Reforma ministerial deu certo ar de organização política e administrativa ao Governo Dilma

set 30, 2015 by     14 Comentários    Postado em: Política

Passando pelas redes sociais, há um enorme desconforto de muita gente, principalmente eleitores de Dilma, com a reforma ministerial feita por Dilma. Na verdade ainda não sabemos o que vem por aí ao certo, mas aparentemente Dilma deu uma mexida sensata em vários pontos, ganhando certo fôlego político para lidar com a crise.

Começando pelos acertos.

As mexidas internas parecem estar sendo realizadas com bom senso e colocando as pessoas em locais com perfil, digamos assim, mais adequado (ou menos fora do lugar). Mercadante saindo da Casa Civil e voltando para a educação. Berzoini saindo das Comunicações e parando no Planalto. Além disso, colocar Jacques Wagner na Casa Civil parece mais adequado para controlar a rebeldia de sua base.

E não esquecendo que Aldo Rebelo era algo inacreditável na Ciência e Tecnologia. Tem mais a cada do Ministério da Defesa, área em que militou nos últimos anos.

No meio do furacão o grande problema parece ter sido a entrega do Ministério da Saúde ao PMDB. Os motivos todos sabemos, mas sendo bem realista, não tinha jeito mesmo. E vamos combinar que o PT nunca fez trabalho que prestasse nos últimos anos neste pasta. No caso da Educação, Janine parecia realmente que estava lá mais como uma vitrine para o Governo do que para a gestão.

A verdade é que, com o que Dilma tinha nas mãos, a reforma foi a melhor possível para a conjuntura. Pelo menos irá tirar o tema impeachment do noticiário por alguns dias.

É como arrumar o atual time do Central para jogar (que levou de 4 a 0 em casa na quarta divisão). O time é fraco, mas se colocar o atacante no gol e o goleiro na lateral, ficará pior.

No fim de tudo, acho que conseguiu certo fôlego para pelo menos aprovar o ajuste fiscal, porque sem ele realmente o Governo não tem mais saída.

14 Comentários + Add Comentário

  • Agora com Jacques Wagner na Casa Civil, Dilma pode colocar Fernandinho Beira-Mar no ministério da Defesa e Cesare Battisti como general-comandante das Forças Armadas.

  • Textículo raso e totalmente equivocado.

  • Mercadante com perfil “adequado” para a Educação? Sei…

  • Bem ajustada??
    Pierre, cada vez mais me decepciono com seus textos..

    Simplesmente é uma dança das cadeiras, onde se tira um ministro para por outro (do PMDB), que vai assumir em troca de votos no congresso ou no senado.
    É da politicagem mais suja e mais nojenta que esse país já viu.. é a reforma mais descabida e mais corrupta possível..
    Como você teve a capacidade de defender isso? também está ganhando Pixulecos como a Dilma Bolada? ops.. ela parou de ganhar, e parou de defender..

  • Esse Pierre é muito fraco, tanto aqui quanto na CBN o cara não tem nenhuma coerência e a visão é sempre rasteira.

  • Perfis mais ajustados? Esperava comentários mais coerentes sobre tão infame episódio esse da reforma ministerial que deu ares de balcão de negócios ao governo. Lamentável, foi algo de inescrupuloso.

  • É Pierre… Tá complicado debater política e o dia a dia do Brasil sem destilar discursos de ódio e bravatas. Zé povinho foi treinado pra gritar e dar tapa na mesa. Qualquer tentativa de conversa amena, desencadeia a reação dos comentários acima. Até passam a questionar a tua pessoa por um simples texto sem nenhum comprometimento. O Brasil está se tornando um lugar difícil de se viver. A polarização alimentada pelo PSBD e PT com o PMDB batendo palmas foi uma tragédia. Agora, vamos aguardar os fundamentalistas neopentecostais para tampar o caixão de uma vez.

  • Infelizmente muitos artigos nessa reencarnação do Acerto de Contas me faz questionar a idoneidade dos autores. Esses artigos a favor de um governo ingerente e safado parecem ser moeda de troca por alguma benesse, prática corriqueira para a corja governante.

  • ÊÊÊÊÊ
    O AC continua bom, mas o povo que acessa virou polarizado demais…

  • apaga que dá tempo

  • Parei em Mercadante com perfil pra educação.

    Patético.

  • “Reforma” ministerial da Dilma não passa de enrolação assim como foi os governos Lula-Dilma, onde milhões de pobres, agora endividados, acharam que estavam ascendendo socialmente graças ao crédito fácil!

  • Essa reforma ministerial foi trocar seis por meia-dúzia. A https://youtu.be/MpHb5ohWQVE

  • Sem questionar a qualidade e legitimidade das troca de cadeiras, essa reforma ministerial foi insuficiente do ponto vista numerico.

    Dos 39 ministerios (e secretarias ou orgaos com equivalencia) baixamos para 31 o que continua um numero manifestamente alto. Dava para reduzir esse numero para no maximo dos maximos 25 cadeiras. Excluindo a independencia do BC.

    A Dilma fala no corte de 3000 comissionados (muito pouco) quando o governo Federal tem 23000, novamente um numero bastante aquem das expetativas se bem que, na direcao certa.

    Por falar em comissionados, os Estados teem mais de 100.000 e os Municipios mais de 500.000, seria por esses e nas despesas desnecessarias que deveriam comecar os cortes.

    Para mim, esse Governo so ganha credibilidade se iniciar uma serie de reformas serias, tais como:

    Reforma fiscal/tributaria – onde o numero de impostos, taxas e contribuicoes deveria ser drasticamente reduzido para no maximo 25 ao inves das mais de 80. Alem disso, deveria haver uma unificacao do ICMS, ISS e IPI para um unico imposto. O que os Americanos chamam de sales tax, os Portugueses de IVA e os Ingleses de VAT. Eliminacao do imposto de exportacao (IE) e criacao de mais 2 escaloes de IR.

    Reforma Previdenciaria – Juncao dos sistemas previdenciarios publico e privado. Aumento da idade minima para 60 anos (mulher) e 65 anos (homens) e/ou fatores 90/95. Alem disso, o ideal mesmo sera a criacao de conta independente (similar ao modelo Sueco) em que cada um recebe consoante os seus pagamentos e esperanca de vida na altura da pensao.

    Reforma Politica – Reducao do numero de deputados dos atuais 513 (ridicularmente alto) para no maximo 425 (desde que fosse inferior ao Americano ta otimo, para mostrar a eles que respeitamos o dinheiro dos contribuintes). Alteracao para 2 senadores por estado e reducao das despesas/mordomias por parlamentar dos atuais 7 milhoes USD$ para no maximo 4 M$. Reduzir o numero maximo de mandatos para deputados para 3 e reduzir o numero de servidores no parlamento dos atuais 4000 para 2000.

    Reforma Eleitoral – Criacao do voto distrital, onde o deputado representa determinada area geografica e populacao dum estado. Reducao do numero de partidos para no maximo 10 ( 2 esquerda, 2 centro-esquerda, 2 centro, 2 centro-direita e 2 direita), se algum deles nao atingisse um determinado numero de votos seria retirado e daria lugar a um outro do mesmo espetro politico.

    Reforma Trabalhista – Adequar as super ultrapassadas leis trabalhistas Brasileiras a realidade Internacional dos Paises desenvolvidos. Flexibilizacao dos horarios de trabalho. Eliminacao das ferias conjuntas de 30 dias. Flexibilizacao das leis de despedimento desde que justificadas. Flexibilizacao do trabalho a prazo definido e trabalho a part-time. Reducao da carga horaria para 40 horas semanais…….

    Reforma Penal – Diminuicao gradativa da maioridade penal para 16 anos. Rever todas as leis que fossem dos anos 40s, 50s e 60s e adapta-las a nova realidade. Especial atencao aos crimes de enriquecimento ilicito, fraude financeira e leis anti-corrupcao.

    Alem dessas reformas (importantissimas para colocar o Pais na rota dos Paises desenvolvidos) o Governo deveria privatizar (total ou parcialmente 50/50%) empresas publicas e concessionar mais obras/equipamentos publicos importantes tais como: portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e ate alguns hospitais, escolas, prisoes e etc.

    Ou seja, trabalho nao falta ao Governo. Falta eh saber se ele tem disponibilidade para arregacar as mangas e realizar esse trabalho pesado que depois daria muitos e bons frutos. Ele ja ta fazendo qqr coisa com essa reforma ministerial e tentando concessionar obras importantes, alem de algum corte de gastos mas vamos ver …..

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).