Debate sobre mercado imobiliário em PE nesta terça

out 17, 2012 by     18 Comentários    Postado em: Financiamento Imobiliário

Na próxima semana estarei participando de um debate sobre Mercado Imobiliário em Pernambuco, onde iremos apresentar dados e informações sobre a perspectiva de preço dos imóveis na cidade.

Participa também do debate o empresário Marcello Gomes, sócio da Construtora Nassau, e ex-Presidente da Ademi.

Quem tiver interesse, a entrada é gratuita, e você pode se inscrever pelo telefone 3461-4008. Será na terça-feira, às 19 horas, no Hotel Golden Beach, em Piedade.

Pode fazer a inscrição também pelo site www.faculdadefepam.com.br

18 Comentários + Add Comentário

  • Vai ter transmissão online?!

  • Olá amigos, telefonei para 3461.4008 e fiz inscrição com a amável atendente Elisabete.
    Espero participar do “Mercado Imobiliário de Pernambuco” no próximo dia 23 no Golden Beach e fazer uma bonita matéria para o Blog – mariahelenareporter.blogspot.com
    Boa sorte!

  • O Local tem capacidade pra quantas pessoas?

  • Vale muito a pena, o Pierre é fera nesse assunto. Dia 23 eu tó lá !

  • Você poderia continuar postando àqueles dados das pesquisas que divulgava à pouco. Há indícios que o Recife, ao contrário de muitas cidades do Brasil, está em direção contrária. Ou seja, preços seguem aumentando..Não entendo até que ponto o mercado interno ainda consegue consumidores de empreendimentos cada vez mais caros. Uma pergunta relevante seria “Qual seria o teto do Mercado Local?” “O que mantém os preços aumentando?” “Quais as implicações desse aumento em curto-médio prazo?”

    :P

    • Robson, não sou especialista, mas pra mim esse ponto é claro: Como 2012 foi um ano de crescimento econômico pífio, as cidades maiores (SP, RJ, DF, BH) começaram a sentir as acomodações do mercado.

      Recife (e PE) em contrapartida continua crescendo a niveis maiores que o resto do país, o que pode explicar as preços ainda crescentes.

      Vale lembrar que essa discussão (de preço de imóveis) é comum em QUALQUER LUGAR do mundo. Seja numa bolha imobiliária ou não. O “preço” das coisas não tem um ‘limite’, ele é apenas definido pelo mercado.

      Se tem quem compre, a linha tende a subir. Se não, desce. Demora um pouco, mas desce.

      • O cerne da questão imobiliária em Recife nos dias atuais é: o recifense efetivamente tem renda compatível com os precos praticados atualmente pelo mercado??

        Na minha modesta opinião, NÂO. Nem mesmo a classe média pernambucana, cada vez mais endividada e com seus salários achatados pela inflação, tem condições de bancar financiamentos para “apertamentos” de 500 mil, que é o que as construtoras estão pedindo por qualquer biboca de 3 quartos aqui na capital.

        Nesse ponto, chegam os defensores da não-existência de bolha imobiliária dizendo que tem muita gente de fora com grana pra investir em Pernambuco, estado que vem crescendo muito – suape, fiat, mi mi mi…

        Pois, bem, aí eu pergunto: a quem esses investidores irão vender os seus imóveis adquiridos por 500, 600, 700 até 1 milhão de reais, para fazer valer o capital por eles investido, se a perspectiva econômica para o futuro próximo vem se mostrando cada vez mais sombria, com inflação crescente, crescimento pífio do pib, crise nos países do primeiro mundo?

        Só digo uma coisa: o momento atual é o pior possível para se comprar um imóvel, a menos que seja questão de vida ou morte, pois o que se avizinha para os próximos anos é um tremendo baque no valor desses ativos. Quem viver, verá.

        • Klaus, entendo seus argumentos.

          Mas os imóveis aqui continuam sendo vendidos, portanto, há quem esteja disposto a pagar (que é o ponto crucial da questão). Pelo que eu soube, o ritmo diminuiu se comparado a 2010, mas os financiamentos estão “pipocando” na Caixa e Bradesco.

          Se isso vai virar uma bolha (e explodir)? Não dá pra saber, o grau de endividamento / PIB ainda é baixo.

          De novo, meu argumento é que, quando uma cidade cresce (e Recife ainda está crescendo) você invariavelmente verá uma valorização imobiliária. Seja em Recife, ou em qualquer outra cidade do mundo.

        • PG,

          Você diz que os imóveis continuam sendo vendidos, mas há que se prestar atenção num detalhe: a maioria das vendas hoje são realizadas para “investidores”. Observe bem que até as propagandas falam que o imóvel tal é bom pra investir.

          Então, cai exatamente naquilo que o Klaus falou: o “investidor”, após receber o imóvel, tem que encontrar um morador, um comprador final. Se não encontra, PLOC, a bolha estoura. É isso que vai acontecer.

          Mesmo assim, hoje se vende muito pouco comparado a 2 anos atrás por exemplo.

          Já estamos numa bolha imobiliária e Recife é uma das cidades que será mais afetadas. Já já veremos a falência de algumas construtoras que, sem a entrada dos mesmos volumes de capital, estão perdendo a força pra continuar pedalando. Infelizmente muita gente vai ficar no prejuízo.

          Quando ao argumento de que o grau de endividamento/pib é baixo, deve-se ponderar o seguinte: 1- 30% da população brasileira não tem conta em banco. Logo, nesse cenário, seria impossível que nossa relação crédito/pib chegasse nesse ponto; 2-Você se esquece da tal “compra na planta”. Essa modalidade é uma espécie de financiamento, na qual você paga uma parcela que cabe no bolso até a entrega do imóvel (e a construtora lhe cobra juros sobre o saldo devedor). O grande boom dos imóveis foi em 2010. O imóvel lançado em 2010 só vai ficar pronto em 2014, aí sim essa conta vai aparecer, pq o comprador vai ter q pegar um financiamento bancário – se o banco der crédito a ele. Então, não use esse argumento.

          Bolhas não necessariamente estão ligadas a excesso de crédito ou não. Basta estudar bolhas econômicas, como a bolha das tulipas na Holanda.

  • Legal! Se bem que já sabemos a opinião de Pierre, já que há 10 anos ele repete: existe uma bolha no mercado, se for pra comprar mesmo, mesmo.. vá nos usados. Não que eu não concorde em parte, mas quem repete a mesma coisa por muito tempo cai na sina do relógio quebrado, que está certo pelo menos uma vez no dia.

  • Farei a minha inscrição e estarei presente.

    A bolha, pelo que acompanhei, teve o ápice entre junho de 2010 e 2011 e já deu uma parada em 2012.

    Creio que a melhora na renda e o crédito farto e fácil na Caixa sejam o principal motor dessa bolha mas a maioria que tinha possibilidade de trocar de casa, já fez isso.

    Apartamentos de 4 quartos em geral são comprados por quem tem um de três e assim sucessivamente.. Ou seja: tinha que vender um para poder comprar o outro. E como so preços dos novos subiam, quem tinha um usado, só vendia a bom preço.

    Tanto foi assim que nunca antes na história do mercado imobiliário do Recife, se vendeu tantas coberturas e primeiros andares, micos pela baixa liquidez.

    O primeiro imóvel, novo, na faixa quente entre 60 e 80m2, também foi bem abastecido e o mercado não ´cresce infinitamente.

    Queiroz Galvão na Av Boa Viagem tem o m2 em torno dos 12.000 Reais (!!!)
    Mas nos usados, é bem abaixo disso e o principal: demora para vender.
    O encalhe voltou.

    Nos usados na faixa quente, 250 a 350 mil, está parado e o comprador escolhendo bastante.
    A demora para vender voltou ao nível usual.
    E se não se vende o usado, os novos ficam fora de alcance.

    Por exemplo: vendi um 3 qts de 90m em Boa Viagem por 200 mil em janeiro de 2011.
    (valia uns 220/230 mas precisava vender rápido para aproveitar uma “boquinha”)
    No mesmo edífício, foi vendido outro, de nível semelhante, por 300 mil em julho do mesmo ano.
    Agora existe um que está à venda pelos mesmos 300 mil e encalhado há mais de 6 meses..

    E o que dizer da Praia do PAiva?
    4 quartos, 240m por 960 mil.
    para mim, está bem razoável por conta da vizinhança e boas perspectivas
    Colégio Santa MAria deve abrir filial por lá
    Academias de ginástica também
    vem o Sheraton e edifícios de escritórios e mini-shoppings

    não me interesso em ir para lá por conta da distância e pedágio
    isso pesa no bolso mas, principalmente, significa pegar mais uma hora de trânsito.
    ter que cruazr Setúbal, Piedade, Candeias e Barra de Jangada para poder ir para casa.
    Já pensaram todos os dias pela manhã enfretar os engarrafamentos?
    Ou voltar para casa de madrugada?

    Se fizerem a via expressa que ligará Candeias à Via MAngue,aí pode até ser…
    para mim, seria um lugar para quando me aposentasse

  • Eu acompanho um pouco o mercado imobiliario, estava atras de um ponto comercial há 8 meses, não tinha nada e os que achava estavam carissimos, agora oito meses depois já vejo varios pontos comerciais semelhantes com precos inferiores, ja vejo localidades badaladas com uma quantidade razoavel de imoveis para alugar, ou seja, o mercado ja atingiu seu apice e agora procura uma estabilizacao.

    Pelo o que soube os imoveis voltados para classe media e alta, estao estacionados e as vendas estao fracas, o que continua forte sao as vendas para classe baixa e minha casa minha vida, que tem preços limitados a capacidade de pagamento da demanda….

    Existe uma bolha sim, mas os precos ja comecam a diminuir o valor de aumento, como em periodos anteriores que os precos quase duplicaram, ha muitos imoveis para serem entregues em 2014, resta saber se a demanda sera suficiente para tanta moradia…

    eh aguardar, acho uma boa hora de construir imovel popular, mas comprar de construtora nao recomendo…eles ficam com lucros altos e vc tem o risco do preco despencar nos proximos anos..

  • A bolha, pra mim, é clara e vai estourar em breve.

    Como é que um apto. de 4 quartos novo em BV tá na faixa de 750 mil ?

    Suponhamos que uma pessoa compre na planta. Enquanto está sendo construído ela vai pagando a prestaçãozinha.

    Quando o prédio fica pronto, ela tem que pagar o restante. Algo em torno de 600 mil. Fianciando em 30 anos, vai ficar uma prestaçãozinha de 6 mil por mês. Vale lembrar que a prestação só pode comprometer 30% da renda da pessoa. Ou seja, o comprador tem que ganhar no mínimo 18 a 20 mil líquidos.

    Agora eu pergunto: quantas pessoas em Recife ganham isso?

    Eu faria uma pergunta ainda mais interessante: nas grandes empresas da construção civil de PE (MD, Queiroz e Gabriel Bacelar), quantos funcionários ganham isso ???
    E nas demais grandes empresas??

    ENtão, meus caros, não precisa ser economista pra ver que há um descompasso entre o preço dos imóveis e o mundo real…

    • Alemão, vc ainda está sendo muito otimista na sua avaliação. O metro quadrado em Boa Viagem facilmente chega a R$ 10.000,00 (dez mil reais). Ou seja, qualquer biroscazinha de 100m2 (metragem mínima para um padrão decente de moradia) chega fácil a um milhão de reais reais, numa cidade pobre como Recife. Esses preços, a médio e longo prazo, são insustentáveis. Não há renda para isso aqui na cidade.

      E a classe média – principal destinatária desses imóveis – mesmo com crédito fácil, não tem mais margem no seu orçamento para se endividar, pois já sente os efeitos da inflação e da queda do seu poder de compra.

      Aliás, por falar em inflação, aguardem o início do próximo ano, quando haverá aumento da gasolina, que está com o seu valor nitidamente manipulado por questões meramente eleitoreiras.

  • Eu fico pensando, quando eu me formar, eu vou ter que ganhar na megasena para poder comprar um apartamento em recife.

  • Estou prestes a me mudar para o Recife e recebi uma proposta de um imóvel em um residencial próximo ao Geraldão (Imbiribeira) situado no 12o Andar. O proprietário me ofereceu o imóvel por R$ 150.000,00. Achei um ótimo nível os debates neste site e tomo a liberdade de solicitar opiniões de vocês que residem em Recife. Naquela região (próximo ao shopping center recife e metrô) o valor está razoável? Agradeço possíveis respostas.

    • Sr. Carlos Antunes, tudo bem?
      Me passe o número do seu celular para entrarmos em contato.
      Sou Consultor Imobiliário, trabalho na Jairo Rocha Brasil Brokers e posso lhe ajudar.

      Seguem os meus contatos:

      E-mail: remiltonmelo@hotmail.com
      Fone: 81-9670-8808

      • Tenho que concordar com muitos comentário que a bolha já estourou.
        Sou um dos tantos que estão em busca de um imóvel para morar e não “investir”.
        E como muitos outros, aguardando a poeira baixar.
        Imóvel novo está cada vez mais no sonho, apesar de melhoras salariais, está cada vez
        mais difícil de se comprar um imóvel novo. A crescente supervalorização de bairros ainda sem
        boa infraestrutura.
        Creio que é um bom momento para muitos que pensam em comprar
        um imóvel novo voltar os olhos para os usados.
        Abraço a todos!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).