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Drex em 2026: o que já foi testado e por que ainda não há carteira para o público

O Drex ainda não está disponível para o público em 2026. Entenda o que o Banco Central já testou, como a plataforma se diferencia do Pix e quais pontos continuam em aberto.

O Drex ainda não está disponível para uso cotidiano da população. Em setembro de 2026, o Banco Central mantém o projeto como uma infraestrutura em testes, com operações simuladas e participação de instituições autorizadas. O BC não anunciou uma data de lançamento para pessoas físicas nem abriu cadastro de carteira Drex.

A proposta é usar uma versão digital do real para liquidar transações com ativos digitais e contratos programáveis. Isso é diferente do Pix: o Pix transfere dinheiro que já está em uma conta; o Drex foi desenhado para conectar o pagamento à entrega de um ativo, como um título, um imóvel ou um veículo.

Diagrama oficial da Plataforma Drex com bancos, carteiras e ativos digitais.
O BC descreve a Plataforma Drex como um ambiente integrado para liquidar transações com ativos digitais. Imagem: Banco Central do Brasil.

O que é o Drex

O Drex é o projeto de moeda digital de banco central do Brasil. Segundo o Banco Central, haverá uma camada de atacado, usada na liquidação entre instituições autorizadas, e uma camada de varejo, na qual instituições autorizadas poderão emitir o Drex destinado a clientes.

Na prática, o usuário não faria uma transferência direta para a plataforma do BC. O acesso dependeria de um intermediário financeiro autorizado, como um banco, que faria a transferência do dinheiro mantido em conta para uma carteira digital compatível com a operação.

O que já foi testado

O Piloto Drex não é um serviço aberto. A página atual do BC informa que usuários finais não são participantes e que suas operações são simuladas. A segunda fase do piloto foi encerrada, e o relatório correspondente está em construção no portal oficial.

Na segunda fase, o BC selecionou 13 temas a partir de 42 propostas. Entre eles estão cessão de recebíveis, crédito garantido por CDB, crédito garantido por títulos públicos, transações com debêntures, ativos do agronegócio, câmbio, automóveis e imóveis.

O objetivo desses testes é avaliar se contratos inteligentes conseguem executar operações sob condições previamente definidas. Em uma compra de veículo, por exemplo, a lógica pretendida é liberar o dinheiro e a propriedade de forma simultânea, evitando que uma parte cumpra sua etapa sem receber a contraprestação.

Por que o Drex não é o Pix

O Pix é um meio de pagamento em funcionamento desde 2020. Ele movimenta reais depositados em contas e serve para transferências, compras, cobranças e pagamentos. O guia do Pix em 2026 explica as funções já disponíveis e as que ainda estavam em estudo.

O Drex pretende organizar transações mais complexas, nas quais dinheiro e um ativo precisam mudar de mãos de forma coordenada. A página do BC cita a integração da plataforma e a possibilidade de programar a liquidação de operações. Por isso, a existência do Pix não significa que o Drex será um aplicativo concorrente para pagamentos do dia a dia.

O que muda para quem tem conta ou investe

Por enquanto, nada muda na rotina do consumidor. Não é necessário abrir carteira, comprar Drex ou migrar saldo de banco. Também não existe motivo para fornecer senha, código ou dados bancários a quem ofereça “cadastro antecipado” em nome do Banco Central.

Se o projeto chegar ao varejo, os custos, garantias, limites, responsabilidades e formas de acesso dependerão da regulamentação e dos contratos das instituições participantes. A promessa de reduzir etapas ou custos é uma possibilidade do desenho do sistema, não uma tarifa já definida nem um retorno garantido para o usuário.

Riscos e pontos ainda em aberto

O próprio BC coloca privacidade, proteção de dados e segurança entre as condições para avançar. A primeira fase do piloto apontou a necessidade de aprofundar esses temas. A segunda fase também exigiu acompanhamento tecnológico intenso, segundo a comunicação oficial da autoridade monetária.

Continuam em aberto a arquitetura definitiva, os casos de uso que chegarão ao público, a forma de distribuição pelas instituições financeiras, as tarifas, o tratamento de falhas e a data de eventual lançamento. Uma proposta em teste não equivale a um produto disponível.

Como acompanhar sem cair em golpe

  1. Consulte a seção Drex – Real Digital no site do Banco Central.
  2. Confira se a notícia aponta para uma publicação oficial do BC, e não apenas para uma mensagem ou vídeo.
  3. Não instale aplicativo, conecte carteira ou faça pagamento para “ativar” o Drex.
  4. Continue usando os canais oficiais do seu banco para Pix e outros serviços já disponíveis. Para entender o compartilhamento de dados, veja também o artigo sobre Open Finance.

Perguntas frequentes

O Drex já pode ser usado por qualquer pessoa?

Não. O Piloto Drex é restrito a participantes autorizados, e o BC informa que usuários finais não são participantes. Não há carteira Drex aberta ao público.

O Drex vai substituir o Pix?

Não há indicação oficial disso. As duas iniciativas têm funções diferentes: o Pix é um sistema de pagamentos; o Drex é uma infraestrutura para transações com ativos digitais e liquidação programável.

Existe data de lançamento do Drex?

Não. O Banco Central não publicou uma data específica para o lançamento ao público. O cronograma, o formato e os casos de uso ainda podem mudar após os testes.

O Drex é uma criptomoeda?

Não. O Drex é um projeto de moeda digital de banco central, sujeito à autoridade monetária e com paridade prevista com o real. Ele não funciona como um criptoativo descentralizado.

Fontes consultadas

Conteúdo atualizado em 3 de setembro de 2026. O Drex continua em fase de testes e as informações sobre arquitetura, casos de uso e cronograma podem ser alteradas pelo Banco Central.

Sobre o autor

Lacerda Araujo

Um apreciador da economia e noticias do dia a dia.