Violência, impunidade e leniência: a vida das torcidas organizadas

abr 17, 2012 by     31 Comentários    Postado em: Esportes

No domingo passado, mais uma vez as ruas do Recife foram palco de violência por parte de membros de torcidas organizadas. Todo fim de semana com clássico é a mesma coisa. E nada muda.

Hoje recebi uma mensagem do Promotor Ricardo Coelho, que tem se mostrado uma pessoa de muito bom-senso no Ministério Público e tem atuado em causas importantes. (abaixo do meu texto tem sua mensagem)

Na verdade o MPPE está tomando uma medida preventiva, proibindo a atuação formal destas torcidas.

Já é alguma coisa, mas será preciso ir além.

A onda de violência nos estádios não é fabricação nacional, mas por aqui ganhou contornos dramáticos.

O jornalista Ivan Moraes Filho, do Pé na Rua, fez um documentário ouvindo várias partes. Vale a pena assistir antes de continuar o texto.

Vou colocar abaixo alguns pontos, mas como sei que o Promotor é leitor do blog, ajudará bastante com idéias os comentários deixados por todos.

Vamos pontuar alguns fatos que devemos levar em consideração na busca de uma solução efetiva.

  1. Estas torcidas atuam sob a complacência e auxílio dos clubes. Várias vezes denunciamos aqui a distribuição de ingressos por parte das diretorias dos clubes.
    Uma destas denúncias inclusive foi parte de uma ação do Promotor Ricardo Coelho contra os clubes, já que o blog mostrou provas de favorecimento de meia-entrada para a Inferno Coral.
    Além de ingressos, as organizadas contam com espaço no clube para guardar material e são paparicados pelos presidentes dos três clubes da capital.
    Neste caso, os três presidentes também devem ser responsabilizados pelo que acontece.
  2. A impunidade aqui é absurda. Prende-se 300 todos os jogos e logo depois vão para casa.
    Aí poderíamos fazer uma pergunta: por que não enquadrar estes projetos de marginais em algum crime, prendê-los em flagrante e mandar para o Cotel.
    Não ficarão presos por muito tempo, mas já dará o mínimo de desconforto às famílias, que precisarão contratar advogado, além de representar uma punição eficaz.
    Na segunda vez já terão dificuldade para sair tão rápido da prisão.
    Em um debate comigo, um juiz que também é professor da UFPE, me disse que isso era um autoritarismo.
    Autoritarismo é essa violência absurda contra alguém que apenas quer ir ao jogo torcer pelo seu time.
    Garanto que é possível enquadrar esses meliantes em uma série de crimes e deixá-los se resolvendo com a Justiça depois.
  3. É lamentável dizer, mas a distribuição de ingressos gratuitamente está no foco desta violência. Não é a razão principal, mas ajudou a formar estes bandos.
    O caso inglês é sintomático. Lá o jogo de futebol começou a se tornar um evento muito organizado, mas muito caro.
    Ingressos com desconto são ofertados a quem é cadastrado e possui bons antecedentes.
    Em alguns estádios, o ingresso é personalizado, chegando a aparecer a foto do torcedor no momento da entrada.
    Desta forma, quem é torcedor de verdade paga menos.
  4. Estas brigas mostram a completa incompetência do aparato policial.
    Todo jogo o Batalhão de Choque aparece, distribui pancadas, afeta quem não tem nada a ver com a história, tornando o estádio um lugar ainda mais perigoso.
    Pode-se apanhar dos marginais e também da Polícia. ou ainda ser vítima de um tumulto na porta dos estádios.
    A coisa mais absurda é ver policiais montados em cavalos em meio ao público.
    Muito mais eficaz seria algum trabalho de inteligência para prender algumas dezenas de bandidos.
    Veja que não estamos falando de criminosos poderosos como Daniel Dantas e Carlinhos Cachoeira, mas de vândalos jovens.
    Bastava meia dúzia de grampos telefônicos para mandar todos eles para o Cotel por um bom tempo.
    Aliás, nem precisa isso. Basta ir nas comunidades do Orkut, onde brigas são marcadas na maior cara de pau.
    É preciso entender que distribuir pancada nesta turma não vai adiantar nada. Por incrível que pareça, é até motivo de orgulho para esta turma apanhar da Polícia.
  5. Hoje ouvia um debate falando que precisamos de uma nova legislação para punir estes torcedores bandidos.
    Não precisamos de nada disso. Não é por falta de lei que este povo fica nas ruas.
    Qualquer delegado é capaz de enquadrar estes marginais em pelo menos uns 6 crimes diferentes.
  6. Ao contrário do que muita gente fala, dizendo que não resolve, acabar formalmente com as torcidas ajuda, e muito.
    Com isso diminui-se a venda de camisas, impede-se a circulação de dinheiro e já ajuda na criminalização desse povo.

Infelizmente vejo um horizonte nebuloso nos próximos anos. Ainda vamos piorar muito antes de melhorar.

inferno2inferno
Todo jogo é a mesma coisa

Espero que o Promotor Ricardo Coelho consiga levar à frente esta sua determinação, mas vai ser preciso muito apoio do Estado para isso.

Abaixo segue a mensagem enviada ao blog por ele.

Prezado Pierre:

Na data de hoje, o Ministério Público de Pernambuco, através da 19ª Promotoria de Justiça da Capital, expediu RECOMENDAÇÃO dirigida a FPF, PMPE, Sport, Santa Cruz, Nautico e Salgueiro, no sentido de proibir as torcidas organizadas nos estádios de futebol, bem assim propondo Ação Judicial para dissolver estas pessoas jurídicas ou sociedades de fato. Estamos na expectativa de que as medidas sejam acatadas de imediato, sob pena de responsabilização criminal e civil das pessoas físicas ou jurídicas que descumprirem o recomendado. Eis a integra do documento:

RECOMENDAÇÃO Nº 003/12-19

Ref. PP nº 005/11-19

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO, por intermédio das 19ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, com atuação na Promoção e Defesa dos Direitos do Consumidor;

Considerando o disposto nos arts. 127 e 129, III, da Constituição Federal, Estatuto do Torcedor – Lei no 10.671, de 15 de maio de 2003. Lei n. 8.625/93, Código de Defesa do Consumidor e legislação correlata;

Considerando que incumbe ao Ministério Público a defesa os direitos difusos e coletivos da sociedade, na forma dos arts. 5º e 129, da Constituição Federal;

Considerando o disposto no Estatuto do Torcedor, Lei nº 10.671/03, com as alterações da Lei 12.299/10, e legislação pertinente, em relação as responsabilidades diretas ou indiretas das entidades promoventes de certames de futebol no âmbito dos Estados;

Considerando que o torcedor tem direito a segurança nos locais onde são realizados os eventos esportivos antes, durante e após a realização das partidas.

Considerando os graves tumultos recentemente ocorridos entre torcidas organizadas dos clubes de futebol no Estado de Pernambuco, gerando crimes e depredações de patrimônio público e privado dentro e fora dos estádios, nos dias de partidas de futebol do Campeonato Pernambucano de 2012;

Considerando que o acirramento de ânimos e a ocorrência de crimes praticados por integrantes de algumas torcidas organizadas dos clubes de futebol, tende a se agravar com a realização das partidas semifinais e finais do Campeonato Pernambucano de 2012;

Considerando que algumas torcidas organizadas do futebol pernambucano têm atuado como organizações criminosas, praticando crimes e perturbando a ordem pública, com repercussões graves que atingem torcedores e a população em geral;

Considerando que o Ministério Público de Pernambuco, através da 19º Promotoria de Justiça de Defesa da cidadania da Capital com Atuação na Promoção e Defesa dos Direitos do Consumidor estará, ao final deste Procedimento Preliminar, ingressando com uma Ação Civil Pública visando a PROIBIÇÃO DE FUNCIONAMENTO DAS TORCIDAS ORGANIZADAS E A DISSOLUÇÃO JUDICIAL DESTAS PESSOAS JURÍDICAS (OU SOCIEDADES DE FATO), uma vez que algumas destas entidades têm sido utilizadas predominantemente para a prática de atos criminosos;

Considerando que a prevenção da violência nos esportes é de responsabilidade do poder público, das confederações, federações, ligas, clubes, associações ou entidades esportivas, entidades recreativas e associações de torcedores, inclusive de seus respectivos dirigentes, bem como daqueles que, de qualquer forma, promovem, organizam, coordenam ou participam dos eventos esportivos.

Considerando que, sem prejuízo do disposto nos arts. 12 a 14 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, a responsabilidade pela segurança do torcedor em evento esportivo é da entidade de prática desportiva detentora do mando de jogo e de seus dirigentes;

Considerando que as entidades responsáveis pela organização da competição, bem como seus dirigentes respondem solidariamente com os clubes e seus dirigentes, independentemente da existência de culpa, pelos prejuízos causados a torcedor;

Considerando que é torcida organizada, a pessoa jurídica de direito privado ou existente de fato, que se organize para o fim de torcer e apoiar entidade de prática esportiva de qualquer natureza ou modalidade.

RECOMENDA

A FEDERAÇÃO PERNAMBUCANA DE FUTEBOL – FPF, POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO – PMPE, SPORT CLUB DO RECIFE, CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE, SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE E SALGUEIRO ATLÉTICO CLUBE no âmbito de suas competências que:

1- Proíbam a entrada de torcedores portando camisas, bandeiras, objetos, distintivos ou símbolos de qualquer natureza, que caracterizem o torcedor como sendo membro de Torcida Organizada de Futebol, no interior dos estádios,

2 – Que seja dada ampla publicidade desta Recomendação, em todos os meios de comunicação, especialmente televisão, rádios locais e jornais, desde a data de seu recebimento, de modo a prevenir a presença de torcedores membros de torcidas organizadas, devidamente caracterizados, nos estádios de futebol,

3- Que encaminhem a esta 19ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital com Atuação na Promoção e Defesa dos Direitos do Consumidor, informações sobre o acatamento ou não da presente Recomendação no prazo de 48 horas;

REGISTRE-SE QUE O NÃO ATENDIMENTO AO DISPOSTO NESTA RECOMENDAÇÃO IMPLICARÁ A ADOÇÃO DAS MEDIDAS LEGAIS CABÍVEIS, DE ORDEM CIVIL, CRIMINAL OU ADMINISTRATIVA, DAS PESSOAS JURÍDICAS E FÍSICAS RESPONSÁVEIS PELAS REFERIDAS ENTIDADES;

Encaminhe-se cópia da presente RECOMENDAÇÃO à FEDERAÇAO PERNAMBUCANA DE FUTEBOL, POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO – PMPE, SPORT CLUB DO RECIFE, CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE E SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE E AS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA DAS COMARCAS DE ARARIPINA, SALGUEIRO, PETROLINA, VITÓRIA DE SANTO ANTÃO, PAULISTA, CABO, BELO JARDIM, SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE, CARUARU e à Secretaria Geral do Ministério Público, para publicação no Diário Oficial do Estado, ao Exmo. Sr. Presidente do Conselho Superior do Ministério Público e ao CAOP-CON, para conhecimento.

Registre-se e cumpra-se.

Recife, 16 de abril de 2012.

Ricardo V. Coelho
Promotor de Justiça
19ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital com Atuação na Promoção e Defesa dos Direitos do Consumidor

31 Comentários + Add Comentário

  • Engraçado, quando a Europa sofria com os Hooligans e fizeram políticas pra inibir a ação deles como PROIBIR que quem fosse condenado por crimes devido ao futebol de ASSISTIR ao jogo,s eja presencialmente seja via tv acho que ninguém reclamou né? pq não fazer o mesmo com nossos marginais

  • Acredito que o resultado desta medida no curto prazo, impedindo a entrada de Torcidas Organizadas nos estádios, gere revolta e uma violência ainda maior ao redor dos estádios. Como foi citado por Pierre – as Torcidas marcam encontros – não precisam estar em campo para brigarem. A violência é maior e mais ofensiva aos que estão fora dos estádios. Não sou a favor da violência, nem tampouco das Torcidas Organizadas, uma vez que elas estão ali pra brigar, quebrar ônibus e/ou apanhar da polícia (com orgulho!). Mas não acredito numa diminuição eficaz da violência gerada per estes torcedores.
    Tem que haver punição imediata, não apenas a de levarem o troféu para casa por terem apanhado de policiais, para aqueles que forem pegos destruindo patrimônios públicos ou privados; que estiverem envolvimento em brigas.
    Isto é questão de educação, ausência de base familiar e da própria escola. Infelizmente, em sua maioria, estas pessoas são classe média baixa, o que deixa claro esta ausência.

    • Suellen, torcidas organizadas não são (ou foram) problemas exclusivo do Brasil.

      Banir a torcida organizada não é impedir AS PESSOAS de entrar no estádio, mas impedir que entrem com as camisas, bandeiras, que fiquem juntos na arquibancada, que se aglomerem em torno do símbolo (quem nem é do time). Ou seja, retirar a IDENTIDADE (e o CNPJ) da torcida organizada.

      Não é medida de curto prazo (já que as pessoas continuarão aglomeradas) mas é algo que tende a DESAPARECER no futuro.

      • Não falei que é problema exclusivo do Brasil, nem tampouco defendi o seu fim. Apenas acredito na punição imediata aos agressores/vândalos. Também não disse em impedir pessoas de entrar nos estágios, falei que não precisa estar dentro de campo pra ser submetido aos crimes causados pelas Torcidas Organizas (que a questão em debate).
        E quanto ao curto prazo, acredito que esta medida de acabar com as Torcidas vá aumentar a violência por motivos de revolta dos próprios torcedores, mas no CURTO PRAZO.

        • *estádios

  • Sou a favor da medida. Expulsar os marginais dos estádios já é um começo. Como os animais vão marcar suas brigas fora do ambiente dos estádios, fica mais fácil enquadrá-los em algum crime.

  • Não vão fazer falta. Toda torcida tem seu hino, suas canções, quase todo torcedor saberá puxar seu time. Para os marginais travestidos de torcedores, o encarceramento será a melhor solução.

  • É complicado acabar com isso.

    Na verdade, a figura da “torcida organizada” é um ente abstrato o que torna difícil a identificação de quem se diz torcedor de um time.

    Se acabarem com as torcidas ou proibirem a presença delas nos estádios não vai adiantar de nada já que os marginais vão continuar a existir e a entrar nos estádios pra fazer baderna.

    A torcida organizada é apenas um manto que “protege” esses bandidos disfarçados de torcedores. O cara é marginal, coloca uma camisa do time e vai pro estádio fazer arruaça, assaltar, estuprar e depredar ônibus, pouco importando se ele faz parte ou não de torcida.

    Essas galeras de maloqueiros vão existir sempre independentemente da existência de torcidas. A diferença é que, com as torcidas, o cara se disfarça de torcedor o que facilita a atuação dele enquanto bandido, afinal, se o cara tiver pela rua com camisa de time em dia de jogo já fica menos suspeito o que facilita para ele e seu bando assaltarem, estuprarem, depredarem, etc. A indumentária de “torcedor” termina servindo como um disfarçe pro cara praticar os crimes que ele iria praticar com ou sem torcida organizada.

  • Olha a educação de primeiro mundo do Brasil:

    Jornal Hoje flagra o consumo e a venda de drogas nas escolas

    http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-hoje/t/edicoes/v/camera-do-jh-flagra-o-consumo-e-a-venda-de-drogas-na-porta-de-escolas/1907612/

    Só falta a petralhada dizer que a Coréia do Sul tá com inveja do Brasil.

  • 1ª – As torcidas organizadas não foram proibidas de entrar nos estadios. Foi proibido de quaquer pessoa entrar no estadio com o traje da organizada.
    2ª – Não vai resolver nada, não é a vestimenta que faz com que estes bandidos atuem da forma atual. Ao contrario, com o traje fica facil nós os vermos e saimos de perto.
    3ª – nâo disseram que a proibição de de bebidas alcoolicas dentro do estadio resolveria???

    Sr. Promotor, estes marginais não bebem cerveja ou cachaça, eles fumam maconha e crack. A inferno fica atras da barra do canal, se colocar policamento ali vera eles se drogando. E já me informaram que o mesmo acontece na iha e nos aflitos.

    Se prender e levar para o cotel, vai obrigar aos dirijentes das organizadas a pagar advogado para saltar os bandidos, tirando a descupa deles de que quem faz arruaça não é das organizadas e sim estão com a camisa da mesma. O cara vai passar no minimo 03 dias preso.
    Poxa, o cara ta quebrando tudo na cidade, enfrentado a policia e não tem uma forma de enquadrar em um crime qualquer???

  • O problema não é exatamente a torcida organizada, são as pessoas que usam este movimento para badernar. Enquanto não proibirem estes marginais de estarem nas redondezas dos estádios em dias de jogos, esta baderna vai continuar. Com ou sem torcida organizada.

  • Essa marginalidade não vai acabar nunca no brasil.

    Enquanto o governo não resolver investir seriamente em educação decente, marginais sempre vão existir.

    O povo acha que tudo no brasil se resolve com lei. Se fosse assim era fácil, era só criar uma lei contra a pobreza e tava tudo resolvido.

    Não adianta sair criando lei pra tudo e não atacar o problema na raiz. O resultado disso é essa anarquia que vemos no dia a dia: muita lei que ninguém conhece (nem os juizes) e nada é levado a sério. Vira o país da letra morta. Daí vem esse escárnio que vemos diariamente com a legislação. É muita lei que, na prática, não serve pra nada, só pra confundir e tumultuar.

  • 94 onibus danificados, banheiro destruído, torcedor morto, depredação pra tudo que é lado, atropelamento, catraca arrancada, vaso sanitário arremessado na arquibancada, torneiras arrancadas, mijo nas pias, nas paredes e no chão do banheiro, portas arrancadas, pisos e azulejos quebrados, o bar do clube foi assaltado, arrastão, agressões, brigas e ninguém preso.

    Eu quero é que essa copa no brasil seja a maior zona pra ver se o povo acorda dessa malandragem chamada futebol e pra ver se esse CU de pais toma jeito.

    Basta uns arrastões, uns ônibus depredados e uns turistas assaltados pra acabar de vez com essa palhaçada de copa.

  • Uma medida drástica, porém necessária.

    A cada dia que se passa, principalmente quando reunimos os jogos das duas maiores torcidas de Pernambuco, Santa Cruz e Sport, fica mais evidente a necessidade de tomar uma medida drástica.

    Ontem, no clássico entre Sport e Santa Cruz pela última rodada da primeira fase do campeonato pernambucano, ocorreram incidentes lamentáveis. Dentre eles, o quebra-quebra promovido pela torcida do Santa Cruz nas dependências da Ilha do Retiro. Apenas repetido o fato do último clássico das multidões disputado no Arruda, onde a torcida do Sport depredou o estádio José do Rêgo Maciel.

    Já ficou evidente que não há mais condições de torcidas organizadas, ou marginais uniformizados, continuarem manchando o futebol pernambucano. Um campeonato bem disputado com três grandes clubes do cenário nacional e com elevados índices de presença em estádio.

    A solução inicial é proibir todo e qualquer tipo de torcida organizada em Pernambuco, bem como a adoção dos jogos de torcida única, como é feito em Minas Gerais.

    Quando Santa Cruz e Sport jogarem no Arruda, apenas torcida do Santa Cruz pode entrar. Quando Sport e Santa Cruz jogarem na Ilha do Retiro, apenas a torcida do Sport pode entrar.

    Pernambuco tem avançado na questão da segurança pública e não pode continuar com esses incidentes lamentáveis em nossos estádios. A situação está fugindo do controle.

    Chega de organizadas. Basta de violência!

    http://edmarlyra.com/uma-medida-drastica-porem-correta/

    • “Pernambuco tem avançado na questão da segurança pública”

      Imagina se não tivesse.

      • Realmente Vitor, morri de rir com essa. Foi uma piada “sem-querer”.

  • Tem que expulsar as violentas. Onde já se viu expulsar uma nauticonet ou sportnet ou coralnet???? O problema são as “jovens” ¬¬. logo, não se pode classificar organizadas como sendo quadrilhas que deveria ser expulsas. As organizadas para o mal é que devem sofrer.

    As que são organizadas para a paz ficariam protegidas pelo Estado.

    Falta vontade. Como tudo nesse país.

  • Pierre

    Medida de holofote, infelizmente tão característica do Ministério Público.

    O que você pontuou no início é perfeito. Falta vontade, apenas.

    Agora, que tal indagar de quantas viagens ao exterior o atual Procurador Geral de Justiça (à época promotor do juizado do Torcedor) e o juiz titular fizeram, além de outras autoridades, fizeram para “aprender” a evitar a violência???

    REPITO: que tal saber quantas viagens já fizeram ao exterior, para evitar o que jamais evitaram.

    A favor do magistrado, o fato de que pelo menos ele gosta e entende de futebol, pois o ex-promotor do Juizado do Torcedor, nem isso!

    Aliás, o Procurador Geral de Justiça foi recentemente a Brasília, para evitar que a Lei Geral da Copa permitisse a venda de bebidas nos estádios na Copa. Grande MPPE, sempre pensando no cidadão de bem, que nem uma desgraça de uma latinha de cerveja pode tomar vendo seu time jogar…

    FORA HIPOCRISIA.

    Punição para marginal. Cerveja para o cidadão.

    • Só complementando: não precisa pegar todos os marginais de uma só vez.

      No segundo jogo, quando 10, 20 ou 100 estiverem sofrendo punições, DUVIDO que essa selvageria continue.

      Em São Paulo, “acabaram” com a Mancha Verde. Adiantou muito, tanto que lá não tem mais violência. Tem briga, espancamento, morte, assalto, quebra-quebra, etc, MAS ninguém com a camisa da Mancha Verde.

      E claro: nos EUA já testaram a Lei Seca. Um tal de Al Capone foi o resultado mais conhecido. O resto, é hipocrisia.

    • E o pior é pensar que quem banca essas viagens para o exterior é o cidadão que ainda tem que apanhar de bandido no estádio e ter o ônibus depredado.

      Como diria o sábio filósofo: “É pra se foder!!!!!”.

  • Falta vontade política.

  • Os barnabés querem resolver com mais barnabé, mais burocracia…

    A solução é uma só: EDUCAÇÃO. Claro, sem esquecer que qualquer infração deve ser REPARADA com serviços comunitário, jamais agressões da PM.

    • Ah, o pessoal do Pé na Rua tem uma postura mais socialmente responsável do que os barnabés ditos responsáveis pelos problemas da sociedade. E ainda tem mais, o PnR ainda faz o mais importante: chama o debate com a sociedade.

  • Cada vez mais esses bardeneiros fazem com que os bons torcedores e as famílias deixem de frequentam os estádios. Faz alguns anos que não vou mais para os clássicos. Futebol é lugar de lazer, de diversão e não de violência, seja física, seja verbal.

    Precisa haver também uma construção da cultura de paz nos estádios com o envolvimento dos clubes, poder público e federação através de campanhas educativas constantes.

    Duas sugestões como punição para os torcedores arruaceiros:

    1. Exclusão imediata do cadastro do Todos Com a Nota, perdendo o direito ao benefício.
    2. Proibir a entrada desses torcedores nos estádios. Como? Criando tecnologias que identifique a pessoa antes de passar na catraca, como por exemplo, através de leitura biométrica.
    3. Proibir o repasse de ingressos/meia-entrada pelos dirigentes para as torcidas organizadas.
    4. Em dia de jogos, realização de blitz nos ônibus. Basta fazer um trabalho de inteligencia para saber de que localidade vem esses torcedores.

  • Eu fui para o jogo e a única coisa que tenho a dizer é que, daqui pra frente, não irei mais frequentar os jogos.

    Não sou rato de estádio, mas pela influência de meu pai e meu tio que gostavam muito de futebol passei a ir para alguns jogos.

    O que vi nesse jogo realmente foi uma completa esculhambação. Passei de carro perto do estádio e vi os maloqueiros sem camisa e usando óculos escuros. Os caras passavam pela rua chutando as paradas de ônibus, esmurrando as janelas dos ônibus e fazendo roda de porrada e depois quando a polícia chegou sairam todos correndo da polícia e às gargalhadas. Vários deles estavam visivelmente drogados e um deles estava com um aerosol pichando palavrões nos muros e morrendo de rir. A diversão deles é provocar a polícia pra depois sair correndo na gaiatice.

    Realmente, decadência total. Se a copa do mundo for assim, vai ser um espetáculo de baderna. Eu nunca pensei que a coisa chegaria nesse nível de desordem.

    É muito melhor comprar uma tv led grande e assistir futebol no conforto de casa longe da anarquia.

  • Violência se combate com violência. Para isso existe o Estado. Deixem a Polícia exercer o seu papel, baixar o cacete no lombo dessa corja, e vamos ver se a coisa melhora ou não.
    Infelizmente, porém, nesse país de frouxos, medrosos, covardes e “traumatizados pela ditadura”, escamoteia-se o dever ser em função de uma ingênua construção do ideal. Coisa de 3o mundo, fazer o que???

    • É pra isso mesmo que existe o Estado: o monopólio do uso da força. A restrição da sua liberdade, para que o outro não prejudique sobre você. Então tem mais é que bater nos vagabundos marginais arruaceiros mesmo.

  • Concordo plenamente! Já passou da hora de acabar com essas quadrilhas (de torcida mesmo, não têm nada). Apenas servem como escudo para coletivizar – e assim, deixar anônimos infratores da lei – a prática de crimes e incivilidades. Infelizmente estão repletas de marginais que aproveitam o evento futebol para despejar sua ignorância, falta de educação e extinto animal! Parabéns pela iniciativa!

  • Hoje li uma nota de uma das torcidas dizendo que nao concordava com a proibição da entrada no estadio…bem, estranho seria se eles concordassem.

    A nota dizia que o governo estava tentando esconder a violencia do estado com essa proibição, que a violencia existe em todo estado todos os dias.

    Concordo que a violencia existe todo dia, mas bárbaros em arrastoes destruindo a cidade e aterrorizando as pessoas na rua nao acontece todos os dias.

    Ja esta na hora de proibir mesmo, todo classico sao centenas de onibus depredados, aí quando sobe passagem o povo acha ruim, quem vai pagar pelos onibus depredados? as empresas? logico que nao.

    Ja fui membro de torcida jovem em outro estado e saí por medo mesmo, infelizmente a maioria quer baderna e desordem.

    • De certa forma a torcida está certa quando diz que o governo quer esconder a violência.

      Aliás é sempre assim no Brasil: o governo sabe que não dá conta mesmo e aí parte pra esconder a merda.

      É aquela velha história de jogar a poeira embaixo do tapete de qualquer jeito pra esconder a sujeira. O governo está mais preocupado em esconder do que em resolver.

      O problema é que talvez essa medida gere um efeito de raiva na galera das torcidas e a turma resolva partir pra avacalhação geral. Aí é que a população vai ver o que é bom pra tosse.

      É capaz até de os maloqueiros colocarem bombas nos estádios.

  • A questão Sr. Promotor, é a certeza da impunidade. Essa gangue de VAGABUNDOS sabe que uma vez sendo preso pela Policia jamais lhe será dado o “tratamento justo” ou seja BORRACHA NO LOMBO.

    Quais são as penalidades para esse tipo de vandalismo? TCO? Pena alternativa tipo cesta básica?

    A coisa mais ABSURDA que se um cidadão pode assistir é ver a PM, o braço forte da lei escoltando essa matilha de bandidos pelas ruas da cidade como se isso fosse a mais eficiente das medidas.

    O problema é a mediocridade da lei que engessa qualquer tipo de medida mais rigida.

    De nada vai adiantar essas providencias paliativas.

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).