A briga surda de Eduardo e Armando.
Por Ricardo Antunes
para o Acerto de Contas
O projeto político e sonho pessoal do ex-presidente da CNI e hoje senador, Armando Monteiro Neto, para se tornar governador de Pernambuco em 2014, não conta e não contará com a simpatia do Governador Eduardo Campos.
Claro e direto, o recado foi enviado pelo próprio governador ao desmontar as articulações que o senador vinha fazendo em torno de um nome alternativa ao sucessão do prefeito João da Costa para esse ano. Com essa pedra movida no tabuleiro do xadrez da sucessão municipal o recado para ele foi claro. “Quer romper com a Frente rompa mas assuma o prejuízo”, confidencia o assessor do Palácio das Princesas confirmando que o governador não gostou nadinha da tentativa de Armando de se tornar credor dele, ao ser candidato a Prefeito de Recife e inaugurar oficialmente o racha na Frente Popular.
Percebendo o movimento do Senador, Eduardo Campos, não só deu o troco, como deixou Armando Monteiro numa sinuca de bico. Se romper e lançar um nome (ou o seu próprio) a sucessão vai assumir o ônus de uma briga com o Governador que não lhe seria conveniente nesse momento. E se baixar a crista e recuar vai mostrar ao seu grupo político uma fraqueza o que lhe tira as credencias de se colocar como candidato a governador em 2014.
O governador soube por terceiros que Armando Monteiro mudou o seu título eleitoral para Recife e um dia depois foi a forra esvaziando as articulações que o ex-presidente da poderosa CNI vinha fazendo com outros partidos. Nem o PC do B, nem o PSD, foram a reunião que iria definir um nome alternativo a Prefeitura do Recife o que também teria deixado Armando irritado e falando mal do governador. “A manobra foi do Palácio”, confirma um interlocutor ligado ao grupo. O alarme, teria soado, quando o PSB percebeu que o “candidato alternativo” seria o próprio Armando Monteiro que dessa forma mostraria o seu não interesse em 2014. Um manobra que Eduardo Campos não digeriu, com os fatos provam.
“A postulação de todos é legítima, mas aquele que o fizer tem que saber também que isso é um risco”, confirma o deputado Aluisio Lessa (PSB), que desistiu dos planos de concorrer em Goiana mas continua sendo um dos homens fortes de Eduardo Campos na Assembléia Legislativa. Ele não quis comentar o processo de afastamento do governador com o senador petebista que foi eleito na chapa de 2006 e muito menos as acusações de que ele estaria invadindo as bases eleitorais de vários deputados socialistas e algumas cidades do interior, que veio a tona no ano passado. “Não posso e nem vou pedir licença a ninguém para andar no meu Estado”, disparou o senador na ocasião.” Armandão”, como gosta de ser chamado, já havia sido acusado de causar frissura na Frente Popular após se posicionar contra a emenda da reeleição da Mesa Diretora da Assembléia que tinha o aval do Palácio das Princesas. Vaidoso, ao longo se sua vida pública, ele acalenta uma obsessão: o de se tornar um dia Governador de Pernambuco.
Quis fazer isso quando rompeu com o governador Jarbas Vasconcelos no PMDB e passou a liderar uma “terceira via”, trazendo em torno de si lideranças como os ex governadores Roberto Magalhães, Joaquim Francisco, José Múcio Monteiro dentre outros. Tinha a máquina da CNI à disposição e era comum receber caravana de políticos e aliados no seu luxuoso gabinete na Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. Antes, ele já havia tentado uma aproximação com Jarbas, via o então marqueteiro do governador, Antonio Lavareda, que não obteve sucesso. Até hoje, Armando e Jarbas não se bicam.
Mas o projeto pessoal não durou dois anos, sucumbido pelo “ego das estrelas” que ele mesmo não teve condições de suportar. Filho do ex-Ministro do governo Jango, Armando Monteiro Filho, e irmão do empresário Eduardo Monteiro – com o qual teve um sério desentendimento e não se falam até hoje – o Senador tenta de novo não fracassar no seu objetivo pessoal a que persegue diariamente. Tem trabalhado dia e noite montando estruturas e conversando com os caciques locais em um plano alternativo ao do governador, que estará com seu nome de fora da cédula eleitoral. Recentemente a família teve uma vitória quando o Banco Central reconheceu o pagamento da dívida que o Banco Mercantil tinha com a instituição. O Mercantil foi liquidado em 1995, mas um ano depois recebeu R$ 530 milhões do Proer, programa federal de ajuda aos bancos criado pelo governo Fernando Henrique.
O banco do usineiro, que sempre foi ligado às esquerdas, e ex-ministro de João Goulart, Armando Monteiro Filho, sofreu intervenção em agosto de 1995 depois de faturar 10 anos com a inflação; com o Plano Real, deixou de fechar suas contas. Um ano depois, o banco, já em liquidação, recebeu R$ 530 milhões do Proer e investiu R$ 450 milhões em títulos da dívida externa. A contrário do pai, no entanto, Armando Monteiro Neto, colecionou derrotas ao indicar dois petebistas para o Turismo: os deputados José Chaves e Silvio Costa Filho. O primeiro saiu após se afastar de Armando e o segundo saiu após a oposição denunciar irregularidades, que se acabaram comprovadas, na Empetur, numa pasta estratégica para a “gestão moderna” que o governador tenta imprimir em seu governo. Após isso, Armando foi candidato a Senador, se elegeu como o mais votado, e iniciou seu voo sem o PSB. Tanto é verdade que hoje o senador passa recibo ao afirmar pelos jornais que o seu eventual afastamento do governador é uma tese defendida “por conspiradores”.
“Conversei com ele sobre todo o processo e sempre disse que estávámos procurando uma alternativa”, disfarçou Armando depois que seus passos denotaram o descontentamento de Eduardo. Falar ele pode até ter falado, mas esse repórter apurou que em nenhum momento o senador disse ao governador que tinha alterado o seu domicilio eleitoral para o Recife. O ato solitário quebrou a já tênue confiança do Governador com Armando, que nunca gozou da simpatia dos habitantes palacianos. “Foi uma jogada de risco e uma traição a Eduardo”, resume outro interlocutor garantindo que ele estava jogando para a platéia ao afirmar que estava construindo um nome alternativo a Prefeitura e que na verdade, era o dele mesmo.
A volta o Palácio das Princesas sempre foi um sonho alimentado pela familia e tornou-se uma quase obsessão por parte de Armando Monteiro, sobrinho do ex-governador Agamenon Magalhães e herdeiro político do clã.
Apelidado de “chato de galocha”, pelo jornalista e colunista Claudio Humberto, com quem brigou várias vezes por não aceitar críticas ao seu estilo temperamental, Armando Monteiro, ao que parece, está mais “light”. Hoje, consegue, com a apatia do prefeito João da Costa em fazer política, até mesmo reunir aliados para sentar numa mesa e discutir a sucessão coisa que era impensável em um passado não muito distante. “Ele tem um estilo arrogante e de coronel do interior”, atesta um ex-assessor do senador definindo o que muitas lideranças sabem mas não ousam dizer perto do “chefe” que bem ou mal lidera uma perspectiva de poder. Mas para chegar lá, o senador Armando Monteiro precisa fincar bases no interior do estado nesse ano e romper de vez com o PSB, já que os dois projetos colidem e ele já sabe que não será o candidato do Governador Eduardo Campos a sua sucessão. Começou bem mas vai ter que correr e mostrar que tem mesmo coragem na sucessão do prefeito João da Costa.
Se der um passo em falso e recuar – depois de toda discussão que armou com os partidos em torno de um nome alternativo – praticamente dá adeus às chances de ter êxito eleitoral e será esmagado pelo rolo compressor arquitetado e montado cada dia pelo Palácio das Princesas.
Como se sabe, Eduardo exerce o poder em sua plenitude e não vai hesitar em afastar para bem longe os planos de Monteiro. O primeiro recado já foi dado.
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Postado em: 
Armando governador? Na sucessão de um dos governadores mais bem avaliados da história, só se eduardo campos o apoiasse, o que é quase impossível, pois tudo é possível em política. Armando não goza de nenhum carisma junto a população, não que considere carisma fundamental para ser o um bom governador, mas o povo exige isso princicpalmente no Nordeste.
Outra coisa a eleição de senador foi reflexo de campanha den$a, pergunta a raul jugman? apoio do próprio governador e sem falar que presenciei vários cabos eleitorais do 140, pedindo voto exclusivo em Armando para que o mesmo fosse o mais votado.
O que dissemos foi que Armando Monteiro tem o desejo de ser governador. Não que ele vá conseguir isso, que também acho difícil pelos fatos que contei e que todos sabem.
A sorte de Eduardo Campos é ainda ter um Armando Monteiro para dar apoio um homem serio, honesto e de palavra, que é coisa rara na politica
Não gostei do texto, muito mal escrito. Sejam mais atenciosos com seus leitores quanto ao conforto e fluidez na leitura.
Sinto desapontá-lo Pedro, mas não sei produzir textos “confortáveis”.
Meu texto deve incomodar e não produzir prazer. Fluidez e lirismo não é comigo, sorry.
Ab.
Sinto cheio estranho no ar. Desse texto, desse novo colaborador do blog…. um dia as coisas aparecem.
Cheiro
Tais incomodado porque ele conta os que o outros blog não dizem?
Porque político aqui não tem “boquinha”?
Vai ler outro blog petralha.
Aqui se diz o que os outros não podem dizer pois são patrocinados pelas prefeituras e
Governo do Estado. Ou então pede a cabeça do repórter a Pierre e faz um abaixo assinado.
Não me faça rir.
Não gosto de nenhum dos dois, Acho que são dois playboy que ganharam de presente os mandatos, suas historias politicas depende mais das suas familias, dois coroneizinhos modernos. Mas analisando friamente, não da pra negar que Eduardo é um politico habilidoso, estrategista e bom naquilo que se propõe. Por conta disso, não entende a sua insistencia com a candidatura de João da Costa. Acho que ele vai eleger um pato morto, que terá uma camara que não dará sossego, diferente dessa agora, pois há um nitido crescimento da oposição. Sem contar com o risco, que existe e não é pouco, dele perder pra um candidato que é oposição a seu projeto, como Mendonça. Não minha opinião, ambos os quatros não interessa á Eduardo. Ou ele tem um coelho na cartola, ou ela vai dançar. Que venha os proximos capitos dessa novela !!!
Tu elogia Eduardo, diz que o cara é um bom articulista e depois não sabe porque ele ta apoiando João? rsrsrsrsrsrsr
Pode-se gostar do governador ou nã,o mas é certo que hoje ele é o melhor articulador político do Estado e conseguiu na frente do próprio Armando, Humberto Costa, José Múcio Monteiro, dentre outros, chegar onde todos queiram: O Palácio das Princesas. É fato. Tanto é que nenhum politico hoje em Pernambuco ousa brigar com ele. Nem mesmo a oposição que teria motivos para isso, como o Escândalo da Empetur e da Fundarpe, ocorridos em sua gestão e engavetados até hoje em alguma sala do TCE.
Pois é Luiz Henrique. A quem diga que ele tá dando gás na campanha de João da Costa e depois vai apresentar outro nome. Mas uma coisa é certa. Ele tá realizando o seu segundo sonho, depois de ser governador, de ver o PT fudido nop estado.
Quando irão fazer uma assepsia neste lay-out do Blog de uma vez por todas ?
Este marronzão está f0d@
Um subtítulo para este post poderia ser: “Armando, armando mais uma?…”
Só Armando Monteiro mesmo para querer “enganar” o governador mais sabido dos últimos tempo. E, hoje, ele ainda diz nos jornais, que está chamando “técnicos” para montar o projeto de Governo do candidato “alternativo”. Não sei quem é mais coronel, ele ou Dudu Imperador.
Muito bom o texto. Parabéns Ricardo Antunes!!
Eu, como cidadão, não gostaria de ver o estado de Pernambuco governado pela oligarquia deste usineiro e ex-banqueiro. Acrescento que a indústria da cana de açúcar é o que existe de mais atrasado na nossa província.
Sobre a prefeitura, deixar na mão dos incompetentes do PT não dá mais. Precisamos banir os dois joões incompetentes da prefeitura.
Em suma, o único grupo político que mostra alguma competência é o de Dudu. Fora isso, a esperança aparecer gente séria na política, sobretudo que não sejam políticos profissionais. Coisa que não acredito…
Obg,Carlos. Acho que abordamos uns tópicos que passaram despercebidos em outras mídias. A mudança
de domicílio eleitoral, sem aviso prévio ao governador, foi uma jogada de alto risco que coloca o mandatário do PTB numa posição bastante delicada. E o trôco de Eduardo, sinalizou bem o racha da Frente para 2014.
Só faltava essa, agora o cara tem que pedir autorização pra mudar o domicílio.. Isso é que é coronelismo do nosso querido Dudu..
Interessante como Dudu é endeusado. O cara privatizou o SUS. O cara posa de bom gestor mas levou uma eternidade para inaugurar um viaduto meia boca em Olinda. Inaugurou um trecho da PE-15 que afundou 24 horas depois. Ou os engenheiros são fracos ou o material é vagabundo. Ou as duas coisas hehehe. Agora, numa gestão de fato competente isso não aconteceria. Sem contar que ele posa como responsável pelo crescimento da economia pernambucana, como se as bases para isso tivesse sido montada por ele.
Para um povo arcaico e bairrista como o pernambucano, qualquer um que diga estar salvando pernambuco do sudeste malvado é endeusado. E ele é só mais um que usa isso. Tanto que a equipe de marketing do mesmo sempre faz questão de vomitar que pernambuco cresce mais que o sudeste, sempre passando a impressão que pernambuco é o único estado nordestino que está crescendo.
Minha indagação é : Em que a “gestão” Dudu melhorou o IDH do estado ? Em que a gestão dele melhorou saúde e educação ??
Olha Ricardo, com relação a essa tal “reunião da traição” apenas o PCdoB e PSD não compareceram.
O virus da rebeldia ficou no ar. Isso é um fato e fica a sensação que a reunião não foi de todo esvaziada.
É sabido que os partidos que boicotaram a reunião, o PSD é uma agremiação de “poodles treinados” e o PCdoB, esse está fadado a viver eternamente na sombra de alguem poderoso, não tem força nem luz pripria. Ambos não cometeriam a estupidez de se voltar contra aquele que lhe dá de comer.
Não esqueçamos que Armando tem mandato de Senador até 2019. Já Eduardo Campos manda na barraca até 2014.
Com Armando ainda Senador, o governador vai ter que procurar emprego. No principal cenário dos seus sonhos a presidencia da república ou Vice de alguem. Já, digamos, num pesadelo se contentaria com mandato de Senador na vaga de Jarbas ou deputado federal, queira Deus na vaga de Sergio Guerra.
Como politico experiente olha no horizonte bem distante, quem sabe, esse não seja um dos motivos da tentativa de insurreição de Armandão?
Já na campanha Armado vinha dando sinais de que não seria muito obediente a essa conjuntura de rédeas curtas.
Eu acho essa situação até certo ponto salutar, afinal de contas o poder infinito girando em torno de um só grupo, de uma só pessoa não combina com democracia.
Claro, Francisco, nunca é bom para a democracia ter apenas um grupo no poder. A questão colocada no entanto é se o senador Armando Monteiro terá força para quebrar essa polarização em torno do Governador.Nesse sentido ele terá que assumir essa liderança o que significa ” trombar” com o “reinado” de Eduardo Campos.Se vai assumir ou não é o que colocamos. Para construir o seu projeto de 2014 esse deslocamento terá de ser agora em 2012 com o lançamento de um nome “alternativo”. Se for apenas “blefe” ele terá sua força política reduzida. Quanto a “traição” que falamos não foi em relação a reunião “esvaziada” e sim como o governador fez questão de colocar a assessores mais próximos. Não gostou de saber pelos jornais que o senador tinha transferido seu domicilio eleitoral para o Recife. Ou seja, é um jogo de “gato e rato” entre dois importantes atores do processo de 2014. Para Armando, em relação a candidatura de 2014, esse ano será decisivo.
E quando ele mandou FBC mudar o domicilio de Petrolina para Recife só para pressionar o PT, ele não deu o start nessa prática?
Exato e como eu lhe disse. O governador crê que pode, não só comandar a
sucessão municipal, como ainda fazer o seu sucessor. Se vai conseguir isso ou não somente o
tempo vai mostrar. Mas ainda acredito, Francisco, que o movimento em torno de FBC, foi apenas
para “amedrontar” o PT, hoje um partido fragilizado e dependente do governador para ganhar a
eleição no Recife. Não era para valer, não.
Ricardo Antunes é engano meu ou há algum tempo estou assistindo algumas revoltas, rebelião ou algo que o valha em relação ao Imperador Eduardo Campos? Acho que desde a interferência do governador para levar sua mãe ao cargo de ministra e a criação do seu partido auxiliar PSD que o senhor Dudu mexeu um vespeiro. Sabe aquele ditado de quanto mais tem mais quer? Esse cabe em Dudu plenamente. É inegável o crescimento de Pernambuco e a participação de Dudu nesse processo, mas isso tudo só foi possível porque seu pai postiço – Lulu da Silva – deu essa condição para ele. O PT pagar hoje com a submissão ao Imperador aqui em Pernambuco e a conta foi tão alto que durante muitos anos não conseguirá se reerguer – se conseguir isso um dia-. É bom lembrar que Armando vem da escola das grandes elites privadas desse País e, tem uma imagem consolidada fora do estado pelo conjunto de sua obra e ações no setor empresarial. Não morro de simpatia por um ou pelo outro, mas é sempre bom saber que nem todos se curvam ao coronelismo moderno. Outra coisa, quando Armando criou o G1, Jarbas tinha altos índices de aprovação no estado, claro que era outra época e outro momento, mas serve para ilustrar. As eleições de 2014 já começaram desde agora e Eduardo mesmo com todos os tentáculos não vai conseguir segurar todos os seu redor.
Exatamente Paulo, o descontentamento dos aliados do governador Eduardo Campos é cada vez mais evidente. Há rebeliões sim e conspirações silenciosas para não aborrecer o sono do governador ao menos nesse momento. Mas como se sabe, com a contagem regressiva para a mudança de inquilino do Palácio das Princesas, a tendência é que os grupos que almejam o trono do governador começem a mostrar sua cara. Isso será mais visível depois das eleições desse ano. Se for competente nessa articulação, Armando Monteiro, tem chances de se tornar uma alternativa. Mas para issom terá que se descolar de Eduardo já nessa eleição municipal, mostrando força e disposição para a batalha de 2014. Até porque, como falei, sabe que o governador tem outra carta na manga. E não será a dele.
Upsss … Quem falou em carta na manga ??? Tem outro Costa que sempre teve ao lado de Eduardo …
Ricardo aproveita esse momento das eleições e procura saber no PT sobre uma eleição que vai ter por lá esses dias. Meu amigo de trabalho estava falando sobre essas eleições de secretarias de educação, meio ambiente, transporte e cultura no PT. Ele comenta conosco que é uma guerra essas disputas e que com toda essa questão da eleição esse ano só vai esquentar muito mais porque é tem os grupos de Humberto, João Paulo e de João da Costa na briga.
Eleições internas, seria isso Paulo André? Não entendi. Poxe explicar melhor? ab
Existe um equívoco aí.
O senador Armando Monteiro não é sobrinho do ex-governador Agamenon Magalhães, na verdade ele é neto de Agamenon.
O Proer não foi um programa de ajuda aos bancos como o escritor diz, na verdade foi um programa de saneamento financeiro dos bancos, que estavam com problema de liquidez graças à especulação viabilizada pela inflação.
Quando a inflação foi derrubada, os bancos tiveram sérios problemas. O sistema estava podre.
No mais, é por aí.
Armando Monteiro acalenta o desejo legítimo, diga-se de passagem, de ser governador de Pernambuco. Apenas acho que ele agiu equivocadamente.
Talvez fosse melhor anunciar a ruptura com Eduardo e apostar num nome da oposição como o do deputado Mendonça Filho que tem dialogado cada vez mais com ele.
Armando Monteiro é candidatíssimo a governador de Pernambuco em 2014 e será com o apoio do seu partido e do que resta da oposição.
Obg, Edmar. Filho de D. Maria do Carmo, que é filha do ex-governador Agamenon Magalhães, ele não poderia ser sobrinho, e sim, neto do ex-governador. Como vc mesmo disse, o melhor cenário seria o dele anunciar o rompimento e tentar sair em faixa própria se descolando do governador. Usufruir as benesses do poder com Eduardo até o ínicio de 2014, para somente romper, vai passar a pecha de “oportunista” e de “mal agradecido”, pois bem ou mal ele detem cargos no Governo Eduardo Campos.
Concordo plenamente.
Sendo que ele acalenta(va) o sonho de ser o candidato de Eduardo em 2014.
A lógica dele era a seguinte.
Lançava FBC como alternativa pelo PSB, o PT perdendo com João da Costa ficaria enfraquecido, e ele seria ungido como candidato de Eduardo em 2014.
Sendo que os planos de FBC passam pelo Palácio ou pelo Senado da República em 2014. Não passam pela PCR.
Não tenho a menor dúvida que o senador Armando Monteiro irá romper com o governador. Creio que isso ocorrerá logo após a abertura das urnas da eleição deste ano.
Ele irá romper porque sabe que não será o candidato de Eduardo e precisará construir a candidatura.
Mesmo assim, ele é um potencial candidato, afinal, tem plenas chances de fazer um rearranjo político em Pernambuco.
Lembrando que ele não disputará contra Eduardo Campos, mas sim contra o candidato dele. É bem mais fácil.
A verdade e que senador Armando é uma grande conspirador. Começou no governo Jarbas com o GI (grupo independente) que contava com o próprio Armando e mais Roberto Magalhães, Joaquim Francisco, José Múcio Monteiro, José Chaves e Luiz Piauhylino. No governo Eduardo ele quer criar o GA (grupo alternativo), porém os componentes são fracos, amadores e não tem a menor credibilidade. Francamente, um grupo formado por Cadoca, Silvio Costa (pai e filho), Eduardo da Fonte e Paulo Rubem nem de longe pode ser comparado ao “GI”. Pelo o andar da carruagem, em 2014 o senador deve apresentar um novo Grupo. Sugiro que depois de independente e alternativo o grupo passe a ser chamado de “grupo da diversidade”, aí quem sabe ele não vai ter mais criatividade e inteligência. Deixando de atuar com tanto amadorismo e precariedade. Pernambuco mudou e vai avançar muito mais!
Caro Blogueiro,
A título de curiosidade, gostaria que vc indicasse quais as empresas que o senador representa ou representou para ter sido escolhido, anteriormente, Presidente da FIEPE e da CNI. É importante este esclarecimento para Pernambuco e o Brasil. Fico no aguardo.
Prezado João, a assessoria do senador pode esclarecer mas não me consta que ele tenha sido industrial ou executivo de uma grande empresa quando assumiu esse postos na FIEPE e depois CNI.
Ricardo, ótima matéria e análise política com conteúdo… a imprensa escrita não detectou o puxão de orelha de Eduardo…
Pelo que percebi no texto, o Armando é um desagregador. Até na família. Suas rusgas pelos fatos dos bastidores deixam feridas profundas. Parece-me, tembém, que o ego do senador é do tamanho do universo. Há um atrás era um simples deputado, e que foi guinado à senador pelo força do governador. Tá aí uma bela ode ao egoísmo.
Pergunta aos fornecedores do Sr. Eduardo Monteiro que pecinha boa ele é.. eu com um irmão desse também ia quere distancia…
Esse negócio do governador ter elegido armando senador, a turma acha que é por que? Porque ele é bomzinho? Ou pela barba asseiada? Claro que ele só foi candidato porque tinha força política..
bom dia Ricardo. Não sei os detalhes dessa eleição, só o que meu amigo fala. Amanha ou terça quando o encontrar vou pedir todas as informações e passo para voce. Tambem estou curioso para saber o que acontece nesse partido com tantas divisões. Como faço para enviar as noticias para voce? um abraço
Paulo manda para ricardoantunes.blog@gmail.com
ab
Paulo manda para ricardoantunes.blog@gmail.com
ab
Tendo a não ir muito na onda de conspiradores, mas confesso que compartilho um pouco da estranheza do leitor Luis Henrique, quanto aos textos do Ricardo Antunes.
Todos sabemos que o Acerto de Contas desde já algum tempo é um blog anti-PT e pró-Eduardo Campos, isso não é novidade pra ninguém.
Não que haja mentiras por parte do Pierre ou do Bahé para defender ou atacar esse ou aquele partido, mas é muito evidente que os textos que criticam Eduardo Campos (ou Fernando Bezerra) aqui no blog são sempre cheios de ressalvas, vão sempre num tom bem mais ameno do que os textos criticando políticos do PT ou mesmo da oposição.
Eu acho até que entendo, Pierre e Bahé ficam com os olhos brilhando só de imaginar um pernambucano como presidente do Brasil.
Não vejo desonestidade nos textos de Pierre e Bahé quando denotam esse “brilho nos olhos”, mas também percebo que já está passando um pouco do limite a insistência em não perceber mais falhas e críticas possíveis ao governo Eduardo, enquanto cada passo em falso do PT ou da oposição recebe as merecidas condenações.
No entanto, com a chegada o Ricardo Antunes, e as informações de bastidores, deixa de ser apenas uma postura favorável ao governo Eduardo (o que é absolutamente legítimo, afinal isso é um blog), e passa a dar a impressão que os textos mostram sempre o jogo sujo do PT e outros aliados diante da vítima Eduardo Campos, agora com fatos, não apenas opiniões.
Nos textos do Ricardo Antunes, tenho percebido que Eduardo tem sempre um papel mais próximo de vítima, sendo “perseguido pela sanha de poder de seus aliados”. Basta dar uma olhada no texto deste post aqui mesmo, releiam, vejam que é tratado como vilão e quem é tratado como mocinho. Como se na política fosse possível coloca algum tipo de maniqueísmo.
Não conheço você, Ricardo, nem estou duvidando de seu caráter ou coisa do tipo. Simplesmente estou relatando a imagem geral que seus textos estão passando, como se você fosse um desses jornalistas que são meninos recados de certos governos, o que sabemos que existe e muito. Repito, não estou dizendo que é o seu caso, Ricardo, estou dizendo apenas que é essa a impressão que o conjunto dos seus textos passa.
E vale dizer que eu acho que Eduardo Campos vem fazendo um bom governo e em vários casos concordo com as críticas ao PT e a outros partidos. No entanto, também acho que todos merecem ser criticados sob os mesmo critérios, sem distinções ou valorização de dos erros de alguns em detrimento de erros de outros.
Quero dizer também, como leitor assíduo do blog, que espero que essa crítica construtiva seja percebida como ela realmente é, apenas uma crítica construtiva. Não sou pau mandando de nenhum político (não conheço de perto nenhum, na verdade) ou coisa do tipo, sou apenas um leitor com algumas impressões que eu quis compartilhar, porque acho que talvez mereçam algum momento de reflexão.
Espero estar ajudando de alguma forma.
Prezado Gabriel, em primeiro lugar, obg por sua elegância e sinceridade. Não vejo o blog como ” anti PT e pró Eduardo Campos”, me permita discordar. Acho que todos os partidos e quadros políticos que estão no poder ou na esfera dele tem sido criticados por aqui. O PT é alvo de críticas em virtude de ter se desvirtuado do que pregava na oposição. É o preço que se paga por ser governo e, claro por comandar a Prefeitura do Recife esteja mais na vitrine pois temos uma sucessão municipal pela frente. Vc há de concordar que as trapalhadas dos petistas são um “prato cheio” para nós jornalistas. Colocar uma obra importante como a Via Mangue com um superfaturamento de mais de R$ 100 milhões é brincadeira de mau gosto e um acinte a população. O TCE teve que intervir e nem vou falar do resto;. Da mesa forma o escândalo da Empetur e Fundarpe – no Governo de Eduardo Campos – foi objeto de matérias também do blog. Eduardo, foi duramente criticado aqui, quando do episódio do Secretario Isaltino Nascimento flagrado dirigindo bêbado de madrugada. Foi questionado também a privatização da Saúde e agora também estamos debatendo as PPP da Compesa. E bombardeado duramente, por avalizar a pratica do nepotismo, ao colocar a deputada Ana Arraes (sua mãe) como Ministra do TCU numa operação que recebeu severas ressalvas de toda a mídia.
O que me parece que vc tenha esquecido, é que hoje ele comanda o Estado praticamente sem oposição. E isso não pode ser debitado na conta dos analistas políticos e sim de uma oposição fraca e sem propostas alternativas de poder. Uma oposição que tem medo de dizer “não” a um governador, que não se pode negar, é habilidoso na arte de fazer política.E uma Assembléia Legislativa servil aos interesses do executivo e funcionando quase como um “anexo” do Palácio das Princesas.
Talvez você não tenha lido mas revelamos detalhes, num texto meu, de sua condenação pelo Banco Central referente a “operação dos precatórios” e que foi tema de matéria da Revista Época. Algumas de suas decisões vão merecer comentários críticos sim mas no plano político não podemos negar que ele está navegando numa mar de estabilidade e com seu governo sendo aprovado por mais de 80% da população.
Quando um partido que tem o Presidente da República “espera” a definição do governador em torno do nome a ser colocado para a Prefeitura do Recife o problema, me parece, ser mais de incompetencia do PT do que do governador. Quando um senador que se colocar como candidato a governador em 2014 e tem medo de sair das “asas” de Eduardo Campos, o culpado não é ele, e sim quem quer ser governador sem arriscar nada. Acho que me fiz entender e agradeço suas colocações.
Por último, Gabriel, se vc entendeu nesse meu texto que o governador era o “mocinho” e o senador era “o vilão” acho que sua compreensão foi errada. Não existe políticos “vilões nem mocinhos” atualmente no Brasil. Uma pena a constatação, mas a pura verdade. Todos eles, sem exceção, são movidos pela ambição do poder. Mas aí é papo para outra conversa e outra análise.
Armando Monteiro e fraco politicamente. Ele so chegou a este cargo de senador graças e inteligencia de LULA que viu a possibilidades de derrubar duas inutilidades politicas de Pernambuco, não vale nem apena citar os nomes das peças. Portanto armando fica na atua. Seria mais facil José Mucio vencer que voce.
Fraquíssimo!!! ele só é senador, foi deputado mais votado, foi presidente da CNI.. Forte é tu que faz aqueles CDs de forró Flávio José.. hehehehehehehehe
Escrevam o que digo, vai dar muito rolo ainda!! Armando vai pro segundo turno com o apoio da oposição todinha!! Agora se Eduardo fincar o pé, e quiser botar terra.. acaba com a alegria de Armando em dois tempos…
Ricardo,
Armando começou na política em 1998, teve três eleições expressivas como deputado federal, sendo em uma delas o mais votado, foi eleito e reeleito por unanimidade para a CNI, uma das instituições mais fortes do pais, teve sua gestão na entidade elogiada ate por antigos opositores, e em sua primeira eleição majoritária foi eleito o senador mais votado do estado. Acho que para uma trajetória de apenas 14 anos na política ele tem sido muito bem sucedido. Por isso tenho dificuldade de entender aí do você fala que ele acumula derrotas. No mais parabéns pelos textos que contribuem de maneira definitiva para o cenário político de Pernambuco. Ah, adorei saber que ele gosta de ser chamado de Armandao. Isso realmente, se for verdade, revela muito sobre ele. Parabens pelos insights geniais e reveladores. Excelente matéria, Ricardinho! Voce tem um futuro brilhante pela frente!
Prezado Ricardo, o seu texto e’ parcial, em prol do governador. Explico: Basta o PT indicar Joao Paulo como candidato, possibilidade que faz Eduardo tremer, o PT ganha no primeiro turno, sem depender do governador. Nesse cenario, a conjuntura politica para 2014 muda totalmente, situacao que voce omitiu no texto.
Prezado Carlos Neves, não há a menor possibilidade de quem manda no PT, como Humberto Costa, Pedro Eugênio e Mauricio Rands de indicar o ex-prefeito João Paulo como candidato a sucessão municipal. Nem o presidente Lula confia mais em João Paulo. Ele errou em apontar João da Costa como o seu sucessor numa escolha pessoal que feriu de morte quem estava na vez, caso de Humberto Costa ou Mauríco Rands. O PT não gostou e não perdoa o ex-prefeito.
Essa possibilidade, mencionada por você, simplesmente não existe.
Além disso, Eduardo Gomes, ele é um dos maiores expositores da região, domina muito o tema economico e é um quadro qualificado, sem dúvida. A “derrota” que fiz referência é sobre a tentativa do mesmo de ter sido uma via alternatica quando rompeu com o PMDB e criou o GI para ser candidato a Governador na sucessão de Jarbas. O que não conseguiu.
Ricardo, só pra deixar claro: os elogios q fiz a sua pessoa e seus textos foram com tom irônico. Só alguém muito vaidoso, talvez mais que o senador, pra receber com naturalidade elogios rasgados por textos tão medíocres. Nada contra a vaidade, ela pode ate ser saudável se moderada, mas ela precisa ser antecedida de alguma realização concreta. Sugiro um exercício: leia seu texto após as eleições desse ano. Depois releia após as eleições de 14. Em todo caso obrigado por me fazer sentir mais inteligente, espero ansioso o seu próximo texto (ironia).
Poxa, Eduardo, para vc ver como são as coisas. Pensei que os “elogios” que vc tava fazendo ao Armandão eram de verdade. Em todo o caso, como vc é bem mais inteligente que eu ( disso não tenho dúvida) acho que darei o meu lugar a você para que vc escreve suas sua belas análises politicas. Só não vale puxar o saco dos políticos pois eles já tem quem os faça. A não ser que você seja um desses assessores competentes que fazem parte da turma de aúlicos do poder e que ganham uma graninha as custas dos contribuintes. Em um cargo comissionado, claro.
“mas ela ( a vaidade) precisa ser antecipada de alguma realizãção concreta” (sic)
Realmente, uma verdadeira pérola o que vc me falou. Vou ler de novo para ver se entendo e prestar mais atenção.
Ricardinho, bom dia! Alem de nao saber escrever, aparentemente voce tem dificuldades de leitura também. Nao fiz elogios a Armando, apenas relatei alguns fatos. Nao sou assessor, nao tenho cargo comissionado, nem ninguém da minha família tem relação com políticos, sou apenas um estudante do 3o ano que prestara vestibular para medicina esse ano. Mas entendo que voce, alguém sem imaginação, tenha recorrido ao cliche de que eu tinha alguma ligação política que invalidasse a minha posição. Quanto a frase sobre a vaidade, você me citou de forma errada: eu escrevi antecedida e nao antecipada. Mas nao espero que você entenda a diferença… Por isso segue tradução da frase: pior que alguém vaidoso e arrogante, bem sucedido, eh alguém vaidoso e arrogante sem nenhum vestígio de sucesso. Agora eh a minha vez de usar um clichê: voce eh apenas um frustrado. Antes que eu esqueça, nao precisa me ceder o seu lugar, nao faço analises políticas e nao tenho essa “ambição”. Caso queira, posso pedir pro meu professor de redação pra te dar uma ajuda com as suas. Abraço
Obs.: desculpe se exagerei no mau humor, eh que estou muito gripado e passeio fds em casa.
Ricardo, manda esse rapaz tomar uma injeção na bunda pra passar a gripe.
kkkkk. Deixa o rapaz, Pedrinho. Isso é um blog democrático. Ab
Que é isso, Dudu?. Quem sou eu pra ter razão na frente de uma pessoa que tem nome de “Imperador”?
Tô fora. Como vc bem disse, nem sei escrever, faço análises políticas medíocres e não tive sucesso na minha profissão. Fazer o que neh? assunto encerrado..Me perdoe e se recupere de sua gripe. E me diga se vc passou em medicina?. Precisamos de futuros médicos competentes como você e que gostem de debater política em alto nível. Sucesso. Aquele que eu não tive.
Liminar contra o aumento abusivo do IPTU em Recife.
Incompetência da Secretaria de Finanças…
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20120312100802&assunto=69&onde=Economia
Ricardo Antunes, trabalhou pra Armando. Ele deve ter sido demitido e ficou ressentido… kkkkkkkkk
Oxe!! Armando ganha fácil se for candidato a prefeito contra João da Costa. Ele terá o apoio do maior eleitor do recife: João Paulo!! E pra Eduardo é até bom, ele tira logo um da sucessão em 2014!! O que você acha, Ricardo?
Boa possibilidade, Jorge.Pode ser um cenário.
Não existe isso. O próprio Armando não quer.
Como já disse lá em cima.
O que ele queria era tirar FBC de 2014. Se conseguisse, teria condições de brigar com Humberto pela indicação de Eduardo em 2014. E teria o argumento de que mesmo sendo o menos conhecido, conseguiu ter mais votos que Humberto pro Senado.
Armando Monteiro é candidatíssimo a governador. Dentre os eventuais pré-candidatos: Humberto Costa, Fernando Bezerra Coelho e o próprio, ele é o que pode construir uma candidatura com a oposição. Nem Humberto nem FBC pode.
FBC deve contar com o PSB, o PR, o PSD, o PV, o PDT e alguns outros.
Humberto deve contar com o PT e o PCdoB.
Enquanto Armando Monteiro seria hoje o candidato do DEM, do PMDB, do PTB, do PPS e do PMN.
Fora alguns rearranjos. Como Cadoca (PSC) e Eduardo da Fonte (PP) que são ‘neutros’.
Humberto provavelmente continuará no Senado, e a disputa deve ser mesmo entre Armando Monteiro e Fernando Bezerra Coelho.
Isso se o governador não optar por outro nome como Geraldo Júlio ou Tadeu Alencar.
Dos atores políticos, creio que o único que é certo como 2 + 2 = 4, que será candidato a governador em 2014, a não ser que morra, é Armando Monteiro.
Sérgio Guerra deve se aliar ao PSB já nestas eleições e formalizar isso já em 2013.
Vejam as movimentações do PSDB que mostram em tirar a candidatura de Terezinha Nunes pra apoiar Renildo Calheiros em Olinda, largar a reeleição de Júlio Lóssio (PMDB) pra apoiar Fernando Filho em Petrolina, optar pela candidatura de Zé Queiroz (PDT) em Caruaru, em contrapartida ter o apoio do PSB e Elias Gomes em Jaboatão, e por aí vai.
Armando Monteiro está fazendo o que Jarbas fez em 1994 pra virar governador em 1998, O que Sérgio Guerra fez em 2000 pra virar senador em 2002. Etc.
O que João Paulo não fez pra tentar um voo solo em 2006 ou até mesmo em 2010.
As rupturas existem. Alianças têm prazo de validade.
Armando Monteiro vai bater de frente com Eduardo, afinal, estará no meio do mandato no Senado.
A chance é essa. Perder é um risco que corre, mas não disputar o governo em 2014 é muito pior.
Me permita discordar, Lyra. A candidatura a Prefeito do Recife esse ano é, sim, uma possibilidade
estudada por Armando Monteiro. Não há o menor sentido dele ter o domicilio eleitoral mudado se
essa hipótese não existisse. O Governador, caso acenasse, com o apoio dele para essa empreitada
seria o melhor cenário. Tá embolado a sucessão e óbvio também que ele é mais candidato em
2014. Mas, hoje, também não perderia nada.
Ricardo, li com satisfação o seu excelente texto. Faço questão de incentivá-lo a continuar avaliando a conjuntura política com independência. Eu raramente leio nos jornais locais análise mais aprofundada do cenário de disputa pelo poder. Você vem fazendo isso muito bem e com naturalidade. Apenas avaliando o que os políticos dizem é impossível compreender a realidade e seus desdobramentos. É preciso ir além. O bom jornalismo deve ser sempre analítico e corajoso. Bom trabalho!
Valdenio Carvalho.
O senador Armando Monteiro Neto é neto do ex-governador Agamenon Magalhães, e primo do ministro José Múcio Monteiro.