Hoje Cesar Maia enviou, em seu ex-blog, um comentário interessante sobre o seu ex-guru político, Leonel Brizola.
Segundo Maia, de uma maneira ou de outra, Brizola sempre esteve presente na escolha do Prefeito, mesmo quando estava rompido com o prefeito em exercício.
Esse foi o caso do próprio Cesar Maia. Em São Paulo temos algo semelhante, com Franco Montoro, que lançou grandes quadros (alguns nem tão qualificados assim), muitos escolhidos para ser secretário ou companheiros de chapa, como José Serra, Paulo Renato, Fernando Henrique e Quércia.
A Árvore Genealógica de Brizola
1. Brizola, eleito governador, nomeia os prefeitos Jamil Hadad em 1983 e Marcello Alencar entre 1984 e 85. Era na época prerrogativa dos governadores. No retorno da eleição direta, Brizola lança e consegue eleger o senador do PDT, Saturnino Braga, prefeito do Rio em 1985.
2. Saturnino rompe com Brizola em 1988 e na eleição desse ano Brizola lança Marcello Alencar que vence a eleição. Após cumprir o mandato, Marcello Alencar rompe com Brizola.
3. Em 1991, o ex-secretário de fazenda de Brizola e deputado federal do PDT, Cesar Maia, é excluído pela bancada federal e tem que sair do partido. Candidato em 1992, vence a eleição para prefeito do Rio.
4. Não havendo na época reeleição, Cesar Maia lança seu secretário de urbanismo, Luiz Paulo Conde e vence a eleição. Em 1999, Conde rompe com Cesar Maia e tenta a reeleição, mas é derrotado exatamente pelo seu criador.
5. Cesar Maia, como prefeito, lança uma geração de jovens na política, especialmente nas subprefeituras e consegue eleger praticamente todos como vereadores. Entre eles Eduardo Paes, eleito depois duas vezes deputado federal com apoio de Cesar Maia. Esse, logo após a eleição de 2002, em que se candidatou na condição de secretário de meio ambiente de Cesar Maia, rompe com seu criador.
6. Finalmente, neste ano de 2008, Paes é eleito prefeito do Rio.
7. No topo da árvore genealógica política, Leonel Brizola, que desde 1983, diretamente ou através de seus secretários, vem elegendo os prefeitos do Rio, mesmo que eventualmente no momento da eleição não estivessem mais no partido de seus criadores.


