Bolsa fecha em alta de 0,46%, após despencar quase 3% no dia

ago 6, 2007 by     Sem Comentários    Postado em: Finanças

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Do Uol Economia

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou esta segunda-feira em alta de 0,46%, a 53.091 pontos, depois de passar a maior parte do dia em forte queda, chegando a despencar quase 3% durante a manhã. O dólar fechou em alta de 0,26%, cotado a R$ 1,907 na venda.

A recuperação aconteceu depois que os investidores entenderam que a alta registrada nos mercados norte-americanos ao longo do dia era relativamente firme.

A queda vinha ocorrendo devido a notícias negativas sobre o crédito nos Estados Unidos, assunto que motivou a atual onda de turbulência pela qual as Bolsas de todo o mundo vêm passando.

Recuperação

As Bolsas dos EUA passaram a subir com a procura por ações de grandes empresas que não estão ligadas diretamente ao setor de empréstimos.

Trata-se de uma percepção de alguns investidores de que a turbulência no setor de crédito não deve afetar necessariamente as ações de outros segmentos.

“As más notícias no setor financeiro ainda não acabaram. Haverá provavelmente mais notícias ruins e turbulência para enfrentar. As pessoas estão se mudando para empresas globais com crescimento sólido”, afirma Jim Awad, presidente do W.P. Stewart & Co, em Nova York.

Também ajudou a puxar as Bolsas dos EUA para cima o fato de ações de empresas do setor financeiro estarem muito baratas, devido à forte queda da última sexta-feira.

Os mercados de ações da Europa, que fecham antes dos norte-americanos, não tiveram tempo de refletir a subida verificada em Nova York e encerraram em baixa.

Perspectivas

“Ainda vislumbro um cenário positivo para economia mundial, mas a volatilidade permanece no curto prazo”, disse o analista Gustavo Barbeito Lacerda, da Prosper Gestão de Recursos. Ele avalia que a correção positiva na Bolsa só será permanente quando as incertezas no cenário se dissiparem. “Assim como subiu hoje, pode cair amanhã.”

Segundo ele, o Ibovespa pode oscilar entre 52 mil e 56 mil pontos sem mudanças de fundamento, apenas reagindo a notícias e movimentos técnicos.

Amanhã, o banco central dos Estados Unidos decidirá o rumo da taxa básica de juros. Analistas prevêem que ela seja mantida em 5,25% ao ano. A expectativa sobe o juro ajudou a puxar para cima as Bolsas de Nova York.

Crédito

O setor de crédito continua preocupando e foi a causa da forte baixa na Bolsa brasileira nesta segunda-feira até cerca de 16h.

A American Home Mortgage Investment, uma das maiores fornecedoras independentes de empréstimos residenciais de baixo ou médio risco nos Estados Unidos, declarou-se hoje em quebra ao não poder cumprir as obrigações pendentes, de mais de US$ 100 milhões, com cerca de 100 mil credores.

Na manhã desta segunda, as ações da empresa chegaram a cair 36,69%, depois de já terem se desvalorizado 48% da última sexta-feira. A empresa atua oferecendo crédito a clientes que têm bom histórico de pagamento de dívida, mas que não conseguem alcançar créditos preferenciais em instituições financeiras.

Em decorrência dos problemas no ramo de crédito, aumentaram os custos de seguros da Countrywide Financial maior empresa de hipotecas dos Estados Unidos, e de corretoras norte-americanas.

Ainda, o Credit Suisse reduziu sua posição em ações de países emergentes para 10%, ante 30% anteriormente, afirmando que esses papéis tornaram-se muito caros. No entanto, afirmou que “ainda acha que em alguns países estão baratos”, como Brasil, Coréia e Tailândia.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).