
Li há pouco dois interessantes textos de Pedro Caribé no Observatório do Direito à Comunicação, sobre um estudo apresentado pelo Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania (CCDC), que monitorou dois programas policiais da tv baiana durante os seis primeiros meses deste ano. O estudo foi apresentado na Universidade Federal da Bahia (UFBA), no último dia 26 de agosto.
De acordo com o estudo, os programas Se liga Bocão (Record) e Na mira (SBT) estariam violando os direitos humanos em várias ocasiões, e recebem reclamações constantes da sociedade civil e do Ministério Público Estadual. Durante o seminário em que foi apresentado o estudo, a promotora Isabel Adelaide disse que em muitos casos que viram “notícia”, as provas coletadas são insuficientes e muitas acusações se mostram infundadas e falaciosas.
Na imensa maioria dos casos (ver gráfico 3 do primeiro texto que seguirá) as famílias alvos de violência são pobres, não têm dinheiro para advogados, as Defensorias Públicas ainda têm suas várias limitações, muitas vezes o cidadão sequer sabe que tem direitos, pois é extremamente pouco instruído, além de viver mergulhado num contexto social conturbado e de baixo teor de privacidade na própria comunidade. Acaba virando motivo de piada na tv, e não raro pode terminar rindo da própria tragédia.
O autor analisa também como o “coronelismo eletrônico” da TV Aratu (SBT) e o “poder religioso neopentecostal” da TV Itapoan (Record) dão sustentação aos dois programas, formando lastros entre política e religião, com relação à violação dos direitos humanos nas TVs.
Nos últimos tempos, não é incomum escutar e ler frases que falam do controle social da mídia como um grande monstrengo de 18 cabeças. Mas o monitoramento do CCDC e a ação do Ministério Público nestes casos é uma forma de controle social da mídia, e não há nenhuma hidra nisto.
A politização eleitoral do assunto (sobretudo pelos isentíssimos grandes veículos de comunicação) depois do III PNDH tratou mesmo foi de desinformar as pessoas sobre o significado da expressão.
Vale a pena a leitura dos textos que seguem abaixo.
“Programas de TV da Bahia violam direitos humanos”
por Pedro Caribé
no Observatório do Direito à Comunicação
O resultado dos primeiros seis meses no monitoramento a dois programas televisivos policialescos na Bahia foi apresentado pelo Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania (CCDC) e confirma a constância na violação aos direitos humanos entre o meio-dia e 14h em emissoras filiadas ao SBT e à Record – a TV Aratu e Itapoan, respectivamente.
Os programas analisados – Se Liga Bocão (Record) e Na Mira (SBT) – são alvo de recorrentes reclamações da sociedade civil na Bahia, que conta com a parceria do Ministério Público Estadual (MPE) para tentar, ao mínimo, amenizar a situação (ver “Ministério Público coíbe abusos em programas na Bahia“). Os dois ficaram entre os cinco programas mais denunciados à campanha Ética na TV em 2009.
Publicidade, merchandising e ações assistencialistas são mescladas com imagens de cadáveres, sentenciamento ilegal e exposição de crianças e adolescentes em situações constrangedoras nos bairros populares e espaços administrados pelo poder público, em especial no interior das delegacias e hospitais. Os jovens e adultos negros do sexo masculino são os maiores alvos dos programas, as mesmas vítimas majoritárias dos homícidios que assolam Salvador e sua região metropolitana.
O estudo foi apresentado em 26 de agosto último durante Seminário de Mídia e Direitos Humanos organizado pelo CCDC, um órgão complementar da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), coordenado pelo diretor da unidade, Giovandro Ferreira, e atualmente sob as parcerias das ONGs Cipó Comunicação Interativa e Intervozes-Coletivo Brasil de Comunicação Social.
O projeto de monitoramento do CCDC é financiado pela Fundação Ford, coordenado pela Cipó e auxiliado pelo Intervozes e professores da Facom/UFBA. Durante o desenvolvimento também foram colhidas contribuições da professora Tânia Cordeiro, adjunta da Universidade Estadual da Bahia (UNEB) e outras organizações como o Instituto de Mídia Étnica e Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia (AATR).
Os dados apresentados são relativos aos meses de janeiro e junho de 2010. Em outubro será lançada uma publicação. Desde janeiro os dois programas são clipados diariamente, mas apenas uma semana de cada mês é escolhida para aprofundar a pesquisa. As análises também relevam as estratégias discursivas utilizadas pelas emissoras para fixar a atenção do público.
Propaganda e sangue
O acompanhamento dos programas incluiu o intervalo comercial. Durante quase uma hora de exibição diária o Na Mira costuma destinar 32% e o Se Liga Bocão 44% do tempo para a publicidade. Já o merchandising fica atrás, com 17% e 12%, respectivamente. Segundo Daniella Rocha, coordenadora da Cipó, esses dados demonstram que ambos dão retorno financeiro e audiência. Alguns casos são emblemáticos, como o merchandising do Danoninho no Se Liga Bocão. A marca de iogurte banca promoção para as crianças produzirem vídeos caseiros e veicularem no ar.
Os anunciantes mais comuns no período analisado no Se Liga Bocão foram Insinuante, Ricardo Elétrico, Governo da Bahia, Prefeitura Municipal de Salvador, Atacadão Atakarejo, Bom Preço, Calcittran B12, Novotempo, Extra e Traxx Motos. No Na Mira, a arrecadação com publicidade aparenta ser menor, a levar em conta a audiência da TV Itapoan e o tempo dos anúncios: G Barbosa, Novo Tempo, Calcittran B12, C&A, Varicell, Insinuante, Banco BMG e Governo Federal, estão entre os mais constantes. Nos dois nota-se presença significativa dos gastos públicos com publicidade.
Os quadros assistencialistas e que se reportam a assassinatos e ações policiais são os mais recorrentes após a parte destinada ao tempo comercial. No caso do acompanhamento a trabalhos da polícia é perceptível uma promiscuidade na relação entre setores da corporação e os programas. O sentenciamento ilegal ou incitamento à violência são violações presentes em cerca de 5% das reportagens. Além disso, imagens internas de delegacia aparecem em 33% do quadros do Na Mira e 15%, no Bocão.
Ministério Público
Presente no Seminário, a promotora da 1ª Vara Cível do Júri, Isabel Adelaide, lembra que na maioria dos casos que se transformam em matérias dos programas não são coletadas provas suficientes para condenação dos acusados, tornando os casos como infundados e falaciosos. A promotora também ressalta que o delegado chefe da Polícia Civil na Bahia já determinou que não se permitisse filmagens internas em delegacias. Isabel Adelaide também ficou entre 2006 e 2010 na coordenação do Grupo de Atuação Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (GACEP), quando organizações sociais enviaram uma moção de apoio, aplauso e vigília ao MPE.
Em 2009, os programas firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) devido a constante exposição de imagens de crianças e adolescentes. Daniella Rocha destaca que formalmente estão cumprindo a situação, porém: “Em determinados casos, filmar ou não rosto da criança é o que menos importa, uma vez que o resto do seu corpo e de sua vida foram expostos. Teve um caso emblemático de adolescente de 13 anos vítima de abuso sexual que engravidou e fez aborto mal sucedido. Durante dez minutos o programa explorou o caso, contando detalhes da relação, do aborto etc.”
Os bairros populares são os espaços onde se passam a maioria das reportagens de ambos os programas, com homens negros ou pardos. Nas abordagens policialescas são comuns frases discriminatórias como: “Quando a gente pára pra abordar alguém é porque já conhece a fisionomia… a polícia não trabalha por adivinhação, já vai no elemento certo” – proferida pela delegada Patrícia Nuno, titular da 1ª Delegacia em Salvador.
Link:
http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=7115
*****
“Poder político e religioso dá sustentação aos programas policiais na Bahia”
por Pedro Caribé
Os dois programas monitorados pelo Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania da Universidade Federal da Bahia são transmitidos por emissoras com lastros na política e religião. O tradicional “coronelismo eletrônico” da TV Aratu (SBT), que exibe o Na Mira, e a emergência do poder religioso neopentecostal da TV Itapoan (Record), que transmite o Se Liga Bocão, são armas poderosas para sustentar as constantes violações aos direitos humanos praticadas em suas programações. Já a audiência é dada por estratégias discursivas fixadas em apresentadores que encarnam personagens construídos para prender atenção das crianças e adultos.
A TV Aratu pertence à família de Nilo Coelho, ex-governador da Bahia entre 1989 e 1991 e proprietário de extensas fazendas de gado no Sudoeste do estado. Nilo chegou ao posto de governador como vice de Waldir Pires, que foi compor a chapa presidencial com Ulysses Guimarães, em 1989. Na época, a Aratu era a retransmissora local da Rede Globo até ser substituída pela Rede Bahia, ainda 1987, quando o falecido senador Antonio Carlos Magalhães (ACM) era ministro das Comunicações e opositor de Nilo Coelho. Hoje no PSDB, Coelho é candidato a vice-governador na chapa com Paulo Souto (DEM), mas seu prestígio não é o mesmo. Nem o da TV Aratu, que não retomou a dianteira local.
O Na Mira foi o carro chefe da emissora até maio, quando o apresentador Uziel Bueno deixou a tevê e se lançou como candidato a deputado estadual nas eleições deste ano pelo PTN, coligado do candidato a governador Geddel Vieira Lima (PMDB). Bueno é graduado em jornalismo na UFBA e ascendeu como repórter do Se Liga Bocão. Ao deixar de trabalhar na TV, transferiu a vaga para Analice Sales. Porém manteve-se o personagem do apresentador justiceiro, vestido com sobretudo preto, gritos, vocabulário chulo e expressões como “Entre o céu o e inferno existe o Na Mira”. A imagem baiana criada pelo programa é de lugar destinado à fatalidade, principalmente àqueles de cor negra que circulam nos bairros populares. Os apresentadores desafiam o telespectador a enfrentar o mundo do Na Mira: “Aqui não é show da Xuxa”.
Proselitismo e violência
A TV Itapoan começou a operar o sinal na década de 1960 como uma das afiliadas da TV Tupi, sob propriedade dos Diários de Associados, de Assis Chateubriand. As sucessivas crises facilitam venda a um empresário e político local, Pedro Irujo. O caminho de estabilidade da Itapoan só chega em 1997, quando é novamente vendida à Central Record de Comunicação, do bispo Edir Macedo. Desde 2007 passou a chamar TV Itapoan/Record Nordeste e assumiu o posto de central de jornalismo da rede na região, em especial da Record News.
O bispo Marinho é o responsável pelas orientações da emissora. Marinho é candidato à reeleição a deputado federal pelo PP, na mesma chapa do governador Jaques Wagner (PT). Desde o segundo turno das eleições da capital em 2008, Marinho se aproxima do PT. No período, foi candidato a vice-prefeito da capital em chapa encabeçada com ACM Neto (DEM). A junção com Neto se deu após Raimundo Varela (PRB), que comanda o principal programa da TV, o Balanço Geral, desistir de disputar as eleições para prefeito. Como precaução, a Record contratou Zé Eduardo, o Bocão, da concorrente TV Aratu, para comandar a emissora no horário do almoço.
O programa Se Liga Bocão era apresentado pela TV Aratu e misturava humor grotesco, violência e ações assistencialistas. A saída do radialista Zé Eduardo foi tumultuada, sob acusações de chantagear empresários. Caso não contribuíssem financeiramente com o apresentador, tinham seus negócios atacados pelo programa. Além de assumir a TV Itapoan, Bocão também transferiu sua popularidade para rádio Itapoan FM, em especial na cobertura do futebol local.
Na Record, o Se Liga Bocão teve audiência disputada com o Na Mira, mas em vez do papel de justiceiro, incorporou o de pastor, que escolhe aqueles aptos a serem salvos ou não. A música “Jesus Cristo”, de Roberto Carlos, é a mais tocada na trilha sonora. Em meio às cenas de violência, e vocabulário menos pejorativo que o concorrente, dinheiro é ofertado aos ouvintes numa roleta: basta ter sorte e ficar ligado no programa para ganhar.
Link:
http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=7110






Belíssimo post, Raboni,
Esse estudo poderia ser replicado aqui em Pernambuco, em programas como o de Cardinot, entre outros. Os resultados seriam os mesmos!
Estes programas policialescos são uma praga no Brasil inteiro. Conheço pessoas que assistem a esses programas para se divertirem, para rir da tragédia dos outros. E essa diversão principalmente causada pela abordagem jocosa dos programas e seus apresentadores “atores”. Os caras querem audiência a qualquer preço! E conseguem!
Porém, o tão famigerado controle social da imprensa não cabe a este exemplo. Estes programas ferem os direitos humanos. Violá-los é crime. Ponto. Não tem meio termo. Esse tal de “controle social” não é necessários quando existem leis.
O controle social que tanto se fala, que tanto se tenta impor na imprensa, principalmente neste governo, é completamente diferente.
Já foram feitas “diversas conferências e fóruns sociais”, com “representatividade civil” para discutir esta questão. Isso é o que eles dizem, principalmente o sr. Ministro Franklin Martins.
A proposta do PNDH é totalmente “partidarizada”, ideológica. Este sim, Raboni, é um monstrengo de 100 cabeças. Tanto é que foi diversas vezes modificado para ser levado a sério. Temos nossa constituição como referência maior para a questão dos direitos humanos.
Impressionante que ninguém que conheço ou que ouvi falar, já participou destas “conferências plurais, fóruns sociais”. Sei… Esses caras pensam que somos ingênuos.
Alguém aí já participou desta “ampla discussão”? Alguém foi convidado??
Fim aos programas policialescos!
E apoio às instituições sérias deste país!
Abraço!
André,
Desde 2007 existe aqui na UFPE um núcleo de monitoramento da mídia, chamado Observatório da Mídia Regional. Faz parte da linha de pesquisa de Comunicação e Processos Sociais.
Programas como Cardinot e Papeiro da Cinderela já foram alvo de estudos do Observatório do Direito à Comunicação. Inclusive foi postado aqui no blog.
http://acertodecontas.blog.br/atualidades/bronca-pesada-e-papeiro-da-cinderala-na-mira-do-mppe/)
Assim como o Observatório da Mídia regional também já produziu monitoramentos da mídia local. Aqui no blog já postei sobre a pesquisa de publicidade de bebidas alcoólicas nas rádios do Recife.
http://acertodecontas.blog.br/atualidades/os-donos-da-midia-e-a-manipulacao-do-direito-a-liberdade-de-expressao/
Você até pode não conhecer, no seu núcleo social de convivência, sequer uma pessoa que tenha participado de conferências ou fóruns sociais. No meu núcleo de sociabilidades, não apenas conheço várias pessoas que participaram (e participam) como eu mesmo já participei, e mais de uma vez (uma delas como sistematizador de propostas).
Já tendo participado por várias vezes desses processos, a crítica que faço é que o modelo carece de aperfeiçoamentos, e isso passa necessariamente pelo interesse de um maior número de pessoas participar. Mas é difícil. Acho curioso como as pessoas simplesmente não se interessam, e parecem se esforçar ao máximo para eliminá-lo – pois não se dão ao trabalho de participar (seja por qual motivo for) e, desconhecendo o processo, ridicularizam-no.
Bem, não estou no rol de generalização que você criou, pois eu não creio, sinceramente, que você seja ingênuo.
Acho que você é avesso a esse modelo de democracia participativa, assim como muitas pessoas o são.
Deixou essa pergunta – onde cabe até mesmo um ensaio e uma boa reflexão sobre o tema – pra você: não seria esse desinteresse, também, fruto da própria formatação de sociedade atual, essa sociedade sem-tempo nem para criar seus filhos, quanto mais para participar de processos de decisão coletiva?
Sobre o III PNDH (os I e II são da era FHC), nada que esteja prescrito nele está passível de ser aplicado sem apreciações legislativa e judiciária antes. Neste sentido é que acho que se faz tempestade em copo d’água com relação ao plano – que, no fim das contas, não passa de um “plano”.
__________________________
Gostaria de agradecer-lhe o comentário e as críticas. Aprecio seus comentários aqui no blog.
Tenho apreço pelo diálogo com pessoas que divergem de forma racional e respeitosa (essa é, essencialmente, a proposta deste blog).
Comentários como o de Danilo, que não conseguem argumentar sem agressivar o interlocutor (“volta pra tuas férias…”, “discursozinho de meia-tigela”, blábláblá) e vomitar as vulgaridades que traz na cabeça (“controle social da mídia é o primeiro passo para a instalação do totalitarismo”, “vá morar em Cuba”, blábláblá), eu realmente não me dou ao trabalho de responder. O silêncio (como uma música de Jonh Cage) é a melhor resposta – pois também não saio censurando e deletando comentário de ninguém.
Infelizmente você se deu ao trabalho de cantar coro para um comentário que na essência não passa de um vômito vulgar e agressivo, quando na verdade você expressa uma agudeza bem maior nos seus pontos de vista.
Há uma passagem de Ortega y Gasset – uma mente de excelência no século XX, um liberal admirável, que fala bem sobre essas vulgaridades.
“Acontece o mesmo nos outros campos, muito especialmente no intelectual. Talvez seja vítima dum erro; mas o escritor, ao pegar na pena para escrever sobre um tema que estudou longamente, deve pensar que o leitor médio, que nunca se ocupou do assunto, se o lê, não é com o fim de aprender dele alguma coisa, mas, ao invés, para sentenciar sobre ele quando não coincide com as vulgaridades que este leitor tem na cabeça.”
Em suma. Quero dizer que a democracia brasileira carece imensamente de uma direita liberal de estirpe, porque esse vácuo está sendo ocupado por uma horda de detratores que não produzem o menor respeito pelo divergente e, no limite, não nutrem qualquer respeito pelas instituições democráticas deste país.
Um forte abraço e feliz dia da independência!
André Raboni
Qualquer semelhança com o que acontece em Pernambuco NÃO terá sido mera coincidência. Parece uma receita de bolo para as emissoras locais a exploração da ignorância popular e o excesso de merchandising. A política e a televisão mantém relações íntimas entre si e sobrevivem dessa receita.
Concordo com André Falcão. O fato de existir esses programas não serve de argumento para justificar um Controle “social” ( que de social só tem o nome pois quem controlaria seria militantezinhos de esquerda, que vivem como elite e nada tem a ver com os pobres) da mídia. O fato é que o programa tá lá e assiste quem quer. Ninguém obriga as pessoas a assisti-los. Além disso, ao contrario do que pensam os esquerdopatas, não somos acéfalos incapazes de escolhermos o que queremos para nossas vidas. Não precisamos de “pais do povo” ditando o que queremos. Se os programas representam uma afronta aos direitos humanos cumpram as leis que já existem e tchau!
“O programa tá lá e assiste quem quer” é o tipo do argumento que um extrema direita, tipo Hitler (conhece?), usaria. Esse tipo de programa simplesmente não deveria “estar lá”, com ou sem gente disposta a dar-lhe audiência.
Esse rato não conseguiu esperar nem o debate começar de verdade para meter os nazistas no meio da batucada. Já ouviu falar da Lei de Godwin http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Godwin ?
Hitler era 100% a favor do “controle social da mídia” como os arquivos da imprensa alemã demonstram sem sombra de dúvida.
você é um verdadeiro rato esquerdopata! Mude-se para cuba agora mesmo.
Caro norvegicus, se há pessoas que gostam deste tipo de programa elas têm o direito de vê-los. Se o programa está lá é porque tem audiencia para tal do contrário a própria emisora faria o “controle”. O que acho é que não precisamos de esquerdopatas ditando o que é bom ou não. Normalmente esses psicóticos acham que tudo que eles não apreciam é lixo e portanto deverá sofrer um “controle social” . Querem mandar no que assistimos, no que lemos, como gastamos nosso dinheiro e etc. Repito: Não somos tapados a ponto de precisarmos de “pais do povo” ditando o que podemos ou não fazer.
Outro coisa típica de esquerdopata é classificar aqueles que discordam deles de direitas, nazistas, facistas e etc. Especialmente quando não têm argumentos!
O único controle social justo e que funciona já existe há cerca de 25 anos: CONTROLE REMOTO. O resto é censura.
E a novidade?!
Dizer que a TV não tem responsabilidade, que a responsabilidade é só do ignorante que não usa o controle remoto é ser superficial.
Recomendo os documentários de michael moore, farenheit, tiros em columbine. E outros, que não são deles, o nacional “criança a alma do negócio” e “consuming kids”. Aí, deopis de assistirem, vocês dêem um tempo para reflexão.
Sobre programas que criminalizam e julgam, esses devem ser CENSURADOS sim. Só lembro dos casos de Datena, que condena a galera, dps eles são inocentados, mas por enquanto apanharam bastante ou sofreram grandes danos patrimoniais.
Lembro, especificamente, do caso de uma mãe que teve seu filho morto. Sr. Dr. Deus Datena, ficou alardeando que ela tinha dado cocaína para filha, pois o laudo do iml apontou, inicialmente nessa direção. Nosso aparato executivo, a polícia e o próprio judiciário, cedem a tentação e jogam a senhora na cadeia, aonde ela é agredida diversas vezes, perdendo, inclusive, a visão de um olho. Poucos dias depois ela é solta, pois a substância encontrada no bebe foi proveniente da mamadeira de baixa qualidade, no qual nosso Estado tem o dever de ver a qualidade, pois defesa do consumidor está na constituição federal, mas por motivos políticos eles e vários outros direitos não são respeitados. Depois Sr. Dr. Deus Datena, ao invés de dizer que tinha feito besteira ao condená-la, se limitou a falar no absurdo que era prender sem provas.
Vários outros programas fazem as vezes de Judiciário e condenam ao seu interesse, exigindo do judiciário, inúmeras vezes, que condenem sem provas… É uma verdadeira lobotomia que se faz para voltar a época da inquisição, aonde a razão é esquecida e apela-se para emoção. O mesmo caso foi com os nardoni, que não houve provas contudentes, mas o juri é soberano. O mesmo aconteceu com uma escola que foi acusada de pedofilia, a escola fechou e vários anos depois foi inocentada, mas o prejuízo não foi desfeito… É necessário ter cuidado ao se denunciar…
Processem o Datena por difamação ou injúria. É só cumprir leis que já existem. Não precisamos de psicóticos ditando o que presta ou não. Duvido que na hora de fazer o tal “controle social” seriam convidados os que vêem esses programas! Essa galera acha que tudo que eles não apreciam é lixo! “Controle social” não passa de uma forma de uma “patotinha” impor seus gostos!
Outro dia vi uma cena engraçada. Assistia um programa desses local ao meio-dia, antes do policial, o apresentador mostrando falhas da prefeitura e do governo, buracos, esgotos, com uma carinha de indignado que agora ficou moda entre eles. Quando entrou a chamada da podreira policial local ele mudou a expressão e fez um sorrisinho cúmplice. Ou seja, do Estado temos o direito de cobrar, mas a tv enquanto concessão pública não tem obigação nenhuma. Já passou da hora da sociedade fazer essa discussão, democratizar o acesso à comunicação, quebrar os monopólios, debater função social, limites e conteúdo.
Leia-se, CARDINOT.
Raboni, volta pra tuas férias vai… O cara continua insistindo nessa de controle social da mídia, usando um discursozinho meio-tigela, com justificativa em programas de Tv de baixo nível.
Como bem lembrou o colega mais acima, o controle social da mídia é o primeiro passo para a instalação do totalitarismo. Isso ocorreu em TODAS as ditaduras totalitaristas da história, de Hitler, passando por Stalin, até a Cuba de Fidel.
Ou então, vai morar em Cuba, lá só o tem Granma e todo mundo é muito feliz, não há censura e a liberdade de expressão é incrível! Ou então para a Venezuela mesmo, onde prendem oposicionistas como o Peña Esclusa.
O desejo desse pessoal é que só existe TV Brasil, Record (do bispo), Carta Capital, Caros Amigos e etc. O resto deveria ser banido, segundo a cartilha deles.
*que só exista
É isso aí, Danilo! O sonho destes “oligarcas esquerdistas” é a democracia de um partido só, a democracia da unanimidade. Eles, enquanto puderem, tentarão silenciar a todos.
Abraço!
Democracia dos “pais do povo” ou “deuses” que ditam o que todos devem fazer (o que vestir,o que comer, como educar os filhos, o que ler,o que assistir) com pretexto de “proteger a nação”!
Segundo o documentário consuming kids, há limites em vários países, como dinamarca, inglaterra, eua (que tem um limite pífio), sobre a mídia.
Por que não pode ter nada?! Quem pode tudo, é totalitário, e como o autoritário que é, impõe o que deseja…
O argumento de “o controle remoto ser o melhor instrumento de censura” acho falho. Primeiro, se a nossa mídia televisiva proporcionasse uma programação diversificada, talvez essa hipótese seria ratificada. Mas veja no Domingo, os programas são as mesmas coisas(produto pronto), seja da emissora A ou da emissora B. Claro, para os privilegiados que possuem o conforto de uma tv por assinatura é diferente. Além do mais, cenas mostradas nesses programas sensacionalistas deveriam ser no mínimo censuradas sim! É algo indegesto na hora do almoço. Que passe na madrugada, vá lá, mas em um horário no qual muitas crianças estão chegando da escola e sedentas para ver televisão. Esse público, principalmente, ainda está em período de formação intelectual e aberto à muitas influências. Engraçado o quanto estão deturpadas as coisas na sociedade… a mãe dá tapa no moleque, mandando-o para o quarto, para que ele não veja cenas picantes nas novelas noturnas e o chama para ver “como é a vida real” mostrada por esse tipo de programa. Queria saber onde está o Ministério Público, como fiscal da lei, que ainda não percebeu a influência nefasta e a contribuição nociva desses programas de televisão aqui em Pernambuco.
Censura prévia, nunca.
Punição severa a posteriori, claro que sim, senhores!
Incluindo o fim da concessão pública de quem transmite baixaria.
Neste ponto eu concordo integralmente com o martins.
Na MINHA opiniào, é muito dificil estabelecer criterios objetivos para o conteudo dos programas, termina abrindo uma brecha para censura prévia.
Logo, punição para quem faz besteira, de multas até a suspensão ou cassação da concessão. E olhe que mesmo assim é preciso ter muito cuidado para não dar uma de Hugo Chavez, que persegue TVs que fazem oposição politica à sua protoditadura.
Já que o assunto é mídia, gostaria de saber porque a imprensa nacional está ESCONDENDO mais um escândalo PSDB, ocorrido no governo Yeda Crusis. Um segurança da governador foi preso por espionar políticos de oposição.
MP divulga lista de espionados por segurança de Yeda Crusius
Relação de nomes espionados por sargento que trabalhava na segurança da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), inclui políticos (como os do ex-ministro da Justiça e candidato ao governo gaúcho, Tarso Genro, do PT, e do senador Sérgio Zambiasi, do PTB) filhos de políticos (incluindo pesquisas de fotos de crianças), jornalistas (entre os quais o do editor da Carta Maior), delegados, oficiais da polícia e das forças armadas, e integrantes do Judiciário. Sargento foi preso semana passada acusado de cobrar propinas de proprietários de máquinas cala-níqueis, usando carros oficiais do governo.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16940
Tracking Vox Populi/Band/iG desta segunda-feira: Dilma 55%, Serra 22%.
Na quarta-feira passada, a mesma medição dava Dilma 51%, Serra 25%.
Em meio ao factóide da Receita, em seis dias a diferença pró-Dilma aumentou SETE PONTOS.
Serra e o resto da direita levarão uma PISA histórica.
Serra é direita desde quando?
O pessoal da esquerda adora criar “inimigos imaginarios”, parece coisa de Dom Quixote!
Serra, se fosse europeu, seria social democrata, que lá é esquerda. Se fosse americano, seria democrata, que tambem é esquerda. Tem alguem de direita no Brasil? Talvez uma meia duzia de deputados de partidos diversos e um outro politico do DEM.
Enquanto isso, a esquerda tem representantes de todas as facções possiveis!!! PSOL e PSTU, por exemplo, qual a diferença?
Serra é de direita, Danilo, por exemplo, porque fala para militares sobre como o Brasil estaria virando uma “república sindicalista”. É o mesmo papo direitista de 1964.
É de direita quando vem como aquela conversa furada sobre Evo Morales e o tráfico de drogas.
É de direita quando detona com o Mercosul.
É de direita quando tem o apoio da Veja, do Estadão, de Reinaldo Azevedo, do Instituto Millenium. Etc etc etc.
É um candidato de direita, em suma. E acima de tudo, é o candidato DA direita.
Danilo, se esses caras não criarem inimigos não poderão posar de santos salvadores na pátria. Por isso amam tanto o FHC! Formação reativa!
Alexsandro, o falso neutro, diz que vota nulo mas NUNCA NA SUA VIDA fala mal de algum outro partido, apenas do PT e dos petistas!!!!! A quem ele pensa que engana?
Tá bom.Se é para satisfazer teu ego : o PSBD e DEM também são umas merdas! Satisfeito ?
Tomar os espectros políticos americano e europeu como referência para concluir que Serra é de esquerda é bobagem. Primeiro, porque tal abordagem não permite chegar a essa conclusão. Segundo, porque a realidade que importa para classificar A ou B como de esquerda, direita ou centro é a nossa, com as premissas próprias de nosso jogo político.
Nos Estados Unidos, é bem provável que a maioria dos políticos brasileiros fosse considerada de esquerda. Até aí tudo bem. No entanto, na Europa Continental, muitos dos que se dizem de esquerda seriam, na verdade, de direita. Aqui reside o problema.
A semelhança entre Serra e Sarkozy, por exemplo, é impressionante. Aquele atribuiu aos migrantes nordestinos os baixos índices da educação de São Paulo. Este pôs na conta dos ciganos tudo que de ruim acontece na França. Sarkozy chegou a enviar alguns ciganos, que são tão europeus quanto os nordestinos somos brasileiros, de volta a seus países de origem. E Sarkozy não é de direita? Pois é, na França, Serra também seria de direita.
Passando ao que importa, ou seja, ao Brasil, afirmo que Serra é de direita por ser contra políticas afirmativas. Serra é de direita por ser favorável, até onde se sabe sem quaisquer restrições, à privatização do patrimônio público. Serra é de direita por reunir-se a portas fechadas com militares e falar em república sindicalista (“déjà-vu” que me deu arrepios!). É isso! Critérios tupiniquins para a política tupiniquim.
Direita ou esquerda, no Brasil, é questão de conveniência. O que todos querem é mamar. O fato é que sendo de direita ou esquerda todos vivem em bairros de elite e vivem como elite. Só falam mal de elite na hora de pescar voto de quem não é de elite!
Alexsandro, colocar todos os políticos no mesmo saco é uma estratégia de desinformação muito eficaz. Já funcionou, mas hoje vem perdendo força.
Helder S, não vejo um só que abdique dos benefícios absurdos que gozam, não importa se são de “direita” ou “esquerda”.
Alexsandro, as prerrogativas dos agentes políticos estão diretamente ligadas ao exercício de suas atividades, de natureza especial. É claro que às vezes se passa do ponto, mas isso não permite concluir que não existem políticos de direita ou esquerda. Quem quer que ganhe as eleições, Dilma ou Serra, vai morar em um palácio, trabalhar em outro e voar de avião particular. Ao deixar o cargo, esses “benefícios” são suspensos. De novo, isso não impede que se constate que uma é de esquerda e o outro é de direita.
Lula continuou o modelo econômico do governo anterior e unificou as esmolas que o governo anterior oferecia. Se Dilma vai continuar algo que foi comum aos 2 governos logo ela é de direita, ou então todos são esquerda. A turma acha que ser de esquerda é só vestir-se de vermelho e achincalhar elites, mesmo vivendo entre a elite, se comportando como elite, frequentando lugar de elite. Pega os caras que entraram na vida pública pela primeira vez. Independente do discurso, ele logo compra uma mansão num bairro de elite, compra carrão de elite, viaja para lugar de elite e etc. Como eu já disse por aqui uma vez, a maioria da população está pouco se lixando se fulano é de “esquerda” ou “direita”. Essa conversa só serve pra enrolar universitário de classe média, que calça NYKE, bebe COCA, anda de FORD mas veste uma camisa de GUEVARA e se acha revolucionário.
Muito bem, Alexsandro! Tá melhorando! Vamos ver agora isso no dia a dia.
Ser de esquerda não é o mesmo que ser comunista. Significa, entre outras coisas, tomar como prioritários problemas sociais, com ênfase em políticas distributivas e redistributivas. É não deixar a cargo do mercado e de sua “mão invisível” a alocação de recursos na sociedade. Essa idéia de “privilégios” como critério para decidir quem é de esquerda ou de direita é por demais simplória. Não vamos confundir alhos com bugalhos.
É forçoso reconhecer, no entanto, que o Governo Lula tem sustentação à esquerda e à direita. À esquerda porque ampliou e aperfeiçoou os programas sociais preexistentes, que recebiam, à época de seu antecessor, volume exíguo de recursos. À direita por respeitar as regras do capital financeiro e manter os três pilares de condução da economia, a saber, metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante.
Em que pese essa ambivalência, o Governo Lula é sim de esquerda. A dotação orçamentária para a execução de programas de transferência de renda, por exemplo, é muito superior a do Governo Fernando Henrique. Até mesmo os programas (mais precisamente agendas) voltados para a infra-estrutura, como o PAC, têm viés social, ao passo que promovem a desconcentração de renda e dos investimentos.
Concordo que a maioria da população não conhece o viés político de seus governantes. O que importa para os desvalidos, no frigir dos ovos, é o impacto dos governos sobre sua qualidade de vida. Nesse aspecto, vale ressaltar que os mais ricos são igualmente pragmáticos. Mas essa é uma outra história, que não nos impede de constatar que alguns políticos são mais preocupados com o bem-estar da população que outros. Mais uma vez, não vamos confundir alhos com bugalhos.
Penso como Alexsandro, é tudo farinha do mesmo saco…
E a oposiçaõ tá tão anêmica porque tá gostando do que o PT tem oferecido, ele está agradando, com presentes, gregos, troianos, judeus, nazistas…
O desânimo da oposição deve-se à sua própria incompetência. Não tem nada a ver com conformismo.
#dilmafactsbyfolha bomba na Internet! A Folha tá pagando mico no twitter!!!
De que mais a Folha vai acusar a Dilma? Aceitamos sugestões!!
* Dilma era a cardiologista do Michael Jackson!
* Dilma Roussef atirou o pau no gato
* Pinguins que apareceram mortos em praia gaúcha eram filiados ao PT
* Petistas pagaram 30 moedas de prata para que Judas denunciasse Jesus.
* Em prévia do Episódio 7 de Star Wars, George Lucas revela que Dilma era mãe de Darth Vader
* Dilma foi contra o Bolsa Família, mas Serra insistiu e Lula cedeu
* Dilma forjou tudo para que Édipo matasse o pai e consumasse o intercurso com sua própria mãe
* Preferido de Serra para vice, Arruda revela que comprou panetones de Dilma
* Cientistas afirmam que Maria Madalena, ao contrário do que acreditávamos, foi apedrejada. Dilma atirou a primeira pedra!
* Dilma indicou o vice do Serra
* Dilma é a única responsável pela Folha emprestar suas peruas para os torturadores da Ditadura Militar
* Dilma facilitou a entrada do ET de Varginha
* Foi Dilma, à época da guerrilha, quem matou Salomão Ayala e Odete Roitman
* Foi a Dilma que roubou o diploma de economista do Serra
* Dilma colocou Cachaça no remédio de Lucia Hipolito
* Folha descobre que sobrenome de Judas é Rousseff
Dilma provocou o vazamento de petróleo da BP.
Dilma convocou o Felipe Melo.
Dilma contratou o Brazão
Dilma prendeu os 33 mineiros
Dilma trouxe tubarão pra PE
Dilma permite que Raboni e Pierre escrevam em um blog.
Na hora de eleger certas belezas acham o povo sábio. Na hora de ver TV acham o povo burro, acéfalo e incapaz de escolher o que quer. Vai entender ?
“As reportagens e declarações fazem muito barulho mas indicam mais empenho em provar uma tese preexistente do que em avançar na investigação”. Concordo 100%.
ESCÂNDALO NA RECEITA
Muito barulho, pouca informação
Por Luciano Martins Costa em 6/9/2010
Comentário para o programa radiofônico do OI, 6/9/2010
Os jornais e revistas entraram num jogo arriscado na última semana: eles parecem estar apostando tudo na possibilidade de reverter o quadro pintado nas pesquisas de intenção de voto, a partir do escândalo da invasão de dados sigilosos da Receita Federal que, entre mais de uma centena de vítimas, inclui personalidades ligadas ao PSDB e familiares do ex-governador José Serra.
No fim de semana, esse era o tema predominante em toda a chamada imprensa de circulação nacional. Mas não se percebe um esforço real pelo esclarecimento dos fatos.
As reportagens e declarações fazem muito barulho mas indicam mais empenho em provar uma tese preexistente do que em avançar na investigação. Diante da confusão que se forma, a tendência é de que cada leitor continue com a opinião que já tinha antes, o que não vai produzir a “virada” esperada pela oposição e claramente desejada pela imprensa. Assim, o cenário pintado nas pesquisas de intenção de voto se consolida em favor da continuidade no poder federal, enquanto a imagem das instituições públicas sofre com o escândalo.
Rede de intrigas
O esforço da imprensa por demonstrar que os acessos ilegais a informações de contribuintes na Receita Federal fazem parte de intrigas de campanha eleitoral só oferece elementos para convicção de quem já está convencido.
A longa reportagem da revista Época, bem como parte do material dos jornais, ao observar que as primeiras invasões ocorreram em abril de 2009, quando a candidata governista ainda não havia sido lançada, insinuam que pelo menos parte dos acessos ilegais tinha relação com a disputa entre os ex-governadores Aécio Neves e José Serra pela candidatura da oposição.
Mas o trânsito desses dados até as mãos de militantes petistas engajados na campanha da candidata Dilma Rousseff acaba dando margem ao escândalo que a imprensa reverbera.
Ações de espionagem, dossiês e arquivos sujos fazem parte de todas as estratégias de campanha, e costumam começar bem antes das disputas eleitorais. Todos os partidos mantêm esses volumes e os atualizam constantemente, usando quase sempre arquivos da imprensa, muitas vezes feitos sob encomenda.
O ataque aos dados da Receita, por afetar a credibilidade do órgão público, deveria ser desvinculado da briga eleitoral e tratado como o ato criminoso que representa. Mas a imprensa que faz parte dessa rede de intrigas tem condições de investigar?
Não vou revelar o nome do programa, tão pouco o do apresentador, mas lembro bem. O caso foi de estrupo, supostamente praticado pelo pai. As palavras do apresentador eram – Um monstro! Canalha! Vagabundo! Esse desgraçado tem que morrer na cadeia, espero que façam com você o mesmo que você fez com sua filha seu vagabundo!
Depois de 2 anos na cadeia, doente, inclusive com aids e viciado em drogas, a mãe vai até a delegacia dizer quanto estava arrependida. Ela confessou ter mentido e pedido para sua filha (não lembro bem a idade, mas era bem nova entre 3 a 5 anos) confirmar. Motivo? Ciúme.
Agora pergunto a quem leu, é só o programa quem está errado? Houve investigação? Julgamento foi correto? Quantas e quantas vezes isto ocorre?
Sem citar o programa, a data e com quem ocorreu fica parecendo lenda urbana, se foi matéria amplamente divulgada não tem porque omitir.
Antes fosse mesmo lenda urbana. É bronca, muita bronca. Acabou-se esta porcaria.