Mercado minimiza fraqueza de Wall Street e Bovespa bate recorde

set 25, 2007 by     Sem Comentários    Postado em: Finanças

Da Reuters

Embalada pelo otimismo em relação às perspectivas para seus principais papéis, Vale e Petrobras, a Bovespa conseguiu descolar de Wall Street e subir mais de 1 por cento nesta segunda-feira, renovando seu recorde histórico. O movimento amplia o bom desempenho do mercado registrado na semana passada, quando o Federal Reserve cortou o juro norte-americano além do esperado pela maioria.

Com isso, o principal indicador da bolsa paulista acumula agora alta de 32 por cento no ano. Nesta sessão, o ganho foi de 1,59 por cento, para 58.719 pontos. O Ibovespa fechou na máxima do dia.

O recorde anterior era de 58.124 pontos, registrado em 19 de julho, antes da intensificação das crises imobiliária e de crédito nos Estados Unidos.

“Com o corte de juros nos Estados Unidos, a liquidez tem que caminhar para algum lugar. E ela está caminhando para ativos reais. Então vemos forte procura por commodities e por ações de empresas vinculadas a essas matérias-primas”, disse Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor.

Para o executivo, o aumento da procura por essas ações é impulsionado pela queda do dólar frente às principais moedas do globo. A divisa norte-americana caiu a novo recorde frente ao euro nesta segunda-feira.

“Esse movimento no mercado mundial acaba favorecendo tremendamente a Bovespa”, acrescentou.

Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,44 por cento, abatido pela greve na GM e preocupações com os efeitos da crise global de crédito depois que fontes disseram à Reuters que o lucro do Deustche Bank pode sofrer um golpe de 2,4 bilhões de dólares.

O indicador de principais ADRs brasileiros, no entanto, fechou em alta de 1,30 por cento. O índice do Morgan Stanley de ações de emergentes também fechou em recorde nesta segunda-feira.

BLUE CHIPS

As ações da Vale dispararam 5,27 por cento, para 49,74 reais, em meio à alta dos preços de metais no mercado internacional. O cobre avançou mais de 1 por cento nesta sessão e o ouro foi negociado na Europa no maior nível em 28 anos.

As rivais Rio Tinto, BHP Billiton e Anglo American exibiram alta entre 3,8 e 6 por cento cada.

A expectativa de aumento dos preços de minério de ferro nos contratos do ano que vem também tem contribuído para o bom desempenho das ações da mineradora brasileira. Analistas esperam que as negociações comecem em outubro.

“Os metais se recuperaram e nós vemos algumas recomendações de compra da Vale por parte de bancos, apontando o papel com espaço para subir mais em função principalmente da perspectiva de reajuste dos minérios. Fala-se em algo entre 20 e 30 por cento”, comentou o analista de uma corretora nacional que prefere não ser identificado.

O reajuste deste ano foi de 9,5 por cento. Em 2006, o aumento foi de 19 por cento e em 2005, de 71,5 por cento, após intensas conversações.

“Este é um ano apertado como foi 2004/2005…continuamos firmes na nossa avaliação de que o preço do minério de ferro deve subir pelo menos 25 por cento”, escreveram os analistas Roger Downey e Ivan Fadel, do Credit Suisse, em relatório divulgado na semana passada.

Enquanto isso, as ações da Petrobras exibiram valorização de 2,56 por cento, para 60 reais. O preço do petróleo, que na sexta-feira bateu recorde, e as recentes descobertas da estatal têm ajudado as ações, segundo analistas.

A segunda maior alta do pregão foi Perdigão, que avançou 5,24 por cento, para 38,93 reais, depois que a agência de classificação de risco Moody’s concedeu nota Ba1 em moeda local para a Perdigão, com perspectiva estável. A nota está um degrau abaixo do grau de investimento.

ESTRANGEIROS

O volume financeira na Bovespa ficou em 4,79 bilhões de reais nesta segunda-feira, pouco acima da média diária do ano. Uma casa que atua para estrangeiros se sobressaiu entre as compras.

O saldo externo na bolsa paulista está positivo em 1,87 bilhão de reais em setembro, até o dia 19, depois de três meses seguidos de saídas.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).