Na última quinta-feira, Pierre Lucena publicou o post “Alguém conhece uma proposta de campanha? Umazinha só, please?“. Pois eu conheço não apenas uma, mas várias, e formam o corpo da candidatura de Plínio de Arruda Sampaio, que é, essencialmente, uma candidatura propositiva.
Muitas pessoas podem não levá-lo a sério, e achincalhar suas ideias socialistas. Mas além de ser um homem íntegro e coerente, sua campanha à presidência traz ao eleitorado brasileiro uma série de propostas, em diversas áreas, e traz um ganho incalculável à democracia brasileira, o que torna sua postulação muito interessante – ainda que não se concorde com suas ideias.
Infelizmente, o que tenho sentido nestas eleições é que uma parte significativa do próprio eleitorado não parece muito interessada em discutir propostas. Na internet, espaço onde tenho dedicado muitas horas de trabalho dos meus dias, o que tenho visto é uma verdadeira rinha de torcidas organizadas e pouquíssimo interesse em debater, com honestidade e profundidade, ideias.
O clima de polarização da campanha tem criado, mais ou menos, o seguinte ambiente: ou se é governista, e se vota em Dilma, ou se é opositor, e vota em Serra; ou, ainda, é-se insatisfeito com as práticas petistas e, numa espécie de estilo Pôncio Pilatos, vota-se em Marina com quem “lava as mãos” (sem galhofar, por evidente, com aqueles que votam na candidata por honesto apoio programático).
Mas, e onde se encaixa Plínio nessa coisa? …
Plínio é um candidato que me agrada bastante, e terá o meu voto – muito embora eu não nutra a maior das paixões pelo seu partido, o PSol. Sua plataforma foge de todo este joguete polarizado que está posto à sociedade. Neste sentido, a candidatura de Plínio cumpre um papel simbólico importante para a sociedade brasileira.
Partindo de uma proposta socialista, republicana e democrática, a candidatura combate a ignorância política em que chafurdou a eleição deste ano. Além disso, afasta a sombra lúgubre da americanização do nosso sistema político, onde dois partidos se alternam no poder, conservando uma estrutura binária cuja função é criar uma aparência de mudanças políticas no país.
Sua campanha tem apresentado propostas muito interessantes, e, mesmo com pouquíssimo espaço na mídia, tem conseguido fazer uma campanha de parcos recursos, mas utilizando de forma muito inteligente as ferramentas disponíveis na internet (sobretudo o Twitter, onde Plínio concede sistemáticas entrevistas, conversa quase que diariamente com as pessoas, de forma franca e objetiva, além de fazer transmissões ao vivo pelo twitcam, apresentando, desta forma, suas propostas, otimizando um instrumento de baixo custo e de razoável alcance).
Dá gosto de ver a campanha de Plínio. E dá vergonha observar a pobreza que se tornou o processo eleitoral brasileiro. Praticamente todas as questões têm sido tratadas de forma superficial, ou com tergiversações, pelas candidaturas mais bem colocadas nas pesquisas – até mesmo as questões mais urgentes, com a reforma política.
Com isso, quem perde é o país. Perde uma boa oportunidade de debater as grandes questões nacionais, deixando de lado o momento eleitoral do primeiro turno que deveria ser, basicamente, um período de amadurecimento das ideias. Mas não quero isentar o próprio eleitorado de culpa nesse cartório da polarização, que é acentuada pelos grandes veículos de comunicação.
Se candidatos como Plínio não ocupam grandes espaços na mídia – às vezes, nem os poucos espaços que lhe deveriam ser garantidos pela representação congressual de seu partido -, o eleitor poderia dedicar-se um pouquinho e ir atrás de informações (a internet ajuda muito para isso). Mas… Boa parte das pessoas está mesmo é se lixando pra tudo isso.
É bastante provável que muitas pessoas tenham medo da candidatura de Plínio (medo de uma “revolução socialista”, ou coisa que o valha). No entanto (e Plínio já deixou isso muito claro), a sua pretensão não é fazer uma revolução no Brasil, mas reajustar paulatinamente a estrutura econômica, política e social do país.
As propostas de Plínio buscam se realizar a partir de alguns marcos da sociedade atual, e não visa rompimentos revolucionistas com a ordem constitucional brasileira. Seguir as leis e respeitar a constituição é um dos pressupostos da candidatura de Plínio.
Muitos podem não concordar com as propostas de Plínio, e isso faz parte do processo democrático. Alguns por motivos racionais e respeitáveis, outros por simples “medo”. Acontece que medo não é argumento, é sentimento.
Se o eleitor tem esse sentimento dentro da alma, deve saber que isso é psicológico, e só se resolve de duas formas: ou num divã (com terapia psicanalítica e/ou esquizoanalítica) ou no esquecimento (tapando o sol com a peneira e fingindo pra si mesmo – têm-se a opção de repetir hipnopédicamente que o “medo” não existe).
Politicamente falando, o “medo” também é um dispositivo ideológico (alguém lembra de Regina Duarte, a “medrosa”?) cuja função psicológica cumpre a agenda do afastamento a priori de uma ideia, de uma proposta, sem que o indivíduo amiúde faça uma reflexão sobre as profundas causas desse sentimento.
Quando o sentimento do medo for sanado, ou, ao menos, equilibrado, nesse momento pode-se parar e observar com maior objetividade as propostas colocadas pela candidatura de Plínio. Nesse instante, sem medos e preconceitos, o eleitor pode concordar ou discordar racionalmente das propostas.
É uma opção pessoal, o que difere demasiadamente da alegação de que não há proposta alguma colocada no prato eleitoral.
Falarei rapidamente sobre algumas propostas (sim, existem propostas!).
1 – Auditoria da dívida pública federal (DPF):
Atualmente, o estoque do endividamento público federal (incluindo a dívida externa e a interna) é de mais de 1 trilhão e meio de reais. Apesar da hipótese de que a dívida pública federal é estacionária, e, por isso, não apresenta um comportamento “explosivo” (essa ideia pode ser vista aqui), essa bomba trilionária não é auditada de forma profunda (ainda que seja um dispositivo previsto na Constituição Federal de 88), com a participação de organismos internacionais, desde os tempos de Getúlio Vargas.
Alguns especialistas da economia preferem dizer que isso é bobagem, ou que o mais coerente e acertado seria sentar com os credores para renegociar os termos da dívida, e que o próprio Banco Central poderia operacionalizar uma mudança na rostidade da dívida.
Isso é uma questão de viés através do qual se observa o problema.
A candidatura de Plínio coloca esse ponto em discussão (concorde-se ou não com seu ponto de vista de promover uma auditoria profunda da DPF, coloocar a ideia em debate é importante), o que se traduz numa proposta de campanha que, para o bem ou para o mal, está sendo silenciada pelos veículos de comunicação, que fecharam suas portas para o debate mais profundo.
Para Plínio, boa parte do gasto com a DPF (segundo o candidato, uma “dívida extremamente questionável”) deveria ser equacionado, e seus dividendos repassados para a garantia de educação e saúde públicas de qualidade.
De acordo com o candidato “Nós estamos pagando de dívida pública 36% do orçamento e repassamos para a educação apenas 11%”.
Sobre a necessidade de se realizar uma auditoria da DPF, o deputado Ivan Valente escreveu um texto, publicado no site do PSol. Leia aqui.
2 – Revogação da MP 458:
A Medida Provisória 458 foi publicada pelo governo federal em 10 de fevereiro deste ano, e trata da regularização das terras ocupadas em área da União, na esfera da Amazônia Legal. É conhecida como a MP que regularizou a grilagem de terras na Amazônia.
A MP 458 foi, inclusive, aprovada no Senado sob protestos de Marina Silva (a quem Plínio se refere através do conceito de “ecocapitalista”, pois a candidata não defende mudanças do sistema econômico nacional – consideradas essenciais por Plínio – para que se possa fazer uma efetiva defesa do Meio Ambiente). A revogação dessa MP faz parte de um projeto de sociedade baseada na defesa da soberania nacional e justiça social.
Neste contexto, entra também a proposta da realização de uma auditoria da dívida ecológica, em função dos passivos ambientais provocados pelo agronegócio.
3 – Reforma Agrária:
A proposta que Plíno coloca sobre essa questão é muito interessante – e (compartilho dessa visão) vital para as famílias de trabalhadores rurais e também para a economia nacional, com desdobramentos em outras áreas, como a redução da violência urbana e rural. O candidato propõe a expropriação de todas as terras que se utilizem de trabalho escravo e infantil.
Recentemente, Plínio assinou a carta do Fórum Nacional pela Reforma Agrária, onde está proposta a realização de um plebiscito para estabelecer limites ao tamanho das propriedades. Plínio sinaliza para o limite máximo de mil hectares. Segundo o candidato, “existem 5,5 milhões de fazendas no Brasil, das quais 1% delas, ou seja, 55 mil, tem 44% da terra“.
No Brasil existem enormes porções de terras cuja produtividade é estritamente voltada para a exportação, sobretudo soja e carne bovina. Não é por acaso que, quando vamos ao supermercado, o preço da carne e dos laticínios em geral é tão alto.
Talvez não seja alto para o nobre leitor que, por ventura, disponha de boas condições financeiras; para mim, e para muitas famílias brasileiras assalariadas, o custo é bastante alto – de uns tempos pra cá, praticamente me vi obrigado a me tornar vegetariano, contra o meu desejo alimentar, bastante carnívoro.
A distribuição das terras com suporte de políticas públicas de apoio à agricultura familiar diversificaria as plantações brasileiras. Com isso, a produção passaria a ser voltada para uma grande variedade de alimentos (baseados nos princípios da segurança alimentar, ou seja, sem transgênicos) a ser oferecida no mercado interno e externo.
O Brasil deve ser o único país das Américas que ainda não deu resolução às questões relativas à terra. Está mais do que em tempo.
4 – Saúde pública universal:
Plínio propõe a estatização de todo sistema de saúde do Brasil. A ideia que está por trás dessa proposta é baseada no princípio da igualdade. Para Plínio, no momento em que os mais ricos tiverem que dividir as enfermarias com as classes mais pobres, neste momento a cobrança por melhores condições de saúde se tornará mais efetiva dentro da sociedade.
Além disso, paga-se muito aos planos de saúde, e quando a coisa é mais complicada, o cidadão recorre ao SUS. Na sua entrevista ao Jornal da Globo, esta semana, o candidato narrou uma história interessante. Disse o seguinte:
“Agora meu neto estava em Londres, sentiu uma dor, foi para o hospital. Chegou no hospital e disse: ‘esqueci a minha carteira de identidade’. O médico fez: ‘Que é isso, meu filho, a sua carteira de identidade é o seu corpo. Está se sentindo mal? Deita aí.’ Isso que é Saúde Pública “.
Assista a entrevista na íntegra, aqui.
5 – Educação pública:
A proposta de Plínio é não permitir que escolas sejam formatadas como empresas, como negócio onde se fatura muito dinheiro. Sua candidatura defende a valorização das escolas públicas, através do Plano Nacional de Educação da Sociedade Brasileira, prevendo a destinação de 10% de todo o Produto Interno Bruto para garantir Educação Pública de qualidade em todos os níveis.
A proposta de repasse dos 10% também foi levantada na Conferência Nacional de Educação (Conae), entre março e abril deste ano. No final do mês passado, Plínio voltou a falar sobre a necessidade de o MEC incluir essa proposta no Plano Nacional, que está sendo elaborado.
A efetivação desse percentual do PIB para educação viria como um desdobramento do corte de gastos da dívida pública (ver proposta 1).
Plínio também é favorável à revisão do modelo do ProUni e do ReUni, e disse que “O Brasil não pode aceitar um projeto para expandir o número de profissionais com formação limitada, de modo a pressionar os salários para baixo”.
Sobre a questão da educação, sugiro a leitura de uma entrevista que o candidato concedeu ao Portal Aprendiz, aqui.
6 – Reestatização da Vale do Rio Doce:
A idéia por trás das privatizações empreendidas pelo governo FHC baseou-se nos pressupostos estabelecidos no “Consenso de Washington”, cujas medidas foram estabelecidas pelo Banco Mundial, o FMI e o Departamento do Tesouro dos EUA, e veio a se tornar uma espécie de receita global para acelerar o desenvolvimento econômico. Uma dessas “receitas” era a privatização de todas as empresas estatais do mundo.
Ideologicamente, o Consenso de Washington justificou certo esvaziamento político das privatizações, colocando-as como meras questões econômicas. Entretanto, essa visão despolitizada do ideário privatista do Consenso de Washington passa longe de ser um consenso, e muitos encaram as privatizações como um processo sumariamente político.
Plínio contesta a forma como foi privatizada a Vale, e propõe sua reestatização. Contesta-se a forma como foi privatizada, os valores e a questão da soberania nacional.
No leilão, a Vale foi vendida por R$ 3,338 bilhões, entregue com um caixa de R$ 700 milhões e um patrimônio de R$ 92,64 bilhões. Levando em consideração o valor de seu patrimônio, a Vale teria sido privatizada sem uma avaliação correta de seu valor.
A riqueza mineral do subsolo brasileiro é enorme, e impulsiona o valor estimado da empresa à casa do trilhão de Reais, e tais riquezas compõem o corpo da soberania nacional, entregue de forma contestável à iniciativa privada.
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Existem outras propostas no programa de governo de Plínio, e não concordo, necessariamente, com todas. Mas entendo a importância de colocá-las em debate. Outras propostas podem ser vistas no site do candidato, clicando aqui.
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Com este post, minha intenção é fazer um convite ao leitor do blog (concorde ou não com as propostas acima descritas): que tal a gente debater ideias e projetos de sociedade?



Alguma proposta dele é exequível na prática? Campanha eleitoral não é lugar para sonhos impossíveis, e sim para discutir coisas concretas.
Porque não seria? Porque não poderia tentar? Temos de nos contentar com a mesmice sempre?
Concordo com você Raphael, porém quem apoiará Plínio no Congresso e no Senado? Meia-dúzia? Para se ter uma mudança concreta, essas duas instituições têm que ser esterilizadas antes. E para isso nossa bela sociedade terá que sofre uma mudança mental inimaginável. Infelizmente é pouco provável que isso aconteça nos próximos 70 ou 80 anos.
Abraços! E continuemos nessa luta.
As propostas de Plínio já foram tentadas. Num país da Europa. Há quase 100 anos.
Com certeza, porém seguido de uma série de erros infantis.
JANIO DE FREITAS
Eleições criminais
OS FATOS e os não-fatos já mencionados, em torno de dados sigilosos de pessoas ligadas a José Serra, não exigem imparcialidade virtuosa para a percepção de que, até agora, tanto poderiam proceder de um lado como de outro na disputa pela Presidência.
Assim como a petistas seria possível ocorrer a violação e o uso de sigilos para comprometer Serra, aliados de Serra poderiam pensar na montagem de um ardil para incriminar a candidatura de Dilma Rousseff. E, por ora, não se tem indício, com alguma confiabilidade, contra um lado ou outro. O que há, nesse sentido, são preferências infiltradas no noticiário e dando-lhe o tom, ainda que parte delas seja mais por precipitação do que por motivos eleitorais.
A última contribuição desse estranho personagem Antonio Carlos Atella Ferreira, que tanto perde na memória atos inesquecíveis como os recobra com rápida e fácil dubiedade, é ilustrativa do momento indefinido. “Vou fazer a vida com essa historinha”, lema que expôs logo ao ser identificado como parte do embrulho, é uma proclamação de caráter e intenções, para não dizer de objetivo de vida. A curiosidade se oferece: ainda não fez a vida?
A filiação de Atella ao PT traz para o caso mais uma peça amorfa, sujeita a questionamento: a Justiça Eleitoral. Como é possível que só seis anos depois da filiação o Tribunal Regional Eleitoral-SP a tenha “excluído” por incorreção no registro?
No intervalo 2003-2009, houve eleições para prefeito, governo do Estado, presidente da República e ainda para vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Em São Paulo, a maior concentração da Justiça Eleitoral no país não sabia quais filiações partidárias eram corretas ou não? Logo, não seria estranho haver irregulares entre os candidatos e até entre os eleitos.
E quanto a Atella Ferreira, como e por que veio a saber da incorreção, afinal? Descoberta havida em momento tão propício para engrossar o caso, dois meses depois da quebra do sigilo de Verônica Serra em que é coautor, com o próprio nome a indicá-lo na fraude. A Justiça Eleitoral deve explicações.
Desde 1982, quando o SNI, o candidato Moreira Franco, integrantes do departamento de jornalismo da Globo e a empresa de informática Proconsult se uniram para fraudar a eleição no Estado do Rio, as eleições brasileiras são terreno de bandidismo eleitoral, do mais ordinário ao mais grave. Todos os episódios provocaram inquéritos de polícias estaduais e da Federal, do Ministério Público, da Justiça Eleitoral e da Justiça Criminal. Nenhum, jamais, levou a alguma das consequências determinadas pelas leis.
Estamos diante de mais um caso. Cercado de suspeições e hipóteses viáveis, em diferentes sentidos. Com toda a certeza, recheado de crimes graves, inclusive contra preceito da Constituição. Mas não há motivo para supor que das várias investigações resultarão as consequências exigidas pelas leis. Eleições, aqui, misturam-se muito com outros propósitos e atividades.
Boa Raboni! Excelente post! Pena que, como vocÊ bem analisou, o povo não esteja realmente interessado em discutir propostas. Políticos se limitam a prometer mundos e fundos, Plínio propõe alternativas concretas para o país.
Aliás, cabe perfeitamente: “Porque Votarei em Plínio Sampaio” – http://www.amalgama.blog.br/08/2010/por-que-votarei-em-plinio-sampaio/
Segurança de Yeda Crusius, que cobrava propina com carro oficial, violou dados do PT
Sep 4th, 2010
por Marco Aurélio Weissheimer, no RS Urgente
Imaginem a seguinte situação: um segurança do presidente Lula é preso por cobrar propinas de empresários de máquinas caça-níqueis, usando carros oficiais do governo para fazer essas cobranças. Além disso, com uma senha especial, ele acessou dados sigilosos de adversários políticos do governo por meio de um sistema de consultas integradas do governo. O país estaria virado num inferno, não é mesmo?
Pois tudo isso está acontecendo no Rio Grande do Sul, com uma diferença. Um silêncio estrondoso e vergonhoso por parte da mídia. O promotor Amílcar Macedo confirmou neste sábado que o sargento César Rodrigues de Carvalho, que trabalhava na segurança da governadora Yeda Crusius (PSDB), no Palácio Piratini, acessou inúmeras vezes o Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança para levantar dados sobre diretórios do Partido dos Trabalhadores (endereços, registros de veículos, nome de pessoas). O sargento, segundo o promotor, também acessou dados sigilosos de um ex-ministro de Estado (seria o ex-ministro da Justiça e atual candidato ao governo gaúcho, Tarso Genro) e de um senador da República. Segundo o promotor, o senador e o ministro não são do mesmo partido, o que indica que se trata ou do senador Pedro Simon (PMDB) ou do senador Sérgio Zambiasi (PTB).
O militar em questão, preso na sexta-feira, ao invés de uma punição, recebeu uma recompensa por parte do governo Yeda: ganhou uma FG 10, uma alta função gratificada, que pertencia a um coronel, transferido da Secretaria da Segurança para a Assembléia. O escândalo é ainda maior e pode envolver altos oficiais da Brigada Militar e alto(a)s funcionário(a)s do governo do Estado.
E o que dizem sobre isso as homepages dos dois principais jornais do Estado?
Rigorosamente nada.
O site do jornal Zero Hora exibe como manchete: “Coligação de Serra vai á Justiça por quebra de sigilo fiscal”.
E não traz nenhuma chamada para o caso do segurança de Yeda.
O site do Correio do Povo também não fala do assunto.
Os dois jornais seguem sem informar à população quanto receberam em publicidade do governo Yeda Crusius, em especial do Banrisul.
E se os dois principais jornais do Estado estão se comportando assim, o que esperar da imprensa do resto do país?
Com esse comportamento, a chamada grande imprensa reafirma que abandonou o jornalismo definitivamente. Há profissionais sérios e muito competentes nestes veículos. Se quiserem continuar a sê-lo, poderão ser obrigados a buscar novos caminhos. Aliás, não estarão perdendo nada. Muito pelo contrário.
“Plínio propõe a estatização de todo sistema de saúde do Brasil”.
Essa “proposta” absurda e impraticável me lembra um candidato do PSTU que, em campanha para a PCR, prometia “estatizar os bancos”.
É coisa de gente sem noção.
Gente sem noção não, é coisa de todo um MUNDO sem noção e, infelizmente, submisso ao poder sujo, podre e falso do dinheiro. O poder está na nossa mente. Mas isso é demais, é muito utópico.
Abraços!
Na Canadá é assim. Por que aqui não poderia ser?
pq o canadá é rico e nós não????? pq o canadá tem uma taxa de corrupção baixa e nós não? pq lá o dinheiro não é desviado e aqui sim?
Há alguns dias, Plínio de Arruda Sampaio
admitiu que a eleição dele paralisaria o país.
Claro. Ele pararia tudo o que está funcionando (crescimento acima de 7%, distribuição de renda acelerada, obras estruturadoras, inflação baixa,melhoria geral das condições de vida do povo) em prol das suas promessas idílicas, utópicas, irreais e irrealizáveis. Ainda bem que não terá mais de 0,5% dos votos.
Já pensaram? “Estatização de todo o sistema de saúde do Brasil”. LINDO! UAU!
OK, a proposta é essa. E os meios para realizá-la, ele explica quais são? Obviamente, seria necessário proibir o funcionamento de todo e qualquer hospital privado, de todas as clínicas privadas e todos os consultórios médicos privados.
Muito fácil fazer isso…… Além de provavelmente ser inconstitucional, já pensaram na quantidade de ações judiciais que essa beleza de proposta acarretaria? O governo inteiro teria que passar quatro anos cuidando disso, e o resultado seria ZERO.
Ou talvez ele queira desapropriar todos os hospitais, clínicas e consultórios privados. Alguém já supôs o custo dessa decisão? Como ele pretende implantá-la? Como ele pretende aprovar tudo isso no Congresso?
Eleição é coisa séria. Não podemos levar a sério candidatos que não se preocupam com a viabilidade prática de suas promessas.
“A proposta de Plínio é não permitir que escolas sejam formatadas como empresas, como negócio onde se fatura muito dinheiro”.
Essa “proposta” absurda e impraticável me lembra um candidato do PSTU que, em campanha para a PCR, prometia “estatizar os bancos”.
É coisa de gente sem noção. (2)
Coisa de gente sem noção, pra mim, é colar comentários com um (2) por falta de criatividade pra dizer coisa melhor, perdoem-me a franqueza.
É porque a “absurdez” da proposta é a mesma, amigo.
Correia, se todas as escolas forem públicas, não há nenhum impedimento nisso.
Mas nem todas as escolas são públicas.
André
Eu gosto de Plinio, acho que um candidato sério, mas sinceramente, essas propostas que você colocou são apenas divagações de quem não tem chance alguma.
Vamos lá
1) Auditoria da Dívida Pública Federal
Ao contrário do que você falou, a Dívida não é de trilhão e meio de dólares, e sim de reais. Além disso, o Brasil já não é devedor externo, e sim credor. A dívida pública hoje se refere às pessoas que compram títulos públicos (a classe média incluída) e os fundos de pensão, em sua maioria de funcionários públicos.
Em resumo, isso não é proposta de Governo. É apenas ajuste.
2) Revogação de MP também é muito pouco como proposta de Gestão
3) A expropriação dessas terras já existe, não é novidade. Não representa 1% das terras distribuídas pelo Incra
4) Esta é uma proposta de Governo. Só falta avisar a 40 milhões de usuários de plano de saúde que iriam para o SUS, e ao Ministério da Fazenda que teria que pagar esta conta
5)Não vi uma proposta sequer aí, apenas discurso
6) Quanto a reestatizar a Vale, aí é uma questão de piada realmente. Hoje a Vale está capitalizada no mercado em R$ 254,9 bilhões. Mais ainda, o Governo, através do BNDES, já é o maior acionista da Vale. O restante está diluído, e grande parte está nas mãos dos trabalhadores, que depositaram lá o dinheiro do FGTS.
A proposta de Plinio é simplesmente tomar a empresa e dar calote em 100% das pessoas que colocaram dinheiro do FGTS na Vale? Ou pretende torrar R$ 250 bilhões para recomprar a empresa?
Aí realmente não é proposta, é piada.
Continuo achando que ninguém apresenta proposta, só discurso.
Pierre,
Coloquei dólares, mas era reais, mesmo. Consertei. E não é 1,5 trilhão. Em julho era de R$ 1,601 trilhão
“A dívida pública hoje se refere às pessoas que compram títulos públicos (a classe média incluída) e os fundos de pensão, em sua maioria de funcionários públicos.”
Essa restrição generalista é ótima pra soltar uma nuvem de fumaça no miolo do problema.
Talvez você não concorde, mas eu acho fundamental uma auditagem dessa dívida, há tempos, e acho que o governo federal deveria encarar isso.
Continuando, que não tive como responder antes; quanto aos outros pontos,
2) a revogação da MP 458 não é uma proposta de “Gestão” (muito menos com “g” maiúsculo). É uma proposta de ação governamental pra alterar um dispositivo que regulariza a ilegalidade da grilagem de terras, além de ser um indicador de uma linha de pensamento estatal relativo à questão do direito à terra no Brasil..
3) A proposta de Reforma Agrária de Plínio não pode ser reduzida a uma ou duas frases.. A expropriação das terras com trabalho escravo e infantil verificados é apenas um braço da proposta de Reforma, que passa essencialmente pela limitação da dimensão das propriedades, e pela distribuição das terras para diversificação da indústria alimentícia nacional (com incentivos à pesquisa e produção).
4) No Brasil existem quase 200 milhões de pessoas. As “40 milhões” de pessoas que você cita como pagadoras de planos de saúde representam 20% da população brasileira. E com os demais 80% – 160 milhões de brasileiros, o que acontece? É SUS, meu irmão (e quem depende do sus, …).
5) A proposta da Educação feita por Plínio segue o sentido de melhorar de tal forma a qualidade da Educação Pública, que ela venha a concorrer em excelentes condições com as escolas privadas. É o Estado entrar de cabeça erguida (como era há 40 anos) na concorrência pela excelência do Ensino.
6) Quanta à reestatização da Vale, é bom lembrar que a empresa sempre teve papel estratégico no projeto de construção da soberania nacional, assim como teve e tem a Petrobras (e tem os Correios).
No entanto, o modelo privatista do PSDB, inspirado na ideologia despolitizadora do consenso de washington, não se propôs a produzir qualquer modelo de eficiência da gestão da Vale, jogando-a num sistemático sucateamento (essa estratégia política é manjada, e também tentaram fazer o mesmo com a PetrobraX .
Tentaram jogar a Petrobras na mesma fossa, afundando a P-36 (em março de 2001, ano do Apagão, que “apagou” também a CPI da Corrupção) e apelidando-a de PetrobraX.
Imagine por um momento se tivessem privatizado a Petrobras. Ela poderia estar gerando grandes dividendos (como a Vale está), mas ter sua função dentro da economia política brasileira praticamente esvaziada (bem nos conformes com os sacrossantos mandamentos do consenso de washington..).
A Petrobras tem uma função estratégica fundamental no país (ainda mais com o Pré-Sal. ou não?), e a Vale também pode vir a ter (o grande benfeitor Eike anda descobrindo tesouros no subsolo…).
Esse é o mote do projeto de reestatização. Trata-se de uma estratégia de nação.
Agora, se não se acredita que o Estado possa gerir empresas públicas com funções estratégicas dentro da economia política nacional, aí é outra questão. Mas se isso é possível com a Petrobras, não ser possível com a Vale deveria ser um problema a preocupar os pensadores da administração pública federal.
Abs.
Continuo curioso para saber se ele vai recomprar a Vale e gastar R$ 254 bilhões, ou se vai simplesmente “tomar” dos donos, que hoje já soma milhões de brasileiros que colocaram dinheiro do FGTS lá.
Eu so quero falar do ponto 4, pois para mim ja vale (apesar de discordar de muitos dos outros pontos):
moro no Canada, e aqui o sistema de saude e universal. O Canada tem um PIB de 1,3 trilhao de dolares, para uma populacao de 35 milhoes de pessoas. Isso da um PIB per capita um pouco superior a 37 mil USD/ano. Mesmo com este alto nivel, ha inumeras falhas no sistema, que nem valem ser mencionadas (o sistema basicamente e deficitario). Precisa comentar o do Brasil? No entanto, se para melhorar o sistema no Brasil significa bota-lo completamente na mao do Estado, acho um retrocesso. Temos que melhorar a regulamentacao dos planos e controlar melhor a mafia existente dentro dos hospitais privados, que incham os planos com gastos desnecessarios. Isso e so um ponto, de varios.
Para possamos avaliar melhor as promessas dos candidatos nestas eleições a cargos executivos,para quem não sabe, é só ir direto no site do TSE http://www.tse.jus.br
E para quem quiser avaliar o seu voto e ver a ficha com os bens, processos e limites de gastos dos candidatos é só tb acessar o site do TSE http://www.tse.gov.br e clicar no link eleições 2010.
Nestas eleições o povo tá de olho e ligado, viu, candidatos….. o tempo de ser besta tá passando…
Ele deveria se aliar a Jarbasta e Serra que vão distribuir Kindle para os alunos de escola pública. Piada.
Acredito que grande parte da falta de propostas dessa eleição, parte do princípio de que o brasileiro está feliz com a situação do Brasil, por isso se qualquer pessoa chegar falando demais vai se diferenciar de Lula, e isso o povo rejeita.
E antes que alguém fale que sou direita, eu digo que não sou é nada, falei muito mal de FHC também, e digo que nem um nem outro mudou o Brasil, ele apenas avançou. O Brasil precisa realmente mudar e Plínio fala e não diz nada.
Muitos pensam que o problema brasileiro está nas grandes questões, querem tirar o foco do problema, o problema brasileiro é corrupção, o famoso jeitinho brasileiro que ao invés de ser usado para fins benéficos, é usado para prejudicar outros.
Já disse e vou falar de novo precisamos de políticos corajosos e de uma população corajosa. Escutei uma vez uma fala de um líder sindical que achei engraçada, ele disse que o jogo de negociação é assim mesmo pois se estivéssemos no outro lado da mesa faríamos a mesma coisa e eu prontamente disse que eu não faria, não por ser melhor do que os outros e sim porque é o correto a se fazer.
Belo post Raboni. E discordo completamente da opinião de Pierre sobre a estatização da Vale. Quando se encontra vontade, coragem e momento políticos para pôr em prática um negócio desses a coisa deixa de ser piada e discurso apenas para virar assombro!!!
Alguns políticos não teêm essa coragem quando o momento é proprio, ou não encontra momento para se encorajar. Alguns passam ao largo da História, outros são dignos de memória. Plínio não terá o seu momento, mas coragem… acho que o homem teria…
[...] Gostei bastante da defesa de Plínio de Arruda Sampaio feita por André Raboni no Acertos de Contas. [...]
Acho as propostas de Plínio muito mais declarações de princípio do que outra coisa. Sendo assim, não há tática, adaptação dos princípios à conjuntura, somente estratégia. “Fins sem meios” foi e sempre será a doença infantil do esquerdismo. Não há preocupação em ser factível.
Mesmo assim, as declarações de Plínio são interessantes para marcar uma posição radical. A democracia brasileira não parece correr perigo, apesar do neoudenismo de Serra. Por que não um voto de princípio? Caso tenha um segundo turno, tudo se resolve com um voto útil. Além do mais, não nego minha imensa simpatia por esse senhor de tantas lutas e de tantos combates.
O texto de Raboni foi legar para continuar pensando…
“Fins sem meios” foi e sempre será a doença infantil do esquerdismo. Não há preocupação em ser factível. (2)
Como eles não respeitam a individualidade de ninguém e acham que todos são patas chocas acéfalas que dependem do estado para tudo o único meio que eles acharam para tentarem viabilizar suas utopias foi a ditadura! Portanto não acho que eles não tenham “meios”.
Como as terríveis ditaduras suecas.
Tem que se dar um jeito é na Petrobrás e tomar cuidado com os Correios.
O segundo com a intenção de torná-lo S/A, se já não o fizeram. O primeiro porque há tempos vemos o país afirmando ser independente de petróleo externo, mas nas bombas dos postos só vemos o litro de R$ 2,55 pra cima.
A da saúde achei piada também. O aumento da destinação dos recursos à educação já é debate antigo, mas que com o aumento de gastos com o serviço público, torna-se cada vez mais assunto não querido nas mesas do legislativo.
Reestatização sem arbitrariedade como a que ocorreu na Bolívia, só se gastar muita grana pra comprar de volta. ¬¬. Vá reclamar com FHC (para os que ainda o apoiam).
Auditoria nas dívidas e auditoria nas contas do Executivo, legislativo e judiciário, isso anualmente. E claro, externa, por instituições privadas.
Aplicação imeditada do piso salarial para os professores, programa de aprimoramento dos mesmoS, reestruturação das escolas e integralização do horário escolar, essas são ótimas propostas na área da educação, PRA COMEÇAR.
Claro que as auditorias têm que se externas, como as que evitaram os escândalos da Enron. Aliás, que se contrate a Arthur Andersen por inexigibilidade para fazer tais auditagens.
Senti sarcasmo na resposta, mas não sei ao certo
. Acho que se a auditoria for interna, então teremos a atuação dos TCs, e isso é o mesmo que nada.
Óbvio que sabemos que sempre haverá a tee de que as auditorias privadas podem querer beneficiar determinados grupos, mas algumas instituições de renome internacional jamais se permitiriam manchar o nome por causa do PT ou PSDB ou quem quer que seja. Isso é muito pequeno pra eles.
1)”Partindo de uma proposta socialista, republicana e democrática”. Normalmente a primeira invibializa as outras duas. Tem uma “tuia” de países que provaram isso.
2) Quanto a saúde e educação, para que realmente se façam as mudanças necessárias seria preciso tomar medidas impopulares. Aí é onde está o problema pois normalmente o cara gosta do poder e quer ficar mamando. Daí, não se muda nada para não se perder votos. Vide o PT, que aliou-se com mafiosos para se manter no poder.
3) “Além disso, paga-se muito aos planos de saúde, e quando a coisa é mais complicada, o cidadão recorre ao SUS”
Discordo desse pensamento do Raboni. O SUS é pago por todos, logo não importa se o cara também tem plano ou não. Não importa se o cara é rico ou não. Se impostos são pagos por todos, todos podem usar o serviço público, que muitas vezes é melhor que planos meia boca (Santa Clara, por exemplo) que só faz enrolar o usuario e este no final termina no SUS. Ele deve ser barrado só porque paga esse “plano” meia boca ? Ele também paga o SUS. Além disso, são essas mesmas empresas que financiam candidatos, inclusive “socialistas”. Ou não ?
André. Plínio é um intelectual brilhante e tem um currículo invejável. A meu ver é muito idoso para ocupar a Presidência. Tem mais – ele se comporta como legítimo anti-candidato. Suas propostas não podem ser levadas a sério. Quer acabar com a exportação de commodities: “não podemos continuar a exportar papel higiênico para o primeiro mundo e soja para alimentar o gado dos europeus”. Pode-se criticar o modelo brasileiro que prioriza a exportação de commodities e não de manufaturados. Não é possível, porém, mudar essas coisas de hoje para amanhã. Suas propostas são demagógicas.
Lamento discordar de tudo, O farto de ter 80 anos não dá a ele isenção de ter TRAÍDO toda a militância do PT/RJ. Nós fizemos dele o candidato mais votado para ser presidente do PT. E o que ele fez? Perdeu, não indo ao segundo turno e ABANDONOU O PT E A NÓS TODOS.
Isso para mim, é IMPERDOÁVEL.
Não acredito em uma virgula que esse sr. diz
Abraços
O PT reclamar de traição é, no mínimo, uma forma jocosa de chamar a todos nós de IDIOTAS. Se há algum partido que mais sabe o que significa traição é o PT.
Vide a criação do Psol (o motivo pelo qual foi criado); Vide os laços de cumpadre/cumadre criados com renan calheiros, collor e sarney; Vide a disponibilização de cargos públicos por motivos escusos. Tudo isso demonstra que o PT traiu a si mesmo, sua própria história e ideais, não podendo, portanto, reclamar que fulaninho ou sicraninho traído lhe tenha.
Vou tentar responder à pergunta de Pierre Lucena “Alguém conhece uma proposta de campanha? Umazinha só, please?“, que deu origem a este post. Se há alguém que não precisa fazer proposta é a Dilma. Todos sabem qual foi sua atuação no governo Lula e qual continuará sendo. É a grande gestora do PAC que, felizmente, deverá continuar sobre carretéis, tendo excelente impulso. FHC terminou seu desgoverno com inflação, preços, combustíveis, tudo em alta. Em baixa, sá a auto-estima dos eleitores, que agora está ótima. O Brasil já é a nona economia do mundo. Com Dilma iremos mais adiante.
Texto decorado!!!
André,
Também estou com os que consideram o discurso de Plínio como pura demagogia. Não consigo ver propostas, apenas discurso, pois propostas devem vir acompanhadas de projetos que as executem.
Vamos tomar um exemplo: as expropriações de terra dos escravocatas modernos. Eu sou muito a favor disso, mas como Plínio pretende executar isso? Plínio é Procurador e sabe muito bem como ojudiciário atua nessas questões, bem como o MInistério Público. Por acaso ele propõe alguma reforma para a justiça no país? Ou ele pretende deixar as coisas como estão, em respeito aos colegas? Se essa reforma não vier, é pura bravata do candidato.
Sinceramente, eu já estou meio escaldada desses socialistas com patrimônio milionário. Melhor dizendo, socialismo como os que já existiram nos outros países eu não quero, por isso não voto em Plínio ou quem defenda socialismo/comunismo. Essa concepção de depender do estado para tudo não me parece uma boa saída para a humanidade. Pois o estado que dá tudo, controla tudo; não tem almoço grátis.
Eu não acho que as demais candidaturas não têm propostas. Marina tem propostas, com as quais não sei se concordo ou se teriam viabilidade, mas elas existem. Dilma tem propostas, pois ela quer permanecer governando o país com o modelo que está colocado, do qual podemos discordar, mas é um modelo. A proposta dela não é inventar nada, mas aprofundar o modelo de sociedade e de funcionamento do estado que está aí. Vocês estão querendo promessas ou propostas?
O Brasil tem muitos problemas, sim, mas encontrar as saídas é mais difícil do que queremos admitir. Falar que a saúde na Inglaterra ou no Canadá não significa muita coisa. Se for por comparação, os pobres aqui têm mais saúde do que nos EUA, onde não existe saúde pública, ou melhor, recentemente foi criado um modelo meia boca. E EUA é primeiro mundo também. Ou mesmo comparar com o Brasil antes do SUS. O sistema do Canadá não é tão perfeito assim, pois tratamentos psicoterápicos não são cobertos, por exemplo.
Além do que já disse, o que acho pior no caso de Plínio é o PSOL mesmo.
Concordo 100% com Arthemísia.
E voto, com total convicção, em Dilma.
Tracking Vox Populi/Band/iG deste domingo: Dilma 53%, Serra 24%. TRÊS PONTOS ACIMA da quarta-feira passada.
Dilma continua crescendo.
Esse Plínio é mesmo uma piada, ele que pegue essas idéias dele e as leve para o inferno, ou Cuba o que dá no mesmo, Raboni deve ser o tipo que acha Cuba uma maravilha, contanto que ele viva em um país capitalista com todo conforto, luxo e desigualdades que todos os hipócritas adoram.
Um grande candidato. Ético, honesto e com uma história de lutas
em defesa dos mais necessitados.
Concordo muito com o que algumas pessoas aqui disseram. Boa parte do discurso de Plínio é pura demagogia. Promessas bestas para massagear as bases da extrema esquerda universitária.
Para mim, programa propositivo passa por apresentar projeto de fato implementáveis, o resto é oba-oba. Promessa tem aos montes, proposta falta. Plínio não difere muito das outras candidaturas piada.
As viúvas de Marx, a galera do CAC / CFCH / CE, provavelmente vão votar em peso nesse cidadão.
Aproveitando toda essa discussão sobre política, que sem dúvida deve acontecer, encontrei esse site que é uma boa pra todos que gostam do tema..
http://www.eulembro.com.br
Sei não, sabe, mas acho que o Plínio tem um pouco de esquizofrenia…!
Dilma é que nem câncer sem tratamento, vai crescendo, crescendo, até levar o portador à morte.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Boa piada!
espero que seja uma piada mesmo ¬¬, daqui pra lá o Brasil saberá
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