Depois de tanta pose atacando o coronel Sarney, o líder tucano no senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM), acabou admitindo que manteve um funcionário fantasma em seu gabinete. Disse que o gesto foi uma imbecilidade paternal. Leiam as palavras do próprio.
“Cometo a idiotice de permitir que o filho de um grande amigo permaneça ligado ao meu gabinete por um tempo, uma imbecilidade, um gesto paternal equivocado. Agaciel queria que eu me calasse para ele continuar roubando o Senado. Vou pedir que o Conselho me investigue, não tenho nada a esconder.”
O “Conselho” investigar? Sei…
Se o Brasil fosse um País sério e se investigassem mais a fundo esses gabinetes todos, não duvido que apareceriam mais fantasmas nessa ópera grotesca…
Abaixo, segue a íntegra da matéria de O Globo, em que Arthur Virgílio admite a condescendência fantasmagórica e seu caráter paternalista.
Virgílio também teve funcionário fantasma
por Isabel Braga
de O Globo
Ex-secretário recebia salário mesmo morando no exterior
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), admitiu ontem ter mantido um funcionário fantasma em seu gabinete.
Carlos Alberto Nina Neto, que foi seu secretário particular, continuou recebendo salário da Casa quando foi morar no exterior. O senador reconhece o erro, mas afirma que o fato é usado pelo ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia para chantageálo. Nina Neto é filho de um amigo e assessor do tucano, Carlos Homero Vieira Nina.
A denúncia de que o tucano manteve um funcionário fantasma foi publicada pela revista “IstoÉ”. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) também teria uma funcionária fantasma no gabinete. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, Vânia Lins Uchôa Lopes foi contratada em abril de 2005, quando Renan Calheiros presidia o Senado.
Vânia está lotada no gabinete da presidência da Casa, mas não dá expediente lá. Ela é casada com um primo de Renan, Tito Uchôa. A assessoria de Sarney admitiu que há casos de assessores herdados de outras gestões, mas não se referiu diretamente ao nome de Vânia.
Senador diz que pedirá investigação sobre si mesmo Virgílio afirmou que vai abrir seu sigilo bancário e que entrará com uma representação no Conselho de Ética contra si próprio, para que sejam investigadas as denúncias, e contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e trabalhará na coleta de assinaturas para a CPI dos Atos Secretos.
- Cometo a idiotice de permitir que o filho de um grande amigo permaneça ligado ao meu gabinete por um tempo, uma imbecilidade, um gesto paternal equivocado. Agaciel queria que eu me calasse para ele continuar roubando o Senado. Vou pedir que o Conselho me investigue, não tenho nada a esconder – disse Virgílio.





Ele tem é que ser preso e devolver o dinheiro.
Vou colocar esse pedido na minha meia para o natal!
Dois.
Também “Vou colocar esse pedido na minha meia para o natal!”
E vou colocar nas duas meias logo, pra ele não pegar a vazia.
Vergonha nacional, Senadores e Políticos santinhos, erraram apenas uma vez, pouco fizeram, são todos uns anjos.
Agiram de forma paternal, só se foi com seus próprios bolsos.
Na minha terra esse paternal tem outro nome: roubalheira.
Até quando todos esse políticos ficarão ilesos, sem nenhum punição de vergonha, no máximo uma cassação. Precisamos de legislação específica para políticos corruptos e punições rápidas e exemplares.
Que venha 2010 e todos saibam votar com consciência, e não por favores, cargos e benesses, todos, não só os pobres, a classe média e os ricos.
Abraço fraterno,
http://www.FabioRodrigues.com
Isso não é nenhuma surpresa… a História já provou e a psicanálise já explicou que esses “éticos”/”moralistas” mais inflamados costumam ser os piores. Querem reprimir nos outros os seus próprios vícios…
Tomara que esse imbecil (que tá se achando o Chacrinha da casa) agora bote o galho dentro…
E agora! Até o Artur Virgilio! Quem diria!
Senador se até o senhor entrou nessa, que dirá os demais, tenho até medo do que vai acontecer daqui para a frente.
Tem gente ai que é dono de Estado, sim de territorio, chão pisado por milhões de pessoas que queiram ou não têm de lhes dar o voto.
Tchau! Fui! Casquei!
Esse daí é ridículo, uma verdadeira aberração. Além de manter o funcionário fantasma, contratou um PROFESSOR DE JIU-JITSU para seu gabinete. E ainda vem posar de ético!
Por isso repito : PT, DEM, PMDB, PSOL e etc. é mera coveniência para uma cambada de parasitas.
Arthur Virgílio é desses ícones oposicionistas patéticos. Tem sempre uma reclamação contra qualquer coisa na ponta da língua e aquela fingida pose de moralista. Mas, no fundo, ele é mais um daqueles senadores metidos em lama até o pescoço.
O bom é que esses caras(assim como o senador Artur) são metidos a estadistas, posam de bons moços, por estarem na mídia nacional, acham que estão acima do bem e do mal. Só que por baixo do pano é aquela beleza, tudo igual!. E tem mais. Tá vendo esses caras, assim em Brasilia, vá na terra natal de cada um deles!
nunca, desde o primeiro mandato do Lula, estive tão de acordo com os senadores da oposição. PEla primeira vez apóio incondicionalmente as palavras do Arthur Virgílio: ele é um imbecil.
Apóio também as investigações sobre ele mesmo. E vou além, acho que ele, como líder da oposição moralizante deveria pedir sua cassação. Quem sabe Lula não fosse o defender?
hehehe
Há tempos venho tocando no assunto: Se gritar pega ladrão….
Cadê Jarbas para bradar agora?
Macaco olha teu rabo balançando a solta…..
Infelizmente esse tipo de coisa começa com os menores hábitos do próprio povo. É a cultura que induz a pessoa a crer que corrupção compensa. Mais detalhes no meu artigo: A grande corrupção nasce dos menores hábitos
Robson,
Sobre isso, o professor de filosofia da USP, Renato Janine Ribeiro publicou um artigo, ontem, na Folha de S.Paulo.
Reproduzo, pois é exclusivo para assinantes:
Corrupção cultural ou organizada?
por Renato Janine Ribeiro
para a Folha de S. Paulo
em 28/06/2009
Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções “culturais” nos leve a ignorar a grande corrupção
FICAMOS MUITO atentos, nos últimos anos, a um tipo de corrupção que é muito frequente em nossa sociedade: o pequeno ato, que muitos praticam, de pedir um favor, corromper um guarda ou, mesmo, violar a lei e o bem comum para obter uma vantagem pessoal. Foi e é importante prestar atenção a essa responsabilidade que temos, quase todos, pela corrupção política -por sinal, praticada por gente eleita por nós.
Esclareço que, por corrupção, não entendo sua definição legal, mas ética. Corrupção é o que existe de mais antirrepublicano, isto é, mais contrário ao bem comum e à coisa pública. Por isso, pertence à mesma família que trafegar pelo acostamento, furar a fila, passar na frente dos outros. Às vezes é proibida por lei, outras, não.
Mas, aqui, o que conta é seu lado ético, não legal. Deputados brasileiros e britânicos fizeram despesas legais, mas não éticas. É desse universo que trato. O problema é que a corrupção “cultural”, pequena, disseminada -que mencionei acima- não é a única que existe. Aliás, sua existência nos poderes públicos tem sido devassada por inúmeras iniciativas da sociedade, do Ministério Público, da Controladoria Geral da União (órgão do Executivo) e do Tribunal de Contas da União (que serve ao Legislativo).
Chamei-a de “corrupção cultural” pois expressa uma cultura forte em nosso país, que é a busca do privilégio pessoal somada a uma relação com o outro permeada pelo favor. É, sim, antirrepublicana. Dissolve ou impede a criação de laços importantes. Mas não faz sistema, não faz estrutura.
Porque há outra corrupção que, essa, sim, organiza-se sob a forma de complô para pilhar os cofres públicos -e mal deixa rastros. A corrupção “cultural” é visível para qualquer um. Suas pegadas são evidentes. Bastou colocar as contas do governo na internet para saltarem aos olhos vários gastos indevidos, os quais a mídia apontou no ano passado.
Mas nem a tapioca de R$ 8 de um ministro nem o apartamento de um reitor -gastos não republicanos- montam um complô. Não fazem parte de um sistema que vise a desviar vultosas somas dos cofres públicos. Quem desvia essas grandes somas não aparece, a não ser depois de investigações demoradas, que requerem talentos bem aprimorados -da polícia, de auditores de crimes financeiros ou mesmo de jornalistas muito especializados.
O problema é que, ao darmos tanta atenção ao que é fácil de enxergar (a corrupção “cultural”), acabamos esquecendo a enorme dimensão da corrupção estrutural, estruturada ou, como eu a chamaria, organizada.
Ora, podemos ter certeza de uma coisa: um grande corrupto não usa cartão corporativo nem gasta dinheiro da Câmara com a faxineira. Para que vai se expor com migalhas? Ele ataca somas enormes. E só pode ser pego com dificuldade.
Se lembrarmos que Al Capone acabou na cadeia por ter fraudado o Imposto de Renda, crime bem menor do que as chacinas que promoveu, é de imaginar que um megacorrupto tome cuidado com suas contas, com os detalhes que possam levá-lo à cadeia -e trate de esconder bem os caminhos que levam a seus negócios.
Penso que devemos combater os dois tipos de corrupção. A corrupção enquanto cultura nos desmoraliza como povo. Ela nos torna “blasé”. Faz-nos perder o empenho em cultivar valores éticos. Porque a república é o regime por excelência da ética na política: aquele que educa as pessoas para que prefiram o bem geral à vantagem individual. Daí a importância dos exemplos, altamente pedagógicos.
Valorizar o laço social exige o fim da corrupção cultural, e isso só se consegue pela educação. Temos de fazer que as novas gerações sintam pela corrupção a mesma ojeriza que uma formação ética nos faz sentir pelo crime em geral.
Mas falar só na corrupção cultural acaba nos indignando com o pequeno criminoso e poupando o macrocorrupto. Mesmo uma sociedade como a norte-americana, em que corromper o fiscal da prefeitura é bem mais raro, teve há pouco um governo cujo vice-presidente favoreceu, antieticamente, uma empresa de suas relações na ocupação do Iraque.
A corrupção secreta e organizada não é privilégio de país pobre, “atrasado”. Porém, se pensarmos que corrupção mata -porque desvia dinheiro de hospitais, de escolas, da segurança-, então a mais homicida é a corrupção estruturada. Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções “culturais” nos leve a ignorar a grande corrupção. É mais difícil de descobrir. Mas é ela que mata mais gente.
* RENATO JANINE RIBEIRO, 59, é professor titular de ética e filosofia política do Departamento de Filosofia da USP. É autor, entre outras obras, de “República” (coleção Folha Explica, Publifolha).
O texto é bem-estruturado, mas discordo quando ele nega a relação que existe entre a pequena corrupção praticada no dia-a-dia de quem suborna guardas e furta papel higiênico de escola e a grande corrupção dos políticos.
Essa negação, por negar o ciclo cultural que existe entre as duas formas de corrupção, é algo falho pra mim.
Vovó já dizia: Quem rouba um tostão, rouba um milhão.
Boa essa reflexão do Renato.
Ele só não lembrou que a comunicação tem muita influência neste campo, isso é inegável.
Desde os exemplos nos jogos de futebol, onde enganar o juiz para “cavar” uma falta é um ato de admiração, até os programas do tipo BBB, nos quais o engano e mentira correm soltas e são motivos de elogios, neste amplo espectro se percebe a moral e os costumes do dia a dia distantes da ética desejada.
A culpa é do povo de novo.
Mauro, a culpa não é necessariamente do povo, mas das condições em que ele é socializado.
Mesmo os herdeiros de famílias de políticos foram socializados numa cultura em que a corrupção, ora a pequena ora a grande, é implicitamente propagandeada como hábitos “espertos” e “inteligentes”. Não só os oligarcas modernos vivem isso, como também muitas das outrora pessoas do povo, que partem logo pra safadeza quando conquistam o poder que por tanto tempo vislumbraram como meio de melhorar a vida de seus conterrâneos regionais e nacionais.
Uia, não é ele que está sempre no JN a vociferar, com pose de arauto da ética?
Azar da Veja, que trouxe duas declarações do pulha condenando a lama do Senado, como se ele mesmo não estivesse enlameado.
Com figuras de oposição como essa, os 80% do Lula não são à toa.
É díficil, perante a sociedade, nossos governantes terem respaldos… A cada dia uma nova estória vem atona, nossa! Não está em jogo quem ganha mais ou quem perde e sim a reputação nacional… Eu, como brasileiro si envergonho muito desses inescrupulosos, não todos, mas muitos dos nossos governantes… Infelizmente, não estarei aqui, para presenciar, um dia, talvez, nossas reputação esteja boa perante a comunidade nacional e internacional, ou talvez, nunca chegará este dia…
Um ato-falho como este
Deveriam cobrar dele a devolução dos salários pagos ao fantasma, afinal, é dinheiro do povo ou não é???
Por isso que eu digo, o voto mais consciente hoje em dia, é o voto nulo. Pelo ao menos, é melhor do que colocarmos um bando de ladrões sacanas no congresso.
Por isso, vote consciente, vote nulo!!!
Ná época da ditadura esses cachorros só apanhavam, choravam por não terem seu emprego (trono) e hoje já com o trono nas mãos, usam seus familiares junto ao trono para nós idiotas pagá-los seus ordenados, construirem castelos, enviar verba da corrupção á paraiso fiscais, aceitarem terrorista criminosos amigos de até EXª Ministro da Justiça do Brasil aqui junto conosco, inventarem salários fantasma para amigos.Isso é a Democracia Brasileira (DO POVO PARA O BOLSO).
Esquecendo, tenho inveja da justiça da China pois esses cachorros teriam seus lugares junto ao muro ou no centro do Estádio para ás suas execuções.
Em tempo: No Brasil criminoso julga criminoso e no final comem pizzas juntos e coitados dos ladrões de galinhas pois as páginas do código penal serão destinadas somente a eles. VIVA A DEMOCRACIA E A JUSTIÇA BRASILEIRA!!!!
Arthur Virgilio! Paladino da “ética”
Que papelão, senador.
Em quem devemos acreditar? Esse país não tem jeito.
Quem disse que Atrhur era o paladino da “ética”. A imprensa?
O legislativo brasileiro é uma “piada”.
Quem disse que Arthur era o paladino da “ética”. A imprensa?
O legislativo brasileiro é uma “piada”.
E todo dia esse senadorzinho, aparece na tv defendendo a ética, mais que absurdo de ético ele não tem nada, ele tem sim é que devolver o dinheiro com juros e correção, e ser cassado por quebra de decoro parlamenar.
É, senhor Arthur Virgílio, chamá-lo de vossa excelência é uma piada! Excelência em que? Em saber conduzir uma farsa para parecer um político de moral ilibada, acima de qualquer suspeita? Mas agora a sua máscara foi arrancada, mostrando ao povo brasileira a sua verdadeira farsa.Será que o povo do Estado do Amazonas ainda tem coragem de eleger esse embuste? Espero que não…