Kassab e o fantástico PSD
O título acima não é uma ironia. Sou um admirador do novo partido criado pelo Prefeito de São Paulo Gilberto Kassab: o Partido Social Democrático. Muita gente vem criticando o PSD, mas ele é apenas o retrato da bagunça generalizada no quadro partidário brasileiro.
Gosto do PSD porque ele nos traz uma pergunta seminal: por que diabos uma pessoa é obrigada a se submeter aos partidos para se candidatar?
Teoricamente os partidos serviriam para que pessoas de ideologia semelhante se agrupassem, mas isso simplesmente não existe no Brasil.
Em outras democracias há a possibilidade de candidatura avulsa. Temos dois casos de candidaturas bem sucedidas politicamente sem partidos.
O primeiro é o do bilionário Ross Perot, que saiu candidato a Presidente dos Estados Unidos e obteve impressionantes 18,9% em um quadro de bipartidarismo consolidado. inclusive sua candidatura foi a principal responsável pela derrota de Bush Pai, dando a vitória a Bill Clinton.
O segundo foi em Londres, em 2000. Após duas décadas sem eleições para a Prefeitura de Londres, que foi transformada em Distrito Federal por Margareth Thatcher, o ex-prefeito Ken Livingstone foi derrotado pela máquina do seu partido, por ser considerado esquerdista demais por Tony Blair.
Ele não se fez de rogado. Saiu do partido e embarcou em uma candidatura independente para Prefeito, sendo o mais votado no primeiro turno, com 38%, e ganhando a eleição no segundo turno com 58%.
Aqui no Brasil temos vários casos onde os partidos serviram apenas de aluguel para que o candidato preferencial da população pudesse se eleger. Um exemplo foi aeleição para Prefeito do Recife em 1985, quando Jarbas Vasconcelos, derrotado pela burocracia partidária, resolveu ir para o PSB apenas para se candidatar.
Poderia aqui relatar vários casos onde a burocracia partidária se coloca à frente do voto popular, mas não é o caso. Ou ainda falar das gangues partidárias, especialmente em alguns partidos menores, onde as piores figuras se agrupam com o único interesse em fazer negócios com o Governo.
O PSD veio aí para desmascarar esta farsa que virou o quadro partidário brasileiro, com 29 diferentes legendas.
Kassab apenas deu um empurrão para que a vontade de muitos fosse colocada em prática.
O pior é que neste cenário, onde ideologicamente os membros dos partidos não possuem afinidade alguma, as forças políticas, que são individualizadas ou de pequenos grupos, se articulam para tirar benefício da legislação eleitoral. Isso faz com que os mais votados possam ficar de fora.
Aqui em Pernambuco a legenda é articulada por André de Paula, que é uma daquelas pessoas que todo mundo gosta. André é uma vítima da legislação eleitoral, pois teve 63 mil votos e não se elegeu. Enquanto isso, a Frente Popular elegeu 5 deputados com votação menor (Anderson Ferreira, Fernando Ferro, José Augusto Maia e Jorge Corte Real).
Pode-se pensar que há uma lógica por trás disso, onde pessoas com o mesmo perfil ideológico puxariam pessoas com menor votação, mas basta ver que estes se elegeram em função das grandes votações de Ana Arraes, Eduardo da Fonte, João Paulo e do Pastor Eurico.
Difícil é entender a lógica ideológica por trás disso.
Enquanto isso, o partido de Kassab vai comendo pelas beiradas, nos dando a chance de repensar em uma nova lógica partidária, onde as pessoas pudessem se colocar de maneira independente.
Aliás, o próprio Kassab provou tudo o que falei acima. Flertou com o PT e acabou nos braços do PSDB em São Paulo. Com isso provou que ideologia partidária morreu faz tempo, e ainda mostrou que o PT é igual a todos os outros.
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Achei iteressante o texto pelas contradições contidas. O PSD é um partido sem ideologia, ou melhor, com uma ideologia: o Poder. Todos, inclusive os de pernambuco, são oriundos de partidos que estão fora dos poderes federal, estadual e municipal(principalmente nos grandes centros e com exceção de São Paulo). Seus componentes pressionam Kassab para apoiar o governo, e o PSD é contraditório quando apoia Serra e pede um Ministério. Durma-se com um barulho desses. No meu entendimento é um partido de oportunistas, cujo lema é: farinha pouca meu pirão primeiro.
Estou com William. Acho que o partido cheira mais a um novo PMDB. Com raríssimas exceções, como o senador Jarbas Vasconcelos, é um partido situacionista. Ruma sempre junto com o poder.
Concordo com Pierre na crítica atual realidade partidária. Quem quiser que acredite que o PT é formado por trabalhistas, que o PSDB por Social-Democratas. Na realidade, o problema é notório. Resta-nos saber quando iniciarão a tal da reforma política.
É isso mesmo!
Já escuto muito gente criticando o PSD por não ser um partido “ideológico” (??), mas QUAL PARTIDO BRASILEIRO É?
Talvez o último ainda fosse o PV, mas foi só ter uma votação expressiva (com Marina) que a coisa desandou totalmente.
PV, partido ideológico? Nunca foi, apesar da fachada verde.
Partidos ideológicos no Brasil: PSOL, PSTU, PCB e PRONA (este com uma variante na rede de aluguel).
O resto ou é da máfia (PT, PSDB, DEMO, PMDB) ou é de aluguel (PCdoB, PSD, PDT, PTB, PP, PR, PRB e afins).
Me perdoem a expressão, mas o que ocorre no Brasil é uma verdadeira suruba política. Ninguém entende mais nada, o PSB faz parte da administração do Governo de São Paulo que é do PSDB. O PT flertou com o PSD de Gilberto Kassab que agora declarou apoio a José Serra a Prefeitura de São Paulo,e o PSB sempre foi aliado do PT nacionalmente, mas isso nem sempre se repete regionalmente, finalmente o que importa é ser, é ter o poder independente de qualquer coisa,não importa concepções, caráter, probidade, ética, afinal de contas o que importa é fazer parte da MAMATA, enquanto nós pagamos a farra!
“mas o que ocorre no Brasil é uma verdadeira suruba política.”
A politica, assim como o capitalismo e’ uma grande suruba aonde voce ( o povo) so’ e’ chamado quando esta faltando bunda.
Este partido pelo menos tem coragem de afirmar que ideologia não existe, é uma mudança!
Dizer que “ideologia não existe” é uma ideologia, percebe?
Está certo Lucas, mas a ideologia política voce pode definir para gente entender melhor o que é?
Como entender que o PSB de Eduardo vai apoiar o PSDB com Serra em Sao Paulo, se Eduardo conseguiu tudo para PE com Lula? E Lula nunca conseguiu a prefeitura da capital de Sampa!
Ideologia política existe?
Isso que vc fala é “ideologia partidária”, e no Brasil é uma piada. Aí eu concordo com vc Fred.
Ideologia política é outra coisa…
Pierre, o que pensas do novo rumo ideológico tomado por André de Paula?
Tudo bem que ele merecia ter sido eleito pela votação que teve, e não foi…Mas daí sair do conservadorismo pras forças progressistas do governo…
“André de Paula tomou um “rumo ideologico”??? desde quando???
hahahahahahah
André de Paula ?
Cuidem que logo logo uma leitora assidua do blog assessora ou simpatizante dele surge para lascar o pau em quem critica “Andrezinho”.
Tempos atrás levei uma lapada dela.
Não entendo o que é ser um admirador confesso da “da bagunça generalizada no quadro partidário brasileiro”,
Mas, tudo bem cada cabeça uma sentença.
O lenitivo de toda essa safadeza isso é saber que o PT, outrora um antro de esquerdopatas, abraçou-se com um tremendo dragão cospe-fogo e agora chora pelo “Kassab” derramado.
Não sabia que o PT chorava por Kassab.
Lula foi que deu o bay-passe em Kassab. Fez ele pensar que poderia se juntar ao PT.
Foi desta forma, que Lula (um burro) fez Serra ser o candidato da direita em São Paulo.
Ficou mais fácil para o PT, ter Serra desgastando e aguardando um CPI.
Mais uma vez o animal político, sai por cima.
Jênio (SIC)
Jenio ou hanimal politico?
Dessa vez vou ter que concordar com ALF.
Lula deu uma jogada de mestre.
Vamos lá:
Serra aparece com 18% de intenções de voto. Mesmo liderando as pesquisas é um índice baixo pra quem já foi candidato a presidente (2002 e 2010), prefeito de São Paulo (2004) e governador de São Paulo (2006).
Quem vai pegar o ‘ônus’ da gestão Kassab é Serra e não Haddad. Além do mais, o PSD não agregará nem sequer tempo de televisão a Serra. Vale lembrar que Kassab, apesar de gênio político, é um mau gestor. Está muito mal-avaliado em São Paulo.
Haddad e Chalita candidatos têm grandes chances de garantir um segundo turno entre um deles e Serra.
Vocês acham mesmo que Serra vai sair vitorioso nesta eleição? Eu tenho minhas dúvidas.
Meu palpite é que essa eleição vai jogar a pá de cal em qualquer pretensão política dele. Ele já não andava bem da cabeça ultimamente, depois dessa que espera ele, é capaz de procurar o CVV.
Na realidade o PSD não passa de um antro de oportunistas, oriundos da ARENA, PDS. PFL e aqueles do quase em extinção do Demo, que não sabem viver longe da periferia do poder, ideologico mesmo so resta o velho e pequeno PCB,ou como todos chamavam o PARTIDÃO de grandes glorias-
Acho que não pode se esperar muita coisa de um partido que começou com assinaturas falsas. Concordo com William, não passa de um partido oportunista. Mais do mesmo, pois é constituído por velhas figuras, só muda a legenda.
Acabar com os partidos é como o marido que joga o sofá fora porque pegou a esposa o traindo nele. O correto seria corrigir os partidos políticos, tornando-os obrigatoriamente democráticos: filia-se quem quer, cada cabeça um voto, mandatos definidos, etc. Deveriam ser fortalecidos os partidos, acabando com os partidos de aluguel, com o cabresto partidário, com coligações.
Tentar acabar com os partidos num sistema eleitoral lastreado em partidos é uma loucura completa. Na verdade, para cargos majoritários seria até admissível a candidatura avulsa, mas os partidos são imprescindíveis para os cargos legislativos. O sistema de eleição proporcional, na verdade, é bastante inteligente – os vícios que ocorrem em nosso país decorrem pelo fato dos partidos serem criados como o dono quiser, sem nenhuma imposição democrática ou regra de funcionamento, tudo começa aí.
O legislativo deve ser feito de debates ideológicos e posições coletivas e não de embates pessoais e atuações individuais. É por essa visão individualizada do legislativo que vemos tantas promessas não cumpridas de deputados e vereadores. E pior é por este tipo de coisa que existem coisas abomináveis como as emendas parlamentares, que nada mais é de que uma boquinha pra o deputado individualmente prometer e como bônus ter chance de se locupletar. Ter essa visão de que a política deve ser feita por heróis só favorecem ditadores, lulismos, varguismos e populismos variados.
Não vejo problema em uma pessoa mais votada não ser eleita, pois os votos no legislativo deveriam ser majoritariamente nas idéias do PARTIDO e secundariamente em seus membros que serão escolhidos para realizá-la. Mas o que ocorre é o contrário, a individualização da campanha, com cada candidato apontando numa direção, quando o programa partidário, a propaganda e tudo mais devia ser unificada e coerente numa única direção.
Me dá calafrios quando vejo esses textos inclinados as atuações pessoais no legislativo e lembro de como isso é afeito a técnicas de manipulação e de construção de ditaduras.
Muito bem Jr. o seu texto e o mais politizado tantos que ja li neste blog, parabens, os partidos são fundamentais para a democracia de um pais, precisamos fortalece-los, como tambem e preciso, estabelecer regras para acabar com a remuneração parlamentares em todos os niveis,
Júnior, muito me preocupa com um blog, teoricamente, de esclarecidos faça tanta campanha genérica contra “políticos”, “partidos”, “instituições”, se juntando a ampla maioria da imprensa que critica genericamente os fundamentos da democracia. O que planejam eles colocar no lugar? Não apresentam soluções. Alias, nem criticam os problemas de verdade, não vão na raiz do problema, ficam apenas de ataques individuais, mas não apresentam as causas da falência política nacional.
Com isso tem se criado uma geração que acredita que a solução para o país passa pelo FIM dos políticos, partidos, senado, câmara, tribunais, MP, etc… o que vão por no lugar disso?? Ditadores? Anarquismo?
Nossa democracia é anômala porque TUDO aqui é deturpado pelos donos do poder e ao invés da população exigir a correção de rumos, prefere jogar o sofá fora, como o marido traído!
Não tenho formula pronta e muito menos sou o dono da verdade, porém essa forma de representatividade popular está falida pois só quem detentor do poder político e econômico obtem êxito nessa forma de representação parlamentar.
Não fazemos campanhas contra “políticos”, mas contra pilantras.
E ser contra a formação de partidos não necessariamente é a anarquia. Apenas defendemos o direito de se candidatarem sem partidos.
Junior, você tem toda razão em defender reformas que fortaleçam e dêem coerência aos partidos políticos, em vez de aboli-los. Inclusive suas idéias sobre o modo de organização dos partidos coincidem muito com as minhas. Contudo, isso pressupõe que as ratazanas que infestam e dominam a política brasileira adotem um remédio que acabaria por dedetizá-las, remédio esse que seria uma reforma política. Um crápula que vê na política um simples meio de ganhar a vida, tirando o máximo proveito possível jamais vai concordar em fortalecer partidos políticos em torno de idéias, programa, fidelidade partidária e democracia interna.
Por isso (e confesso que eu nunca tinha tido essa genial idéia) me parece que o Pierre Lucena tem toda razão; se fossem permitidas condidaturas avulsas, pelo menos pessoas de bem como eu e você poderiam se arriscar na política, lançando candidaturas de acordo com sua projeção no meio social, em virtude do seu trabalho, por exemplo. Hoje em dia, é quase impossível uma pessoa de bem ingressar na política por meio desses partidos com o “donos”.
TALVEZ os candidatos avulsos de boas intenções, depois de furar o bloqueio dos Caciques partidários se aglutinassem em torno de idéias e fundassem partidos espontâneos, nascidos da vontade de colaborar por um ideal comum. E TALVEZ a sociedade caísse em si, com o tempo, achando que mais vale a pena eleger para Senador ou deputado uma pessoa comum do povo do que esses viciados que somente vêem na política meio de ganhar dinheiro e vantagens.
Se isso acontecesse a política sofreria aos poucos uma purgação ou faxina. Somente quando a faxina tivesse avançado seria possível votar uma reforma política para fortalecer os partidos, isso sim o ideal.
O povo brasileiro está tão cansado dessas figurinhas carimbadas, principalmente a classe média, que não duvido nem um pouco que muitos deputados eleitos fossem médicos, engenheiros ou advogados militantes, que ganham suas vidas honestamente, e que veriam na política apenas uma maneira de servir seu povo e seu país.
vai sair pelo PSD como vereador ne Lucena?
Os partidos políticos brasileiros não significam coisa nenhuma. Não passam de amontoados de pessoas com interesses pessoais circunstancialmente coincidentes. Não existe nenhum programa, nenhuma ideologia por trás das siglas. As máquinas partidárias estão a serviços de pessoas, dos caciques, os donos dos partidos, não de idéias, e muito menos do Brasil. Por isso é que os partidos e seus maiores expoentes não buscam servir a nenhum programa de utilidade pública, mas apenas ao proveito pessoal de seus chefes. Tudo isso se parece muito com a Camorra, onde existe fidelidade pessoal e não fidelidade a idéias, e mesmo assim somente na medida em que se recebe algo em troca. Precisamos com urgência de uma reforma política (que duvido que algum dia seja feita).
Mas é a disciplina jurídica e legal do regime partidário brasileiro que permite essa esculhambação. Os partidos são dominados em sua maioria por caciques, que são verdadeiros donos dos mesmos, os quais determinam quem pode entrar nos partidos e quem pode ser candidato.
Consequentemente, pela falta de democracia interna nos partidos e de ideologia ou programa dos mesmos, praticamente só ingressa na política (e salvo exceções raras) quem busca nela meios de auferir vantagens pessoais. Não é à toa que pululam no Brasil tantos escândalos de corrupção, invariavelmente envolvendo políticos e seus indicados. Tampouco é à toa que a “base aliada” praticamente só vota com o governo na base da chantagem e da toca de favores. Como essas pessoas ingressam na política para auferir vantagens e benefícios pessoais, a fidelidade delas ao Governo é medida exclusivamente pelo grau de satisfação das mesmas com as vantagens obtidas. E como Dilma é mais dura do que Lula, a base fica criando dificuldades para vender facilidades.
Isso somente vai mudar quando e se for feita uma reforma política que crie regras rígidas de fidelidade partidária, e que permita e até mesmo torne obrigatória, em contrapartida, uma democracia radical dentro dos partidos, de maneira que os filiados possam decidir qualquer questão no voto direto, tais como apoio a propostas do Governo ou a tais e quais projetos etc. independentemente de toma lá dá cá. Nisso o Junior, que também comentou acima, tem toda razão.
E somente assim pessoas comuns poderão ter chances reais de ingressar na política e serem indicadas como candidatos. Obviamente essa democratização radical da política pressupõe também a adoção do voto distrital, para que os filiados de cada distrito escolham seus candidatos e para que os candidatos estejam mais próximos de seus eleitores e tenham a sua campanha radicalmente barateada.
Defendo também que todo e qualquer cargo público eletivo remunere o cidadão apenas com aquilo que ele comprovadamente já ganhava na vida privada, quando tinha que trabalhar como um mortal para ganhar a vida honestamente. E que os cargos em comissão sejam destinados a servidores concursados e de carreira, salvo para cargos de primeiro e segundo escalão, para se acabar com o outro vício de troca de favores, dando-se emprego a cabos eleitorais.
Claro que as ratazanas que infestam a política Brasileira dificilmente apoiarão uma tal reforma política, que praticamente os expulsará da vida pública. Por isso é que, por mais maluca que possa parecer, a idéia das candidaturas avulsas não é ruim. É ótima. Ela é, talvez, a única maneira de se furar o bloqueio dos caciques de partidos políticos, e de pessoas de bem e comuns, que ganham a vida honestamente e se destacam na sociedade simplesmente com o seu trabalho, poderem ser eleitas.
O interessante disso é que possivelmente os políticos oportunistas talvez apoiassem essa idéia. Sem perceber que talvez ela traga o germe de sua paulatina expulsão da vida pública. Isto porque acredito que a classe média está tão cansada dessas figuras conhecidas na política que adoraria votar naquele professor universitário muito sério, ou naquele médico do SUS dedicado, ou em algum advogado ou defensor público muito guerreiro. Ou mesmo em algum juiz famoso por sua competência e coragem.
A idéia parece maluca, mas gostei da provocação; a partir de hoje defendo as candidaturas avulsas como um caminho de desinfetar o Congresso Nacional aos poucos. Quando o congresso estivesse mais “saneado”, aí sim, poderíamos acreditar que pudesse ser feita uma reforma política e partidária para fortalecer os partidos em torno de idéias como democracia interna radical, programa político e ideologia clara, bem como fidelidade obrigatória.
Parabéns pela provocação inteligente, Pierre!
Pierre, você só pode estar de brincadeira com os leitores do blog com esse texto, não tem outra explicação. O partido do Kassab (um prefeito ridículo) é marcado por diversas denúncias de irregularidades, que entre outras se somam assinaturas falsificadas e de pessoas mortas, além de ser mais um partido de araque pros rejeitados do DEM e PSDB poderem roubar-nos a vontade.
Outra coisa é você querer falar de ‘democracias avançadas e seu processo independente’ citando o caso de um BILIONÁRIO (imagino se fosse eu, nos EUA, com minha renda de menos de 2 salários mínimos querendo me candidatar) e de um cara que foi do Partido Trabalhista a vida inteira e ficou como independente apenas no seu 1o mandato (logo depois o “Red Ken” foi aceito novamente no Partido Trabalhista, onde continua até hoje). Se nos EUA o avanço é tão grande, porque não aparecem outras coligações com chances de disputa e espaço na mídia e entre os eleitores? Você só pode estar querendo chamar o pessoal de burro aqui.
Os partidos são um problema neste país sim, e o PSD é mais um problema, agora se você quer garantir sua boquinha no partido seria melhor começar a melhorar na propaganda de mais um partido nojento e comandado por crápulas da roubalheira nacional.
Certa vez o ilustre blogueiro tirou a maior onda com a Faculdade Maurício de Nassau por causa de uma propaganda sobre aprovação na OAB. Recentemente o vi parabenizando a FMN por ter se tornado uma “universidade”. Não me surpreenderei se o vir concorrer a algum cargo pelo PSD. A conferir.
José Serra e o apoio de Kassab: Dando corda a enforcado.
A semana inteira a imprensa brasileira repercutiu o lançamento da candidatura de José Serra a prefeito de São Paulo. Além do mais, muitos consideraram como positivo o apoio do prefeito Gilberto Kassab ao tucano.
Serra aparece liderando as pesquisas com 18% de intenções de voto. Mas o nível de conhecimento dele fará com que ele durante a campanha tenha dificuldades para crescer. Diferentemente de Fernando Haddad e Gabriel Chalita. Enquanto o tucano tem recall, seus adversários têm maior perspectiva de crescimento.
O apoio de Gilberto Kassab ao tucano nada mais é do que um verdadeiro presente de grego ao ex-governador paulista. Enquanto Haddad e Chalita ficarão livres, o ex-governador estará atrelado ao prefeito Gilberto Kassab que amarga índices baixos de aprovação na prefeitura. Serra responderá por Kassab e isso pode prejudicar o projeto.
No caso do PSD, o apoio ao tucano não agrega nada. O TSE entendeu que o PSD terá tempo de tv de nanico. Portanto, o que poderia justificar este apoio recebido seria isso. Já em relação a Gilberto Kassab, qualquer resultado que der, ele estará bem na fita. Ao apoiar Serra, passará como político fiel aos princípios, afinal herdou a prefeitura do tucano, e foi reeleito graças ao apoio do mesmo.
Independentemente do que der, Gilberto Kassab estará sem mandato em janeiro de 2013. Representando a força que o PSD possui em termos de bancada na Câmara, ele tem plenas condições de ser ministro de Dilma Rousseff, papel que ajudará a consolidar sua candidatura a governador de São Paulo em 2014.
Enquanto os tucanos, se eventualmente perderem a eleição com seu candidato a presidente, sairão do pleito paulistano mais uma vez enfraquecidos, o que atrapalhará o projeto de reeleição do governador Geraldo Alckmin e até mesmo a candidatura do senador Aécio Neves a presidente.
Na verdade, essa candidatura de José Serra a prefeito de São Paulo foi o maior erro político que o tucano poderia cometer. Se ganhar fica do mesmo tamanho, se perder vai se acabar politicamente. E o risco de derrota é maior que o de vitória.
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