Ninguém vai dar um basta no vandalismo das Organizadas?

jul 13, 2015 by     13 Comentários    Postado em: Esportes, Sala de Justiça

Por Pedro Jácome

O Sindicato dos Metroviários resolveu suspender o serviço nos dias de jogos de futebol, enquanto não houver segurança nas estações. O estopim foi a depredação ocorrida sábado, por ocasião do jogo entre Náutico e Santa Cruz.

Os metroviários não têm a menor obrigação de trabalhar se o Governo não lhes garante segurança. Mas a população que usa transporte público também não tem nada a ver com o problema e não pode ser a grande vítima da briga entre Governo e Metroviários.

A verdade é uma só: o problema é a ineficiência do Poder Público em combater a violência das torcidas organizadas.
Não é de hoje que essas gangues fazem o que querem em Pernambuco.

Quem não se lembra do torcedor do Náutico assassinado em frente ao Estádio dos Aflitos? E do bizarro caso dos torcedores do Santa Cruz que atiraram uma privada de cima do Arruda vitimando fatalmente um torcedor do Sport.

Citei esses dois casos, porque são os que me parecem mais famosos, mas as ocorrências são frequentes e o vandalismo e a criminalidade estão presentes em todas as organizadas.
E, ao que parece, o Poder Público não está tão preocupado em combater o problema de frente. Solução há:

A Inglaterra que sofria com os hooligans, investiu em inteligência, começou a instalar circuitos fechados de câmeras nos estádios, identificar os agitadores e puni-los severamente, chegando até a bani-los dos jogos de futebol.
A violência não desapareceu, mas diminuiu de maneira impressionante.

Aqui, a legislação também prevê punições, mas sua aplicação não tem sido efetiva.

Propostas de soluções extremas são quase sempre injustas ou desmioladas. Sugestões como as de permitir apenas o ingresso no estádoo da torcida mandante ou de proibir as organizadas não fazem sentido. No primeiro caso, porque é um absurdo que todos os torcedores de um clube paguem pela deliquencia de uma minoria. No segundo, porque é ingenuidade achar que se pode eliminar as organizadas e sua cultura de violência por uma canetada.

O problema é muito mais profundo, pois sabe-se que várias vezes as organizadas são financiadas e manobradas pelos dirigentes dos clubes.

Se antigamente, na Geral, torcedores de times rivais dividiam os assentos dos estádios, hoje, mesmo com torcidas separadas, ir aos jogos de futebol se tornou uma aventura radical.

Como a patifaria não se limita ao estádio. o raio de destruição e amedrontamento se espalha pelas ruas e praças da cidade e atinge até as estações de ônibus e metrô, vitimando pessoas que nem estão indo ou voltando dos jogos, mas apenas utilizando o transporte coletivo.

É ridículo que a gente tenha se acostumado a não sair de casa em dias de jogos, com medo da violência imposta pelas organizadas. Alguém tem que acabar com isso!

13 Comentários + Add Comentário

  • Essas torcidas viraram sinônimo de marginalidade. A questão é muito difícil de se resolver, o Estado não tem como proibir a entrada desses marginais nos estádios, por outro lado esses marginais sempre vão existir em função dos eternos problemas sociais brasileiros. É complicado, mas acabar com essa ZONA vai ser difícil. O Estado não proporciona educação de qualidade, oportunidades, trabalho, o resultado é essa horda de marginais que mais parecem animais soltos do zoológico destruindo e vandalizando com tudo.

  • Isso é o retrato de um país que negligencia o povo e o larga à própria sorte. O resultado é uma grande população da parcela completamente marginalizada sem acesso à educação. Sobra pra polícia tentar “educar” esses marginais na porrada e jogando-os em presídios que são verdadeiras escolas do crime.

    Mas é isso que o PT quer, quanto mais marginalização e violência melhor, mais desestabilizada, vulnerável e fragilizada fica a sociedade. As autoridades e os poderosos do governo só andam de carro blindado e seguranças armados com as melhores armas, eles não precisam de segurança pública nem de transporte público. O povão que se lasque andando de transporte público no meio da selvageria.

    • “parcela completamente marginalizada sem acesso à educação”… Amigão, você fez uma pesquisa para saber se os ‘vagabundos-organizados’ não tem acesso à educação? Te digo uma coisa: tem escola sim, eles que não querem estudar.

      PS: já fui membro da TJS

      • Rodrigo, naturalmente não fiz referência a todos os membros da torcida, mas à parte que infelizmente suja o nome do todo.

        O próprio articulista deixa claro isso no artigo: “é um absurdo que todos os torcedores de um clube paguem pela delinquência de uma minoria.”

        • Vamos parar de culpar a educação ! Escola grátis sempre teve, quem quiser estudar, estuda. Agora quem nasce para ser cabra safado, não tem jeito. Estudei no colégio da PM, desaforo a quem quer que seja lá dentro era intolerável, disciplina quase militar, éramos monitorados por Sargentos, e mesmo assim, aparecia gente ruim lá dentro. Ora bolas.

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  • Só falta aparecer as “tias” dos direitos humanos querendo trocar a fralda dos bebezinhos inocentes das torcidas abandonados pela sociedade malvada.

    Quem quiser defender bandido, adote um, leve pra casa e coloque pra dormir no quarto da filha, já que esses rapazinhos são tão inocentes e vítimas da sociedade capitalista e cruel.

    Mesmo os direitos humanos querendo proteger os maloqueiros, a polícia tem meter o cacete nessas “almas”.

  • Tem que levar esses marginais para a casa da petista MARIA DO ROSÁRIO, ela é chegada num MARGINAL.

  • O PT demoniza a polícia e as Forças Armadas para desmoralizá-las publicamente e e intimidá-las, e dessa forma abrir espaço para a bandidagem e o crime organizado.

    Esse caos em que o Brasil está afundado é calculado meticulosamente pelos picaretas comunistas que hoje estão no poder.

    A polícia não pode encostar em bandido que os esquerdistas dão chilique. A polícia está acuada e de mãos atadas pela histeria desses vermes socialistas que só querem tumultuar, gerar a barbárie e jogar a população de bem contra a polícia.

    • Desmoralização foi no governo FHC passarmos 8 anos sem nenhum aumento nas FFAA. Informe-se antes de defecar pelos dedos.

  • Esse é o típico problema que é de todos e portanto não é de ninguém. Ficam os clubes/federações jogando a bomba pro Poder Público e esse fingindo que tem interesse em resolver algo.

    A Polícia não tem interesse por que, sem minimizar o problema das TOs, há coisa mais séria pra se preocupar. A lógica da Polícia é: ao longo do ano temos no máximo uns 15 jogos problemáticos (clássicos, decisões). Mais fácil e barato fazer “esquemas de segurança” pra esses jogos do que investir em inteligência, deslocar contingente pra combater de verdade o problema. Enquanto tiver traficante na rua e quadrilha estourando caixa eletrônico, pode ter certeza que a Polícia não vai priorizar jamais o combate às TOs. A lógica é cruel, mas é essa.

    Então se a solução não vai vir da Polícia, cabe aos clubes e federações tomar para si a responsabilidade. Afinal, são eles os principais interessados. Mas combater esse problema significaria investir em tecnologia e segurança privada e os clubes não querem fazer esse investimento. Além da falta de interesse, alegam falta de dinheiro. Então caberia às endinheiradas federações, mas o que esperar dessas peças de museu? Falta interesse e, mais que isso, competência. Os caras não sabem fazer um regulamento, o que dirá um plano estratégico pra enfrentar a violência. E aí a bomba de volta no colo do Poder Público.

    Pessoalmente, eu já desisti de ficar nesse fogo cruzado. Cobrar, já se cobrou demais. A cada morte, a cada quebra-quebra as manchetes estão lá. Minha postura agora é diferente: não piso mais em estádios de futebol. Parei de financiar esse sistema. Não quero estar entre as vítimas de um Hillsborough brasileiro. Talvez, quando sentirem o impacto no bolso, eles entendam que é preciso agir.

  • Essa situação das torcidas é uma vergonha em todo o país, em pleno 2015 ainda temos que enfrentar esse tipo primitivo de problema, como se já não fosse suficiente a imensa lista de outros bem piores.

    Por um lado, o governo sabe que a situação é caótica, mas por outro, sabe que não pode fazer nada por que “o buraco é mais embaixo”.

    Enquanto isso, nós, da classe MÉRDIA, vamos tentando levar nossa vidinha medíocre de rebanho domado dentro da Matrix, trabalhando feito escravo, pagando 5 meses por ano trabalhado de imposto e o governo só fomentando miséria, roubando, montando nas nossas costas e tornando cada vez mais miserável e insignificante a nossa porca vida de gado amansado.

    Como diria o filósofo: “TÁ FODA”.

  • O problema do controle passa por algo mais básico ainda. Como as pessoas serão controladas se o estado não tem ferramenta de controle??

    Tem um monte de câmeras espalhadas, mas não há um sistema que gerencie as polícias de forma eficaz. Não só a polícia, mas todo o governo está na idade da pedra. Como se pode fazer algo se não se conhece o que deve ser feito??

    Governantes não gostam de investir em sistemas e vira tudo um caos. Também, as empresas de desenvolvimento não entregam ferramentas úteis. Não existe troca de informações… não existe sinalização… e fica tudo assim.

    O Estado (não especificamente Pernambuco, mas a instituição Estado) não tem conhecimento das coisas que ocorre. Só toma iniciativa na reação. Quando já é tarde demais.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).