Imóveis menores no Recife perdem quase 10% de seu valor real em 2015

out 12, 2015 by     11 Comentários    Postado em: Financiamento Imobiliário

Algo que não era segredo para ninguém, e que foi alertado no Acerto de Contas: a queda no valor real do preço dos imóveis novos.

Os imóveis que mais sofreram foram os apartamentos de apenas 1 quarto, que tiveram queda real e nominal nos seus preços.

Neste caso não é de se estranhar. Este tipo de imóvel foi durante muito tempo adquirido como forma de investimento, já que possuem taxa de retorno mais elevada em caso de aluguel.

Este tipo de imóvel teve queda nominal nos preços, de acordo com o FipeZap, de 2,7% apenas este ano, enquanto a inflação foi de 7,1%. Queda de quase 10% no seu valor real.

O restante dos imóveis também sofreu forte queda real. Enquanto a inflação foi de 7,1%, a variação nominal foi de apenas 0,4%. Perda real de 6,7%.

E ainda teremos retração ainda mais forte no mercado imobiliário, principalmente no mercado de usados, já que as novas regras da CEF praticamente inviabilizaram o financiamento.

Quer comprar um imóvel?

Então espere um pouco mais, pois o fundo do polo está longe de chegar neste mercado, que ainda tem muita gordura para queimar.

11 Comentários + Add Comentário

  • Não lembro quem, ouvi no rádio, mas alguém da área disse que na RMR tinha 5000 imóveis novos a venda, só foram vendidos 250 em um mês, e metade deles pelo minha casa minha vida. No entanto, sempre achei a oscilação pequena no caso de imóveis, no caso de novos, a oferta diminui facilmente, basta as construtoras pararem os lançamentos, quem compra para investimento é quem tem dinheiro de sobra, não tem nem ai, não vai vender no prejuizo, deixa o imóvel até sem alugar, não baixa um centavo no aluguel que ta pedindo, deixa vazio, paga condominio, mas não baixa o que pede. E por ai vai o mercado se ajustando, sem muita queda nos preços.

  • Sou consultor imobiliário há 7 anos e, ao contrário do q o Andrade disse no comentário supracitado, vejo uma crescente demanda em relação a locação, com os preços, realmente, caindo nesse tipo de operação, pois o poder de barganha dos clientes aumentaram c a crise econômica atual. Em relação à venda de imóveis, tenho diversos no portfólio diversas construtoras e ate investidores oferecendo vários tipos de descontos… Creio q chegou a grande Oportunidade p qm deseja adquirir outro imóvel, seja pra investir ou morar! Att., Thiago de Araújo – CRECI 8390

    • Em tempos de crise, nada como a propaganda em todo lugar…

      • hahahahahahahaha

        Pior, Arthur, é o cara, como eu por exemplo, anunciar via banner, jornal, site um imovel e aparece um monte, mas um monte de corretor querendo intermediar o negócio.

        Só da Remax me ligaram 3, juntando tudo deu mais de 10, sempre com a ladaínha de que tem um cliente do interior interessado, que uma pessoa pediu para ver, etc …

        Vou dar $$$ pra corretor sem suor, é ?

        Apanhei mas consegui fechar negócio direto com o interessado.

  • O preço baixou mas me parece que, na matemática real, tudo está mais complicado. Pede-se um preço mas quem precisa aceita conceder bons descontos.

    E normalmente é um proprietário em dificuldades que aceitar reduzir o preço pois a liquidez está baixa.

    As construtoras estão segurando os aumentos ou aceitando conceder descontos.

    Comprar agora, só se for uma “boquinha” pois a tendência é de baixa e a Caixa complicou os financiamentos e com juros mais altos.

    Bairros como Candeias e Barra de Jangada estavam se recuperando com a construção de novos prédios mas a parada em Suape e na economia do país e do estado, fez os preços desabarem. No Paiva os preços estão estáveis mas pouco se vende.

    Aluguéis em queda pode render alguma boa mudança para quem paga caro; Alguns proprietários não estão reajustando o valor dos aluguéis.

    O oba-oba acabou mas é uma pena que isso tenha ocorrido junto com a estagnação econômica.

    Quem tiver grana que a segure ou só compre se for um bom negócio pois a tendência é que 2016 seja ainda mais complicado, com ou sem empichamentos.

  • Apanhei para vender o meu 2 quartos na Boa VIsta que ficou com a placa de vende-se por 5 meses, após reavê-lo depois do término do contrato de locação com o antigo inquilino.

    Baixei cerca de 10% sobre o preço do pedido, mas o valor final ainda ficou a contento.

    Não é fácil ficar com imóvel fechado tendo que assumir IPTU e Condominio, sem falar na renda que deixa de entrar do aluguel.

    Hoje o mais sensato é manter o valor da locação.
    Outro ponto que aqui em Recife é de chorar, no caso de imóveis usados para locação é o estado de conservãção que os proprietários os anunciam. Cada lixo um pior que o outro.
    No caso dos novos ? Os proprietários jogam o valor do aluguel lá para cima para que este rendimento seja possivel de cobrir o financiamento (o que inviabiliza a negociação – tem apartamento no Torres do Mirante, na Caxangá, que o cara ta cobrando R$ 2.200,00, sem armário, sem box, sem chiveiro eletrico, sem nada). Impraticável. Vai ficar lá fechado. Por esse preço moro na Praça do Monteiro, imediações de Casa Forte, Poço da Panela e Parnamirim.

    Enfim … vendi um para comprar outro maior. Consegui no mesmo prédio que pretendia morar há exatos um ano um apartamento (usado) de 3 quartos na região central do Recife por um valor 20% menor que pediam em 2014.

    Se vai baixar mais, não sei, mas quem tem condição de barganhar, aperte que consegue fechar negócio.
    Já para os cegos que ainda pretendem vender e estão se amarrando para “não ter prejuizo”, uma coisa eu digo, prejuizo pouco é lucro.

  • Dalto, é por aí.

    Aceitei reduzir o valor do aluguel de um bom inquilino, que conserva razoavelmente o imóvel e…. paga em dia. Estava uns 5% abaixo do praticado mas aceitei conceder uma redução de mais 15%, ou seja: ficou 20% abaixo do que se conseguia há dois anos.

    Usava essa renda para pagar a escola dos filhos e essa, em dois anos, subiu uns 20%.

    Como a maioria dos brasileiros trabalhadores e que não são funcionários públicos, estou tendo que eliminar os supérfluos e podar o básico.

    O que está ruim, pode piorar e fico na torcida para que os políticos encontrem alguma solução para a caótica e corrupta administração do país. Sem politicagem: que pessoal ruim! Que oposição fraca!

  • Como assim “o fundo do poço está para chegar”?

    As construtoras praticamente estupraram os compradores por mais de 10 anos, sustentando preços irreais em verdadeiros pardieiros de 45m².

    Tá o contrário agora é? O fundo do poço é quando os preços baixam? Quando tá tudo extremamente caro é a bonança?

    Acho que Pierre voltou pior após período sabático do blog, não só ele mas os comentadores daqui também.

    • O fundo do poço é quando o mercado pára, não se constrói e não se contrata, ao contrário, se demite. O preço é só uma questão de oferta/procura. E o nível dos comentários estava interessante até a sua postagem.

  • A construção civil junto com o comércio, a indústria e o agronegócio constituem a base da economia brasileira. Se o PT conseguir a proeza de destruir estes setores (o que não é difícil), o Brasil volta à idade da pedra em questão de dias.

  • Onde é que eu assino, Márcio?

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).