PT segue estratégia do Baby Boom e lança JPLS Júnior

nov 12, 2009 by     14 Comentários    Postado em: Política

DOGGIE & DOGGIE DADDY COLOR

A cada dia que passa todos os políticos vão sofrendo do mesmo mal: a apropriação da política representativa, seja através do agrupamento sem perfil ideológico, ou mesmo na “indicação” de familiares para mandatos eletivos.

Seguindo os passos de Manoel Ferreira, José Aglailson, José Mendonça, Newton Carneiro e Silvio Costa; JPLS já articula a candidatura do filho, JPLS Jr., proprietário da JPLS Software, Survey, Consulting and Strategy, para a deputância estadual.

A estratégia do “Baby Boom”, onde os tentáculos dos que tem voto se estendem através dos filhos que se interessam por política, para depois tentar vôo próprio, tem mostrado resultados excepcionais em Pernambuco. Em alguns casos, o filho supera e muito o sucesso político do Pai, como Silvio Costa Filho e Mendonça Filho. Outros, menos talentosos, submergem. Isso sem falar nas esposas candidatas.

Vale salientar que JPLS, após assumir uma Secretaria no Governo Eduardo, vem atuando com enorme discrição política, apagando a péssima imagem deixada após sair da Prefeitura, onde dava declarações fora de contexto quase toda semana. JPLS acertou o passo realmente.

E antes que digam qualquer coisa, saibam que JPLS Júnior tem todo o direito de ser candidato, mesmo sem ter votos.

A ausência de votos com certeza não será obstáculo, já que poderá ser suprida por um contingente de bajuladores oficiais. Ao menos JPLS Júnior pelo menos tem nível intelectual muito superior ao verificado na Assembléia Legislativa.

Aluno de doutorado em sociologia na UFPE, JPLS Júnior deu uma entrevista à Folha de Pernambuco no fim de semana passado, onde fala de suas pretensões eleitorais. Quando perguntado sobre as bandeiras que pretendia empunhar na nova empreitada de sua vida (já que nunca fez política de verdade), Júnior nos deu uma resposta sociologicamente perspicaz:

A ideia ainda é muito embrionária. Na verdade, as bandeiras partem muito mais da avaliação de que existe uma sensibilidade nova da trajetória que eu tive, que simplesmente ser filho de quem eu sou. É uma coisa que não dá para dissociar. É uma trajetória muito particular que tem a ver com a trajetória dele, mas ao mesmo tempo não se confunde com a trajetória dele. O que a gente vem discutindo muito é essa posição particular que eu tive que confrontar para me constituir enquanto pessoa, que é o fato de ter participado no mesmo momento de setores sociais muito apartados.

Você entendeu? Eu não. Está muito complexo para minha cabeça de financista.

Mas o melhor viria depois, quando JPLS Júnior revelou suas fortes articulações, e as adesões que estava recebendo: “Fiquei muito feliz com o depoimento e a adesão de Luciana Azevedo (PT), que é uma pessoa que admiro muito”, disse Júnior.

Pena que logo depois foi desmentido pela própria, que enviou uma nota com o seguinte comunicado:

COMUNICADO

Luciana Azevedo, eterna militante da democracia no Estado, registra que suas bandeiras de luta estão ligadas ao desafio de imprimir as mudanças desse novo ciclo político, liderado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Nesse contexto, reafirma que seu compromisso é com projetos coletivos e com todos os candidatos legislativos que reforcem a unidade desse cenário.

Apesar de petista, Luciana Azevedo escolheu um modo tucano de desmentir o filho do ex-prefeito, afinal, quem apoia todo mundo não apoia ninguém.

14 Comentários + Add Comentário

  • Ele se cuide, corra atras da sua eleição para senador!!!!!
    Pernambuco é muito mais do que região metropolitana!!!!

  • O nome da empresas é pomposo(JPLS Software, Survey, Consulting and Strategy),mas não combina com o capital inicial de R$ 10.000,00.Deve ser uma salinha bem vagabunda.

  • é engraçado mesmo!
    Jarbas também levou seu adoradinho baby nas mãos e nunca ouvi nada contra neste espaço.

  • Em primeiro lugar, registro que nunca votei em Sociologo e, pelo que tenho visto por aí, nunca votarei.

    Falando especificamente de Junior. Ou seria melhor JPLS Junior. Fala serio?? Nossos somos uma República ou uma Monarquia?? Se depender de JPLS, Silvio Costa, Krause, Mendonça e etc, seremos súditos.

    Eu não voto em filho de político nenhum. Não gosto nem de político profissional quanto mais uma família de políticos profissionais.

    Vamos trabalhar gente.

    Por fim uma citação:

    “As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.”

    Marcus Tullius Cícero – Roma, 55 a.C.

    • “Vamos trabalhar, gente” (Muito boa!)

      Essa história de ser político por causa de “painho”, “mainha” é coisa de menino buchudo.

  • Vamos ver as propostas… huahauhauhauhauh

    • Também não voto nele mas gostei da entrevista dada ao jornal. Mostrou personalidade e o que é melhor, se saiu infinitamente melhor que o pai.

  • E o candidato num é Múcio Magalhães, não? até alguns já comentava.

  • Pierre Lucena,

    Acredito que o primeiro passo de qualquer análise bem feita é tratar os fatos e as pessoas com seriedade e respeito. Apenas aqueles que não se sobressaem por suas ideias, recorrem a expedientes desnecessariamente vulgares, como esse procedimento de não chamar Jampa pelo nome dele. Chamar Jampa de “JPLS Junior” seria como chamar Pierre Lucena de “estafeta de Raul Henry”. Enfim, nada contribui para o debate de ideias, não acha? Chame as pessoas pelo nome delas. Será um primeiro gesto – de tantos outros – para você se tornar um analista sério.

    Você chama Jampa de político sem voto (como se uma pessoa que se lança à vida política pela primeira vez tivesse que ter voto), enfatiza que o mesmo nunca fez política de verdade (como se uma pessoa que deseja entrar na atividade política devesse ter experiência anterior). Enfim, suas objeções são tão substantivas quanto a de alguém que critica um aluno prestes a fazer vestibular de não poder entrar na universidade por não ter feito prova de vestibular e não ter experiência universitária. Talvez seja a sofisticação da “cabeça de financista”, como você mesmo atribuiu sua incapacidade de entender uma mensagem simples de Jampa: ele tem uma trajetória de vida peculiar por ter vivido em classes sociais apartadas.
    Enfim, o próprio político com quem vocë tem grandes afinidades, Raul Henry, embora não seja “filho”de Jarbas, aproveitou-se da mesma estrutura do “filhotismo”da política pernambucana, sendo guindado a postos estratégicos da administração, e dessa maneira, ocupou espaços na política. E, olhe lá, não se pode comparar o preparo intelectual de Jampa, com Raul Henry.

    O que eu posso lhe dizer, Pierre Lucena, é que, queira você ou não, você ouvirá bastante o nome de Jampa nos próximos anos da política. Ele tem densidade, personalidade e, veja só, ideias próprias. E vai fazer toda a diferença quando entrar no cenário político pernambucano.

  • Esse post poderia muito bem ter sido comprado por um político do grupo de Jarbas. É a típica desinformação feita para destruir um projeto.

    Jampa tem nome. Usa esse nome e não o do pai, porque tem trajetória própria. Começou na política lutando contra o fechamento do Colégio Marista. Fez movimento estudantil com um grupo que chegou ao DCE da UFPE, que depois viria a influenciar a Ciranda.

    Mas ele escolheu ir para a área acadêmica. Por sinal, eu não valorizo porra nenhuma dessa trajetória acadêmica de Pierre Lucena, mas acho que o cara pode ser um bom administrador de curso acadêmico. Assim como sei que ele como jornalista é um péssimo blogueiro.

    Gosto desse blog. Tem um bom jornalista. E um acadêmico que deveria aprender um pouco sobre as premissas da boa Comunicação. Da próxima vez envia um repórter para checar a tua pauta Pierre.

  • Pierre tocou em assunto delicado, filho de político em pernambuco é rei, da “cocada Preta”…
    cada um escreve o que quer, e Pierre tem toda razão de escrever sobre nepotismo político toda vez que ocorrer aqui no estado… vamos trabalhar gente!

  • É engraçado como eles sempre começam pelos Das e Dces, fez-me lembrar os tempos de movimento estudantil…há uns cinco anos teve um debate na unicap com os candidatos a vereadores da juventude recifense, lá estavam Priscila Krause, João Freire, Silvio Costa Filho, um do PT que não lembro o nome e um amigo nosso militante do PSTU (os únicos que não eram filhos de nenhum político)…foi hilário…nada como ter um paizinho ou uma mãezinha pra facilitar as coisas, afinal de contas pra que ralar, estudar pra concurso, trabalhar pra caramba se tudo pode ser mais fácil. Oh Senhor fazei com que na próxima encarnação eu seja filha de politico no Brasil!!!

  • Creio que uma opinião dspensada quando causa transtorno em alguém há algum vestigio de verdade. No atual estado politico que nos encontramos, com todas essas aberrações, precisamos de politicos sérios que trabalhem em prol dos brasileiros pensando na melhora da qualidade de vida e no nosso desenvolvimento sustantável.
    Não conheço o Júnior, li que possui doutorado ( não faz mais que sua obrigação em estudar, devido a qualidade de vida que possui).
    Como brasileiro, empresário e eterno estudante parabenizo este blog pelas materias excelentes e torço para que o Junior se torne um político diferenciado, respeitando o Estado, as pessoas e instituições sendo sério, honesto e coerente. Mas, ao se tornar parecido com estes que aí estão, não precisaria estudar pois haveria inúmeros estágios.
    Abraços amigos….e continuem assim, firmes, mostrando para a sociedade a verdade e opiniões relevantes.

  • A notícia da canidatura do filho de João Paulo seria grotesca há alguns anos atrás, quando o PT se apresentava como paladino da ética na política. Hoje não. É apenas mas uma aberração moral deste partido que repete práticas que há muito criticava. Vejo a candidatura de JPLS júnior como mais uma das imensas práticas feudais dos senhores de engenho de Pernambuco. Veja, pode-se levar a sério políticos que têm como único mérito a paternidade? Sinto nojo dos Silvinhos Costas, FBCzinhos, Krausezinhas, entre outros. Mas o PT é isto, mas do mesmo. Não bastasse o clã dos Leite, agora temos o clã de João Paulo. Lamnetável, repulsivo e ridículo.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).