Mal começa o segundo Governo Lula, já se fala na substituição do Ministro da Educação Fernando Haddad, por Marta Suplicy.
Não há inconvenientes políticos na troca, já que os dois são quadros do próprio PT, porém o que chama a atenção é a falta de atenção que a pasta recebe do Governo.
Marta, se confirmar a indicação, será a quarta pessoa a assumir a pasta em menos de 5 anos. E o pior, só assumiria com vistas a se candidatar a alguma coisa, seja ela qual for.
Que a educação pública não vai bem no Brasil, é fato. As avaliações como Enem mostram isso. Mas o que preocupa é que, em um Governo popular, a educação só sirva como moeda de troca e de visibilidade política.
As universidades federais estão se deteriorando a olhos vistos, impulsionadas pelo corporativismo dos sindicatos dos professores, pela falta de visão de lideranças, pela saída dos bons profissionais (que não vão se submeter ao pior salário das categorias federais).
Não se fala em Reforma Universitária. O Governo, ao invés disso, deu seu recado: não há perspectivas para as universidades federais. É mais barato e mais eficaz financiar os alunos de escola privada através do Prouni. O que não deixa de ser verdade neste marasmo que é a universidade federal brasileira.
O que me preocupa é a falta de perspectiva na universidade. Sou professor há mais de 10 anos, e nunca vi um momento tão ruim. Olho pelos corredores, vazios, e ouço um aluno me perguntar: Professor, é verdade que vamos ter mais uma greve?
E enquanto isso o PT se preocupa em arrumar um lugar para Marta Suplicy.



Vai estimular sexo para crianças.
[...] Educação vira moeda política no Governo Lula – Acerto de Contas [...]
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