Pelegos, pressão e reitores amigos: a fórmula do MEC para acabar com a greve nas universidades federais

ago 10, 2012 by     108 Comentários    Postado em: Educação

amaro

O comunicado oficial emitido pelo MEC mostra que a aposta do Governo é sufocar de todas as formas os professores para que acabem com a greve nas universidades federais.

A estratégia é clara:

  1. Assinar um acordo com os pelegos do Proifes para justificar politicamente o acordo
  2. Pressionar psicologicamente os professores, avisando que a partir de agora não terá mais negociação
  3. Articular reitores petistas amigos de grandes universidades para acabarem com a greve
  4. Se isso não funcionar, parte-se para o próximo passo: corte de salários

Apenas rememorando o que aconteceu.

Após levarem um cano em um acordo em março, os professores decretaram greve a partir de 17 de maio.  Depois disso, por várias vezes o Governo desmarcou reuniões.

Depois de praticamente 60 dias, o MEC de Mercadante e Amaro Lins (foto), apresentou uma proposta que apenas repõe a inflação desde 2010. Isso dividido em 3 vezes, até 2015.

A ideia era clara: fazer um acordo de 3 anos, porque isso evita greves posteriores.

Os professores não aceitaram o acordo, pois alguns “bodes” haviam sido colocados, como o aumento das horas-aula em troca de nada.

O Governo pega a mesma proposta e a apresenta com cara de nova.  Tirou os “bodes” e deu R$ 90,00 a mais apenas para os mestres, em 2015.

Isso mesmo, a diferença de uma proposta para a outra é um acréscimo de R$ 90,00 para os que possuem apenas o título de mestre. Para os doutores, nada mais.

Logo após o fim da reunião, os pelegos do Proifes saíram acenando para a “conquista” da categoria.

Novamente rechaçada a proposta pelas assembleias docentes, o Governo resolveu dizer que encerrava a negociação e ponto final.

Passamos agora para o segundo ponto da estratégia de Mercadante e Amaro: pressionar psicologicamente os docentes, tentando criar um racha com parte dos professores, já que alguns desejam a saída da greve.

Antes que alguém pense em culpar estes professores, é bom que saibam que grande parte não gosta de greve, já que é uma desmotivação muito grande para quem gosta da Universidade. Esta parte aderiu à greve porque os salários estão muito baixos.

O terceiro ponto da estratégia do MEC começa a dar sinais visíveis.

Nas assembleias realizadas na UFPE e na UFRJ, grupos razoavelmente númerosos para assembleias docentes (em torno de 30 professores), resolveram aparecer para “encaminhar pedidos” de inclusão na pauta de próximas assembleias a “saída da greve”.

A coincidência (não acredito nelas), é que estas duas universidades tem como reitores, petistas ligados justamente a Amaro Lins e Aloisio Mercadante.

No caso da UFPE, que conheço bem pois sou professor de lá e fui o candidato da oposição à atual gestão, o atual reitor não dá um passo sequer sem perguntar a Amaro (ex-Reitor da UFPE) o que fazer, já que ainda deve o mandato ao amigo do MEC.

Em um caso sui generis, reúne-se com os professores em Recife e diz que a greve é justa. Pega um avião, vai a Brasília e dá entrevista dizendo que está na hora da greve acabar pois a proposta é boa. Para o Correio Braziliense, disse: “A afirmação do mérito, melhoria do salário inicial da carreira, tornando-a mais atrativa, bem como a antecipação dos reajustes salariais para março do próximo ano, possibilitam enfrentarmos os desafios seguintes de forma concreta”

O mesmo acontece com a UFRJ, cujo Reitor é próximo de Mercadante.

E esse movimento para acabar com a greve nas assembleias via articulação das reitorias pode crescer nas próximas assembleias, já que as administrações possuem centenas de cargos comissionados, além de uma capilaridade impressionante junto aos docentes.

Neste momento a greve fica em um impasse difícil de ser solucionado: por um lado o Governo resolve fechar as portas, por outro sabe-se que a proposta do Andes nem mesmo tem apoio intenso de toda a categoria, já que parte dos professores com doutorado gostaria de uma proposta com ênfase mais meritocrática. Acabou conseguindo a adesão da grande maioria porque o salário está muito baixo. Mas exigir uma proposta unânime neste momento seria pedir demais.

Independente disso, voltar ao trabalho depois dessa estratégia truculenta e indecente do Governo seria o reconhecimento de uma derrota acachapante. Seria aceitar o papel de submisso em uma luta por melhores salários e condições de trabalho, já que profissionais de categorias semelhantes, como pesquisadores do IPEA e MCT conseguiram carreiras muito melhores no Governo Lula.

Por incrível que pareça, hoje ganhamos menos que em 1998, no meio do Governo FHC.

Isso sem falar de universidades cujas salas de aula estão instaladas provisoriamente em galpões ou containers.

No próximo post sobre a greve irei falar sobre a previsão para o próximo semestre, que é assunto de interesse de todos.

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  • Concordo parcialmente com sua analise, pois divirjo quanto a proposta do Andes não dar a devida importancia a meritocracia. Ela so não prioriza este elemento, que é um dos itens para termos uma universidade publica de qualidade e voltada aos reais interesses da população. E não continuarmos com a situação presente, em que ela foi “capturada” pelos setor empresarial, tornando acritica aos grandes projetos em andamento. Isto é o que chamamos de “privatização”. Quando acordos, convenios (passando ou não pela Fundação-FADE), acabam tornando o professor/pesquisador “quase funcionario” destas empresas, limitando a zero sua capacidade de critica. Veja o nivel de criticas (que não ocorre) aos problemas em Suape, com as grandes hidroeletricas em construção, com a instalação de uma usina nuclear em PE, com as questões ambientais no Estado,e assim por diante.

    Atualmente a greve é forte em todo o país. E devemos pressionar para que haja negociação, que nunca houve nestes quase tres meses de greve. Como vc mesmo diz na postagem “voltar ao trabalho depois dessa estratégia truculenta e indecente do Governo seria o reconhecimento de uma derrota acachapante. Seria aceitar o papel de submisso em uma luta por melhores salários e condições de trabalho”.
    A greve continua. Abertura de negociações JÁ!

    • Heitor
      Eu só disse que parte dos docentes não concorda. Estou errado?

  • Obrigado por nos manter informados, Pierre!

    • Obrigado por nos manter informados, Pierre! [02]

  • Ah! E quanto a representação do Amaro/Anisio no cenaro estadual e nacional os eleitores destes professores devem estar se perguntando “O que fizemos?”.
    É bom lembrarmos bem de que lado eles estão?
    Eleitos pelos docentes, tecnicos e estudantes, hoje são representantes do MEC e da politica de destruição da Universidade pública brasileira. Discurso é uma coisa, e a prática é outra.

    • Não é muito diferente da governanta nos mais variados debates pré-eleição, onde ella jurava de pé junto que iria negociar, e blá blá blá. Trouxa aqueles que caíram no canot da Mortícia. Eheheeheheheheheheh

      Como não votei na corja, porque errar é humano, mas permanecer no erro é ser petista, tô tranquila.

  • Em relação ao “Por incrível que pareça, hoje ganhamos menos que em 1998, no meio do Governo FHC” aí é MiMiMi. Sugiro mandar o Curriculo para Janguiê que com certeza tem vaga para você lá na Uninassau.

    • Eu não vi mimi aí não.

    • Uninassau. Isso lá é universidade pra ninguém.
      LIXO

      • “Uninassau. Isso lá é universidade pra ninguém.
        LIXO” [2]

        Caça-níquel total.

  • É uma pouca vergonha! Um sindicato pelego comandado por um petista, reitores carreiristas que só pensam em “boquinhas”, professores que ingressaram antes da era FHC omissos por terem direitos adquiridos que proporcionam-lhes altos salários, CNPq e CAPES sucateados… E nós, jovens doutores que ingressamos na era PT, ganhando um salário de fome e tendo que esperar anos e anos para chegar a associado e ganhar melhorzinho… Eu sou adjunto 1 indo para 2 e já tenho bolsa PQ CNPq. Mas ainda terei que esperar seis anos para ir a associado, quando já tenho currículo para isto. Um doutor sem nenhuma produção terá a mesma trajetória. Além dos baixos salários, que carreira é esta, que nivela por baixo?

    • Perfeito, Wagner.

      É este tipo de situação que a “reestruturação de carreira” proposta pela ANDES não contempla. Querem a pasteurização do mérito. Querem uma carreira com progressão “vegetativa” por tempo. E por isso muitos de nós, professores, não nos sentimos representados pela proposta, como bem disse Pierre.

      Aí fica o dilema: a proposta do governo não agrada, tampouco a do sindicato. E a greve é um tiro no pé pra quem trabalha de verdade e que vai ter que emendar janeiro dando aula. Pros vagabundos (estes existem mesmo em todo o funcionalismo) é bom com greve ou sem greve.

  • Uma coisa é fato: já passou da hora dessa greve acabar, pelos alunos.

    Não faz sentido uma instituição federal de ensino superior ficar paralisada por três meses. Parece até que são descartáves, já que quem passa tanto tempo parado mostra que não é tão importante para a sociedade.

    Bom, pelo menos essas férias deu para os professores descansarem e relaxarem bastante. Eu conheço um que colocou em dia o bronzeado, entrou na musculação, tomou bomba e aproveitou até pra fazer implante de silicone. Vai voltar super bronzeado e saradão. E o pior é que muitos ainda tem a cara de pau de voltar das super férias reclamando do governo, ameaçando a sociedade e atirando pedra pra tudo que é lado, como se fossem injustiçados, sofridos e estivessem passando fome.

    Agora é a vez dos servidores da justiça terem seus 3 meses de férias remuneradas e pegarem um bronze e curtirem a vida com tudo pago pela sociedade. Quando voltarem das férias, vão atirar pedra no governo também.

    Enquanto isso o país fica paralizado, os alunos ficam vagabundando em casa e o cidadão que faz papel de palhaço e trabalha tem que manter essa malandragem toda dando 5 meses de trabalho por ano só paga custear esses impostos indecentes.

    Só falta Dilma querer aumentar os impostos pra bancar esses aumentos irracionais dos servidores. Como sempre, a carga vai recair nas costas do trabalhador que tem que sustentar essa festa toda achando graça.

    • Me desculpe, mas sua vida é triste e submissa! Esses mesmos professores também pagam imposto, enquanto muitos políticos os sonegam e roubam da população.

      • Eu acho é pouco, votem no PT novamente, bando de otários.

        Não é o partido do povo?

      • Desculpa, mas que eu saiba funcionário público só paga imposto tecnicamente, porque na verdade ele recebe seu salário dos pagadores de impostos!

        • Hummmm… quer dizer que “tecnicamente” aquelas linhas de INSS e IRPF “tecnicamente” não vale nada. Nós, SPFs também bancamos o nosso próprio salário e sem direito a FGTS, PIS/PASEP…

    • Renato certamente tentou.. tentou… tentou e não conseguiu passar num concurso.

    • Muito bom Renato, a opnião da maioria dos alunos é essa, só não é dita por medo das retaliações, afinal de contas, professor da federal faz o que quer, reprova quem quer… Se foi o tempo em que os professores da UFPE eram admirados.

      • Renato está coberto de razão.
        Os servidores públicos, aqui no Brasil, querem ser deuses.
        Trabalho e resultados que é bom, NADA!!!

    • A educação nesse país ainda não tem prioridade. Sou professor há 14 anos em universidade federal e temos um salário vergonhoso em comparação a outras categorias em que não lhes é exigida titulação de mestre, doutor ou pós-doutor. Basta vermos os salários dos funcionários do senado que observaremos que um simples motorista ganha mais que um pós-doutor das IFES brasileiras. O que é mais triste ainda é termos alunos como esse rapaz Renato que deve ser analfabeto funcional.

      • Se está ruim pede pra sair ou aguenta o que fez oras bolas. Outra espero que consigam o aumento, mas saiba que terão de minha parte cobrança quanto à publicação de livros, tradução de livros, artigos em revistas de boa qualificação e patentes, caso contrário é justo serem cobrados por trabalhos irrisórios como tenho visto por aí, sob títulos absurdos, como A influiência dos santinhos de Nossa Senhora Aparecida e as mulheres que rezam pedindo milagres. Isso é lá coisa que se apresente, e só não cito onde foi e em que cidade pra preservar o aluno. porque façam-me o favor publicar isso? Educação hein, legal e reclamam porque o Brasil é o 54° país no quesito educação.

        • Me diga uma coisa. Se você tivesse o emprego na área que você gosta, mas ganhasse mal, você largaria o emprego que gosta para trabalhar em outro que até paga bem, mas que você vai passar o dia mal-humorado por não estar fazendo o que gosta, ou iria batalhar para ser remunerado decentemente?

          De resto, seu desejo já é uma ordem. Tanto é que hoje existe uma falta que vai de 300-700 mil professores no Brasil porque a maioria “pediu pra sair”. Todos os bons professores deveriam mesmo pedir pra sair. Assim, dariam vaga para os que não conseguem passar em concurso para coisa melhor e/ou se submetem a qualquer coisa, até aos salários ridículos que hoje já são pagos aos professores do ensino médio/fundamental… e depois vocês não fiquem reclamando ao serem substituídos por médicos de Cuba, como já faz nosso governo, engenheiros ou arquitetos da Argentina, etc, porque a qualidade do ensino não foi suficiente por causa dos professores ruins que vocês tiveram.

    • Acredito que você seja aluno. Se for, não deve usar RU (com suas longas filas), bibliotecas (que não tem livros) ou estudar em salas super lotadas, muito menos ser residente em hospital universitário e ter que, desde a sua formação como médico, ficar escolhendo quem vive e quem morre por falta de material. Se não for aluno, então não conhece a realidade.

      Se fosse só pelos alunos, dado o fato de que eles não tem as condições necessárias de aprendizagem que permita a sua formação de forma decente, aí sim é que a greve deveria demorar. Mas no fim das contas, o profissional mal formado da universidade brasileira será mesmo substituído pelo profissional capacitado importado.

      Todo mundo reclama da greve, incluindo nós professores. Mas eu darei aula nas férias feliz e satisfeita, até porque a desmoralização do Prolixo por si só já foi um ganho.

  • Estão querendo acabar com a universidade pública e vai sobrar para a classe média, de novo ! Eita classe social inoperante e acomodada.

  • Pierre,
    Amaro, hein? Só um reparo. Há muito Pessebedista pelas universidades, visse? Desde que Sergio Rezende foi Ministro.

  • Engraçado que os professores querem que o governo faça a parte dele,mas muito deles não fazem a sua parte como professor,falta de interesse e capacidade para ensinar,não cumpri toda carga horária,sem contar aqueles fantasmas que vemos de 1 vez por mês no curso.muitos que conheço vivem muito bem aqui,não me parece ta nessa miséria toda que foi relatado aqui!

    A VERDADE: a maioria dos professores da ufpe querem o fim da greve,mas a pressão lá nas assembléias é grande e vão taxar de traíras os que levantarem o braço para o fim.

    O JUSTO: faz uma votação secreta para decidir o fim da greve,como a UFRS fez…tenho certeza que a maioria quer o fim,mas o medo não deixa…

    Os mais prejudicas são os alunos nessa história toda,não vejo bom senso nenhum por parte dos professores,só cobram o governo…

    OBS.: os alunos não estão do lado dos professores não(salvo os que gostam de bancar os revolucionários do DCE e alguns DAs,isso porque recebem incentivos da oposição tanto politica nacional, como local aqui na ufpe, na caso de pierre. OS ALUNOS QUEREM O FIM DA GREVE JÁ,E NÃO ESTAMOS DO LADO DOS PROFESSORES NÃO,PÓIS SABEMOS QUE A ÚNICA MELHORIA QUE ELES QUEREM É AUMENTO DE SALÁRIO,SE O GOVERNO FIZER ISSO E DER 100%,VOLTAM NO OUTRO DIA, E ESQUECE A ESTRUTURA A MELHORIA DE ENSINO E OUTROS.MUITOS MERECEM É TER O SALÁRIO CORTADO PELA METADE PELA TAMANHA FALTA DE COMPETÊNCIA COMO PROFESSOR,SALVO AS EXCEÇÕES(que são poucos,mas deveriam receber algum aumento).

    AULAS JÁ,OS ESTUDANTES SÃO VÍTIMAS DISSO TUDO,BRIGA POLÍTICA E POR DINHEIRO,NOSSO INTERESSE É QUE VOLTEM AS AULAS O MAIS BREVE E NÃO APOIAR GREVE DE PROFESSOR NENHUM.

    RELATO:aluno de 5 anos da ufpe,que sempre vê muitos professores só reclamando e falando mal,mas mutios destes não tão nem ai pro curso,para o ensino..ai quando entra de greve,todos são exmplos de pessoas honestas e trabalhadoras que mudam o brasil…a menos menos!

    • Concordo.

      A única questão dos professores é salarial.

      Realmente existem professores que deveriam ganhar R$ 20.000,00 mas são minorias, assim como existe a grande maioria que não justifica um salário superior a R$ 2.500,00 para ministrar 1 cadeira e ainda por cima, muito mal ministrada, fora professores fantasmas que não cumprem horários e nem produzem pesquisas “RELEVANTES” apenas revisões bibliográficas e afins.

      As universidades federais é a representação do funcionalismo público de barnabés, digo isso por que fiz 2 cursos, a grande maioria está se lixando para os objetivos de uma universidade, não levam a sério seu trabalho, enrolam, não produzem nada.
      Tanto que o custo de um aluno no Brasil é muito superior aos custos de alunos de renomadas universidades europeias para uma qualidade bem inferior.

      Deveria abrir concursos para professores para estrangeiros sem a necessidade de terem visto permanente, conheci alguns portugueses que vários passaram em universidades federais em 1° lugar e por questões burocráticas não foram aceitos, isso iria melhorar o nível da universidade permitindo a captação de grandes professores de qualquer parte do mundo.

      O fim da DE e professores e técnicos ganharem de acordo com a produção.

      O modelo de Universidade no Brasil é muito fraco, tamanho a baixa qualidade do ensino, fiz 02 cursos e achei os 2 muito fracos, imagine os de universidades particulares! Tamanho a ineficiência do uso de recursos, a baixa produção acadêmica relevante.

      Esse é o modelo PT de governar!

    • Se uma empresa privada quer pagar 100 mil,direito dela…ai fica dificil querer comparar meu querido!
      se a Souza Cruz ta pagando isso, é porque deve ta tendo um lucro muito grande com a venda de cigarros!
      infelizmente é assim o capitalismo!Você tem uma visão medieval,que funcionário publico principalmente o professor tem que ganhar o maior salario de todos,ai tu lasca qualquer governo!

  • Quero aula!
    Fim da Greve já!…tambem não estou do lado dos professores não!

    • Eu acho engraçado os alunos vindo aqui dizendo que querem aulas e que os professores estao vagabudiando , mas se pararmos para pensar nao tem nada de bom essa greve e qual professor vai querer repor aula no verão( janeiro e fevereiro) ? Sou aluna e apoio eles não para ficar em casa ou ficar viajando , apoio porque ligo a tv e vejo a dilma comprando um viao novo para ela viajar , apoio pq vejo o hoverno gastando milhoes num estadio em brasilia qe sera usando uma vez na copa e outra na morte , pq vejo politicos votando em aumentos astronomicos para os bolsos deles , enquanto um professor ganha 70% menos !!! Sou a favor da greve por que um dia quero me formar e ser valorizada e vou lutar por isso !!! A gostaria de lembrar que a dilma falou antes de ser eleita que estaria aberta para conversas e o que vejo e ela sendo uma ditadora … Espero que os professores nao desistam e que lutem por melhoria e mostrem ao governo que a sociedade esta mudando . Espero que esses alunos que apontam o dedo na cara de seus professores que estudaram e que lutam por melhorias para a carreira deles um dia sejam valorizados em suas carreiras .

  • Os trabalhadores da inciativa privada vivem reclamando porque, no serviço público, as remunerações são elevadas. Pois na iniciativa privada não é diferente. O Gilberto Dimmenstein publicou uma relação de programas trainee (estágio) com inscrições abertas, e veja que o menor salário é de R$ 4 mil + benefícios, sendo que empresas como a Souza Cruz chegam a pagar quase R$ 8 mil + benefícios em seu programa de estágio. Tem estagiário ganhando mais do que professor adjunto e que 90% do funcionalismo público.

    http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/08/empresas-pagam-ate-r-7-600/

    • Vamo ver o quanto esses funcinários privados trabalham, quanto agregam de valor. Sua comparação é ridícula. 98% dos professores não sabe o que é hora extra. 90% não sabe o que é cumprir horário.

      Nunca vi uma classe pra ter tanto familiar doente… Toda semana tem alguem morrendo na família e tem que faltar o trabalho!

      • Aluno, antes de tachar o meu argumento de ridículo, vá se formar e procurar um emprego. Depois, volte aqui para discutirmos a respeito.

        Sobre a produtividade dos funcionários públicos, convivo com vários deles extremamente produtivos e eficientes. Muitos dos que ganham bons salários têm competência em seu DNA e assumem grandes responsabilidades. Os que só querem colocar o dinheiro no bolso no final do mês estão perdendo espaço. Experimente um dia se preparar para concursos como os da Receita Federal, TCU, Fiscos Estaduais, Magistratura, Ministério Público e por aí vai. Você vai ver o nível dos colegas concorrentes e a disposição em colaborar com o país, apesar de tudo. Estas pessoas ganham relativamente bem, mas trazem um alto retorno social. Você talvez ainda não possua maturidade suficiente para enxergar isso. Talvez consiga quando sair dos bancos de uma faculdade e for viver a vida real.

        • Edson, acho que você, novamente, se equivocou ai. O Aluno tá falando dos professores, além disso, seu pensamento mostra um nível de limitação muito grande, os alunos são os “clientes” dos professores, ou seja, são quem mais sabem o quanto trabalham e o que produzem. Você no caso, esta dizendo que a opinião de todos os estudantes é irrelevante, uma vez que diz que nem nível para discutir com você eles tem. Lamentável! Não é bem por ai a linha de pensamento meu amigo. E olhe que sou servidor…

        • Jose F. M., quem se equivocou foi você e o Aluno. Eu penso bastante antes de escrever algo, tenha certeza. Primeiro, porque você não possui indicadores para generalizar que os professores tem baixa produtividade ao concordar com o Aluno e, assim sendo, não seria merecedora tal categoria de reajuste remuneratório. Compreenda que acusação exige prova, e você precisa apresentar evidências para sustentar sua alegação.

          Segundo, eu não falei que a opinião dos alunos é irrelevante. Tem muitos deles, inclusive, que possuem uma visão bastante madura sobre a realidade, apesar da pouca idade. Basta ler os comentários escritos neste blog ou nas redes sociais para concluir isso. Mais uma vez, vem você tentar generalizar algo.

          Em terceiro lugar, e isso, na minha visão, é uma denúncia ao sistema educacional brasileiro, o seu modelo organizacional está distorcido. Aluno não é cliente de professor. Aluno é cliente do governo. O professor é funcionário do governo, e para ele trabalha, tendo como contrapartida uma remuneração. Se o cliente está insatisfeito com os serviços prestados, deve procurar os responsáveis pela gestão da empresa (o governo), e não simplesmente falar mal dos funcionários (geralmente, quando um funcionário não presta um bom serviço, isso é indício de que a gestão da empresa não vai bem). Além disso, os funcionários são colaboradores da organização e, nessa qualidade, merecem atenção e respeito por parte do patrão. Enfim, sua visão da realidade é bastante limitada. Se for fazer alguma analogia, faça direito. Não distorça os fatos.

          Por último, embora duvide que você seja realmente um servidor (por causa da sua argumentação pífia e do seu ponto de vista sobre o assunto), não vou entrar no mérito e exigir comprovação. Mas, antes de querer se passar por um, pense nas implicações.

        • Esse Edson é um barnabé profissional.
          Não aceita, nem ao menos, ler uma opinião divergente que quer desqualificar imediatamente quem a proferiu. É por cidadãos como esse que somos um país atrasado. O país dos barnabés.

        • O que eu vejo é gente estudando muito, mas não para colaborar com o país e sim pra responder o que é necessário na prova para em tese viver tranquilamente o resto da vida, alguns até pensam em melhorar mas quando entram não correspondem, é óbvio isso já que a pressão no setor público é muito menor.

      • Carlos, cala a boca e cai fora! Já que um discurso claro e estruturado de modo lógico como o do Edson não lhe basta, conclui-se que tem de ser na base do coice mesmo com trolls como você.

        • Se um cidadão fino e educado como este for professor, está explicado nossos problemas.

        • Carlos, se os professores desse país usassem essa “didática” (como outrora) o país estaria é nos trilhos.

  • Fim da Greve.concordo com tudo que paulo andré e xco falaram!
    meu curso a maioria tão nem ai pra nada,fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem.Apoio o fim da greve, e não apoio esse movimento que tem como única missão aumentar salário de muitos que já ganham bem para produzir muito pouco!é verdade muitos não merecem nem estar ali ensinando na ufpe.lamentável

  • Acho que o ANDES foi encurralado nessa. Daqui a pouco a Margaret Thatcher Dilma corta os salários, e aí é que a greve vai esvaziar mesmo.

    Escolheram um momento ruim para deflagrar o movimento (muita concorrência), e mandaram muito mal no aspecto das mobilizações de impacto. Panfletar na entrada do campus enquanto jogam dominó não incomoda ninguém. E se não incomodar, não tem poder de barganha.

  • O título é parecido com a situação dos policiais civis em PE que tiveram que suspender a greve devido a desmandos, desde portarias ilegais cortando salários e outras perseguições no intuito de acabar a greve, a qual por sinal diziam que não existia, pense em um roteiro kafkaniano. E o governo apoiado por uma mídia que nunca faz as perguntas certas aos governantes, pois o massacre do trabalhador também é de interesse dos patrões da grande mídia e automaticamente dos sabujos que os servem caninamente.

  • O que eu acho engraçado é que servidor vive reclamando de salário, dizendo que vive na miséria.

    Mas a grande maioria vive viajando para o exterior (alguns tem até imóveis lá fora), todo ano trocam de carro (os melhores carros), trajam-se sempre muito bem com caras roupas de grife, moram em apartamentos de alto padrão ou de luxo mesmo, enfim, vivem uma vida de sofisticação e fartura, muito diferente da vida da grande maioria da população que tem que se virar com salário mínimo.

    E outra, não adianta falar que ganham o salário que é divulgado no edital do concurso. A grande maioria dos servidores ganha muito acima (muito mesmo) do que o salário de edital. Existem milhares de “penduricalhos” que são acrescidos ao salário, o que eleva e muito o rendimento dos servidores.

    Conclusão: a grande maioria dos servidores é uma elite no país e vive muito bem, sem ter o que reclamar. Se estão mal financeiramente, é por que devem TORRAR tudo que ganham querendo manter um padrão muito acima dos já altos rendimentos. E isso é um problema pessoal de cada servidor, não é um problema do governo nem da sociedade.

    Além disso, não queiram se comparar a Ana Maria Braga ou Faustão que ganham R$ 1 milhão por mês. O patrão deles paga o que quiser pois o dinheiro pertence ao patrão. O patrão dos servidores é o Estado, ou seja, a sociedade pagadora de impostos, portanto, o Estado não pode adotar o critério da iniciativa privada para remunerar os servidores. No setor público existem os princípios da Administração Pública que devem nortear os gastos públicos (incluindo aí a folha de pagamento). E isso, acredito eu, vocês devem saber muito bem. O Estado paga o que é possível e razoável pagar levando em conta o bom senso, a sensatez, a racionalidade, a consciência, a moralidade e a prudência. Vocês, servidores, devem saber, melhor do que ninguém, das responsabilidades que envolvem os gastos públicos e deveriam ser os primeiros a darem o exemplo. A sociedade espera e cobra de vocês isso, tendo ela esse direito por ser ela vosso patrão.

    Na iniciativa privada, o céu é o limite. No governo, não. Se estão insatisfeitos e achando ruim o esquema do setor público com todas as mordomias, altos salários, benesses e regalias, peçam demissão e vão para a iniciativa privada ganhar os milhões de Faustão. Se vocês são tão competentes, sérios, estudiosos e dedicados irão progredir na iniciativa privada, lugar onde essas qualidades são bem valorizadas e recompensadas.

    • Trabalhe na iniciativa privada, guarde seu dinheirinho, depois passe seus 30 dias de férias na Alemanha: não estudando alemão ou visitando museus, mas perguntando ao povo nas ruas (em bom inglês, eles o falam sim, perfeitamente!) se topariam pagar 50% menos de imposto e viver sem serviços públicos de qualidade. Na volta, passe por Portugal e pergunte ao povo se topariam pagar 50% mais de impostos e ter serviços públicos da qualidade alemã. Volte aqui e nos conte a sua grata surpresa. Adianto-lhe o resultado e economizo-lhe os custos: países com serviço público bem pago (e por isso atrativo aos melhores) o tem com qualidade, por ser público, atende a todos e permite economia de gastos do cidadão com a iniciativa privada. Por que pagar do jardim da infância à faculdade os estudos de um filho, ou ter plano privado de saúde, se meu país me fornece um bom serviço? Reflita!

    • A grande maioria???? Onde você vive?? Meu salário líquido como adjunta 2, não tenho vergonha de dizer, é de 6400 reais, sendo que 2100 são empréstimos consignados para pagar um reforma de um apartamento que eu comprei, que custou 150 mil reais (portanto, dentro da faixa do minha casa minha vida não é mesmo? Serei eu rica?), 1200 vão para a prestação do apartamento e outros 1200 reais vão para a prestação do meu carro, que não é trocado de ano em ano como você diz. Ou seja 4500 reais é só pra pagar dívida. E olha que não tenho filhos. Eu também, vendo do lado de fora, achava que funcionário público trocava de carro todo ano. Hoje, mesmo entre os meus colegas docentes, vejo que isso não passa nem perto da verdade.

  • Cortar salario para professor universitario que repoe as aulas perdidas pós greve, vai significar NAO reposicao das aulas. Significa que 2012.1 ……
    O governo sabe disso.

    • Tem que cortar o salário sim. É assim com todos que fazem greve. Quando repuser as aulas aí recebe de acordo, a mais. Mas eu quero ver é se gabar que “o movimento é forte mesmo depois de 3 meses” sem receber. Assim não é greve, é férias.

      • Que a justiça mostre a ilegalidade da greve e assim permita o corte do ponto. Mas em tempo relembro o prezado Propagandalf que professor federal não tem ponto. Sabe porque? Porque o governo não admite pagar horas extras (nem abrir precedente para ser processado por não pagá-las!). Quem é professor e elabora/corrige provas em casa, além de orientar alunos até em final de semana, sabe do que estou falando.

        • Não tem ponto mas tem lista de chamada. Ou, no caso, nao tem lista de chamada das aulas que nao foram dadas. E greve legal também resulta em corte de salários, não precisa ser ilegal não.

        • Propagandalf os conselhos universitários deliberaram por suspensão dos calendários, por isso mesmo o seu argumento não se sustenta. Como universidade é tripé: ensino pesquisa e extensão, se o sujeito emitir um mísero parecer ou der consultoria: o governo se enrascou, se cortar o ponto é processado e perde. Por fim, salário é considerado como “Alimentos” pela justiça: não pode cortar 100% (nem na iniciativa privada) poderia tentar reduzir o 1/3 correlacionado às aulas “defasadas” … mas pelo acima exposto, você viu que na prática a teoria é outra, né? Em tempo: cortar ponto de greve legal é assinar atestado de óbito fiscal: a justiça delibera pagamento imediato e o ministro, ou paga ou demite-se.

  • Boa tarde Srs. Críticos!

    Primeiramente favor lerem: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/08/08/universidades-federais-o-governo-vai-contratar-novos-grevistas/

    Gostaria em tempo de externar que a população sempre diz querer ter educação pública de qualidade, saúde pública de qualidade, segurança e mais: para todos! Pagamos impostos tenebrosos. Deles, 49% do que o governo arrecada vai para pagar juros da dívida interna, menos de 4% para saúde e cerca de 3% para a educação! Hoje se paga tanto a um professor universitário (MS) como a um professor de ensino básico ou médio (EBTT) … portanto essa greve é sim também pelo ensino elementar, de base!
    O mais curioso após estas constatações preliminares é ver que quando certas classes do funcionalismo federal entram em greve, mesmo que notoriamente desempenhando um melhor trabalho (e mais eficientemente) do que seus congêneres da iniciativa privada, todos se manifestam contráriamente!
    Funcionário público tem estabilidade sim mas paga imposto retido direto na fonte como qualquer trabalhador, além de não ter FGTS, PIS/PASEP, data-base que é direito constituído (de reajuste inflacionário) e pasmem: Dilma quer tolher-lhes o legítimo direito de greve.

    Somente para lembrar e/ou esclarecer: a carreira proposta pelo governo desestrutura ainda mais a já esfacelada carreira do professorado federal. Acrescentaram a classe de titular ao topo, é fato, mas esticaram em muito o tempo da carreira (EBTT) além de aprisionar doutores no sub-nível de auxiliar.

    Provas do assinte governamental:

    (1) Os docentes doutores entrarão em 2015 ganhando (R$ 8640), ou seja, menos do que a correção inflacionária dada à carreira atual (que daria cerca de R$ 9900).
    (2) O tempo para o doutor atingir o topo aumentará em 3 anos no MS e em 8 anos para EBTTs.
    (3) Um reajuste de 30% para todos os docentes na carreira atual custaria os mesmos R$ 4,2 bilhões que se dará na carreira nova: quem lucrou com essa proposta governamental então? Professores titulares (ou seja 1% da categoria) !
    (4) Remete critérios de progressão a um Grupo de Trabalho (GT): foi por causa de um maldito GT que entramos nessa greve, lembram-se?
    (5) Não há quaisquer propostas concretas por parte do governo, nem nunca houve, para melhor qualificar os docentes e/ou reciclá-los. Se até mesmo os melhores e mais caros carros importados um dia se tornam obsoletos ou quebram, necessitando de reparos ou de serem reciclados, porque não valorizar o patrimônio humano (tão caro de formar e raro de se contratar atualmente) e dar-lhe oportunidade de qualificação e melhoria (i.e. reciclagem) ?

    É senhores contribuintes, atirar pedras reclamando do serviço prestado pelos professores é fácil … mandá-los ir procurar emprego nas privadas é o típico e desrespeitoso comentário da incompetência … globalmente essa classe docente verdadeiramente sofre e esforça-se para progredir por esforço pessoal próprio. Há maçãs podres? Sim, claro! Mas nesse balaio, ao contrário dos muitos outros, elas não contaminam e as vezes até são “contaminadas” (i.e. curadas) pelas demais !

    • Nunca vi funcionario publico produzir mais que da iniciativa privada. Se assim fizer, é RUA no outro dia. Quem fiscaliza essa produtividade no funcionalismo publico? Fala sério. Uma vez dentro, mamata vitalicia!

      Quer se reciclar e nao querem te dar esse presente? Paga do teu bolso! Todos fazem isso, pq vcs teriam que se reciclar apenas com a ajuda do teu empregador?

      Conversa pra boi dormir…

      • Prezado Raphael,

        Teu nome significa curado por Deus, mas talvez somente por obra do Criador se possa demovê-lo da cegueira ideológica que apresentas.

        Entretanto, se me apontares uma universidade privada que apresente melhores números em ranking internacional (respeitável) que suas congêneres públicas … ou ainda se em números mostrares que o ensino universitário privado tem sido melhor que o público … eu capitulo e admito tua agudez de visão.

        Reciclagem do professor: seja fazendo mestrado, doutorado ou pós-doc caro contribuinte, é direito previsto em lei federal que regulamenta e assegura a esta profissão o direito a substituto. Ou seja, nada queremos além do que já nos é de direito.

        Creio que o senhor seja favorável ao cumprimento das leis neste Estado de Direito que é o Brasil. Nossa categoria também, a diferença é que não saímos por ai vociferando achismos como você.

        Em tempo, Raphael (o Arcanjo) curou Tomé da cegueira, é triste ver que os valores hoje tenham se invertido e até os “anjos” tornado-se cegos!

        • Prezado professor barnabé, vou tomar a liberdade e respondê-lo.

          “…se me apontares uma universidade privada que apresente melhores números em ranking internacional…”

          Harvard University, Princeton University, Cambridge University, MIT. Queres mais quantas??
          Lá os professores não são barnabés e produzem muito. Os alunos que ficam ricos ainda voltam e fazem doações. Me aponta um ex-aluno da federal que voltou e fez uma doação??

          Como você é favorável a aplicação das Leis, Dilma, por favor, aplique a Lei e corte o salários dos barnabés.

        • Carlos,

          você é um sujeito descontextualizado da realidade não é? O assunto aqui é Brasil!

          Mas se você quer deturpar pelo menos faça-o direito: normalize pelo orçamento todos os exemplos que você citou e verá que são menos produtivos que UC Berkeley ou UC San Diego, por exemplo, que são públicas. Não vou nem citar o ETH de Zurique nesse mesmo contexto para não humilhar as “pobres coitadas” (ou seriam ricas coitadas) universidades americanas.

          Em tempo, estude a história do seu país, no particular sobre doações aprenda o que ESALQ significa e como ela não é exemplo isolado. A USP (top nacional) tem cerca de 80 anos, seu orçamento anual é de R$ 3,4 bilhões e produz cerca de 0,5% dos papers em nível mundial. Já Harvard tem quase 400 anos e um orçamento de R$ 64 bilhões. Você acha que eles produzem 20 vezes mais do que nós?

          Quanto ao MIT, peço que refaça as mesmas continhas como sugerir a título de dever de casa e compare com apenas “3 letrinhas” brasileiras: ITA, ok?

        • Tergiversou…
          Só faltou dizer que, aqui no Brasil, o título sai do papel, se materializa e trabalha pelo professor.

        • É só ir para Rússia e ver a realidade do professor por lá, menos de 1000 dólares mês e ainda produzem muito o que falta neste país é comprometimento. Os professores das Universidades Federais só olham para o umbigo, mas esquecem de que deviam realmente lutar pelo ensino básico. Desfilam arrogância e até
          empinam seus narizes, e não são nem sombra dos professores da Lumossov de Moscow, quero ver professor Federal você se defender agora, lá eles produzem muito e ganham pouco mas fazem isso com zelo porque tem patriotismo e honra na profissão, muitos aí que se dizem professores e digo a maioria tem vergonha de dizer que são professores, tanto é verdade que eles não folgam dia 15 de outubro prefenrem folgar no dia do funcionário público, que vergonha hein e vem aqui dizer asneiras.

        • Carlos,

          então aprenda a contextualizar sua fala antes de tentar dar contra-exemplos falidos.

          Aldo,

          já estudei com russos, tive aula com professores russos por aqui e lá no exterior também. Em física teórica ainda são muito bons, em física experimental “já eram”, em matemática pura seus melhores institutos se equiparam ao nosso IMPA, são superiores em engenharia aeroespacial e nuclear mas em computação, civil, e mecânica perdem para o topo nacional. Não vou falar da área da saúde, das biológicas e das agrícolas porque daí meu caro, fica feio para eles. A verdade é que atualmente a Rússia é uma república esfacelada, corrupta e após a queda do comunismo perdeu os maiores de seus cérebros para o exterior. Um exemplo triste mesmo de se notar, concordo contigo que há alguns heróis que por lá permaneceram, a grande questão é: até quando já que ideal não mata a fome ?

      • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… jura? Você bem não conhece como funciona, pelo menos não na universidade. Hoje se o professor não produzir, ele não progride. Sugiro ler um pouco sobre como, mesmo sem termos as mesmas condições que tem um professor americano, por exemplo, estamos publicando mais… e agora patenteando mais também.

  • Meus caros, se haverá corte de salário ou não, veremos. Se sim, não justifica a reposição do tempo parado.
    Quanto aos comentários, respeito todos, embora poucos de vocês saibam que a vida de professor vai além de estar em sala de aula. Se alguns tiveram professores que não exerceram bem a sua profissão, vocês coloboraram ao aceitar! Exigir melhoras é um direito e ao mesmo tempo um dever dos alunos.
    Já tive professores como os que estão citando em seus exemplos, tenho colegas que são assim, mas os alunos adoram!
    Já tive professores excelentes, os quais continuam sem reconhecimento. Tenho esses como exemplo, embora esteja muito longe de ser comparado com eles!
    Professor não sabe o que é receber por hora extra, isso sim!
    O governo não contabiliza as noites e fins de semana necessários para que possam escrever seus projetos, estudar para estar sempre bem preparados para as aulas. Já que é impossível ter tempo para tais se o professor tem que dar aulas, ter tempo para o atendimento ao aluno, desenvolver projetos de pesquisa, desenvolver trabalhos de extensão, desenvolver atividades administrativas, e desenvolver atividades de na pós graduação. Mas muitos de vocês irão dizer que não fazem isso dentro das 40 hora semanais por serem incompentes. Falta-lhes conhecimento do dia-a-dia de um universidade.
    Estão usando exemplos pontuais, exemplos negativos, sem valorizar aquele que desenvolve com dedicação as suas atividades.
    Dizem que não produzimos. Será mesmo? Ou por falta de conhecimento e informação não sabem se quer o que temos feito nos orgãos de pesquisas ligados às Universidades? Acham mesmo que o ensino seria melhor se os estrangeiro viesse aqui trabalhar no nosso lugar? Acham que eles se submeteriam ao que estamos passando em sala de aulas com alunos despreparados e outros, que por influencia da sociedade atual não têm “edução de berço”?
    É tanta ignorancia e são tantas opniões formadas, baseadas numa mídia barata e governo corrupto, que as vezes eu entendo a monobra do governo para manter o povo debaixos de suas asas, incapazes de defender um argumento como um “cabeça pensante” e não um robô!

  • Meus caros, se haverá corte de salário ou não, veremos. Se sim, não justifica a reposição do tempo parado.
    Quanto aos comentários, respeito todos, embora poucos de vocês saibam que a vida de professor vai além de estar em sala de aula. Se alguns tiveram professores que não exerceram bem a sua profissão, vocês coloboraram ao aceitar! Exigir melhoras é um direito e ao mesmo tempo um dever dos alunos.
    Já tive professores como os que estão citando em seus exemplos, tenho colegas que são assim, mas os alunos adoram!
    Já tive professores excelentes, os quais continuam sem reconhecimento. Tenho esses como exemplo, embora esteja muito longe de ser comparado com eles!
    Professor não sabe o que é receber por hora extra, isso sim!
    O governo não contabiliza as noites e fins de semana necessários para que possam escrever seus projetos, estudar para estar sempre bem preparados para as aulas. Já que é impossível ter tempo para tais se o professor tem que dar aulas, ter tempo para o atendimento ao aluno, desenvolver projetos de pesquisa, desenvolver trabalhos de extensão, desenvolver atividades administrativas, e desenvolver atividades de pós-graduação. Mas muitos de vocês irão dizer que não fazem isso dentro das 40 horas semanais por serem incompentes. Falta-lhes conhecimento do dia-a-dia de um universidade.
    Estão usando exemplos pontuais, exemplos negativos, sem valorizar aquele que desenvolve com dedicação as suas atividades.
    Dizem que não produzimos. Será mesmo? Ou por falta de conhecimento e informação não sabem se quer o que temos feito nos orgãos de pesquisas ligados às Universidades? Acham mesmo que o ensino seria melhor se os estrangeiro viesse aqui trabalhar no nosso lugar? Acham que eles se submeteriam ao que estamos passando em sala de aulas com alunos despreparados e outros, que por influencia da sociedade atual não têm “educação de berço”?
    É tanta ignorancia e são tantas opniões formadas, baseadas numa mídia barata e governo corrupto, que as vezes eu entendo a monobra do governo para manter o povo debaixos de suas asas, incapazes de defender um argumento como um “cabeça pensante” e não um robô!

  • Obrigado, Pierre, pela publicidade dos fatos!

  • então, a greve já estaria perto do fim? é isso mesmo? pois no site da adufpe, as mensagens são de
    continuidade do movimento e pressionar o governo para reabertura das negociações. Mas, dias desses, ouvi que na sintufpe, estavam a dizer que a partir do dia 10 de agosto, a universidade iria voltar às atividades.
    O pior da greve é a indefinição e os boatos. Não se sabe o que fazer, o que planejar.

    • Se encerrarem a greve na UFPE sem que o regime de Dilma Rousserra tenha aceitado negociar com boa vontade, vou sentir vergonha da universidade.

  • E por falar em PROIFES, a CTB foi ao Encontro da pelegada, vejam:
    http://portalctb.org.br/site/brasil/17676#.UCV3RM9NzzQ.facebook

  • Parabéns professores barnabés, você conseguiram quebrar os pequenos comerciantes que sobrevivem no entorno do campus.

    É só dá uma voltinha no contorno da CDU que vemos as placas de repasse de pontos comerciais e etc. Tem gente que para e conversa com eles. É desespero total. RENDA ZERO. Tudo porque um bando de barnabés querem ter salários nababescos às custas do dinheiro da coletividade.

  • Os professores estão se enfraquecendo, … acho que quinta-feira acaba a greve na UFPE, se preparem para começar as aulas na segunda-feira !

    • O Governo vai ganhar na base da peitada, ameaçou cortar o ponto os professores vão abrir !

    • começa a reposição das aulas depois 3 ou 4 semanas pras provas finais, segunda chamada e matrícula. E somente depois, início do segundo semestre. Acredito que depois de 1,5 mês até 2, 2012.2 começa! Não sei como será essa reposição das seis semanas que restaram e o tempo para matrícula. De fato, seria interessante um post sobre isso. Sei que já se falou sobre isso, mas foi no começo da greve. Mas e agora, caso acabasse quinta e aí, como seria? Vai ser reposição das 6 semanas mais 3 ou 4 para provas finais e matrícula mesmo? Ou costuma ter algum esquema de reposição de aula no sábado para acelerar o processo?

      vamos lá, pierre. explica como isso vai ser aí!

      • Prezados, vocês acham mesmo que com míseros cortes de ponto a greve acaba? Precisaram faz uns anos que tiveram de usar da cavalaria no Paraná e em São Paulo para refrear professores primários … vão fazer o que agora, chamar a infantaria? Ou colocar generais para lecionar? Seria risível ou até trágico: uma deserção em massa!

  • Eu acho é pouco, quem mandou votar no PT, quanto pior melhor
    Hahahaha

    • Eu tenho vergonha total de dizer que votei nessa mistura brasileira de Margaret Thatcher com José Serra, e nos dois turnos.

      Tive que me retratar publicamente em vídeo pra me redimir dessa vergonha.

      • Eu também me arrependo amargamente! Antes tivesse votado no Serra, ao menos o PT estaria fazendo greve com a gente!

  • Esse proifes (ou seria prolixo?) tá mais queimado que carvão depois do churrasco.

    Eita pelegada safada… corjinha chapa-branca…

  • Amigos, estou cansado das inúmeras discussões sobre a postura do nosso governo e da nossa sociedade ante a temas de grande relevância. Muitos não têm estudo, consciência ou maturidade suficientes para compreender os diversos abusos que vêm sendo praticados contra a democracia brasileira, a maioria deles sutis, mas alguns escancarados. Somos uma nação de ignorantes. Eu amo esse país, ele é lindo, mas fico cada dia mais triste por estar nele. Desde 2006, só tem crescido o meu desejo de partir em busca de uma sociedade mais coerente com os meus pensamentos. Estou tentando evitar maiores discussões sobre o assunto. Como já concluí que tentar convencer aqueles que corroboram com os absurdos atualmente existentes é semelhante a semear no deserto, peço apenas àqueles que pensam de forma diferente, que procurem ir às urnas e fazer valer o seu voto. Ele é a única alternativa que ainda existe para tentar tirarmos este país da lama.

  • Quero acreditar que essa galera que veio esculhambar os professores em greve foi paga pra isso ou é parte da milícia zelote defensora do governismo petista.

    • Peraí, Robson, os professores são vacas sagradas, é?

      • São pessoas dignas de respeito, pelo que fazem, pelo que defendem nessa greve e por toda a
        abnegação de continuar na docência mesmo com todos esses governos metendo ferro neles.

        • Santa vassalagem, Robin. Ops, Robson. Os professores levam ferro?? Quem está levando ferro são os pequenos comerciantes do entorno do Campus. Pequenos restaurantes, copiadoras e etc. Estes sim, estão repassando os pontos com receita ZERO. Enquanto os professores estão gordinhos e corados, estes trabalhadores estão passando fome. A troco de quê?? Egoísmo tem limite, meu caro!!!

        • Na certa Robson pensa em entrar para a turma dos marajás futuramente.

          Por isso que apoia esse discurso do “coitadismo” dos servidores públicos.

          Dizer que os servidores são mal tratados no Brasil chega a ser até deboche e maldade com quem realmente é mal tratado nesse país. Beira a má-fé.

          É como disse Carlos: egoísmo tem limite.

        • Em que planeta Robson vive?

          Daqui a pouco só falta dizer que os servidores estão morando em baixo da ponte por falta de salário digno.

          Eu já notei o seguinte: quanto mais esse pessoal tenta defender os servidores, mais ridícula fica a situação, mais chamam a atenção para a vida boa em que vivem os servidores. Só faltam dizer que os servidores são os escravos dos dias de hoje.

          É cada argumento mais cômico e sensacionalista que outro. Estão desesperados, apelando, atirando para todo lado, com medo de acabarem as mamatas e mordomias.

  • Eu sou aluno e apoio a mobilização dos professores… mas desde que além de aumento melhore as condições de trabalho e estudo. Sala de aula com mais de 100 alunos tendo aula com substitutos incompetentes na Área II não dá mais para aturar.

    Agora, se por causa de meia dúzia de pelegos babões a greve acabar na quinta-feira, essa greve vai entrar na história como o maior fiasco do movimento docente (e talvez até universitário em geral). Vamos perder 3 meses e não ganhar nada. Professores com um aumento que não cobre nem a inflação e estudantes tendo que engolir nada ser feito a respeito do zaralho que é a expansão “porra louca” do REUNI. Todo mundo sai perdendo e o governo vai rir da nossa cara.

    • Eu sou aluno e apoio a mobilização dos professores… mas desde que além de aumento melhore as condições de trabalho e estudo. Sala de aula sem ar condicionado nem ventiladores e o CFCH ser mais desvalorizado do que qualquer outro centro da UFPE não dá mais pra aturar.

      Agora, se por causa de meia dúzia de pelegos babões a greve acabar na quinta-feira, essa greve vai entrar na história como o maior fiasco do movimento docente (e talvez até universitário em geral). Vamos perder 3 meses e não ganhar nada. Professores com um aumento que não cobre nem a inflação e estudantes tendo que engolir nada ser feito a respeito do zaralho que é a expansão “porra louca” do REUNI. Todo mundo sai perdendo e o governo vai rir da nossa cara. [2]

  • Na verdade não, não sei se vcs perceberam, mas na ultima reunião deixou bastante claro. Essa greve não representa a vontade dos professores e sim de uma pequena cupula que se diz representante das vontades dos professores. Não se pode falar que um grupo de cerca de 100 pessoas represente a vontade dos qse 2000 professores da federal. Para se ter uma ideia de qual fajuta é essa greve 70% dos professores deram aula normal no periodo de greve, e terminaram o periodo letivo normalmente, 8 dos 10 centros da federal são contra a greve, e para mostrar o qto é seria essa greve é que para o CE entrar de greve fecharam a chaves o centro, que greve é essa que coage os companheiros a fazer greve fechando a chaves um centro, uma greve é feita pela vontade das pessoas de não trabalhar para um bem comum e não por coação.

    E quanto a pierre falar que os votos contra a continuação da greve ser devido a medo dos professores, e sim dos professores que estavam realizando o seu trabalho normalmente e viram que essa greve que é mesquinha estava atrapalhando a volta as aulas, que era para começar essa semana. E pode acreditar que nas proximas reuniões essa quantidade de voto contra vai aumentar. Pois os professores serios de nossa universidade sabe que é absurda alguma das reivindicações, um professor da federal não deveria reclamar do salario e ainda mais comparando com cargos que são ja vistos como absurdos, para se ter uma ideia um professor da federal ganha mais que um professor da França, compare com salario de professores de outros paises e não de cargos que todos sabem que é alto já no brasil, se a greve fosse para melhorar a universidade pode ter certeza que os professores serios apoiariam, mas como é apenas e somente por salarios, os alunos e nem professores são a favor, e não diga que essa corja que declaro a greve representa os professores. O proprio pierre sabe disso basta ele olhar para o proprio departamento e ver qtas cadeiras ainda estão em aberto. Ou perguntar para todos os chefes de centro o que eles acham da greve, e ele sabe que a maioria é contra.

    • Ah… isso não se justifica. As assembléias estão aí pra isso. Ora, se na assembléia vão 100 professores que decidem a greve, estes 100 não teriam poder nenhum para nada se os 1800 restantes comparecem a assembléia para dizer não a greve. Como que os 100 iriam perseguir depois os 1800????

      Eu acho que os alunos deveriam abrir o olho com o professor que não foi pra assembléia para dizer não e depois foi dar sua aulinha. Se os 1800 votarem contra não há nada que a minoria possa fazer. É muito confortável para esse professor não dá a cara pra bater e posar de bonzinho para os alunos, que vão continuar sem RU e sem livro, mas aí não é mesmo da conta do professor né.

  • E outra coisa a se lembrar, por que apenas as graduações entraram em greve e não as pós?

    Será que é por que o dinheiro liberado pelo cnpq e capes só vem devido a publicações de artigos?

    Se fosse uma greve seria paralisaria tudo, graduação e pós, e sem recebimento de salario, sejamos sensatos.

  • Pierre, como vai ficar o pandemônio do REUNI? O governo não vai mudar nada? Vão continuar abrindo vagas de forma irresponsável sem ter estrutura?

  • PT nunca mais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Prezado Pierre, consultei o site http://www.servidor.gov.br. Lá tem as tabelas do salários dos servidore federais de 1998 até hj. Em 1998, os salários dos docentes variavam entre DE, com doutorado variavam de R$ 1.791,95 a R$ 3.949,75. Em 2011 (última tabela) os salários do DE, com douutorado varia de R$ 7.627,02 a R$ 12.225,25. Variação no período de 310% a 426%. IPCA do período: 244%. Concluo que ao menos nesse caso, vcs não estão ganhando menos. Claro, não contei o crescimento econômico do período, pois verifiquei apenas o poder de compra dos salários dos professores. Contudo, não estou defedendo que os salários são justos. Até mesmo porque acho que isso não me cabe. Cada categoria deve avaliar o que merece e pleitear da forma que entende mais pertinente, dentro da lei. A greve é um direito legítimo. Assim como o corte do ponto também é. Nas greves na iniciativa privada, os salários são cortados. Por que não para quem servidores públicos, que tem a vantagem da estabilidade? A possibilidade de repor as aulas não é um argumento que favorece apenas aos professores. Outras categorias podem repor as horas paradas após o fim do movimento paredista.

    • Você nao olhou certo.

      • Onde foi que errei? Seria bom que fossem apresentados os números. Eu consultei as tabelas de 1998 e 2012, no site http://www.servidor.gov.br.

        Em 2012, cadernon n.º 58:

        Nível Superior Posição: março/2012
        CLASSE NÍVEL VB
        Aperfeiçoamento Especialização Mestrado Doutorado Sem RT Aperfeiçoamento Especialização Mestrado Doutorado
        A B C D E F=(A) G=(A+B) H=(A+C) I=(A+D) J=(A+E)
        TITULAR 1 4.978,08 452,75 825,77 3.153,35 7.247,17 4.978,08 5.430,83 5.803,85 8.131,43 12.225,25
        4 4.635,40 3.152,21 7.246,02 4.635,40 7.787,61 11.881,42
        3 4.400,45 3.151,55 7.132,79 4.400,45 7.552,00 11.533,24
        2 4.181,16 3.150,90 7.131,92 4.181,16 7.332,06 11.313,08
        1 4.043,87 3.150,24 7.087,82 4.043,87 7.194,11 11.131,69
        4 3.809,49 294,26 601,15 2.215,38 4.420,34 3.809,49 4.103,75 4.410,64 6.024,87 8.229,83
        3 3.721,95 285,63 567,61 2.126,72 4.301,54 3.721,95 4.007,58 4.289,56 5.848,67 8.023,49
        2 3.636,63 278,67 533,47 2.063,74 4.185,97 3.636,63 3.915,30 4.170,10 5.700,37 7.822,60
        1 3.553,46 271,91 502,89 2.001,67 4.073,56 3.553,46 3.825,37 4.056,35 5.555,13 7.627,02
        4 3.406,85 259,16 472,52 1.777,55 3.406,85 3.666,01 3.879,37 5.184,40
        3 3.329,68 252,96 460,06 1.739,84 3.329,68 3.582,64 3.789,74 5.069,52
        2 3.254,44 246,95 449,38 1.695,66 3.254,44 3.501,39 3.703,82 4.950,10
        1 3.181,04 241,11 439,00 1.656,62 3.181,04 3.422,15 3.620,04 4.837,66
        4 3.052,87 230,10 419,43 3.052,87 3.282,97 3.472,30
        3 2.984,65 224,76 409,93 2.984,65 3.209,41 3.394,58
        2 2.927,94 209,73 390,85 2.927,94 3.137,67 3.318,79
        1 2.872,85 194,81 372,03 2.872,85 3.067,66 3.244,88

        Em 1998, Caderno n.º2:
        DOUTORADO
        25% DE (A+B) GAE GED TOTAL GED TOTAL 50% DE (A+B) GAE GED TOTAL GED TOTAL
        (+) A e B (140 pontos) (84 pontos) (+) A e B (140 pontos) (84 pontos)
        T U V X=(T+U+V) Y Z=(T+U+Y) AA AB AC AD=(AA+AB+AC) AE AF=(AA+AB+AE)
        TITULAR U 1.015,83 1.625,33 700,00 3.341,16 420,00 3.061,16 1.219,00 1.950,40 1.300,60 4.469,99 780,36 3.949,75
        4 836,81 1.338,89 700,00 2.875,70 420,00 2.595,70 1.004,17 1.606,67 1.100,40 3.711,24 660,24 3.271,08
        ADJUNTO 3 800,77 1.281,23 700,00 2.782,00 420,00 2.502,00 960,92 1.537,48 1.100,40 3.598,80 660,24 3.158,64
        2 766,28 1.226,05 700,00 2.692,33 420,00 2.412,33 919,54 1.471,26 1.100,40 3.491,20 660,24 3.051,04
        1 733,31 1.173,29 700,00 2.606,59 420,00 2.326,59 879,97 1.407,95 1.100,40 3.388,31 660,24 2.948,15
        4 672,78 1.076,44 700,00 2.449,22 420,00 2.169,22 807,33 1.291,73 840,00 2.939,07 504,00 2.603,07
        ASSISTENTE 3 643,75 1.030,01 700,00 2.373,76 420,00 2.093,76 772,50 1.236,01 840,00 2.848,51 504,00 2.512,51
        2 616,47 986,36 700,00 2.302,83 420,00 2.022,83 739,77 1.183,63 840,00 2.763,39 504,00 2.427,39
        1 590,62 944,99 700,00 2.235,60 420,00 1.955,60 708,74 1.133,98 840,00 2.682,72 504,00 2.346,72
        4 543,26 869,21 320,60 1.733,07 192,36 1.604,83 651,91 1.043,06 12,76 1.707,73 299,88 1.994,85
        AUXILIAR 3 520,60 832,95 320,60 1.674,15 192,36 1.545,91 624,71 999,54 12,76 1.637,02 299,88 1.924,14
        2 498,88 798,20 320,60 1.617,68 192,36 1.489,44 598,65 957,84 12,76 1.569,25 299,88 1.856,37
        1 478,16 765,06 320,60 1.563,83 192,36 1.435,59 573,80 918,07 12,76 1.504,63 299,88 1.791,75

        O único erro que talvez tenha cometido foi quanto ao salário final do Doutor DE em 1998.

    • Prezado Servidor,

      “A greve é um direito legítimo. Assim como o corte do ponto também é. Nas greves na iniciativa privada, os salários são cortados. Por que não para quem servidores públicos, que tem a vantagem da estabilidade?”

      No caso dos professores (e outras poucas categorias) não há a figura do ponto! Oras, então claramente não se pode cortar aquilo que não existe.

    • Só se for aí. Eu sou alagoana e nas greves do setor privado, como de motoristas de ônibus, por exemplo, nem em Maceió nem em Aracaju nunca se cortou ponto. E meu pai era motorista. O que se fazia era estender as horas de trabalho para compensar o período de greve. Os motoristas tinham que rodar com carros extras por um certo tempo, etc. Ponto cortado significa hora não reposta.

  • O que eu acho engraçado são os servidores públicos falando em nome do povo. Quem vê até pensa que esse pessoal tá preocupado com os problemas sociais do Brasil. Na hora que o bicho pega pro lado deles eles vem com esse papo de que estão do lado do povo, que lutam pelo povo etc, tudo para ver se ludibriam o povo e colocam o povo do lado deles e os usa como massa de manobra contra o governo.

    Dessa forma, os servidores se comportam exatamente como os políticos que na hora da dificuldade apelam para o sentimento popular, fazendo uso de discursos demagógicos baratos, dizendo que sempre estiveram do lado do povo e que o povo deveria defender e amar eles pois eles lutam pelo povo e outras mentiras do gênero. Falam como se o povo brasileiro desfrutasse de uma qualidade nórdica de serviços públicos e tudo isso se devesse aos nobres servidores. Até parece que quem quem ganhar uma fortuna paga pelos impostos está preocupado com o povo. Enquanto servidores marajás e políticos ganham fortunas, o povo está sendo arrastado feito animal pelos corredores dos hospitais públicos.

    É muita cara de pau desse pessoal colocar o povo pra ir lutar por maiores salários para os servidores. O povo já faz a parte dele, que é trabalhar feito escravo e pagar esses impostos obscenos para, quando mais precisa, ter um serviço público quase inexistente. O pouco do serviço público que existe nesse país funciona a favor do governo (AGU e Receita Federal), todos que funcionam bem existem para o bem estar do governo. Os que deveriam funcionar para o bem estar do povo estão sucateados e jogados às traças (escolas, saúde pública, segurança pública, infra-estrutura etc). Temos uma Receita Federal que é um primor para sugar até a última gota do contribuinte, mas o cidadão-burro-de-carga não percebe o retorno desse dinheiro em serviço público. É só pagar, pagar, pagar, pagar e pagar. O retorno desse dinheiro de impostos é sofrível, praticamente não existe.

    Esses servidores trabalham pouco (na melhor das hipóteses, quando trabalham), tem muitas férias, levam uma vida de bon vivant no luxo e na folga, mas adoram se fazer de sofridos. E ainda querem que o povo lute por eles. Acham pouco a vida de rico que levam e ainda querem mais, e o pior: às custas do povo. A ganância desse pessoal não tem limites. Servidor público é de fato uma elite no Brasil e tem um padrão de vida muito acima da média do brasileiro, por mais que neguem e se façam de pobres. Chega até a ser uma irresponsabilidade pedirem aumento de salários num país como o Brasil. Cadê a consciência social dos servidores?

    • PERFEITO!!!

    • PERFEITO² !!!

  • Vou começar minha licenciatura na UFRPE agora depois da greve.
    E ficou MUITO triste sabendo que ela acabou assim.Que ficasse sem aula até o ano que vem se necessário,mas que disso tudo saísse algo bom pros professores…
    Daqui pra quando eu acabar meu curso vai ter algo melhor que me inspire a lecionar um UFs :)

  • Acho que muitos não estão entendendo o problema que essa malfadada greve acabou gerando e estão se apegando somente a “servidor público greve igual férias pagas”.

    O problema real que a greve gerou é a questão de legitimidade para representar os docentes do ensino superior, no embate PROIFES x ANDES.

    Se os federados da ANDES decidirem parar com a greve, vai significar que a ANDES perdeu legitimidade para o PROIFES diante do governo, pois somente o PROIFES fez “negociações” – conversa de comadres sindicalistas com comadres comissários.

    Ou seja, se a ANDES recuar significa que para o governo do PT o representante dos docentes vai ser o PROIFES – o que significa zero avanço para os docentes enquanto o PT tiver lá.

    Esse problema vai desenvolver um precedente perigoso para qualquer greve que venha a afetar o setor público, pois nada impede de que os “dissedentes” criem nos outros setores sindicatos “pró-governo” e, da mesma forma que o PROIFES está fazendo, tomem a legitimidade daqueles sindicatos considerados “anti-governo” (por assim dizer).

    Então cria-se uma tática macabra para legitimizar a retaliação por parte do governo, já que antes do acordo com o PROIFES não havia justificativa alguma de retaliação – foi o GOVERNO que se RECUSOU a negociar, não o movimento insatisfeito de professores. Sem contar que vai destruir o sistema sindical por implantar uma polarização nas classes entre pró e contra (a velha máxima, dividir para conquistar).

    A greve foi resultado da RECUSA INSISTENTE do GOVERNO em OUVIR, não ato unilateral dos professores. Isso é fato, queiram ou não. Mas questão já não é mais “justeza ou não” da greve, mas sim de quem é que vai ter legitimidade para negociar futuramente com o governo e como o governo vai lidar com as outras greves que estão estourando no setor público – vide os técnicos da ANVISA, que estão trazendo prejuízos muito maiores que os professores e ninguém fala nada.

  • A greve fica cada dia mais forte. Abaixo essa política de destruição da universidade pública organizada pelo governo federal e implantada pelos seus representantes de plantão.

    • Se está ruim aqui no Brasil vá para a Rússia. Lá ganham em torno de 1000 dólares e produzem muito mais que aqui no Brasil e fazem isso por amor, aqui tem muito professor que nem gosta de carregar o título de professor de vergonha porque não é status, bahhh.

      • Aldo, vá você para aquela merda de país que de bom só faz Vodka e AK47 companheiro. Em tempo, baita povo fresco e folgado que embargou a compra da nossa carne bovina por pura birra: como se lá eles fossem capazes de produzir algo do mesmo gabarito e por igual preço. Já se ferraram com a venda do Sukhois e do Submarino nuclear. Vão levar outra ferrada homérica assim que colocarmos o
        VLS em órbita (com a bagatela de US$ 3 milhões pagas em consultoria), bem como quando os milicos brazukas finalizarem as supercentrífugas nacionais (http://www.naval.com.br/blog/tag/prosub/#axzz23UyuQ0Vu). Daí em diante meu amigo, seus professores russos que se cuidem: o irreversível afluxo de cérebros (já em curso) para a amada Terras Brasilis acabará de vez com essas inspirações soviéticas: vá vender esse seu modelo falido para a China, se ela lá se dignar comprar!

  • Faltou citar a ufscar nessa postagem!

    Ela é filiada a proifes e saiu da greve.. Reitoria é completamente PTISTA. Sem contar o fato que os últimos dois reitores da ufscar viraram prefeitos de São Carlos pelo PT.

  • Obrigado senador Suplicy, por apoiar a reabertura de negociações.
    Caro senador Suplicy, O governo Dilma, está mal assessorado no trato das questões da educação. É por isso que está formada a maior frente de articulação política já vista no país, em defesa desta commodite social chamada educação. Veja que diariamente são apresentados na imprensa depoimentos de jornalistas, de operários e trabalhadores de inúmeros segmentos, do povo, preocupado com o futuro de seus filhos e de outras categorias do funcionalismo público, mas também de empresários preocupados com a insuficiência da mão de obra de que dispõem no mercado, insuficiência quantitativa e também qualitativa. Contra a requalificação funcional da educação somente alguns maus conselheiros do governo locados no MPOG e áulicos do ME e agora o ex-presidente FHC, de triste memória, porque manteve os trabalhadores brasileiros em pleno arrocho salarial, durante seus 8 anos de governo, incluindo aí as categorias que hoje estão fazendo o país tirar o pé da lama como os petroleiros. Deveria demonstrar eterno arrependimento, mas prefere repassar a caveira de burro ao governo Dilma, entabulando solidariedade nessas teses do cavalo de tróia, que será tratar o salário do funcionalismo como instrumento de política econômica do governo. Senador, o governo apresentou um plano de cargos que introduz um regime de castas na educação federal, destacando os doutores, ou seja 5% da categoria, esmagando todo o restante, ampliando o desvio de linearidade da curva salarial e desestruturando mais ainda a carreira, com consequencias na capacidade de produção coletiva das instituições. Tudo isso para apenas gerar um factoide amplamente divulgado, o de que estaria corrigindo os salários da categoria em até 45% até 2015. Isso nos detrata e nos faz considerar como ignorantes, o que a inteligência da categoria repudia. Repudiamos a intransigência, a falta de sensibilidade, o descaso, a procrastinação, o autoritarismo, dessa proposta governamental, lembrando que o que está sendo concedido nunca foi reivindicado, nem mesmo pelos doutores, sapientes que são de que a ação educativa é uma ação coletiva e integrada, demandando o esforço de equipe, que esse plano parece querer ter o demérito de destruir. Tabela totalmente deslinearizada. Governo investe em regime de castas, quem carregará o andor, nos últimos horários noturnos? Agora, por favor reflita, sobre a “ousadia” do governo em propor correção para 2014 e 2015. Afinal quem pode fazer previsões sobre o desenrolar da crise mundial? Será que este governo tem bola de cristal? – TRATA-SE DE UMA FALÁCIA. Nos anos 2014 e 2015, o governo vai fazer as correções que achar que deve fazer, como sempre. Nada indica que a crise econômica vai refluir e é por isso que precisamos marcar nossa demanda como de reposicionamento na escala salarial, compatível com a importância de nossas atribuições, já assumida pelo governo e com o planejamento de uma nação produtiva e economicamente forte. Precisamos de correção em 2012 e não de “ousadias e estoicismo” do governo para 2014/2015. O país não pode ficar parado frente à crise. A ministra do planejamento não menciona o fato de que a correção média ponderada sobre a distribuição dos índices na base salarial da atual carreira não dá mais do que 11,5%, o que chama a atenção para a grande maioria dos professores, que são os iniciantes e intermediarios na carreira, cuja correção ficará mesmo nos 25%, portanto bem menor que a inflação prevista até 2015. Ou seja, entre as vantagens alardeadas, consta a aplicação de um arrocho salarial à maioria dos professores, nesse caso, o que dizer dos técnicos cuja correção tem previsão de 0% até agora. É essa a forma que o governo pretende adotar para financiar a festa dos banqueiros, inflação de 33% e correção de 11,5% no orçamento. Uma bela fórmula para burlar a determinação legal da irredutibilidade dos salários, más um crime para com a juventude, pois não há como impedir que esse novo achatamento se converta em maior queda de qualidade da educação pública brasileira. Profissionalismo sim, sacerdócio não

  • Atualizando, agora há uma proposta de correção de 15% aos técnicos, ou seja, perda salarial em torno de 18% para 2015.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).