Brasil tem 587 garimpos dentro de reservas ambientais

mai 7, 2007 by     20 Comentários    Postado em: Meio Ambiente

da Folha

Sob pena de intensificar os conflitos pelo uso da terra, em algum momento, o governo terá que decidir por qual atividade ele prefere. O Brasil tem hoje 587 garimpos em áreas de proteção ambiental, o que, segundo lei, não deveria ocorrer.

Essa sobreposição entre exploração do subsolo e uma tentativa de preservar o que está sobre ele surge do Mapa da Geodiversidade do Brasil, produto feito pelo SGB (Serviço Geológico do Brasil).

O cruzamento dos números foi feito à pedido da Folha pelo geólogo Cássio Roberto da Silva, do departamento de gestão territorial do SGB. Ele é o coordenador do mapa.

O documento identificou a existência de 207 garimpos em reservas indígenas, 56 em parques nacionais, 292 nas chamadas áreas especiais de proteção permanente e 32 nos vários tipos de reserva.

Apenas as áreas com metais preciosos foram consideradas na tabulação dos dados. Algumas dessas ocupações ocorreram antes de a região ter sido transformada em área de proteção ambiental.

No total, existem 1.906 ocorrências minerais nas áreas de preservação ambiental. Menos de 20% delas ainda estão intocadas, informa o SGB.

“Essa é uma das funções do projeto, mostrar onde podem ocorrer os conflitos e abrir uma discussão sobre esse problema”, afirmou o pesquisador.

O produto inédito criado pelo SGB, na escala de 1:250.000.000, pretende ser uma ferramenta essencial para qualquer obra de infra-estrutura que venha a ser feita no Brasil. Ele não apenas identifica em um mesmo mapa onde estão as riquezas do subsolo brasileiro, como onde se localizam estradas, ferrovias, portos, linhas de transmissão elétrica e até os gasodutos.

O mapa exibe ainda as fragilidades e as potencialidades dos terrenos diante dos empreendimentos humanos. Isso, segundo o SGB, ajudar a credenciar o documento como um importante instrumento de ordenamento territorial.

O órgão, por exemplo, já usa parte de seus estudos para desenvolver meios de monitorar os deslizamentos de terra que ocorrem nas encostas da cidade fluminense de Angra dos Reis, no litoral sul do Estado.

Conflitos na construção

Além de todas as áreas de preservação, a fertilidade do solo e a qualidade da água também foram mapeadas.
“Esses dados são importantes para alertar os empreendedores, públicos ou privados, a não projetarem obras dentro das reservas. E isso se aplica a construção civil, mineração, agricultura, pecuária, turismo e outros empreendimentos”, explica o geólogo Iran Machado, também do SGB.

Para o pesquisador, no caso das grandes obras de engenharia, os conflitos podem surgir, por exemplo, no momento da construção. “As fontes de materiais naturais que serão usadas para a obtenção do material podem estar localizadas dentro de reservas. Caberá aos órgãos ambientais administrar esses conflitos”, disse Machado.

Segundo o geólogo, no passado, a construção de algumas hidrelétricas já geraram conflitos desse tipo. “Isso ocorreu, nas últimas décadas, tanto na Amazônia quanto também no Estado de São Paulo, na Usina Hidrelétrica do Tijuco Alto, no Vale do Ribeira.

Apesar da tensão que existe entre a mineração e a preservação ambiental, José Carlos Garcia Ferreira, superintendente regional de São Paulo do SGB, lembra que a idéia não é ser contra esse tipo de atividade econômica.

“A mineração é muito importante para o Brasil. A questão não é ser contra, mas sim contribuir para que ela possa ser feita de forma organizada”, explica Ferreira.

O SBG, que passou a usar novamente a sigla CPRM em seu dia-a-dia, está completando 100 anos de atividades agora em 2007. Até dezembro deverão ser lançados também, segundo Ferreira, alguns mapas de geodiversidade regionais. “E, nesse caso, com escalas bem mais detalhadas do que a usada para o mapa do Brasil”.

20 Comentários + Add Comentário

  • vai tomaaaaaaaaaa do meio do seuuuuuuuu cúúúúúúúú

  • esse site é podre e quem fo lê isso leia com atenção porque esse site é ruim é de veado e nunca entren mais nesse site

    • olha vc não devia ta falsando isto vc devia cria vergonha cara

  • é ele me ajudou bastante ! ;D

  • esse site um fala nadda q merda

  • o trabalho de vcs e muito enterecante.

  • Oi Jordana
    Você tem boas ideias, mas o seu portugues é péssimo. Antes de escrever consulte um dicionário. Verifique nas poucas palavras escritas por você, quantas estão erradas. Não são críticas, mas apenas orientações para o seu vocabulário.
    Desculpa
    Tadeu

  • O que eles estão falando é interessante,mas não serviu porcaria nenhuma para minha atividade ESCOLAR.

  • Olha, Susana, esse site é apenas para dar informações sobre assunto “tal”, você não pode dizer que ele não serviu de nada… A não ser que estivesse procurando algo para COLAR, e não para ESTUDAR de verdade. E não adianta procurar em apenas um único site, um verdadeiro estudande estuda do jeito que estiver, não tem desculpas. ;)

  • e
    olha a primeira vez q eu entrei nesse site ; nunca mais quero ouvir falar . o que e isso , nada nada nada …………

  • Que Lixoooooooooooooooooooooooo……… que merda é essaaaaaaa..caral………….

  • show !!!

  • show , gosto muito de historias …

  • esse site não me ahjudou em nada

  • muuuuuuuuuuuuuuuuuito bom!! hahahaha mentira

  • Eu gosto de ler, mais o que eu mais gosto mesmo é de garimpo. Quando eu conheci o garimpo pela primeira vez na minha vida, achei que poderia me dar bem financeiramente, mas hoje tenho uma outra maneira de olhar o garimpo, ele é construido de pessoas lutadoras, que precisam sobreviver e de uma forma ou de outra, querem conseguir sua independencia, mas não é fácil, por essa razão, gostaria que o pessoal do governo, ou seja, nosso presidente não entregue nossa riqueza nas mãos de estrangeiros, nos dê apoio para explorar essa riqueza com sabedoria, de maneira organizada, pensem nisso, e só o que eu quero, nos ajudem politicos do bem.

  • vcs tem razão esse saiti é ruim

  • Legal vlw pela ajuda no trabalho

  • vlw o texto ta bem legal. =P
    XD (vou usar na minha pesquisa)
    UM ABRAÇO
    Luana.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).