O aplicativo oficial do Tesouro Direto foi desativado nesta segunda-feira (17). A mudança afeta o canal usado para consultar a carteira, mas não altera títulos, valores investidos ou rentabilidade. Quem já investe deve acessar o Portal do Investidor, no site do Tesouro Direto, ou o aplicativo do banco ou da corretora responsável pelas operações.

O Tesouro Direto havia comunicado a desativação em 30 de julho, com início previsto para 17 de agosto. A justificativa foi a construção de uma nova experiência para os investidores, ainda sem data anunciada. O comunicado oficial pode ser consultado nesta página do Tesouro Direto.
O que muda para o investidor hoje
A troca é de plataforma. O aplicativo deixa de ser uma opção de acesso, mas a posição do investidor continua registrada normalmente. Não há indicação de resgate automático, venda dos títulos, transferência de custódia ou abertura de uma nova conta por causa da desativação.
| Item | O que acontece |
|---|---|
| Títulos já comprados | Permanecem na carteira do investidor. |
| Valores e rentabilidade | Continuam preservados, segundo o Tesouro. |
| Consulta e operações | Passam pelo Portal do Investidor ou pelo banco/corretora. |
| Novo aplicativo | Foi anunciado como uma etapa futura, sem data informada. |
Como acessar a carteira do Tesouro Direto
Há dois caminhos informados pelo programa:
- Portal do Investidor: use o site oficial do Tesouro Direto para acompanhar posições e informações da carteira.
- Banco ou corretora: entre no aplicativo da instituição usada para comprar e vender os títulos públicos. O nome do menu pode variar conforme a instituição.
Se o investidor usava exclusivamente o app oficial, a providência prática é testar o acesso pelo navegador e confirmar se consegue visualizar a custódia antes de precisar fazer uma operação. Também é prudente entrar pelo endereço digitado ou salvo do site oficial, e não por links recebidos em mensagens, para reduzir o risco de golpes durante a transição.
O que não foi informado — e por que isso importa
O Tesouro não divulgou a data de lançamento da nova experiência. Portanto, não é possível afirmar quando o aplicativo voltará nem quais funções serão oferecidas. Até lá, a referência é o Portal do Investidor e o agente de custódia.
A desativação também não veio acompanhada, no comunicado, de mudança em taxa, imposto, prazo ou forma de remuneração dos títulos. Esses custos e regras continuam ligados ao produto comprado e às condições vigentes, não ao aplicativo usado para consultar a posição.
Para quem está decidindo onde manter o dinheiro de curto prazo, a mudança de acesso não transforma um título em reserva adequada por si só. Liquidez, oscilação de preço na venda antecipada e custos devem ser comparados com alternativas — como no guia sobre Tesouro Reserva e CDB com liquidez diária.
Dúvidas rápidas
O dinheiro investido no Tesouro Direto foi afetado?
Não. O Tesouro informou que títulos, valores investidos, rentabilidade e demais informações permanecem preservados. A desativação atinge o aplicativo, não os investimentos.
Como acompanhar a carteira depois do fim do aplicativo?
O investidor deve usar o Portal do Investidor, no site oficial do Tesouro Direto, ou o aplicativo do banco ou da corretora que usa para comprar e vender títulos.
É preciso transferir ou vender os títulos por causa da mudança?
Não. O comunicado não exige transferência, venda ou qualquer procedimento nos investimentos já existentes. A orientação é trocar o canal de acesso para consultar a carteira e operar.
Quando será lançado o novo aplicativo?
O Tesouro Direto disse que uma nova experiência será apresentada no futuro, mas não informou uma data para o lançamento.
