Produção industrial
Produção industrial cresce em Pernambuco

Do IBGE

A produção industrial regional encerrou o ano de 2006 com crescimento em 11 das 14 áreas investigadas pela Pesquisa Industrial Mensal Produção Física-Regional do IBGE, sendo que oito acima da média da indústria nacional (2,8%). A taxa mais elevada ficou com Pará (14,2%), em razão do maior dinamismo de produtos tipicamente de exportação (minério de ferro e óxido de alumínio), em seguida vieram Ceará (8,2%), Espírito Santo (7,6%), Pernambuco (4,8%), Minas Gerais (4,5%), região Nordeste (3,3%), Bahia e São Paulo (ambos com 3,2%). Cresceram abaixo da média Goiás (2,4%), Rio de Janeiro (1,9%) e Santa Catarina (0,2%). Acumularam perdas em 2006, frente a 2005, Paraná (-1,6%), Rio Grande do Sul (-2,0%) e Amazonas (-2,2%).

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Exportações caem 61% em Suape em janeiro

Com o dólar em queda, o resultado das exportações começa a piorar. O Porto de Suape está começando a sentir os efeitos.

Em janeiro, Suape registrou retração de 3% no volume movimentado, que caiu de 484,62 mil toneladas no mesmo mês do ano anterior para 470,56 mil.

A performance tímida está relacionada principalmente a uma queda expressiva no longo curso (23%) e que se deveu ao recuo das exportações. No Nordeste, as remessas de cargas para fora do país vêm sendo afetadas pela valorização do real. Os Estados mais prejudicados são os que têm baixa ou nenhuma participação de manufaturados na sua pauta de exportações, como é o caso de Pernambuco, cujo perfil é de exportador de bens intermediários.

Como reflexo desse quadro, em Suape, as exportações despencaram 61%, de 131,2 mil toneladas para 51,03 mil. Já as importações, embaladas pelo dólar em baixa, cresceram 41% – de 77,24 mil toneladas para 109,08 mil – o que evitou um resultado pior no longo curso. No somatório, as cargas de comércio exterior apresentaram retração de 208,44 mil toneladas para 160,11 mil.

Na cabotagem, o desempenho foi bem melhor. Houve uma expansão de 12%, de 276,18 mil toneladas para 310,45 mil. O incremento reflete em boa parte a volta do transbordo de gás liquefeito de petróleo (GLP) aos níveis tradicionais.

A Petrobras utiliza Suape como base distribuidora regional do produto. Mas desde 2004 vinha reduzindo os volumes devido a problemas tributários. O combustível movimentado vinha sendo taxado integralmente pela Secretaria da Fazenda de Pernambuco, embora apenas 50% do volume ficasse no Estado. O GLP enviado aos Estados vizinhos era tributado novamente no destino, o que gerava uma bitributação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A questão foi solucionada com um acordo entre a Petrobras e o Governo de Pernambuco, no final do ano passado. O fim do impasse impulsionou a movimentação de granéis líquidos, que cresceu 30% no mês, passando de 214,935 mil toneladas para 279,617 mil.

CONTÊINERES – A movimentação de contêineres, por sua vez, cresceu 11%, de 17,23 mil TEUs para 19,07 mil. Mas o volume movimentado não acompanhou a expansão do número de contêineres, com um incremento de 3%, de 175,74 mil toneladas para 180,42 mil.

Os contêineres, após a entrada em operação do terminal da Tecon Suape, em 2002, vêm registrando um verdadeiro salto e já representam em torno de 40% da movimentação total de Suape. O terminal recebeu investimentos de US$ 70 milhões desde o início de sua construção e vem tendo ganhos consideráveis de produtividade, além de empreender uma atuação comercial agressiva. “Tudo isso contribui para a atração de clientes e da carga”, avalia o diretor de Operações de Suape, João Poggi Neto.

Quanto ao desempenho de janeiro, Poggi ressalta que, apesar da retração no mês, se mantém otimista em relação ao ano de 2007. Ele prevê que o complexo terá um crescimento entre 20% e 30% sobre as 5,34 milhões de toneladas registradas em 2006. “Esse ano, teremos a retomada da operação do terminal de minérios da Mhag Mineração e um incremento nas importações de ácido tereftálico puro com a entrada em funcionamento da fábrica de resina PET do grupo italiano Mossi & Ghisolfi, que também vai embarcar produto final por Suape”, afirma. “Além disso, haverá um salto na distribuição de GLP”, acrescenta.

O terminal da Mhag foi inaugurado no ano passado e realizou uma única exportação para a China. Logo depois ficou paralisado, devido a gargalos na logística terrestre da empresa. A empresa foi afetada por problemas no escoamento da carga a partir das minas, realizado por rodovias. As jazidas ficam localizadas na região de Jucurutu, no Rio Grande do Norte. A expectativa é que os reparos nas rodovias potiguares viabilizem a retomada do funcionamento do terminal de Suape.

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imagens do dia I
Países negociam suspensão do programa nuclear norte-coreano

Foto: Reuters

Vista geral da cerimônia de abertura das negociações entre seis países para a suspensão do programa nuclear norte-coreano, em Pequim (China).

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lente da verdade
Clodovil melhora programação da TV Câmara

Clodovil em seu primeiro discurso na Câmara

do bem-humorado blog Campo Minado

Falando Grosso

Ao contrário de muita gente, achei ótimo Clodovil ser eleito deputado federal. Se o Congresso virou uma esculhambação, que pelo menos seja com ternos bem cortados e elegância. Além disso, com a chegada de um profissional experiente como (ops, foi mal) Clodovil, a programação da TV Câmara vai melhorar muito e finalmente vamos suprir a lacuna deixada por Roberto Jefferson, a grande atração do canal. Mal vejo a hora de ver Clodovil numa CPI mandando algum pilantra olhar na lente da verdade…

Na sua estréia, Clô mandou o plenário calar a boca, deu um esculacho em Maluf e chamou o presidente da câmara, Arlindo Chinaglia, de mal educado. Tudo isso em menos de 15 minutos! É mais do que a maioria dos deputados faz num mandato inteiro. E ainda finalizou dizendo:

Vamos deixar a preguiça de lado, arregaçar as mangas, de preferência com elegância, é claro, e trabalhar de verdade, com a verdade do País, para o povo”

É isso aí, Clô! O Congresso precisa de homens assim.

Mantega x Meirelles
Câmbio amplia atrito entre a Fazenda e o Bacen

Do Valor

A reunião do presidente Lula com ministros de sua equipe, que teve lugar no Palácio da Alvorada na noite de terça-feira, deixou clara a divergência, na área econômica, sobre as razões que levaram a nova apreciação da taxa de câmbio da semana passada para cá. Além dos ministros da Fazenda e do Planejamento, participou o presidente do Banco Central.

No Ministério da Fazenda, uma leitura que se faz é que o BC acirrou o ingresso de recursos especulativos, aqueles dólares de investidores que entram no país em busca dos ganhos com a arbitragem permitida pelo diferencial das taxas de juros externa e interna.

O BC reduziu o ritmo de corte da taxa Selic (de 0,5 ponto para 0,25 ponto na reunião de janeiro), trazendo a taxa para 13% ao ano, pouco antes de o banco central americano decidir-se pela manutenção dos juros em 5,25% ao ano, pela quinta reunião consecutiva.

A divulgação da ata do Copom, no dia 1º de fevereiro, com preocupações explícitas sobre o aquecimento da demanda desde o fim do ano passado, acentuou ainda mais os movimentos de valorização do real. O sinal foi que os juros permaneceriam ainda elevados por mais tempo no Brasil, mas estáveis ou com tendência de queda nos EUA. Não só os investidores estrangeiros tiveram seu apetite aguçado, mas também os exportadores teriam antecipado o ingresso de dólares no Brasil. Dados do Banco Central indicam que em janeiro houve diferença de US$ 6,4 bilhões entre os contratos de câmbio dos exportadores e o embarque físico das mercadorias.

No entendimento da autoridade monetária, não foi isso que produziu a queda da taxa de câmbio para um patamar inferior a R$ 2,10, e, sim, a combinação dos bons fundamentos da economia brasileira, com substancial queda da taxa de risco, o aumento dos preços das commodities (milho, soja) e a percepção dos investidores internacionais de que a economia americana não entrará em desaceleração e que lá os juros, em breve, podem começar a cair.

Ontem, pressões do PT para que Lula troque o presidente do BC e declarações controversas do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, sobre política cambial produziram especulações sobre mudanças no BC e na política cambial. O que foi negado, no fim do dia, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

América Latina
América Latina está cada vez mais pobre e desigual, indica o Pnud

Da AFP

A pobreza e a desigualdade estão aumentando na América Latina, apesar de a região ter crescido significativamente nos quatro últimos anos, disse nesta quarta-feira à AFP Rebeca Grynspan, diretora regional para a América Latina e o Caribe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

“De 1980 para 2006 o número de pobres aumentou em 70 milhões na América Latina. Naquele ano tínhamos 40% da população vivendo abaixo da linha de pobreza e, em 2006, ainda temos 40%”, informou.
A América Latina tem 205 milhões de pessoas pobres, mais do que os 135 milhões de 1980.

“Além disso, 85% dos pobres da região vivem nos países com uma renda per capita, em termos de poder de compra, superior a 5.000 dólares, como México e Brasil”, disse, no Fórum sobre Políticas Públicas para o Desenvolvimento, que está sendo realizado nesta semana no México.

Outro grave problema é a desigualdade, pois na América Latina “há vários mundos”: um que tem padrões de vida similares aos da Europa ocidental e outro que se parece com a África SubSaariana, como é o caso de Metlatónoc, uma cidade do sul do México, segundo dados do Pnud.

“É exatamente combatendo as desigualdades que poderemos ter um crescimento dinâmico, de inclusão e igualdade na região”, acrescentou Grynspan.

Para o Pnud, a América Latina tem de combater a pobreza escolhendo os pobres, ou seja, centralizando suas políticas de desenvolvimento social e inclusão nas áreas de populações de baixa renda.

absurdo
Policiais agridem pessoas na madrugada de São Paulo

Mais um chocante vídeo de policiais agredindo gratuitamente pessoas na rua. Desta vez, um cinegrafista amador registrou o crime no Centro de São Paulo, durante a madrugada. Sem motivo aparente, foram desferidos chutes, socos, golpes com martelo e realizada tortura psicológica com armas em punho. Ao final, os PMs que pareciam se divertir bastante fizeram uma fogueira com os pertences das vítimas.

Veja o vídeo clicando abaixo:

será o famoso tio sam?
Tio de Bush é investigado em esquema financeiro

do G1

William H. T. “Bucky” Bush, tio do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, participou de um grupo de diretores externos de uma empresa de defesa que realizou cerca de 6 milhões de dólares em pagamentos não-autorizados em opções de ações, segundo investigadores de valores mobiliários dos EUA.

Bush e outros diretores não-empregados da Engineered Support Systems Inc. (Essi), atualmente propriedade da DRS Technologies, não são acusados de nenhuma irregularidade em uma ação civil movida na terça-feira pela Securities and Exchamge Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários no Brasil.

Mas a queixa da SEC diz que os diretores não-empregados se beneficiaram de opções acionárias que não haviam sido aprovadas por acionistas.

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entrevista/collor
"Não se faz política sem traidores", diz Collor

Fernando Collor (PTB)

do G1

O ex-presidente da República e agora senador Fernando Collor (PTB-AL) avisa: em seu primeiro discurso na tribuna do Senado, em março, contará sua versão sobre os episódios que levaram ao impeachment em 1992.

Sob acusações de corrupção e tráfico de influência atribuídas ao seu tesoureiro de campanha, PC Farias, Collor renunciou. Mesmo assim, perdeu os direitos políticos por oito anos. “Se a verdade ofender, alguns ficarão incomodados”, diz.

“Não se faz política sem a participação de traidores. Na política não existem amigos. Mas interesses”, afirma.

“O discurso terá detalhes, dia, hora, minuto, segundo, nomes, fatos concretos. Carreguei na tinta”, afirmou.

Collor recebeu o G1 em seu gabinete na manhã de quarta-feira (7). Ele contou um pouco do livro que pretende publicar sobre sua passagem pelo Palácio do Planalto, onde dirá que sofreu um golpe do Congresso.

“Tanto que meu livro chama ‘A crônica de um golpe’, a versão de quem viveu o fato. Um golpe articulado”. Collor afirma que o escândalo do mensalão foi muito mais grave do que as denúncias que o derrubaram do Palácio do Planalto.

“Vários megatons mais graves”, diz. O senador falou ainda dos erros cometidos na presidência, principalmente na relação com o Congresso e quando tentou convocar a população para sair às ruas de verde e amarelo – como resposta, manifestantes saíram de preto.

“Foi um erro terrível. Um erro de avaliação”, afirma. E admite que pensou no suicídio: “O que eu passei, me levou a pensar em tudo”. O ex-presidente conta também os planos como senador, diz que não é candidato a presidente em 2010, mas não descarta essa possibilidade no futuro.

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plano piloto
Brasil e EUA testarão projeto do etanol em país da América Central

da Folha de S.Paulo

Brasil e Estados Unidos vão escolher um país na América Central para desenvolver um projeto piloto de conversão do consumo de petróleo em etanol. O objetivo é difundir o uso do etanol para criar mercados e transformar o etanol em uma commodity.

O projeto deverá estar pronto até a visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará aos Estados Unidos na primavera americana a convite de George W. Bush, quando, entre outros assuntos, vão discutir os planos para o etanol.

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