Apenas 10 pontos
Lista??? Só a de Papai Noel

Lista??? Só a de Papai Noel

Aumentou o burburinho de que a votação em lista partidária será aprovada no Congresso. O deputado Raul Henry (PMDB-PE), que participa do grupo de trabalho da reforma política, dá como certa a mudança. Digo e repito que isso seria uma aberração para o sistema político brasileiro. Se aprovada, será um golpe no eleitor, que não mais terá o direito de escolher em quem votar.

A lista inibe (ou acaba) com a renovação no parlamento, pois os detentores de mandato terão sempre o privilégio de encabeçá-la, perpetuando-se no poder. Os candidatos novatos terão ainda menos chances. (vejam o caso de Jayme Asfora)

Na atual formação dos partidos políticos no Brasil, as direções partidárias ficam encasteladas por estatutos em que é simplesmente impossível a grupos minoritários fazer valer qualquer opinião internamente. Com o poder de formular a lista, a burocracia ganha ainda mais poder de barganha para ambições nem sempre republicanas.

E, como sonhar é de graça, vou apresentar a reforma política dos meus sonhos. São apenas 10 pontos que, acredito, mudariam o Brasil profundamente:

1. Parlamentarismo. É mais democrático, possibilita maior alternância de poder e é mais suscetível à fiscalização da sociedade;

2. Voto distrital puro. Esse modelo aproxima o eleitor do representante e o acompanhamento do mandato é melhor. O voto distrital puro também acabaria com as legendas de aluguel, que hoje dominam o cenário partidário, principalmente, nas câmaras municipais;

3. Fim das câmaras municipais em pequenas cidades, substituídas por conselhos de moradores. Nas grandes cidades, vereadores sem remuneração nem cargos em comissão. Apenas técnicos concursados para assessorá-los;

4. Financiamento privado de campanha, com limite de arrecadação. Contas devem ser auditadas e julgadas antes da posse do candidato eleito, pois em caso de irregularidade o fulano sequer assumiria o cargo;

5. Fim da suplência de senador.Em caso de afastamento ou morte, eleição indireta na assembléia legislativa dos respectivos estados até a próxima eleição legislativa;

6. Recall (possibilidade de troca) para qualquer mandato eletivo. Para isso, bastaria que um determinado número de eleitores registrados assinassem uma petição;

7. Voto optativo;

8. Eleições casadas. No Brasil, a cada dois anos temos eleições e isso paraliza o país. Todas as eleições deveriam ocorrer num mesmo ano. Primeiro, as legislativas. Três meses depois, as executivas. Isso também evitaria que um político eleito para um cargo largasse o mandato no meio para concorrer a outro cargo;

9. Mandato de 6 anos, sem reeleição para cargos executivos.

10. Direito a apenas 2 mandatos consecutivos, de seis anos, para o Legislativo.

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