Bolsa sobe mais de 3% e fica perto de recorde; dólar cai a R$ 1,804

out 5, 2007 by     1 Comentário     Postado em: Finanças

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Do Uol Economia

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 3,17% nesta sexta-feira, aos 62.318 pontos terminando a semana perto do recorde após muito sobe-e-desce. Fator determinante foi o relatório de emprego dos Estados Unidos divulgado esta manhã, mostrando que a economia norte-americana está melhor do que o imaginado.

O volume financeiro da sessão ficou em R$ 7 bilhões, inflado pelo leilão de compra de ações da Copesul pela Braskem, que movimentou R$ 1,29 bilhão. A alta foi generalizada, e, dos 63 papéis do Ibovespa, apenas cinco caíram.

O dólar comercial recuou 1,15% e fechou cotado a R$ 1,804 na venda, o menor valor desde 15 de agosto de 2000. A queda foi provocada pela forte alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que seguia o otimismo dos mercados de ações dos Estados Unidos.

Os dados sobre o emprego nos EUA acalmaram temores de recessão na maior economia do mundo, mas não foram fortes o suficiente para frustrar as expectativas de novo corte do juro pelo Federal Reserve no fim do mês.

A Bolsa paulista acompanhou a euforia de Wall Street depois de o governo dos EUA ter informado que a economia abriu 110 mil postos de trabalho em setembro, acima dos 100 mil estimados por analistas. Além disso, o governo revisou para cima os dados de agosto, de corte de 4.000 vagas para criação de 89 mil vagas.

Em Nova York, os índices Dow Jones e Standard & Poor’s 500 fecharam em patamar inédito, aos 14.066 pontos e 1.557 pontos, respectivamente.

“Parece que estamos rumando para uma desaceleração moderada dos EUA e isso é bom para ativos de risco em geral”, disse Lucy Bethell, estrategista de mercados emergentes do Royal Bank of Scotland, em Londres.

Por aqui, o giro com as ações da Companhia Vale do Rio Doce e da Petrobras foi bem parecido, assim como o desempenho das duas: os papéis da mineradora avançaram 4,19%, para R$ 51,18, enquanto as ações da estatal subiram 4,14%, para R$ 61,65.

Nesta sexta-feira, o Morgan Stanley disse que se mantém otimista com ações brasileiras, que continuam a ser suas preferidas na América Latina apesar dos recentes ganhos.

“O Brasil continuará se beneficiando de condições favoráveis de sua exposição a nossos setores preferidos em mercados emergentes –matéria-prima e energia”, segundo o Morgan.

Alta de bancos

Entre os destaques do pregão na Bolsa paulista ficaram as ações de bancos, depois que o Barclays admitiu derrota na disputa pelo ABN Amro, indicando que o consórcio de bancos europeus liderado pelo Royal Bank of Scotland deve ficar com o banco holandês. Com isso, o Santander assumirá os ativos do ABN no Brasil e ficará entre os maiores bancos no país.

“Você tem efetivamente um gatilho para o reinício do processo de consolidação no Brasil. O Unibanco sempre foi um alvo para vários bancos, quem adquirir consegue se firmar numa posição de liderança, então faz todo o sentido essa procura pelo banco e pelo setor em geral”, afirmou a analista Kelly Trentin, da corretora SLW.

As ações do Unibanco ficaram entre as mais negociadas do dia, o que não acontece normalmente, e subiram 5,49%, para R$ 26,34.
Bradesco avançou 4,74%, para R$ 57,27, e Itaú exibiu valorização de 4,6%, para R$ 49,31.

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  • Pq quando o preço da ação aumenta, o retorno exigido por ela diminui? Obrigado pelas esclarecedoras informações.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).