Damien, ainda criança, era o anticristo
Com a saída de Ciro Gomes do quadro eleitoral, a eleição praticamente ficou sem alguém para ampliar o debate, que tende a ficar na disputa binomial PSDB-PT, como bem lembrou o leitor Carlos Carrilho, em post anterior. Marina é a única que ainda assopra algo diferente nessa eleição, mas corre o risco de ver sua candidatura ficar “romântica” demais para ser levada a sério.
Já falei aqui da miopia ideológica, que afeta o cidadão que acredita que seu candidato é espetacular e o oposicionista é o demônio em forma de gente. Isso está acontecendo dos dois lados.
Observar o twitter está sendo um exercício de paciência intelectual, porque a cabeça da miopada só consegue enxergar através de variáveis binárias. Ou é um santo milagreiro, preparado, competente e fenomenal, ou é o capeta.
No raciocínio do míope ideológico, Serra e Dilma, dependendo do lado para onde pende a cabeça oca, se levemente para a esquerda ou para a direita, são a encarnação real do personagem da trilogia “A Profecia” (The Omen), Damien, que era um enviado pelo satanás para destruir o mundo, e quase chega à presidência dos Estados Unidos.
Para este pessoal, o Anticristo está a solta, e vai concorrer às eleições para Presidente do Brasil. Perto de Dilma ou Serra, Bin Laden é um menino bom.
O debate está ficando cada vez mais pobre.
Esta eleição será um exercício a paciência de qualquer um.



Se um “enviado de Deus”, altamente religioso, como Bush fez tanta desgraça pro mundo, imagine um enviado do diabo.
hehehehehe
Caro Robson, onde está a certeza que Bush foi um enviado de DEUS?
Isso foi “baseado” na mentalidade deturpada do próprio Bush.
Ele devia se achar um “enviado de Deus pra salvar a América (sic)”. E ele é evangélico renascido.
Por isso que eu disse que Bush seria um “enviado de deus”.
Melhor dizendo, ele é evangélico born-again da categoria dos mais fanáticos.
Ainda bem que foi da mentalidade deturpada do próprio Bush, nada tendo a haver com DEUS.
Não sei se realmente me incluo entre os míopes, mas meu medo de Serra é baseado na experiência nacional vivida no passado não tão distante de supremacia da direita (FHC e quase todos os antecessores) e nas políticas abusivas que foram empreendidas no governo de São Paulo.
Digo “não sei” porque também não gosto de Dilma, embora ache que um Brasil com Dilma seja menos ruim que um com Serra.
Robson, tô c/ vc: nem Dilma, nem Serra. No primeiro turno é Marina para equilibrar o jogo e sair da mesmice. Pra mudar, continuo votando na família Silva (desde 1989 voto num Silva pra presidente)
Nelson Rodrigues, tricolor fanatico, dizia:
“torcer é dar razão pra quem não tem”.
Pois é…
Na eleição de 2006 fiz por diversas vezes um desafio/provocação aos membros das torcidas organizadas: Encontrar tres defeitos no seu candidato e tres qualidades no candidato adversário.
É um bom exercicio…
Pode não curar, mas dá pra morrer bem melhorado…
Eita, boa lembrança, Nelson também dizia:
“nem todas as mulheres gostam de apanhar, somente as normais…”
Duas verdades incontestáveis…
E o povo é essa mulher narrada por Nelson, ficar preso na briga PT X PSDB e, pasmem, comemorar, é um sinal de masoquismo tremendo. Marina Silva é uma ótima pessoa, de competência invejável no quesito ambiental e de historia de vida sofrida e vitoriosa, todavia, será um João bobo nas eleições:
Quando apanhar do PSDB, bate no PT. Quando apanhar do PT, bate no PSDB… Vai ficar sendo jogada de um lado para o outro.
O PSB perdeu a chance de ampliar essa briga, colocando em campo um centro-avante nato (como o bom e velho Edmundo era), um verdadeiro “animal político” na disputa. Alem de ficar na sombra do PT e se “apequenar”…
Seria ótimo para o Brasil pessoas competentes e com visões amplas como Marina e Ciro com força na disputa e poder para se fazer ouvir, mas isso não será possível.
Gosto de espinafrar a marina,particularmente neste blog “marinista”. mas não concordo com a crítica do amigo. A Moça não é joão bobo nao. Tem convicções e as mantém,ao contrário do biruta de aeroporto que diz que o mercosul é uma farsa e 24 horas depois diz que não disse o que disse.
Qto ao Ciro que não conseguiu se viabilizar ,essa teoria de que foi apunhalado pelo Lula é patética. teve todo o espaço pra se viabilizar e não o pôde. Faltou-lhe habilidade.
Como sempre.
Gosto do Ciro mas ele se perde pelo voluntarismo. politicamente burro.
Belo post, o título ficou muito bom!!
Eu recebi um curso intensivo de pensamento pós-moderno durante o primeiro semestre no Swarthmore College. A professora começou a aula estimulando a rejeição do pensamento binário: dividiu a lousa em duas partes com uma linha vertical e pediu que enumerássemos dualismos. Depois de dar alguns exemplos – masculino / feminino, branco / preto – fomos convidados a entrar no jogo: rico / pobre, esperto / burro, humano / animal, legal / chato, magro / gordo… O jogo seguiu até a lousa ficar cheia. Então a nossa professora de literatura comparada fez uma pausa e perguntou se notávamos algo estranho na lista.
A resposta foi fácil: do lado esquerdo da lousa estavam as coisas “boas” – rico, esperto, humano, legal, magro, branco – e do lado direito as suas contra-partes, os termos renegados. Em um instante, nossa classe engoliu um preceito essencial da filosofia pós-moderna: o pensamento Ocidental dividiu o mundo em uma série de oposições binárias que privilegiam um lado em detrimento do outro. As implicações políticas da lição eram claras: a opressão pode ser rastreada através da maneira que pensamos e a esperança de liberdade resistiria em escapar do pensamento dualista.
O projeto pós-moderno de superação da lógica dualista, entretanto, foi mais difícil na prática do que aparentava em teoria.
Em primeiro lugar, não podemos apenas virar de cabeça para baixo os termos e privilegiar aqueles que, até o momento, eram diminuídos – isso simplesmente seria uma reprodução da lógica binária ao contrário.
A questão não é qual o termo privilegiado, mas sim a falsa crença de que a existência pode ser dividida em duas partes distintas e competitivas. Então a tarefa do ativista pós-moderno foi essencialmente a de embaçar e problematizar a ordem para destruir o pensamento dualista. E isso foi feito em nome de uma suposta libertação política.
Sob as luzes dos traumas da modernidade, período em que milhões de humanos se tornaram escravos por estarem do lado “errado” da lousa, o projeto de desconstruir o dualismo deveria ter sido um avanço. A desconstrução das categorias binárias – apontar que um termo nasce em oposição ao outro – poderia efetivamente ter impedido o eugenismo pseudo-científico dos Nazistas. No entanto, o grande problema da abordagem pós-moderna é que ela surgiu muito tarde.
O pensamento pós-moderno poderia ter sido capaz de impedir o genocídio da II Guerra Mundial. No entanto, no momento em que foi popularizado na academia e filtrado pela sociedade, a opressão não era mais caracterizada pela criação de opostos, mas sim pelo aumento da hibridização. Essa é a ironia da filosofia contemporânea: o que consideramos uma ferramenta de resistência se transformou no martelo de nossa opressão. E mais: ao rejeitarmos a lógica dualista, já não estamos mais desafiando o status quo… Nós estamos colaborando com a sua manutenção.
Considere o destino torto do manifesto “Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia”, de Gilles Deleuze e Felix Guatarri, texto considerado revolucionário por apresentar noções de fluidez, multiplicidade e hibridez e que embasou táticas de resistência anticapitalista. O livro serviu como manual para ativistas de esquerda, anarquistas e artistas desde a sua publicação na França, em 1980. Michel Foucault, o arquétipo do filósofo esquerdista francês engajado, foi mais longe ao declarar que “talvez um dia este século seja conhecido como ‘deleuziano’”, professando a vitória inevitável da luta anticapitalista do Maio de 68 francês.
De acordo com Slavoj Žižek no capítulo final de seu livro “Orgãos sem corpos: sobre Deleuze e suas consequências”, os melhores exemplares da filosofia deleuziana não são os anarquistas, mas sim os capitalistas tardios. “O pensamento de Foucault, Deleuze e Guattari, filósofos de ponta da resistência, que tiveram posições marginais atravessadas pelas redes de poder hegemônicas, acaba representando a ideologia das novas classes dominantes”. Para Žižek, a falta de compreensão de Deleuze como um filósofo da resistência levou à situação em que os maiores teóricos anti-globalização estão usando praticamente a mesma retórica que os globalizantes.
Destacando Naomi Klein, Žižek continua: “Então quando Naomi Klein escreve que ‘a economia neoliberal é caracterizada em todos os níveis pela centralização, fusões e homogeneização’ e que isso é ‘uma guerra contra a diversidade’, ela não estaria colocando o foco em uma figura do capitalismo que tem os dias contados? Naomi Klein, ao afirmar isso, não seria aplaudida pelos capitalistas contemporâneos? A última moda da gestão corporativa não é exatamente ‘diversificar, decentralizar o poder, tentar mobilizar a criatividade local e a auto-organização?’. Não é a anti-centralização o principal motor do “novo” capitalismo digitalizado?”
O significado da crítica pungente de Žižek sobre Klein recai, na verdade, sobre uma linhagem inteira de teorias esquerdistas, que vão das multiplicidades deleuzianas até a multidão de Negri e Hardt. E como até agora não houve resposta à crítica de Žižek, não é difícil duvidar que continuamos a usar táticas pós-modernas. Será que enquanto rompíamos limites e cruzávamos fronteiras, o consumismo não acelerou sua expansão global pegando carona nos nossos esforços de borrar as identidades?
Piada que ja ta rolando na Internet : nao eh Ciro Gomes,eh Piro Gomes.kkkkkkkkkkkkkkkkkk
“Antes um miope com cerebro binario que um zarolho de um pensamento so”
ze gaguinho
uahuahua… Ze gaguinho… uahuaha
O jornal O Globo informa que a oposição está à procura de um vice para Serra e acertou alguns critérios. O escolhido não pode representar um obstáculo, no caso de segundo turno, para que Serra tenha o voto dos eleitores de Marina Silva. Ficou combinado que a indicação será feita pelo DEM. Em recente série de reportagens sobre o desmatamento no Mato Grosso, a Globo procurou demonstrar que os ruralistas não estão desmatando mais, devido à pressão internacional. Blairo Maggi não aceita mais o rótulo de desmatador: agora se diz um amigo do meio ambiente. Segundo essas reportagens, os ruralistas agora estão “em outra”: são preservacionistas. Marina Silva ainda teria alguma prevenção contra tão transmudados personagens? Por exemplo, contra a tão prestigiada (pela mídia) senadora Kátia Abreu?
Marina está sendo o verdadeiro fantoche dessa eleição. No segundo turno, Serra vai usar ela.
Por trás dessa conversa furada de míope, está a verdadeira intenção do Pierre, fazer a gente votar em Marina pra puxar pro Serra no segundo turno. Ele brinca de míope e a gente de cego.
Te desmascararam, Pierre. E agora?
Espresso ou de coador?
O Pierre tem razão é muita mente binária. Óh Céus!
Luiz Henrique, parabéns. Achamos um míope que aprendeu um pouco de abstração. Uma exceção! Pena que depois dos 10 anos babau!
Tenho que ver essa pérola da manipulação jornalística. Sabe em que telejornal foi?
Robson, o link é: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1248440-7823-PRESSAO+INTERNACIONAL+AJUDA+A+DIMINUIR+DESMATAMENTO+NA+AMAZONIA,00.html Uma das apresentações ocorreu no dia 15.04.2010.
Eu vi agora, valeu pelo vídeo.
Tentativa f…ida da Globo de tornar bonzinhos aqueles que sempre lutaram contra o bem comum (meio ambiente, reforma agrária, direitos trabalhistas, direitos animais etc.)
Se isso é ser binário, sou com muita convicção, por causa disso:
“Aqui só não tem emprego quem não sai de casa.”
É a frase do Carlos, garçom do restaurante Beijupirá, de Porto de Galinhas, perto de Recife.
A meia hora dali fica Suape.
Suape é um porto e um distrito industrial de 14 mil hectares (o maior porto da Europa, Roterdã, tem 5 mil ha).
Tem 96 empresas.
20 plantas em construção.
Vista do porto / Foto: Geórgia Pinheiro
A General Motors do Brasil também vai para lá.
São investimentos de US$ 20 bilhões, o que é igual a 28 anos de investimentos privados em Pernambuco.
Hoje, Suape emprega, diretamente, 30 mil pessoas.
Quase todos recrutados na região metropolitana de Recife – muitos, filhos de cortadores de cana e pescadores.
Suape será o destino de um ramal da Trans-Nordestina, o que se concretizará ano que vem.
(O outro será Pecém, no Ceará.)
No PAC2, Suape vai construir um terminal açucareiro, um novo terminal de containeres e um terminal de granéis sólidos.
A maior obra de Suape é a Refinaria Abreu e Lima, da Petrobrás, em parceria com a PDVSA, da Venezuela.
360 campos de futebol / Foto: Geórgia Pinheiro
(Abreu e Lima foi um militar pernambucano que lutou ao lado de Simon Bolívar.)
A refinaria é a primeira que a Petrobrás constrói em 30 anos.
Ocupará 630 hectares, ou seja, o equivalente a 630 campos de futebol.
Vai produzir, em 2012, 22 mil barris de petróleo por dia.
Em 2010, a refinaria emprega 9 mil trabalhadores.
Custará US$ 13 bilhões.
Em torno da Abreu e Lima serão instaladas unidades para produzir matéria prima para um pólo de indústrias têxteis.
Em torno de Abreu e Lima vão trabalhar seis estaleiros.
E o Brasil voltará a ser um dos fortes produtores mundiais de navios: “a retomada da indústria naval acontece em Pernambuco”, diz Inaldo Campelo, diretor de gestão de Suape.
Inaldo Campelo / Foto: Geórgia Pinheiro
Dia 3 de maio, o presidente Lula vai lançar ao mar o primeiro deles.
O estaleiro Atlântico Sul, da Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e da Samsung tem 22 embarcações contratadas, mais o casco da plataforma P-55.
Atlântico Sul tem o maior guindaste do mundo / Foto: Geórgia Pinheiro
92% dos funcionários do Atlântico Sul são pernambucanos.
A Bunge tem em Suape o maior moinho da América do Sul.
Suape tem a ambição de ser um centro produtor de plataformas e sondas para atender à demanda do Pré-Sal.
Suape permitirá que um navio chegue em 7 dias ao porto de Nova York, e, em 9 dias, a Roterdã.
Num raio de 800 km, Suape atinge 7 capitais do Nordeste, que representam 90% do PIB nordestino.
O governador Eduardo Campos criou doze escolas técnicas em doze micro-regiões de Pernambuco.
Uma delas fica em Suape, que já qualificou 3.800 jovens.
Tem um SENAI dentro de Suape.
O Hospital D. Helder Câmara está em construção.
O sistema de transportes integrará ao sistema de metrô e de transporte de toda a região de Recife.
O Governo de Pernambuco não quer reproduzir Camaçari, na Bahia, onde, ao lado de um complexo petroquímico, houve favelização.
Eduardo Campos criou 5 universidades e um Centro de Pesquisa Nuclear.
Eduardo Campos criou também um Centro Fármaco-Químico.
Uma Cidade Digital já existe nas instalações do antigo porto de Recife, com mais de cem empresas.
Suape vai recuperar a casa grande do engenho Massangana, onde viveu Joaquim Nabuco.
Que pena que Nabuco não esteve em Suape / Foto: Geórgia Pinheiro
Em 2009, o PIB de Pernambuco cresceu 3,8%, enquanto o do Brasil caiu 0,2%.
Pernambuco, sob Eduardo Campos, cresceu muito acima da média brasileira.
É uma China dentro do Brasil.
É a nova locomotiva do Brasil.
“Enquanto pernambucano, devemos tirar o chapéu para o Lula. Ele ajuda não só Pernambuco, mas o Brasil. Muitos pernambucanos já estão voltando, ” disse Campelo.
Eduardo Campos tem 43 anos.
Ele dá de 10 a 0 no José Serra, o “economista competente” que não é um nem outro.
Segundo o pernambucano Fernando Lyra, Eduardo Campos será presidente do Brasil.
Georgia Pinheiro e Paulo Henrique Amorim
Clique aqui para saber mais sobre Suape.
Binários de Pernambuco, uni-vos.
Quem não for a favor disso, está do lado dos que são contra e devem ser varridos.
Nenhuma chance a serrágio.
Excelente post, Pierre.
Eu fui da turma dos míopes petistas até 2005, com a crise do mensalão. A partir daí passei a questionar o nosso processo politico e me afastei de vez do PT, sem bandear pra outro lado. Desde então, tenho anulado meu voto. Acho que essa nossa democracia representativa, concentradora de poder, não vai nos levar a lugar algum.
Além disso, hoje vejo que os dois lados (PT e PSDB) são muito parecidos: não passam de grupos disputando o poder pelo poder. Só isso. Ocupar cargos e servir-se das benesses destes.
A partir de 2006, pra preservar algumas amizades de alguns amigos petistas muito queridos, tomei como prática me afastar deles durante o periodo eleitoral. Cheguei até a deixar de andar na casa do meu ex-sogro, filiado ao PT. Passada a eleição, a convivência retorna. Acontece que eles ficam a flor da pele, procurando chifre em cabeça de cavalo. É um saco!
Esperto é o PMDB, que não interessa quem seja o presidente, ele sempre fica como fiel da balança, e, na prática é quem manda em boa parte do Brasil.
Eu fico me perguntando, se alguns dos candidatos que não da divisão binária ganhassem a eleição deste ano, o que aconteceria?
Como Marina governaria o Brasil? Ou qualquer um dos “candidatos nanicos”?
E os “grandes”? Como Dilma ou Serra governará o Brasil?
Com o PMDB, é claro, já que é o partido com mais deputados e senadores (ou, pelo menos com quantidade suficiente para garantir a maioria a qualquer lado). E o PMDB é tão “sabido” que tem uma ala pró-Lula e outra pró-Serra, mas, na realidade, eles são é pró-si-próprios.
O grande problema do Brasil não é o dualismo, ou o cérebro binário. O grande problema é o PMDB, que transforma o dualismo num monismo, não interessa quem esteja no poder.
[...] isso já se falou muito bem no Acerto de Contas, aqui (O míope ideológico) e aqui (Para o cérebro binário do míope,candidato adversário é um ser enviado pelo capeta para [...]