Paulo Varejão: “Eu era o único candidato de oposição”

jan 5, 2007 by     1 Comentário     Postado em: Política

Em entrevista ao Blog Acerto de Contas, no início da noite desta quarta, o novo procurador-geral do Estado, Paulo Varejão, afirmou que era, entre os concorrentes, o único candidato de oposição.

O procurador-geral parece bastante animado com o desafio que é comandar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Falamos sobre alguns temas:

NEPOTISMO NO TCE

Falou que estava sabendo pela imprensa, que existia uma lista com parentes de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Prometeu empenho para acabar com o drible na lei, “doa a quem doer”. Tinha também notícias de transnepotismo entre a Assembléia e o Judiciário, e que iria investigar.

FALTA DE ESTRUTURA DO TCE

Reclamou do baixo investimento do Estado no MPPE. Apenas 2% da receita líquida, para muitas atribuições. Disse que muitos promotores no interior estavam acumulando mais de 3 promotorias, o que era um trabalho brutal. Disse também que Olinda era um caso dramático.

Segundo o procurador, se tivesse mais estrutura de trabalho, conseguiria aumentar a arrecadação do Estado, combatendo o desvio de recursos e aumentando a arrecadação.

SOBRE A ATUAL GESTÃO

Falou que apesar de ser oposição, iria dar continuidade a bons projetos, e que iria implantar o Planejamento Estratégico já aprovado.

SOBRE O MEGA-AUMENTO DOS PROMOTORES

“É um direito constitucional, o de se igualar à magistratura, e acredito que deva ser implantado, apesar da falta de recursos”. Quando perguntado se não seria melhor contratar mais promotores, ao invés de elevar os salários dos atuais para aproximadamente 22 mil reais, ele foi taxativo em dizer que era um direito constitucional.

SOBRE SUA INDICAÇÃO

“Não houve qualquer mobilização política para isso. Alguns disseram que foi para agradar José Aglaílson, mas isso não ocorreu.”

PRIORIDADES

Combate à corrupção e sonegação fiscal

SOBRE O CUMPRIMENTO DO ESTATUTO DO TORCEDOR

Vai dar continuidade, e vai fiscalizar essa ação de perto.

COMENTÁRIOS DO BLOG

Desejamos boa sorte ao novo procurador-geral, principalmente no que diz respeito às suas metas.

Quanto ao super aumento dos promotores, acreditamos que tenha sido exagerado. A população rejeitou o aumento dos parlamentares, e rejeitaria esse também, se fosse opinar. O atual salário é excelente, e o teto não pode significar o máximo, dadas as condições do Estado.

E cá prá nós, 2% da receita líquida está bom demais. O MPPE tem pouco mais de 300 promotores de justiça. A educação fica com 25%, para cuidar de 1 milhão de alunos, e mais de 40.000 professores e funcionários, e uma universidade (UPE).

1 Comentário + Add Comentário

  • O Ministério Público está precisando mesmo é de servidores. É inadmissível chegar nas promotorias e ver ali servidores das prefeituras, de outros órgãos. Acho que cada órgão deve ter o seu próprio quadro funcional, isso fortalece a sua independência. O MP é o fiscal da lei e deve utilizar-se de quadro próprio para exercer essa atividade fiscalizadora. O quadro de apoio liga com documentos sigilosos e é um risco contratar um servidor da entidade fiscalizada, por exemplo, por que esse servidor é subordinado efetivamente àquele órgão. Não sei por que o Dr. Paulo Varejão não coloca como prioridade em suas ações esse fato.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).