Foram divulgados hoje (26) os resultados de uma pesquisa do Instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), apontando que 75,2% do universo pesquisado é contra o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais.
O índice se refere apenas aos 46,8% dos entrevistados que têm acompanhado ou ouviram falar da reforma política.
Apenas 18,7% dos entrevistados que têm algum conhecimento sobre o assunto são favoráveis ao financiamento público das despesas dos candidatos em suas campanhas. Se considerarmos o total do universo pesquisado (os que têm algum conhecimento e os que desconhecem o tema “Reforma Política”), o maior índice é dos que são contrários a que os cofres públicos arquem com as despesas dos candidatos. São 35,2% contra e 8,8% a favor.
De acordo com a mesma pesquisa, metade dos entrevistados que possuem algum conhecimento sobre a reforma política defende o item Fidelidade Partidária. Da outra metade, 40,7% são contra e 8,8% não sabem ou não responderam.
A mesma pesquisa revelou, ainda, que 74% dos entrevistados que têm algum conhecimento sobre o tema são contrários a alteração do sistema de votação. Apenas 16,5% dos entrevistados com algum conhecimento sobre o assunto defenderam a alteração do sistema de votação. Os que não souberam opinar ou não responderam à esta pergunta totalizam 9,5%.
De acordo com a CNT, caso houvesse uma votação em lista fechada (sistema no qual o eleitor vota no partido e não no candidato, sendo a ordem dos candidatos disposta pelo próprio partido sem o conhecimento do eleitor), os números resultantes da pesquisa foram os seguintes: 10% disseram que votariam nos petistas, 4,7% no PMDB, 3,6% no PSDB, 1,5% no PDT, 1,3% no DEM. Outras legendas tiveram menos de 1% de escolha.
A pesquisa foi realizada entre 18 e 22 de junho. Foram entrevistadas 2 mil pessoas em 136 municípios das cinco regiões do Brasil. O nível de confiança do estudo é de 95%. A margem de erro, de 3%.
Para conferir a íntegra da pesquisa, basta clicar aqui.


