O problema é o empreendimento ou o carro?

ago 18, 2013 by     49 Comentários    Postado em: Meio Ambiente

Quando um grande equipamento está sendo instalado em um bairro, a primeira pergunta que se deve fazer é: qual o impacto na vizinhança?

Isso se aplica a uma faculdade, a um centro comercial, ou mesmo a um estádio (como é o caso da Arena do Sport). Não é raro termos casos onde a instalação de um equipamento como este transforme a vida de um bairro residencial em um inferno.

Por outro lado, se todos os equipamentos com o perfil de convergência de pessoas forem colocados em periferias mais distantes, como foi o caso da Arena Pernambuco, estaremos esvaziando os bairros e piorando a mobilidade das pessoas, já que os deslocamentos ficarão ainda mais longos. E precisaremos de mais obras gigantescas de mobilidade, normalmente privilegiando os automóveis.

Quando observamos a instalação de equipamentos ou grandes empreendimentos, temos dois grupos com pensamentos divergentes: de um lado a população local, preocupada com a vida no bairro, e de outro o empresariado/Governo, querendo mobilizar o equipamento sem a preocupação com o que vai acontecer.

É uma luta onde todos têm razão.

E há um fator convergente na transformação de um equipamento que deveria ser encarado como positivo em uma tragédia diária: o uso do automóvel como forma de locomoção.

E em Recife temos um sério agravante: há uma expectativa de que o dono do estabelecimento resolva o problema de estacionamento das pessoas, o que é algo que não tem o menor sentido.


Por aqui, quando alguém monta uma padaria, espera-se que além do espaço para a pessoa se deslocar dentro do estabelecimento, este ofereça seis metros quadrados para cada cliente estacionar o seu carro. Com esta lógica, não é de se estranhar que um shopping center possua mais área construída de estacionamento do que de corredores e lojas. E esta lógica de grandes malls faz com que o comércio de rua fique cada vez mais fraco, tornando a vida dos bairros cada vez mais “residencial”, o que por aqui significa cada vez mais sem vida.

E onde quero chegar com esta discussão?

Em uma tentativa para raciocinar de maneira inversa.

Será que o problema é do Colégio que se instala nos bairros, ou dos pais que estacionam em fila dupla para deixarem seus filhos? Será que é ruim instalar um pequeno centro comercial em um bairro por causa das pessoas ou dos carros?

Todo tipo de estabelecimento que traga pessoas deve ser encarado como muito positivo para um bairro, pois pode dar vida às calçadas e fomentar a economia da localidade. O que não podemos aceitar é a fatalidade de que o carro precisa ser a única forma de deslocamento para tudo.

E por aí passa uma questão mais grave: a percepção de que o carro é um problema da pessoa física, e não da pessoa jurídica.

A pessoa acha ruim quando uma faculdade se instala no seu bairro, mas ao mesmo tempo se desloca para a faculdade do bairro vizinho de carro. Acha péssimo quando tem um jogo nos Aflitos, mas acha maravilhoso transformar a vida dos moradores de Cosme e Damião em um inferno, já que na Arena Pernambuco tem amplo estacionamento.

Assim como você não estaciona gratuitamente a sua geladeira nas ruas, não cabe ao Poder Público ou às empresas resolverem o problema do seu bem privado de mobilidade. Cabe ao Poder Público pensar em como transportar as pessoas com o máximo de conforto e eficiência possível, e isso só se fará com muito investimento em transporte coletivo.

Em alguns lugares, temos soluções simples sendo adotadas, como a proibição de embarque/desembarque de pessoas em alguns colégios no Rio de Janeiro (só se pode chegar à pé ou de transporte escolar), ou ainda conexões mais humanizadas de transporte público (em lugar dos ultrapassados terminais de passageiros que mais se parecem com um matadouro).

Enquanto em Londres estão utilizando estacionamentos e pequenos becos para construir residências para as pessoas, diminuindo o desequilíbrio de mercado, por aqui pensamos em edifícios garagens patrocinados pelo Poder Público como forma de melhoria de transporte (foto acima).

E aí eu me lembro que estamos colocando R$ 600 milhões em recursos públicos para construir a Via Mangue, (recursos suficiente para um VLT francês pela Domingos Ferreira) que será proibida para ônibus, e fico me perguntando para onde estão levando o Recife. 

49 Comentários + Add Comentário

  • Isso não vai acabar tão cedo. Só num futuro quando acabarem com todas as áreas públicas na cidade e os congestionamentos triplicarem.

    Aí talvez pensem em mudar. Por enquanto, esperem sentados

    • Concordo plenamente.

      Nem adianta espernear.

      Só quando a locomoção dos grandes comece a piorar algo será feito. Para a comodidade deles.

  • Lhe pergunto: É humano andar nos ônibus de recife?
    Você anda 10minutos durante o dia e já esta todo suado. Isso porque Recife é uma cidade de clima tropical e é natural fazer calor. Então porque não instalam um sistema de transporte que tenha ar-condicionado?
    Andar em horários de picos é simplesmente sufocante. Muita gente, nenhum conforto e um transito infernal.
    Quando o governo não resolver esse problema eu ainda vou me locomover de carro.

    • Recife não é uma cidade humana. Qualidade de vida aqui é utopia.

    • Em Portugal, na Espanha, França, Itália e Croácia, TODO ANO no verão faz um calor infernal.

      As pessoas lá transpiram muito e ainda fedem gostoso…

      E ninguém morre por conta disso.

      O problema é a educação social da maioria que utiliza o transporte público.

      Não por conta da população, mas por culpa de vários governos o povo não tem muitas vezes o mínimo de consciência do que é ser CIDADÃO, do que é algo ser público, do que é respeitar o espaço de cada um…

      Isso sim é o que torna o transporte público terrível pois ser ruim é culpa do empresariado que sabemos não é pressionado a nada.

      O resto é trololo.

      • Talvez o dito “fedor” não incomodasse tanto se os ônibus não fossem tão lotados…

        Para isso teria de haver refrigeração e aumento na quantidade – o que ocasionaria também mais pontualidade – não sem antes disponibilizar faixas exclusivas.

        Mas talvez, para o gestor, o investimento necessário não se justifique pelo índice de depredações, pulos de janela e lixo dentro dos veículos.

        • Com certeza Raphael.

    • Seria bom que os ônibus tivessem ar-condicionado, mas isto nem é o principal no momento. A questão é a fluidez deste transporte! Se andasse rápido, ia circular mais, com menos gente e ia ser mais agradável.

      Ah e Recife é uma cidade tropical mas tem MUITAS cidades no mundo com temperaturas mais intensas, o que falta aqui mesmo é arborização – o que as pessoas, na prática, desprezam.

      • É imensa a diferença de uma área arborizada para uma não arborizada em termos de variação de temperatura… compare a Conde da Boa Vista com o Parque da Jaqueira.

    • Tem toda razão. Ficar de mi mi mi para usar transporte “alternativos” quando se tem um metrô com capacidade ínfima, ônibus sem ar-condicionado e superlotados, e sem ciclovias é muito fácil. Quero ver é se um gerente de banco, um professor universitário pega uma bicicleta para chegar todo suado ao trabalho, correndo o risco de ser morto ao cruzar uma avenida movimentada. É uma discussão ridícula essa. Só caberia ser feita se tivéssemos um transporte público ou alternativo minimamente decente. Qualquer coisa que se fale contra o uso de carros na situação atual é pura DEMAGOGIA !

      • O povão está acostumado a ser maltratado e qualquer vintém ou benesse o deixa manso. Político não se preocupa muito com o povão, mesmo sendo ele a maioria e o que elege qualquer candidato. Portanto, só quando a as classes mais favorecidas começarem a estrilar é que algo efetivo e sustentável poderá ser feito. Nova Iorque e Londres, por exemplo, possuem um trânsito complicado e medidas que visam reduzir o uso de carro mas lá o transporte público é de outro nível. Fui fazer um curso em NY e, como sou da classe média trabalhadora, não deu para pagar hotel em Manhattan e me virei numa localidade de New Jersey que poderia comparar a Abreu e Lima (na distância pois, no restante…). Fazia o percurso diariamente de ônibus climatizado, com gente educada e sem ninguém em pé pagando 3 dólares cada trecho (se usar o cartão e comprar 100 viagens, tem um bom desconto), o que, em termos americanos, é um valor razoável. Pagaria o mesmo para ir e voltar do trabalho num ônibus com ar que cumprisse o horário como em NY. Os 45 minutos do trajeto eram cumpridos regularmente e existe até um panfleto com os horários em que o ônibus passa em cada parada. SHOW! Na volta fiz escala em Miami e, pelas mesmas razões, fiquei num hotel barato próximo ao aeroporto. Paguei 2 dólares no metrô suspenso e a conexão no aerotrem no centro da cidade era gratuito. SHOW!!! ônibus climatizado e que abaixa a suspensão nas paradas, garantindo facilidade de acesso para todos, inclusive cadeirantes e idosos. Alguns ônibus levam bikes no parachoques dianteiros. E isso a 2,10 dólares. SHOW!!! Porque não conseguimos fazer o mesmo por aqui???? Os gringos são melhores do que nós? Em Miami e Washington é época de eleição para prefeitos e a maioria dos candidatos são latinos. Recife e o Brasil são ainda do submundo. Pretende-se vender outra imagem com copa e olimpíada e propaganda mas a verdade é muito evidente

    • o pior argumento que já vi na vida, uma caminhada de 10 minutos é perfeitamente aceitável, em qualquer situação, é da natureza do homem andar, ai n pode andar pq o corpo vai suar, afinal é muito inconveniente que o corpo sue para manter sua temperatura interna normal, pq não poderíamos ser como os camelos, né?

  • Concordo parcialmente Pierre. Acho que Recife ainda tem uma infraestrutura precária. Inclusive a viária. Acho a questão de vida nos bairros é fundamental, mas pede planejamento urbano, inclusive com a questão do transporte.

    Acho que aqui tudo é feito sem o menor planejamento. Qualquer pessoa pode transformar um imóvel residencial em comercial e não há nenhum tipo de controle sobre isso!. Ainda precisamos construir trilhos e estradas, mas precisamos fundamentalmente expandir a cidade. Enquanto todo mundo só quiser morar e trabalhar em Bv, E na região dos Aflitos, espinheiro, casa forte e Jaqueira a cidade vai continuar a ser esse inferno!!!

  • O grande problema do Recife é a falta de um plano diretor urbanístico decente da prefeitura.

    Aqui se pode tudo, se constrói prédio em cima de prédio, sem o menor controle. A lógica é simples, do mesmo terreno que existia uma só casa, se constrói um edifício de 30 andares com 2 apartamentos por andar e 2 vagas por apartamento: Resultado, de um espaço territorial de onde sairiam, no máixmo 2 carros numa manhã de segunda feira ou numa volta do trabalho as 6:00h, agora saem 120 carros!

    É LÓGICO QUE ISSO NÃO IRIA DAR CERTO!

    Aqui em Recife, as construtoras que comandam! Muitas mãos são molhadas para isso. Cidades planejadas estabelecem limites de andares, dentre outras especificações, além de terem vias largas.

    É um absurdo ainda vermos tantas construções em alguns bairros como Espinheiro, Aflitos, Boa Viagem, Casa Forte e Parnamirim. Esses bairros já saturaram de um jeito que os representantes do povo já deveriam ter elaborado uma lei que proibisse a construçao de novos edifícios, pelo bem da população.

  • “Assim como você não estaciona gratuitamente a sua geladeira nas ruas, não cabe ao Poder Público ou às empresas resolverem o problema do seu bem privado de mobilidade”

    Discordo frontalmente. Essa conclusão até, tem como pano de fundo a mesma ética que me serve pra justificar o uso do carro para poder usufruir melhor dos bens e serviços que a cidade oferece, independente das consequências que isso possa causar a outrem, ou a cidade. Se o Poder Público não fez nada, ou no seu caso, não tem nem a incumbência de sistematizar adequadamente os fluxos urbanos que regem a cidade, então eu resolvo por mim mesmo, e o carro é a minha “melhor pior escolha”.

    E outra, seja o pequeno empresário ou o cidadão-cliente que você ilustrou, todos eles tem a oferta por meios de locomoção como um dado, isto é, ele é tomador de preço e está exemplificado na postagem do Recifense Classe Média, quando ele desabafa as opções a sua frente: “Lhe pergunto: É humano andar nos ônibus de recife?”.

    A não ser que haja uma grandiosíssima mobilização entre esses atores, eles não tem o mínimo poder de barganha frente a como nossa cidade está arranjada em mobilidade. E aí entra o poder público, com toda sua estrutura e poder, como instrumento de produção de incentivos a uma reordenação sistemática de uma cidade mais equilibrada em termos de fluxos urbanos.

  • Ou desenvolvem os bairros com prefeituras (que transformaram em municípios para mamarem) da RMR ou vai ficar esse inferno sempre. Dia de domingo, a mobilidade em recife, seja pelo meio que for, fica excelente. E porque na semana não ? Simples, porque os habitantes das cidades vizinhas precisam procurar Recife pra tudo (lazer, tratamento de saúde e etc) congestionando uma cidade com área pequena!!

  • Recife precisa ser repensada no plano urbanistico, cultural e social!

    Primeiro, aqui as construtoras driblam o plano diretor aprovando projetos antigos já aprovados para aumentar o numero de andares, há muito tempo bairros como boa viagem, casa e forte e proximidades nao se cabem mais predios, pontos comerciais nesses lugares sao raros, contribuindo de certa forma como a diminuicao de abertura de negocios.

    Deveria se procurar outras areas para se construirem como as proximidades da br 232, onde ha muito espaco para se construir.

    O proprio governo é culpado, pois se concentra em areas muito densas, como a construcao da sede do governo no centro de convencoes, poderia se instalar ao lado do TIP, pois tambem incentivaria o uso do metro.

    As favelas deveriam passar por um processo de requalificacao dando diginidade e qualidade de vida a seus moradores, alem de incentivarem o cultivo de plantas pela cidade como forma deixar a cidade mais bonita e menos quente.

    Fora o Recife antigo que ha anos esta abandonado e nao ha sua recuperacao…

    Enfim, tem muita coisa para ser feita e nao se faz nada….

    • Não vem falar em “requalificação de favelas” aqui não. Isso aqui ficou cheio de gente que adora bandido, com snipers apontados pra tua cara, só esperando pra atirar suas balas de proselitismo, tachando qualquer opositor de “fascista” ou “inimigo do povo”.

      Antes que alguém fale merda: desafio qualquer um a andar descuidadamente pela favela portando celulares e outros objetos caros comprados com dinheiro do seu próprio trabalho.

      • Danousse! Num pode nem mais ajeitar as favelas?

        • Pra mim e pra você pode né… o problema é que tem gente que adora cultivar o pobre na pobreza, pois a riqueza, para essa gente, é um mal, uma coisa diabólica, que irrevogavelmente corrompe o caráter de todos sem exceção. Ainda de acordo com esses catedráticos, todo pobre é bonzinho e governo bonzinho tem que manter o pobre bonzinho em eterna dependência.

  • Iniciativa privada sustenta a iniciativa pública, governo comunista! Impostos vinculados só na lei enquanto arrecada!

  • Muito bom o texto, Pierre.

    Quando você diz isso está coberto de razão:
    “E aí eu me lembro que estamos colocando R$ 600 milhões em recursos públicos para construir a Via Mangue, (recursos suficiente para um VLT francês pela Domingos Ferreira) que será proibida para ônibus, e fico me perguntando para onde estão levando o Recife.”

    Precisamos romper que a ditadura das empresas de ônibus. Já nos livramos de JPLS, mas ainda falta mais um pouco…

  • Eu só vejo um caminho para melhorar substancialmente a qualidade de vida no planeta (sobretudo nos grandes centros):

    1- Redução drástica da população mundial (imagina se o planeta tivesse apenas 100 milhões de habitantes altamente educados, conscientizados e politizados!!!!);

    2- Investimento pesado em transporte ferroviário de qualidade e de larga escala.

    Seria uma super qualidade de vida. Eu sei que tudo isso é muito utópico, mas seria realmente o mundo perfeito. Teríamos pouca gente pra depredar, destruir, poluir e consumir. Sobrariam mais recursos e o mundo seria um lugar menos desigual, mais tranquilo e menos violento, um mundo com muito menos caos social. Infelizmente, caminhamos no caminho oposto.

    • Eita! A Nova Ordem Mundial já tem voluntariado!!!

      • Não tem nada a ver com ordem mundial, tem a ver com bem estar e qualidade de vida. Esse negócio de nova ordem mundial, Illuminati, maçonaria, conspiração etc, é negócio de menino buchudo que insiste em não ver o óbvio.

        É tudo uma questão de lógica: um planeta com menos gente resulta em menos depredação, menos desgaste, menos consumo, menos agressão à natureza e ao próprio ser humano, ou seja, menos pressão sobre os recursos naturais.

        Há muito tempo o planeta vem mostrando sintomas evidentes de falência. Imagine se apenas 100 milhões de pessoas habitassem o planeta ocupando apenas metade do espaço total dos continentes e deixando a outra metade exclusivamente para a natureza. Pouca gente + muitos recursos = qualidade de vida para todos e distribuição de riqueza. Fora que as pessoas teriam a oportunidade de desfrutar melhor a natureza.

        Não precisa ser um ganhador do Nobel pra perceber que quanto mais gente habita o planeta, piora a qualidade de vida das pessoas. A superpopulação está chegando num ponto insuportável.

        A equação é simples: gente demais = problemas demais.

        O ideal seria uma quantidade mínima de pessoas vivendo extraordinariamente bem e desfrutando igualmente os recursos que a natureza tem a oferecer dando tempo suficiente para a mãe-natureza se renovar e renovar seus recursos. Consumo consciente e ecologicamente responsável. Parece discurso enfadonho de eco-chato, mas é discurso de qualidade de vida.

        • Cingapura fez controle de natalidade 10 anos atrás. Veja a prosperidade que é hoje.

          Por outro lado, repare que menos gente nascendo significará menos PEA para sustentar os aposentados de hoje e de amanhã – cuja expectativa de vida só aumenta.

          É um equilíbrio instável. Mas, no mais, concordo.

        • Ok, agora me responda como vamos dizimar 5,9 Bilhões de pessoas.

          Segue texto da Pedra da Georgia:

          1. Mantenham a humanidade abaixo de 500.000.000 num equilíbrio constante com a natureza.
          2. Controlem a reprodução de maneira sábia – aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade.
          3. Unam a humanidade com uma nova Língua viva.
          4. Rejam a paixão – fé – tradição – e todas as coisas com razão moderada.
          5. Protejam povos e nações com leis e tribunais justos.
          6. Permitam que todas as nações se rejam internamente, resolvendo disputas externas num Tribunal mundial.
          7. Evitem leis insignificantes e governantes desnecessários.
          8. Equilibrem direitos pessoais com deveres sociais.
          9. Valorizem a verdade – beleza – amor – procurando a harmonia com o infinito.
          10. Não sejam um cancro na terra – Deixem espaço para a natureza – Deixem espaço para a natureza

        • Demétrius, leia minha primeira postagem, eu mesmo me antecipei e disse que minha visão de mundo era utópica.

          Claro que eu sei que o planeta ter 100 milhões de pessoas é impossível nos dias atuais. Para isso os EUA teriam que usar algumas ogivas.

          O que eu falei foi citando um mundo dos sonhos, perfeito, ideal, idílico, inatingível.

          Eu espero que as gerações futuras criem mais consciência com relação à superpopulação por que a nossa fracassou totalmente em vários aspectos que poderiam tornar o mundo um lugar melhor. A nossa geração vai ser conhecida como a geração que mais detonou o planeta. As futuras gerações terão uma responsabilidade muito grande nas costas, graças aos estragos que a nossa andou fazendo.

        • Eu sei.

          Fiquei imaginando o livro sobre a Guerra de Tróia… Zeus incitou a guerra para “despopulacionar” a Grécia. No ritmo que estamos, já já alguém vai começar a mesma coisa.

    • Querido Guilherme, você está lendo muito o Dan Brown.

  • A solução é uma guerrinha básica, pra dizimar metade da humanidade, pelo menos. O mundo está sentindo falta disso.

  • O problema se resume as empresas de onibus, para eles não é interessante disponibilizar mais e melhores onibus, nem querem a concorrencia do metrô. A sociedade precisa focar nas empresas de onibus que possuem varios braços…os protestos precisam ser direcionados para isto.

  • Vejam como está andar em Hellcife , hoje em Recife 19/08!!! Transporte público de qualidade, para todas as classes!!!

  • Ao meu ver o problema é qual o objetivo das pessoas com as construções na cidade: Ganhar dinheiro!

  • Quinta feira da semana passada tomei coragem e fui dar uma volta na capital e encontrar uns amigos. De carro.
    Saí de casa às 07:30 e cheguei no centrão às 09:00. Pra onde eu virava, tinha congestionamento.
    Como é possível gastar 01:30h, num trajeto de pouco mais de 17km? No Recife pode.
    Após o almoço no Mercado da Boa Vista, resolvi voltar pela Abdias e pegar a BR 101.
    Gastei 01:15h por causa dos buracos onipresentes na BR.

    Amanhã vou novamente. Mas desta vez vou de busão, apreciando a paisagem bucólica da cidade que não para. Só cresce.

    Espero sobreviver …

  • O problema é o empreendimento ou o carro?

    - Que título escroto!

    Nenhum nem outro camarada, a esculhambação é do poder público, uma mistura de despreparo, falta de ação e muita lambança pra todo lado. Recife é só mais uma capital que sofre com essas questões referentes a mobilidade. Esse bate papo tá mais do que cansativo e ninguém resolve nada…

  • Duas coisas eu não entendi

    ônibus vão ser proibidos na via mangue?

    A Arena é longe de quem? Acho impossível um lugar ser longe de todos…até Ouricuri é perto de Salgueiro!

  • É incrível como tem gente aqui, que ainda acha que carro não é o problema… na verdade o problema é a cultura do carro, que coloca na cabeça de muita gente que se esse é o único meio de transporte possível.

    O próprio Pierre já deu a solução aqui algumas vezes… é só pegar a principais vias do Recife e colocar faixas exclusivas para VLTs ou BRTs, que iriam cruzar e interligar toda a cidade. Se fizessem isso em pouco mais de 10 avenidas já teríamos uma melhora significativa.

    Depois era mudar a frota de ônibus para veículos estilo “ônibus de aeroporto”, que seriam utilizados para fazer a baldeação entre a vias menores e esses corredores, ou para áreas não atendidas pelo sistema.

    Bilhete único (e eletrônico de preferência), ar-condicionado, rastreamento por GPS para informações de horário nas paradas (ou celular), etc.

    Sei que vai vir gente dizendo que isso é impossível, que é sonho, que seria caro… mas para mim o que falta mesmo é vontade de fazer. Se gastamos mais de 600 milhões para fazer uma nova avenida ou um estádio, porque não, investir 2 ou 3 bilhões para mudar a cidade completamente?

    Seria muito bom que aquela galera que foi para rua protestar, sem saber pelo que? Abraçasse uma causa de verdade e tentasse impor essa mudança na nossa cidade.

    • Preço da gasolina no Brasil está barata em mais de 20% que os preços internacionais, amigo.

      Mais incentivo vindo do poder público do que isso? Com esse preço não só é melhor andar de carro, mas até comprar carro grande, do tipo SUV bebedor, com preço desse.

      E Pierre colocando a culpa no padeirinho.

      • Nos EUA, a gasosa está na faixa de US$1,10 o litro mas lá não tem mistura com álcool e rende bem mais do que a daqui.

        • Nada como um mercado competitivo.

  • a solução é bicicleta,bicicleta,bicicleta,bicicleta,bicicleta,kkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Não só Recife mas nas demais cidades brasileiras, está precisando mesmo é de gestores públicos c/ visões amplas (horizontal e vertical) e bastantes competencias administrativas para coloca-las em ação, como tb uma grande maioria da nossa população precisa saber colaborar mais usando de sabedoria e prudencia em suas ações cotidianas, e não complicar ainda mais os sistemas utlizados no dia a dia.

  • OFF TOPIC: Kd o toró que a APAC disse que cairia na madrugada da segunda pra terça na capital? Inclusive aconselhou a quem mora em área de risco, sair de casa.

    Esses comissionados e estagiários pegam a previsão do tempo no site do Jornal Hoje e confiam …

    É como a Defesa Civil, que só defende depois que desaba …

  • vamos andar de bicicleta, todos os problemas do mundo se resumem a falta de ciclovias kkkkkkkkkkk

  • Concordo em parte com Pierre. Há empreendimentos e empreendimentos. Um supermercado necessariamente atrai caminhões para o abastecer. Uma carreta perto de casa atrapalha até quem vai chegar ou sair de ônibus. Não é a toa que não se veem grandes supermercados em bairros residenciais em cidades da Europa. Se os mercados são menores, a pessoa vai mais vezes e a pé aos mercados de bairro, compra produtos frescos e o mercado não é abastecido por carretas. Uma casa de festas coloca geradores na rua ou calçada, atrapalhando quem vai andar a pé. Outros exemplos de empreendimentos que causam problemas independentemente de carros podem ser pensados.

    Até poderiam dizer que se a fiscalização funcionasse não haveria carretas e nem geradores nas ruas. Mas, se a fiscalização funcionasse, não seríamos Recife e estaríamos a discutir outros problemas…

  • A transformação deste cenário, será algo gradativo, pois envolve toda uma série de fatores.

    - É preciso trabalhar a questão da educação e do empreendedorismo, assim aumentando a possibilidade de trabalho junto a população mais carente. O jovem/adolescente humilde vendo que existe uma real possibilidade de crescimento fora do tráfico irá se afastar do mesmo (pelo menos em sua maioria).

    - Como os jovens são a principal “mão de obra” empregada no crime atualmente, reduzindo o interesse do jovem pelo crime teremos um maior nível de segurança na cidade.

    - Com um maior nível de segurança as pessoas se sentirão mais a vontade para se locomoverem a pé ou de bicicleta. Com isto teremos uma redução nos carros em circulação.

    - Com menos carros em circulação será feita a melhora dos ônibus de modo a desmotivar ainda mais o uso do carro como locomoção.

    ===========================

    Observei que comentaram sobre a Nova Ordem Mundial,

    A questão da quantidade de pessoas na cidade não é um problema em si, o problema é o desinteresse do nosso povo no investimento em tecnologias que viabilizem uma melhor qualidade de vida para todos.

    Bom, a quem se interessar sobre a temática da Nova Ordem Mundial, segue um grupo de debates:

    http://forum.antinovaordemmundial.com/

  • O Problema é dinheiro. Seriam necessários “bilhões” de reais, para transformar o transporte publico em algo tão confortável como um carro.

    Atualmente, existem “bilhões” de reais disponíveis, principalmente no bolso dos políticos corruptos desse país. Porém, esse tipo de problema não é apenas da mobilidade urbana, mas da educação, saúde, segurança.

    Portanto, não são apenas bilhões, mas centenas de bilhões que são necessários. Atualmente o governo brasileiro não possui essas centenas e trabalha com prioridades. É como uma parede cheia de furos vazando água em uma piscina cheia de gente, e você apenas com 5 dedos para tapá-los.

    O reflexo disso é o nosso dia-dia. Pessoas matando, pessoas morrendo, um verdadeiro toma lá, dá ca para não morrer afogado na multidão.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).