E o Oscar 2012 vai para…

fev 26, 2012 by     32 Comentários    Postado em: Imagem-Movimento

Oscars

Por Bernardo Queiroz
para o Acerto de Contas

Embora muita gente fale da futilidade da cerimônia do Oscar, eu adoro. Acho interessante como os americanos tem essa característica de transformar tudo em espetáculo, e me ajuda a dissociar as pessoas de seus trabalhos, particularmente no caso dos atores. Num cenário que os efeitos especiais e maquiagem fazem boa parte do trabalho, o Oscar ainda reúne sua cota de gente que trabalha o cinema enquanto a arte de carpinteiro que é. Felizmente este foi um ano que teve poucas indicações-blockbuster, como aconteceu com o ano de O Retorno do Rei, e depois com o Avatar de James Cameron. Mas também é um triste retrato da crise criativa do cinema mainstream atual onde pouco se cria, e o que se faz demonstra uma saudade de tempos que já se foram. Estamos num ano onde pouco se valoriza as histórias e temas do século 21, a realidade nossa de cada dia, já que a maior parte das tramas ou são adaptações de obras literárias, ou contos de época. Vamos dar uma olhada nos filmes indicados a melhor filme.

Cavalo de Guerra-  Um drama de época que conta a narrativa ao redor de um cavalo, a nova obra de Spielberg é um eficiente drama histórico, com cenas de partir do coração do ser mais desalmado. É um filme bonito em sua técnica, mas de pouca sutileza em sua história. Tem o tipo de trama que a Academia adora premiar, histórias de fidelidade e guerra, com algumas sequências bastante poderosas, mas nada que o diretor já não tenha feito melhor antes e de maneira mais delicada. Eu não apostaria nele como melhor filme

O Artista – O máximo do saudosismo, numa proposta interessante, é uma homenagem à história do cinema, no período da recessão, da ascensão da lógica do Star System (cuja encarnação máxima é a própria cerimônia do Oscar), e da mudança do cinema silencioso para os Talkies, o cinema falado. Tem excelentes atuações colocando dois de seus atores nas indicações, mas peca por não se jogar de cabeça no próprio estilo e se garantir na dramaticidade de sua história.

Dama de Ferro – Deveria existir um prêmio, todo ano, para Melhor Meryl Streep. Seria entregue junto com a estatueta de Melhor Morgan Freeman. Isso ajudaria muito a classe das atrizes, já que, de maneira efetiva, só existem 4 vagas para melhor atriz, e não 5.

Hugo –  O primeiro filme 3d de Martin Scorsese é um filme super aclamado entre público e crítica, com uma adaptação de um lindo livro infanto-juvenil que já dá de bandeja um storyboard para o diretor trabalhar. É um grande favorito das estatuetas, mas o Oscar de Os Infiltrados ainda pode estar muito recente na memória dos votantes.

Tão Forte Tão perto – 11 de setembro? Ainda? Sério?

Arvore da Vida –  O fortíssimo filme do Malick lhe daria uma merecida estatueta de melhor diretor, mas a sua narrativa desconexa e não linear praticamente garante que ele não leve melhor filme. Um drama família grave e de profunda meditação, é um daqueles filmes bombas relógio que deixa quem assiste pensando nele muito tempo depois

O Homem que Mudou o jogo – A academia já nomeou e não premiou Invictus, de Clint Eastwood, um filme de esporte muito mais interessante que este, e que também não tem a ousadia de Um Domingo Qualquer, de Oliver Stone. Vale pela excelente atuação de Brad Pitt, que está seguindo um caminho em sua carreira para direções muito interessantes de personagens complexos.

Meia Noite em Paris – Woody Allen ganhando Oscar? Depois de ter sido basicamente expulso do esquema americano de produção e filmagem para filmar na Europa? Pouco provável, já que Allen não aparece na cerimônia nem quando é indicado.

Os Descendentes -  É o Indie-Fake obrigatório da temporada, um pseudo filme independente que sempre tem aparecido nas listas desde que a Fox descobriu que Pequena Miss Sunshine era capaz de dar muito dinheiro e prêmios. Tem uma desglamourizada atuação de George Clooney bem longe do seus anteriores papeis de galã, e não recebeu um estatueta de melhor atriz coadjuvante para a filha adolescente do advogado que descobre que sua esposa em coma já o havia traído anteriormente.

Histórias Cruzadas -  A academia adora histórias de superação, particularmente contra o preconceito racial que é um tema delicado e bastante explorado no cinema americano. Tem atuações femininas excepcionais e que permitem uma relação rápida entre audiência e personagem, e um maniqueísmo crônico que quase chega ao preconceito às avessas. Some isto à narrativa ágil e a receita fácil para as estatuetas aparece. Com duas atrizes coadjuvantes fortes e uma principal, Viola Davis que já foi indicada antes com Preciosa Dúvida e não levou, para mim o único filme capaz de roubar a estatueta de Hugo das mãos de Scorsese é este.

Vou ficar conectado na noite do Oscar, então vou ficar comentando aqui nos comentários. Quem estiver insone na noite de domingo, pode ficar ligado aqui no Acerto de Contas. Até a próxima coluna!

32 Comentários + Add Comentário

  • Não acho que a festa do Oscar seja exatamente algo fútil. Pelo menos não é assim que eles (americanos) a percebem.

    Todo mundo sabe que o Oscar é um presente do americano para ele mesmo. Aliás, americano não dá nada a ninguém. Raramente, mas muito raramente mesmo, algum filme que não tenha nada a ver com os americanos ganha um oscar. Um exemplo disso foi o belíssimo “A vida é bela”. Filme de produção quase que totalmente européia, produzido em estúdios europeus, com verba européia, atores, diretor e roteirista europeu e falado em italiano. Ou seja, uma bela obra definitivamente não-americana, mas que os americanos devem ter ficado com uma pontinha de raiva (e inveja) e se viram obrigados a premiar, já que é uma verdadeira obra de arte (recomendo assistir pois é uma grande aula de humanidade, beleza e amor ao próximo). É muito mais que um filme, é uma obra prima. Não premiá-lo seria dar um tiro na credibilidade da academia.

    Quanto ao Brasil, acho muito difícil no curto prazo ganharmos uma estatueta daquelas. Temos ainda muito o que aprender. Somos bebês junto dos europeus e embriões junto dos americanos em matéria de arte cinematográfica.

    Quero ver conseguirmos um dia fazer filmes como “Crash – No limite”, “O Paciente Inglês”, “Chá com Mussolini”, “Matrix” (apenas o primeiro) ou “Beleza Americana” – talvez os filmes mais geniais a que tenha assistido na vida.

    Não acredito que a Academia seja preconceituosa. Ela apenas é extremamente criteriosa e exigente à exaustão, como deve ser para manter a qualidade. Não é à toa que o evento já vai no 84° ano de existência.

    A festa é extremamente glamurosa e cara pois tornou-se um evento de gala que fatura milhões e milhões em audiência. É a terceira maior audiência na história, só perdendo para a transmissão do Super Bowl (1° lugar em audiência) e para as finais de copa do mundo (2° lugar).

    De qualquer forma, acredito que vale a pena assistir (afinal, é um show como outro qualquer) já que nós brasileiros não conseguiremos produzir nada nem parecido nos próximos 500 anos, no mínimo. O máximo que nós conseguimos fazer é circo (e da pior qualidade): futebol, BBB, programa policial, novela e carnaval. Isso no Brasil dá audiência. E olhe que o Oscar é apenas uma noite. Já essas porcarias do Brasil é todo dia, o dia todo destruindo a (quase inexistente) educação cultural do brasileiro.

    • O “O artista” é um filme praticamente francês, Vinicius. Quem sabe?

      O que sofremos na minha opinião é uma falta de compreensão do cenário da academia quando enviamos filmes para a indicação. Tropa de Elite não foi selecionado como representante nacional, e ganhou o Urso de Berlim com uma exibição mega prejudicada, pois o filme enviado ao festival não tinha legendas nem em alemão nem inglês. Foi dublado em tempo real pela tradução simultânea do festival e ainda assim ganhou o prêmio máximo. Acho que as chances eram boas sim.

      E acho a academia preconceituosa sim, com uns critérios complicados. Tanto que levou muitos anos para darem um prêmio a Martin Scorsese, mas isso sou eu. :) Não acho que ele ganha um de melhor diretor com um filme tão diferente da sua obra como Hugo Cabret, mas daqui pro fim da noite, talvez eu pague minha língua…

    • Vinicius, você é um pouco contraditório (com todo o respeito) primeiro você mesmo argumenta o quanto o Oscar é um presente dos estadunidense para eles mesmos, que raramente premiam um filme que não tenha uma exaltação ou pelo menos um centro no modo estadunidense de ser/viver, depois diz que não há preconceito. Cuma?!

      • Marcelo,

        Quando falei em “presente”, referi-me ao luxo e à extravagância da festa. Americano adora tudo com muito luxo, pompa e sofisticação. Veja este ano: mesmo em tempo de crise, o evento foi puro luxo e mantiveram os mesmos patamares de custo para não afetar a imagem do cinema, da Academia e da própria comunidade artística.

        Ao dizer que era democrática, quiz dizer que, mesmo para o tamanho gigantesco do ego dos americanos, eles ainda reconhecem quando existe competência e talento fora das terras do Tio Sam.

        Veja o exemplo do cineasta Roman Polanski. Ele é um francês de família judia polonesa que ganhou um Oscar de Melhor Diretor em 2003 pelo filme “O Pianista”. Em 1975, ele ganhou um Globo de Ouro por Chinatown. Inegavelmente, são duas obras de arte, já que Polanski é um dos mais brilhantes diretores de sua geração. E os americanos souberam, honestamente, reconhecer isso, mesmo Polanski não podendo pisar nos EUA por uma acusação de estupro a uma menor de idade.

        Os EUA são extremamente arrogantes e prepotentes, mas, quando querem, dão uma aula de democracia.

      • Estive na faltima semana me deddacnio a ler seus textos mais recentes e, agora lendo este post, me refore7ou a queste3o que fiquei, um pouco intrincada ainda na minha cabee7a ne3o sei se vou conseguir expresse1-la corretamente aqui sobre como sairemos desta mudane7a, ou seja, cada vez mais sem intermedie1rios, cada vez mais auto-atendidos ou auto-suficientes de certa forma, diria ate9 um pouco mimados , seja feita a nossa vontade , com servie7os facilmente e0 nossa me3o (ne3o que isso em si seja um problema) em contrapartida com nossa formae7e3o voltada para o ego, herane7a freudiana do se9culo XX, mal-interpretada ou mal-executada Talvez nossa adese3o re1pida e0 desintermediae7e3o seja um pouco sintome1tica, se considerarmos nossa (quando digo nossa digo como sociedade ocidental) formae7e3o auto-erf3tica digamos assim Ne3o estou afirmando nada, sf3 queria compartilhar essa queste3o Abrae7o!

  • Design de figurino para o artista. Eu achei merecido, por que afinal, é um filme preto e branco de 16 milhões de cores. Maquiagem felizmente voltou para a tradiçāo pré digital, premiando A Dama de ferro. Em anos anteriores, coisas como maquiagem em 3d como avatar ganharam indicações.

    • Melhor atriz coadjuvante, para Octavia Spencer por Histórias cruzadas. Merecidissimo por sinal. Muito pouco de coadjuvante nela. :)

  • Melhor montagem para Millenium, e os dois trabalhos de áudio para Hugo. Super merecido, o som do filme de Scorsese é primoroso em sua simplicidade.

  • o que nao faz um bolo de cocõ heim… adorei o premio para a ocyavia de historias cruzadas !!!

  • Melhor documentário para undefeated. Infelizmente, nunca vemos os documentários no cinema,só quando a cerimônia ja aconteceu. A maior parte deles é melhor que o resto da produçāo de ficçāo de Hollywood. Espero que chegue nas telas logo.

  • Rango é um filme super bonitinho, feito pelo Gore Verbinsky, que dirigiu Piratas do Caribe. Ainda bem que ele agora só faz animações, pelo amor de Cristo. Hugo ganhou Melhores efeitos visuais, mas eu realmente queria que Real Steel tivesse vencido. É um filme onde os efeitos visuais realmente são a alma do filme. Mas realmente era um páreo difícil, já que os efeitos fazem a atmosfera de conto-de-fada do Hugo ser possível.

    • Mas a história de “Rango” achei muito fraca e o filme de certa forma políticamente incorreto, até mesmo proibido para menores de 12 anos.

      • E isso deveria ser uma coisa ruim? :) Shrek é mais politicamente incorreto e os guris adoram.

  • Melhor ator Coadjuvante pra Christopher Plummer, um senhor de dignos papeis difíceis. É meio que um Oscar por conjunto da obra, mas ultra digno, embora Nick Nolte também estivesse fenomenal e tivesse uma indicação a mais no currículo.

  • Melhor trilha sonora para o Artista. Embora o uso de música seja super chato na minha visão. Não me entendam mal, a trilha é maravilhosa, mas existe um limite que para mim foi superado. Mas sou um cara que acredita que o menos é sempre mais, talvez por minha experiência em edição de imagens.

  • Muppets levaram canção original. Me perdoem os defensores do produto nacional, mas meu desgosto por Carlinhos Brown é mais forte. E foi um ano fraco em canções originais, por que existe uma média mínima que não foi alcançada na avaliação. Senão, acho que Rio nem entrava, apesar de ser um dos filmes que mais deu dinheiro este ano, nem indicado a melhor animação foi.

  • Alexande Payne pega o seu segundo oscar (melhor roteiro adaptado) pelo super interessante Os Descendentes. Eu perdi um pouco de respeito pela categoria no ano de Quem Quer Ser Um Milionário, que deveria ter mudado o nome do prêmio para “Melhor Roteiro Apenas Levemente Inspirado”, mas não dá para negar a eficiência do filme do Payne. Já o melhor roteiro original vai para Woody Allen. Como sempre, ele NUNCA vem, nem manda ninguém para receber por ele.

  • Curtas são outra categoria que nunca vemos na tela grande aqui. Nem depois da cerimônia. As vezes, eles aparecem no Youtube ou Vimeo depois, então vou procurar os indicados depois e postar aqui no Acerto. :) Shore para melhor curta de ficção e Saving Face para curta documentário, e The Flying Book como curta de animação. Geralmente são melhores que os Oscars de longa metragem…

  • A injustiça esperada aconteceu: diretor de O Artista levou o oscar de melhor direção que deveria ter sido de A Árvore da Vida, que era realmente um filme de diretor por natureza.

  • Melhor Ator é sempre tenso, eu queria que o Gary Oldman tivesse ganho, até pelo conjunto dos filmes que fez, mas o fato é que foi realmente uma atuação diferente das atuações do Método que geralmente gostam lá na academia, o que é uma boa mudança. Prêmio para o francês Dujardin, por O Artista. Viola Davis merecia o oscar de Melhor Atriz pelo seu trabalho em Histórias Cruzadas, mas a Margaret Thatcher de Meryl Streep garantiu que ela tivesse a maior quantidade de oscars na história. Streep é maior encarnação da escola americana de atuação, que canta, dança, representa e usa próteses, com seu Oscar de A Dama de Ferro.

  • É, paguei minha lingua já que nem Hugo nem Histórias Cruzadas ganharam. É curioso um filme semi-silencioso, produzido por uma equipe quase toda francesa, ganhe um oscar de melhor filme, ainda mais com concorrentes fortes como os deste ano. Talvez uma outra mostra de como o espírito do nostalgia está abatido sobre a forma Industrial de fazer cinema, o desejo reprimido por uma época mais simples. Quais as teorias de vocês? :)

    • Concordo plenamente. Se continuar assim, Hollywood irá demitir os artistas e contratar robôs pra fazer os filmes. Sem contar essa febre de efeitos especiais que estragam o filme.

      Talvez a vitória de “O Artista” tenha sido até um recado para a comunidade cinematográfica.

    • Talvez o moral dos americanos esteja em baixa – endividamento, queda do PIB, contestação de sua hegemonia em todo o mundo, crise da indústria cinematográfica – e isto lhes diminua a arrogância e faça com que se vejam com menos espaço para festivais de egolatria. Daí não terem como negar o prêmio de melhor filme para uma obra delicada, bela e inusitada como “O Artista”. Mas concorco com você quanto a Terrence Malick (ele era o melhor diretor, embora não tenha feito o melhor filme) e vibrei com o prêmio pra Woody Allen.

  • Bernardo, assisti ao “Millenium”, com a Rooney Mara e só depois descobri o de 2009, do Oplev, filme este cuja trilogia está toda no Youtube.

    O fato desta nova refilmagem ser lançada logo em seguida ao original Sueco não denigre o trabalho anterior, tornando a refilmagem uma espécie de plágio ou cópia melhorada ?

    • Dalto, num sempre. Vale lembrar que o publico dos EUA nao freuquenta salas de arte, entao para eles, é sempre coisa nova mesmo que nāo seja. Geralmente são menos legais que os originais, embroa nāo deixem de ser divertidos em sí mesmos esses remakes. O funny games foi um filme assim, se me lembro bem.

      • Surpreendentemente, neste caso particular da trilogia Millenium, eu achei o filme americano melhor que o sueco. Sendo, inclusive, mais fiel ao livro.

        Mas, sem dúvida, as refilmagens americanas geralmente são inferiores que os originais (geralmente) europeus.

  • Quero somente fazer algumas correções:
    1) A academiam não premiou “Invictus”, de Clint Eastwood, mas apenas indicou em 2 categorias (Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante).
    2) A protagonista de “Histórias Cruzadas” é Viola Davis e ela não foi indicada pelo filme “Preciosa”. As atrizes desse filme eram Gabourey Sidibe (indicada como Melhor Atriz) e Mo’Nique (premiada como atriz coadjuvante). Viola Davis foi indicada antes como coadjuvante pelo filme “Dúvida”, que era protaginizado por Meryl Streep.

  • Quero somente fazer algumas correções:
    1) A academia não premiou “Invictus”, de Clint Eastwood, mas apenas indicou em 2 categorias (Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante).
    2) A protagonista de “Histórias Cruzadas” é Viola Davis e ela não foi indicada pelo filme “Preciosa”. As atrizes desse filme eram Gabourey Sidibe (indicada como Melhor Atriz) e Mo’Nique (premiada como atriz coadjuvante). Viola Davis foi indicada antes como coadjuvante pelo filme “Dúvida”, que era protaginizado por Meryl Streep.

  • Notado Leandro. :) Corrigindo.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).