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MEI ou Simples Nacional em 2026: qual custa menos e quando migrar?

Compare o custo do MEI e do Simples Nacional em 2026, veja quando a migração faz sentido e evite pagar imposto retroativo ao ultrapassar o limite.

Tela de laptop com a frase Small Business, Big Impact, representando um pequeno negócio

Em 2026, o MEI costuma custar menos em tributos, mas só cabe para quem respeita o limite de receita, a atividade permitida e as demais condições do regime. O Simples Nacional passa a fazer mais sentido quando o negócio precisa crescer, contratar, ter sócio ou já não se enquadra no MEI. A comparação usa o mesmo faturamento anual para mostrar a diferença, sem tratar o resultado como recomendação individual.

Para uma empresa que fatura R$ 81 mil no ano, o DAS do MEI geral fica entre R$ 984,60 e R$ 1.044,60 ao ano, conforme a atividade. No Simples, o tributo pode ficar em R$ 3.240 no comércio ou R$ 4.860 em uma atividade de serviços do Anexo III, usando as primeiras faixas e sem incluir despesas que variam de empresa para empresa.

MEI e Simples Nacional não são escolhas equivalentes

O MEI é uma modalidade simplificada dentro do Simples Nacional. Ele combina CNPJ, contribuição previdenciária e impostos em um valor fixo mensal, desde que a empresa permaneça dentro das regras. Já o Simples Nacional, para uma microempresa, calcula o pagamento sobre a receita bruta e pode usar anexos diferentes conforme a atividade.

Também não confunda microempresa com Simples Nacional. Microempresa é uma classificação pelo porte. Simples Nacional é um regime tributário. Ao deixar de ser MEI, o negócio pode continuar no Simples, se for elegível, ou analisar outro regime com apoio contábil. As regras estão na Lei Complementar nº 123.

Quanto custa cada opção em 2026

CritérioMEISimples Nacional
Como calculaValor fixo mensal, dentro do limitePercentual sobre a receita, conforme anexo e faixa
Comércio, R$ 81 mil/anoR$ 984,60/anoR$ 3.240/ano no Anexo I
Serviço do Anexo III, R$ 81 mil/anoR$ 1.032,60/anoR$ 4.860/ano
Receita mensal de referênciaAté R$ 6.750 em média no anoLimites e regras próprios do Simples
CrescimentoLimitado pelas condições do MEIMais espaço para receita, sócio e estrutura

A tabela mostra o tributo principal do regime, não o custo total de manter a empresa. No Simples, podem existir honorários contábeis, folha e encargos, licenças, taxas municipais, certificado digital, emissão fiscal e sistemas. No MEI, também podem existir despesas da atividade e custos de contratação. Como esses valores dependem da cidade, do negócio e do fornecedor, não há um preço único honesto para somá-los.

Como chegar ao valor do MEI

O salário mínimo de 2026 é R$ 1.621. Para o MEI geral, 5% correspondem a R$ 81,05 de contribuição ao INSS. O DAS acrescenta R$ 1 de ICMS quando há comércio ou indústria e R$ 5 de ISS quando há prestação de serviços:

  • comércio ou indústria: R$ 82,05 por mês, ou R$ 984,60 em 12 meses;
  • serviços: R$ 86,05 por mês, ou R$ 1.032,60 em 12 meses;
  • comércio e serviços: R$ 87,05 por mês, ou R$ 1.044,60 em 12 meses.

O valor é fixo mesmo que a receita varie, desde que o negócio continue dentro das condições do MEI. Isso facilita o orçamento, mas não significa que o MEI possa faturar sem limite: o teto anual geral é R$ 81 mil, proporcional aos meses de atividade no ano de abertura.

Como calcular o Simples no mesmo cenário

No comércio, a primeira faixa do Anexo I tem alíquota nominal de 4%. Sobre R$ 81 mil no ano, a conta ilustrativa é R$ 81.000 × 4% = R$ 3.240, ou R$ 270 por mês em média. Para um serviço enquadrado na primeira faixa do Anexo III, a alíquota nominal é 6%: R$ 81.000 × 6% = R$ 4.860, ou R$ 405 por mês em média.

Esse cálculo não deve ser copiado para qualquer empresa. O Simples considera a receita bruta acumulada nos 12 meses anteriores, a atividade e o anexo aplicável. Em alguns serviços, o fator R pode alterar a tributação entre anexos; em outros, a contribuição patronal sobre a folha não fica inteiramente dentro do Documento de Arrecadação do Simples. O contador precisa conferir o CNAE e a operação real.

Para quem o MEI costuma fazer sentido

  • quem trabalha sozinho e exerce uma ocupação permitida;
  • quem prevê receita anual dentro do teto de R$ 81 mil, sem depender de um mês excepcional que empurre o total para fora do limite;
  • quem não precisa de sócio, filial ou mais de um empregado;
  • quem prioriza previsibilidade e simplicidade no pagamento mensal.

O MEI pode ter um empregado, mas há regras para salário, folha e obrigações. Se o negócio já começa com equipe maior, sócio ou necessidade de filial, escolher o MEI apenas pelo boleto barato pode gerar uma migração apressada e cobrança retroativa.

Quando a microempresa no Simples ganha vantagem

A migração tende a ser mais coerente quando a receita projetada supera o teto, quando a empresa precisa de um segundo empregado, quando entra um sócio ou quando a atividade deixa de ser permitida ao MEI. Também pode ser necessária para atender clientes que exigem uma estrutura empresarial mais ampla, mas isso não transforma o Simples automaticamente na opção mais barata.

O ponto decisivo é comparar a alíquota efetiva com os custos de folha e administração. Uma empresa de serviços com pouca folha pode cair em uma faixa mais pesada; outra, com folha compatível e atividade enquadrada no Anexo III, pode ter resultado diferente. O percentual nominal da primeira faixa é só o começo da simulação.

Se a dúvida envolver sócio, veja também quando o MEI precisa migrar para microempresa. Para contratar alguém, a comparação de encargos está em quanto custa ter um empregado pelo MEI.

O que acontece ao passar do limite do MEI

O limite anual de R$ 81 mil equivale a uma média de R$ 6.750 por mês, mas a regra é anual: um mês forte não desenquadra sozinho se o total do ano permanecer dentro do teto. A média serve apenas para acompanhar o risco; mantenha o controle da receita bruta mês a mês.

Se o excesso for de até 20%, o Portal do Empreendedor orienta informar o faturamento na declaração anual, pagar o imposto calculado sobre o excedente e solicitar o desenquadramento. Isso significa que o limite de tolerância prática vai até R$ 97.200, mas não autoriza permanecer como MEI no ano seguinte.

Se o excesso superar 20%, o desenquadramento pode produzir efeitos desde o início do ano em que ocorreu o excesso — ou desde a abertura, se for o primeiro ano. A empresa passa a apurar os tributos como optante do Simples ou de outro regime desde o período devido. Não espere a declaração anual para procurar ajuda: reúna notas, extratos e controles de vendas e peça uma apuração contábil.

Como decidir sem olhar apenas para o boleto

  1. confirme se a atividade e o CNAE são permitidos ao MEI;
  2. projete a receita bruta dos próximos 12 meses, não apenas o faturamento do último mês;
  3. some empregados, pró-labore, folha, licenças, contador, emissão fiscal e sistemas;
  4. no Simples, calcule a alíquota efetiva com a receita acumulada e o anexo correto;
  5. simule o custo em dois cenários: receita abaixo do teto e crescimento acima dele;
  6. se houver sócio, filial, contratação ou excesso de receita, regularize antes de mudar a operação.

Em resumo: o MEI é a opção de menor carga tributária no exemplo de R$ 81 mil, mas só para uma operação pequena e dentro das regras. O Simples custa mais no início, porém oferece uma estrutura mais adequada quando o negócio precisa crescer. A decisão correta é a que compara o imposto, os custos de operação e o risco de desenquadramento — não apenas o valor do DAS deste mês.

Perguntas frequentes

MEI e Simples Nacional são a mesma coisa?

Não exatamente. O MEI é uma forma simplificada de recolher tributos dentro do Simples Nacional, com valor fixo mensal e limites próprios. O Simples Nacional é o regime tributário que pode ser usado por microempresas e empresas de pequeno porte, com imposto calculado sobre a receita.

Quanto o MEI paga por mês em 2026?

Com o salário mínimo de R$ 1.621, o MEI geral recolhe 5% para o INSS, ou R$ 81,05, mais R$ 1 de ICMS, R$ 5 de ISS ou os dois, conforme a atividade. O DAS fica em R$ 82,05, R$ 86,05 ou R$ 87,05 por mês, antes de multas e juros.

O que acontece se o MEI passar de R$ 81 mil?

O tratamento depende do excesso. Até 20% acima do limite, o empreendedor informa o faturamento, recolhe o imposto sobre o excedente e solicita o desenquadramento. Acima de 20%, o desenquadramento pode retroagir ao início do ano do excesso; procure contabilidade para apurar o caso.

Migrar para microempresa significa sair do Simples Nacional?

Não. Microempresa é uma classificação pelo tamanho da receita; Simples Nacional é um regime tributário. Depois do desenquadramento do SIMEI, a empresa pode continuar no Simples, se cumprir as regras, ou avaliar outro regime.

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carlosacertodecontas