Candidatura de Jayme depende de reforma política

mai 20, 2009 by     10 Comentários    Postado em: Política
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Jayme: cauda de Jacilda nem pensar

O presidente da OAB-PE, Jayme Asfora, ainda espera pela “mini” reforma política em discussão no Congresso Nacional para decidir sobre sua candidatura ou não a deputado estadual. Fontes do PMDB me disseram que Jayme não gostou nada de saber que se for aprovada a votação em lista partidária (uma aberração!) ele poderá apenas servir de “cauda eleitoral”.

É que a direção do partido já avisou que, caso a lista entre em vigor, quem encabeçará a dita cuja serão os atuais detentores de mandato. No caso do PMDB de Pernambuco, o primeiro nome seria os de Jacilda Urquisa (suplente em exercício do mandato de deputada atualmente) e Gustavo Negromonte (vereador no Recife).

Ou seja, mesmo que seja mais votado que os dois primeiros, Jayme só seria eleito se o PMDB fizer no mínimo três deputados – meta que não é das mais fáceis.

Então, o presidente da OAB estuda se seria o caso de sair por outro partido (na hipótese da aprovação da lista partidária em Brasília) ou até mesmo se poupar e ser candidato apenas em 2012, a vereador.

10 Comentários + Add Comentário

  • Só pra colocar mais fogo na discussão sobre a proximidade de Jayme Asfora e Janguiê…
    Notícia direta do site da OAB-PE, de que a Ordem firmou acordo com a Faculdade Joaquim Nabuco, de Janguiê, para a realização de cursos de Pós-Graduação…

    http://www.oabpe.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=604:convenio-vai-garantir-o-lancamento-de-tres-novas-pos-graducoes&catid=12:outdoor

  • Prezado Marcos
    Uma pergunta simples. Qual a aberração da lista pré-ordenada ou lista fechada ?
    O sistema proporcional vigente na maioria dos Países democraticos adota a chamada lista fechada – dentre eles quase toda Europa, a exceção da Alemanha ( distrital misto – 50% de deputados eleitos majoritariamente e outros 50% em lista fechada pelo sistema proporciona ) e França ( distrital majoritário 50% mais um, ou uma segunda volta ) – e não me parece que a cidadania desses paises considerem a lista pré-ordenada uma aberração. Analisar com certo distanciamento crítico e maiores informações é bem mais adequado, até porque o blog é bom!
    Roberto Freire

    • Roberto,

      Se você clicar no link do post acima verá um texto meu específico sobre a votação em lista. Vou resumir para você:

      1. A lista inibe (ou acaba) com a renovação no parlamento, pois os detentores de mandato terão o privilégio de encabeçá-las perpetuando-se. Veja o caso citado acima de Jayme Asfora.

      2. A lista não é possível no Brasil com a atual formação dos partidos políticos. Direções encasteladas que aprovam estatutos em que é simplesmente impossível a grupos minoritários fazer valer qualquer opinião internamente.

      3. Acho que uma mudança profunda no sistema político seria o voto distrital puro. Esse modelo aproxima o eleitor do representante e o acompanhamento do mandato é melhor.

      4. O voto distrital puro também acabaria com as legendas de aluguel, que hoje dominam o cenário partidário, principalmente, nas câmaras municipais.

      5. Outra reforma importante seria acabar com as câmaras municipais em pequenas cidades. Nas grandes, vereadores sem remuneração nem cargos em comissão. Apenas técnicos concursados para assessorá-los

      6. Fim da coligação nas proporcionais. Se um partido está com determinado candidato majoritário deve se aliar também para o parlamento.

      Eis algumas das minhas opiniões.

  • Bahé
    Estou com Roberto Freire neste ponto.
    Estou analisando os prós e contras da lista, para publicação aqui no blog.
    Até agora tenho visto mais fatos positivos que negativos.

  • Penso que o grande problema das listas fechadas é eleger cabra safado. Os candidatos mais votados podem carregar junto um bandido de colarinho branco, que pode nem ter recebido tantos votos, mas por ser um cabeça de lista ou ter uma boa posição, ganha o cargo eletivo.

    Talvez em países da Europa o sistema funcione por que pelas bandas de lá deve haver um pouquinho mais de punição para infratores. Se já é horrível essa história de coeficiente eleitoral, imagine voto em lista!

    A maioria dos brasileiros não votam pelo partido, e sim pela pessoa. Essas listas forçam a opção por um partido, isso é um problema, pois a grande maioria deles (para não dizer todos) tem ou tiveram problemas com a justiça. Poucos brasileiros ainda são militantes fiéis. Acho muito injusto o cidadão não poder escolher apenas seu candidato, e sim uma lista cheia de gente que pode não agradar. Além de correr o risco do seu candidato, por mais bem votado que seja, não assumir o cargo por causa da sua posição.

    Reforma política de verdade nunca vai acontecer no Brasil. Não é de interesse de nenhum ocupante de cargo eletivo. Pelo menos o congresso deveria permitir que o povo escolhesse seus candidatos diretamente, sem coeficiente, sem lista. Mesmo que ainda chegassem ao poder alguns que não deveriam, o processo seria o mais justo.

  • Alguém duvidou de que ele pretendia/iria ser candidato?
    Eu nunca!
    As posições eleitoreiras de Jayme Asfora já mostravam que ele seria candidato a algum cargo político…
    O cara se meteu em tudo quanto foi discussão e até figurou como “conciliador”, “apaziguador”, “mediador”. Fez pose de bom moço. Bastava uma discussão na mídia e logo estava lá o Jayminho com sua opinião, seu posicionamento…
    Enfim, a OAB-PE, um mero trampolim. Será que consegue? Espero que não! O cara é ruinzinho pra caramba…

  • A utilização das listas fechadas na maioria dos países europeus surge como argumento favorável à sua adopção no Brasil.

    Conviria, portanto, que outras coisas dos modelos políticos europeus fossem adoptadas também, para que o transplante não fosse incompleto e tendente a gerar um monstro.

    Na verdade, outro monstro político resultante das importações de pedaços, por pura conveniência. Conviria importar taxas de analfabetismo próximas a zero.

    Conviria importar o voto distrital, até porque a França e a Alemanha – apenas dois países – são a Europa. Residual é o resto da Europa. Há aqui um sofisma, pretendendo que o reduzido número de dois países implique um reduzido sentido material.

    E conviria ter alguma forma de recall (desculpo-me pelo anglicismo, mas é o consagrado). Essas maravilhas políticas européias são todas monarquias ou repúblicas parlamentaristas e, por conseguinte, todas têm um recall político possível de ser convocado pelo chefe de estado.

  • No sistema atual vc elege um sujeito como Cristovao Buarque e arrasta junto um João Paulo Cunha. No sistema que eles querem implantar vc vota num Cristovao Buarque e elege dois João Paulo Cunha. Tiramos mais poder do povo, e damos mais poder aos caciques. A proposito: tem alma penada no blog! Medo!

  • O coleguinha Jayme ainda pode dar mais um golpe? Não acredito. Ninguém merece um amigo assim. Agora estou entendendo o porque de não ter acontecido o lançamento da candidatura de Henrique Mariano. Acho que o único lançamento do Henrique será a vala comum, onde já se encontram o Pugliesi, o Ricardo Correia, o Silvio Pessoa, todos amigos e candidatos do nosso coleguinha Jayme a Presidência da OAB PE.

  • Falando em pavão, luzes, câmera, ação…
    Eis que o pavãozinho da OAB/PE precisa saber que a mão que o está alimentando por hora (leia-se Janguiê) também quer fazer um Deputado, que será se a memória não me engana um tal de Inácio. Logo, meu caro pavão, trate de refazer sua filiação, peça a benção a Tita Jacilda, ao Titio Jarbas e ao Titio Janguiê. Eita! parece maldição o J te persegue garoto pavão.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).