O homem que entendeu como ninguém a alma do pernambucano

ago 10, 2015 by     15 Comentários    Postado em: Política

Não convivi muito com Eduardo Campos, apesar de tê-lo conhecido ainda quando eu era estudante, na época em que presidia o DCE da Universidade Federal de Pernambuco. Votei nele para o Governo do Estado na primeira vez em que foi candidato (na segunda votei em Jarbas), e iria votar para Presidente da República.

Em todas as vezes que o encontrei, sem exceção, sempre foi uma pessoa gentil, que mostrava uma vivacidade impressionante.

Quis o destino que deixasse este mundo no momento mais promissor de sua carreira, onde empinava uma candidatura a Presidência da República, mostrando que poderia ir muito longe.

Ele foi o primeiro gestor pernambucano que pensou grande. Era uma pessoa global, que sabia de sua inteligência e de seu carisma.

Durante seu mandato como Governador, Pernambuco viveu seu melhor momento. Em parte pelo empenho de Lula em mudar a história de Pernambuco, mas em grande parte devido a sua habilidade e competência na gestão.

Do ponto de vista gerencial deixou um grande legado e formou um grupo de novos gestores, que nunca tinham visto a cor das urnas, mas que aprenderam a andar pelas próprias pernas.

Pesar de suas duas bem sucedidas gestões como Governador, seu sucesso se deu em grande parte porque soube, como ninguém, entender a alma do povo pernambucano.

Líder nato, seu sumiço fez o Estado regredir politicamente muitos anos. Sua dimensão simplesmente diminuiu grandes caciques a quase nada.

Mesmo quem não o admirava o respeitava.

Deixou órfã a população de um Estado que nunca pensou pequeno.

Goste-se ou não, ele merece as homenagens que irão prestar.

Hoje Eduardo Campos completaria 50 anos.

Que esteja em paz.

15 Comentários + Add Comentário

  • Foi um político acima da média, sem dúvidas. E era uma pessoa simples e educada, algo admirável para quem deteve o poder como ele e não se deixou contaminar pelas vaidades mais reles.

    Lembro da época em que disputou a prefeitura, ainda tímido, não muito convincente nos palanques e dando trabalho aos produtores dos programas políticos.

    Uma pena que eu nunca tenha esquecido da época que ocupou a secretaria da fazenda no segundo governo de Arraes. Esse caso de nepotismo, o populismo dominante, o pífio desempenho do governo e mais o escândalo dos precatórios sempre me deixaram cismado ele.

    Apesar disso, foi uma perda que deixou um rombo no quadro político pernambucano que, apesar das novidades, não me parece ter a qualidade dos tempos de outrora.

  • Sou pernambucano, mas órfão de Eduardo Campos? JAMAIS! Sai dessa!

  • Não consigo acreditar que ele partiu parece um sonho. Parabéns Eduardo Paz e Luz

  • Órfão de Eduardo? Eu vejo um estado devastado hoje. A prefeitura do Recife então, sem comentários para essa buraqueira. Ele pode ter deixado órfãos, no comando do governo, na prefeitura do Recife, vários deputados e um senador. Mas eu não. Texto generalista demais.

  • O dia em que eu me sentir órfão de um político eu dou um tiro na cabeça.

  • Pernambuco é o meu amor e Eduardo é o meu governador!

  • Por mim, podia colocar dilma, lula, o congresso inteiro dentro de um avião e derrubar esses filhos da puta.

    Só não sei se o diabo ia aceitar essa concorrência toda lá no inferno.

  • Como diz o texto “Mesmo quem não o admirava o respeitava. Goste-se ou não, ele merece as homenagens que irão prestar.”

  • A única coisa que eu lamento é não ter a conta bancária super-ultra-mega bilionária desses políticos.

    Quanto ao resto, FODA-SE.

  • Como disse o Tiago acima, o próprio texto já diz tudo : Goste-se ou não, ele mereçe as homenagens que irão prestar . Quem não concorda, fazer o que ? A fila anda e a vida continua.!

  • Eduardo Campos continua vivo entre nós pernambucanos. Ele está em vários cantos do estado. Está fazendo falta na política brasileira!

  • Descanse em Paz, Dudu Campos. Desejo a família minhas sinceras condolências.
    Agora, como político, o mais brilhante que eu vi. Destruiu, no debate, Jarbas e Mendonça Filho. Demostrando que nossos políticos profissionais são uma piada. Seria presidente com certeza.

  • Caiu o vestal e Pierre, chora a morte de Dudu. Normal não foi ele e Marcos Bahe, beneficiários dessa patota que transformou Pern,abuco no quinta de sua casa. nenhuma crítica, nenhum questionamento sobre o aviao a jato, a Arena e a Oderbrecht. Quem diria, hein?

  • Alguém aí sabe dizer finalmente a quem pertencia o avião da tragédia?

  • Dudu sabia, como ninguém, explorar o recalque pernambucano ( transvestido em megalomania) ! Nesse aspecto dou meus parabéns a ele. Endeusado por um povo com um dos piores IDH do Brasil!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).