
No último final de semana, alguns jornais europeus (o El País e o diário Corriere della Sera) publicaram a notícia de que a novo livro de José Saramago, “O Caderno” (que traz textos políticos e literários postados em seu blog), não será publicado pela editora italiana Einaudi – selo que o Nobel de Literatura de 1998 costumava editar seus livros na Itália.
A Einaudi pertence a Sílvio Berlusconi (primeiro-ministro italiano e magnata das comunicações na Itália) e compõe o império editorial Mondadori. A editora disse que o livro não será publicado pelo fato de que o escritor português classifica Berlusconi de “criminoso”.
A editora se esquivou da acusação de que a censura se deu pelo fato de ser il Cavaliere o alvo da acusação. “Trate-se dele [Berlusconi] ou de qualquer outro expoente político de qualquer partido, a Einaudi respeita a liberdade de crítica, mas rejeita assumir uma acusação que seria condenada em qualquer julgamento.”
Mas Saramago, espirituoso que é, entendeu os motivos de os editores não publicarem a sua obra. Disse que “É normal. Eu posso entender. Se o fizessem, seriam demitidos.”
Os editores da Einaudi, claro, não iriam desagradar o patrão… Capisci?

Mas os italianos podem ficar sossegados (?), pois a obra será publicada pela editora Bollati Poringhieri, de Turim.
Em texto do ano passado, publicado em seu blog O Caderno de Saramago, o escritor diz, por exemplo, o seguinte sobre il Cavaliere:
“Segundo a revista norte-americana Forbes, o Gotha da riqueza mundial, a fortuna de Berlusconi ascende a quase 10 mil milhões de dólares. Honradamente ganhos, claro, embora com não poucas ajudas exteriores, como tem sido, por exemplo, a minha. Sendo eu publicado em Itália pela editora Einaudi, propriedade do dito Berlusconi, algum dinheiro lhe terei feito ganhar. Uma ínfima gota de água no oceano, obviamente, mas que ao menos lhe deve estar dando para pagar os charutos, supondo que a corrupção não é o seu único vício.”
Saramago segue o texto, escrevendo sobre a disposição eleitoral do povo italiano em assentar Berlusconi três vezes na cadeira de primeiro-ministro:
“Realmente, na terra da mafia e da camorra, que importância poderá ter o facto provado de que o primeiro-ministro seja um delinquente? Numa terra em que a justiça nunca gozou de boa reputação, que mais dá que o primeiro-ministro faça aprovar leis à medida dos seus interesses, protegendo-se contra qualquer tentativa de punição dos seus desmandos e abusos de autoridade?”
Para Saramago, o maior risco em figuras políticas da estirpe de Berlusconi, reside justamente na apropriação que ele costuma fazer do poder para realizar seus interesses individuais. “Os que existem entre seus negócios privados e a esfera pública. Alguém capaz de promover subornos e comprar vontades é capaz de tudo. Berlusconi o fez. Não se pode dizer que não seja um criminoso porque não assassinou ninguém nem roubou a mão armada. Existem muitas outras maneiras de sê-lo.”
Citando Cícero, Saramago propõs a seguinte reflexão sobre a figura de Berlusconi:
“Deve ser também a União Europeia que chame sua atenção. Devem lhe dizer que as suas não são maneiras de se comportar na esfera pública e que casos como o dele desacreditam a política. “Ainda mais agora, em plena campanha eleitoral.” Um cidadão médio europeu tem todo o direito de se perguntar que Europa é esta que aplaude um senhor que se comporta com tão má educação nas reuniões internacionais. Não o contiveram a tempo, e as pessoas, com razão, começam a se perguntar, como Cícero: ‘Até quando continuará abusando de nossa paciência?’”
A Einaudi não é estreante em matéria de censura. Há alguns anos atrás, também vetou a publicação das poesias políticas póstumas do expoente poeta, escritor, crítico literário e jornalista italiano Giovanni Raboni, falecido em setembro de 2004. A Einaudi também vetou a publicação do livro “O Corpo do Capo“, de Marco Belpoliti.
Afora isso, Berlusconi também ordenou a censura, na Itália, da projeção do filme W., de Oliver Stone – que faz duras críticas ao seu amigo do peito, George W. Bush.
Itália: um exemplo histórico de Estado Democrático de Direito a não ser seguido
Essas censuras aos conteúdos é só uma parte da Itália da Justiça e do Estado Democrático de Direito, tão bravamente defendida pelo mentor intelectual da nueva sinistra [esquerda] brasiliana, o ítalo-brasileiro Mino Carta (que lança mão de seu semanário para encampar uma luta psicótica em favor da extradição de Cesare Battisti – projeto em plena sintoniza com os desejos de il Caveliere Berlusconi).
Pra se ter uma idéia do quanto a Itália é justa, tomemos o exemplo da comunidade ítalo-brasileira. A comunidade tem cerca de 25 milhões de descendentes de italianos. A estimativa de tempo de espera para reconhecimento da cidadania italiana no consulado daquele país em São Paulo é de 55 anos (!), apenas…
Isso inviabiliza totalmente os anseios daqueles que gostariam de ter seus direitos reconhecidos pela pátria de onde vieram seus ancestrais para substituir os escravos libertos nas lavouras de café (negros alforriados para morar em favelas, nas piores condições possíveis). Equivale a um imperativo e categórico NÃO burocrático.
A Itália embroma a comunidade ítalo-brasileira com um baita chá de cadeira de mais de 5 décadas, e grita hipocritamente ao sete ventos suas proezas do mundo do Direito e da Democracia.
Um país tão justo que fez seus concidadãos do norte agrário emigrarem por “livre e expontânea pressão” de sua pátria após a unificação, e, agora, mantém seus desdencentes assim: bem longe de seus direitos e desejos.
Palmas para o Estado Democrático de Direito italiano… Plac-plac-plac.
Como escreveu Saramago: “De que adianta falar de motivos, às vezes basta um só, às vezes nem juntando todos.”
O tempo ainda há de abrir muitas janelas daquela Camorra em forma de bota e seu primeiro-ministro Berlusconi, o stronzo.
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Nota aos leitores: é saudável declarar que o autor do texto tem ascendência italiana, mas nunca se dispôs a correr atrás dos trâmites burocráticos para o reconhecimento de sua cidadania – nem sabe se o fará algum dia.





Verdade Andre, triste ver como os italianos nao conseguem ver esse tipo de coisa. Um pilantra, “schifoso” que manipula a massa de forma descarada através de suas emissoras de tv.
O futuro desse pais é preoculpante. Segue um link de uma boa analise feita por Pedro Doria em seu blog :
http://pedrodoria.com.br/2009/04/10/silvio-berlusconi-e-a-italia-de-hoje/
Ah, sobre a cidadania, se conforta esse tipo de tratamento nao é reservado apenas aos brasileiros, na Argentina tb é assim. Porem, quando o pedido é feito aqui o processo corre bem mais rapido.
Deus ajude a Italia, e eu nao vejo a hora de voltar pra casa.
André,
É trágico o que acontece na Itália. Este gangster, que atualmente é primeiro ministro, já fez passar inclusive leis de imunidade judicial para si.
Monopoliza as comunicações na península e dá espetáculos de péssimo gosto em diversas ocasiões. É curioso que a mídia brasileira, sempre tão ávida em apontar supostas gafes do presidente Lula, nunca se tenha dedicado às verdadeiras patadas de Berlusconi.
Quando o rei de Espanha advertiu o presidente Chavez, por conta de uma impertinência, mancheteou-se o episódio em todos os grandes jornais brasileiros, como se se tratasse de algo intimamente ligado aos destinos cotidianos de todos os brasileiros. Ou como se a imprensa brasileira fosse um bastião de cosmopolistismo, ligada diretamente ao mundo.
Quando o bufão – relativamente idoso e com cabelos da cor das asas da graúna – disse tolices e comportou-se como novo rico mal educado na presença da rainha da Inglaterra, notinhas de fundo de página, sem muito destaque.
Preocupações seletivas muito significativas das reais preocupações por trás dos veículos de imprensa. Uma curiosa imprensa que tem raiva do presidente brasileiro atual exatamente por ele não ser aquilo que querem que seja. Falo da insistência esquizofrênica na estória do terceiro mandato.
Curiosamente, o narcotraficante Álvaro Uribe acaba de pavimentar a via do terceiro mandato. Ou nada se dirá, ou dir-se-á que a um ungido de deus nada pode ser obstáculo.
Curiosamente, outro ungido de deus, mas que perdeu o posto, o nipo peruano atualmente julgado por crimes contra o povo que o elegeu, contou com o entusiástico apoio fernando henriquista na ocasião em que mudou a constituição peruana para…. para o terceiro mandato.
Fujimori era a modernidade chegando ao Peru numa nave daquelas que trazem o capitão com quem a Geni não queria dormir. Trazido dos céus para por ordem naquela confusão de índios incapazes de se auto governarem.
O tamanho da missão – divina – demandava mais um mandato. O tamanho da missão aproximou para a causa nobilíssima Le Prince des sociologues. Este advogou para nosso vizinho pacífico a virtuosa possibilidade de ter o Chino por mais tempo.
Bem, ao menos esse pessoal convenceu suas populações a engolirem as mudanças. Monsieur Cardoso subornou o congresso para uma só e mísera reeleição.
Eis o tipo de problema que me chama a atenção. Esta seletividade devia ser declarada pelos meios de comunicação. Nada demais nisso haveria. Problemas há no comportamento patife de declarar-se praticante de uma imparcialidade absolutamente desmentida pela realidade.
Ou seja, escrevem ou para canalhas, ou para imbecis.
O caso da editora é praticamente a mesma coisa. A pudicícia política da editora de Berlusconi é uma farsa. Assim como qualquer traço de pudor não se encontra no próprio, inclusive dado a escândalos com menores, atrizes de televisão, menores e suas mães. Enfim, algo bem próximo daquilo que fez perecer as duas conhecidas cidades bíblicas.
Saramago é realmente um indivíduo muito sóbrio e educado. Desculpou objetivamente os editores, afinal não estão obrigados a perderem os empregos quixotescamente. Talvez sintam-se agora uns tolos, sem liberdade, escravos de um patrão riquíssimo e profundamente deselegante. Mas, empregados.
Poderia, caso fosse menos sóbrio e elegante, fazer como Benítez, que simplesmente não permite traduções de suas obras para o inglês. Quem quiser ler algum dos Cavalos de Tróia que o faça em castelhano, português, italiano, francês, alemão…
Muito radical esse Benítez, mas deixa entrever que, contrariamente ao que disse o cronista romano, nem tudo está à venda.
Parabéns pelo momentário Andrei.
Faço Côro!
Gostaria de saber quais sao os direitos a cidadania oferecidos pelo governo alemao, portugues, ucraniano , espanhol etc,aos descendentes no Brasil ate a quarta geracao? Em qual parlamento europeo as comunidades que emigraram e que vivem no exterior (muitas vezes sem nunca ter pisado na Italia) podem eleger 30 deputados e 15 senadores ao parlamento?
Todos os defeitos pessoais e os problemas da concentracao de poder de Berlusconi sao evidentes. Gostaria que Saramago analizasse o sistema democratico portugues e todas as razoes do atraso de seu pais em relacao a europa.
Nao sou descendente de italiano mas reconheco o valor da Italia.
Caro Armando,
O que a comunidade ítalo-brasileira reivindica é apenas o cumprimento da Lei. Pois ela existe, ainda.
Não suponha equivocadamente que não reconheço o valor daquele país, o qual carrego no espírito e no corpo com uma profunda estima.
Quanto aos demais países europeus… Não foram os objeto do texto, embora possa vir a falar deles em momentos outros.
Abraço!
Sobre Portugal, ao menos, posso dizer que há mais ou menos quatro anos meu avô começou o processo de pedir cidadania.
Ele registrou o casamento do meu bisavô, depois pegou a cidadania dele. Aí registrou o casamento dele (com minha avó). Aí meu pai pegou a dele. Meu pai já registrou o casamento dele, e a minha cidadania está em processo, a primeira entre os netos.
Bom, em 4 anos, são dois processos de cidadania e 3 registros de casamento (processos isolados). Eu diria que o negócio está bem rápido, não acham?
Até onde sei, o processo português é relativamente rápido porque pedidos são freqüentes e o pessoal do consulado em Recife é legal. Em países onde os pedidos são mais incomuns e comunidade é menor, acho que o pessoal pode ficar meio confuso.
Eu até pensei em comentar, mas tudo já foi dito, faço questão de enfatizar o outro texto (pois, ganhamos dois textos fantásticos, o de André e o de Andrei), que em sua só frase sintetizou a função do mídia contemporânea:
“Ou seja, escrevem ou para canalhas, ou para imbecis.”
hahahahahaha…
muito…
“Ou seja, escrevem ou para canalhas, ou para imbecis.”
hahahahahaha…
muito… [2]
Neste mundo em que vivemos, não há inocentes. Esta é uma triste constatação.
Não se está colocando em jogo a Itália, tampouco sua produção cultural, reconhecidamente vasta.
Em jogo está a truculência intelectual berlusconiana.
André, creio que o trecho “Um país tão justo que fez seus concidadãos do norte agrário emigrarem…” está incorreto, porque o sul é que é agrário. O norte da Itália sempre foi mais industrializado.
Robson,
Não está incorreto. Está, se nos prendermos aos factualismos de livros de segundo grau – direcionados, sobretudo, ao “X” dos vestibulares (que reproduz aquele esqueminha “norte = indústria; sul = agrário”). Mas é preciso interpretar contextualmente esse esquema, senão não funciona. É uma questão processual. Agora, realmente soa estranho dizer “norte agrário”, pois antes da industrialização, o que havia era uma densidade comercial mais densa no norte que no sul, o que não impediu as atividades rurais também.
O norte da Itália nem “sempre” foi mais industrializado, porque a industrialização da região não é um dado da natureza. O processo se inicia no século XIX (ainda na década de 40 vieram as primeiras levas de imigrantes italianos, estabelecendo-se no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo. Depois navios vieram para São Paulo).
Foi justamente o processo de industrialização do norte da Itália que alterou as cadeias produtivas e as possessões de terra. Até então (primeira metade do XIX), o processo industrial era limitado – mais denso em França e Inglaterra.
Com essa desagregação e o aceleramento do processo industrial depois da unificação (1871), desencadeou-se um aumento do número de desemprego, ampliado com o aumento da densidade populacional, o que levou os habitantes do norte a emigrarem para outros países, em busca de novas oportunidades. O sul ainda passou um bom tempo predominantemente agrário.
Meus ascendentes paternos, por exemplo, vieram no finalzinho do XIX, da região da Lombardia (mais especificamente da cidade Verona, que fica entre Milão e Veneza) e da região da Emília-Romana (próximo a cidade de Forli, que fica perto da Bologna). Da parte materna é outra história…
André,
Deve ter sido duro para Saramago ser censurado, não em Itália, mas por um italiano. Ou, talvez, seguindo este mesmo raciocínio, deve ter sido quase nada ser-se censurado por um italiano e, não pela Itália.
O jogo de palavras é falta de outra maneira de introduzir um trecho do próprio censurado – citar é sempre difícil, então tentamos vários recursos – a propósito do país, no belíssimo Manual de Pintura e Caligrafia.
“Por minha parte, declaro que sempre entrarei em Itália em estado de submissão total, de joelhos, diga-se tudo, situação em que as mais pessoas não reparam porque é toda ela psicológica.”
Bem, não devia ser tão difícil citar, até porque acitação não é do autor, mas de uma personagem identificada apenas por uma letra. Mas, a personagem, acho eu, é do autor.
A bem da verdade, a Itália é um dos países mais corruptos da Europa, mas o Índice de Percepção de Corrupção deles ainda é melhor que o da China (que é um pouquinho melhor que o nosso).
Mas é realmente incrível como o da Itália é muito inferior aos dos outros países da Europa Ocidental (Alemanha, França Espanha, Portugal). Suíça nem comento…
Muito bom texto, Andrei
Zictor, segundo um professor de matemática belga, amigo meu, a Bélgica é muito mais corrupta do que a Itália. Só que ninguém fala da Bélgica, mesmo.
E, com relação à Suíça, há sérias controvérsias se é ou não um dos países mais corruptos (ou ao menos hipócrita) do mundo, já que boa parte da riqueza dos helvéticos veio de dinheiro dos nazistas e dos judeus perseguidos pelos nazistas – num passado um pouco mais distante – e dos traficantes (de drogas, de armas e de pessoas) num passado mais próximo. Ainda que recentemente a Suíça tenha melhorado um pouco o seu status de paraíso fiscal e lavanderia do mundo, ainda é um país não confiável neste assunto – juntamente com o Uruguai, Luxemburgo, Ilhas Caimã, Ilhas Jersey e mais alguns outros menos cotados.
Márcio,
Tenho acreditado que a corrução – a lavagem de dinheiros ilegais, por exemplo – é um problema relativamente pequeno desde que não influencie na vida cotidiana dos cidadãos.
A maior lavanderia de dinheiros sujos do mundo é o Vaticano. Todavia, não se fala em percepção de corrupção.
A segunda provavelmente é a Suiça, mas isso não implica percepção de corrupção pela população.
Talvez, ela esteja em níveis muito elevados e muito disfarçada e seus utilizadores sejam sabedores dos riscos que correm. Daí, o exemplo não se espraia nos estratos sociais inferiores.
Não se pede dinheiro para fornecer uma carteira de habilitação para conduzir na Suiça, embora se lavem biliões de euros de cocaína.
Mas, o pessoal envolvido nessas atividades sabe que se o povo souber inequivocamente das coisas que fazem, eles estão irremediavelmente perdidos.
A coisa é meio espartana. As elites são estimuladas a delinquir, mas sabem que se forem apanhadas serão liquidadas.
Fizemos, nós brasileiros, o inverso. Instituímos a delinquência sem riscos. Assim, o exemplo frutifica em todas as classes e pedem-se favores e subornos para tudo e qualquer coisa.
Essa teorização boba que fiz é apenas para dizer que acho os ranqueamentos meio precários.
Se o pesquisado for um executivo de multinacional, dirá ele que deu suborno ao ministro fulano? Caso diga, será isso muito relevante na vida do cara que tem serviços públicos sem precisar subornar alguém?
Volto ao que acho a diferença fundamental. O risco. Lembro-me que por conta da suposição de recebimento de um suborno de € 150.000,00, um ministro suicidou-se na França, há uns quinze anos.
Se R$ 450.000,00 de suborno fizessem um suicídio no Brasil, restariam quantos ministros, deputados, juízes?
Caro Andrei,
Tomei a liberdade de fazer de seu comentário um post próprio.
Espero que não se incomode.
Abraço!