Micheletti diz que segue à risca os Direitos Humanos, mas jornalista denuncia tortura

set 30, 2009 by     22 Comentários    Postado em: Economia
Roberto_Micheletti_Latuff

Roberto Micheletti. Por Carlos Latuff.

O presidente do governo golpista de Honduras, Roberto Micheletti, concedeu uma entrevista ao Portal Terra. Colocarei a íntegra logo abaixo, após algumas observações.

Num determinado trecho de sua fala, Micheletti diz que nos três meses depois do golpe de 28 de junho, “As forças policiais se empenharam muito para zelar pela integridade das pessoas e dos seus bens, seguindo à risca os direitos humanos.”

Conforme postei ontem aqui no Acerto de Contas, um texto do blog Honduras en lucha! diz que o jornalista do El Libertador (periódico quinzenal que desde o golpe vem denunciando as violações aos Direitos Humanos no País), Delmer Membreño, foi sequestrado por homens do governo golpista e torturado.

Segundo matéria da Revista Fórum, publicada ontem:

“Delmer conta que logo pela manhã chegou ao jornal para fazer a cobertura do fechamento da Rádio Globo e do Canal 36. “Saí do jornal às 9h30 e fui tomar um táxi para a Rádio Globo. Quando estava nas cercanias de la Hoya, apareceu uma camionete de cabine dupla e desceram dois indivíduos com armas nas mãos, me obrigando a subir na parte de trás do automóvel. Logo me puseram uma máscara e não sabia onde me levavam. Senti que o carro diminuiu a velocidade e parou. Um dos homens disse que me tiraria o capuz porque queria ver meus olhos quando me matasse”.

Segundo o jornalista, sempre sob a ameaça de arma de fogo, os homens o queimaram com cigarros: “colocaram a arma em minha cabeça e começaram a queimar meu rosto com cigarros. Por três vezes, queimaram também meus braços. Depois, puseram o capuz de volta e me jogaram no carro.

Mais tarde, Delmer Membreño foi abandonado no quilômetro 34 da estrada que liga Tegucigalpa ao estado de Olancho. “Senti muito medo, achei que morreria”, diz.”

No mesmo post de ontem, escrevi um texto informando que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH – órgão da OEA) condenou o estado de sítio decretado pelo governo golpista em Honduras. Micheletti suspendeu por 45 dias os direitos constitucionais, fechou duas emissoras de comunicação e proibiu reuniões públicas.

A CIDH não foi devidamente informada da suspensão das garantias constitucionais do Pais (que é Parte da OEA), violando o parágrafo 3º do Artigo 27º da Convenção Americana dos Direitos Humanos.

Hoje, o professor de direito constitucional da PUC-SP escreveu um interessante artigo intitulado “Constituição hondurenha não justifica o golpe”, no qual afirma que o governo golpista presidido por Micheletti violou artigos da Carta Magna do país, ao expulsar Zelaya de pijama, sumariamente, de Honduras, sem o mínimo direito de um julgamento justo. Postei o artigo aqui no blog (ler aqui).

Simpatizantes do governo golpista alegam que o presidente Manuel Zelaya foi constitucionalmente deposto, porque supostamente teria violado uma clausula pétrea da Constituição de Honduras, com o objetivo de se alterar a Carta do país e se reeleger, perpetuando-se no poder.

Mas essa versão de que “Zelaya é o golpista da história” não se sustenta, por um motivo muito óbvio: a consulta popular pretendida pelo presidente constitucional perguntaria ao povo hondurenho sobre a possibilidade de se acrescentar, aos pleitos de novembro próximo, uma quarta pergunta pra saber se o povo de Honduras aprovaria ou não a realização de uma assembleia constituinte.

Zelaya não poderia se beneficiar de qualquer alteração constitucional pelo fato de que apenas no ano que vem acontecia, caso aprovada pelo povo, uma assembleia constituinte. Como disse o Caetano: “Caso vencesse o “sim”, se elegeria a Assembléia Constituinte, que depois de instalada, concluiria seus trabalhos ao longo do ano de 2010, ou seja, muito DEPOIS do fim do mandato de Zelaya, que se dá em janeiro de 2010.”

A pergunta do plebiscito era a seguinte:

“¿Está de acuerdo que en las elecciones generales de 2009 se instale una cuarta urna en la cual el pueblo decida la convocatoria a una asamblea nacional constituyente? Si / No

Tradução:

Você está de acordo que nas eleições gerais de 2009 se instale uma quarta urna na qual o povo decida pela convocação de uma assembléia nacional constituinte? Sim / Não

Ou seja, esse plebiscito aconteceria no dia das eleições, e Zelaya não poderia ser reeleito (como repete ad nauseam a grande imprensa brasileira).

Como então, se sustenta a afirmativa de que Zelaya é o golpista da história?

Eu mesmo respondo:

1. Em  Honduras: o ato de destituição de Zelaya foi feito pelas forças armadas, seguindo ordens orquestradas entre oo poder Legislativo e a Suprema Corte de Justicia do país. A motivação foi o distanciamento de Zelaya das plataformas liberais de seu partido, valorizando setores da população historicamente relegados a segundo plano (especialmente os trabalhadores das maquilas).

Zelaya cometeu o “crime” de aumentar em 65% o salário mínimo do país, e, com isso, cometeu o terrível “crime” de lesa-oligarquia.

2. No Brasil: através do antilulismo tupiniquin.

*****

Depois dessas necessárias observações, segue a íntegra da entrevista de Roberto Micheletti ao Portal Terra.

Micheletti: “Zelaya adotou populismo chavista”

O presidente golpista de Honduras, Roberto Micheletti, afirma que só vai passar a faixa presidencial em 27 de janeiro de 2010. "Será uma honra e satisfação passar a faixa ao eleito"

O presidente golpista de Honduras, Roberto Micheletti, afirma que só vai passar a faixa presidencial em 27 de janeiro de 2010. "Será uma honra e satisfação passar a faixa ao eleito"

Redação Terra Magazine

Em entrevista exclusiva a Terra Magazine, o presidente do governo golpista de Honduras, Roberto Micheletti, afirma que só passará a faixa presidencial em 27 de janeiro de 2010 e que Manuel Zelaya foi deposto porque se aproximou de um “populismo ao estilo chavista”.

- …o ex-presidente Zelaya no seu início teve as melhores intenções para desenvolver um bom governo, no entanto, no transcorrer do seu mandato foi divorciando o seu discurso e a sua ação rumo a um claro populismo ao estilo chavista. O resto é história, os incontáveis atos de corrupção e lesa-pátria ficaram nos anais da história hondurenha – ataca Micheletti.

O autodeclarado “presidente de facto” de Honduras, que assumiu o poder após a deposição de Zelaya, respondeu a perguntas enviadas por e-mail antes do decreto que suspendeu direitos civis no País. A assessoria presidencial hondurenha encaminhou somente nesta terça-feira as respostas de Micheletti às questões apresentadas na semana passada.

Para o líder hondurenho, Zelaya instiga seus seguidores ao vandalismo. “Quero fazer um chamado à comunidade internacional para que levem uma mensagem ao ex-presidente Zelaya, para que ele não siga instigando seus seguidores à violência”, pede o ex-presidente do Congresso e atual mandatário. Ele volta a garantir que zelará pela integridade da embaixada brasileira, onde se encontra abrigado o presidente deposto Manuel Zelaya.

- Como todos sabem, o processo de diálogo segue adiante e como falei reiteradamente, utilizarei todo o poder que me outorga a Constituição de Honduras para trabalhar por um acordo para resolver a crise atual e para que o processo eleitoral seja concluído com um final feliz no próximo dia 29 de novembro.

Leia a íntegra da entrevista.

Terra Magazine – Com toda essa crise no País, a falta de apoio internacional, as manifestações, etc., como foi a sua gestão na presidência de Honduras nestes três meses? Quais foram os principais ganhos da sua gestão nesse período? Quais setores da sociedade apoiam o seu governo?
Roberto Micheletti -
Muito obrigado pela oportunidade de me dirigir a vocês. Quanto à sua pergunta, acho que o principal ganho foi do povo hondurenho, já que a nossa Constituição e as nossas leis permanecem intactas. Não tenho dúvida alguma de que a maioria das hondurenhas e hondurenhos apoia as nossas ações e isso ficou evidente nas múltiplas marchas de milhares e milhares de compatriotas que representam igrejas, associações de mulheres, jovens, taxistas, mães de família, a empresa privada e a sociedade civil em geral, realizadas em todo o país.

Coincidimos com essa grande maioria que a solução para a crise atual são as eleições do dia 29 de novembro, em que os hondurenhos decidirão quem será o nosso próximo presidente da República, nossos prefeitos municipais e deputados do Congresso Nacional, seguindo ao pé da letra o que foi estabelecido na Lei Eleitoral. O Tribunal Supremo Eleitoral é um chamado para zelar pelo legítimo processo eleitoral, iniciado no governo do ex-presidente Zelaya, para que se desenvolva com total transparência, legalidade e imparcialidade.

O senhor também é candidato à presidência?
De forma alguma, a nossa Constituição me impede e, tal como eu disse durante a minha gestão como Presidente Constitucional de Honduras, será uma honra e satisfação passar a faixa presidencial ao próximo presidente eleito, no dia 27 de janeiro de 2010.

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas rejeita as ações militares contra os partidários de Manuel Zelaya. O senhor leva em consideração a opinião desses órgãos internacionais?
Quero enfatizar que durante os meses em que o ex-presidente Zelaya permaneceu fora do nosso País, vivemos em paz e tranquilidade. As forças policiais se empenharam muito para zelar pela integridade das pessoas e dos seus bens, seguindo à risca os direitos humanos. No entanto, com o retorno do ex-presidente Zelaya, o mundo pôde constatar vandalismo perpetuado por seus seguidores. Esses atos tentaram gerar terror na população, por isso instruímos a Policia Nacional a usar medidas apropriadas para evitar o que, sem sombra de dúvida, deve ser catalogado como atos delitivos com claros indícios de insurreição.

Quero fazer um chamado à comunidade internacional para que levem uma mensagem ao ex-presidente Zelaya, para que ele não siga instigando seus seguidores à violência e pedir prudência para que voltemos a viver em paz e com democracia em Honduras.

Por que o senhor não acatou as decisões dos órgãos internacionais de devolver a presidência a Manuel Zelaya?
Porque a nossa constituição e as nossas leis não o permitem. Tal como estamos manifestando enfaticamente os três poderes do Estado Hondurenho, a destituição do ex-presidente Zelaya foi baseada na lei, seguindo os procedimentos legais pré-estabelecidos na Constituição da República. Nesse sentido, quero fazer referência ao relatório gerado pelo Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos (CRS), o qual conclui que a remoção do ex-presidente Zelaya foi realizada de forma legal e constitucional.

Como planeja resistir ao isolamento internacional, sendo que até as Nações Unidas retiraram os seus observadores eleitorais?
Como todos sabem, o processo de diálogo segue adiante e como falei reiteradamente, utilizarei todo o poder que me outorga a Constituição de Honduras para trabalhar por um acordo para resolver a crise atual e para que o processo eleitoral seja concluído com um final feliz no próximo dia 29 de novembro.

Nesse contexto, tenho certeza de que contaremos com renomados observadores internacionais, para avaliar o processo eleitoral hondurenho antes, durante e depois dos comícios do dia 29 de novembro, nesta que promete ser a eleição mais disputada da nossa história democrática.

Como o senhor analisaria o governo de Zelaya até o dia 28 de junho? O senhor acha que ele fez coisas boas na presidência? Quais?
Na minha opinião, o ex-presidente Zelaya no seu início teve as melhores intenções para desenvolver um bom governo, no entanto, no transcorrer do seu mandato foi divorciando o seu discurso e a sua ação rumo a um claro populismo ao estilo chavista. O resto é história, os incontáveis atos de corrupção e lesa-pátria ficaram nos anais da história hondurenha.

Como o senhor vê a acolhida oferecida pelo Brasil a Manuel Zelaya? Em entrevista a Terra Magazine, o assessor da presidência, Marco Aurélio Garcia, garantiu que se tratava apenas de uma acolhida, não política, já que não houve esse pedido por parte do presidente deposto.
Segundo declarações do ex-presidente Zelaya, a decisão de se refugiar na representação do Brasil foi uma decisão pessoal e com o consentimento do presidente Lula, do chanceler (Celso) Amorim e do encarregado dos negócios na representação de Tegucigalpa. Na realidade, isto foi orquestrado por várias partes, no entanto, o nosso governo disse reiteradamente que se zelasse pela integridade da missão, do ex-presidente, da sua família e de seus seguidores.

22 Comentários + Add Comentário

  • Em nenhum momento da entrevista do rapaz ficou evidenciado que foi alguem A MANDO de Micheletti, como você insinua. Nem ao menos foi dito que eram militares. diz apenas que estavam armados.

    Segue o depoimento: Delmer conta que logo pela manhã chegou ao jornal para fazer a cobertura do fechamento da Rádio Globo e do Canal 36. “Saí do jornal às 9h30 e fui tomar um táxi para a Rádio Globo. Quando estava nas cercanias de la Hoya, apareceu uma camionete de cabine dupla e desceram dois indivíduos com armas nas mãos, me obrigando a subir na parte de trás do automóvel. Logo me puseram uma máscara e não sabia onde me levavam. Senti que o carro diminuiu a velocidade e parou. Um dos homens disse que me tiraria o capuz porque queria ver meus olhos quando me matasse”.

    Segundo o jornalista, sempre sob a ameaça de arma de fogo, os homens o queimaram com cigarros: “colocaram a arma em minha cabeça e começaram a queimar meu rosto com cigarros. Por três vezes, queimaram também meus braços. Depois, puseram o capuz de volta e me jogaram no carro”

    Mais tarde, Delmer Membreño foi abandonado no quilômetro 34 da estrada que liga Tegucigalpa ao estado de Olancho. “Senti muito medo, achei que morreria”, diz.

    No entanto, Delmer acredita que o governo golpista sente que está ameaçado e por isso adota medidas repressivas. “ Eles têm dificuldades em resistir a pressão popular que estão sofrendo e a única resposta que têm é reprimir o povo”, afirma

    O El Libertador é uma publicação quinzenal e desde o golpe de Estado perpetrado contra o presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, tem denunciado as inúmeras violações aos direitos humanos ocorridas no país.

    Meu amigo, pare de criar factódes, pois fica feio para você. Quer dizer que se um policial militar de PE se envolver num crime, foi a mando do Governador?

    Menos, bem menos…

    • Ivan,

      Vai ver foi o Boca-de-Ouro quem praticou o ato. Mas aí, a responsabilidade seria de Lula, já que a assombração narrada por Freyre é tupiniquim….

  • Estou tentando lhe ajudar a não ficar tão ridículo. É assim que você agradece?

    • Boa, Ivan! Colocou esse (…) no lugar dele!

      • Caros Ivan e Pedro T, vocês pertencem ao Clube Militar ou a algum outro espaço de reunião de generais de pijama saudosos da “Gloriosa”, a “Redentora”, que como se sabe devolveu o Brasil à democracia durante 20 curtos anos?

  • Pronto, Um novo pinochet se levanta?
    cadê o famoso embargo econômico a esse governo?
    ah, ele deve ter um braço forte em Washington né?

    ???????

  • O que vcs acham de Cuba, o paraíso dos esquerdistas que tomam coca-cola ? Foi golpe, ou não ? André, não precisa ser enfático no termo “golpe”. Qualquer pessoa de bom senso, sabe que foi um golpe! Acho que a dor de cotovelo é porque se anteciparam ao Zelaya!

  • * cara,os caras revestem o cérebro com teflon. até uma criança de tres anos entende que zelaya não poderia se reeleger .
    teflon no cérebro e óleo de peroba no pós -barba.
    * põ,o Latuff é genial. traço e texto superiores.

  • Uma Maria Antonia “battle” verbal. Total solidariedade a vc, André Raboni.

    • Germano,

      Isso não se resolve nem com uma comitiva de benzedeiras! Deixemos os senhores se divertirem. O colírio diet pode ficar na farmácia, mesmo…

      • Realmente, essa duplinha dinâmica Ivan-Pedro T. é impagável!

        • *&¨%$%$#$#@#$$%%¨&¨&**

          Contigo só vai na base do desenho. Mas hoje eu não estou com paciência!

          Nota: comentário editado por conter ofensas pessoais. Expressões como essa passarão a ser excluídas do blog. A liberdade para exprimir argumentos é plena, mas ofensas não serão toleradas em comentários cujo único propósito for agredir.

      • Caros (e baratos também):

        Acho que André Raboni está precisando fornicar com alguma urgência. Isso explicaria os recorrentes delírios do mancebo, enxergando ultra-direitistas por todos os rinções (rapaz, são apenas moinhos de vento; e Ducineia está mais para Lucrécia). Se o problema não for de abstinência sexual, acredito que a radiação de alta frequência dos mercenários israelenses – o planeta Terra está cheio de lunáticos – destinada ao presidente deposto de Honduras, Mané Zelaya, na embaixada brasileira, chegou a Pernambuco e rompeu violentamente alguns bilhões de neurônios do autor deste post.

        Consulte um psiquiatra (“Louco, sim, louco porque quis grandeza/ Qual sorte a não dá?”)! O caso é grave, mas uns comprimidos Rivotril poderão lhe trazer a luz de novo. Quem sabe?

        A propósito: e se a brilhante ideia do Megalonanico e neo-petista Celso Amorim, de intervir de modo tão atrapalhado nas questões internas da república bananeira não desencadeia uma guerra civil? E se o Micheletti não invade “nossa” embaixada, obrigando seu presidente petralha a enviar umas tropinhas para o paiseco? Agora a cereja do bolo, André Raboni, o creme do creme, seria ver você ser convocado para sua guerra (“finalmente serei herói”) – de preferência no pelotão de frente. Isso não teria preço!

        Boa sorte!

        • Bom, já que o impagável Pedro T. aotou a tática do “E se….”, vamos especular mais um pouco, com a ajuda dos Titãs:

          - E se o jóquei promovesse alguns páreos com jumentos?
          - E se a royal injetasse nos anões uma dose excessiva de fermento?
          - E se as casas da banha abatessem algns gordos para seu abastecimento?
          - E se a dulcora lançasse no mercado um drops diet de cimento?
          - E se a brunella preparasse algumas bombas com excremento?
          - E se a du loren anunciasse uma nova linha de calcinhas que já vêm com corrimento?
          - E se a sulvinil testasse nos albinos uma nova série de pigmentos?
          - E se o adolpho lindenberg entrasse no ramo dos flat cemitério apartamento?

  • RINCÕES

  • Esse golpe tem curiosos heróis.

    “General Romeo Vásquez Velásquez, who appeared on stage this week with Honduran coup “president” Roberto Michiletti, and who ordered the kidnapping and forced deportation of P resident Manuel Zelaya last Sunday, was charged with grand auto theft in 1993, Narco News has learned.

    Ou seja, o estrelado que prendeu e mandou o Presidente Zelaya embora é acusado de ser ladrão de carros!

    • Ia-me esquecendo. E já esteve preso por isso.

      Às vezes penso que as guerras são mesmo necessárias, para que os militares não degenerem.

      Quando não têm a função principal a desempenhar eles encontram tais passatempos. Roubar carros, torturar, censurar teatro sem saber ler direito…

      • Andrei,

        Neste caso não seria melhor extinguir os militares? Assim a gente mata dois coelhos com uma caixa d’água.

        • E quem vai desfilar no sete de setembro?

  • Como diz o ministro-maconheiro e mágico (faz desaparecer coisas), Freud explica essa ojeriza. Aí tem coisa…

  • Para aqueles que defendem a implantação de um regime ditatorial uma palavra: “Morram”

    Estamos falando de mais uma ação reacionária direitista, inquietos e afoitos em manter uma política economica de opressão e benefício das elites.

    Em que lugar do mundo atual podemos encontrar uma constituição que favoreça o povo, ja que suas normas foram redigidas sob pressão do imperialismo capitalista americano?

    Preservar a constituição é reafirmar a exploração da maior parte da população. É isso que “Goriletti” está fazendo. Na primeira ameaça de o povo escrever uma norma da contituição, as forças do capital agiram de forma absurda tirando o presidente eleito Zelaya do poder.

    Se não fosse assim porque utilizar da força? Estão pondo em confronto policiais armados contra um povo munido de pedra e paus. Alguem acha justo? Acha que se a motivação do golpe fosse mesmo o interesse do povo eles estariam se dispondo a esses confrontos?

    Não sejamos tolos, esse golpe é a forma mais escrota de defender os interesses da elite burguesa e não me admiraria se tivesse dedo americano nisso.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).