasil…

    • Cadê lembrar Arthur que estamosnà margem desse crescimento por culpa única e exclusivamente nossa!

  • A casa caiu.

  • Que sirva de lição, ou de aviso, pros próximos da lista! Viva o Bom Senso FC que parece ser a única “organização” preocupada com o futuro do futebol canarinho!

  • Nos resta saber se os reflexos de

  • Faltou o dono da festa “Ricardo Texeira” ;)

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).